sábado, 30 de abril de 2011
Na Assembleia Legislativa do Paraná, tem mãe fantasma
O diretor administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná, Altair Daru, foi demitido após a imprensa local revelar ontem que sua mãe era funcionária-fantasma no gabinete do presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), de 2003 a 2005.Ontem, reportagem do jornal "Gazeta do Povo" revelou que a mãe de Daru, Hellena Luiza Valle Daru, foi funcionária comissionada no gabinete de Rossoni. Os salários variavam de R$ 10 mil a R$ 25 mil.Hellena diz nunca ter trabalhado no local nem ter recebido nada da Assembleia. Rossoni afirma que demitiu o diretor de forma "preventiva".
Até o jornal de assessoria dos tucano, desmente o PSDB: Ao contrário de dado oficial, latrocínios cresceram em SP
Durante o governo de José Serra(PSDB, a maquiagem no número da violência na capital paulista correu solto e os jornais deram apoio, não relevando corretamente o índice. Agora,a Folha mostra o que nós cansamos de divulgar: Os números apresentados pelos tucanos foram forjados!
Sem contabilizar sete casos, governo divulgou que capital paulista teve uma queda de 12% de roubo seguido de morteEm um dos casos, morte de vítima é relatada no boletim de ocorrência, mas aparece só como roubo em estatística
Ao contrário do que anunciou o governo de São Paulo no dia 15 deste mês, os latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital paulista subiram ao menos 16%. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) havia apontado queda de 12% desse tipo de crime.
O chefe da Polícia Civil, delegado Marcos Carneiro Lima, admitiu ontem existir uma falha a ser corrigida nos registros de boletins de ocorrência para evitar distorções.
Segundo a divulgação da Secretaria da Segurança Pública, a cidade de São Paulo teve 22 latrocínios no 1º trimestre deste ano contra 25 no 1º trimestre do ano passado.
Porém, ao menos sete latrocínios ocorridos neste ano ficaram de fora da contabilidade oficial. A maior parte foi registrada só como "roubo".
Com a inclusão dos casos não computados, os latrocínios subiram de 22 para 29 (30 vítimas, pois um caso teve dois mortos) só na capital.
A inclusão dos casos muda também a estatística no Estado. Agora, registra um aumento de 12%, e não de 2,5%, como divulgado.
O latrocínio contra o pizzaiolo José Arteiro Morais, 43, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, em 2 de março, é narrado com detalhes pelo delegado Thiago Reis no BO n.º 2.028/ 2011, do 72º DP.
"O autor do delito pediu dinheiro para a vítima e, após ela ter falado que não tinha, o autor ordenou que a vítima se ajoelhasse, momento este que desferiu-lhe um tiro no rosto, não levando nenhum pertence da vítima (sic)". Esse caso constava como "roubo" na estatística.
Ao consultar as estatísticas sobre latrocínios na área do 72º DP, na página da Segurança Pública na internet, o número divulgado é zero.
O mesmo ocorreu no caso do estudante de publicidade Nicholas Marins Prado, 20, morto com um tiro na cabeça por um ladrão que roubou seu carro na Vila Mariana, em 4 de março. A estatística oficial da delegacia da área, o 36º DP, onde o crime segue sem solução, aponta só um latrocínio no 1º trimestre deste ano, o de um homem atacado ao sair de um banco.
Petrobras prevê investir US$ 73 bi no pré-sal de Santos
A Petrobras informou ontem que a previsão dos investimentos para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal da bacia de Santos até 2015 é de US$ 73 bilhões, sendo que 74% desse total será aportado diretamente pela estatal.A reavaliação do Plansal, plano instituído em 2008 para coordenar os investimentos nos reservatórios gigantes da bacia de Santos, foi feita em reunião do conselho de administração da estatal.Segundo o novo plano, em 2015 a área do pré-sal de Santos estará produzindo 613 mil barris diários de petróleo, referente à fatia da Petrobras nos campos, volume que representa um acréscimo de 108 mil barris diários em relação ao plano anterior.
No 1º de Maio, Dilma vai direto ao ponto: mais e melhores empregos e salários
A presidenta Dilma fez, nesta sexta-feira (29), um belo pronunciamento em rede nacional de TV, comemorando o Dia do Trabalhador. E foi direto ao ponto:
- mais empregos, para quem está desempregado ou em trabalhos precários;
- melhores empregos, com mais qualificação profissional;
- melhores salários, não só com os melhores empregos, mas também com as políticas de recomposição do salário mínimo, do crescimento econômico e do controle da inflação.
Vem aí a lista tríplice para Dilma escolher o novo Procurador Geral da República
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| Roberto Gurgel: posições progressistas sobre cotas e direitos civis de minorias, mas reacionárias contra liberdade de expressão de ativistas durante a campanha eleitoral. |
O que era para ser uma "troca de guarda" burocrática de rotina, só do interesse dos procuradores federais (e de gente encalacrada em escândalos de corrupção), passou a interessar à blogosfera, uma vez que durante a última campanha eleitoral, blogs ativistas como o nosso, sofreram implacável perseguição contra o direito à liberdade de pensamento e de expressão, chegando às raias da tentativa de censura e de tirar do ar.
Quem será o novo Procurador? Esperamos que seja alguém com visão progressista para defender o direito de expressão de qualquer cidadão comum brasileiro (desde um internauta até o Presidente da República), e combater a corrupção também na imprensa, onde os donos de jornalões, TV's, rádios e revistas usam suas concessões e poder econômico, que deveriam ser para informar de forma ampla, verdadeira, honesta e digna, para fazerem propaganda partidária, oposição demo-tucana descarada, lobby econômico e, nos piores casos, até chantagem e extorsão.
O atual Procurador-geral concorre à reeleição, em disputa com os subprocuradores-gerais Antonio Carlos Fonseca da Silva, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, e Rodrigo Janot Monteiro de Barros.
Roberto Gurgel teve posições progressistas sobre cotas, direitos das minorias e dos mais fracos, mas teve posições reacionárias contra liberdade de expressão de ativistas em campanhas eleitorais, numa visão ultrapassada de interditar o debate político e censurar o livre fluxo de informações na internet. Agrava o fato de só ter perseguido blogueiros independentes, sem sequer incomodar os blogueiros demo-tucanos de grandes portais, usando um peso e duas medidas.
Teve como ponto alto não polemizar na mídia fora dos autos, se limitando a se expressar nos processos e nos tribunais, como um bom Procurador deve fazer. Por outro lado faltou se engajar mais contra as mazelas do sistema judiciário, que levam os ricos com bons advogados à impunidade. Faltou contundência na defesa do Ministério Público, contra o arquivamento de casos, sob alegação de que interceptações telefônicas e mandados de busca, partiram de denúncias anônimas, ignorando que sempre existe uma investigação prévia, onde descobrem-se empresas fantasmas, notas frias, movimentações financeiras fora do normal, etc, que dão indícios suficientes para justificar uma investigação profunda com interceptações telefônicas.
Os demais procuradores não são conhecidos do grande público, o que pode ser uma virtude (a discrição, o não deslumbramento pela mídia) ou um defeito (trabalho tímido, diante da necessidade).
A ANPR (Associação Nacional do Procuradores da República) promove debate na próxima segunda-feira, 2 de maio, das 15h às 18h30, na sala sessões do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), na sede da Procuradoria-Geral da República em Brasília. O debate será aberto ao público e aos jornalistas.
No dia 4 de maio ocorrerá a eleição para formação da lista tríplice, encaminhada no dia seguinte, para escolha da Presidenta Dilma.
Todos os Procuradores associados da ANPR, ativos e inativos, são aptos a votar, em qualquer unidade do Ministério Público Federal e na sede da ANPR, das 10h às 18h (horário de Brasília).
MP denuncia envolvidos em mais um esquema de corrupção no governo tucano de Yeda Crusius
O esquema era de propaganda do BANRISUL superfaturada para agências de publicidade, durante o governo da tucanas Yeda Crusius. O BANRISUL era ligado ao PMDB do senador Pedro Simon, que apoiou e participou do governo tucano gaúcho.
Da Carta Capital:
Da Carta Capital:
A Justiça gaúcha aceitou, na quinta-feira 28, a denúncia do Ministério Público contra 25 pessoas supostamente envolvidas num esquema de superfaturamento em ações de marketing do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).
Entre os denunciados estão donos de grandes agências de publicidade e ex-altos quadros do banco. Segundo a operação, batizada de Mercari, o montante desviado está em torno de 5 milhões de reais.
Em setembro do ano passado, a investigação da Polícia Federal e dos Ministérios Públicos Estadual e de Contas apontaram para a existência de um esquema de desvio de dinheiro que operava dentro do setor de marketing do Banrisul.
Na ocasião, o superintendente de marketing do banco, Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade SLM Gilson Stork e o diretor da agência DCS, Armando D’Elia Neto, foram presos em flagrante por não informarem a origem do dinheiro encontrado em suas casas – segundo a PF, mais de 3 milhões de reais em espécie.
Após receber a denúncia, a juíza Deborah Coleto de Moraes, da 6ª Vara Criminal de Porto Alegre, levantou o segredo de Justiça, e justificou: “A aplicação do segredo de justiça ao feito somente se justifica na fase investigatória, com a finalidade de possibilitar seu andamento e a integridade dos dados apurados”.
A suposta organização criminosa superfaturava campanhas de marketing, feitas por empresas terceirizadas que recebiam valores muito abaixo daqueles pagos pelo banco. O dinheiro a mais seria, então, dividido entre quadros de agências de publicidade e assessores do banco.
Os acusados têm dez dias para apresentar defesa.
