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quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Pânico entre aliados e crise com vice fazem Yeda fugir dos debates


Nesta quarta-feira (11/10), a coordenação de campanha da candidatura da tucana Yeda-Feijó cancelou três debates que já estavam agendados para o segundo turno da eleição: o do dia 17, que seria promovido pela Associação Rio-grandense de Imprensa (ARI) em conjunto com a RadioWeb; o do programa Polêmica da Rádio Gaúcha, que aconteceria no dia 18; e o do dia 22, que teria transmissão simultânea pela TVE e a FM Cultura. Mais de cem rádios do interior já estavam preparadas para retransmitir os dois debates. Mas com a desistência de Yeda, milhares de gaúchas e gaúchos dos mais longínquos rincões do Rio Grande perderão a chance de conhecer a fundo as propostas das duas candidaturas que disputam, neste segundo turno, o governo do Estado.

A posição oficial da candidatura Yeda-Feijó é que a agenda estaria superlotada. Desculpa. Se os debates foram agendados é porque houve a concordância da coordenação de campanha. Nesta quarta-feira, por exemplo, Yeda cancelou o debate agendado na TVCOM alegando que iria reunir com o candidato Geraldo Alckmin. Não reuniu. Alckmin estava em Minas. Yeda não apresentou explicações.

Há outras razões que parecem bem mais verdadeiras para justificar a fuga de Yeda dos debates:

A primeira, é que o programa de TV de Olívio há dois dias vem provando que no debate da Band, na noite da última segunda-feira, o candidato da Frente Popular está muito mais preparado e conhece muito melhor os problemas e as potencialidades do Estado. Estaria Yeda evitando novos confrontos por medo de que a enorme diferença entre a experiência de Olívio e a sua candidatura de elite começassem a ficar nítidas para o eleitorado? Yeda teria dificuldade de falar ao vivo, sem teleprompters e sem redatores profissionais para redigir o que ela fala?

A segunda explicação é que a campanha da tucana está mesmo em crise por causa das declarações do vice Paulo Feijó PFL que, quando fala em público, acaba sempre por revelar o real programa de governo de sua chapa: estado mínimo, privatização da água (Corsan), do Banrisul, da CEEE, da FEE, da Procergs e até da UERGS.

O descompasso e a falta de harmonia entre a candidata e seu vice têm deixado Yeda está à beira de um ataque de nervos. A crise é tão grande que já se ouve para além das paredes. Um repórter da sucursal da RBS em Brasília flagrou Yeda aos berros com o presidente estadual do PFL, deputado Onyx Lorenzoni de quem a candidata exigia que colocasse Feijó definitivamente nos trilhos. E a colunista Rosane Oliveira, de Zero Hora, afirma que “instalou-se o pânico na campanha (de Yeda)” depois que os aliados começaram a pedir a cabeça de Feijó e ele teima em sequer cogitar esta possibilidade. Pior: o próprio Feijó dá a pista do quanto o clima entre Yeda e ele anda irrespirável. Em entrevista à ZH, o repórter instiga: - A candidata disse que diz que é preciso ter sintonia na campanha. E Feijó lasca: “Então ela tem de fazer a reclamação para mim. Fiz meu papel e continuarei fazendo”. Pelo que se vê, a extensão da crise é tanta que nem conversar mais Yeda e Feijó conseguem.

Mas não há razão para tanto desentendimento. O que Feijó diz sobre a privatização do Banrisul é a posição oficial do candidato Geraldo Alckmin apoiado por Yeda e dela própria durante toda a sua trajetória política. O único pecado de Feijó é dizer à luz do dia o que os apoiadores de Yeda só dizem entre quatro paredes. Deixar Feijó falar é bom para a democracia e para a transparência do debate eleitoral.

Helena

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Manifestantes pedem abertura de CPI do governo Yeda

Yeda é amiga de José Serra
Manifestantes ligados a dez sindicatos de funcionários públicos passaram o dia diante da Assembleia Legislativa gaúcha pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a corrupçõ no governo de Yeda Crusius (PSDB). O grupo exibiu hoje, em Porto Alegre, faixas e cartazes contra a administração tucana no Estado e prometeu manter a mobilização até amanhã. O requerimento para a instalação da CPI foi elaborado pela bancada do PT e circula entre os deputados desde o dia 12 de maio, mas só conseguiu 16 das 19 assinaturas necessárias para ser aprovado. A 17ª, do deputado Paulo Azeredo (PDT), é tida como certa. A presidente do Sindicato dos Professores, Rejane de Oliveira, diz que a pressão dos trabalhadores pode convencer mais dois deputados a assinarem o pedido. Porém, os três parlamentares do PDT e um do DEM que rejeitaram a proposta, e a totalidade das bancadas do PP e do PMDB, de onde poderiam sair algumas dissidências, seguem irredutíveis na decisão de não apoiar a criação da CPI.


Numa espécie de contra-ataque a um dos adversários de Yeda, o deputado Coffy Rodrigues foi ao Ministério Público Federal (MPF) entregar uma representação contra o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM). O parlamentar pediu investigação da consultoria prestada pela APF Participações, da qual o vice-governador é sócio, à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) entre junho de 2007 e março de 2008, o que, para Rodrigues, seria vedado pela legislação. Feijó, que já havia dito em ocasiões anteriores que é acionista minoritário e não diretor estatutário da empresa, não comentou a iniciativa.

Pesquisa DataFolha

57% creem em corrupção na gestão Yeda

Administração de tucana é avaliada como ruim ou péssima por 51%, maior reprovação a um governador já registrada pelo Datafolha

Entre os que dizem que há corrupção, 55% acham que Yeda é muito responsável pelos casos, 88% defendem CPI e 70%, o impeachment

A 19 meses do final de seu mandato, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), não conseguiu desvincular a imagem de seu governo das denúncias de irregularidades que pipocam desde seu primeiro ano de mandato. Pesquisa Datafolha mostra que mais da metade dos gaúchos (57%) acredita na existência de casos de corrupção no governo.

Yeda amarga ainda a pior avaliação de sua administração -51% acham seu governo péssimo ou ruim. O índice de ótimo e bom ficou em 15%.

A pesquisa, realizada entre os dias 26 e 28 de maio, revela que, entre aqueles que acreditam haver casos de corrupção no governo, 70% defendem o impeachment de Yeda. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Em maio, a crise no Estado foi aprofundada por novas denúncias de caixa dois durante a campanha eleitoral tucana de 2006. Yeda classificou como "requentadas" as acusações publicadas pela revista "Veja".

"A pesquisa é sempre influenciada pelo noticiário mais recente, mas não deixa de ser a percepção que a população tem do governo", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Em comparação com a última pesquisa Datafolha realizada no Estado, entre 16 e 19 de março, os números apontam que o índice ruim ou péssimo do governo tucano oscilou dois pontos, dentro da margem de erro, de 49% para 51%.

