quinta-feira, 2 de abril de 2026
Flávio Bolsonaro trata o Brasil como colônia ao oferecer riquezas aos EUA
domingo, 11 de janeiro de 2026
A imprensa não pode ser cúmplice
A imprensa brasileira segue se deixando pautar pela família Bolsonaro de forma constrangedora. Basta um dos filhos dizer que o pai “passou mal” e pronto: vira manchete nacional.
Se a situação fosse realmente grave, alguém acredita que Flávio Bolsonaro estaria há quase um mês passeando pelos Estados Unidos, viajando tranquilamente pelo país? Qual filho ficaria longe se o pai estivesse à beira de algo sério?
É difícil não enxergar isso como mais uma encenação, mais uma tentativa de pressionar o ministro Alexandre de Moraes a autorizar prisão domiciliar. Não há fato novo, não há laudo convincente — há apenas discurso político sendo amplificado por parte da imprensa sem o mínimo de questionamento.
Chega de sensacionalismo e de tratamento privilegiado. Que a Justiça não ceda a esse tipo de pressão.
terça-feira, 12 de agosto de 2025
Coisas que acontecem num certo país infeliz.
No Prerrô
Num certo país infeliz, espalha-se um enorme pessimismo sobre a economia e, aparentemente, resultados bastante positivos para a vida real de pobres e ricos são quase ignorados nas análises.
Nesse país infeliz, argumenta-se que a inflação está incontrolável, mas ela atingiu em média 4,73% ao ano nos dois últimos anos. Nos quatro anos anteriores, havia alcançado 6,17% ao ano. E a inflação média atual está abaixo da média dos últimos trinta anos (6,5% ao ano), desde que foi criada a atual moeda em circulação.
Nesse país, propala-se que o descontentamento advém das classes mais pobres, que estariam sendo fulminadas por uma inusual inflação dos produtos alimentícios. Mas os alimentos subiram 8% no ano passado, menos que a renda das famílias em geral, que cresceu 10%, e muito menos que a renda das famílias mais pobres, que aumentou 19%.
Nesse país mal-humorado, a taxa de desemprego vem recuando e estava em 6,6% da força de trabalho no primeiro trimestre, em nível próximo do mais baixo da série histórica para o período. A previsão atual é de que caia para 5,9% até dezembro. A informalidade no trabalho recuou para 37,9%, taxa situada entre as menores da série histórica iniciada em 2015.
A desigualdade de renda nesse país infeliz, medida pelo Índice de Gini, foi a mais baixa da história no ano passado. E a renda per capita domiciliar mensal, a maior desde o início da série histórica, em 2012.
Nesse país, segundo o Relatório das Nações Unidas sobre Estado de Insegurança Alimentar no Mundo, o número de pessoas em situação de fome diminuiu de 17,2 milhões em 2022 para 2,5 milhões em 2023. Portanto, cerca de 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome de um ano para outro nesse país infeliz.
O PIB desse país surpreendeu novamente os pessimistas e cresceu 1,4% no primeiro trimestre, índice superior ao dos países da OCDE e do G7 – ambos os grupos avançaram minguado 0,1%. O crescimento se dá a despeito da imposição de uma assombrosa taxa básica de juros, de 14,75% ao ano, nove pontos percentuais acima da inflação, que desincentiva investimentos.
Essas surpresas do PIB ocorrem desde 2020 nesse país infeliz, quando se projetava recessão de 6,5% e ela foi de 3,3%. Em 2021, a expansão prevista era de 3,4% e a efetivada foi 4,8%. Em 2022, estimava-se 0,3% e deu 3%. Em 2023, o esperado era 1,4% e deu 2,9%. Em 2024, previa-se 1,6% e deu 3,4%.
Nesse país, observa-se que os empresários estariam insatisfeitos, mas os lucros das empresas no primeiro trimestre foram excepcionais e superaram as expectativas do mercado. O lucro líquido das 387 companhias abertas não financeiras subiu 30,3% no trimestre, para R$ 57 bilhões, e as receitas cresceram 13,9%, para R$ 976,7 bilhões.
