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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dilma com Ana Maria Braga: a estratégia, a imagem e a notícia

A estratégia política

Quando a presidenta Dilma foi à cerimônia de 90 anos da Folha de São Paulo, na semana passada, causou mal-estar em todos nós que apoiamos o governo Lula e a candidatura dela, contra o jornalão. Mas, como estratégia política, ela estava certa.

Ela colocou no bolso a oposição demo-tucana paulista e o PIG (Partido da Imprensa Golpista). A oposição, que já está na UTI, ficou menor ainda, foi desarmada, com ela sendo o centro da festa em pleno reduto oposicionista. De quebra, Dilma tomou a bandeira da liberdade de imprensa, daqueles que a criticavam justamente por isso.

Se nós sentimos mal-estar, pior foi para os reacionários demo-tucanos verem FHC, Alckmin, José Serra fazerem fila para beijar a mão da presidenta. Pior para eles foi ver FHC pedir audiência àquela que ele chamava de "poste". A oposição sentiu o golpe, tanto que enquanto nós aqui discutimos abertamente, eles simplesmente abafaram o caso, tratando com descrição para reduzir danos.

O que dá prestígio a um jornal não é cerimônias como estas, por mais gente importante que compareça. O que dá prestígio a um jornal são notícias exclusivas. É preciso notar que Dilma não concedeu ao jornalão nenhuma entrevista exclusiva, nem antecipou nenhuma notícia do governo que pudesse ser manchete.

Dilma também será vista na Rede TV, onde gravou entrevista para a estréia do Programa da Hebe Camargo; e na TV Globo, no programa de Ana Maria Braga, gravado hoje, e que deve ir ao ar amanhã, em comemoração pelo Dia Internacional da Mulher.

Desta vez a Presidenta gravou entrevista (diferente do que fez na Folha), mas de novo, dosou a "ração" que oferece ao PIG. Pelo que antecipa o G1 (das organizações Globo), também não haverá "furos", sendo uma conversa sobre amenidades, inclusive culinárias.

Obviamente que a Globo gostaria de uma entrevista da Presidenta no horário nobre, em um programa como o Fantástico, mas Dilma concedeu para um programa de nicho e para uma apresentadora que manteve-se isenta durante a campanha eleitoral (mesmo que tenha servido à oposição no passado como militante do fracassado movimento Cansei).

A imagem

Os telespectadores (na maioria telespectadoras) terão a oportunidade de prestar atenção no que ela diz, em vez do que dizem dela. Para o perfil da audiência desses programas, não é uma má decisão a Presidente aparecer como ela é.

É bastante provável que uma boa parte das telespectadoras destes programas tenham formado uma imagem deturpada da Presidenta pelo que ouviram dizer de homens que acompanham a política, e passem a ficar com uma boa imagem dela.

O problema é conseguir ganhos de imagem pelo lado do PIG, e perda da imagem junto à militância aguerrida do outro lado do PIG, que tem se sentido preterida, conforme inúmeros comentários sinceros na última semana, aqui e em diversos outros blogs.

O governo que Dilma está fazendo é, em essência, o que Lula faria se tivesse um terceiro mandato. As decisões que Dilma está tomando, tirando uma escolha ou outra, são as mesmas que Lula tomaria. Então, por que essa percepção não está chegando à militância?

Alguma coisa precisa ser feita para não baixar o moral da militância e não desestimular a mobilização conquistada, sem querer.

A notícia

A democratização dos meios de comunicação passa pela democratização da interlocução, e isso independe de novos marcos regulatórios. Depende da comunicação governamental diversificar os interlocutores com a sociedade.

Quantas vezes vimos no governo Lula, o presidente e a própria Dilma quando ministra, concederem entrevistas coletivas, e todo o PIG pinçarem trechos fora do contexto para usarem contra eles?

Era a blogosfera quem tinha que procurar a entrevista inteira e desmentir as artimanhas do PIG, travando uma verdadeira guerra pelo livre fluxo das notícias, sem a censura e manipulação do PIG.

O PIG teve sua lua-de-mel até com Lula no início do mandato, em 2003, quando as empresas de mídia estavam falidas e tentavam socorro no BNDES. Depois detonou-o, quando não conseguiram socorro, e conspiraram abertamente com um noticiário seletivo no "mensalão".

É natural que o PIG tenha sua lua-de-mel com Dilma, agora no início do mandato, e que Dilma explore bem essa boa relação neste período, até como estratégia de fortalecer-se para batalhas futuras.

Mas é importante nunca perder o foco de fortalecer as outras mídias que fazem contraponto ao PIG, nem desmobilizar a militância, porque elas serão necessárias na hora em que a oposição sair da UTI, já nas eleições de 2012, e mais ainda quando despontar um candidato das elites realmente viável para 2014 (até mesmo dissidente da base governista), certamente apoiado pelo PIG.

Oposição pega na mentira: Itamar e FHC reajustaram Salário Mínimo até por portaria

Por falta de ter o que fazer, a oposição criou uma falsa celeuma em torno da palavra "decreto" na Lei do reajuste do Salário Mínimo recém-aprovada, que fixa reajustes pelo INPC + crescimento do PIB, até 2015.

Entraram até no STF (Supremo Tribunal Federal) contra os trabalhadores teram a garantia do aumento real nos próximos anos.

O que a memória seletiva da oposição "se esquece", é que o ex-presidente Itamar Franco (PP/MG) e seu ministro da fazenda, FHC, com apoio de todo o demo-tucanato, também fixou valores do Salário Mínimo por portaria, sem que o valor de cada reajuste passasse pelo crivo do Congresso Nacional.

Itamar e FHC reajustaram o Salário Mínimo por portaria

Durante o governo Itamar Franco (PPS/MG), no ano de 1993 e início de 1994, antes do Plano Real, o Brasil vivia período de hiperinflação, e o salário mínimo era reajustado todo mês... por portaria interministerial (ato administrativo semelhante ao decreto), assinado pelo então Ministro da Fazenda FHC:

Observe que a portaria (assim como decretos), obedece às leis 8.542 e 8.700, assim como os futuros decretos que a presidenta Dilma assinar reajustando o Salário Mínimo obedecerão à lei nº 12.382/2011, recém aprovada.

Durante o Plano Real

Em 27 de maio de 1994 (O ministro da fazenda já era Rubens Ricúpero), Itamar sancionou a Lei Nº 8.880, que criava a URV.

No artigo 18 da referida lei está dizendo com todas as letras, que o salário mínimo seria reajustado nos meses de março, abril, maio e junho de 1994, utilizando a URV e, na mesma lei, o Poder Executivo era quem calcularia o valor da URV. Portanto, era o executivo quem fixaria o valor do Salário Mínimo em Cruzeiros Reais (a moeda corrente).

E agora? O que tem a dizer o ministro falastrão do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, que andou "testando a hipótese" da oposição?

E o senador Itamar Franco (PPS/MG)? Vai imitar FHC e pedir para esquecerem o que fez?

Os marajás do STJ

Pelo menos 16 dos 30 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) receberam, no ano passado, salários acima do teto máximo permitido pela Constituição Federal, que é de R$ 26.700 por mês.

Em média, foram pagos R$ 31 mil mensais aos magistrados --R$ 5 mil a mais que o previsto na legislação.

Mas, houve o caso de um único ministro receber R$ 93 mil de salário. O tribunal não informou o nome de quem ganhou mais que o teto.No total, o STJ pagou mais de 200 supersalários e, em apenas 26 casos, houve devolução de parte dos valores.

O pagamento de benefícios como, por exemplo, o auxílio para mudança, é o que faz com que os salários cresçam. Mas a lei determina que os bônus deveriam ser incluídos na hora de se calcular o teto e esse total não poderia ultrapassar os R$ 26.700.

Em 2010, os gastos totais do tribunal ficaram em R$ 10,8 milhões, dos quais R$ 8,9 milhões foram destinados apenas à folha de pagamento dos supersalários, o que representa 82,40% do total.

Para o presidente do STJ, Ari Pargendler, as bonificações mensais deveriam estar excluídas do pagamento mensal. "Por que um servidor que ganha R$ 10 mil pode receber e quem está perto do teto não? A lei não vale para todos?", afirmou o ministro.

Os integrantes da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) responsável por investigar irregularidades no Judiciário, o entendimento da Constituição deveria prevalecer e o pagamento de qualquer benefício não poderia levar os rendimentos totais a ultrapassarem o teto imposto pela lei. No entanto, o CNJ não quis se pronunciar oficialmente.

Em 2006, o órgão editou uma resolução sobre os salários dos magistrados. De acordo com o texto, o "subsídio constitui-se exclusivamente de parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, verba de representação ou outra espécie remuneratória".

Câmara instala 20 comissões

A Câmara dos Deputados instala na quarta-feira as suas 20 comissões técnicas. Em seguida, serão eleitos os presidentes e os respectivos vices de cada um dos colegiados. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), deu prazo até as 19h de amanhã para que os líderes partidários indiquem os representantes de suas bancadas para as comissões. Cada um dos 513 deputados poderá ser titular de uma das 20 comissões e suplente em outra.

Há disputas internas nas bancadas pelas indicações, seja pela importância da comissão ou pela maior afinidade do parlamentar com temas que elas analisam. Das 20 comissões, a mais disputada é a de Constituição e Justiça (CCJ). Isso porque pela CCJ passam todos os projetos em tramitação na Câmara, após serem apreciados pelas outras comissões.

Alguns partidos já definiram os nomes que indicarão para ocupar as presidências das comissões que escolheram pela regra da proporcionalidade. O PCdoB, por exemplo, vai presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorais e indicou para presidi-la a deputada Manuela D"Ávila (PCdoB-RS). O PT já indicou os presidentes de três comissões: João Paulo Cunha (SP) para a de Constituição e Justiça, Fátima Bezerra (RN) para a de Educação e Cláudio Puty (PA) para a de Finanças e Tributação.