A nota média da administração de Yeda caiu de 4,3 em março para 4 em maio.

Também entre os 57% daqueles que afirmaram acreditar em corrupção no governo, 55% dizem que a tucana tem muita responsabilidade nos casos. Já 88% são favoráveis a abertura de uma CPI para apurar se a governadora está envolvida nos casos de corrupção.

Apesar de ter melhor avaliação entre pessoas com nível superior e com renda maior do que cinco a dez salários mínimos, Yeda não tem aprovação em nenhuma faixa. Ou seja, em todos os cortes pesquisados o índice de ruim e péssimo é maior que o de ótimo e bom.

Segundo Paulino, ela é a única governadora reprovada por mais da metade da população do respectivo Estado entre todos os governadores avaliados pelo Datafolha até hoje, considerando gestões atuais e passadas. Quem mais se aproximou dessa taxa, segundo ele, foi o então governador de Santa Catarina, Paulo Afonso (PMDB), com 48% de ruim e péssimo, em dezembro de 1998. Os atritos do governo tucano começaram mesmo antes da posse. Entre os principais inimigos de Yeda está o vice-governador, Paulo Feijó (DEM).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Uma governadora corrupta e uma morte suspeita


O leitor Luís Paulo, enviou ao blog este texto publicado hoje na Folha. Segundo ele, antes, "deu uma limpada" já que o original havia partes que não interessava pois a Folha, lembrou de colocar Lula no balaio tucano...Então, para quem quiser ler o original, e for assinante, aqui está o link

Sempre que confrontada com sua gestão chocante, a governadora Yeda Crusius costuma responder que promove um verdadeiro choque de gestão no Rio Grande do Sul. Acumulam-se os descalabros à sua volta, mas ela, alheia a tudo, apenas repete que está pondo ordem na casa.

Yeda parece, além de perdida, politicamente isolada. Serra e Aécio, as estrelas do partido, têm problemas demais (sobretudo entre si) para se preocupar com o cadáver de um ex-secretário da tucana que, demitido sob suspeita no ano passado, apareceu na última semana boiando no lago Paranoá.

A essa morte ainda não esclarecida vêm se somar as denúncias de que gravações em vídeo reforçariam as evidências de corrupção no primeiro escalão do governo Yeda, agregando detalhes a escândalos já conhecidos e revelando outros.

A frágil Yeda Crusius corre o risco de se tornar o emblema maior do desastre político-administrativo do PSDB, tendo como concorrentes a ruinosa Alagoas do governador Téo Vilela e o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima, recém-cassado pelo TSE. Isso para não lembrar de Ivo Cassol (RO), o ex-tucano "hors-concours".

Comentário do blog para você entender o caso:

O comando do PSOL apresentou na quinta-feira mais denúncias contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). A deputada Luciana Genro (PSOL-RS) disse que o partido reuniu gravações de áudio e video indicando que houve caixa 2 e utilização de recursos de origem duvidosas para fins particulares no governo da tucana.

O dinheiro, segundo Luciana seria oriundo de corrupção no Detran do Rio Grande do Sul. "O material já está todo com o Ministério Público Federal. Não podemos revelar detalhes. Mas é necessário aprofundar as investigações porque infelizmente nós estamos de mãos atadas", afirmou Luciana Genro. A deputada, o presidente do PSOL, Roberto Robaina, e o vereador Pedro Ruas, que é advogado do partido, divulgaram ter nove novas suspeitas contra a governadora do Rio Grande do Sul.

De acordo com Luciana Genro, houve desvio de recursos, em 2006, durante a campanha eleitoral de Yeda Crusius. A suspeita é que mais de R$ 500 mil teriam sido repassados pela empresa Mac Engenharia (citada pela PF em operação que investiga fraudes em contratos públicos) para o ex-secretário Delson Martini e até mesmo para o marido da governadora, Carlos Crusius. Naquela ocasião, estariam presentes ainda Rubens Bordini (tesoureiro de campanha), Chico Fraga (ex-secretário de governo de Canoas e acusado na Operação Rodin) e Marcelo Cavalcante (ex-"embaixador" do Rio Grande do Sul em Brasília, que apareceu morto esta semana, no lago Paranoá, na capital federal.

Em outro vídeo, Lair Ferst apareceria relatando conversa que seria sobre a repartição do dinheiro do Detran entre ele, Yeda, Vaz Netto e Dorneu Maciel (os dois últimos acusados na Operação Rodin). Lair ofereceria 100 mil por mês para Yeda para manter o esquema e ela teria respondido: "por 100 mil eu nem me levanto da cadeira". Os documentos repassados ao MPF indicariam ainda que teria havido repasse de R$ 400 mil que teriam sido utilizados pela governadora para a negociação da compra de uma casa.

Em meados do ano passado, o governo de Yeda Crusius foi atingido por denúncias de desvio de recursos e irregularidades. A tucana se viu obrigada a demitir alguns de seus auxiliares diretos. A governadora decidiu ainda montar um "gabinete de crise" na tentativa de buscar soluções para os escândalos.

Suposto suicídio

O corpo de Marcelo Cavalcante foi encontrado na manhã da última terça-feira, 17, no lago Paranoá. Seu carro, um Toyota Corolla, estava próximo ao local, e apenas seu telefone celular desapareceu. Apesar do rumoroso caso e das investigações que apontavam uma ligação entre Lair Ferst e Cavalcante, sua morte foi declarada como suicídio. Não teria havido necropsia do corpo, que poderia apontar, por exemplo, sinais de afogamento (como a presença de microalgas no pulmão do morto.

Em entrevista a um jornal da capital Gaúcha, um dia antes das denúncias do PSOL, a empresária Magda Koenigkan - viúva de Cavalcante - revelou que ele estava muito apreensivo nos últimos dias com um depoimento ao Ministério Público Federal, marcado para depois do Carnaval. A empresária disse ainda que Marcelo teria sido convidado pessoalmente pela governadora Yeda Crusius para retomar o trabalho na “embaixada” gaúcha em Brasília, mas que teria se recusado. A imprensa da capital Gaúcha também noticiou o fato como suicídio, sem qualquer questionamento com relação ao que pode ter realmente ocorrido com o ex-representante do governo Yeda.

Segundo as denúncias do PSOL, Ferst e Cavalcante estariam em conversações para aceitar um acordo de "delação premiada". Tal tipo de acordo deve ser mantido em sigilo até os primeiros depoimentos. O MPF, no entanto, nega que já houvesse algum acordo.