Na área financeira, os lucros dos quatro maiores bancos no primeiro trimestre cresceram em média 7,3% e somaram R$ 28,2 bilhões. Um bancão aumentou seu resultado em 39% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Nesse país pessimista, atingido há décadas pelo vírus da desindustrialização, a indústria voltou a crescer: 3,1% no ano passado. Em março, avançou 1,2% sobre fevereiro e 3,1% sobre março de 2024.
Por que, afinal, a bruma pessimista continua a embaçar toda a economia desse país infeliz? Se prevalecesse a “lei Carville” (É a economia, estúpido!), cunhada na campanha presidencial de Bill Clinton, em 1992, essa neblina não faria sentido.
Resumindo: nesse país infeliz, a inflação está abaixo da média nacional dos últimos 30 anos; a renda dos mais pobres cresce mais que a inflação de alimentos, principal item de consumo nessa faixa de rendimento; o nível de desemprego é o mais baixo da história; o número de pessoas em situação de fome caiu 85% em um ano; a desigualdade de renda é a mais baixa da história, e a renda per capita, a mais alta; o crescimento da produção surpreende positivamente há cinco anos; a safra de alimentos bate recorde; o lucro das empresas financeiras e não financeiras aumenta muito mais que a inflação; a bolsa de valores quebra recordes e rentistas/investidores das classes média e alta ampliam seus patrimônios com os juros de dois dígitos.
Nesse país infeliz, um partido de oposição pôs no ar uma peça publicitária engraçadinha dizendo ter saudade de um ex-presidente porque está tudo “caro”, fazendo rima com o nome do ex. Mas, nos quatro anos desse governo “saudoso”, a inflação média anual foi de 6,17%, índice bem maior que o dos dois primeiros anos do governo atual desse país (4,73%). Os alimentos estariam subindo mais, argumenta-se. Falso. Nos quatro anos “saudosos”, os alimentos subiram em média 8,24% ao ano. Nos dois do atual mandato, 4,36% ao ano.
A peça publicitária foi contestada? Que se saiba, não. O debate econômico se dá basicamente em torno de problemas fiscais, que podem ter impacto nos próximos anos, mas não afetam hoje o humor e o dia a dia das pessoas. Ou esse país infeliz tem graves falhas na comunicação ou talvez sua infelicidade e seu pessimismo não venham da economia, estúpido.
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Por Pedro Cafardo — Editor-executivo no jornal Valor Econômico
Artigo publicado originalmente no Valor Econômico.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
O bananinha virou abacaxi para a direita
Eduardo Bolsonaro flopou. Do inglês flop, verbo que virou modinha nas redes. Em bom português, fracassou. E isso era esperado. A inteligência nunca foi o forte desse deputado federal, o mais votado da história do país. Ele foi o principal articulador da bizarra chantagem de Trump contra o Brasil.
Licenciado nos EUA para escapar a investigações e fazer lobby pelo pai, Dudu agora precisa justificar para os bolsonaristas seu tiro de fuzil no pé da direita.
De “bananinha”, um apelido simpático e carinhoso, explicado por sua personalidade divertida e pela extrema lealdade ao pai, Dudu virou um abacaxi. Para a família Bolsonaro, para os candidatos de Bolsonaro nas próximas eleições e para os apoiadores de Bolsonaro, que se sentem patriotários.
Os bolsonaristas não votaram no Trump. Querem um Brasil com s, soberano, e não pretendem adotar a bandeira americana. Não querem perder empregos nem prejudicar o agronegócio ou nossas empresas.
Há quem diga que a carta de Trump a Lula é tão tosca que deve ter sido escrita por Dudu. O deputado faz parte de uma turma que não aprendeu direito o inglês quando fritava hambúrguer nos EUA. E esqueceu o português. Chegou a tuitar uma vez “fundo do posso” em vez de “poço”.
O terceiro filho de Bolsonaro se gaba de ter informações privilegiadas de Trump. “O que posso dizer é que esta (a tarifa de 50%) não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo”. O que o bananinha está tramando junto com Trump e seus ideólogos da ultradireita?
