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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Em jantar, Trump deve cobrar Temer sobre Venezuela



"O governo Trump vê o governo Temer como temporário e cheio de problemas", disse ele em apresentação na AmCham (Câmara Americana de Comércio). "Eles não têm porque se engajar mais, não sabem se o governo Temer estará aqui por muito tempo."  de acordo com Peter Schechter, especialista em política externa

Menos de uma semana após se tornar alvo de inquérito no STF por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro e de uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República de comandar organização criminosa e obstruir a Justiça, o presidente Michel Temer chega a Nova York nesta segunda (18) para sua participação na Assembleia Geral da ONU.

As cerca de 48 horas que deverá passar na cidade prometem ser um breve descanso em meio ao turbilhão da crise que enfrenta no Brasil.

Temer iniciará a agenda já com o mais importante compromisso: um jantar com o anfitrião Donald Trump e os colegas Juan Manuel Santos, da Colômbia, e Pedro Pablo Kuczynski, do Peru.

Interlocutores dos lados brasileiro e americano reconhecem que haverá pouca oportunidade para falar sobre temas bilaterais, como comércio —em especial a suspensão, pelos EUA, da importação de carne bovina in natura do Brasil.

O foco dos EUA para o jantar é a crise na Venezuela. E, segundo a Folha apurou, Trump espera ouvir de Temer propostas de ações que o Brasil possa tomar para pressionar mais o regime de Nicolás Maduro. Um exemplo citado é o movimento feito pelo Panamá, que recentemente estabeleceu a obrigatoriedade de visto a venezuelanos (com exceção para refugiados), atingindo pessoas do alto escalão do governo.

Nesta terça-feira (19), o presidente Donald Trump vai se posicionar em frente às placas de mármore do plenário da Assembleia Geral da ONU —que já chamou de "baratas"— para seu primeiro discurso às Nações Unidas, instituição definida por ele, em 2016, como "fraca e incompetente" e um "clube" para jogar conversa fora.

A abertura dos debates da Assembleia Geral será feita pelo Brasil, como é praxe, com o presidente Michel Temer (PMDB). Mas é o discurso da sequência, de Trump, o mais aguardado.

A ausência dos líderes Xi Jinping (China) e Vladimir Putin (Rússia) também sinaliza a atenção cada vez menor dada por nações influentes às Nações Unidas..

Temer  queria um encontro bilateral e buscava isso desde março, quando os dois presidentes se falaram por telefone e Trump disse que gostaria de receber Temer na Casa Branca. Mas a própria crise  - de corrupção - envolvendo o Temer se colocou como entrave principal para organizar uma visita de trabalho.

Na manhã de terça (19), Temer abrirá a sessão de debates da Assembleia Geral da ONU com seu discurso —é tradição que o presidente brasileiro o faça; no mesmo dia, reúne-se com líderes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Temer também participará, na quarta (20), da cerimônia de assinatura do tratado sobre proibição de armas nucleares, acordado entre 122 países. Potências nucleares, como EUA e Rússia, não fazem parte.

Antes de embarcar de volta, ele falará em um seminário sobre o Brasil promovido pelo jornal "Financial Times", na companhia do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.Na Folha

domingo, 17 de setembro de 2017

Depoimentos de Palocci sobre Lula têm contradições e mentiras sobre valores e datas



Os depoimentos do ex-ministro Antonio Palocci sobre as reuniões do ex-presidente Lula com o comando da Odebrecht para supostamente tratar de propina apresentam contradições com relação a valores e datas. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, em abril, Palocci afirmou que ouviu de Lula que a Odebrecht lhe repassara a informação de que tinha separado R$ 200 milhões para apoiar o PT, além dos recursos doados na campanha. Isso teria acontecido antes da eleição de 2010.

Já em setembro, Palocci afirmou que Lula teria feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht dias antes da posse de Dilma, garantindo R$ 300 milhões para suas atividades políticas e o PT, além de favores pessoais. Isso teria acontecido em dezembro de 2010.

Palocci foi condenado no dia 26 de junho a mais de 12 anos de prisão. Moro concluiu que o ex-ministro ordenou o repasse de US$ 10,2 milhões da Odebrecht ao marqueteiro João Santana por meio de depósitos no exterior.