Resumo breve

Muitos tem condenado Luciana Genro por ela não ter apresentado à impresa os vídeos e áudio. Eu, se fosse a Yeda ou a cúpula tucana, colocaria a barba de molho. lembre-se de que Luciana Genro, a amiga de Protógenes... Tucano? Ora esses caras venderam o País, vendem a mãe na bolsa se perceberem que lucram. Será que também não matariam pelo poder?

sábado, 9 de maio de 2009

O caixa 2 da campanha de Yeda Crusius


Reportagem publicada na edição da revista "Veja" desta semana denuncia a prática de caixa dois pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Conforme a publicação, Carlos Crusius, o marido da governadora na época da campanha eleitoral teria recebido, logo após a eleição de Yeda, a quantia de R$ 400 mil de duas fabricantes de cigarro. O dinheiro teria sido utilizado no pagamento de contas pessoais do casal e na compra de uma casa em bairro nobre de Porto Alegre. A denúncia, segundo a "Veja", aparece em uma gravação feita por Lair Ferst, antigo aliado tucano, parte fundamental na campanha de Yeda ao Piratini e réu em processo sobre fraude milionária do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS).

A revista informa que teve acesso a 90 minutos de um total de 10 horas gravadas de conversas de Ferst com Marcelo Cavalcante, ex-representante do Palácio Piratini em Brasília. Nos diálogos, Cavalcante demonstra intimidade com Ferst, que ajudou a captar recursos para a campanha de Yeda, em 2006. Conforme a reportagem, uma agência de publicidade da capital gaúcha financiou passagens aéreas, recepções e outros benefícios aos integrantes da cúpula de campanha. Atualmente, a empresa presta serviço de marketing ao governo estadual.

A viúva de Cavalcante, Magda Koegnikan, afirmou que é verdadeiro o conteúdo das gravações feitas por Ferst e disse que o próprio Marcelo relatou a ela os fatos. As gravações, que estariam em poder do Ministério Público Federal, teriam sido entregues por Ferst "para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele".

Magda contou que, ao saber da intenção de Ferst, Cavalcante entrou em depressão e começou a beber. Em 17 de fevereiro, já exonerado do governo Yeda por suspeita de participação na fraude do Detran e lotado como assessor do gabinete do deputado federal Cláudio Diaz (PSDB-RS), Cavalcante foi encontrado morto, boiando no Lago Paranoá, em Brasília. Inquéritos da Polícia Civil apontam probabilidade maior de suicídio.

CPI

Os partidos de oposição reagiram aos novos fatos trazidos pela reportagem. O PSOL divulgou nota no site da deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS). Ela estará ao lado do presidente estadual da sigla, Roberto Robaina, e do vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas, para se manifestar sobre o caso em coletiva de imprensa na segunda-feira. A deputada estadual Stela Farias (PT) declarou que "os elementos apresentados reforçam a necessidade de instalação de CPI na Assembleia Legislativa para investigar o caso". Um milagre aconteceu. A revista Veja, está falando em caixa dois da tucana Yeda. Mas por que só agora, quase no final do governo, a revista resolveu denunciar o que nós já cansamos de falar aqui no blog?

Da Veja

A governadora gaúcha Yeda Crusius, do PSDB, não tem sossego. Enfrenta acusações de ter usado caixa dois em sua campanha eleitoral desde antes de tomar posse, em janeiro de 2007. Fato espantoso, as primeiras denúncias partiram de seu vice, Paulo Feijó. Como se não bastasse, no mesmo ano, a Polícia Federal desbaratou uma máfia que desviava recursos do Detran gaúcho. Os escândalos ceifaram três secretários de governo e o chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante. Em seguida, a governadora foi obrigada a explicar onde arranjou dinheiro para comprar, no fim de 2006, uma casa em um bairro nobre de Porto Alegre. O caso, que lhe rendeu um pedido de impeachment, acabou arquivado pelos promotores gaúchos. Em fevereiro passado, a morte repentina de Marcelo Cavalcante injetou uma dose de tragédia nas agruras do governo tucano. O corpo do ex-assessor foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília. As investigações policiais indicam que ele se suicidou. Assessor de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, Marcelo conhecia o PSDB gaúcho na intimidade. Com seu desaparecimento, parecia ter se perdido uma das mais acuradas memórias da campanha e dos primeiros dias do governo Yeda.

Era uma presunção falsa. Na mesma semana da morte de Marcelo, descobriu-se que os procuradores federais dispunham de gravações nas quais o ex-assessor relatava irregularidades na campanha e na gestão da tucana. VEJA teve acesso a parte desses áudios. A reportagem ouviu uma hora e meia das dez horas de diálogos mantidos entre Marcelo e o empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho. Neles, fica claro que o ex-assessor conversava com liberdade com Ferst, que o ajudara a arrecadar dinheiro para a campanha tucana. Nos trechos analisados por VEJA, há três fatos que merecem ser investigados. O coleguinha Will Smith publicou a matéria completa da Veja no Cloaca

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quando a imagem diz mais que qualquer palavra

Yeda Crusius(PSDB) é desaprovada por 74% dos gaúchos,Mas segundo ela, até o Serra me disse: 'Yeda nunca vi algo assim. Isso é um ataque especulativo!'"

Além de Serra, Yeda disse que recebeu apoio do outro presidenciável tucano, o governador mineiro Aécio Neves disse confiar em sua inocência. Mesmo com a avalanche de denúncias de corrupção que tem sofrido nos últimos dois anos e meio, Yeda se vê como possível candidata.

"Sou pré-candidata. Enfrentei uma campanha eleitoral extremamente truculenta em 2006 e era prevista uma certa radicalização na política do Estado", afirmou aqui para o Terra. "

Uma pesquisa feita pelo Ibope para o Grupo RBS mostra que a maioria dos gaúchos desaprova o desempenho da governadora Yeda Crusius (PSDB) e é favorável ao afastamento da tucana do cargo. Entre os entrevistados, 74% desaprovam o desempenho da governadora e 19% aprovam.

O resultado foi divulgado nesta segunda-feira pelo jornal "Zero Hora"(jornal de assessoria especial da Yeda). Os números indicam que 43% da população avalia o governo estadual como péssimo, 21% como ruim, 24% como regular, 9% como bom e 2% como ótimo.

Uma maioria de 84% diz ter conhecimento do processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa. O índice de consultados favoráveis ao afastamento da Yeda é de 62%, enquanto o dos contrários é de 22% e o de indiferentes 8%. Para 29% dos entrevistados, as denúncias de envolvimento da governadora com a fraude do Detran são verdadeiras, enquanto para 39% são mais verdadeiras do que falsas, para 12% são mais falsas que verdadeiras e para 3% são falsas.(Clique na imagem para ler o manifesto do PSDB)

Yeda diz que é candidata 2010

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), contestou nesta segunda-feira em entrevista ao programa 'Roda Viva', da TV Cultura, o resultado da pesquisa Ibope divulgada neste fim de semana sobre a avaliação de sua administração e afirmou que também quer saber o porquê da rejeição a sua administração.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de não concorrer à reeleição em 2010, Yeda disse que em 2002 já abriu mão da disputa em favor do grupo político que apoiava a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República e admitiu que é pré-candidata à reeleição. "Já provei que eu ajudo", afirmou. "Eu sou uma pré-candidata que respeita todas as informações que eu tenho."