Seja o que for, Dudu está sendo “muy amigo” dos bolsonaristas ao unir o Brasil contra a chantagem de Trump. Até o Elon Musk sabe que quem tem amigos como o Trump não precisa de inimigos. Dudu conspira publicamente contra o Brasil, e isso não ajuda os políticos que vestiram o boné MAGA, Make America Great Again.
Uma saia justa para quem um dia sonhou em se tornar embaixador do Brasil nos EUA. Ou alguém esqueceu a campanha do pai coruja? Jair dizia que Dudu seria um “grande embaixador”. Na visita de puxa-saquismo a Trump no primeiro mandato, botou o filho no Salão Oval, em vez do chanceler, por ser “conhecedor das relações internacionais”.
Dudu cometia declarações do tipo: “São bombas nucleares que garantem a paz. Se nós já tivéssemos os submarinos nucleares finalizados, que têm uma economia muito maior dentro d'água, talvez fôssemos levados mais a sério pelo (Nicolás) Maduro, ou temidos pela China ou pela Rússia”. Por Trump também?
Por ser advogado e policial, Dudu também é especialista em segurança pública. Defende para a população “acesso às armas, para que amanhã a gente aqui não fique sob os desmandos de um governo autoritário”.
Desistiu da indicação do pai para a embaixada em Washington. Mas delira, ao supor que pode encurralar o STF e Lula com ajuda do Trump.
Se Lula fosse fã de Napoleão, seguiria sua máxima: “Nunca interrompa um inimigo enquanto ele estiver cometendo um erro”.
Por mais que Lula erre a turma do Bolsonaro consegue errar bem mais ao ameaçar a soberania do Brasil. O maior radical livre está nos EUA, ajudando a afundar a direita brasileira nas próximas eleições.
Parafraseando o estrategista de Bill Clinton em 1992 (it’s the economy, stupid), agora “é a política, estúpido”.
Uma hora a conta chega, como disse o deputado. E, devido a sua prestimosa contribuição, Eduardo, a conta vai chegar para a direita, não para a esquerda. — Ruth de Aquino, em o Globo —
sexta-feira, 27 de junho de 2025
Haddad: 'O Brasil não tem R$ 800 bilhões para oferecer de incentivo fiscal para empresários'
quinta-feira, 26 de junho de 2025
O Congresso impede ajuste
O governo tenta cortar gastos e aumentar a arrecadação, mas esbarra em um Congresso que sabota medidas de ajuste fiscal
O Congresso atual criou despesas e derrubou propostas de redução de gastos. No caso específico do IOF, o Projeto de Decreto Legislativo aprovado ontem é inconstitucional, porque só cabe um PDL se o governo tivesse extrapolado de suas competências. Mas a alíquota de IOF é decisão do Executivo. O governo pode entrar no STF, porém teme o custo político. No mesmo dia, o Senado aprovou o projeto vergonhoso de aumento do número de deputados.
domingo, 8 de janeiro de 2023
Lula salvou o Brasil
O país deve lhe agradecer por estancar a agenda retrógrada de seu antecessor e restabelecer a voz de grupos que estavam excluídos
Lula nos salvou do pior pesadelo, dando vida nova à democracia terrivelmente ameaçada por Jair Bolsonaro. O Brasil deve lhe agradecer por não retroceder aos tempos das trevas.
Lula quer trazer de volta para o orçamento da União os pobres e os miseráveis, só lembrados nos últimos quatro anos durante os poucos meses que antecederam a eleição presidencial. O Brasil deve lhe agradecer por prometer três refeições por dia a mais de 30 milhões de brasileiros que passam fome.
Lula indicou mais mulheres para o Ministério do que Dilma Rousseff, incluiu mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIA+ na pauta da política nacional. O Brasil deve lhe agradecer por estancar a agenda retrógrada de seu antecessor e restabelecer a voz de grupos que estavam excluídos do debate desde 2018.
Lula devolveu aos direitos humanos a prioridade que o tema necessita num país tão desigual e violento como o nosso. O Brasil deve lhe agradecer por nomear o incrível advogado e filósofo Sílvio Almeida para tocar uma pauta que antes cabia à inacreditável advogada e pastora Damares Alves.