O pagamento consta na planilha "Italiano", que controlou, segundo a delação dos executivos, desembolsos de R$ 133 milhões (dentro um saldo total de R$ 200 milhões) que a empreiteira fez de 2008 a 2014 

Quando depôs neste processo, em maio, Palocci negou as acusações, mas insinuou o desejo de fazer delação, dizendo-se "à disposição" da Justiça para dar "fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato". Na ocasião, o ex-ministro disse ter omitido alguns nomes "por sensibilidade da informação".

Poucos dias depois do depoimento, o advogado José Batochio, que defendia Palocci e é abertamente contra as delações, deixou o cliente, e o Palocci  passou a negociar um acordo com o MPF (Ministério Público Federal) por meio de outros defensores.

Ao condenar Palocci, Moro não gostou da postura do ex-ministro, afirmando que as indiretas sobre delação "soaram como uma ameaça" a investigados para que o ajudassem a ser solto. O ex-ministro foi preso há quase um ano, em 26 de setembro de 2016, na 35ª fase da Lava Jato.

Em primeira viagem ao Norte, Temer 'inaugura' ponte inexistente



O calor de quase 40 graus na região do rio Araguaia, entre as cidades de Ximbioá (TO) e São Geraldo (PA), foi o palco escolhido pelo Temer para anunciar uma ponte que não ficará pronta até o final de sua gestão. Foi a primeira vez dele como chefe do Executivo na Região Norte do País. A visita mudou a rotina de Ximbioá, que tem apenas 11.645 habitantes. As pequenas ruas - muitas sem asfalto - foram tomadas por homens do Exército que mantiveram Temer e sua comitiva blindados de qualquer possível incidente. A  região foi palco da guerrilha do Araguaia, entre o final da década de 1960 até o final de 1974.

Ele foi até lá para prometer a construção de uma ponte entre os dois Estados, pleito antigo e quase uma quimera para a população local. Disse, sem parecer ter conhecimento de que a obra está prevista para começar em janeiro e demorar três anos para ficar pronta, que gostaria de estar no governo em sua inauguração.  “O meu maior desejo seria agilizar com tanta velocidade essas pontes. Eu tenho mais um ano e meio de governo. Gostaria que antes do final do meu governo eu pudesse inaugurá-la. Acho que é difícil, difícil, mas nós temos que agilizá-la com esse propósito”, afirmou no palco que cedeu para a prefeita de Ximbioá, Patricia Evelin (PMDB), e para o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, também do PMDB. Miranda, a quem Temer chamou de “amigo”, é investigado e foi obrigado a depor no mês passado no âmbito da Operação Convergência, da Polícia Federal, que apura pagamentos indevidos justamente em obras de infraestrutura no Estado.

Temer  abusou na viagem da analogias entre pontes e a política. “E a ponte é isso, ela tem sempre, traz uma ideia de ligação: a ponte entre pessoas, a ponte entre Estados, a ponte entre bairros, a ideia é sempre de ligação, e eu confesso que estabeleci, meus amigos, muitas pontes no País, entre elas com a qualidade de promover uma pacificação entre os brasileiros.” Depois, concluiu: “E eu quero dizer a vocês que de todas as pontes que eu construí, eu levo daqui, passando depois para o Pará, eu levo a sensação de que a ponte mais importante que eu vou construir é a que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA). Não tenho dúvida disso.”

Temer  usou a palavra ponte como “fio condutor” de seus dois discursos tanto do lado do Tocantins como do lado do Pará. “A minha convicção é de que construir pontes, é fortalecer, digamos assim, o civismo e fortalecer amizades”, disse. “De modo que, ao cumprimentar a todos, eu quero mais uma vez dizer, que essas coisas elas não nascem espontaneamente. Não é o presidente da República, que diz: 'Olha, eu vou fazer lá uma ponte que liga dois estados'. Isto é fruto de um conjunto. Um conjunto de atividades. São pessoas que se unem, pautados pela sua vida pública.”
Mesmo sem entregar a ponte, ele disse que voltaria a Brasília com a alma incendiada.  “Eu volto com a alma incendiada para continuar a dirigir o País, com o apoio do povo de Tocantins”.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Rodrigo Maia chora pelo Rio, mas 'esquece' culpa de governos como do seu pai, Cesar



Numa cena demagógica regada a altas doses de oportunismo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e provável candidato a governador do Rio de Janeiro em 2018, chorou ao ratificar, na terça (5), a entrada do Rio no regime de recuperação fiscal.