No PSDB há disputas pelas presidências das duas comissões: a de Relações Exteriores e a de Defesa Nacional e Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O PTB vai presidir a Comissão do Trabalho, de Administração e do Serviço Público e indicou o deputado Silvio Costa (PE).

Das três comissões que vai presidir, o PMDB definiu apenas que o deputado Saraiva Felipe (MG) comandará a de Seguridade Social e Família.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tiririca está na Comissão de Educação e Cultura. Tudo bem, para você?

Deputado federal Tiririca (PR-SP) vai participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Sua indicação para a comissão foi confirmada pelo líder do PR, Lincoln Portela (MG).

"Devemos frisar que a comissão é de educação e cultura. Se ficarem falando que é só de educação fica diferente, em vista das coisas que andaram falando dele. Tiririca é um palhaço de grande experiência e com certeza vai contribuir com projetos e com suas propostas para a área cultural", disse Portela.

As comissões da Câmara serão instaladas na semana que vem. Além de tratar de assuntos referentes à educação em geral, a comissão também analisará projetos sobre desenvolvimento cultural.

Antes de tomar posse, Tiririca teve que provar à Justiça que não era analfabeto. Segundo decisão da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, o palhaço comprovou que, mesmo com dificuldades, conseguia ler e escrever.

Escândalo de corrupção no Detran do Alckmin semelhante ao de Yeda Crusius

O Detran de São Paulo é alvo de uma investigação sobre que fim levou R$ 30 milhões arrecadados com o seguro obrigatório de veículos, o DPVAT.

As investigações apontam para contratos superfaturados de terceirização e licitações burladas.

O Detran manteve um convênio com a Associação Brasileira dos Bancos Estaduais e Regionais (ASBACE), entre 2001 e 2007 (Governo Alckmin), onde repassava o dinheiro do DPVAT para entidade, e esta contratava empresas para fornecer mão de obra ao departamento.

Através desta triangulação, as empresas cobravam R$ 7.739,00 por motorista de diretoria, mas o trabalhador só ganhava R$ 1.500,00. Este é apenas um exemplo de superfaturamento.

O convênio foi suspenso em 2007 pela direção do DETRAN, sob o argumento de uma lei estadual não permitir que o órgão firmasse diretamente o convênio. Mas, curiosamente, a data coincide com a deflagração da Operação Aquarela.

Entidade já foi alvo da Operação Aquarela

Duarante a Operação Aquarela (junho/2007) promotores do Distrito Federal em conjunto com a Receita Federal, apontaram o suposto esquema:
- O BRB (Banco Regional de Brasília), contratava a mesma ASBACE (associação sem fins lucrativos, em seu estatuto) sem licitação, para terceirização dos serviços bancários;
- A ASBACE repassava o serviço à uma empresa privada (ATP);
- O dono da ATP compunha a diretoria da ASBACE;
- Os promotores confirmaram que a Asbace cobrava 30% para intermediar a contratação, logo deduziram que se os serviços fossem contratados diretamente por licitação, haveria uma economia de 30% para os cofres públicos, pelo menos.

Mesmo esquema foi usado pela "Nossa Caixa" no governo Alckmin

O mesmo esquema do BRB, foi usado pela "Nossa Caixa", quando era controlada pelo governo tucano paulista.

O banco sob gestão tucana, contratou a ASBACE sem licitação, usando uma brecha na lei estadual, alegando que a entidade era sem fins lucrativos.

A ASBACE, que não tinha estrutura própria para fazer o serviço, contratava outra empresa escolhida “a dedo”, sem licitação. Assim a lei era burlada.

De 1998 a 2006, R$ 752 milhões saíram dos cofres públicos da "Nossa Caixa" para a ASBACE em onze contratos, a maioria no governo Alckmin.

No governo Yeda a mesma tecnologia tucana de corrupção

O escândalo de corrupção no Detran gaúcho, no governo Yeda Crusius (PSDB/RS), usou a mesma tecnologia tucana de corrupção: usava uma entidade externa (uma fundação da Universidade de Santa Maria) para desviar o dinheiro público. (Com informações da Ag. Estado)

Kassab vai passear. Feldman também. Você sabe quem paga a conta?

O tucano Walter Feldman, ganhou de presente do prefeito de São Paulo, o demo, Gilberto Kassab, um presentão pago com dinheiro dos cofres públicos; Passagens e estadia em Londres. Para fazer nada!.Em declaração hoje á imprensa, Feldman disse que não vai ficar passeando. Vai ser "correspondente" da prefeitura paulistana para acompanhar os preparativos da Olimpíada de 2012, que será realizada em Londres.

Detalhe que os meus queridos leitores precisam lembrar: São Paulo não será sede de Olimpíada nenhuma. O Rio, sim.

Ou seja: o tucano Feldman, não fica nem um pouco constrangido por ocupar cargo decorativo na administração pública. Nem o tucano José Serra lembra de comentar

Falando em Kassab, ele também vai passear. Ele ficará uma semana na França, entre os dias 6 e 12 de março. Lá, deve passar por Paris, Cannes, Marselha e Lyon. A desculpa para a farra com dinheiro público é: Ele diz que participará de uma feira de políticas públicas.

Regressão continuada é coisa de tucano:Os alunos fingem que aprendem e o colégio finge que ensina


A novidade do momento é a  progressão continuada, marca das escolas públicas de São Paulo, chegou à rede privada. A pressão dos pais, aliada à competitividade entre unidades que disputam o aluno que migra das redes estadual ou municipal, faz a exigência por nota ser cada vez menor. O Estado conta hoje com 9.464 escolas particulares. Em 2005, eram 8.600.Ou seja, progressão continuada dos tucanos chega à rede particular por interesses econômico

Nos últimos cinco anos, as matrículas no primeiro ciclo do ensino fundamental nos colégios pagos cresceram 35%. Nessas unidades, o modelo que divide o ensino em ciclos e reduz o risco de repetência é extraoficial. Professores ouvidos pela reportagem afirmam que a rede não assume, mas impõe dificuldades a quem opta pela retenção.

Atualmente, os alunos de escola pública da rede estadual de São Paulo passam de ano sem risco de repetir. Só no final da quinta e da nona série é que os estudantes podem ser reprovados.

Isso foi criado em 1998 pelos desgovernos do PSDB. Entre os objetivos da medid, diziam os governos do PSDB, a estava a tentativa de diminuir o número de estudantes que abandonavam os estudos, desmotivados pela repetência. Porém, dizem alguns professores que a medida seria pelo fato de não ter vagas para todos nas escolas paulistas. Já que o PSDB dá preferência a construir cadeias do que escolas.

Do jeito que está, acabou virando uma aprovação automática. Ninguém sabe nada, mas passam de ano

Bons alunos, nesse regime, acabam obrigados a seguir o ritmo dos piores, e muita gente na classe não está nem aí, sabendo que não tem chance de repetir. Ou seja, o sistema pode até piorar o desempenho de todos.

Agora, o governo tucano Geraldo Alckmin estuda a criação de mais um ano em que haja a possibilidade do aluno repetir. O ideal seria fazer esse novo teste no terceiro ano. É quando o aluno já deveria ter aprendido a ler e a escrever. É melhor que agora, em que a prova pra valer é só no quinto ano.

Mas isso está longe de resolver a tragédia da educação em São Paulo. O governador Alckmin precisa pagar salários melhores para os professores. Os mestres também têm que fazer a sua parte, passando por cursos para aprender a ensinar melhor e dando mais atenção aos alunos. Além disso, as escolas e o material distribuído aos estudantes ainda têm que evoluir muito.

Se tudo isso um dia for feito, quem sabe o Brasil seja um país de gente mais educada, com chance de pegar empregos melhores, com salários mais dignos para todos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Kassab Surfistinha, O Filme


O Filme acaba de chegar aos cinemas privês da política nacional e já começa a gerar polêmica. A trama mostra como um prefeito sucumbiu à incompetência e resolveu abandonar a cidade que governa. Não satisfeito, ele abandona também o seu partido — de direita classe média tradicional reacionária —, para se jogar na vida fisiológica, lidando com todo tipo de partido barra pesada.

O filme está recebendo ótimas críticas da base aliada, mas a oposição promete censurar a exibição em todas as salas. “Esse filme é pura pornografia e subverte os valores morais da família brasileira”, disse um exaltado parlamentar do DEM. Para apaziguar os ânimos e garantir a governabilidade, um peemedebista retrucou: “vossa excelência não entendeu: trata-se de um pornô família!”.-Foto e texto Jornal da Tarde

Está provado. PSDB não sabe governar: Ganhos na Era Lula superam os do governo FHC

Apesar de terem atravessado, durante o governo Lula, a pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão, Vale e Petrobras tiveram desempenho financeiro nos últimos oito anos bem acima do registrado na gestão de Fernando Henrique Cardoso, segundo levantamento feito pela Economática . Entre 2003 e 2010, o lucro líquido acumulado da Petrobras foi de R$245,9 bilhões, salto de 231% sobre os R$74,1 bilhões obtidos entre 1995 e 2002.

Já o ganho da mineradora foi de R$135,7 bilhões na era Lula, 423% superior ao do governo FH (R$25,9 bilhões). Os número foram corrigidos pela inflação do período medida pelo IGP-DI.