A governadora disse que não é vítima de uma perseguição, mas de um "jogo do mercado de escândalos".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Corrupção demo-tucana: José Serra no palanque da aliada Yeda Crusius

José Serra em visita a Yeda Crusius no dia 6 de março de 2010

No sábado, José Serra (PSDB/SP) visitou a governadora tucana Yeda Crusius (PSDB/RS), no Rio Grande do Sul. Yeda ciceroneou Serra na cidade de Caxias do Sul, na Festa da Uva, e ensaiaram a dobradinha que pretender fazer nas eleições de 2010.

No governo de Yeda Crusius aconteceram os maiores escândalos de corrupção da história do Rio Grande do Sul. A corrupção no DETRAN derrubou todo o primeiro escalão de Yeda. A "Operação Solidária da Polícia Federal" também flagou corrupção no governo gaúcho. Yeda comprou uma mansão logo após a eleição em uma transação prá lá de nebulosa.

A maioria da Assembléia Legislativa gaúcha é governista, e os partidos que a apoia estiveram envolvidos nos escândalos. Por isso ela escapou do impechment.

Yeda deveria ter renunciado. Em vez disso vai se candidatar à reeleição, sem chances, devido ao repúdio do povo gaúcho pela enorme corrupção em seu governo. José Serra foi ao Rio Grande do Sul com a missão de apoiar a reeleição de Yeda, mesmo sabendo de toda a corrupção que houve.

Se continuar com esse tipo de aliança eleitoral, José Serra acabará na festa de aniversário dos 50 anos de Brasília ao lado de Arruda, no dia 21 de abril.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Todos os homens (e mulheres) da Governadora tucana denunciada por corrupção

A cúpula do governo demo-tucano do Rio Grande do Sul, denunciada por corrupção (improbidade administrativa):

Carlos Crusius, ex-marido da governadora

Professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Até janeiro deste ano, presidiu o Conselho de Comunicação do governo Yeda Crusius. Após um desentendimento público entre a governadora e o ex-marido, o órgão foi extinto. É diretor do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB.

Delson Martini, ex-secretário-geral de Governo

Ex-aluno, amigo íntimo da governadora Yeda Crusius e filiado ao PSDB, o economista trabalhou com ela no Ministério do Planejamento no governo Itamar Franco. Também atuou no Grupo Hospitalar Conceição. No início do atual governo, assumiu a presidência da CEEE e, em seguida, a Secretaria-Geral de Governo.

Frederico Antunes, deputado estadual (PP)

Formado em Agronomia, iniciou a carreira política como vereador em Uruguaiana. Hoje é deputado estadual. Já presidiu a Assembleia Legislativa e o conselho administrativo da Corsan. Foi secretário de Obras no governo Germano Rigotto.

João Luiz Vargas, ex-deputado pelo PDT e presidente do Tribunal de Contas do Estado

Advogado e jornalista, João Luiz Vargas iniciou sua carreira política aos 22 anos, quando foi eleito vereador em São Sepé. Em 1982, venceu as eleições para a prefeitura do município. Foi eleito deputado estadual em 1990 e assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado em 2007.

José Otávio Germano, deputado federal do PP

José Otávio Germano é formado em Direito pela PUCRS e iniciou sua trajetória profissional em Cachoeira do Sul. Lá, atuou como advogado e professor universitário. Foi eleito vereador mais votado do município em 1988 e, dois anos mais tarde, se elegeu deputado estadual. No governo do Estado ocupou as secretarias do Transportes (1997-1998) e da Justiça e da Segurança Pública (2003-2006).

Luiz Fernando Záchia, deputado estadual do PMDB

Administrador de empresas, é natural de Porto Alegre, onde foi vereador. Ex-vice-presidente de futebol do Sport Club Internacional, elegeu-se deputado estadual. Presidiu a Assembleia Legislativa e liderou o Pacto pelo Rio Grande, projeto que buscou desenhar uma agenda mínima de consenso entre governo e oposição.

Rubens Bordini, vice-presidente do Banrisul indicado pelo PSDB

Foi aluno do casal Crusius na Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ligado ao PSDB, trabalhou no Grupo Hospitalar Conceição como assistente da direção e, depois, no Banrisul. Depois de passar por outros cargos no banco durante gestões anteriores, tornou-se vice-presidente após a posse da governadora. Foi tesoureiro das campanhas de Yeda. Foi envolvido em suspeitas de prática de caixa 2.

Yeda Crusius (PSDB), governadora do Estado

Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, Yeda Crusius se mudou para Porto Alegre em 1970, após se casar com o também economista Carlos Augusto Crusius. Na Capital, lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ter sido diretora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. A carreira política de Yeda teve início em 1990, quando ingressou no PSDB. Durante o governo de Itamar Franco, em 1993, foi ministra do Planejamento. Também foi deputada. Concorreu à prefeitura de Porto Alegre duas vezes, mas não foi eleita. Em 2006, venceu as eleições para o governo do Estado.

Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora

É assessora de confiança de Yeda Crusius há cerca de 15 anos. É reconhecida por membros da base como peça fundamental no gabinete da tucana. Está envolvida em fatos investigados pela Polícia Federal na Operação Solidária. Walna foi apresentada a Yeda em 1995, quando ela desembarcou em Brasília para cumprir seu primeiro mandato federal. A aproximação se deu por meio de Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda morto em fevereiro. Em 2006, mudou-se para Porto Alegre com a tarefa de ajudar na administração das contas de campanha. Walna tinha uma mesa ao lado da ocupada pelo tesoureiro oficial, Rubens Bordini.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

PIG só dará notícia de Yeda Crusius se ela sair presa do Piratini

Apesar da sequencia de escândalos desde as privatizações, Daniel Dantas só ganhou as páginas dos grandes jornais quando foi preso.

O mesmo acontece agora com a corrupção tucana do governo Yeda Crusius.

O governo de Yeda Crusius está sob investigação do Ministério Público, desde a Operação Rodin da Polícia Federal, que desbaratou um esquema de corrupção no DETRAN gaúcho.

Um ex-alto funcionário daquele governo aparece morto no lago Paranoá, em Brasília, poucos dias antes de prestar depoimento (informação confirmada pela esposa).