Não é preciso ir ao fundo do baú para relembrar alguns escândalos ligados a Cesar Maia quando prefeito. Outros casos ainda estão sendo investigados. Mas os  Maia são espertos. Por exemplo: em 2012, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio dos bens do ex-prefeito, para garantir a devolução aos cofres públicos de dinheiro desviado em obras superfaturadas.Mas pode-se até perguntar "que bens?", já que Cesar Maia declarou patrimônio zero à Justiça Eleitoral quando se lançou candidato ...Continue lendo aqui

domingo, 10 de setembro de 2017

Doria instala portões no Minhocão para proibir acesso de pedestres à noite



A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de João Doria (PSDB), começou a instalar portões que vão limitar o acesso de pedestres ao parque Minhocão durante a noite.

A administração municipal não informou quando os portões começarão a ser usados nem qual o horário em que os portões serão fechados e reabertos nos finais de semana.

Fechado aos sábados a partir das 15h, durante todo o domingo e nos dias de semana das 21h30 às 6h30, o elevado João Goulart, no centro de São Paulo, se tornou oficialmente um parque da cidade em março do ano passado, durante a gestão Fernando Haddad (PT). Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

Advogado de Joesley e Janot se encontram em bar após pedido de prisão




O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o advogado de Joesley Batista, Pierpaolo Bottini, se encontraram em um bar em Brasília no sábado (9), um dia depois de a Procuradoria pedir a prisão do cliente dele e de outro delator do grupo, Ricardo Saud.

Bottini confirmou à Folha o encontro. O advogado assinou a petição protocolada no Supremo, após o pedido de prisão feito por Janot, em que colocou o passaporte de Joesley à disposição e pediu audiência com o ministro Edson Fachin, que decretou a prisão do empresário e de Saud.

Na segunda-feira (4), o procurador-geral anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades e omissões nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam possível atuação de Marcelo Miller no acordo de delação quando ainda era procurador -ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.(Folha)  Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

Empresário nega propina em caso do terreno do Instituto Lula



O empresário Dermeval de Souza Gusmão Filho, dono da construtora DAG, negou, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que a operação para a compra de um terreno onde seria construído o Instituto Lula tenha envolvido pagamento de propina. Ele é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de ter sido "laranja" da Odebrecht na compra do espaço.

Ao falar durante duas horas, em Curitiba, ele afirmou que o negócio proposto pela Odebrecht era de interesse de sua empresa. Gusmão chegou a comprar, por R$ 7,1 milhões, o terreno na zona sul de São Paulo onde seria erguido o prédio, mas a obra não se concretizou e ele diz ter saído com prejuízo. Mas para o MPF, a aquisição da área teve dinheiro do "Setor de Operações Estruturadas", o departamento de propina da Odebrecht.

O empresário disse que adquiriu o terreno e descreveu a operação como um investimento comum no mercado da construção civil. Ele afirmou que foi procurado por Paulo Melo, ex-diretor-superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, com uma "oportunidade de negócio" que lhe interessou.

Gusmão disse que só depois o empreiteiro Marcelo Odebrecht lhe contou que o objetivo era construir no local a sede da entidade ligada a Lula. Pelo acordo, a DAG faria a obra e depois a venderia para o instituto ou a alugaria. A Odebrecht, de acordo com o depoimento, não queria comprar o terreno porque se tratava de um "negócio pequeno" e sua aparição como interessada na compra da área poderia levar os proprietários a aumentarem o preço.

Ainda segundo Gusmão, a construtora queria evitar "exposição política", com o risco de "colar" sua imagem à de Lula. Além disso, "a tomada de frente da Odebrecht poderia inibir a boa vontade de outros grupos empresariais", disse Gusmão, numa referência à busca de doações que seria feita para viabilizar a obra e a implementação da entidade.