Os 25 réus são:
- Alexandre Ferlauto Della Casa
- Amarante Gonzales de Freitas
- Ana Paula Rodrigues Franco
- Antônio João Carlos Flório D’Alessandro: sócio e proprietário da agência de publicidade DCS, uma das maiores do Sul do país
- Armando D´Elia Neto: diretor da DCS
- Davi Antunes de Oliveira: empresário
- Edinéia Klein de Ávila: funcionária da DCS
- Gerri Adriane dos Santos
- Gilson Fernando Storck: sócio- gerente da agência de publicidade SLM
- Guilherme Thiesen
- Heloiza Valle de Oliveira: ex-funcionária do Banrisul
- Ivan do Valle Haubert
- Jairo Xavier Amaral
- João Batista Rieder: ex-assessor de marketing do Banrisul
- Leandro Silvestre Francisco
- Lúcio Atílio Arzivenco Rodrigues
- Maria Lúcia Salvadori Záchia
- Maria Selma da Silva
- Mário Brenner Della Casa
- Neiva Eliane Hermann Saratt
- Rodolfo Rospide Neto: ex-assessor da presidência do Banrisul
- Roberto Correa Otero
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Buuu
Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.
- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como e fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.
- A nova classe média nos descaracterizou?
- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...
- Buuu para o Lula, então?
- Buuu para o Lula!
- E buuu para o Fernando Henrique?
- Buuu para o... Como, "buuu para o Fernando Henrique"?!
- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
- Sim. Não. Quer dizer...
- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
- Por quê?
- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.
- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
- Acho, mas...
Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou. Por Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo
PDT assina CPI dos Pedágios
Em um sinal de que pode estar a caminho de se tornar oposição ao governo Geraldo Alckmin, o PDT - com uma bancada de quatro deputados - decidiu apoiar o PT e assinou um pedido de CPI na Assembleia Legislativa para investigar a cobrança de pedágios no Estado. Mesmo com o apoio pedetista, contudo, o PT reuniu apenas 31 das 32 assinaturas necessárias para a instalação da CPI.
Depois de um discurso em que fez duras críticas ao governo Alckmin, o líder do PDT na Assembleia, José Bittencourt, anunciou ontem o apoio ao pedido de investigação do PT. "Sou aliado (de Alckmin), mas não alienado", disse. Para ele, a investigação dos pedágios "pode contribuir com ideias para o governo".
O líder do PSDB,que costuma engavetar as CPIs a pedido do governador tucano Geraldo Alckmin, Orlando Morando, ironizou a atitude: "Depois (o PDT) tem suas reivindicações atendidas e retira as assinaturas da CPI."
O preço da CPI
Sob alegação de que Geraldo Alckmin estaria descumprindo o acordo para liberação da cota de R$ 2 milhões em emendas, a bancada do PDT cedeu à oposição três das quatro assinaturas que faltavam ao requerimento da CPI dos Pedágios. O próximo alvo é o PSB.
Ex-tucanos de SP rumam para aliados federais
Em um cenário de enfraquecimento da oposição, a maioria dos seis vereadores do PSDB de São Paulo de saída da sigla deve migrar para partidos da base do governo federal. Apenas dois vereadores tucanos da capital paulista pretendem rumar para a legenda que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu fundar, o PSD - o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto, e Souza Santos.
O vereador Juscelino Gadelha acertou sua ida ao PMDB e deve formalizar sua filiação na semana que vem. "Sou um tucano de pouca penagem que volta para o seu ninho, o PMDB", disse Gadelha, que foi do partido entre 1998 e 2003. "Se o PMDB apoia o governo Dilma, vou acompanhar a agremiação", disse. Ligado ao ex-governador de São Paulo, José Serra, o futuro pemedebista explicou que sua saída do PSDB tem como única razão o tratamento dispensado pelo grupo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). "A nova direção do PSDB queria que a gente perdesse na urna no ano que vem, iam dar o troco", afirmou. Em 2008, na disputa para prefeito da capital, os vereadores tucanos não seguiram com Alckmin e apoiaram Kassab, conforme acordo fechado com Serra.
O vereador Ricardo Teixeira também está em conversas avançadas com o PSB, outra legenda governista. Gilberto Natalini e Dalton Silva têm conversado com o PV. "É o partido que mais se aproxima do que eu penso. O PSD não é uma opção que se alinhe à minha história de vida ou ao meu futuro político", disse Natalini. Da bancada de 13 vereadores, o PSDB ficará com apenas 7.
No DEM, o número de dissidentes aumentou ontem. O vereador Carlos Apolinário anunciou que pretende sair do seu partido. Será o sexto vereador do DEM a deixar a legenda. A bancada do partido na Casa ficará reduzida a dois parlamentares: Milton Leite e Sandra Mudalen. Apolinário se disse decepcionado com a direção nacional do DEM por não ter sido convidado à reunião de ontem da executiva nacional, em Brasília. "Não mereço o tratamento que tive, não abro mão disso. Ou me respeitam ou não sou democrata. Como me sinto à vontade em um partido onde sou inexistente?", completou. " Parece que estamos repetindo os erros do PSDB", completou.
Apolinário disse que ainda vai pensar para qual partido migrará. "Vários partidos me convidam", afirmou. Ele negou que irá para a sigla de Kassab, ao contrário dos cinco colegas da bancada que irão para o provável PSD. "Não vislumbro no PSD espaço para fazer política agora", disse.
Apolinário fez críticas à escolha de Alexandre de Moraes para a presidência do diretório municipal paulista. Moraes foi secretário de Kassab até junho do ano passado e saiu brigado com o prefeito. "Ele nunca foi dirigente partidário, nunca foi eleito. Basta ser inimigo declarado do Kassab para ser escolhido", afirmou.
O vereador Milton Leite, que ameaçou sair do DEM caso não conseguisse a presidência do diretório estadual, resolveu se manter na sigla. Na quarta-feira, convenceu o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), a abrir espaço nas executivas estadual e municipal a ele e a seus filhos, o deputado federal Alexandre Leite e o deputado estadual Milton Leite Filho. Saiu da reunião com a vice-presidência da executiva estadual paulista. O filho Alexandre foi para a vice-presidência municipal. O outro filho virou representante nos dois diretórios. Desde a saída de Kassab do DEM, há cerca de um mês, os diretórios da capital e estadual estavam vagos. "Se eu saísse, meus filhos também sairiam e o DEM perderia o direito de verificação de presença na Câmara Federal, porque a bancada cairia de 32 para 31."
Deputados de Minas perdem salário extra
A Assembleia Legislativa de Minas suspendeu o pagamento de horas extras aos deputados estaduais por participação em reuniões extraordinárias. A Mesa Diretora da Casa decidiu aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada na semana passada, que solicita o fim do benefício pago aos deputados estaduais em Goiás.
Os parlamentares mineiros recebem R$ 1.002 por sessão extraordinária. Só neste ano, essas reuniões extras consumiram R$ 600 mil. Nos últimos dias, a imprensa mineira denunciou que os deputados estariam faltando às sessões ordinárias e convocando as extraordinárias para engordar os salários.
Pelo regimento interno da Assembleia, as sessões extraordinárias só devem ser convocadas em casos de urgência e de interesse público relevante. Os parlamentares podem promover até oito dessas reuniões por mês - o que lhes dá R$ 8.016 a mais nos vencimentos mensais.
Em nota divulgada anteontem, a Assembleia destacou que o pagamento do benefício está previsto em resolução e no Termo de Ajustamento de Conduta celebrado pela Casa com o Ministério Público Estadual, em 2001. O Parlamento alega que uma ação popular questionando sua legalidade foi julgado improcedente na Justiça por duas vezes.
Sem critério. A suspensão das horas extras gerou protesto entre os deputados. O líder da minoria, Antônio Júlio (PMDB), reclamou que "salário de deputado é o mais público do mundo". "Foi uma medida sem critério da Mesa Diretora", prosseguiu. Ele observou ainda que, além de o benefício estar previsto, os parlamentares atuam em diversas comissões - o que tornaria necessárias as sessões extras.
"A decisão é da Mesa, mas nosso regime é presidencialista. Foi precipitado", disse Júlio, atribuindo a medida ao presidente da Casa, Dinis Pinheiro (PSDB). Deputados da base governista e da oposição têm se queixado da suspensão do pagamento. Ontem, Pinheiro estava em viagem e não foi localizado.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Dilma e Lula dão nó tático na oposição midiática
Dilma e Lula gravam juntos a propaganda partidária do PT na TV e no rádio.
As inserções vão ao ar na semana que vem.
Como disse Lula, a imprensa demo-tucana ficou de "namorico" com Dilma, na vã esperança de achar que elogiando ela, estariam rebaixando Lula, e semeando discórdia.
Deu tudo errado para a oposição. A imagem de Lula continua inabalável e prestigiadíssima no Brasil e no mundo todo. E Dilma já conquistou a admiração de boa parte do eleitorado que votou em Serra influenciado por preconceito e por medo.
Agora vão ter que engolir os dois juntos, como as grandes lideranças mais influentes nas eleições de 2012, para desespero da oposição.
As inserções vão ao ar na semana que vem.
Como disse Lula, a imprensa demo-tucana ficou de "namorico" com Dilma, na vã esperança de achar que elogiando ela, estariam rebaixando Lula, e semeando discórdia.
Deu tudo errado para a oposição. A imagem de Lula continua inabalável e prestigiadíssima no Brasil e no mundo todo. E Dilma já conquistou a admiração de boa parte do eleitorado que votou em Serra influenciado por preconceito e por medo.
Agora vão ter que engolir os dois juntos, como as grandes lideranças mais influentes nas eleições de 2012, para desespero da oposição.
PSDB inclui compra de ração animal na prestação de contas
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| Irregularidades em despesas com alimentação e compra de ração |
O diretório estadual do PSDB na Paraíba utilizou recursos do Fundo Partidário para compra de ração animal durante o ano de 2009. A irregularidade foi constatada na prestação de contas do partido.
O relator do processo, desembargador Genésio Gomes, votou pela rejeição das contas durante a sessão de ontem do Tribunal Regional Eleitoral. A juíza Niliane Meira pediu vista dos autos e o julgamento será retomado na próxima sessão.
Ao analisar as contas, foram encontradas outras irregularidades com alimentação, combustível e para pagamento de multas eleitorais. O advogado do partido diz só admitir erro no uso do fundo partidário no pagamento das multas. Sobre as despesas com ração animal, alegou que o partido tinha um cachorro que fazia a segurança da sede. (Do PBagora)
PSDB em crise. Mais um querendo bater asas
Filho do governador Franco Montoro (morto em 1999), o ex-deputado estadual Ricardo Montoro admite estar insatisfeito com o rumo tomado pelo novo diretório municipal em São Paulo, pivô da atual crise.