Essa é a Petrobras que FHC queria vender: Petrobras tem lucro recorde

APetrobras registrou no ano passado um lucro líquido de R$35,1 bilhões, o maior da história da companhia e o maior já obtido por uma empresa brasileira. Esse resultado foi 17% superior aos R$30,01 bilhões de 2009 e superou as projeções mais otimistas - analistas do mercado previam que o ganho da empresa seria de R$32 bilhões no ano passado. O lucro da companhia no quarto trimestre de 2010, de R$10,6 bilhões, foi também o maior já obtido em um trimestre pela Petrobras e 14,3% superior ao do mesmo trimestre de 2009. O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, disse que os resultados da companhia em 2010 se deveram, entre outros fatores, ao aumento de 2% da produção de petróleo e gás no país e à alta de 11% nas vendas dos combustíveis, que totalizaram 2,378 milhões de barris diários, 13% a mais que os 2,106 milhões de 2009.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Choque de gestão de Aécio/Anastasia mata eletricistas da CEMIG

Os trabalhadores da CEMIG (estatal de eletricidade do governo mineiro) fizeram um ato público em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na manhã de quinta-feira (24).

Eles protestaram contra o elevado número de mortes em acidentes de trabalho na empresa, decorrentes do "choque de gestão", que terceiriza para empreiteiras privadas, até mesmo atividades de alto risco.

Esperam sensibilizar autoridades estaduais e federais, a imprensa e a sociedade sobre as tragédias que poderiam ser evitadas pelo governo do Estado e pela direção da Cemig.

As precárias condições de trabalho fazem a Cemig liderar o ranking nacional de acidentes no setor elétrico, com uma morte a cada 45 dias.

Este ano já morreram dois trabalhadores terceirizados da Cemig. O eletricista do consórcio Setap, Thiago Matias Carvalho, 26 anos, pai de quatro filhos, morreu na manhã da segunda-feira, 21, durante a substituição de poste, à margem da BR 365 em Uberlândia. (com informações do Sindieletro-MG)

Senado tem 400 "flanelinhas" para 88 carros


Enquanto muita gente reclama dos flanelinhas nas ruas, o senado tem 400 servidores só para tomar conta de 88 carros de senadores, sem contar com os motoristas (pelo menos mais 88).

Segundo o jornalista Tales Faria, é o que revelou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e que criou a Sub-comissão da Reforma Administrativa do Senado.

A volta do Zé Baixaria

Depois de ficar parado durante meses, o PSDB ressuscitou um dos 'sites' de baixarias na internet, daqueles usados durante a campanha do Zé Baixaria.

O site foi criado ainda no período pré-eleitoral, escondendo a autoria, com notas sem assinatura, para atacar com as piores baixarias o então presidente Lula, a então candidata Dilma, nosso e outros blogs, e qualquer um que denunciasse os engodos e a corrupção demo-tucana.

Depois de rastreado o vínculo oficial com o PSDB, o partido foi obrigado a assumir de público que eram eles o "Gente que mente".

A repercussão tornou-se mais negativa do que positiva, e paralisaram o site, deixando-o sem postagens, durante alguns meses.

Agora, os "gênios" serristas resolveram reativar a fórmula da derrota: a baixaria.

O site voltou à ativa, mas os autores das notinhas e que tocam o 'site', continuam sem coragem de colocar o nome, se escondendo atrás do anonimato.

A nova Superintendente do Trabalho Artesal nas Comunidades do Estado de São Paulo, Soninha Francine, que fez a campanha na internet para o Zé Baixaria, já bateu ponto lá, mas sua assinatura, por enquanto, só é vista nos comentários.

Não dou o link do site, e não recomendo visitarem, por 3 motivos:
1) Poupar o amigo leitor;
2) Porque não é relevante, está muito fraquinho e nem rende uma boa polêmica;
3) Para não dar audiência à eles;

Dilma e Lula almoçam em São Paulo

A presidenta Dilma almoçou hoje com Lula, no escritório da presidência da República, em São Paulo. Nenhum dos dois deu entrevista após o encontro.

Após o almoço, a presidenta teve encontro de trabalho para buscar respostas e soluções das trapalhadas de Alckmin e Kassab, que estão muito atrasados na definição das obras para a Copa do Mundo em São Paulo, inclusive com incertezas quanto ao estádio que sediará os jogos na cidade.

Participaram da reunião o ministro dos esportes, Orlando Silva, o governador tucano Geraldo Alckmin, e o prefeito Gilberto Kassab (DEMos/SP).

Folha, em caso semelhante à "Escola Base", é condenada por mentiras e manipulações em reportagem sensacionalista

O jornal Folha de São Paulo estampa na capa uma enigmática chamada "Folha publica decisão em cumprimento a ordem judicial", página C6 (espertamente fechada para assinantes na versão on-line).

Em nome da informação honesta, a chamada certa deveria ser: "Folha é condenada por danos morais ao fazer reporcagem falsa e sensacionalista", e a publicação, inclusive na capa, não é um reconhecimento voluntário do erro, é por ordem judicial.

Pior do que o valor de R$ 30.000,00 de indenização (baixo, na minha opinião), é o vexame de ser condenada a publicar a sentença judicial, revelando que o jornalão dispunha das informações corretas para publicar a verdade, mas publicou mentiras, manipulando as informações, para tornar a matéria sensacionalista.

Poucas coisas são mais degradantes para um jornal que queira apresentar-se como sério do que ser taxado de "sensacionalista", uma destas poucas coisas é ser taxado de "sensacionalista" em uma sentença judicial.

Outra degradação é, também na sentença, ser desmascarado como um jornal que manipulou uma notícia, falseando a verdade, que conhecia.

Mesmo tendo apurado as informações fiéis à verdade durante a elaboração da reportagem, o jornalão publicou informações falsas para "apimentar" a "reporcagem".

Segue "os melhores momentos" da sentença (a íntegra pode ser lida aqui):

... -PUBLICAÇÃO DE REPORTAGEM ACUSATÓRIA EM JORNAL DE CIRCULAÇÃO NACIONAL ... -JORNALISTA QUE NÃO LEVA EM CONSIDERAÇÃO AS INFORMAÇÕES A QUE TEVE ACESSO QUANDO DA ELABORAÇÃO DA REPORTAGEM - ABUSO DO DIREITO DE INFORMAR ...

Como se vê no texto jornalístico publicado pelo jornal Folha de São Paulo, o autor [a vítima] é exposto por pelo menos três vezes como negociante ilegal de fósseis, sendo que seus produtos seriam contrabandeados da China. Por esta razão, atribui-se a ele a possibilidade de ser acusado por estelionato, contrabando ou por ferir crimes ambientais.
...
O que se exige... é que tais reportagens se mostrem objetivas e representem relato fiel às informações que lhe deram origem, sem qualquer transformação de cunho manipulativo que altere a realidade.


Ocorre que ao se analisarem os dados aos quais a repórter teve acesso e o teor da publicação, nota-se um descompasso entre as informações recebidas e aquelas publicadas, o que, por evidente, não se admite.

A primeira mentira publicada pelo jornalão:

Logo no começo da publicação, em seu sub-título, nota-se uma grave acusação: "Paranaense negocia em site brasileiro ovos de dinossauro contrabandeados da China".

Em seguida, já no texto da reportagem, alega-se que o autor tem em mãos um negócio ilegal, e que segundo "Teixeira (o autor), os ovos foram comprados de um revendedor chinês chamado Michael Zheng..."

Ora, de início cumpre ressaltar que os ovos, conforme apontado reiteradamente pelo apelante e não impugnado pelos apelados, foram comprados via internet em um sítio norte-americano de um vendedor originário daquele país, não do vendedor chinês apontado.

Nesse aspecto, motivada pelo erro de aferição quanto à pessoa que vendeu ao autor seus fósseis, bem como o país em que tal transação se deu, utilizando-se de parecer da embaixada da China e da Polícia Federal, concluiu a repórter pela realização de atividade ilícita por parte do autor.

Juiz dá lição de jornalismo ao jornalão:

Todavia, ao assim considerar, atribuindo à atividade comercial do autor um caráter de ilegalidade, desconsiderou circunstâncias que não poderia ter deixado de lado.

De se destacar que por se tratar de produto enviado pelo correio, não se pode olvidar que a mercadoria passou pelo crivo da Receita Federal quando ingressou em Território Nacional. Inclusive, verifica-se que em certas ocasiões o autor foi tributado em suas compras, tendo recolhido os impostos, como se vê à f. 102/ 103.

E que não se argumente não ter tido a repórter acesso a tais informações ou que o apelante não tenha a informado sobre elas, posto que realizada uma entrevista entre a jornalista apelada e o autor, a qual restou devidamente gravada e foi reduzida a termo nos autos (f. 330/ 348), de modo que teve a apelada oportunidade de inquirir o autor sobre a origem e legalidade de suas mercadorias -pressupostos mínimos para uma matéria que investiga a realização de comércio ilegal de mercadorias.

Fato é que ao não efetuar tal inquirição, ou, ainda pior, ao omitir tais informações (o que não se pode verificar no presente caso, já que a gravação da entrevista é incompleta), está a jornalista apelada a, no mínimo, desrespeitar o dever de cuidado.

Ademais, entendo que a reportagem se mostrou absolutamente desproporcional ao tamanho da suposta ofensa -que, como se verá, de acordo com a Polícia Federal, sequer existiu.

A segunda mentira:

No próprio diálogo gravado entre autor [a vítima] e apelada [jornalista] (f.330/ 348), expõe o primeiro, expressamente, que as eventuais comercializações que faz não têm caráter de atividade comercial, mas mero hobby (f. 331). Isso se evidencia pela escala não comercial de suas vendas, que, de acordo com a própria reportagem, era, até o momento, de quatro ovos e mais algumas relíquias paleontológicas.

Assim, pergunta-se: será que pela venda de tão pequena quantia de mercadorias, é correto afirmar-se que o autor tem um "negócio da China" em mãos? E, pior, que poderia ele ser condenado por estelionato, contrabando e crime contra leis ambientais?

Na terceira mentira, um parágrafo da reporcagem desmente o outro:

Em relação ao estelionato, a repórter faz a ressalva de que esta somente será cabível acaso os fósseis comercializados sejam falsos. Ora, conforme consta nos autos, há às f. 37 e 38/ 46, relatório realizado pelo Museu Georges Cuvier que aponta a sua autenticidade. Inclusive, verifico à f. 341/ 348 que a repórter entrevistou a pessoa que realizou tal exame de autenticidade, de modo que plenamente ciente dessa circunstância.