Polícia Federal prende em casa ex-deputado foragido há mais de um ano



Considerado foragido pela Justiça desde março de 2016, o ex-deputado estadual de Rondônia Marcos Donadon foi preso pela Polícia Federal no fim da tarde dessa sexta-feira (9). Ele foi capturado em um lugar inusitado: a sua própria residência em Porto Velho. Marcos é casado com a deputada estadual Rosângela Donadon.

Os crimes atribuídos a Marcos Donadon foram descobertos em 2006 na Operação Dominó, que investigou desvios na Assembleia Legislativa de Rondônia e resultou na prisão de 20 pessoas ligadas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo a denúncia, cerca de R$ 70 milhões foram desviados por meio de contratos fraudulentos.

Marcos é irmão do ex-deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), preso no exercício do mandato em 2013, para cumprir pena de mais de 13 anos de prisão. Natan foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também pelas irregularidades na Assembleia Legislativa.

O ex-deputado estadual foi condenado por crimes de peculato e formação de quadrilha. Ele presidiu a Assembleia entre 1995 a 1999. Foi condenado a 19 anos e cinco meses de prisão por formação de quadrilha e peculato – pena reduzida em 2015, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para 13 anos e 11 meses.

Os processos contra Marcos Donadon e demais réus da Dominó foram julgados em 2008, mas os acusados recorreram. A decisão, porém, foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do estado. Em março do ano passado, com base no entendimento do Supremo de que as prisões podem ser decretadas após condenação em segunda instância, a Justiça determinou a prisão definitiva dos acusados.

O ex-deputado estadual, porém, não se apresentou nem foi localizado pelos policiais. Ele não foi o único foragido. Em abril deste ano o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Rondônia e a Polícia Federal localizaram e prenderam a ex-deputada Ellen Ruth Cantanhede Salles Rosa.

Família unida

A família Donadon tem sérios problemas com a Justiça. Os irmãos Marcos, Melkizedeck e Natan e os primos deles Ângelo e Marlon estão impedidos de disputar qualquer cargo público. Todos foram barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Eles foram condenados em segunda instância pela Justiça por vários crimes contra a administração pública quando ocupavam cargos como prefeito, vereador, deputado ou mesmo dirigiam instituições estatais em Rondônia. Desde que chegaram a Rondônia, vindos do Paraná, em 1973, os Donadon exercem o poder de fato nas cidades de Vilhena e Colorado do Oeste, no Sul do estado.  Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Lúcio Funaro cita propina de R$ 13,5 milhões a Temer



O doleiro Lúcio Funaro teria afirmado, em sua delação, que o presidente Michel Temer "sempre soube" de todos os esquemas tocados pelo ex-deputado Eduardo Cunha. “Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, acusa Funaro. As informações são da revista Veja.

O delator teria citado dois repasses a Temer. Um deles, de R$ 1,5 milhão, veio do grupo Bertin. O segundo, em 2014, saiu de um acerto com a JBS. Segundo a reportagem, Funaro conta ter intermediado um pagamento de R$ 7 milhões da JBS que tinha como destinatários Temer, Cunha e o ministro da Agricultura na ocasião, Antônio Andrade.

Ainda segundo a revista, o presidente teria também intermediado um pagamento de R$ 5 milhões de Henrique Constantino, do Grupo Constantino, à campanha do então deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012. No total, os valores citados somam R$ 13,5 milhões.

A reportagem afirma que o doleiro admite nunca ter conversado sobre dinheiro diretamente com Temer, “pois essa interface era feita por Eduardo Cunha”, mas declara que era informado por Cunha sobre as divisões da propina.

Homologação

O ministro Luiz Edson Fachin, relator dos casos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, na terça-feira (5), a delação de Lúcio Funaro. Considerado por investigadores da Operação Lava Jato como operador de propinas do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria narrado fatos envolvendo também outros políticos do PMDB da Câmara. Ele está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Com a homologação, caberá a PGR usar os fatos delatados pelo empresário nas investigações envolvendo os processos a que o colaborador está envolvido, podendo basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer.

Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal (PF) – Greenfield, Sépsis e a Cui Bono – que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS.

Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Temer é recebido com vaias no desfile do 7 de setembro


O evento custou aos cofres públicos cerca de R$ 790 mil, R$ 300 mil a menos do que em 2016

O ilegítimo e golpista Michel Temer foi recebido sob fortes vaias, na manhã desta quinta-feira (7/9), no desfile do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios. Temer, achando que estava abafando chegou às 9h acompanhado da  Marcela Temer, e o filho mais novo, Michelzinho. A família subiu ao palanque onde esperam a chegada de vários ministros. Temer dispensou o carro aberto e a faixa presidencial.Mas o povo não dispensou as vaias que correram soltas até o povo cansar

Compareceram também ao evento os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e a advogada geral da União, Grace Mendonça. Além deles, os presidentes do Congresso, Eunicio Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia. De autoridades do Distrito Federal, só está no local o governador Rodrigo Rollemberg, acompanhado da esposa, Márcia Rollemberg.

Em meio à crise econômica em que vive o país, o desfile cívico militar custou cerca de R$ 790 mil, para os cofres público. Dinheiro dos nossos impostos, que deveria estar sendo gasto com coisa muito mais util.  


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Forte recessão explica a queda na inflação


Dinheiro do país está nas malas, e não nos bolsos dos brasileiros

Nesta quarta-feira (6), o IBGE anuncia que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 1,62% no ano, menor taxa desde 1994.

Com tanta dinheiro guardado em malas pelo país a inflação só pode cair, justamente por falta de dinheiro circulando.

A inflação não cai pela inteligência da equipe econômica, e sim pela gigantesca recessão. Com 13 milhões de desempregados no país, quem vai consumir?
Apreensão da PF em apartamento que servia ao ex-ministro Geddel Vieira: dinheiro do país está nas malas, e não nos bolsos dos brasileiros

“Ninguém aguenta mais tanto roubo”, disse Geddel em ato contra corrupção



Suspeito de ser o dono das malas recheadas com mais de R$ 51 milhões apreendidas pela Polícia Federal em Salvador nessa terça-feira (5), o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB) participou de protestos contra a corrupção quando fazia oposição à ex-presidente Dilma. Em 16 de agosto de 2015, Geddel foi um dos 5 mil manifestantes que se concentraram na região do Farol da Barra, na capital baiana, para pedir a saída da petista.
Fortuna estava distribuída em malas e caixas
“Chega, ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”, disse um exaltado Geddel em entrevista a uma TV. Na ocasião, ele disse que o país não suportava mais um governo tão incompetente. O peemedebista foi vice-presidente da Caixa no primeiro governo Dilma e ministro da Integração Nacional na gestão Lula.

Veja a entrevista de Geddel com apelo contra a corrupção:



A Polícia Federal localizou um “bunker” com oito malas e cinco caixas recheadas de dinheiro em um apartamento em Salvador atribuído ao ex-ministro da Secretaria de Governo. A ação faz parte da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Cui Bono. Ao todo foram contabilizados R$ 51 milhões – R$ 42.643,5 e outros US$ 2.688. Essa é a maior apreensão em dinheiro vivo na história do país. A descoberta complica a situação de Geddel, que está em prisão domiciliar na Bahia, acusado de obstrução da Justiça.
O ex-ministro, que virou réu em 22 de agosto, foi denunciado por tentar atrapalhar as investigações sobre o desvios no FI-FGTS, o fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, no período em que foi vice-presidente da Caixa. 

Segundo a acusação, ele tentou impedir o doleiro Lúcio Funaro de fazer delação premiada. Em 3 de julho, o ex-ministro chegou a passar dez dias no Complexo Penitenciário da Papuda, antes de ter a prisão domiciliar autorizada. 

De acordo com nota do Ministério Público Federal, o objetivo de Geddel era evitar que Funaro e o ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) firmassem acordo de delação premiada. O ex-ministro é acusado de oferecer vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo. Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior. Veja o numero de ministros e quem são os 11 deputados que pegaram carona no trem da alegria..pago com dinheiro publico

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Doria diz que almoçou com primeiro-ministro francês, mas gabinete do francês diz que ele não estava nem em Paris



Na rápida passagem de João Doria por Paris, a agenda oficial do prefeito anunciou que ele teria um almoço reservado no sábado com o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, que não estava na cidade. A informação sobre o encontro bilateral foi enviada aos jornalistas brasileiros antes de chegada de Doria na cidade e confirmada na noite de sexta-feira, mas em nenhum momento constou da agenda oficial do líder francês. Ou seja. Doria menttiu

A direção de comunicação do primeiro-ministro informou que Philippe já tinha agendado previamente uma viagem a cidade de La Havre, no interior da França, e que o encontro nem sequer chegou a ser programado.