O tsunami que atingiu o PSDB paulistano nas últimas semanas já provoca marolas na bancada tucana da Assembleia. Embora nenhum deputado fale publicamente em sair do partido, a divisão no diretório municipal trouxe à tona uma série de insatisfações dos deputados tucanos, que se julgam sem representação no governo Geraldo Alckmin.
Alguns parlamentares próximos ao governador se incomodaram com a nomeação do deputado federal Rodrigo Garcia (DEM) para a Secretaria do Desenvolvimento Social. A irritação se estende ao líder governista na Assembleia, Samuel Moreira (PSDB). Aliado do ex-governador José Serra, ele também apoiou a reeleição de Gilberto Kassab em 2008. Os deputados tucanos da capital também se ressentem do excesso de poder que lideranças do interior ganharam na gestão atual.
PSDB foi condenado a devolver ao fundo e ressarcir ao erário
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) suspendeu por oito meses os repasses das cotas do fundo partidário ao Diretório Estadual do PSDB. As contas do partido relativas ao exercício de 2007 foram reprovadas. O PSDB foi condenado a devolver ao fundo R$ 89.765,47 e ressarcir ao erário R$ 11.431,52.
Três vítimas de baixarias vencem Revista Veja na justiça. Luiz Marinho (PT/SP) ganha R$ 50 mil de indenização.
O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT/SP), foi vítima de baixarias da revista Veja e ganhou na justiça R$ 50 mil de indenização por danos morais da Editora Abril, responsável pela publicação.
Quando era presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), a revista publicou texto difamatório contra Luiz Marinho, durante uma viagem à Alemanha, em 2001, quando tentou, junto à matriz da Volkswagen, evitar demissões da filial brasileira.
Procurador Federal também processou a revista, e ganhou
Há poucos dia atrás, o procurador da República em Rondônia, Reginaldo Trindade, também conseguiu na justiça a condenação da revista a pagar-lhe indenização de R$ 35 mil por danos morais.
Ele foi vítima da revista na matéria “Sequestro Fajuto”, publicada em abril de 2008. Segundo a ação na justiça, a revista o acusou ser conivente e omisso com a exploração de madeira e diamantes na Reserva Roosevelt, onde ocorreu uma chacina de 29 garimpeiros por índios cinta-largas em 2004. Na época, um representante da ONU estava em companhia do procurador e todos acabaram reféns dos guerreiros silvícolas por quatro dias. A situação foi contornada com a chegada do ex-presidente da Funai, Márcio Meira. A revista também insinuou que o seqüestro seria um "farsa" encenada.
Veja consegue a "proeza" de colocar Joaquim Roriz na condição de vítima
Existe ampla matéria-prima factual em torno do ex-governador Joaquim Roriz, do DF, para reportagens investigativas e informar sobre denúncias, com base em fatos, gravações que já foram vazadas, testemunhos, cruzamento de informações, etc. Mesmo assim, a revista Veja e o jornalista Diego Escosteguy, conseguiram a proeza de fazer um mau jornalismo a ponto de serem processados e condenados por danos morais, colocando Roriz na condição de vítima da revista.
O ex-governador conseguiu R$ 100 mil de indenização, por que o jornalista e a revista, em vez de informarem o leitor objetivamente sobre os fatos, fez aquelas tradicionais "reporcagens", parecidas com textos de ficção, com personagens fictícios, onde sobram adjetivos e faltam substantivos. Sobram juízos de valor e faltam provas. Sobram adereços e enfeites negativos no texto em estilo rococó e faltam conteúdo. Aquele tipo de "reporcagem" bufã que se preocupou mais em chamar Roriz de "Vitor Corleone" (clássico personagem do cinema de máfia), em vez de matar a cobra e mostrar a cobra morta, como se diz no ditado popular.
Quando era presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), a revista publicou texto difamatório contra Luiz Marinho, durante uma viagem à Alemanha, em 2001, quando tentou, junto à matriz da Volkswagen, evitar demissões da filial brasileira.
Procurador Federal também processou a revista, e ganhou
Há poucos dia atrás, o procurador da República em Rondônia, Reginaldo Trindade, também conseguiu na justiça a condenação da revista a pagar-lhe indenização de R$ 35 mil por danos morais.
Ele foi vítima da revista na matéria “Sequestro Fajuto”, publicada em abril de 2008. Segundo a ação na justiça, a revista o acusou ser conivente e omisso com a exploração de madeira e diamantes na Reserva Roosevelt, onde ocorreu uma chacina de 29 garimpeiros por índios cinta-largas em 2004. Na época, um representante da ONU estava em companhia do procurador e todos acabaram reféns dos guerreiros silvícolas por quatro dias. A situação foi contornada com a chegada do ex-presidente da Funai, Márcio Meira. A revista também insinuou que o seqüestro seria um "farsa" encenada.
Veja consegue a "proeza" de colocar Joaquim Roriz na condição de vítima
Existe ampla matéria-prima factual em torno do ex-governador Joaquim Roriz, do DF, para reportagens investigativas e informar sobre denúncias, com base em fatos, gravações que já foram vazadas, testemunhos, cruzamento de informações, etc. Mesmo assim, a revista Veja e o jornalista Diego Escosteguy, conseguiram a proeza de fazer um mau jornalismo a ponto de serem processados e condenados por danos morais, colocando Roriz na condição de vítima da revista.
O ex-governador conseguiu R$ 100 mil de indenização, por que o jornalista e a revista, em vez de informarem o leitor objetivamente sobre os fatos, fez aquelas tradicionais "reporcagens", parecidas com textos de ficção, com personagens fictícios, onde sobram adjetivos e faltam substantivos. Sobram juízos de valor e faltam provas. Sobram adereços e enfeites negativos no texto em estilo rococó e faltam conteúdo. Aquele tipo de "reporcagem" bufã que se preocupou mais em chamar Roriz de "Vitor Corleone" (clássico personagem do cinema de máfia), em vez de matar a cobra e mostrar a cobra morta, como se diz no ditado popular.
bullying? que bullying, Requião?
Agora inimigo público do "bullying", ao qual teria sido submetido pela imprensa, o senador Roberto Requião (PMDB), quando governador do Paraná, vetou projeto do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) para combater agressão física ou psicológica nas escolas do Estado.Notinha da Renata Lo Prete
Da cadeia para a Câmara
Dois vereadores da cidade de Encruzilhada, a 645 km de Salvador, reassumiram o mandato na Câmara Municipal após terem ficado quase um ano detidos na Delegacia da Polícia Civil da cidade.
A vereadora Maria Elizabete de Abreu Rosa (PRP) foi acusada pelo Ministério Público por aliciamento de mulheres grávidas e intermediar crianças para adoção ilegal. Já o vereador Gileno Alves dos Santos (PSDC), que esteve preso desde 17 de junho do ano passado, é acusado de homicídio qualificado, disparo de arma de fogo em local público e receptação de produtos roubados.
Para Lula, mídia inventa crise, exagerando sobre inflação
Na abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), na quarta-feira (27), o presidente Lula foi recebido com o grito "olê, olê, olá, Lula, Lula"... e mostrou-se afiado no discurso e nas declarações:
Imprensa de "namorico" com Dilma para semear divergências
"Um setor da imprensa está de 'namorico' com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela... Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa".
Contra noticiário terrorista, firmeza em Dilma e Mantega no controle da inflação
"Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte", insistiu.
Fusão demo-tucana é que nem carrapicho
Peguntado, Lula evitou aprofundar sobre a possível fusão do DEMos com o PSDB, preferindo responder em tom de brincadeira, que ser de oposição é mais fácil de crescer, sem ter que gerar resultados no governo: - "Já fui oposição... é que nem carrapicho, cresce sem ninguém precisar plantar."
Ex-presidente tem que deixar o sucessor trabalhar... viu FHC?
Bem humorado, Lula brincou: "Ainda não 'desencarnei' (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a 'desencarnação... Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de 'desencarnação' para não comprometê-la".
Apesar disso, Lula declarou que seu gradual afastamento da presidência deveria servir de exemplo: "Queria ensinar a alguns ex-presidentes para que se mantenham como eu e deixem a Dilma exercer o mandato dela", provocou. A referência velada teve como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nunca antes na história desse país...
Ele foi além nas críticas à oposição e foi ovacionado por isso. "O 'nunca antes na história deste país' era para provocar a oposição, porque eu sei o tanto que já falaram de mim, com discursos cheios de preconceito. (Eu) me determinei a provar que eu seria mais competente que eles para governar o país", orgulhou-se.
Valorização dos trabalhadores
O ex-presidente ressaltou ainda, em diversos momentos de seu discurso, a proximidade do governo com o movimento sindical. "Duvido que, na história da humanidade, tenha (havido) um governo que executou a democracia como o Brasil. Nunca houve tantas conferências sindicais. Em outros países, sindicalista é visto como inimigo do governo."
Governo para todos
Ele também celebrou o que considera ser uma ação de inclusão social implantada em seus dois mandatos e mantida na gestão de Dilma. "No Palácio do Planalto, que antes só recebia príncipes e banqueiros, agora continua recebendo príncipes e banqueiros, mas também os moradores de rua e deficientes físicos. É pra mostrar que eles podem entrar em uma igreja, num metrô ou num shopping center", disse.
Postura firme dos trabalhadores nas negociações com empresários
Dirigindo-se aos sindicalistas que participavam do evento, o ex-presidente cobrou postura firme dos representantes dos trabalhadores em negociações com empresários. "A conquista do respeito é a condição básica para ter respeito", disse. "Se você entrar numa mesa de negociação de cabeça baixa, sem se respeitar, nenhum empresário vai ter dó de vocês", recomendou.