Lula nomeou Nísia Trindade para o Ministério da Saúde. O Brasil deve lhe agradecer por entregar a pasta mais sensível de seu governo à presidente da Fiocruz, entidade que fabrica vacinas, objeto de desprezo do general Pazuello e de Marcelo Queiroga, últimos dois ocupantes do cargo.
Lula tomou medidas contra fake news. O Brasil deve lhe agradecer por ter vencido a eleição e interrompido um projeto de viés autoritário alavancado por mentiras espalhadas nas redes sociais pelo gabinete do ódio instalado no Palácio do Planalto.
Lula não nomeou generais, fora um veterano segurança de seu primeiro mandato para uma pasta técnica. O Brasil deve lhe agradecer por sepultar passado de triste memória.
Lula recriou a Cultura, tirou pastores da Educação e revalorizou a ciência. O Brasil deve lhe agradecer por restabelecer luz e inteligência na Esplanada dos Ministérios.
Lula assinou decretos para desarmar os brasileiros. O Brasil deve lhe agradecer por salvar vidas e impedir o fluxo de armas para o tráfico e a milícia.
Lula quer salvar a Amazônia, nomeou Marina Silva para o Ministério do Meio Ambiente, revogou decretos que abriam florestas e reservas para madeireiros e garimpeiros. O Brasil e o mundo devem lhe agradecer por trabalhar a favor da preservação da vida no planeta.
De outro lado…
Lula acertou mais do que errou nos primeiros cinco dias de governo, mas o que vira notícia são os erros. Um dos mais visíveis, e para muitos petistas o mais irritante deles, foi a nomeação de Daniela do Waguinho para o Ministério. Bastaram três dias para repórteres descobrirem que a nova ministra teve na campanha o apoio de milicianos cariocas. Ter amigo miliciano era coisa dos graúdos do governo anterior.
Lula não combinou com seus ministros o que era permitido dizer e o que não deveria ser expressado. Achou que todos estavam sintonizados. Enganou-se e teve que mandar o ministro da Casa Civil desmentir o ministro da Previdência, que anunciou uma contrarreforma previdenciária. Teve que fazer o mesmo, por motivos idênticos, com o ministro do Trabalho.
Lula foi obrigado a desautorizar Janja que cogitou barrar a imprensa no jantar da posse no Itamaraty. A primeira dama achou que os jornalistas poderiam constranger convidados, aparentemente ignorando que repórter só constrange quem tem contas a pagar na Justiça. Na posse de Bolsonaro, a imprensa foi varrida de todas as cerimônias. Repetir mesmo que parcialmente medida do antecessor não daria
A mesmo em boa coisa.
Lula sabe que capital de boa vontade não dura muito. O governo precisa não apenas apresentar resultados em prazo razoável como também mostrar que está encaminhando soluções. Apontar para o lado certo ajuda muito. Não falar bobagem também ajuda. Não tomar iniciativas quem lembrem práticas autoritárias do antecessor ajuda mais ainda.
Lula e somente Lula poderia resgatar o Brasil antes que o país despencasse no precipício aberto por Jair Bolsonaro. Qualquer outro candidato muito provavelmente perderia a eleição para a campanha do ex-presidente, turbinada com bilhões de reais dos cofres públicos e milhões de notícias falsas que invadiram todas as casas brasileiras.
Lula salvou o Brasil, que deve lhe agradecer, mas que também saberá lhe cobrar. Até porque, “um governo não precisa de puxa-sacos nem de tapinhas nas costas”
“NÃO QUER VER SUA CARA”
Mauro Vieira, o chanceler nomeado por Lula, era embaixador do Brasil na ONU quando Jair Bolsonaro fez seu primeiro discurso na Assembleia Geral, em setembro de 2019. Uma semana antes, Vieira recebeu um telefonema de um diplomata do gabinete do então ministro Ernesto Araújo com um recado: “O presidente não quer ver sua cara. Compre uma passagem para qualquer lugar e suma por duas semanas”. Apesar do tom abusado, Vieira respondeu que viajaria e que seu alterno, o embaixador Frederico Duque Estrada Meyer, assumiria as funções. O interlocutor acrescentou: “Não, quando desligar aqui vou telefonar para o Fred com o mesmo recado”. Os dois foram acusados de serem comunistas por um membro do escritório brasileiro na ONU. A mentira colou (evidentemente nenhum deles é comunista) e os dois embaixadores foram defenestrados logo em seguida. Vieira, que já havia sido chanceler no governo Dilma, foi designado para a embaixada da Croácia, considerado posto de nível B no Itamaraty. Fred virou cônsul numa longínqua província chinesa.