Attali disse que a próxima edição do evento, em 2019, será em São Paulo. O economista promoveu uma rápida conversa entre o prefeito de São Paulo e Macron durante um coquetel na sede do governo francês após o encerramento do Fórum. Doria e o presidente conversaram rapidamente.

Em um vídeo gravado pela assessoria do prefeito e publicado nas redes sociais, apenas tucano falou, em francês. Segundo Doria, durante a conversa, Macron “prontamente” aceitou participar da próxima edição do Global Positive Fórum no Brasil.Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior. Veja o numero de ministros e quem são os 11 deputados que pegaram carona no trem da alegria..pago com dinheiro publico

sábado, 2 de setembro de 2017

Passando vergonha em Paris: Ministro francês cancelada agenda com Doria



Como se não bastasse o presidente golpista estar passando vergonha no exterior, agora outro passa vergonha em Paris. O  prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), teve a agenda oficial cancelada com o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, e passa a tarde deste sábado (2) livre em Paris.

Mais cedo, em conversa com jornalistas após seu discurso no "Global Positive Forum", o prefeito reagiu às declarações de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, de que quer ser um "presidente para o povo brasileiro".

"Ele tem todo o direito não apenas de anunciar que vai disputar, como o de disputar a Presidência da República, mas os tempos caminham e eu aprendi também com o Geraldo Alckmin e com o Fernando Henrique Cardoso que a melhor decisão referente a uma candidatura –principalmente a uma eleição– parte do povo", afirmou o prefeito paulistano, que há menos de um mês gravou vídeo para reafirmar lealdade ao governador de São Paulo.  Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior. Veja o numero de ministros e quem são os 11 deputados que pegaram carona no trem da alegria..pago com dinheiro publico

Joesley chama Temer de 'ladrão' e diz que presidente não consegue se defender


O empresário Joesley Batista, da JBS, divulgou na madrugada deste sábado (2) uma nota em que chama Michel Temer de "ladrão geral da República" e diz que o presidente não consegue se defender dos crimes que comete.

Joesley, cuja delação premiada serviu de base para que a Procuradoria-Geral da República apresentasse a primeira denúncia, por corrupção passiva, contra Temer, diz que a colaboração com a Justiça "é por lei um direito" que o presidente "tem por dever respeitar".

"Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros", diz a nota.

A declaração de Joesley é uma resposta à nota publicada na noite de sexta (1) pelo Palácio do Planalto para antecipar a defesa de Temer e desqualificar as delações do empresário e do operador Lúcio Bolonha Funaro, cujos depoimentos devem embasar a segunda denúncia contra o presidente.

Temer decidiu antecipar seu retorno de uma viagem à China diante da possibilidade de a nova denúncia contra ele ser apresentada na próxima semana.

A delação de Funaro está sob sigilo e deve ser homologada nos próximos dias pelo Supremo Tribunal Federal. Em seus depoimentos, o operador afirma que recebeu R$ 400 mil da JBS para se manter em silêncio, mas ainda não está claro se Funaro atribui a ordem do pagamento a Temer, ou implica o presidente em qualquer outro crime.

Na nota, Joesley não cita nenhum dado em relação a Funaro.

Antes de fechar o acordo com os investigadores, o operador havia dito à Polícia Federal no mês passado que os pagamentos foram feitos para quitar uma dívida antiga com a JBS, visto que intermediou negócios da empresa.

A versão se chocava com a do próprio Joesley, que disse que pagava para que o operador e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) permanecessem calados. O empresário diz ainda que relatou os repasses em conversa gravada entre ele e Temer no Palácio do Jaburu, em março.

Os procuradores também avaliaram que a primeira versão de Funaro sobre os R$ 400 mil não fazia sentido visto que sua irmã, Roberta, foi escalada para receber o dinheiro dentro de um táxi, de forma ilegal. Não seria assim se não houvesse alguma irregularidade, avaliaram os investigadores.