De igual modo, na última acusação -crime ambiental -, verifico que a própria reportagem diz que essa hipótese somente aconteceria caso os fósseis tivessem origem brasileira. Pergunto: qual a razão de tal afirmação, quando a própria reportagem expõe que os ovos fossilizados foram retirados de uma jazida chinesa?

Falsear a notícia para ficar "interessante"

Pelo exposto, resta clara a manipulação de informações por parte da repórter, que desconsidera informações às quais teve acesso, para o fim de tornar ainda mais forte as acusações contra o autor.

Quarta mentira: Folha inventou investigação  da PF

Por derradeiro, impende destacar que no dia seguinte à publicação da matéria citada, o autor, em prova de boa-fé, compareceu espontaneamente à Polícia Federal, onde descobriu, por intermédio da Delegada Ana Zelinda Buffara, que nenhuma investigação fora aberta contra ele (ao contrário do exposado na reportagem), aproveitando a oportunidade para lhe expor toda a situação que deu origem à presente discussão (como se infere à f. 74), recebendo, meses após, relatório da mesma delegada em que declarada a legalidade do comércio de fósseis que realizava (f. 77).

Condenada por FALTAR com a VERDADE, MANIPULAR informações para gerar SENSACIONALISMO:

Desse modo, por faltar com a completa veracidade ao teor da publicação, por violação do dever de cuidado ao informar e por clara manipulação das informações obtidas de modo a tornar a reportagem claramente sensacionalista, entendo que é devida a indenização a título de danos morais ao autor, posto que o animus narrandi, imprescindível à boa reportagem, foi claramente ultrapassado, incorrendo as apelantes em abuso ao direito de informar.

A íntegra da sentença pode ser lida aqui.

Até a miss desmatamento quer apoiar Dilma

A exemplo do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a senadora Kátia Abreu (TO) agora está interessada em apoiar Dilma, para isso, deverá deixar o DEM junto com Gilberto Kassab. Idealizado pelo prefeito de São Paulo como atalho para adesão ao governo de Dilma Rousseff, o PDB (Partido da Democracia Brasileira), sigla que Kassab planeja criar, não provocará desfalque apenas no DEM. Será o destino de parlamentares insatisfeitos da oposição interessados em mudar para a base governista.

Confirmada a promessa de Kassab de levar ao menos 20 deputados para uma frente parlamentar em sociedade com o PSB, o bloco será a quarta maior força da Câmara.

De acordo com articuladores do movimento, o PPS, por exemplo, corre o risco de perder quatro dos 12 deputados, sendo dois deles da bancada paulista.

A criação da nova sigla poderá prejudicar também partidos da base de Dilma, como PR, PTB e PP.

Apelido

Em São Paulo, pelo menos dois vereadores do PSDB deverão se filiar ao PDB. A adesão de Afif à debandada provocou reunião ontem entre aliados do governador Geraldo Alckmin. No Palácio dos Bandeirantes, o PDB recebeu um apelido depreciativo: "partido da boquinha".

Articulação impôs ainda mudanças no xadrez político do Estado. Hoje no PSB, o deputado Gabriel Chalita abriu negociação com o PTB.

Outro integrante do PSB interessado em concorrer à prefeitura, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, flerta com o PMDB. Agora

Kassab cria secretaria em Londres para abrigar tucano

O  prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), criou uma secretaria para o atual titular de Esportes, Walter Feldman (PSDB): o de correspondente da prefeitura em Londres.

Hoje na Secretaria de Esportes, Feldman deixará o Brasil no final de março com a a desculpa de acompanhar os preparativos para a Olimpíada de 2012, em Londres.

O tucano receberá R$ 12 mil mensais. Segundo a prefeitura, o modelo de secretaria ainda está sendo definido.

"Assim como nos jornais, serei correspondente da Prefeitura de São Paulo em Londres", diz o tucano Feldman.

Dilma quer ex-presidentes como embaixadores especiais

Ex-presidentes, inclusive o atual senador Fernando Collor de Mello, recém-eleito para a presidência da Comissão de Relações Exteriores do Senado, poderão ser nomeados embaixadores especiais do Brasil para missões de importância no exterior, segundo proposta em análise pela presidente Dilma Rousseff. Ela se baseia na experiência dos Estados Unidos, onde ex-mandatários como o presidente Bill Clinton e Jimmy Carter têm atuado como emissário para assuntos no Haiti ou como observador em eleições latino-americanas.

O candidato mais evidente para receber uma missão próxima é o antecessor , Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o Itamaraty, já atuou nos últimos dias em missões de diplomacia informal com governos africanos. Lula, ao deixar o governo, anunciou planos de constituir um instituto para tratar de questões relativas à pobreza e desenvolvimento na África e na América Latina e já se dispôs a procurar forças políticas africanas para pedir união em torno de programas para eliminação da pobreza.

A ideia de nomear ex-presidentes ainda é embrionária, como noticiou nesta semana o jornal "O Globo". Mas Dilma mostra simpatia pela ideia, e, no Planalto, já se mencionam os nomes de Lula, Collor e o presidente do senado, José Sarney, como possíveis enviados do governo em ações no exterior. O fato de Collor ter saído da presidência por um processo de impeachment aparentemente não o desqualifica para o Planalto, já que o político alagoano hoje é aliado do governo, e sancionado pelos demais senadores a ponto de ocupar uma comissão importante como a de Relações Exteriores, que também cuida de assuntos de Defesa Nacional.

Lula é apontado como um político com trânsito em todos os países africanos, que prestigiou durante sua presidência. Suas possíveis missões serviriam para levar aos governos africanos a experiência do Bolsa Família e de outros programas sociais bem sucedidos, de agricultura familiar. Em conversa ontem com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, conversou sobre a possível atuação de Lula com países africanos, na defesa da união das forças políticas em torno de programas sociais que podem ser apoiados pelo banco. Zoellick, segundo um assessor de patriota, incentivou o governo a buscar apoio de Lula nesse tipo de missão.Com informações do Valor Econômico

No sofá com Hebe, Dilma fala de música e dieta

Como parte das comemorações do mês da mulher, a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem cedo a apresentadora Hebe Camargo no Palácio da Alvorada, para a gravação de uma entrevista que será exibida pelo programa da apresentadora em sua estreia na Rede TV! em 15 de março.

De acordo com imagens captadas por canais de TV que estavam do lado de fora do Alvorada, Dilma e Hebe caminharam pelo corredor do palácio e visitaram a capela na área externa do Alvorada. Equipes de produção do "Mais Você", da apresentadora Ana Maria Braga, também estiveram no palácio para registrar cenas de trabalho de Dilma.

A conversa, num clima bem descontraído, durou 40 minutos. Entre os assuntos, foram abordados o dia a dia e a intimidade da presidente, música, vaidade e dieta.

Na entrevista com Hebe, Dilma diz que não poderia estar presente ao vivo na estreia por estar viajando. Mas afirmou que ainda este ano vai se sentar no sofá de Hebe.

Na próxima segunda-feira a presidente deverá gravar no Rio, na sede do Projac, uma participação especial no programa de Ana Maria por causa do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Herança bendita de Lula: 152 mil novos empregos formais criados em janeiro

Um número publicado pelo Ministério do Trabalho cala a boca do PIG (Partido da Imprensa Golpista) e da oposição quando fala mal da herança do governo Lula: em janeiro foram criados 152.091 novos empregos formais.

Foi o segundo melhor mês de janeiro da história na geração de empregos (desde 1992, quando estes dados passaram a ser apurados).

O melhor janeiro de todos os tempos foi em 2010, quando foram criadas mais de 184 mil vagas.

Consumo de energia subiu 6,5% em janeiro indicando crescimento econômico

O consumo de energia elétrica no país subiu 6,5% em janeiro em relação a igual mês de 2010, acumulando expansão de 7,6% nos últimos 12 meses. O consumo industrial em janeiro (+6,6%) evidenciou a recuperação do setor.

Cresce a arrecadação, outra indicação de crescimento

As receitas líquidas do governo cresceram 19,1% em janeiro deste ano em relação à janeiro de 2010. Se as empresas estão pagando mais impostos é porque estão produzindo e vendendo mais.

Lindberg desmascara Aécio com a lei delegada



O senador Lindbergh Farias (PT/RJ), na sessão de 4ª feira, desmascarou o colega de senado Aécio Neves (PSDB/MG), membro da oposição que fazia uma celeuma por causa da palavra "decreto", escrita na lei que fixa o salário mínimo até 2015, como se fosse um ato autoritário contra o Congresso.

Lindbergh enquadrou Aécio: "Falar em esvaziamento do parlamento, é falar em lei delegada..."

Aécio, quando governador, arrancou da Assembléia Legislativa mineira, autorização para governar no início por lei delegada. É uma carta branca dada pelos deputados estudais para o governador editar leis sem precisar da aprovação do legislativo.

Aécio ouvir tudo calado. É esse o grande timoneiro tucano para 2014?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JN troca bandeira da Líbia pela do Líbano... até que não é tão grave, para quem já disse que bolinha de papel era fita crepe de uns 2 kg ...

O Jornal Nacional da TV Globo, trocou a bandeira da Líbia pela do Líbano ao ilustrar uma reportagem:

Tucanos presidirão comissão das comunicações e informática na Câmara. Será o Azeredo?

Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados decidiram o comando das comissões permanentes em reunião.

Os tucanos, aliados do PIG, se infiltraram na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Ficarão com a presidência. O PSDB ainda não definiu o nome, mas o mais cotado é Eduardo Azeredo (PSDB/MG), aquele do mensalão tucano, e do projeto para policiar a internet que ficou conhecido como o AI-5 digital.