Dedicação à África
Em relação a futuros compromissos, o ex-presidente revelou que, apesar de sentir vontade de "sair em caravana e reuniões com a CUT (Central Única dos Trabalhadores)", precisa ter autocontrole para não ter comprometimento político. "Vou me dedicar à África. A experiência brasileira pode ajudar o continente africano e este será o meu trabalho daqui pra frente", disse. (Com informações da Rede Brasil Atual)
Imprensa de "namorico" com Dilma para semear divergências
"Um setor da imprensa está de 'namorico' com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela... Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa".
Contra noticiário terrorista, firmeza em Dilma e Mantega no controle da inflação
"Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte", insistiu.
Fusão demo-tucana é que nem carrapicho
Peguntado, Lula evitou aprofundar sobre a possível fusão do DEMos com o PSDB, preferindo responder em tom de brincadeira, que ser de oposição é mais fácil de crescer, sem ter que gerar resultados no governo: - "Já fui oposição... é que nem carrapicho, cresce sem ninguém precisar plantar."
Ex-presidente tem que deixar o sucessor trabalhar... viu FHC?
Bem humorado, Lula brincou: "Ainda não 'desencarnei' (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a 'desencarnação... Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de 'desencarnação' para não comprometê-la".
Apesar disso, Lula declarou que seu gradual afastamento da presidência deveria servir de exemplo: "Queria ensinar a alguns ex-presidentes para que se mantenham como eu e deixem a Dilma exercer o mandato dela", provocou. A referência velada teve como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nunca antes na história desse país...
Ele foi além nas críticas à oposição e foi ovacionado por isso. "O 'nunca antes na história deste país' era para provocar a oposição, porque eu sei o tanto que já falaram de mim, com discursos cheios de preconceito. (Eu) me determinei a provar que eu seria mais competente que eles para governar o país", orgulhou-se.
Valorização dos trabalhadores
O ex-presidente ressaltou ainda, em diversos momentos de seu discurso, a proximidade do governo com o movimento sindical. "Duvido que, na história da humanidade, tenha (havido) um governo que executou a democracia como o Brasil. Nunca houve tantas conferências sindicais. Em outros países, sindicalista é visto como inimigo do governo."
Governo para todos
Ele também celebrou o que considera ser uma ação de inclusão social implantada em seus dois mandatos e mantida na gestão de Dilma. "No Palácio do Planalto, que antes só recebia príncipes e banqueiros, agora continua recebendo príncipes e banqueiros, mas também os moradores de rua e deficientes físicos. É pra mostrar que eles podem entrar em uma igreja, num metrô ou num shopping center", disse.
Postura firme dos trabalhadores nas negociações com empresários
Dirigindo-se aos sindicalistas que participavam do evento, o ex-presidente cobrou postura firme dos representantes dos trabalhadores em negociações com empresários. "A conquista do respeito é a condição básica para ter respeito", disse. "Se você entrar numa mesa de negociação de cabeça baixa, sem se respeitar, nenhum empresário vai ter dó de vocês", recomendou.
Dedicação à África
Em relação a futuros compromissos, o ex-presidente revelou que, apesar de sentir vontade de "sair em caravana e reuniões com a CUT (Central Única dos Trabalhadores)", precisa ter autocontrole para não ter comprometimento político. "Vou me dedicar à África. A experiência brasileira pode ajudar o continente africano e este será o meu trabalho daqui pra frente", disse. (Com informações da Rede Brasil Atual)
Dia internacional do Cão-Guia
A ação, coordenada pelo IRIS - Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social , tem a missão de chamar atenção para uma triste estatística: o Brasil possui 1,1 milhão de deficientes visuais e menos de 100 cães-guia. O Brasil tem demanda potencial de usuários para mais de 10 mil, sendo que quatro mil estão na fila de espera do IRIS.
A ultima quarta-feira do mês de abril (27/4), data em que é comemorado o Dia Internacional do Cão-Guia. Haverá uma ação de conscientização coordenada pelo IRIS, um grupo deficientes visuais e seus cães visitará, das 11 horas às 22 horas, o Balcão da Cidadania do Shopping Iguatemi (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232).
Segundo Thays Martinez, presidente do IRIS e dona do labrador Diesel, as estatísticas internacionais demonstram que de 1% a 2% dos deficientes visuais utilizam o cão-guia, ou seja, o Brasil tem uma demanda potencial de usuários de mais de 10 mil pessoas. A advogada, que é deficiente visual desde os quatro anos, conduz o Projeto Cão-Guia, que defende a importância do acesso a instrumentos de inclusão social aos deficientes. Uma das formas de inclusão é justamente o cão-guia – uma alternativa ao uso da bengala. “O Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social tem por missão facilitar a inclusão social das pessoas com algum tipo de deficiência, mas a principal atividade é o treinamento e doação de cães-guia para deficientes visuais. Para ampliar esse serviço e proporcionar uma melhoria na qualidade de vida de mais pessoas, o IRIS precisa de colaboração e gostaríamos de chamar atenção do público para esta causa e para as dificuldades encontradas para ampliar este serviço tão inclusivo. Ajuda financeira e voluntários para a socialização de filhotes são as nossas principais necessidades atuais”, detalha Thays Martinez.
Vinte dos cerca de 100 cães-guia em atividade no Brasil foram importados pelo IRIS sem nenhum custo para os usuários. A iniciativa é resultado de uma parceria da organização não-governamental com a americana Leader Dogs for the Blind. Mas, na fila de espera do IRIS há 4 mil deficientes aguardando um cão.
IRIS
O Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), entidade sem fins lucrativos, foi fundado em 2002, em São Paulo (SP), com a missão de desenvolver atividades que acelerem o processo de inclusão social das pessoas portadoras de deficiência visual. A prioridade institucional é a difusão do cão-guia como grande facilitador do processo de inclusão. O Instituto é o único no Brasil com um instrutor reconhecido pela International Guide Dog Federation (Inglaterra), especialmente qualificado pela Royal New Zealand Foundation for the Blind – Guide Dog Services (Nova Zelândia) entre 1996 e 1999.(Enviado por José)
WWW.IRIS.ORG.BR
WWW.CAOGUIA.WORDPRESS.COM
WWW.TWITTER.COM/CAOGUIA
Saiba mais
Foi publicado no Diário Oficial da União de 22 de setembro de 2006, o decreto nº 5.904 que regulamenta a lei que autoriza a pessoa portadora de deficiência visual a ingressar e permanecer em locais públicos, coletivos e privados com seu cão-guia. O decreto foi assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solenidade no Palácio do Planalto.
O portador poderá transitar com o cão-guia em locais públicos, como supermercado e cinema, e usar transporte público. De acordo com o decreto, o cão não poderá entrar em determinadas áreas de unidades de saúde (isolamento, quimioterapia, transplante, assistência a queimados, centro cirúrgico, central de material e esterilização, unidade de tratamento intensivo e semi-intensivo) e locais de preparação de medicamentos e alimentos.
Quem impedir a entrada ou permanência do animal em áreas públicas ou particulares, pagará multa que varia de R$ 1 mil a R$ 30 mil. No caso de reincidência, a multa poderá chegar a R$ 50 mil.
Para conseguir um cão-guia, o deficiente visual pode procurar centros de treinamento ou um instrutor autônomo de cães. Existem no país, até o momento, apenas cinco centros de treinamento: três em São Paulo, um em Porto Alegre e um em Brasília.
Labrador e Pastor Alemão são as raças mais usadas no Brasil para um cão-guia, porque apresentam bom caráter e grande capacidade de adaptação. O treinamento do animal dura até 18 meses.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Globo poupa mandantes do atentado ao Riocentro, diz Paulo Ramos
O deputado estadual Paulo Ramos (PDT/RJ), era major da PM (Polícia Militar) e ainda estava na ativa em 1981, quando ocorreu o atentado ao Riocentro.
Em discurso na Assembléia Legislativa, ele elogia os esforços do repórter Chico Otávio, do jornal O Globo, em procurar trazer mais informações sobre o caso, mas reclama do jornalão descrever os fatos como ato isolado de arapongas, quando tudo aponta para uma operação com aval da alta cúpula dos serviços de inteligência do governo da ditadura.
Paulo Ramos narra o envolvimento da cúpula da PM do Rio e de setores do governo, em Brasília, com três fatos muitos estranhos:
- troca e prisão do comandante do Batalhão de Jacarepaguá, horas antes da explosão (que deveria ser responsável pelo policiamento ostensivo do evento);
- do comandante-geral da PM, General Nilton Cerqueira (*) ser chamado à Brasília, lembrando que, naquele tempo, a PM atuava subordinada ao Exército;
- da ordem repassada pelo estado-maior da PM para suspensão do policiamento previsto para o Riocentro;
(*) Cerqueira era coronel na época, e fez carreira em operações de combate à guerrilha, sendo a mais conhecida a caçada à Carlos Lamarca. Foi escolhido pelo general Milton Tavares (chefe do Centro de Informações do Exército, na época) para combater a guerrilha do Araguaia, entre janeiro e março de 1974.
Transcrição do discurso do Dep. Paulo Ramos (PDT/RJ)
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todo ano, quando nos aproximamos do dia 1º de maio, vem à lembrança de uma parcela da população o episódio ocorrido no Riocentro, isto é, a bomba que explodiu no colo do poder, conforme assim se manifestou um grande jornalista do Jornal do Brasil: Villas-Bôas Corrêa.
Mas outros episódios, naquela fase, também aconteceram. A bomba que vitimou a Sra. Lida Monteiro, na OAB; a bomba que vitimou o companheiro Ribamar, que explodiu no gabinete do vereador Antônio Carlos Carvalho, o nosso Tunico, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro; a bomba que explodiu na Tribuna da Imprensa, deixando um jornal combativo, conduzido pelo grande Hélio Fernandes, com graves dificuldades, não estando hoje mais circulando em nosso Estado, para prejuízo da liberdade de expressão e do próprio contraditório, na medida em que o jornalista Hélio Fernandes, sem nenhuma dúvida, foi e continua sendo um dos mais desassombrados jornalistas enfrentando sempre os verdadeiros donos do poder.
