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domingo, 4 de abril de 2010

Lula começa a semana com reunião ministerial

O Presidente Lula inicia a próxima semana reunindo os dez novos ministros recém-empossados, já na manhã de segunda-feira. Na terça-feira, ele deve cumprir agenda no Rio, que inclui visita ao Complexo do Alemão, apresentação da nova versão da Política de Desenvolvimento Produtivo e premiação de estudantes na Olimpíada de Matemática. Ainda na próxima semana, Lula receberá a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, o presidente do Mali, Amadou Toumani Touré, e o chileno Sebastian Piñera.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Programas comunitários reduzem a criminalidade

Os investimentos em segurança pública que visam a livrar o Estado do Rio do estigma da violência são estimados em pelo menos R$ 272 milhões neste ano. O governo federal se comprometeu a destinar R$ 34 milhões para a cidade do Rio por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Para todo o Estado, foram destinados R$ 150 milhões por ano no último biênio, em um ritmo que deverá ser mantido, de acordo com o Ministério da Justiça.

Os aportes do governo estadual nos projetos de segurança vêm aumentando ano a ano: em 2007, o orçamento da Secretaria Estadual de Segurança era de R$ 37 milhões, passando para R$ 122,4 milhões neste ano, com alta de 230%. A estimativa dos organizadores da Rio 2016 é que R$ 2,5 bilhões sejam investidos em segurança até 2016.

Mas a menina dos olhos dos governos federal, estadual e municipal são as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que consistem no treinamento de policiais para ocupação de comunidades carentes dominadas pelo tráfico de drogas. Até agora foram instaladas sete UPPs, que atendem mais de 7 mil pessoas, e a previsão é que outras oito sejam implementadas em 2010, chegando a 40 nos próximos anos.

Em pouco menos de um ano, os resultados começam a aparecer. Na comunidade de Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio, o número de roubos caiu 39,5%, de 124 ocorrências, nos 12 meses encerrados em novembro de 2008, para 75, nos 12 meses findos em novembro de 2009. O registro de furtos recuou de 218 para 155, na mesma comparação (-28,9%). Na Cidade de Deus, os roubos a estabelecimentos comerciais recuaram de 17 para 12 e os de veículos caíram de 68 para 11.

Além da aposta nas UPPs, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, cita programas que melhoraram a remuneração dos policiais e envolveram a comunidade na prevenção ao crime. "Em dezembro de 2009 havia 30.793 policiais que recebiam bolsa mensal de R$ 400 do Ministério da Justiça para capacitação e transformação, mais voltadas para o conceito de polícia comunitária. Havia também 5.300 jovens em situação de fragilidade, que cometiam pequenos crimes e que foram resgatados com bolsas de R$ 100 para estudar computação, artes, aprender esportes, no programa Protejo. Eles eram identificados por outro projeto chamado Mulheres da Paz, que recebiam R$ 190 mensais para ser nossas ´olheiras´ e indicar jovens para programas de capacitação", conta.

Segundo Barreto, o desafio é mostrar que existe solução para a segurança pública de maneira inteligente. "Estamos tentando combater o crime fora daquela política de comprar viatura, colete e armas para os policiais. Estamos investindo em capacitação e num maior envolvimento da polícia do ponto de vista comunitário. Antes, estávamos sempre enxugando gelo depois do crime ocorrido ou de uma estrutura criminosa já formada".

Para o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, o "pulo do gato" das UPPs foi preparar os policiais, já nas academias de polícia, para uma atuação mais voltada a direitos humanos. "Estamos colocando os policiais recém-formados nas UPPs, e eles ganham R$ 500 adicionais só por estar lá", diz.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem dorme até 10h da manhã terá que acordar cedo pra se eleger

Em discurso na cerimônia de despedida de dez ministros que deixam o governo federal nesta quarta-feira, o Presidente Lula  disse que que seus adversários terão que "trabalhar muito mais" do que ele para chegar ao poder. Sem citar o governador José Serra, conhecido por só acordar depois das 11 horas da manhã e chegar sempre atrasado em seus compromissos, Lula disse que aqueles que "dormem até as 10h" terão que lutar para conseguir se eleger



"Quem quiser me derrotar, vai ter que trabalhar mais do que eu. Quem quiser dormir até as 10h, achar que deve fazer relação com formador de opinião pública, para me derrotar vai ter que pôr o pé no barro, viajar esse país. As pessoas têm que aprender que esse país não aceita mais ser tratado como país de segunda classe", afirmou.

Ao longo do discurso, Lula mandou vários recados à oposição. O presidente disse que o governo federal é o grande responsável por implantar políticas sociais no país, ao contrário de governos estaduais e municipais --uma vez que Serra governa São Paulo.

O presidente também mencionou o apagão que atingiu o país em 2001 ao afirmar que, durante o seu governo, não houve "surpresas" na área de energia elétrica. "Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia nesse país, para que tivesse o mesmo apagão de 2001? Vamos terminar o nosso governo sem ter o tão sonhado apagão dos nossos adversários."

Ao falar de políticas sociais implantadas durante o seu governo, com ênfase na população de baixa renda, Lula e disse;. "A coisa mais fácil para um presidente é cuidar dos pobres. Não tem nada mais barato do que cuidar dos pobres. Nós fizemos muito se comparado ao que era feito, mas fizemos pouco se comparado com o que temos que fazer", disse.