FILAS EM BRASÍLIA
Todas as posses em Brasília são concorridas dado que elas definem troca de poder e tudo o que isso representa. Mas há muito tempo não se via nada como agora. Para duas posses realizadas no Planalto na quarta-feira, de Alckmin e Marina, as filas para entrar davam voltas no palácio. O público era outro e o clima nem de longe se parecia com o da frieza dura dos últimos quatro anos. Mesmo os servidores trabalhavam com outra cara, mais leves e descontraídos.
Ascanio
domingo, 1 de janeiro de 2023
Democracia para sempre
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse neste domingo (1º), como 39º presidente do Brasil, em sessão solene do Congresso Nacional. No discurso, de 31 minutos, o presidente defendeu “democracia para sempre”.
“Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu. As mais violentas ameaças à liberdade do povo. A mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado brasileiro”, completou o petista.
Lula afirmou também que os direitos da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional serão “os pilares” de seu terceiro governo.
sábado, 31 de dezembro de 2022
Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Quem mandou matar Bruno Pereira e Dom Phillips?
“Esse inglês era malvisto na região”, afirmou Jair Bolsonaro, referindo-se ao jornalista Dom Phillips. “Muita gente não gostava dele.”
Malvisto por quem?
Pelos garimpeiros ilegais, que Bolsonaro tanto elogia?
Pelos pescadores ilegais que o Ibama, aparelhado por Salles e Bolsonaro, deixou de combater?
quarta-feira, 25 de maio de 2022
Bagagem grátis é pretexto para liberar pista clandestina
O despacho gratuito de bagagem em voos nacionais e internacionais é só uma cortina de fumaça. Esta MP derruba a necessidade de autorização da ANAC para a construção de aeródromos e pista de pouso.
Isto é a liberação do que é hoje um vetor dos crimes na Amazônia. E também no tráfico de armas, no tráfico de entorpecentes, que é fazer pista de pouso clandestina pelo país.
Pelo projeto, não serão mais clandestinas porque podem ser feitas sem autorização da ANAC.
Assim como a formação de pilotos. Isto não é simplificação, é a liberação do crime. E sabe qual pode ser o fim da história? O Bolsonaro pode vetar a parte da bagagem e o resto permanece. Isto é pior do que colocar jabuti nos projetos: é um balinha para enganar o consumidor.— Miriam Leitão
sexta-feira, 20 de maio de 2022
Bolsonaro tenta privatizar a Amazônia
Bolsonaro e Elon Musk estão almoçando um medalhão de filé com risoto de parmesão na varanda do hotel Fasano Boa vista. No almoço o dono da Cosan, Rubens Ometto.Ciro Nogueira,ministro Dias Toffoli,Fabio Faria e o banqueiro André Esteves.
Teve um convescote hoje do ex-capitão com um homem muito rico - Elon Musk. E a fiança para entendimentos entre os dois é a Amazônia.
A sabujice e deslumbramento do ex-capitão chega a patamares em que a autossuperação parece impossível. O ex-capitão precisa de um ídolo, um símbolo, alguém que ele ache o "máximo" ou porque tem dinheiro ou porque tem poder. Tudo o que ele ambiciona
Sem fazer desse espaço um divã, está claro que o ex-capitão carece de uma figura paterna, alguém que lhe diga o que fazer e, se essa pessoa tiver muito, mas muito dinheiro, lhe parece confiável e desejável. Tentou o Trump. Agora, trazer Musk para o Brasil para conversar sobre Amazônia e conectividade! É muita carência e falta de respeito com o próprio cargo.