Mas os episódios vão sendo lembrados, novas informações vão sendo transmitidas e no último domingo o jornal O Globo, em matéria principal de três páginas, trata do episódio do Riocentro. Um dos signatários da matéria publicada é um jornalista pelo qual eu nutro o mais profundo respeito, que é o nosso Chico Otávio.
Paralelamente à importância de novos fatos trazidos à luz, a impressão que tive, lendo a matéria, é que ela poderia ser interpretada como se os episódios ocorridos representassem a manifestação de grupos celerados e subalternos, sem que os graves fatos ocorridos naquela fase de conclusão do regime autoritário, naquela fase de transição em que a ditadura estava sendo derrotada e acuada, possam ser transferidas as responsabilidades para os escalões menores. Como se todas aquelas ocorrências não obedecessem a um escalão de comando inserido na estrutura de poder.
E aí, Sr. Presidente, dentre vários episódios relatados na excelente reportagem, em relação a vários deles, eu posso dar o meu testemunho abalizado, porque estava no serviço ativo da Polícia Militar, no posto de major. Conheço praticamente todos os que estão citados na matéria e sei que eram meros executores de ordens emanadas das chamadas autoridades competentes, ou incompetentes, mas das autoridades que ocupavam os escalões de comando. Mas um detalhe pelo menos, e venho à tribuna para tratar exclusivamente dele, neste momento, eu não posso deixar passar. Porque a matéria diz que a ordem para a suspensão do policiamento previsto para o Riocentro, naquele 1º de maio, teria partido da 2ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar, o que não corresponde à verdade dos fatos. A ordem foi dada diretamente pelo Comandante Geral da Polícia Militar à época, Cel. Nilton Albuquerque Cerqueira, que não estava no Rio de Janeiro. Foi a Brasília e só retornou ao Rio de Janeiro depois do 1º de maio.
E de Brasília, não sei onde ele se encontrava, mas publicou no boletim da Polícia Militar, a sua ida a Brasília. Se estava em qualquer setor de comando do Exército brasileiro ou se estava no Serviço Nacional de Informações, de lá determinou que o policiamento fosse suspenso e que a tropa permanecesse a postos longe, um pouco afastada do Riocentro para qualquer eventualidade. Veja que algo surpreendente! A ordem foi dada por telefone e recebida pelo subchefe do Estado Maior da Polícia Militar, à época, o Tenente-Coronel Homero Campos, já falecido.
Para demonstrar ainda mais a participação dos escalões dirigentes, além de a ordem ter sido dada de Brasília pelo próprio Comandante Geral da Polícia Militar, à época, reitero, Coronel Nilton Albuquerque Cerqueira e como o Comandante do 18º Batalhão era um Coronel da Polícia Militar – desafeto declarado do Comandante Geral, que era o Coronel Sebastião Hélio Faria de Paula – foi ele substituído do comando às 16 horas do próprio dia 1º de maio. E assumiu o comando daquela unidade o Coronel Ile Marlen Pereira Lobo com o objetivo de cumprir a ordem dada pelo Comandante Geral.
Para demonstrar que a estrutura da Polícia Militar foi inserida por deveres funcionais, por ordem do Comandante Geral, em toda aquela trama, um oficial, que era visto como uma espécie de… Como vou adjetivar? Como alguém que não concordava com os rumos políticos do nosso país, que era o Major Nilson Pinto Madureira, foi dispensado do serviço naquele dia para não permanecer no 18º Batalhão porque poderia, em lá permanecendo, agir de forma a contrariar as desumanas ordens que foram dadas pelo Comandante Geral. Porque todos nós sabemos o espetáculo estava acontecendo no Riocentro, o espetáculo que ia acontecer no Riocentro e quais foram os propósitos comprovados daquele atentado frustrado.
Não é possível, portanto, aceitar que mesmo em sendo uma matéria que traz novos fatos, que colabora para esclarecimentos de muita coisa, mas que fique a impressão de que não houve a participação do escalão dirigente no seio do Exército Brasileiro, incluindo aí, claro, a Polícia Militar a esse escalão subordinado.
Faço este pronunciamento, Sr. Presidente, porque não é possível, pelo menos deixar de reconhecer que o sargento vitimado obviamente morreu e não tinha como dar continuidade à sua carreira, mas o capitão que com ele estava no carro prosseguiu na sua carreira. Se aquele episódio estivesse contrariando qualquer orientação de qualquer comando, seguramente que o Capitão Machado não teria prosseguido na sua carreira, teria encerrado a sua carreia ali, porque aquele episódio, sem nenhuma dúvida, enxovalhou a imagem do Exército Brasileiro.
Sr. Presidente, ocupo esta tribuna para prestar esse esclarecimento. O episódio do Riocentro, como os demais, teve a participação de escalões dirigentes no seio do Exército Brasileiro, a começar pelo ex-comandante da Polícia Militar, já na reserva como general, à época o Coronel Nilton Albuquerque Cerqueira que, procedendo da forma como procedeu, ainda envolveu em um episódio que fica difícil adjetivar de tão arbitrário, de tão agressivo, de tão desumano, de tão atroz à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ele pertencia ao Exército Brasileiro. Enxovalhou o Exército Brasileiro, e como Comandante da Polícia Militar certamente também enxovalhou a corporação à qual pertenço até hoje e onde estive no serviço ativo durante quase 22 anos.
Muito obrigado.
Escândalo do bafômetro: CPI para apurar dinheiro público de Minas na rádio do Aécio
O governo de Minas, em resposta a ofício, confirmou que a Rádio Arco-Íris, do senador Aécio Neves (PSDB/MG) e de sua irmã, foi a oitava que recebeu mais dinheiro de propaganda do governo de Minas em 2010, dentre milhares de veículos de comunicação no estado.
O bloco de oposição na Assembléia Legislativa "Minas sem censura", recolhe assinaturas para uma CPI estadual. A oposição só tem 23 deputados, e faltam 3 assinaturas para completar as 26 necessárias.
O objetivo da CPI é também investigar se houve ingerência da irmã de Aécio, Andrea Neves, já que ela comandava a área de comunicação quando o irmão era governador.
A oposição cobra informações sobre o dinheiro público gasto na rádio desde 2003, uma vez que o governo só informou os R$ 210.693,00 gastos na rádio em 2010, e está enrolando, dizendo que "está tentando fazer um levantamento" desde 2003.
O bloco Minas sem Censura também informou que, consultou rádios maiores, e elas não tem uma frota de carros de luxo, como tem a emissora do senador tucano. O bloco afirma que "podemos estar diante de um escandaloso caso de ocultação de patrimônio e que os aportes de dinheiro público na citada rádio já se configuram como grave irregularidade administrativa".
O bloco de oposição na Assembléia Legislativa "Minas sem censura", recolhe assinaturas para uma CPI estadual. A oposição só tem 23 deputados, e faltam 3 assinaturas para completar as 26 necessárias.
O objetivo da CPI é também investigar se houve ingerência da irmã de Aécio, Andrea Neves, já que ela comandava a área de comunicação quando o irmão era governador.
A oposição cobra informações sobre o dinheiro público gasto na rádio desde 2003, uma vez que o governo só informou os R$ 210.693,00 gastos na rádio em 2010, e está enrolando, dizendo que "está tentando fazer um levantamento" desde 2003.
O bloco Minas sem Censura também informou que, consultou rádios maiores, e elas não tem uma frota de carros de luxo, como tem a emissora do senador tucano. O bloco afirma que "podemos estar diante de um escandaloso caso de ocultação de patrimônio e que os aportes de dinheiro público na citada rádio já se configuram como grave irregularidade administrativa".
Despesas acima do previsto? Você paga
Em construção desde 2007, a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já custou aos cofres públicos mais de R$ 386 milhões. Quando o projeto foi anunciado, há quatro anos, tinha o custo estimado de R$ 67 milhões, segundo informações do site Contas Abertas a dotação prevista para o término da construção chegou a R$ 98 milhões - registrando um acréscimo de R$ 31 milhões ao custo final da obra. Já em 2010, o valor das despesas chegou a R$ 118,5 milhões, segundo dados do programa Construção do Edifício-Sede do TSE em Brasília, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
Em abril do ano passado, a obra situada no Setor de Administração Federal Sul de Brasília ? completou 75% de sua execução. Neste período, conforme informações publicadas no site do TSE, o valor acumulado dos gastos foi de R$ 94.967.639,70 - que, segundo a assessoria de imprensa do órgão, corresponde ao cálculo das despesas sem a realização de correção monetária.
"Não houve aumento no custo total da obra. O orçamento inicial estimado para a conclusão do empreendimento, em 2006, era de R$ 330 milhões. O que ocorreu foi o reajuste dos valores em função dos cálculos de correção monetária do valor dos serviços e materiais utilizados na obra", argumentam os responsáveis pela Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura do TSE ouvidos pelo Jornal de Brasília
DESPESAS CONTESTADAS
Em 2007, ano em que as obras tiveram início, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o TSE pedindo a suspensão dos serviços para construção da nova sede. A ação foi movida após o Tribunal de Contas da União (TCU) apurar indícios de superfaturamento e outras irregularidades.
Segundo a Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura do TSE, o custo final da obra previsto pelo projeto original do escritório de Oscar Niemeyer era de R$ 380 milhões. No entanto, "antes da licitação, foram feitos ajustes no projeto que resultaram na redução do valor para R$ 330 milhões".
Segundo as planilhas disponibilizadas pelo TSE, os pagamentos feitos nos últimos quatro anos não extrapolam o orçamento, e "a diferença entre a tabela do site do TSE (gastos mensais, ano a ano) e a planilha do Siafi é que a primeira se refere a valores nominais (sem correção monetária), enquanto a segunda aponta os valores já corrigidos ano a ano".
Para reduzir os custos da obra, após a Ação Civil Pública movida pelo MPF, algumas medidas foram adotadas, como a substituição de granito preto por piso mais barato e o cancelamento da compra de uma ponte elevatória que transportaria material de almoxarifado. A economia, segundo o TSE, foi de R$ 6 milhões.