Esta comissão é a que apreciará o marco regulatório dos meios de comunicação.

O presidente da comissão não pode tudo, afinal as coisas são decididas no voto dos demais membros, mas pode fazer muito estrago, com manobras como colocar em votação coisas na calada da noite, quando os governistas cochilarem.

As demais comissões ficaram assim:

Duda Mendonça afirma que Lula pode voltar em 2014

Em visita ontem a um camarote de Carnaval em Salvador, o publicitário Duda Mendonça declarou á imprensa que acredita em uma nova candidatura de Lula à Presidência em 2014, porque a presidente Dilma Rousseff não parece ser uma política "ambiciosa" nem "vaidosa" para querer ficar mais tempo no poder.

"É simplesmente uma sensação. Todo mundo acha que político quer se perpetuar. Sinceramente, eu não vejo esse traço na Dilma", disse.Para Duda, o nome do PT em 2014 deve ser Lula, caso Dilma não concorra à reeleição, porque é difícil encontrar outro nome com "aquela naturalidade e carisma"."Eu tive acesso a uma pesquisa há dois anos atrás. Se o Lula fosse candidato à Presidência na Argentina, ele ganhava", afirmou.

Ele disse ainda que não estava surpreso com a atuação de Dilma como presidente, que "engoliu o PMDB" na votação do salário mínimo na Câmara dos Deputados."Tinha certeza de que ela iria ser exatamente o que ela está sendo: discreta, objetiva, grande técnica, com metas claras e pouco vaidosa."Na Folha tucana

Nas tetas do cofre público

Parece que José Serra sempre esquece de citar durante entrevistas, o aparelhamento do governo paulista. Depois da boquinha para suas cupinchas (duas filhas da Soninha Francine( PPS) e mais uma  fiilha de Paulo Preto,  agora,mais uma vai mamar nas tetas do cofre público. Andréia Quércia, filha de Orestes Quércia, deve assumir o comando da Coordenadoria Especial de Programas para a Juventude do governo paulista no lugar da outra que também tinha boquinha, a Mariana Montoro Jens, neta de Franco Montoro.É ou não governo aparelhado? Sabe quem paga essa conta, não é, querido leitor?

Kassab lança o PDB


O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM),lancará em breve um novo partido que se chamará PDB (Partido Democrático Brasileiro). O prefeito está agora recolhendo as 490.305 mil assinaturas para obter registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Kassab deixará o DEM até 30 de março, depois, patrocinará a sua fusão ao PSB.A articulação foi fechada com o governador Eduardo Campos (PE) e o presidente do PSB-SP, Márcio França -secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin.

O  vice-governador Guilherme Afif Domingos, que vai acompanhar o prefeito.Kassab estimou levar para o novo partido não só filiados ao DEM. Além de Afif, o vice-governador da Bahia, Otto Alencar, do PP, também deve seguir o novo projeto.

Aos caciques do PSB, Kassab estimou em 20 o número de deputados federais que devem estar com ele -oito de São Paulo. As adesões devem vir de siglas como PTB, PP, PR e até PSDB.

Num primeiro momento, a nova sigla e o PSB devem formar uma Frente Nacional -união apenas simbólica.No Congresso, atuarão como um bloco partidário, juntamente com o PC do B e o PTB. Só mais à frente haverá a fusão ou a incorporação da nova legenda pelo PSB.

Banco do Brasil quer abrir agência na China

O Banco do Brasil analisa a transformação de seu escritório na China em uma agência bancária que vai prestar serviços às empresas brasileiras que operam naquele país e deve tomar uma decisão sobre isso em entre 90 e 120 dias.

A informação foi dada ao Estado pelo vice-presidente de negócios internacionais e atacado do BB, Allan Toledo. Segundo ele, a transformação permitiria ao banco conceder às empresas brasileiras instaladas na China empréstimos em moeda local.

Toledo explicou que, por enquanto, a estratégia do banco em relação à China se resume a esse movimento. Apesar de ser a segunda maior economia do mundo e cada vez mais importante no mercado global, os passos relativamente tímidos do BB no gigante asiático estão relacionadas à pequena presença de empresas brasileiras por lá.

"Nós temos um grande comércio entre Brasil e China, mas a presença de empresas brasileiras lá é pequena", afirmou o executivo do BB. Outro passo que o banco está dando na Ásia é a negociação de compra de uma corretora em Cingapura.

Mas o principal foco da internacionalização do BB é mesmo o continente americano. Além de estar buscando mais negócios na América Latina, Toledo disse que o Banco do Brasil está próximo de fechar a compra de um banco de pequeno porte no estado americano da Flórida.

Ele admitiu que o BB ficou muito próximo de fechar negócio com um banco daquele estado, mas desistiu ao analisar mais profundamente os dados da instituição e avaliar que o perfil não se adequava ao que o BB gostaria. A negociação com outro banco já está em andamento e o executivo trabalha com a concretização de um negócio até março. "Mas não estamos pressionados pelo tempo. O objetivo é fazer um bom negócio", disse.

Toledo salientou que a estratégia do BB nos EUA é atender a grande comunidade brasileira a partir da compra desse banco na Florida e, a partir daí, decidir se em outras regiões com presença de brasileiros (como Boston, Nova Iorque, Massachusetts, New Jersey e Newark) o BB vai adquirir outra instituição de pequeno porte ou vai promover abertura de agências.

Toledo disse que a compra de um banco é mais barata e gera atendimento mais rápido às necessidades, mas quando se fala de comprar mais de uma instituição, aí o processo de integração de redes pode se tornar complicado.

Com a finalização da compra do argentino Banco Patagônia, que agora só depende do aval do órgão de defesa da concorrência daquele país e da oferta de compra de ações para os acionistas minoritários, o banco brasileiro volta suas baterias para fazer aquisições no Chile, Peru, Colômbia e Equador.

Toledo disse que o BB está analisando opções nesses países, mas não tem nenhuma negociação avançada. "A ideia é ter estruturas para atender as empresas brasileiras que atuam nesses países", afirmou o executivo, destacando que espera já ter alguma negociação concluída ainda no primeiro semestre deste ano.

Em relação ao já adquirido Banco Patagônia, o BB por enquanto não pretende alterar o nome da instituição na Argentina, embora um estudo sobre o assunto tenha sido encomendado.

"No primeiro momento, nossa ideia é manter o nome Patagônia, um banco que tem cerca de um milhão de clientes pessoa física", disse Toledo. Ele salientou que a ideia do BB é de ampliar o escopo de atuação do Patagônia.Estado

Aécio imita Maria Antonieta em seu primeiro discurso no Senado

Nosso blog já vem observando que Aécio Neves (PSDB/MG) está com desempenho de "baixo-clero" no Senado. Fazendo uma analogia com o futebol, está sendo um senador "cabeça-de-bagre".

Nesta quarta-feira (23) o demo-tucano subiu à tribuna pela primeira vez.

Se omitiu do debate durante as discussões acaloradas, e escolheu o pior horário, o finalzinho da sessão, depois das 22hs, depois das votações importantes que definiram o valor salário mínimo, e fez um discurso meio apagado, meio desastroso.

O demo-tucano fez a afirmação desastrosa de que a discussão sobre o valor do salário mínimo é secundária: “Muito mais relevante que o valor nominal do mínimo é compreender o papel desta Casa” - referindo-se ao artigo 3º da Lei que fixa o reajuste pelo INPC+PIB até 2015, sem que o Congresso vote de novo a cada ano.

Errou duas vezes. Dizer que o valor do salário mínimo é menos relevante do que os pitacos de "Vossa Excelência", repete a rainha da França Maria Antonieta que, diante do povo reclamando da falta de pão, perguntou: porque não comiam brioches?

Para o trabalhador da ativa ou aposentado o valor é o que interessa, não tem nada de secundário, e é essa a função da lei votada: garantir o aumento real do salário mínimo até 2015, e sem que a inflação tire o poder de compra.

O segundo erro do demo-tucano é não saber diferenciar um decreto de uma lei (quem começou a fazer essa oposição "ao dicionário", foi o "gênio" Roberto Freire).

Pela Constituição, o salário mínimo precisa ser fixado por lei. E a Lei votada pelo Congresso está fixando o valor até 2015, com uma fórmula de reajuste determinada, a ser obrigatoriamente cumprida.

O poder executivo nos próximos anos, irá apenas cumprir a lei, usando o instrumento legal do decreto (um ato do poder executivo que segue o que mandam as leis) para computar o valor a cada ano, conforme manda a lei, e publicar no diário oficial.

Tudo na mais perfeita legalidade e ordem democrática: o decreto obedece à lei, e a lei obedece a Constituição. Nada tem a ver com o executivo legislar.

Se for esse tipo de oposição "ao dicionário" que o demo-tucano pretende fazer, a imprensa mineira chapa-branca vai ter que inventar muita ficção para produzir noticiário positivo sobre ele.

Rei saudita libera saco de bondades para evitar ser a bola da vez

O rei Abdullah, da Arábia Saudita, anunciou um saco de bondades para a população, num pacote de US$ 35 bilhões de dólares.

As medidas incluem recursos para compensar a inflação em alta, ajuda a jovens desempregados e financiamento de estudos no exterior.

A decisão é vista como preventiva contra insatisfação popular que possa levar à protestos e deposição, como ocorre em outros países árabes.

O pacote não inclui nenhuma reforma política.

O regime do país é uma monarquia absolutista, não tem parlamento eleito, é intolerante com dissidentes políticos, e sequer tem eleições diretas municipais, o que tem desagradado parte da população que anseia por mais liberdade.

O país é tradicional aliado dos Estados Unidos, tanto economicamente na exploração de petróleo, como belicamente.

