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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lula é segundo governante mais bem avaliado do continente, diz levantamento

Com um mês de atraso, o site da Uol deu a notícia que nós demos em 8 de março aqui...Após mais de sete anos no poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o segundo governante mais popular das Américas, atrás apenas do presidente salvadorenho, Maurício Funes, segundo dados coletados pela consultoria mexicana Mitofsky.

“Como em quase todo seu mandato, que já está acabando, [Lula] aparece no grupo dos mais bem avaliados”, afirma o relatório divulgado neste domingo (4), destacando que o presidente brasileiro tem 76% de aprovação após 88 meses no governo.

O primeiro da lista, Maurício Funes, tem hoje 83% de aprovação, um ano após ter sido eleito para o cargo, que assumiu em junho de 2009.

Em seguida, com avaliação “alta”, aparecem os presidentes Ricardo Martinelli (Panamá), Evo Morales (Bolívia), Álvaro Uribe (Colômbia) e Leonel Fernandez (República Dominicana).

Com 48% de popularidade, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está entre os líderes de aprovação “média”, ao lado do mexicano Felipe Calderón e do paraguaio Fernando Lugo.

Álvaro Colom (Guatemala), Oscar Árias (Costa Rica) e Rafael Correa (Equador) registraram avaliação “baixa”. No pé da lista, com popularidade em 35%, está a presidente Cristina Fernandez de Kirchner (Argentina), que agora deixou o último lugar.

Os governantes com maiores índices de desaprovação são os presidentes Alan Garcia (Peru) e Daniel Ortega (Nicarágua), e o premiê Stephen Harper (Canadá), que dividem o último lugar da lista, com 26% de avaliações positivas.

A maior queda desde o último levantamento foi sofrida pelo panamenho Martinelli, que assumiu o poder com altíssimos 91%, e hoje está com 69% de aprovação.

Segundo as informações da consultora Mitofsky, a popularidade média dos chefes de governo americanos caiu três pontos percentuais desde dezembro de 2009, atingindo a marca de 51% em março de 2010. Em dezembro de 2003, quando foi feito o primeiro levantamento desse tipo, a média de aprovação era de 38%.

A consultoria mexicana elabora os rankings de popularidade a partir de levantamentos feitos por ela mesma e por outros institutos de pesquisa.

"Esse tipo de avaliações são apenas uma forma de medir o trabalho realizado por cada um dos presidentes ou primeiro-ministros e que podem ou não mostrar totalmente a eficiência e os sucessos de suas administrações", afirmam os autores do levantamentamento no relatório divulgado.

Por falta de dados, alguns governantes não foram incluídos no levantamento, entre os quais o venezuelano Hugo Chávez, o hondurenho Porfírio Lobo, o chileno Sebastián Piñera e o uruguaio José Mujica.Uol

sábado, 3 de abril de 2010

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O Presidente Lula é o entrevistado do Canal Livre, da Band, deste domingo.
Entre os assuntos, o Presidente Lula faz um balanço dos dois mandados à frente do país e fala sobre as eleições 2010.O programa vai ao ar domingo, às 23h, na Band.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Isso é Lula: Saúde da Família atende 96,5 milhões

A cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) do governo federal atingiu 50,9% (96,5 milhões) da população em 2008, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A região com maior atendimento foi o Nordeste: 36,2 milhões, ou 67,7%, estavam inscritos no PSF, formado por equipes multiprofissionais.

Balanço.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, do IBGE, mostram crescimento contínuo do PSF desde a sua criação, há 16 anos. A Região Nordeste é a mais beneficiada do País, com 67,7% dos moradores cadastrados

A cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) ultrapassou, em 2008, 50% da população brasileira, revela o Suplemento Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Saúde 2008), divulgado ontem, no Rio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, 96,5 milhões de pessoas viviam nos 27,4 milhões de domicílios cadastrados no PSF no período de coleta dos dados. O número está próximo da meta de 100 milhões de brasileiros proposta pelo Presidente Lula no início de seu governo.

Criado há 16 anos, o PSF tem como objetivo reorganizar a assistência à saúde, substituindo o modelo centrado na rede hospitalar por um sistema que estimule a prevenção e os cuidados com a saúde. Cada uma das equipes do programa - compostas por médico, enfermeira, auxiliares de enfermagem, dentista e agentes comunitários - se responsabiliza pelo acompanhamento de 3 mil a 4,5 mil pessoas de uma determinada área. A ideia é que esses pacientes deixem de procurar os hospitais para solucionar problemas simples, pois têm a assistência de uma equipe perto de casa.

Embora os dados do IBGE confirmem o crescimento contínuo da cobertura do PSF, os números ainda são muito desiguais no País. A região mais atendida é o Nordeste, com 67,7 % dos habitantes cadastrados. A menor cobertura está no Sudeste - 35,9% (mais informações nesta pág.).

Ainda segundo a pesquisa, o PSF teve grande impacto entre os mais pobres: 54% do total de domicílios com rendimento mensal per capita de até dois salários mínimos eram atendidos, enquanto apenas 16,3% dos lares de cinco salários mínimos per capita ou mais integravam o PSF.

Desafios. "O ideal é que toda a população do SUS - pelo menos 75% dos brasileiros - esteja coberta. Nossos desafios são as regiões metropolitanas do Sudeste", disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Para Maria Fátima de Souza, do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB, o problema é que, nas grandes capitais, ainda há muita resistência para a implantação de políticas em que o foco é a atenção básica. "Ainda predomina a cultura de que o investimento em saúde deve ser feito no nível da alta complexidade. São priorizados hospitais, medicamentos e equipamentos em vez da saúde preventiva."

O próprio ministério da Saúde, diz Maria de Fátima, investe mais na formação de médicos especialistas do que na de generalistas, que são os profissionais mais indicados para integrar o PSF e são escassos no País.

"Como essas equipes estabelecem ao longo dos anos um vínculo com a população, essa estratégia é a mais adequada para o cuidado das doenças crônicas, que têm aumentado porque a população está vivendo mais", diz Ligia Giovanella, da Escola Nacional de Saúde Pública.