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terça-feira, 6 de abril de 2010

O povo quer saber: Quem vai pagar o salário de José Serra?

O ex-governador José Serra (PSDB-SP) afirma que passará a se sustentar com "o dinheiro da aposentadoria de professor da Unicamp [Universidade de Campinas]" nos próximos meses. "É pouco, mas dá, é o suficiente", afirmou ele à colunista Mônica Bergamo, sem precisar valores. Um profissional aposentado, como Serra, passou a receber cerca de R$ 12 mil líquidos depois de reajuste salarial em março.

No caso da ex-ministra e pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff, o PT já afirmou que se responsabilizará por todos os gastos dela até o começo da campanha eleitoral -do aluguel da casa em que viverá ao transporte em jatos e helicópteros.Portanto, nós já sabemos de onde vem o dinheiro

Ao contrário da ministra Dilma Rousseff, José Serra (PSDB), não irá receber do partido após deixar o cargo. Segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, a sigla não tem "tradição" de pagar salário, o que também seria proibido, segundo o estatuto do partido.

Já o tucano José Serra  diz; "nada está acertado. Vamos ver tudo isso a partir de agora".

Com exceção de seguranças, que continuam a acompanhar ex-governadores em São Paulo, Serra "perdeu", toda a estrutura material (como deslocamento por meio de aviões ou helicópteros) e de funcionários de que sempre dispõem os governantes.

Que  aposentadoria seria essa paga pela Unicamp, com apenas 5 anos de trabalho?

Uma breve conferida no site da instituição, pude verificar um artigo onde diz;

Em 1977, José Serra podia ser encontrado na Universidade de Princeton como professor visitante.

Em 1981, três anos após entrar para os quadros da Unicamp, Serra apresentou um trabalho: Ciclos e mudanças estruturais na economia brasileira do pós-guerra

Em 1983, Serra se licenciou da Unicamp para assumir o cargo de secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo no governo Franco Montoro (1983-1987).

Sua trajetória teve início aos 18 anos, quando ingressou no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP, que não chegou a concluir.

Vejam bem: No site da Unicamp diz que: (...) Em 1981, três anos após entrar para os quadros da Unicamp.....Isso significa então que José Serra, entrou na Unicamp em, 1978.Certo?

Ainda conforme o site, aos 36 anos, José Serra assumiu aulas na graduação e na pós-graduação, ensinando Economia Política, Política e Programação, Análise Macroeconômica, Economia Brasileira e Teoria Econômica.

Em 1983,a Unicamp informa que Serra se licenciou da Unicamp.

Já José Serra, diz  que se aposentou

Licença remunerada?

Isso significa que, o tucano José Serra "trabalhou" na Unicamp apenas cinco anos.

Aposentadoria com 5 anos de trabalho?

Pergunta;

O Serra disse que o PSDB não vai lhe pagar salário nem suas despesas na pré-campanha. A pergunta que não quer calar é: o Serra vai viver de quê? Ele é rico? Que eu saiba, não é. Quem vai pagar seu salário?

terça-feira, 30 de março de 2010

Estadão derrapa na reportagem e ainda reclama das críticas

Na sexta-feira passada (26/03) o Estadão publicou editorial reclamando do presidente Lula por se queixar da má-fé de setores da imprensa. Até parece que o jornal estava se defendendo antecipadamente. Vejam como o Estadão muda o contexto de uma declaração do presidente em reportagem assinada pelos repórteres Tânia Monteiro e Renato Andrade na edição desta terça-feira (30/3) e tirem suas conclusões.

O título da matéria é “Ao lado de 18 governadores, Lula lança PAC 2 para impulsionar Dilma”. No quarto parágrafo, os repórteres, que deveriam reportar os fatos com fidelidade, dizem o seguinte:

No mesmo discurso, o presidente anunciou que havia desistido de viajar hoje a Pernambuco para inaugurar uma parte da Ferrovia Transnordestina, por problemas com a obra. “Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora”, disse Lula, reconhecendo fragilidades do PAC 1.
Em primeiro lugar, o Presidente não reconheceu fragilidades do PAC 1, como afirmaram os repórteres do Estadão. A reconhecida insatisfação com o que foi feito até agora foi dita em um contexto diferente do apontado no texto. Ele se referia ao conjunto de realizações do governo. Inclusive, o exemplo citado foi o do Bolsa Família, que não está no PAC.

Vejam o trecho a seguir para tirar suas conclusões e ver se o presidente não tem razão de criticar -- para ler a transcrição da íntegra do discurso, clique aqui:



Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda.

Em segundo lugar, o presidente não disse que havia desistido de viajar a Pernambuco para inaugurar parte da Ferrovia Transnordestina e nem que a obra estava com problemas. Até porque não estava prevista nenhuma inauguração de trecho da ferrovia. O que se cogitou foi inaugurar uma fábrica de dormentes e uma fábrica de britas, que não ficaram prontas. Isso foi dito à repórter Tânia Monteiro por mais de um assessor de imprensa da Presidência, mas foi ignorado. Confiram o que o presidente disse, e julguem a qualidade da reportagem:



Veja, eu estou dizendo isso de público porque eu ia amanhã para a Transnordestina, para inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita que, sozinha a usina de brita, vai produzir mais brita que as quarenta que tem em São Paulo. E não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro, em janeiro. Não está pronta.Fonte: Blog do Planalto