O rei, de 87 anos, viajou para os Estados Unidos em novembro para tratamento de uma hérnia de disco, fez uma cirurgia em Nova York. No último mês estava convalescendo no Marrocos, mas com rebeliões pipocando em todos os regimes totalitários árabes, retornou ao país na quarta-feira, e anunciou o pacote de bondades na TV estatal. (Com informações da Ag. Reuters).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Senadora do DEMos vota contra o partido

O projeto de lei que fixa a regra de reajuste do salário mínimo até 2015 seguindo o acordo negociado com as centrais sindicais no governo Lula, foi aprovado no Senado.

Por este projeto de lei, o salário mínimo ficará em R$ 545,00 este ano, e no ano que vem ficará próximo de R$ 620,00 já que o reajuste será pela soma da Inflação (INPC) com o crescimento do PIB de 2010, em torno de 7,5% (o número exato ainda está sendo computado).

Os destaques da oposição não foram aprovados.

Curioso foi o voto da senadora ruralista Kátia Abreu do DEMos (TO). Ela votou com o governo pelos R$ 545,00. Os ruralistas não devem estar nada satisfeitos em ter que dividir um pouquinho mais de seus lucros, pagando um salário mínimo cada vez mais alto, com a regra de aumentos reais pelo crescimento do PIB, que vem desde o governo Lula e continuará até o final do governo Dilma.

A senadora é uma das que está costeando o alambrado para abandonar o barco do DEMos, assim como Kassab.

Tucano adesista

O senador Cyro Miranda (PSDB/GO), suplente que assumiu a vaga no senado do agora governador Marconi Perillo (PSDB-GO), fugiu do plenário para não votar contra o governo na emenda dos demo-tucanos. A "viagem" arrumada de uma hora para outra, foi após uma audiência de Perillo com o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, na segunda-feira.

Mensalão do PSDB leva Marcos Valério de volta ao banco dos réus

Marcos Valério Fernandes de Souza, mais oito pessoas voltam ao banco dos réus nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, para responder processo pelo esquema que ficou conhecido como mensalão do PSDB mineiro. O bando é apontado como responsável pelo desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para financiar a campanha à reeleição do então governador e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB).

O tucano Eduardo Azeredo também é acusado, porém a ação contra ele tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na audiência desta quinta vão ser ouvidas testemunhas arroladas pelo Ministério Público.

As mesmas testemunhas de acusação prestaram depoimento na semana passada na Justiça Federal em Minas, por determinação do STF, na ação que pesa sobre Azeredo. No grupo indicado pelo então procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, e pelo Ministério Público Estadual (MPE) mineiro há políticos, ex-funcionários de estatais e profissionais que prestaram serviços durante a campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas, em 1998.

Uma dessas testemunhas, o ex-presidente da Companhia de Saneamento (Copasa), Ruy José Vianna Lage, confirmou que recebeu ordem para repassar R$ 1,5 milhão da estatal para a agência de publicidade SMPB, de Marcos Valério. Segundo a denúncia, os acusados desviaram recursos da Copasa e de outras estatais por meio de patrocínios de eventos esportivos. Os réus negam as acusações.

Além de Marcos Valério são processados também o ex-tesoureiro da campanha de Azeredo e ex-secretário Estadual de Administração, Cláudio Mourão; o ex-secretário de Comunicação do governo Azeredo, Eduardo Guedes; os ex-sócios de Valério nas agências DNA e SMPB, Ramon Hollerbach Cardoso e Cristiano de Melo Paz; o ex-diretor da Copasa Fernando Moreira Soares; os ex-diretores da Companhia Mineradora (Comig) - atual Codemig - Lauro Wilson de Lima Filho e Renato Caporali Cordeiro; e o ex-presidente do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) José Afonso Bicalho.Informações Estadao

DEMos de Santa Catarina aparelham o governo com 57 secretarias. Uma para o "cumpanhêro" Bornhausen.

O DEMos passou 8 anos enchendo a paciência do governo Lula por ter 37 ministérios (e continua criticando o governo Dilma por isso).

Os Bornhausen diziam que tinha que acabar, fechar e blá, blá, blá...

Agora, em Santa Catarina, quando o demo Raimundo Colombo assumiu o cargo de governador, aparelhou a máquina pública com 57 secretarias estaduais (o equivalente a ministério nos estados).

Uma delas reservada para abrigar o "cumpanhêro" Paulo Bornhausen (DEMos/SC).

O eleitor neoliberal catarinense, que votou no DEMos, deveria entrar no PROCON e pedir a devolução de seu voto por propaganda enganosa.

Fernando Henrique Cardoso, faz lobby para amigo americano ser recebido no Palácio do Planalto

Durante  o  dia,o chefe dos tucano Fernando Henrique Cardoso,publica na imprensa textos raivosos batendo em Dilma. A noite, na festinha, o ex presidente FHC, faz lobby para  ter amigos americanos recebidos no  Palácio do Planalto. Pelo menos é isso que diz matéria da Folha, publicado hoje...

Depois de um caloroso cumprimento na área vip e de uma troca de beijinhos em pleno auditório da Sala São Paulo, a presidente Dilma Rousseff convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para uma conversa.

Ao se despedir da presidente, FHC sussurrou no ouvido de Dilma pedido de audiência do grupo The Elders (Os anciãos, em português).

Fundada por Nelson Mandela em 2007, o The Elders reúne líderes mundiais para promoção da paz.Além de FHC, inclui o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

Segundo FHC, o grupo organiza uma visita ao Brasil."Será uma honra contar com tão qualificada companhia", respondeu Dilma, com as mãos sobre o braço do ex-presidente.

Dilma sugeriu que FHC agendasse o encontro com o grupo e deixou aberta a hipótese de um outra reunião, ao acrescentar: "Mas vá [também] sozinho".Questionado sobre o convite, FHC disse que era "ilação de jornalista". "Sou um mensageiro do grupo", disse ele, à saída da comemoração do aniversário da Folha.Uma hora antes à chegada da presidente, FHC invejou a desenvoltura do senador Aécio Neves (MG) e lamentou também não ter recebido Dilma com beijos no rosto, como o fez o mineiro.

"É protocolo. Só podemos beijar as mais velhas no rosto", brincou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), numa alusão à juventude de Aécio.Adversários na corrida presidencial, Dilma e José Serra trocaram cumprimentos formais tanto na chegada como na saída da presidente.

Justiça nega habeas corpus para Verônica Dantas

A quinta turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus de Verônica Valente Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, em 2008. A defesa pedia a nulidade das provas obtidas a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente.

Verônica, assim como o irmão, está sendo processada pela Justiça Federal por ser sócia, diretora e conselheira do grupo Opportunity, instituição acusada de protagonizar uma série de crimes financeiros. Ela responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e formação de quadrilha.

No pedido de habeas corpus, a defesa da empresária alegou que as interceptações telefônicas que estão sendo usadas como provas contra ela são ilícitas e devem ser anuladas. Segundo os advogados, a decisão judicial que autorizou a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos na operação não mencionava o nome de Verônica, e, por isso, as escutas seriam ilegais.

Para a procuradora regional da República Isabela Groba Vieira, as interceptações não têm irregularidade alguma. Em parecer do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso, ela afirmou que o fato de Verônica não ter sido individualizada na autorização judicial não gera, necessariamente, invalidade.

Em 2008, as investigações estavam em fase inicial, não podendo, segundo a procuradora, ter conhecimento de toda a estrutura da organização criminosa e de seus integrantes. No curso das investigações, foram encontradas evidências da participação de Verônica no esquema e seu sigilo telefônico também foi quebrado.Estado

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Perseguição ao presidente Lula continua. MPF quer cassá-lo.

O MPF/DF (Ministério Público Federal do Distrito Federal) entrou com uma ação na Justiça contra o presidente Lula e o ex-ministro da Previdência Social Amir Lando (PMDB), alegando improbidade administrativa. Pede a cassação dos direitos políticos de Lula.

A razão da denúncia foi uma carta enviada aos segurados da previdência social em 2004, notificando que o empréstimo consignado estava disponível a juros baixos.

A ação do ministério público tem 64 páginas e é recheada de juridiquês, mas alguns argumentos parecem absurdos até para leigos.

Para o Ministério Público não havia interesse público na postagem das correspondências. Ora, para os milhões de aposentados que só tinham linha de crédito a juros de 10% mês ou mais, saber que tem direito a uma linha de crédito de 2% ao mês, não é interesse público? Absurdo esse argumento.

Outro argumento é a surrada tese de beneficiamento ao banco BMG (a mesma utilizada no processo do chamado "mensalão") por mera "coincidência de datas". Mas a própria denuncia do MPF se contradiz, pois a carta não faz qualquer menção a nome de nenhum banco, e afirma que as postagens iniciaram após o dia 8 de outubro de 2004 e se estenderam até dezembro de 2004.

Em 8 de outubro, a Caixa Econômica Federal já oferecia o crédito consignado, e não apenas o BMG. Em 20 de outubro, quando as primeiras cartas deveriam estar chegando, os bancos Cruzeiro do Sul, Cacique e Bonsucesso assinaram convênio com o INSS, concorrendo com o BMG. No mês de novembro, enquanto outro lote de cartas era expedido, mais 3 bancos tornaram-se conveniados. Então não tem cabimento dizer que as cartas foram para beneficiar o BMG.

Outra contradição no processo, é acusar o então presidente de fazer propaganda pessoal porque as cartas vieram subscritas com seu nome. Mas no próprio texto da ação do MPF diz que não houve contrato aprovado entre o Ministério da Previdência e DATAPREV (estatal de processamento de dados do próprio Ministério, que imprimiu e expediu as cartas), pelo contrário houve contestação, e até cancelamento da remessa final. A impressão e postagem foi decidida informalmente através de meros memorandos entre funcionários do terceiro escalão para baixo. Ora, então como responsabilizar o então presidente por atos administrativos de terceiros, usando seu nome, mas que ele não assinou e não tem nenhum contrato que tenha passado pelo crivo jurídico da Advocacia Geral da União?