A Deputada Luciana Genro, o vereador Pedro Ruas e o presidente estadual do Psol, Roberto Robaina, em entrevista coletiva, fizeram denúncias graves sobre a corrupção de Yeda Crusius, citando fatos, nomes e números. Coisa muito mais significativa do que disse Jarbas Vasconcelos.

A dita grande imprensa poderia até levantar dúvidas sobre a denúncia de Luciana Genro, pois ela não apresentou as gravações, mas jamais poderia ignorar a dimensão da notícia, pois não foi em off, ele denunciou publicamente, tal qual fez Roberto Jefferson com Marcos Valério, e Gilmar Mendes e Demóstenes Torres no "suposto" grampo. Em nenhum dos casos, exigiu-se provas para publicar as denúncias.

Veja as denúncias do PSOL:

- A empresa Mac Engenharia teria repassado R$ 500 mil à campanha de Yeda. Estariam presentes na reunião, no final de 2006, Chico Fraga, Aod Cunha, Rubens Bordini, Delson Martini, Carlos Crusius, marido da governadora, Lair Ferst e Marcelo Cavalcante. Ruas disse que há áudio e vídeo dessa reunião, gravados por Lair Ferst.

- Duas parcelas de R$ 200 mil teriam sido recebidas de fumageiras de Santa Cruz e Venâncio Aires. Nessa reunião, em 2006, segundo Luciana, estariam presentes Aod e Lair que, na conversa, teria enfatizado que não poderia dar recibo a pedido da governadora, na época, candidata. Essa conversa também teria sido gravada em áudio e vídeo.

- Conversa em que a governadora negociaria a repartição do dinheiro oriundo da corrupção do Detran. Segundo Luciana, teria sido oferecido à governadora R$ 100 mil mensais pelo esquema "e ela diz que não se levanta da cadeira por R$ 100 mil". O fato teria sido relatado no depoimento de Lair como parte da delação premiada e haveria testemunhas do diálogo, segundo Ruas.

- O deputado José Otávio Germano teria entregue R$ 400 mil para a campanha de Yeda. Esse dinheiro seria fruto de caixa 2. Segundo o Psol, ele teria afirmado que entregou o dinheiro para conseguir um crédito político com a governadora. Estariam presentes na reunião, em 2006, segundo Luciana, Lair, a candidata e Marcelo Cavalcante. A conversa teria sido gravada em áudio e vídeo.

- Lair e um corretor chamado Albert falariam de toda a formatação da compra da casa de Yeda em um vídeo. "Ele é muito detalhado, muito explícito. Pega da primeira a última palavra da conversa", disse Ruas. No vídeo, segundo ele, aparece a entrega do dinheiro vivo.

- Entrega de mensalinhos para várias pessoas que seria feita por Valna, secretária de Yeda, e por Delson Martini. Estariam presentes Lair Ferst e Marcelo Cavalcante. Esse episódio, em 2007, teria sido gravado em áudio e vídeo.

- Humberto Busnello teria entregue R$ 100 mil de caixa 2 para Aod Cunha, na presença de Lair, durante a campanha. O evento também teria sido gravado em áudio e vídeo.

- Longa explanação de contas particulares de várias pessoas, inclusive da governadora, feito por agências de publicidade a pedido dela. Tudo teria sido feito na presença de Lair e de Marcelo Cavalcante. Também haveria vídeo e áudio.

-Diálogo sobre reforma feita na casa da governadora pela Magna Engenharia. Esse diálogo teria acontecido na presença de Lair e teria sido gravado em áudio e vídeo. Lair negociaria a reforma e o pagamento que, segundo Ruas, não seria feito pela governadora.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Yeda manda bater e prender


Yeda reagiu às críticas dos manifestantes chamando os professores de "torturadores" (clique na imagem)


Manifestação em frente à casa de Yeda termina com seis pessoas detidas (Veja)..

"Acuada por indiciamentos de dois dos seus secretários pela Polícia Federal gaúcha, por corrupção e cada vez mais desacreditada nas pesquisas de opinião, a governadora Yeda Crusius tem evitado aparições públicas, mas não consegue evitar o desgaste de sua administração",

Denúncias
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou um esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo estima o Ministério Público.

A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indica o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.

É estranho que o senador Álvaro Dias ou Arthur Virgílio não defendam a instalação de uma CPI para investigar essas denúncias contra a Yeda. O Rio Grande do Sul, está sentindo na pele o que é ser governado pelo PSDB.Só espero que, ao contrário dos paulistas que reelegem esse mesmo grupo há 20 anos, dêem a resposta adequada nas próximas eleições.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E agora Yeda?

A casinha da Yeda: Comprada com dinheiro de corrupção
O PSOL apresentou nesta segunda-feira novos documentos que, reforçam a denúncia sobre o caixa dois na campanha eleitoral da governadora Yeda Crusius (PSDB), em 2006.

A deputada Luciana Genro (PSOL-RS), disse; "O marido da governadora era um arrecadador informal. Ele recebia esse dinheiro das doações e não passava para a campanha. Ele Crusius tenta desqualificar e desmente a existência de caixa dois. Mas os documentos reforçam a existência de caixa três, ou seja, a apropriação de parte dos recursos do caixa dois", disse a deputada à Folha Online, por telefone.

Luciana disse ainda que foi com o dinheiro do "caixa três" que Yeda e seu marido compraram, em dezembro de 2006, uma casa avaliada em R$ 750 mil.

O partido apresentou cópias de dois e-mails enviados por dois executivos do Rio Grande do Sul solicitando adesão à campanha de Yeda. Um deles indica que o recebedor da "encomenda" seria o "marido" --mas não diz de quem.

O outro e-mail relaciona seis empresas que colaboraram com a campanha de Yeda. Segundo o PSOL, pelo menos duas empresas não constam na lista de doadores oficiais encaminha à Justiça Eleitoral.

O PSOL também vai pedir à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para pedir continuidade no processo de impeachment de Yeda feito no ano passado pelo partido. O pedido está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O partido vai reivindicar, no mínimo, o afastamento provisório da governadora para não atrapalhar as investigações.

E vocês lembram dessa notícia aqui?:

Yeda cogita ser primeira mulher presidente

"Não descarto de jeito nenhum" disse ela. Será qe ainda está nos planos da governadora disputar a Presidência da República?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aníbal dá carta branca a corrupção no RS


O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), pediu a cassação da deputada Luciana Genro (PSol-RS) por ter denunciado, a prática de caixa 2 na gestão da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). A iniciativa ocorre um dia depois de 10 parlamentares tucanos participarem do lançamento da frente anticorrupção, pela moralização da política, e de senadores do partido se revezarem nos microfones do Senado em apoio a Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Sem apresentar provas o peemedebista pernambucano voltou a artilharia contra a própria legenda para denunciar supostas práticas espúrias e dizer que seus correligionários gostam mesmo é da corrupção.