É uma instituição, a Presidência da República, fazendo negócio com um trilhardário que ganhou dinheiro e quer continuar ganhando sem se comprometer com qualquer ideologia que não seja o lucro. Nada contra ganhar dinheiro, ter lucro, prosperar. Afinal, é uma ambição legítima. Mas, botando a mão em informações que são da nação? Para fazer o que com essas informações? A quem serve? A que negócio?
Às custas da Amazônia?
Recursos que são tirados da ciência, das universidades e da pesquisa nacionais - sem xenofobia, mas com respeito à importância estratégica de termos cérebros que pensam soluções comprometidas com o país e que demonstram diariamente tal competência. Inclusive, sr. Fábio Faria, competência para monitorar o desmatamento da Amazônia e desenvolver "conectividade"... seja lá o que queira dizer com isso
Chega a ser uma caricatura o ex-capitão se rendendo aos milhões do quase-dono-em ensaio do Twitter, um dos mais capilares recursos tecnológicos do mundo. Um megafone que dissemina informações, e infelizmente desinformação, como se fosse legítimo, em nome da compreensão, distorcida ou de desentendimento deliberado, do que é liberdade de expressão
Qualquer coisa que saia do encontro entre o ex-capitão com o empresário ambicioso não preserva a soberania nacional. Não se pode proibir quem quer que seja de falar com quem quer que seja; todavia, a falta de transparência - não estava na agenda do ex-capitão o tal encontro.
Numa agenda republicana, o empresário estaria em Brasília, recebido no Palácio do Planalto, para uma agenda conhecida e não "vazada".
Mas, como se sabe, em sociedade tudo vaza, e vaza no ar um cheiro estranho de um negocismo em que o país é a garantia.
Quando se aproxima a data do pleito em que o ex-capitão deverá ser defenestrado do desgoverno, movimentos no mínimo estranhos, fumaçaria para entorpecer deslumbrados da sua claque, desfocando a verdadeira agenda nacional, precisam ser muito bem explicados.
O ex-capitão não tem freios. Não tem entendimento - por conveniência e por limite cognitivo - da sua função como chefe de Estado. Diminui o país, aos olhos da comunidade internacional, e desacredita a capacidade de o povo brasileiro responder com altivez às suas macabras ameaças.
Agora quer oferecer o Brasil - as informações sobre a Amazônia - para um negócio de "monitoramento da Amazônia"? Ora, quando o delegado da PF investiu para impedir o contrabando de madeira nativa, na maior apreensão da história, fruto de desmatamento ilegal, o que aconteceu? Foi removido do cargo
Quando o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e ICMBio informavam, de maneira inequívoca e cristalina, a ação predatória na Amazônia, o que aconteceu? Foram desacreditados pelo desgoverno do ex-capitão e enfraquecidos, cortados recursos humanos e materiais. E o que mais? O desgoverno do capitão correu para incentivar garimpeiros a navegarem os rios amazônicos, jogando mercúrio em busca de ouro, matando espécies e destruindo a floresta.
Ora, vamos e convenhamos. Uma conversinha num hotel de luxo às custas do erário público - aliás - talvez, quem sabe, dentro de gastos secretos, como o orçamento do Lira para continuar na presidência da Câmara dos Deputados e o cartão corporativo que tem gastos, pagos por você que lê, por mim, que escrevo, e por quem não tem a menor ideia, de R$ 4 milhões num mês! Tudo secretamente.
O ex-capitão, em busca de alguém que lhe dê importância, corre atrás da máquina de fazer dinheiro e oferece a nossa Amazônia. Vai fazer terapia! (Olga Curado)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Sem o PT no governo: Desigualdade é a maior em sete anos
O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita obtido do trabalho subiu de 0,6156 no terceiro trimestre de 2018 para 0,6259 no quarto trimestre do ano, o 16.º trimestre consecutivo de aumento. O Índice de Gini mede a desigualdade numa escala de 0 a 1 – quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda.
