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quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem dorme até 10h da manhã terá que acordar cedo pra se eleger

Em discurso na cerimônia de despedida de dez ministros que deixam o governo federal nesta quarta-feira, o Presidente Lula  disse que que seus adversários terão que "trabalhar muito mais" do que ele para chegar ao poder. Sem citar o governador José Serra, conhecido por só acordar depois das 11 horas da manhã e chegar sempre atrasado em seus compromissos, Lula disse que aqueles que "dormem até as 10h" terão que lutar para conseguir se eleger



"Quem quiser me derrotar, vai ter que trabalhar mais do que eu. Quem quiser dormir até as 10h, achar que deve fazer relação com formador de opinião pública, para me derrotar vai ter que pôr o pé no barro, viajar esse país. As pessoas têm que aprender que esse país não aceita mais ser tratado como país de segunda classe", afirmou.

Ao longo do discurso, Lula mandou vários recados à oposição. O presidente disse que o governo federal é o grande responsável por implantar políticas sociais no país, ao contrário de governos estaduais e municipais --uma vez que Serra governa São Paulo.

O presidente também mencionou o apagão que atingiu o país em 2001 ao afirmar que, durante o seu governo, não houve "surpresas" na área de energia elétrica. "Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia nesse país, para que tivesse o mesmo apagão de 2001? Vamos terminar o nosso governo sem ter o tão sonhado apagão dos nossos adversários."

Ao falar de políticas sociais implantadas durante o seu governo, com ênfase na população de baixa renda, Lula e disse;. "A coisa mais fácil para um presidente é cuidar dos pobres. Não tem nada mais barato do que cuidar dos pobres. Nós fizemos muito se comparado ao que era feito, mas fizemos pouco se comparado com o que temos que fazer", disse.

O Presidente também rebateu críticas da oposição sobre a sua ligação com chefes de Estado de esquerda, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Sou amigo de todo mundo. Da mesma forma que abraço o Obama, abraço o Chávez. Um chefe de Estado não escolhe amizades, se relaciona com outros chefes de Estado. E tem gente que se incomoda: nossa, que baixinho metido. Será que esse Brasil não se enxerga? Quem é que disse que eles sabem mais do que nós", questionou.

terça-feira, 30 de março de 2010

PAC 2


No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), para uma plateia de empresários, governadores e prefeitos, que lotou o centro de convenções Brasil 21, o Presidente Lula defendeu a continuidade das ações do atual governo, porque "os pobres deste país precisam que seja feito mais e a economia precisa que isso aconteça". O lançamento de ontem, que prevê investimentos de R$ 958,9 bilhões para o período 2011-2014 e outros R$ 631,6 bilhões para o período pós-2014, ele poderá se alterado por governadores e prefeitos.

Lula lembrou uma ameaça feita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que disse que o PSDB acabará com o PAC caso José Serra seja eleito: "Quem entrar aqui na Presidência não vai poder simplesmente pegar e dizer: 'eu não vou fazer isso aqui, vou rasgar e vou fazer outra coisa', porque terá os governadores eleitos e os prefeitos eleitos no pé, para que ele cumpra o compromisso do Estado brasileiro com a redenção definitiva deste país."

Lula agradeceu o empenho da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, candidata à sucessão presidencial, e de sua equipe, na elaboração do PAC 2. "Sem eles, seria quase impossível lançarmos esse plano hoje". O presidente brincou com o antigo apelido dado por ele próprio a Dilma de mãe do PAC: "Certamente, eu não posso ficar chamando você de mãe eterna do PAC 2, porque daqui a pouco surge outra mãe aí, adotiva. E também não vou chamá-la de avó do PAC, porque isso não ajuda."

 Lula disse que o novo PAC é uma "prateleira de projetos" para que os governadores e prefeitos possam escolher as obras que desejam para suas cidades. "Para que quem vier a governar este país, em qualquer momento, não pegue o país como vocês pegaram as prefeituras, como vocês pegaram os governos dos estados e como nós pegamos aqui, em que você não tinha projeto. Tudo, você tinha que começar praticamente do zero", criticou.

Para Lula, o país vive agora um outro momento. "O que nós estamos querendo é dar fôlego para que este país possa pensar o futuro, em que um presidente da República venha a fazer um discurso e ele não tenha que ficar falando mal de quem saiu, e que ele tenha que apresentar propostas à frente, propostas para os nossos netos, para os nossos filhos".

O Presidente ainda provocou governadores de oposição, como José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), que não foram à solenidade. "Certamente, alguns companheiros governadores de outros partidos não vieram. E, se não vieram, não foi por oposição. É porque estão preocupados em gastar o dinheiro do PAC 1, que eles já receberam neste mandato".

Dilma abriu o seu discurso com uma fala perfeita para a propaganda eleitoral gratuita: desde o lançamento da primeira edição do PAC, duplicaram os investimentos públicos em relação ao PIB; os empregos na construção de rodovias aumentaram 76%, em saneamento 64% e na construção civil 31%. "Com o lançamento da segunda etapa do PAC, o governo firma o compromisso de colocar o investimento na ordem do dia. O Brasil cresceu com o PAC e vai, espero eu, continuar crescendo muito mais com o PAC 2", disse ela.