É provável que, por falta de fundamento, Lula seja excluído da ação ou, na pior das hipóteses, absolvido ao final do processo. Mas já não chega o papelão do Ministério Público durante as eleições, fazendo umas denúncias com base em testes de hipóteses, com recortes de jornais, sem a devida fundamentação?

A nota do MPF está aqui, e íntegra da ação pode ser lida aqui.

Aécio rende-se "aos encantos" anti-Dilma, de Serra

No salão de festas do pré-velório do jornal Folha de São Paulo, chamou atenção Aécio Neves (PSDB/MG) e José Serra (PSDB/SP) não desgrudarem um do outro.

No auditório sentaram-se lado a lado e andaram circulando um ao lado do outro pelos salões.


Parece que aquela "mordida" de Serra no pescoço de Aécio, anda surtindo efeito. Apesar de se bicarem no puleiro tucano pelo controle do partido, o mineiro rende-se "aos encantos" de José Serra, pelo menos para fazer oposição anti-Dilma.

José Serra, o eterno candidato


José Serra, candidato tucano derrotado duas vezes á presidência, ainda não desceu do palanque e está causando constrangimento a seus pares. Serra acusou a presidente Dilma Rousseff de marchar para "um estelionato eleitoral".

O senador Lindberg Farias (PT-RJ), reagiu a declaração do tucano em busca de holofote da mídia;

"Como falar em estelionato eleitoral menos de dois meses (depois) do início do governo Dilma? Quem entende bem de estelionato é o Serra, que assinou um documento em cartório prometendo cumprir seu segundo mandato de prefeito até o final".

Alguns políticos tucanos reprovaram reservadamente o tom de Serra

Nos bastidores, a postura assumida por Serra, de continuar no palanque de campanha eleitoral. tem incomodado não só uma parte dos tucanos, como também representantes do DEM. Há quem tenha percebido nas entrelinhas da entrevista do ex-governador muito mais que uma simples sinalização de que ele pretende se manter na vida pública. A impressão de alguns deles é que Serra não só trabalha para viabilizar uma nova candidatura à Presidência em 2014, como para impedir a possibilidade de o senador Aécio Neves (PSDB-MG) entrar na disputa.

Ouvi na semana passada de um deputado tucano que a ausência de Serra do cenário nacional ajuda a arejar o partido e diminui o clima de tensão e medo que prevaleceu nos últimos anos em razão de sua influência no comando do PSDB - confidenciou um líder da oposição, preferindo não ser identificado.

Vendas de PCs no Brasil cresceram 23,5% em 2010


Pesquisa realizada pelo IDC,mostram que as vendas de computadores pessoais no Brasil em 2010 cresceram 23,5% sobre o ano anterior, para 13,7 milhões de unidades. Esse número coloca o país na quarta posição mundial, atrás de EUA, China e Japão.

Do total de vendas, os desktops corresponderam a 55% e os notebooks, a 45%, tanto para consumidores corporativos quanto para domésticos.

Porém, considerando só o segmento doméstico, os notebooks superaram os desktops pelo quarto trimestre seguido, com 30% a mais de vendas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vai começar a ‘corrida’ das CPIs

Ainda faltam 22 dias para o início da nova legislatura na Assembleia Legislativa, em 15 de março, mas governo e oposição já se articulam para ver quem sai na frente na corrida pela apresentação de CPIs. Enquanto PT, PSOL e o PDT oposicionista tentarão garantir apuração de temas polêmicos no começo da fila, como a licitação da Linha 5 do Metrô e contratos de Organizações Sociais (OSs), governistas mirarão assuntos “amenos”, como a CPI da TV a Cabo.

A corrida por CPIs tem explicação simples. Como começará nova legislatura, todos os pedidos do mandato atual são arquivados e os próximos parlamentares têm de apresentar novos requerimentos. Pelo regimento interno da Casa, devem funcionar cinco CPIs simultâneas, instaladas na ordem cronológica em que foram protocoladas.

Mas, para protocolar uma CPI, o parlamentar precisa colher 32 assinaturas – um terço dos 94 deputados. É esse o desafio da oposição, que conta para a próxima legislatura com apenas 28 nomes – 24 do PT, 2 do PC do B, 1 do PSOL e 1 do PDT. Mesmo com o improvável apoio dos três deputados de PRB e PR, que integraram a coligação do candidato derrotado ao governo Aloizio Mercadante (PT), ainda faltaria uma assinatura.

“Há o que investigar e não é pouco. Só o Rodoanel (trecho sul) e o Paulo Preto (Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa), a licitação (da Linha 5-Lilás) do Metrô, o monotrilho (Expresso Tiradentes) e contratos de saúde com as OSs dão o que falar. Mas isso aqui (Assembleia) é o muro do silêncio. Não se investiga nada. E hoje não temos número nem para dar entrada com o mínimo de assinaturas”, disse Adriano Diogo (PT).

Segundo o PT, nesta legislatura, durante os governos José Serra/Alberto Goldman (PSDB), a base governista “barrou” 30 pedidos de CPI da oposição – 26 de petistas, 2 do PSOL e 2 do PDT. “Vamos tentar tirar proveito de situações. Quem sabe obter apoio do PMDB, preterido do governo, e até do PV, que anda insatisfeito”, disse outro petista. O PMDB tem quatro parlamentares; os verdes, nove.

Do lado governista, segundo aliados de Geraldo Alckmin (PSDB), José Bittencourt (PDT) já colhe assinaturas para a CPI da TV a Cabo, cujo objetivo seria apurar abusos de operadores de TV por assinatura contra consumidores. “Ainda não paramos para discutir isso. Não sei se deputados ou bancadas já estão colhendo assinaturas de CPIs”, declarou o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB).

Neste mandato, a oposição conseguiu emplacar só uma investigação polêmica, sobre a máfia da CDHU, que foi controlada pelos governistas e encerrada sob protestos. As demais não deram dor de cabeça ao governo. Uma delas, sobre fraudes no licenciamento e recolhimento do IPVA, foi extinta após quatro meses sem atividades – e só uma reunião com quórum. A base aliada, por sua vez, instalou a CPI da Bancoop, que apurou denúncias contra a cooperativa habitacional ligada ao PT.

Mudança na regra

O funcionamento de cinco CPIs simultâneas na Assembleia será uma novidade para o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Isso porque na gestão anterior do tucano, entre 2001 e 2006, as comissões de inquérito não eram obrigatórias e a ampla base de apoio do governo na Casa barrava os pedidos feitos pela oposição.

Em julho de 2007, após mandado de segurança impetrado pela bancada do PT no Tribunal de Justiça, já no governo Serra, a presidência da Assembleia anunciou a regra atual, com cinco CPIs instaladas ao mesmo tempo, de acordo com a ordem cronológica do protocolo do pedido.JT

Uma raposa no galinheiro


Após 13 anos na direção-geral do Senado, responsável por um orçamento de R$ 2,7 bilhões, Agaciel da Silva Maia foi afastado do cargo em março de 2009, acusado de usar dinheiro público para fins privados. Ele, por exemplo, não declarou uma mansão de R$ 5 milhões, além de estar envolvido no escândalo dos atos secretos. Com oito processos em andamento na Justiça Federal, escapou da lei dos fichas-sujas e conseguiu se eleger deputado distrital pelo PTC em Brasília, com 14 mil votos. Agora volta a ter acesso ao dinheiro público. Na semana passada, Agaciel conquistou a presidência da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa e será o responsável por gerir R$ 26,6 bilhões, dez vezes mais o que ele movimentava no Senado. Paraibano de Brejo da Cruz, ele vai ocupar o novo cargo graças a uma divisão da base do governo do petista Agnelo Queiroz. "Fui absolvido pelo povo de Brasília", comemorou Agaciel. "Carrego o carimbo de pivô do escândalo do Senado."

A comissão dirigida por Agaciel é a mais forte da Câmara e tem poder para inviabilizar alguns projetos do governo do DF. Além do aval para liberar verbas do orçamento, ele será encarregado de aprovar empréstimos bancários milionários, analisar o reajuste salarial no serviço público, a principal máquina de fazer votos em Brasília, e ainda sabatinar todos os presidentes de estatais locais. Para turbinar seu poder na Câmara, Agaciel articulou o "Grupo dos 14", unificando a oposição com os deputados descontentes da base que não foram agraciados com cargos no governo e que usam o mandato como base de barganha. "A dificuldade do governo Agnelo em articular sua base na Câmara permitiu que Agaciel comandasse a comissão", diz o distrital Cristiano Araújo (PTB), que apoiou a escolha.

Não foi apenas a divisão da base que levou Agaciel a controlar as finanças da capital. Ele fez uma articulação com parlamentares que estavam na fila da guilhotina da Comissão de Ética, como os distritais Benício Tavares (PMDB), Benedito Domingos (PP) e Roney Nemer (PMDB), investigados por envolvimento no escândalo do Mensalão do DEM. Com isso, Agaciel ajudou a blindar a turma de currículo sujo que era alvo da onda moralizadora. Também blindado pelo Grupo dos 14, Agaciel volta a pôr a mão em dinheiro público. E ninguém em Brasília entende mais disso do que Agaciel. Na campanha, não faltaram recursos. Ele foi o campeão de distribuição de material de propaganda, inundando a cidade com placas e cartazes. Apesar dos gastos com a eleição e com advogados que o defendem na Justiça, Agaciel exibe R$ 2,6 milhões em quatro contas bancárias, conforme declaração de bens que entregou ao TSE. Mas a mansão que provocou sua derrocada no Senado continua desaparecida de sua declaração de renda entregue à Justiça Eleitoral.(IstoÉ)

Final de férias


Depois do Carnaval, Lula iniciará roteiro de homenagens e palestras. A primeira escala deverá ser em Portugal, na Universidade de Coimbra. O ex-presidente também irá em breve à Metodista, de sua São Bernardo do Campo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Artigo de Dilma escrito para a Folha, acaba sendo desconcertante para o jornalão

O jornal Folha de São Paulo comemora 90 anos de demo-tucanismo, e resolveu pedir à presidenta Dilma um artigo.