CARACTERÍSTICAS DO PROJETO
O projeto arquitetônico da nova sede do TSE foi idealizado por Oscar Niemeyer e contempla as características dos monumentos de Brasília. O empreendimento é composto por um prédio de oito andares e três cúpulas que foram construídas em frente ao bloco principal, para abrigar os auditórios. Lá dentro, existem gabinetes privativos com banheiros e 23 pórticos com detectores de metais.
A nova sede do TSE abrigará sete ministros - dos quais três integram o Supremo Tribunal Federal e dois pertencem ao Superior Tribunal de Justiça - e pouco mais de 700 funcionários. Para decorar os gabinetes, um pregão prevê gastos de até R$ 693 mil com 312 peças. Os valores constam de pregões registrados pelo órgão, cujo objetivo é a compra de diversos materiais e sistemas. Só com móveis, o montante pode alcançar R$ 22,7 milhões, e o TSE poderá gastar até R$ 76,9 milhões para mobiliar o edifício.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admite fusão dos demostucanos
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu, nesta terça-feira, em seminário no instituto iFHC , que há entendimentos sobre a fusão do PSDB com o DEM. Porém, ele afirmou que as conversas ainda são preliminares. FH também criticou a postura dos tucanos que, segundo ele, não souberam conviver com as várias tendências do partido. A saída de Walter Feldman, um dos fundadores do PSDB, para o PSD, foi motivo de pesar para o ex-presidente.
Ainda nesta terça, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), acertaram o novo espaço do DEM no governo paulista. O partido comandará a Secretaria de Desenvolvimento Social, hoje encabeçada por um deputado estadual do PSDB. A negociação é um gesto importante num momento em que os dois partidos discutem uma fusão no futuro.
A possível saída do governador democrata de Santa Catarina, Raimundo Colombo, pode acelerar de vez a implosão do DEM. Com ele, sairiam inúmeros políticos catarinenses e o único governo estadual do partido seria o do Rio Grande do Norte, de Rosalba Ciarlini.
Dilma, Mantega e Tombini mostram números e resultados na economia, contra a chiadeira do "mercado"
Na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) de seu governo, os principais temas foram sobre economia e reforma tributária.
A presidenta Dilma, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Tombini, afirmaram que a inflação está sendo acompanhada com rédeas curtas, e que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas, cada uma a seu tempo. Também reafirmaram o cuidado em preservar o crescimento econômico sustentável.
Mantega foi o primeiro a dizer que as medidas para conter a expansão do crédito e os cortes nos gastos do governo estão surtindo efeito. Informou que governo obteve um superávit primário de 9,1 bilhões de reais em março, acumulando 25,9 bilhões de reais no ano, o equivalente a 2,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
"Os ajustes que governo está fazendo permitem o crescimento sustentável com inflação sob controle e solidez fiscal", disse Mantega, prevendo que o país cumprirá facilmente a meta de superávit primário em 2011, de 3 por cento do PIB.
Na mesma linha, Tombini falou que a inflação tem um componente global (quase todos os países estão com inflação acima do normal, devido ao aumento mundial das "commodities") e outro componente do mercado interno aquecido.
"A inflação brasileira reflete a inflação global elevada... mas também tem componentes locais", salientando a alta de preços no setor de serviços, "um reflexo do aquecimento da economia".
Na mesma linha de Mantega, ele defendeu as medidas que vêm sendo tomadas, ressalvando que tem por objetivo desacelerar o crescimento do crédito e não contrair o crédito.
Tombini mostrou que as medidas do governo para conter a entrada de dólares (IOF de 6% para aplicações inferiores a 2 anos) têm funcionado. Até o dia 20, o país registra um saldo positivo de apenas 133 milhões de dólares no mês, estancando a entrada no primeiro trimestre, superior a 35 bilhões de dólares.
Dilma foi enfática no compromisso de controlar a inflação sem perder de vista o crescimento econômico:
"O aumento da inflação vai exigir que o governo tenha atenção especial sobre suas fontes e causas... Não nos furtaremos a colocar em ação todas as medidas, e aí repito, todas as medidas que julgarmos necessárias e urgentes... Meu governo está diuturnamente e, até, noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vierem...
... Eu me preocupo com a questão do crescimento sustentado e do controle da inflação, simultaneamente. O que garante a estabilidade da inflação a longo prazo é o aumento do investimento e da capacidade produtiva, que vai permitir que o Brasil tenha, no futuro, uma inflação estável".
Referindo-se a histeria do mercado e da imprensa, sobre o assunto, a presidenta falou:
"Compreender a paixão que envolve o debate não pode significar para o governo aquecê-lo mais do que o necessário. Trataremos com seriedade e segurança e não nos furtaremos em colocar em ação todas as medidas que julgarmos necessárias e urgentes".
Dilma disse também que o governo federal dará sequência ao ajuste fiscal através de mecanismos que classificou de "não usuais" ao Brasil e prometeu dar sequência a medidas de reforma tributária:
"(São medidas) para agilizar devoluções de crédito, beneficiar micro e pequenas empresas, estimular exportações e investimentos, diminuir a guerra fiscal e aumentar os empregos formais", disse. (Com informações da Ag. Reuters)
A presidenta Dilma, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Tombini, afirmaram que a inflação está sendo acompanhada com rédeas curtas, e que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas, cada uma a seu tempo. Também reafirmaram o cuidado em preservar o crescimento econômico sustentável.
Mantega foi o primeiro a dizer que as medidas para conter a expansão do crédito e os cortes nos gastos do governo estão surtindo efeito. Informou que governo obteve um superávit primário de 9,1 bilhões de reais em março, acumulando 25,9 bilhões de reais no ano, o equivalente a 2,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
"Os ajustes que governo está fazendo permitem o crescimento sustentável com inflação sob controle e solidez fiscal", disse Mantega, prevendo que o país cumprirá facilmente a meta de superávit primário em 2011, de 3 por cento do PIB.
Na mesma linha, Tombini falou que a inflação tem um componente global (quase todos os países estão com inflação acima do normal, devido ao aumento mundial das "commodities") e outro componente do mercado interno aquecido.
"A inflação brasileira reflete a inflação global elevada... mas também tem componentes locais", salientando a alta de preços no setor de serviços, "um reflexo do aquecimento da economia".
Na mesma linha de Mantega, ele defendeu as medidas que vêm sendo tomadas, ressalvando que tem por objetivo desacelerar o crescimento do crédito e não contrair o crédito.
Tombini mostrou que as medidas do governo para conter a entrada de dólares (IOF de 6% para aplicações inferiores a 2 anos) têm funcionado. Até o dia 20, o país registra um saldo positivo de apenas 133 milhões de dólares no mês, estancando a entrada no primeiro trimestre, superior a 35 bilhões de dólares.
Dilma foi enfática no compromisso de controlar a inflação sem perder de vista o crescimento econômico:
"O aumento da inflação vai exigir que o governo tenha atenção especial sobre suas fontes e causas... Não nos furtaremos a colocar em ação todas as medidas, e aí repito, todas as medidas que julgarmos necessárias e urgentes... Meu governo está diuturnamente e, até, noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vierem...
... Eu me preocupo com a questão do crescimento sustentado e do controle da inflação, simultaneamente. O que garante a estabilidade da inflação a longo prazo é o aumento do investimento e da capacidade produtiva, que vai permitir que o Brasil tenha, no futuro, uma inflação estável".
Referindo-se a histeria do mercado e da imprensa, sobre o assunto, a presidenta falou:
"Compreender a paixão que envolve o debate não pode significar para o governo aquecê-lo mais do que o necessário. Trataremos com seriedade e segurança e não nos furtaremos em colocar em ação todas as medidas que julgarmos necessárias e urgentes".
Dilma disse também que o governo federal dará sequência ao ajuste fiscal através de mecanismos que classificou de "não usuais" ao Brasil e prometeu dar sequência a medidas de reforma tributária:
"(São medidas) para agilizar devoluções de crédito, beneficiar micro e pequenas empresas, estimular exportações e investimentos, diminuir a guerra fiscal e aumentar os empregos formais", disse. (Com informações da Ag. Reuters)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Lula no Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT
O presidente Lula irá participar da abertura do 8º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores), na quarta-feira (27).
O Congresso reunirá cerca de 500 delegados vindos de todo o Brasil, durante 3 dias, para definir o plano de lutas para os próximos três anos e também a participação dos trabalhadores nas transformações e debates da sociedade brasileira.
Lula foi fundador da CUT e iniciou sua militância política no sindicato dos metalúrgicos do ABC.
O evento terá transmissão ao vivo pelo site da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT): http://www.cnmcut.org.br/
Dia: quarta-feira, dia 27 de abril
Hora: 18:00
Local: Caesar Park Guarulhos - Rodovia Hélio Smidt, s/n, Guarulhos/SP
O Congresso reunirá cerca de 500 delegados vindos de todo o Brasil, durante 3 dias, para definir o plano de lutas para os próximos três anos e também a participação dos trabalhadores nas transformações e debates da sociedade brasileira.
Lula foi fundador da CUT e iniciou sua militância política no sindicato dos metalúrgicos do ABC.
O evento terá transmissão ao vivo pelo site da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT): http://www.cnmcut.org.br/
Dia: quarta-feira, dia 27 de abril
Hora: 18:00
Local: Caesar Park Guarulhos - Rodovia Hélio Smidt, s/n, Guarulhos/SP
"Agenda" de fontes "em off" da Globo e da Veja coincide com a agenda do sargento do atentado ao Riocentro
O jornal "O Globo", depois de abafar por 30 anos muitas informações sobre o atentado do Riocentro, publicou alguns nomes do caderninho de telefones que o sargento Guilherme Pereira do Rosário guardava no bolso, quando a bomba que ele levava para o Riocentro, explodiu em seu colo.
O jornalão diz que os agentes dos serviços de inteligência da ditadura, após a redemocratização, partiram para empresas particulares de vigilância, segurança, contra-informação, arapongagem.
Faltou explicitar que muitos deles fazem parte do submundo das famosas fontes "em off" de dossiês que chegam às redações do PIG (Partido da Imprensa Golpista), nem sempre verídicas e quase sempre usada contra gente do governo Lula.