O Presidente também rebateu críticas da oposição sobre a sua ligação com chefes de Estado de esquerda, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Sou amigo de todo mundo. Da mesma forma que abraço o Obama, abraço o Chávez. Um chefe de Estado não escolhe amizades, se relaciona com outros chefes de Estado. E tem gente que se incomoda: nossa, que baixinho metido. Será que esse Brasil não se enxerga? Quem é que disse que eles sabem mais do que nós", questionou.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Café com o presidente: desenvolvimento do Nordeste, Ferrovias, e Saúde

Apresentador: Presidente, na semana passada, o senhor foi à Bahia, onde inaugurou o gasoduto da integração Sudeste e Nordeste (Gasene). O que significa para o país e, principalmente, para a região nordeste uma obra desse porte?

Presidente: Significa, Luciano, um pouco mais de independência para o desenvolvimento da região nordeste brasileira, porque nós fizemos a integração entre o sudeste e o nordeste fazendo com que o nordeste possa ter as mesmas condições de receber gás que tem o sudeste brasileiro. É um gasoduto de 1.387 quilômetros. É um gasoduto que tem uma grandeza porque é o maior gasoduto construído pelo Brasil nos últimos dez anos, e o mais importante é que ele vai transportar 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia, ou seja, isso é praticamente mais do que dobrar aquilo que era a capacidade do nordeste brasileiro. Portanto, vai ter como industrializar melhor o nordeste, vai ter como modernizar a produção do nordeste, vai ter como ter energia mais limpa no nordeste. E esse gasoduto foi uma coisa importante porque foi a primeira parceria que nós fizemos com os chineses, um investimento muito grande, um investimento praticamente de R$ 7,2 bilhões. E esse gasoduto, durante a sua construção, ele gerou 47 mil postos de trabalho. Quer dizer que é uma obra extraordinária e eu acho que isso vai dando ao Brasil uma cara mais igualitária, uma cara de transformar o Brasil num país das regiões tratadas em igualdade de condições, ou seja, levando benefício para todo o território nacional.

Apresentador: E falando em desenvolvimento das regiões mais pobres do país, presidente, o senhor também aproveitou para lançar o edital de licitação da Ferrovia Oeste-Leste, outra obra que trará desenvolvimento ao nordeste, não é?

Presidente: Olha, Luciano, a Ferrovia Oeste-Leste é uma ferrovia muito grande, é uma ferrovia de 1.527 quilômetros de distância. Se a gente for analisar todo o tamanho dela, ou seja, saindo de Ilhéus, passando por Caetité e Barreiras, na Bahia, a gente vai chegar em Figueirópolis, em Tocantins, interligando a Oeste-Leste com a ferrovia Norte-Sul, permitindo que o Brasil tenha um sistema de transporte altamente moderno e praticamente integrado, porque tudo isso vai terminar se ligando ao Porto de Itaqui. Depois que nós terminarmos a ferrovia Norte-Sul, em Anápolis, nós vamos levá-la até Estrela D'Oeste, em São Paulo. Então você vai ter uma ligação direta, sabe, de todo o norte e o nordeste com o sistema ferroviário se ligando ao sul e ao sudeste do país numa demonstração de um sistema ferroviário vigoroso para garantir mais capacidade de escoamento das coisas produzidas no Brasil. E tudo isso vai ser importante porque nós vamos ter um sistema ferroviário muito forte, ou seja, construindo a Norte-Sul, que vai do Porto de Itaqui, no Maranhão até o Porto de Santos, ou seja, quando a gente chegar em Estrela D'Oeste, este ano nós vamos terminar a primeira fase até Anápolis, que dá um total de mais de 1.500 quilômetros feitos só no nosso governo. Já está no PAC 2 a continuidade até a Estrela D'Oeste. Com a construção de mais 1.527 quilômetros da ferrovia Oeste-Leste na Bahia e, depois, com a conclusão, em 2012, da ferrovia Transnordestina, nós vamos ter um sistema ferroviário muito vigoroso para ajudar o Brasil a se transformar numa economia muito forte.

Apresentador: Você estava ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Presidente, outro evento que mereceu destaque, na semana passada, foi a entrega de ambulâncias, em São Paulo. Ações desse tipo vêm reforçar a preocupação do governo com a melhoria da saúde do povo brasileiro, não é?

Presidente: Nós temos um compromisso, Luciano, de entregarmos este ano 3.800 novas ambulâncias, ou seja, essas 650 fazem parte de um processo de aumento. Hoje nós atingimos 1.234 municípios, atendemos, mais ou menos, 130 milhões de pessoas. Com todas as ambulâncias funcionando, nós vamos atender praticamente quatro mil municípios, chegando a quase 165 milhões de pessoas. E estamos fazendo isso porque nós entendemos que é preciso cada vez mais a gente melhorar a qualidade de saúde do povo brasileiro. Só para você ter uma idéia, essas novas ambulâncias, algumas vão estar tão bem equipadas que se um cidadão passar mal, o primeiro exame, por exemplo, cardíaco, será feito na ambulância, será passado diretamente para um hospital especialista para dar um diagnóstico imediatamente. E isso vai salvar muitas vidas no Brasil. Eu acho que é um projeto muito, muito importante, e se você juntar as 3.800 ambulâncias que vão estar circulando no Brasil com as 500 UPAS, é a Unidade de Pronto Atendimento que nós vamos fazer pelo Brasil inteiro, e essas UPAS, elas vão funcionar vinte e quatro horas por dia, ou seja, é um tratamento de emergência, ou seja, qualquer problema a qualquer hora da noite que a pessoa tiver, ou seja, a pessoa vai na UPA, é atendida, se tiver que ir para o hospital, a ambulância do SAMU vai levar para o hospital e as pessoas não vão ficar vagando dentro de uma ambulância procurando um leito hospitalar, não. Já vai sair da UPA com o leito hospitalar garantido, e isso tem facilitado a vida das pessoas. Nós vamos aperfeiçoar, e muito, o sistema de atendimento ao povo brasileiro.