Dilma atendeu com cordialidade, mas o artigo é escrito com uma inteligência ferina que, ainda que não tenha sido intencional, tem trechos desconcertantes para os donos e colunistas demo-tucanos do jornal.

O artigo fala sobre o Brasil do passado, do presente e do futuro, com foco na sociedade do conhecimento e do respeito ao meio-ambiente. Não menciona o jornalão da ditabranda (nem elogia, nem critica diretamente), mas, de forma elegante, tem trechos que caem como uma luva sobre a atuação da Folha nos 90 anos de existência, como jornal da "elite pensante" do Brasil demo-tucano arcaico, injusto, excludente e da ditabranda.

De quebra fala sobre democratização do conhecimento (o que pressupõe democratização dos meios de comunicação), e que o grande "formador do cidadão" é o educador (que ensina o cidadão a formar opinião por si mesmo, e não os colunistas do PIG).

Segue a íntegra do artigo da nossa Presidenta (com os destaques em negrito nossos):

País do conhecimento, potência ambiental
por DILMA ROUSSEFF

Hoje, já não parece uma meta tão distante o Brasil se tornar país economicamente rico e socialmente justo, mas há grandes desafios pela frente, como educação de qualidade
Há 90 anos, o Brasil era um país oligárquico, em que a questão social não tinha qualquer relevância aos olhos do poder público, que a tratava como questão de polícia.

O país vivia à sombra da herança histórica da escravidão, do preconceito contra a mulher e da exclusão social, o que limitou, por muitas décadas, seu pleno desenvolvimento.

Mesmo quando os grandes planos de desenvolvimento foram desenhados, a questão social continuou como apêndice e a educação não conquistou lugar estratégico. Avançamos apenas nas décadas recentes, quando a sociedade decidiu firmar o social como prioridade.

Contudo, o Brasil ainda é um país contraditório. Persistem graves disparidades regionais e de renda. Setores pouco desenvolvidos coexistem com atividades econômicas caracterizadas por enorme sofisticação tecnológica. Mas os ganhos econômicos e sociais dos últimos anos estão permitindo uma renovada confiança no futuro.

Enorme janela de oportunidade se abre para o Brasil. Já não parece uma meta tão distante tornar-se um país economicamente rico e socialmente justo. Mas existem ainda gigantescos desafios pela frente. E o principal, na sociedade moderna, é o desafio da educação de qualidade, da democratização do conhecimento e do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

Ao longo do século 21, todas as formas de distribuição do conhecimento serão ainda mais complexas e rápidas do que hoje.

Como a tecnologia irá modificar o espaço físico das escolas? Quais serão as ferramentas à disposição dos estudantes? Como será a relação professor-aluno? São questões sem respostas claras.

Tenho certeza, no entanto, de que a figura-chave será a do educador, o formador do cidadão da era do conhecimento.

Priorizar a educação implica consolidar valores universais de democracia, de liberdade e de tolerância, garantindo oportunidade para todos. Trata-se de uma construção social, de um pacto pelo futuro, em que o conhecimento é e será o fator decisivo.

Existe uma relação direta entre a capacidade de uma sociedade processar informações complexas e sua capacidade de produzir inovação e gerar riqueza, qualificando sua relação com as demais nações.

No presente e no futuro, a geração de riqueza não poderá ser pautada pela visão de curto prazo e pelo consumo desenfreado dos recursos naturais. O uso inteligente da água e das terras agriculturáveis, o respeito ao meio ambiente e o investimento em fontes de energia renováveis devem ser condições intrínsecas do nosso crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável será um diferencial na relação do Brasil com o mundo.

Noventa anos atrás, erramos como governantes e falhamos como nação.

Estamos fazendo as escolhas certas: o Brasil combina a redução efetiva das desigualdades sociais com sua inserção como uma potência ambiental, econômica e cultural. Um país capaz de escolher seu rumo e de construir seu futuro com o esforço e o talento de todos os seus cidadãos.

Para Aécio Neves e Anastasia, banda-larga é "coisa de rico"



Lembram-se daquela inserção na TV durante a campanha eleitoral que falava: coisa de pobre e coisa de rico, na era demo-tucana?

Pois continua mais atual do que nunca no governo tucano mineiro.

O ex-governador tucano Aécio Neves, e o sucessor Anastasia acham que banda larga é coisa de rico. Coisa de pobre é só orelhão comunitário, planejado pelo governo FHC como meta na privataria, para o século XXI.

A CEMIG (estatal de eletricidade do governo de Minas), tem uma rede de fibra ótica de mais de 4.000 Km para internet e de TV a cabo, que chega a diversos bairros da capital e 29 cidades do interior.

Com essa formidável infra-estrutura pronta, onde já foram investidos US$ 203 milhões, e que poderia levar banda-larga popular a custo acessível aos mineiros, sobretudo da classe C para baixo, o governo demo-tucano fez a opção pelos ricos e pelo favorecimento às altas tarifas do oligopólio das operadoras de telefonia.

O dinheiro público da CEMIG é usado para construir e manter a rede com vultosos recursos, levando o sinal até a porta das casas nos condomínios de alto padrão, para entregar à exploração comercial pelas operadoras de Telefonia, como Oi/Telemar e CTBC Telecom, venderem banda-larga de luxo, chegando a 20MBits, com tarifas que chegam a ser superiores a R$ 200,00 mensais, e em planos "combo" passam de R$ 300,00.


A CEMIG Telecom (subsidiária da CEMIG na área de telecomunicações) se diz “carrier´s carrier”, ou operadora das operadoras. Em outras palavras, a estatal fica com o ônus do investimento pesado na infra-estrutura, e a mão grande e nada invisível do mercado fica com o bônus, apenas atuando como atravessadores: arrecada as elevadas tarifas dos consumidores de alta renda, e paga um módico aluguel da rede para a CEMIG.

Resumo: a CEMIG Telecom (subsidiária da CEMIG na área de telecomunicações) arruma a cama para os barões da telefonia dormirem.

Daniel Dantas na parada

A origem desse "modelo de negócio" ocorreu logo após Daniel Dantas montar o consórcio AES/Southern Energy/Opportunity que arrematou a privatização parcial de 33% CEMIG em 1997.

Em 13 de janeiro de 1999, a estadunidense AES em sociedade com a CEMIG, criava a empresa Infovias (agora rebatizada como CEMIG Telecom), com o objetivo de administrar a rede de fibras óticas da estatal e prestar serviços para empresas de TV por assinatura e Internet banda larga. A CEMIG passou a ser acionista e principal cliente da nova subsidiária.

A Infovias, por sua vez, criou a Way TV, operadora de TV a cabo em Belo Horizonte, e algumas poucas cidades do interior mineiro, usando essa rede da CEMIG.

Em 2002, FHC tinha quebrado o Brasil, a AES estava em crise e não pagava suas dívidas, o povo brasileiro estava sem poder aquisitivo, e tanto a Way TV como a Infovias acumulavam prejuízos e o mercado não era nada promissor. Mas a CEMIG "recomprou" sua própria rede por US$ 32 da milhões da AES (a parte da multinacional).

Fúria neoliberal de Aécio Neves fatiou e privatizou subsidiária para Oi

Depois gastar US$ 32 milhões para recomprar a empresa da AES, em 2003 Aécio Neves assumiu o governo e resolveu privatizá-la, mesmo sabendo que a principal cliente da Infovias era a própria dona: a CEMIG.

Em julho de 2004, o jornal Valor Econômico noticiava que a CEMIG estava finalizando o edital para privatização da Infovias. Talvez por acumular prejuízos e dívidas, a privatização da companhia de fibras óticas não foi à frente, mas resolveram privatizar de forma fatiada: apenas a Way TV foi vendida em 2006, sem as dívidas.

Quem comprou a Way Tv foi a Oi/Telemar por R$ 132 milhões, herdando a clientela e a exploração da rede construída de TV a cabo e banda-larga (a ANATEL vetou que a rede de cabos fosse vendida no pacote, permitindo apenas a cessão de uso da rede, sem exclusividade).

Sem privatizar, a empresa continuou alugando sua rede de fibras óticas para operadoras de telefonia privadas explorarem.

Quando Aécio e os demais neoliberais demo-tucanos privatizaram as telecomunicações, diziam que era porque as empresas privadas teriam muito mais capacidade de investirem do que o estado.

Agora qual é a razão, a não ser favorecimento, para os demo-tucanos neoliberais usarem a CEMIG estatal para bancar os investimentos em expansão da infra-estrutura (e nos nichos de mercado mais lucrativos, que interessam às operadoras privadas) e entregar na bandeja para os tubarões privados explorarem o serviço apenas como atravessadores entre o consumidor e a CEMIG, elevando as tarifas muito acima do custo e apenas recolhendo o lucro?

Se é para a CEMIG fazer toda a infra-estrutura que, pelo menos, ficasse com os lucros e que transferisse os benefícios para o consumidor com menores tarifas, sem atravessadores.

Povo mineiro precisa pressionar Anastasia para acabar com essa maracutaia

A Telebras e o governo federal tem feito acordos com os governos estaduais de boa vontade, como no Rio Grande do Sul, para interligar as redes estaduais disponíveis ao Plano Nacional de Banda Larga, e oferecer conexões de baixo custo acessível a todos.

E aí, governador Anastasia? Quando vai parar de bancar os barões da telefonia privada, com banda-larga de altíssima velocidade na porta da casa dos ricos, em vez de aderir ao PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) do governo Dilma, para todos os mineiros?