O próprio jornal "O Globo" de hoje, chega a citar um caso recente:
O referido falso dossiê, foi amplamente explorado em "reporcagens" da revista Veja, amplificadas no Jornal Nacional da TV Globo.
Dizia de forma sensacionalista que era um "relatório da Polícia Federal", chegando a dizer que "Segundo o jornalista [Diogo Mainardi], as investigações não teriam ido adiante graças a interferências políticas no trabalho da Polícia Federal.".
Depois de passar mais de duas semanas enxovalhando a honra alheia, e procurando atingir a imagem do governo, forjando um escândalo inexistente com base em um dossiê falso, o próprio JN foi obrigado a voltar atrás e confessar a mentira, ainda que através de um texto ardiloso, para dissimular o absurdo como o assunto foi noticiado originalmente:
O jornalão diz que os agentes dos serviços de inteligência da ditadura, após a redemocratização, partiram para empresas particulares de vigilância, segurança, contra-informação, arapongagem.
Faltou explicitar que muitos deles fazem parte do submundo das famosas fontes "em off" de dossiês que chegam às redações do PIG (Partido da Imprensa Golpista), nem sempre verídicas e quase sempre usada contra gente do governo Lula.
O próprio jornal "O Globo" de hoje, chega a citar um caso recente:
Da comunidade de informações, a caderneta de telefones de Guilherme do Rosário trazia, por exemplo, o nome de Wilson Pinna, agente da Polícia Federal aposentado. Entre 1979 e 1985, Pinna trabalhava no Dops, na coleta e análise de informações. Era um dos que, por exemplo, iam a assembleias, protestos, comícios e outras reuniões para ver quem dizia o quê. Pinna chegou a, por exemplo, coordenar a análise de informações do movimento operário da época.
Aposentado da PF em 2003, Wilson Pinna foi exonerado, em 2009, de cargo comissionado que ocupava na assessoria de inteligência da Agência Nacional de Petróleo (ANP), após ter sido acusado pela Polícia Federal como o autor do falso dossiê contra o então diretor do órgão, Victor de Souza Martins, irmão do então ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Pinna foi denunciado na 2ª Vara Federal Criminal do Rio pelos crimes de interceptação telefônica ilegal e quebra de sigilo fiscal.
Wilson Pinna disse não se lembrar de ter conhecido Guilherme do Rosário, mas, segundo ele, podem ter se encontrado em algum dos cursos da área de inteligência feitos pelo agente federal, como aulas no DOI, no CIE e no Cenimar.
O referido falso dossiê, foi amplamente explorado em "reporcagens" da revista Veja, amplificadas no Jornal Nacional da TV Globo.
Dizia de forma sensacionalista que era um "relatório da Polícia Federal", chegando a dizer que "Segundo o jornalista [Diogo Mainardi], as investigações não teriam ido adiante graças a interferências políticas no trabalho da Polícia Federal.".
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Depois de passar mais de duas semanas enxovalhando a honra alheia, e procurando atingir a imagem do governo, forjando um escândalo inexistente com base em um dossiê falso, o próprio JN foi obrigado a voltar atrás e confessar a mentira, ainda que através de um texto ardiloso, para dissimular o absurdo como o assunto foi noticiado originalmente:
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"Sr. Dinheiro", do Fantástico, não paga prestação há 18 anos do apartamento onde mora
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| Sr. Dinheiro, no Fantástico, ensina famílias a pagar dívidas. |
Filme de animação de brasileiro, sobre o Rio, lidera bilheterias dos cinemas mundiais
A imagem do Brasil continua em alta no exterior. O filme de desenho animado “Rio”, sobre as aventuras de uma arara azul no Rio de Janeiro, do brasileiro Carlos Saldanha (trilogia “A Era do Gelo”) continua a liderar a bilheteria dos EUA pela segunda semana consecutiva. O filme faturou US$ 26,8 milhões (R$ 40,75 milhões) no fim de semana, e já soma US$ 81,3 milhões (R$ 127 milhões), segundo dados preliminares divulgados neste domingo pela empresa especializada Exhibitor Relations.
Fora dos EUA, o sucesso da arara azul é ainda maior: já passa dos US$ 200 milhões, garantindo com folga a liderança mundial em 2011.
Fora dos EUA, o sucesso da arara azul é ainda maior: já passa dos US$ 200 milhões, garantindo com folga a liderança mundial em 2011.
domingo, 24 de abril de 2011
Garotinho, que já foi condenado por formação de quadrilha, articula CPI da copa
Anunciada no mês passado para investigar contratos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, a CPI da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) corre o risco de não ser criada. Desde que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) apresentou o requerimento aos colegas, pelo menos 66 parlamentares de diversos partidos já retiraram suas assinaturas. Para criar uma comissão parlamentar de inquérito, é necessário o apoio de pelo menos 171 deputados. As informações são do site Congresso em Foco
Em seu blog, Garotinho - que já foi condenado por suposta formação de quadrilha - mostra que 42 parlamentares já desistiram de apoiar a iniciativa. Outros 24 já apresentaram o pedido de retirada formal à Mesa Diretora.
Os argumentos para a retirada das assinaturas têm como origem a preocupação dos parlamentares com a organização da Copa. Como as obras estão atrasadas, eles dizem que uma devassa patrocinada pela CPI pode atrapalhar ainda mais os andamentos dos trabalhos para 2014. No entanto, a construção de estádios e a reforma de aeroportos, casos mais críticos hoje, não são de responsabilidade do Comitê Organizador Local nem da CBF.
"Uma CPI nesse momento poderia inviabilizar o andamento do projeto da Copa no Brasil. Acredito que existem outras formas de o Legislativo fiscalizar a atuação da CBF e dar as respostas que a sociedade precisa. O melhor para o desenvolvimento do projeto da Copa é continuar fiscalizando e debatendo em busca de melhorias nos projetos", disse o deputado Marcelo Aguiar (PSC-SP).
SUSPEITA DE FAVORECIMENTO
O requerimento tem como base para investigação o contrato social registrado na Junta Comercial do Rio, reproduzido pelo jornal esportivo Lance Comitê Organizador Local da Copa é uma empresa da qual o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem 0,01% das ações e a entidade, 99,99%, mas permite que os lucros sejam divididos entre os sócios independentemente das proporções.
Por isso, acredita Garotinho, Teixeira poderia se apropriar sozinho de todos os lucros. Em 2006, o comitê da Copa da Alemanha lucrou US$ 263 milhões. Por conta da reportagem, a CBF afirma que mudou o contrato. Em nota publicada no seu site, a entidade informa que a divisão de lucro desproporcional foi retirada do documento.
Garotinho anunciou no mês passado que estava próximo de protocolar o pedido. Anunciou, na época, ter 114 assinaturas. Na semana passada, o ex-governador disse que chegou a contar com mais de 200 apoios. Porém, com a retirada de ao menos 30 nomes, ficou próximo do mínimo necessário.
PRESSÃO
"Eu quero apresentar o pedido com um bom número de folga para não correr riscos", afirmou. Os parlamentares têm até o último minuto do dia em que o documento é protocolado para desistir do apoio. Várias CPIs já foram abortadas no último instante por pressão do governo sobre a base, tanto na gestão tucana quanto na petista.
Em 16 de março, o presidente da CBF visitou os principais líderes partidários e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). E ouviu que a CPI não iria adiante. "Não há clima para CPI", disse Maia. Entre os líderes, há o convencimento de que a comissão não vinga. Eles acreditam que, mesmo que Garotinho consiga as assinaturas, o colegiado não será instalado.
Oficialmente, os discursos dos deputados estão afinados. Justificam a retirada de assinaturas com o argumento de não querer atrapalhar a organização da Copa. Nos bastidores, no entanto, revelam o receio de existir retaliação da CBF em cima das federações e dos clubes de futebol de seus estados.
Garotinho
Por conta do medo de represália dos deputados, Garotinho passou a tratar do assunto mais discretamente. A intenção era apresentar o requerimento na quarta-feira, dia de Congresso esvaziado por conta do feriado prolongado. Mudou de ideia em cima da hora. Disse que a estratégia vazou. Se tivesse apresentado o pedido, os deputados teriam algumas horas para mudar de ideia e retirar a assinatura, já que o prazo se encerra a meia-noite do dia de apresentação do pedido.
sábado, 23 de abril de 2011
Povo condena Serra à malhação de Judas por causa da baixaria. Kassab também é malhado.
Na tradicional "Malhação de Judas" no bairro do Cambuci, região central da capital paulista, os políticos condenados como "Judas" para serem malhados foram o prefeito Gilberto Kassab (PSD/SP) e José Serra (PSDB/SP).
Kassab foi o campeão, com dois bonecos malhados, e um deles recebeu uma longa cauda, representando ser um político de "rabo preso".
Um boneco de José Serra (PSDB) também foi condenado à Judas e malhado "pela baixaria da campanha presidencial do ano passado", de acordo com os organizadores.
Fizeram companhia a Serra e Kassab, bonecos do psicótico de Realengo (que atirou na escola), do médico Roger Abdelmassih (condenado a 278 anos de prisão pela acusação de estuprar pacientes), de Mizael Bispo dos Santos (acusado pela morte da médica Mércia Nakashima), e Luciene Santana (que matou a filha do amante no Rio de Janeiro).
Outros bonecos, com as imagens do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff (PT), apesar de confeccionados, foram poupados.
De acordo com os organizadores, Lula fez um bom governo, enquanto Dilma ainda não teve tempo de ser avaliada por estar em início de mandato.
Segundo com o segurança Manoel de Souza Gomes, 43 anos, Lula foi absolvido por 102 votos a 82. "Agora, se a Dilma não fizer um bom governo até o ano que vem, os bonecos já estão prontos e vamos colocá-los na malhação", disse.