Aníbal apresentou a representação contra a parlamentar gaúcha à Mesa Diretora da Câmara. Se o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), aceitar o pedido, a corregedoria, comandada por Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), abrirá uma sindicância para apurar se houve quebra de decoro parlamentar.

A deputada Luciana Genro disse que o PSDB tenta cercear o exercício do mandato contra a corrupção. “Falam em ética e transparência, mas, na prática, promovem e acobertam a corrupção”, diz a nota divulgada à imprensa ontem pela parlamentar gaúcha. Ela afirmou que continuará fazendo as acusações contra Yeda e não abdicará do direito de denunciar atos de corrupção só porque um processo está em segredo de Justiça. “O mais incrível é que a eles (tucanos) não interessa a verdade. Deixaram claro na representação que não lhes interessam as provas, querem é calar o PSol e permitir que a governadora Yeda siga saqueando os cofres do Rio Grande do Sul. Nós queremos a verdade. Nenhum segredo de Justiça está acima do interesse público”, segue a nota da deputada.

Solidariedade

A presidente do partido, Heloísa Helena, divulgou comunicado em solidariedade à correligionária. Para ela, o PSDB tomou uma atitude antidemocrática e vergonhosa. “O PSDB queria o silêncio a qualquer custo. Não, em hipótese alguma Luciana Genro se calará”, afirmou a dirigente em nota.


O PSDB Gaúcho, a cada dia que passa, sangra mais e mais no episódio da misteriosa morte de Marcelo Cavalcante, culminando com a denúncia do PSOL sobre esquemas de caixa 2 e de desvios de recursos públicos no governo gaúcho. O pai do Secretario de Yeda Crusius (PSDB),diz que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) ofereceu um emprego para Marcelo trabalhar no partido. Segundo a deputada federal Luciana Genro (PSOL), Guerra teria participado de uma reunião com Marcelo, juntamente com a governadora Yeda Crusius, em Brasília, alguns dias antes da morte do assessor. A esposa de Marcelo relatou que ele vinha recebendo telefonemas suspeitos poucos dias antes de morrer. Mas, nada disso incomoda o deputado tucano Anibal, afinal de contas, o PSDB é acostumado criar dossiês e outras práticas criminosas contra seus adversários que, uma morte, para os tucanos, não significa lá muita coisa, desde de que, eles voltem ao poder

Dona Yeda, não precisa ficar triste. Tucanos como a senhora. têm sido acusados de corrupção em todos os estados que governam. O Cássio da Paraiba meteu a mão no cofre público, depois de muitas indas e vindas, foi cassado. O Teotônio em Alagoas, e a Yeda. no Rio Grande do Sul estão por um fio. E o Serra certamente não vai escapar quando iniciarem as investigações das propinas da Alston e da caixinha da Segurança Pública. Obvio, desde que, tenham vontade política. Enquanto sonhamos com esse dia, acho bom o PSDB ir colocando todas as barbas de molho. Luciana Genro é amiga do delegado Protogenes, que, diga-se de passagem: Conhece muito podre dos tucanos

Para quem não sabe...

A base da governadora Yeda Crusius (PSDB) na Assembleia gaúcha conseguiu enterrar ontem o pedido do PT para que o Ministério Público investigasse a procedência das denúncias do PSOL.

Dá uma clicada http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aécio faz desastrosa defesa de Yeda Crusius, diante da corrupção tucana

O PIG quer mostrar como se Aécio tivesse sido aclamado em um encontro "1º Fórum Nacional do PSDB Mulher", mas a história é um pouco diferente. O ato virou um encontro de caciques tucanos para prestarem apoio à Yeda Crusius diante da corrupção tucana que assola o Rio Grande do Sul. E Yeda levou claque para aplaudir discursos favoráveis à ela.

O público foi pequeno (em uma foto mais aberta, só é possível contar cerca de 75 pessoas no auditório), faltou delegação até de um estado populoso como o Rio de Janeiro. O evento se deu em ambiente fechado, nos salões do luxuoso hotel San Marco, em Brasília, longe do povo, longe Congresso Nacional, para fugir da manifestação dos movimentos sociais em defesa do petróleo nacional e contra a entrega da Petrobrás à estrangeiros pelos tucanos.

José Serra e FHC fugiram de comparecer ao evento, pois tiveram medo de dar de cara com manifestantes de movimentos populares, que estavam em Brasília protestando contra o assalto da CPI da PetrobraX. Gilmar Mendes foi vaiado ao ser avistado saindo do Congresso Nacional e Serra temia passar pelo mesmo.

Fugindo de seu estilo em cima do muro, Aécio fez discurso inflamado, ora enaltecendo Yeda Crusius como se fosse "vítima" da corrupção tucana, ora atacando o governo Lula.



Ao tomar o microfone (foto acima), Aécio dirigindo-se à Yeda, disse:

"... Yeda, você não precisa da minha solidariedade e nem a de ninguém. Eu e o PSDB nos orgulhamos muito de você...

... O Brasil precisa parar de temer CPI's, ser transparente [Aécio quis se referir à CPI demo-tucana da PetrobraX, mas a citação provocou calafrios em Yeda, que faz tudo para impedir uma CPI na Assembléia gaúcha]..."

Aécio também despiu a fantasia do discurso "pós-Lula" e vestiu a de "anti-Lula" ao disparar o surrado discurso preferido de FHC e revista Veja, criticando o pseudo-aparelhamento do estado.

Em ato falho, Aécio praticamente revelou os piores temores demo-tucanos:

"... Saio desse evento certo de que temos a força, de que podemos entrar nas vielas do país com o queixo erguido para dizer: "Eu sou tucano"... Vim desejar coragem para 2010 às mulheres e ao PSDB."

Humm... a segunda maior liderança tucana "deseja coragem" à seu partido para enfrentar o povo nas urnas em 2010 ... é sinal de que HÁ MUITO MEDO das ruas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Serra foge de Yeda, em pizzaria no Rio de Janeiro

A tucana Yeda Crusius (PSDB/RS) fez o lançamento oficial de sua campanha, em um evento realizado no Clube Farrapos, em Porto Alegre, no dia 14 à noite. A presença do candidato a presidente José Serra, em seu palanque, era aguardada.

Mas Serra preferiu se encontrar com artistas demo-tucanos em uma pizzaria, como Carlos Vereza, Ferreira Gullar, e outros que compareceram, mas não confirmaram apoio. O encontro foi promovido pelo "cineasta" Guilherme Coelho. Trata-se do filho de Ronaldo Cezar Coelho (PSDB/RJ), ex-banqueiro, dublê de amigo que empresta o jatinho a Serra e suplente de senador de Cezar Maia. O ex-banqueiro declara quase metade de seu patrimônio (R$ 228 milhões) em paraíso fiscal.