No quarto trimestre de 2018, o índice atingiu o maior patamar da série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2012. Foi quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) começou a ser apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo Daniel Duque, pesquisador do mercado de trabalho no Ibre/FGV, há algumas razões para a piora na desigualdade de renda. Entre elas, estão a dificuldade de trabalhadores menos qualificados aumentarem seus rendimentos e a dinâmica de reajustes do salário mínimo. “Na crise, a probabilidade de estar empregado e ter renda maior depende mais de o trabalhador ter qualificação.
Além disso, o salário mínimo não tem ganhos reais desde 2015”, enumerou Duque, autor do levantamento. “Houve também muita geração de ocupação informal, que tem menores salários. E há um desalento muito grande ainda.”
Situação precária
Indicador de concentração de renda atinge o maior nível da série histórica
Embora, no ano passado, o número de pessoas trabalhando tenha aumentado, a subutilização da força de trabalho segue elevada, lembrou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. São considerados “subutilizados” os trabalhadores à procura de emprego, os que não procuram uma vaga por acreditar que não encontrariam emprego ou os que estão ocupados, mas trabalhando menos horas do que poderiam ou gostariam, ganhando menos por isso.
“Precisa ter uma reação do mercado de trabalho (para reduzir a desigualdade)”, defendeu Xavier. “Precisa de geração de vagas formais, com salário médio maior, jornadas de trabalho que não fiquem aquém do desejado.”
Estadão
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
'Filhocracia'
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Deputado do PSL ataca homenagem a Lula e esquece medalha dada por Flávio
Ao discursar nesta terça-feira (5), o petista Vicentinho disse no plenário da Câmara que Lula era um "preso político". "Neste meu primeiro pronunciamento do quinto mandato, eu quero homenagear o nosso companheiro ex-presidente Lula", disse.
Minutos depois, ao agradecer a seus eleitores, o deputado do PSL respondeu: "Fazer homenagem a criminosos é lamentável! Fazer homenagem a quem está preso, mais ainda! Nós não podemos mais aceitar que esse tipo de coisa aconteça no Brasil".
Girão deve ter esquecido que a família Bolsonaro gostava de condecorar milicianos. Um deles estava na cadeia por homicídio quando recebeu uma medalha de Flávio.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Embraer pode perder participação brasileira a qualquer momento.
Investigações apontam R$ 10,8 milhões em contas na Suíça envolvendo Serra e PSDB
No pedido, os procuradores brasileiros solicitavam todas as movimentações bancárias envolvendo as offshores entre 2006 e 2017. Em agosto de 2017, o MP suíço aceitou o pedido e ainda bloqueou os recursos. Cinco meses depois, em 5 de janeiro de 2018, a Justiça de Berna autorizou o envio de dados das contas ao Brasil.
Uma das empresas offshore supostamente usadas no esquema é a Circle Technical Company Inc, de Amaro Ramos, considerado operador do PSDB. Mas, um mês depois, os advogados da empresa e de Amaro entraram com um recurso para tentar impedir a transmissão dos dados. No dia 5 de setembro de 2018, os advogados argumentaram aos juízes suíços que a cooperação não poderia continuar já que, em 28 de agosto 2018, o STF reconhecia a "extinção da punibilidade" de Serra e de outros implicados.
Aos suíços, os advogados de Amaro entregaram um comunicado de imprensa do STF em que constava que "por unanimidade, a Segunda Turma do STF determinou a remessa à Justiça Eleitoral de São Paulo dos autos do inquérito 4428, em que o senador José Serra (PSDB-SP), o ex-deputado federal Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza são investigados pelo suposto recebimento de recursos para financiamento de campanhas eleitorais com recursos advindos de contratos para a construção do Rodoanel, em São Paulo".
"Por maioria, a Segunda Turma decidiu ainda reconhecer a extinção da punibilidade de Serra e Coelho em relação aos fatos supostamente ocorridos antes de agosto de 2010", indicava o STF no documento entregue aos juízes em Bellinzona.
Os suíços, porém, rejeitaram o argumento dos advogados. De acordo com o Tribunal europeu, o acordo entre Brasil e Suíça "não prevê a prescrição como uma base para impedir uma cooperação". "Por essa razão, a queixa poderia ser rejeitada sem nova avaliação", apontou.