Veja a íntegra da nota de Joesley:

"A colaboração premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros." Na Folha
 Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior. Veja o numero de ministros e quem são os 11 deputados que pegaram carona no trem da alegria..pago com dinheiro publico

'The Guardian': "Cidadãos brasileiros merecem diretas já", diz carta



         Jornal britânico publicou carta assinado por autoridades pedindo saída de Temer

O jornal britânico The Guardian publicou nesta quinta-feira (31) uma carta assinada por autoridades internacionais ligadas a politica e cultura, como deputados, chefes de embaixadas e instituições, em ocasião de um ano do afastamento de Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil.

"Apesar de não ter mandato, o governo de Michel Temer acabou com programas sociais que retiraram mais de 40 milhões de pessoas da pobreza", diz o documento assinado por personalidades e políticos, incluindo a deputada Louise Haigh, do Partido Trabalhista do Reino Unido, o Dr. Francisco Dominguez, diretor de um grupo de pesquisa sobre América Latina na universidade de Middlesex e Brian Eno,  músico, compositor e produtor musical britânico, entre outros tantos.

"31 de agosto marca um ano desde a remoção de Dilma Rousseff como presidente do Brasil, quando 61 senadores pisotearam em cima da vontade política expressada nas urnas pelos 54 milhões de brasileiros que a elegeram.

Desde então, o ilegítimo governo liderado por Michel Temer mostrou suas verdadeiras intenções com políticas de austeridade de linha dura. Suas políticas mergulharam a economia em uma crise mais profunda, prejudicaram os serviços públicos, como os sistemas de saúde, e prejudicaram os padrões de vida de milhões de trabalhadores e pessoas pobres.

Talvez não seja surpreendente, portanto, que as classificações de aprovação de Temer sejam em números únicos. Nós apoiamos os milhões de brasileiros que exigem eleições diretas já". 

Assinaturas

Brian Eno
 Linton Kwesi Johnson
 Ann Pettifor
 Andy de la Tour
Richard Gott
 Chris Williamson
 Louise Haigh
 Jo Stevens
Elaine Smith
 Neil Findley
 Ross Greer
 Tony Burke
 Owen Tudor
 Mick Cash
 Manuel Cortes
 Ronnie Draper
 Dr. Francisco Dominguez
 Prof. Julia Buxton
Prof. George Irvin
 Sue Branford Editor
 Lindsey German 

Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior. Veja o numero de ministros e quem são os 11 deputados que pegaram carona no trem da alegria..pago com dinheiro publico

Procuradoria diz que Delcídio mentiu em delação e pede absolvição de Lula



Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (1) a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que investiga a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. O processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Para o MPF, não há provas de que Lula teria participado do esquema criminoso. O MPF também pediu para que o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) perca os benefícios obtidos a partir do acordo de colaboração premiada firmado por ele na Lava Jato por ter mentido no acordo.

De acordo com o procurador Ivan Cláudio Marx, as provas coletadas mostraram que Delcídio tinha motivos para tentar evitar que Cerveró firmasse o acordo de colaboração premiada. O principal deles era impedir a revelação de que ele (Delcídio) recebeu R$ 4 milhões da construtora UTC, como propina, e que o dinheiro foi usado em caixa 2 em sua campanha ao governo do estado do Mato Grosso.

Para tanto, e por orientação do então advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, nos primeiros anexos entregues ao MPF Nestor Cerveró informou falsamente que os valores foram destinados à campanha presidencial de Lula naquele ano de 2006. Segundo o MPF, “Delcídio estava agindo apenas em interesse próprio. E Cerveró estava sonegando informações no que se refere a Delcídio, e não sobre Lula, a quem inclusive imputava fatos falsos, no intuito de proteger Delcídio”.
Entenda o caso

A tentativa de compra do silêncio de Cerveró veio à tona depois que o filho dele, Bernardo Cerveró, gravou uma conversa com Delcídio. No diálogo, o senador ajuda a elaborar um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras. As revelações levaram à prisão de Delcídio, em 2015. Ele foi o primeiro senador preso durante o exercício do mandato.

Ele foi cassado pelos colegas por quebra de decoro parlamentar e acabou firmando um acordo de colaboração premiada com o MPF.
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