O que leva Serra a fugir do mais importante evento político da candidata a governadora de seu partido no Rio Grande do Sul, para um insosso encontro com artistas em pizzaria?

A corrupção! O governo de Yeda Crusius foi marcado por escândalos de corrupção em série. A CPI do DETRAN derrubou a cúpula do governo de Yeda, levando à demissão seus secretários. As Operações Rodin e Solidariedade, da Polícia Federal, quebrou a espinha dorsal da corrupção que estava no núcleo do governo de Yeda Crusius.

Gabeira trai Marina

O candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, traiu a candidata a presidente de seu partido, Marina Silva, e correu para o abraço na pizzaria com José Serra.

Yeda diz que não vê a hora de dividir o palanque com Serra

A ausência de Serra, teve como desculpa "problemas com a agenda". Mas todo mundo sabe o que leva um político a trocar um palanque regional com candidatos a governador, senado, câmara e assembléia, e com a presença de prefeitos, por um encontro com "artistas" em pizzaria.

Apesar de Serra fugir de Yeda, a tucana insiste em se pendurar no pescoço de Serra. No evento ela disse que não vê a hora de dividir seu palanque com José Serra.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Gaúcho endividado: Yeda quer US$ 1 BI do Bird


A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB, pediu ontem ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que reveja decisão tomada pelo ministro da Corte, Joaquim Barbosa, que negou medida cautelar, impedindo o estado de tomar empréstimo de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial (Bird), sem prévia autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda. O estado teve a permissão negada pela secretaria porque o Poder Judiciário estadual e o Ministério Público gaúcho não teriam conseguido se adequar aos limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quanto aos gastos com pessoal. Yeda Crusius alega que a verba se destinaria ao "estabelecimento de um novo ciclo de desenvolvimento" para seu estado. Em 27 de março deste ano, Yeda, embarcou para uma viagem ao Estados Unidos e Canadá. Segundo seu vice Paulo Feijó, Yeda, estava viajando para pedir empréstimo de 1 bilhão de dólares para o Rio Grande do Sul.


Secretário que tomou chope com empresário caiu

O secretário de Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul, Ariosto Culau, pediu demissão, ontem, após ser fotografo pelo jornal Zero Hora tomando chope com o empresário Lair Ferst, indiciado pela Polícia Federal na Operação Rodin, que investiga fraude de R$ 44 milhões contra os cofres públicos gaúchos.

O encontro ocorreu na noite de quinta-feira, num shopping de Porto Alegre, algumas horas depois de Culau ter participado, ao lado da governadora Yeda Crusius (PSDB), do anúncio de que o Executivo ia romper o contrato com a Fundae, uma fundação suspeita de envolvimento na fraude contra o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Por volta das 19h de domingo, Culau entregou à Yeda uma carta de renúncia. A demissão ocorreu às 22h. A Operação Rodin foi desencadeada pela PF em novembro de 2007, com a prisão de Ferst e de outros 11 suspeitos de envolvimento na fraude contra o Detran. Membro do PSDB, Ferst está ligado ao esquema. Ao todo, 39 pessoas foram indiciadas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PSDB abandona Yeda


Alvo de denúncias de corrupção visitou ontem o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), em Brasília, a governadora buscou apoio dentro do partido, mas não conseguiu obter garantias de que será a candidata apoiada pelos tucanos em 2010, quando --segundo ela, tentará a reeleição.Acredite se quiser!

Yeda e Sérgio Guerra criticaram a tentativa de a oposição ao governo estadual tentar instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para apurar as denúncias de corrupção. " A CPI se transformará em um palanque " , disse Sérgio Guerra.

Questionado por um jornalista se não era contraditório defender uma CPI no Senado para investigar a Petrobrás e o governo federal, ao mesmo tempo em que impede a CPI no Rio Grande do Sul, para apurar supostas irregularidades contra a tucana, o presidente do PSDB desconversou e disse apenas que " são questões muito diferentes, e que, na Petrobras tem corrupção, no governo da Yeda não " .

A governadora foi rápida em sua entrevista e disse que somente voltará a se pronunciar sobre o caso por meio de seu advogado, o ex-ministro do TSE José Eduardo Alckmin, primo do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Sobre 2010, Guerra disse apenas que o PSDB estará unido, mas não garantiu que será em torno de Yeda.

O PSDB já prepara um "plano B" eleitoral para o caso de o governo de Yeda Crusius (PSDB-RS) naufragar em meio às denúncias do seu envolvimento e de assessores importantes com a utilização de caixa dois na campanha.

Se as denúncias inviabilizarem eleitoralmente uma eventual tentativa de reeleição de Crusius, os tucanos poderão apoiar o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).

Aliança ajudaria ainda a compor o projeto tucano de formar palanques regionais com o PMDB para fortalecer seu candidato ao Planalto

Yeda jogada as traças...

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que Yeda tem "condições de se defender" das acusações de caixa 2 durante sua campanha ao governo do Estado, em 2006. "Isso merece uma averiguação profunda antes de conclusões que podem ser levianas", afirmou.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

PSOL e PV entram com representação contra Yeda


O PSOL e o PV encaminharam uma representação por improbidade administrativa contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), ao Ministério Público de Contas, órgão vinculado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os dois partidos questionam a compra da casa onde a governadora mora desde o final de 2006. Segundo eles alegam, o custo de R$ 750 mil não é compatível com os rendimentos que Yeda, como deputada federal, e seu marido, Carlos Crusius, como professor universitário, recebiam à época.

Para justificar o pedido, os dois partidos invocaram a Lei Estadual 12.980, em vigor desde 5 de junho deste ano e sancionada pela própria Yeda, que outorga ao TCE competência para controlar a variação patrimonial de agentes públicos.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Costa da Camino, prometeu emitir um parecer em 15 dias.


Na Assembléia Legislativa, os deputados do PT também preparam um pedido de investigação sobre a compra da casa de Yeda, que será encaminhado ao Ministério Público Federal como conclusão paralela ao relatório final da CPI do Detran.

Os parlamentares petistas vão argumentar que a declaração de bens da governadora à época, de R$ 674 mil, era inferior ao valor do negócio. Os deputados também vão citar o depoimento do ex-chefe da Polícia Civil, Luiz Fernando Tubino, indicando ter informações do inquérito da Operação Rodin de que o empresário tucano Lair Ferst, um dos réus de processo por fraude de R$ 44 milhões no Detran, teria pago R$ 400 mil do custo do imóvel com sobras da campanha eleitoral de 2006, que elegeu Yeda.