Além disso, os juízes indicaram que, assim que receberam tal argumento, pediram uma explicação urgente por parte das autoridades brasileiras e a resposta apontou que a limitação ocorria pelo fato de Serra ter mais de 70 anos. "Mas nada é dito sobre o restante da investigação", alertam os juízes suíços, que deixaram claro a potencial importância dos documentos para desvendar eventuais crimes cometidos por outros suspeitos. De acordo com eles, os brasileiros não indicaram que querem abandonar o caso.
Defesas
Em nota, o PSDB afirmou que desconhece quaisquer valores originados da Odebrecht e repassados às empresas citadas. "Todos os recursos recebidos pelo PSDB de São Paulo foram oriundos de doações legais, depositados em contas oficiais, e a prestação de contas feita de maneira regular e rigorosa à Justiça Eleitoral."
O senador José Serra também negou qualquer tipo de irregularidade. "Todas as campanhas de José Serra sempre foram realizadas com rigor técnico para demonstrar aos eleitores as melhores propostas ao Brasil. E as contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido", afirmou a assessoria do tucano, também por meio de nota.
O advogado Eduardo Carnelós, defensor do empresário José Amaro Pinto Ramos, não retornou o contato feito pela reportagem e os demais citados não foram encontrados.
Depósitos
Ao tentar derrubar o envio de dados, os advogados da offshore indicaram que existem "sérias inconsistências" na cronologia dos fatos. "Os pagamentos feitos entre junho de 2006 e outubro de 2007 não poderiam constituir vantagens indevidas resultantes de crime de corrupção", alegaram.
"Os ex-diretores da Odebrecht confirmaram a existência de pedidos de pagamentos por políticos em relação ao financiamento das campanhas eleitorais de 2009 e 2010, pedidos atendidos entre 2008 e 2010. Portanto, depois de 2006 e 2007", insistem.
"Na ausência de uma relação entre a oferta ou promessa de vantagens e o serviço, é impossível considerar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a lei suíça", alegaram. Uma vez mais, os juízes derrubaram o argumento, indicando que "não se pode esperar" que o país que pede a cooperação tenha uma solicitação isenta de falhas.
Para o tribunal suíço, a cooperação serve "justamente para esclarecer pontos obscuros relacionados a casos no exterior". Na avaliação da corte, o Brasil não precisa "provar" a ofensa. Mas dar as bases suficientes das circunstâncias das suspeitas.
De acordo com o tribunal, as suspeitas vem da análise de computadores e servidores que continham "e-mails, tabelas, justificação de pagamentos" e outros dados mantidos pela Odebrecht para subornar políticos. Teria sido, segundo a decisão dos juízes, a análise desse material que levou os investigadores a concluir que houve um pagamento total de R$ 10,8 milhões da construtora em 2006, 2007 e 2009 para contas que beneficiariam o candidato do PSDB.
Apenas em uma das contas, a empresa Circle recebeu 11 depósitos, em 2006, totalizando R$ 2,1 milhões. Cada parcela variava de R$ 145 mil a R$ 245 mil e todas foram realizadas entre junho e dezembro daquele ano.
A mesma offshore ainda recebeu em 2007 mais R$ 2,4 milhões. Os pagamentos ocorreram em 12 parcelas, cada uma no valor de R$ 200 mil. Uma segunda empresa ainda recebeu, entre 2006 e 2009, outros R$ 6,2 milhões. O dinheiro seria para apoiar "campanhas eleitorais", incluindo presidenciais.
Os juízes ainda defenderam a troca de informações com o Brasil. "É precisamente para melhor entender a relação entre a Odebrecht e membros do PSDB que os investigadores brasileiros precisam da documentação do banco sob litígio", defendeu o tribunal. Segundo a corte, o pedido de cooperação "satisfaz todas as exigências formais" e o recurso, portanto, "precisa ser rejeitado".
"A utilidade potencial da documentação bancária é obvia, independente se o status de limitação foi imposto (no Brasil), já que as investigações tentar reconstruir todas as ofensas supostamente cometidas por outras pessoas, assim como pelos implicados", completou.



