O próprio Tubino admitiu, no mesmo depoimento, que não tinha provas do que dizia. Ferst também negou ter participado do negócio. A Polícia Federal informou que a compra da casa de Yeda não foi mencionada durante a Operação Rodin, que detectou o esquema de superfaturamento e distribuição de propina no Detran.

domingo, 25 de julho de 2010

"Minha mansão, Minha vida" de Yeda Crusius foi parar na Justiça



Um processo civil contra a governadora Yeda Crusius (PSDB/RS), corre em segredo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Apesar do segredo de justiça, é perceptível, pelos dados do processo, que está relacionado à polêmica compra da Mansão de Yeda Crusius, pois aparecem como réus:

- Yeda e seu ex-marido, Carlos Crusius, que foram os compradores.
- Eduardo Laranja, que foi o vendedor.

Como indício de que o processo trata da operação de compra da mansão, ainda há o valor da causa: R$ 750.000,00. É exatamente o valor declarado da compra por Yeda e seu ex-marido.

No ano passado, o próprio PIG gaúcho (Grupo RBS), levou ao ar gravações de conversa de gente da cúpula da campanha de Yeda Crusius, falando em Caixa-2 e sobras de campanha em 2006 para compra da mansão (ver vídeo abaixo). Um dos interlocutores gravados é Marcelo Cavalcante. Foi encontrado morto no Lago Paranoá, em Brasília.





A demo-tucana, que se apresenta ao distinto público gaúcho como candidata à reeleição, deveria se apresentar com transparência e explicar melhor do que se trata esse processo em segredo de justiça.

O palanque de Yeda, no Rio Grande do Sul, é completado pelo candidato à presidência do partido dela: José Serra (PSDB/SP).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

José Serra leva apoio à reeleição de Yeda Crusius, após um governo marcado por escândalos de corrupção em série

José Serra(PSDB/FHC) visitou Yeda Crusius (PSDB/RS), governadora e candidata à reeleição, que fez um governo marcado por grandes escândalos de corrupção em série, envolvendo, sobretudo, a Operação Rodin (CPI do Detran), a Operação Solidariedade, ambas da Polícia Federal, além da polêmica compra da mansão onde mora Yeda, e da morte do ex-assessor em Brasília em circunstâncias não esclarecidas.

José Serra foi levar seu apoio a reeleição de Yeda Crusius, e também receber o apoio dela à sua candidatura ao Planalto.

Só a imprensa oficial do governo Yeda publica foto ao lado de Serra

Até o momento nenhum jornal ou portal publicou foto de Serra ao lado de Yeda, numa aparente blindagem de Serra, evitando "contaminação" de sua imagem nacionalmente, associando-o aos escândalos de corrupção gaúchos.

Na foto acima, distribuída pelo Palácio Piratini, Yeda Crusius e José Serra participam de reunião-almoço com o poder econômico, na Federasul, nesta quarta-feira.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Corrupção tucana



Primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius tem conduzido seu mandato por um campo repleto de embates fiscais e políticos e denúncias de corrupção e desvios de dinheiro público.O episódio mais recente teve início em novembro do ano passado, quando a PF deflagrou a Operação Rodin, desmantelando um suposto esquema de fraude que teria desviado R$ 44 milhões do Detran. Aliados de Yeda foram presos, entre eles o então presidente do órgão, Flávio Vaz Netto, e o tucano Lair Ferst, apontado como o chefe da quadrilha tucana

Ferst já integrou a Executiva Estadual do PSDB. O escândalo se desdobrou em uma CPI na Assembléia Legislativa. Ao depor, o deputado federal Enio Bacci (PDT), ex-secretário da Segurança, afirmou que avisara a governadora sobre irregularidades no Detran -o que foi negado pelo Palácio do Piratini.O caso do Detran também atingiu em cheio um dos auxiliares mais próximos de Yeda, o secretário de Planejamento e Gestão, Ariosto Culau, que pediu demissão após ser filmado em um encontro com Ferst.

Yeda venceu a eleição de 2006 prometendo, segundo ela, sanear um Estado à beira da bancarrota. Mas, o que se viu é o roubo no cofre publico. O déficit fiscal fechou 2007 em R$ 1,2 bilhão, e a projeção deste ano é de R$ 600 milhões.A estratégia da governadora para reduzir a crise financeira se baseou em um pacote fiscal que previa aumento do ICMS. Fracassou duas vezes. A primeira foi em 2006, quando pediu ao antecessor, Germano Rigotto (PMDB), que enviasse o projeto de lei à Assembléia. Houve resistência. A segunda tentativa foi em novembro. O pacote foi rejeitado por 34 a 0.

O terceiro vértice do triângulo de problemas de Yeda é o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM). A relação entre os dois, que sofreu durante a campanha, azedou de vez quando Yeda articulou o pacote fiscal com Rigotto. O vice foi à Assembléia criticar a proposta.

Na terça, Feijó denunciou um esquema de contratações sem licitação e desvio no Banrisul. O presidente da estatal, Flávio Lemos, negou as acusações e chamou o vice de "irresponsável". Yeda, jura que está tudo bem no RS, e diz a jornalistas que não vai se pronunciar. Bem coisa de tucano

sábado, 23 de fevereiro de 2008

CPI da Yeda

A base aliada da governadora Yeda Crusius (PSDB) conseguiu estender as investigações da CPI do Detran na Assembléia gaúcha até o governo Olívio Dutra (PT).Eles juram que assim,vão constranger o ex-governo Olivio, para que a CPI não apure o roubo da Yeda. Adilson Troca (PSDB), líder do governo Yeda Crusius na Assembléia Legislativa, foi eleito para o cargo de relator da CPI do Detran. Como não poderia deixar de ser, durante a instalação da comissão no gabinete da presidência da Casa, a escolha do deputado foi marcada pela contrariedade da oposição.O tucano, está comprometido com o governo, não tem autonomia para fazer o relatório das investigações sobre a fraude de R$ 40 milhões no Detran (Departamento Estadual de Trânsito).


Para quem não sabe, uma ação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União, prendeu 12 pessoas no Rio Grande do Sul e expôs um esquema de fraude no setor do trânsito, envolvendo figuras importantes do governo estadual, entre elas, um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius (PSDB) na campanha eleitoral de 2006.

Na Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal, foram presos, entre outros, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do RS (Detran), Flavio Vaz Netto, o ex-diretor-presidente do órgão e atual diretor financeiro do Trensurb, Carlos Ubiratan dos Santos (ambos integrantes do Diretório Estadual do PP), o empresário Lair Antonio Ferst (integrante do Diretório Estadual do PSDB e um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius), e o ex-diretor-geral da Assembléia Legislativa, Antonio Dorneu Maciel, integrante da executiva estadual do PP e atual diretor da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).Leia mais