A malhação do Judas é uma tradição introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É realizada no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes, que traiu Jesus. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem ou flocos de espuma, trapos e jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo, normalmente ao meio-dia. (Com informações do Portal Terra)
As vantagens do voto em lista para deputados
Há vários motivos, começamos com um exemplo:
Nas eleições de 2010, no Rio de Janeiro, o cantor Elymar Santos saiu candidato pelo PP. Ele sempre foi ativista e engajado contra o preconceito a portadores do HIV, e em campanhas de prevenção da AIDS. É claramente contra a homofobia. Mas como candidato "marinheiro de primeira viagem", teve 26 mil votos e não se elegeu. Seus votos ajudaram a eleger Jair Bolsonaro, mais bem votado no seu partido, o PP.
Devem ser poucos eleitores de Elymar Santos que votariam em Bolsonaro como segunda opção (e devem ser poucos eleitores de Bolsonaro que votariam em Elymar Santos). Se o voto fosse em lista, o eleitor teria clareza de estar votando na lista que conteria Bolsonaro e Elymar.
Talvez nem Elymar ingressasse no PP para ser candidato, se soubesse disso.
Outros motivos:
Quem decide as votações no parlamento são as bancadas coletivas e não indivíduos, por isso o eleitor é muito melhor representado em seus interesses se votar para eleger uma bancada, ou seja, votar em uma lista.
Deputados isolados, como franco atiradores, só servem ao egocentrismo dos que se acham paladinos da política, ou aos fisiológicos, que negociam seu voto através liberação de emendas ou nomeações.
É exagero dizer que os dirigentes dos partidos terão poderes excessivos para controlar a lista. A situação não é muito diferente da atual. A direção do partido é eleita. A direção do partido dá mais suporte às campanhas dos caciques que tem mais poder dentro do partido. Quem vence eleição para "cacique" de um partido, também obteria vitória na lista.
Mas a tendência é os partidos montarem a lista ou por consenso, ou por eleições internas quando não há consenso. Qualquer outra solução autoritária dentro do partido levaria os preteridos na lista a racharem o partido e não fazerem campanha para os cabeças da lista (muitos apoiariam adversários de outros partidos).
É aquela história: partido que não for democrático, a direção ganha, mas não leva, porque desmobiliza metade ou mais do partido.
Se um político não tem capacidade de articulação em um partido, também não terá boa atuação no Congresso, onde o bom desempenho depende de sua capacidade de articular na bancada a que pertence.
O voto em lista obriga as verdadeiras lideranças a se formarem primeiro dentro dos partidos, antes de se apresentarem aos eleitores. Torna mais difícil a eleição de aventureiros, que se elegem por poder econômico ou por mera fama, sem ser um líder consistente de fato.
Hoje, os candidatos disputam contra colegas do mesmo partido, se acotovelando, para chegar na frente do colega, durante a campanha eleitoral. O vale-tudo inclui alianças informais com deputados estaduais, prefeitos e vereadores até de partidos adversários. O voto em lista, leva essa disputa interna para dentro do partido na prévia para montar a lista, antes da campanha eleitoral, tornando a campanha em si mais limpa, mais propositiva, mais consciente, mais barata e menos poluída.
A maioria dos eleitores não se lembram em quem votou para deputado. Portanto há um exagero em defender o voto nominal como se fosse algo de grande interesse da maioria dos eleitores.
Só 30% dos eleitores vêem seu candidato a deputado eleito. Os 70% dos votos dos demais eleitores ajudam a eleger o candidato "do outro" (o caso de quem votou no Elymar Santos e elegeu Bolsonaro). Na prática, esses 70% dos eleitores já estão votando em lista sem querer, mas numa lista aleatória que só fica clara após a abertura das urnas, porque o eleitor não tem idéia de para quem seu voto vai. Com o voto em lista ele teria idéia clara de para quem vai seu voto.
O eleitor que faz questão de influir no voto nominal, pode e deve filiar-se ao partido do candidato de sua preferência e votar internamente na montagem prévia da lista do partido. Por isso é errado dizer que a lista tira o eleitor do processo de escolha. Quem acha importante se engajar por alguém, deve fazê-lo de verdade, frequentando as instância partidárias.
Voto em lista é pensar no coletivo, em pessoas que se juntam para reunir forças transformadoras da sociedade, pelo bem comum, e não pensar no individualismo de falsos paladinos.
Nas eleições de 2010, no Rio de Janeiro, o cantor Elymar Santos saiu candidato pelo PP. Ele sempre foi ativista e engajado contra o preconceito a portadores do HIV, e em campanhas de prevenção da AIDS. É claramente contra a homofobia. Mas como candidato "marinheiro de primeira viagem", teve 26 mil votos e não se elegeu. Seus votos ajudaram a eleger Jair Bolsonaro, mais bem votado no seu partido, o PP.
Devem ser poucos eleitores de Elymar Santos que votariam em Bolsonaro como segunda opção (e devem ser poucos eleitores de Bolsonaro que votariam em Elymar Santos). Se o voto fosse em lista, o eleitor teria clareza de estar votando na lista que conteria Bolsonaro e Elymar.
Talvez nem Elymar ingressasse no PP para ser candidato, se soubesse disso.
Outros motivos:
Quem decide as votações no parlamento são as bancadas coletivas e não indivíduos, por isso o eleitor é muito melhor representado em seus interesses se votar para eleger uma bancada, ou seja, votar em uma lista.
Deputados isolados, como franco atiradores, só servem ao egocentrismo dos que se acham paladinos da política, ou aos fisiológicos, que negociam seu voto através liberação de emendas ou nomeações.
É exagero dizer que os dirigentes dos partidos terão poderes excessivos para controlar a lista. A situação não é muito diferente da atual. A direção do partido é eleita. A direção do partido dá mais suporte às campanhas dos caciques que tem mais poder dentro do partido. Quem vence eleição para "cacique" de um partido, também obteria vitória na lista.
Mas a tendência é os partidos montarem a lista ou por consenso, ou por eleições internas quando não há consenso. Qualquer outra solução autoritária dentro do partido levaria os preteridos na lista a racharem o partido e não fazerem campanha para os cabeças da lista (muitos apoiariam adversários de outros partidos).
É aquela história: partido que não for democrático, a direção ganha, mas não leva, porque desmobiliza metade ou mais do partido.
Se um político não tem capacidade de articulação em um partido, também não terá boa atuação no Congresso, onde o bom desempenho depende de sua capacidade de articular na bancada a que pertence.
O voto em lista obriga as verdadeiras lideranças a se formarem primeiro dentro dos partidos, antes de se apresentarem aos eleitores. Torna mais difícil a eleição de aventureiros, que se elegem por poder econômico ou por mera fama, sem ser um líder consistente de fato.
Hoje, os candidatos disputam contra colegas do mesmo partido, se acotovelando, para chegar na frente do colega, durante a campanha eleitoral. O vale-tudo inclui alianças informais com deputados estaduais, prefeitos e vereadores até de partidos adversários. O voto em lista, leva essa disputa interna para dentro do partido na prévia para montar a lista, antes da campanha eleitoral, tornando a campanha em si mais limpa, mais propositiva, mais consciente, mais barata e menos poluída.
A maioria dos eleitores não se lembram em quem votou para deputado. Portanto há um exagero em defender o voto nominal como se fosse algo de grande interesse da maioria dos eleitores.
Só 30% dos eleitores vêem seu candidato a deputado eleito. Os 70% dos votos dos demais eleitores ajudam a eleger o candidato "do outro" (o caso de quem votou no Elymar Santos e elegeu Bolsonaro). Na prática, esses 70% dos eleitores já estão votando em lista sem querer, mas numa lista aleatória que só fica clara após a abertura das urnas, porque o eleitor não tem idéia de para quem seu voto vai. Com o voto em lista ele teria idéia clara de para quem vai seu voto.
O eleitor que faz questão de influir no voto nominal, pode e deve filiar-se ao partido do candidato de sua preferência e votar internamente na montagem prévia da lista do partido. Por isso é errado dizer que a lista tira o eleitor do processo de escolha. Quem acha importante se engajar por alguém, deve fazê-lo de verdade, frequentando as instância partidárias.
Voto em lista é pensar no coletivo, em pessoas que se juntam para reunir forças transformadoras da sociedade, pelo bem comum, e não pensar no individualismo de falsos paladinos.
Choque de gestão tucano: Metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo
O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de extensão da malha metroviária.
Em 2008, quando foi considerado pela CoMet – um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo – o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.
“Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter 10 quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros”, disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem.
Igual lata de sardinha
Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a atingir 11 usuários por metro quadrado.
“O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005, decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]”, disse José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp).
O professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Telmo Giolito Porto, diz o óbvio, em defesa dos tucanos: “O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo.”
Ora, o que o professor diz é que o metrô é transporte de massa, e é usado como pela população como em qualquer grande metrópole do mundo.
O metrô funcionar rápido, "seguro" e limpo não faz mais do que a obrigação, com a tarifa que cobra. O professor "especialista" perdeu a chance de dizer outra coisa óbvia: que está subdimensionado para a necessidade, e que o governo tucano há décadas no poder, não investiu o suficiente.
Metrô do México não aparece no escândalo da Alstom, e tem rede bem maior
A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o metrô de São Paulo, na década de 70, mas hoje com uma extensão de linhas bem superior.
Os especialistas tucanos, como sempre, colocam a culpa no governo federal. Porém é o BNDES federal quem financia boa parte do Metrô paulistano.
Os tucanos fariam melhor se devolvessem aos cofres públicos, para ampliar o metrô, as propinas recebidas em contas na Suíça, segundo consta nos autos dos processos do escândalo da ALSTOM.
Em 2008, quando foi considerado pela CoMet – um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo – o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.
“Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter 10 quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros”, disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem.
Igual lata de sardinha
Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a atingir 11 usuários por metro quadrado.
“O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005, decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]”, disse José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp).
O professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Telmo Giolito Porto, diz o óbvio, em defesa dos tucanos: “O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo.”
Ora, o que o professor diz é que o metrô é transporte de massa, e é usado como pela população como em qualquer grande metrópole do mundo.
O metrô funcionar rápido, "seguro" e limpo não faz mais do que a obrigação, com a tarifa que cobra. O professor "especialista" perdeu a chance de dizer outra coisa óbvia: que está subdimensionado para a necessidade, e que o governo tucano há décadas no poder, não investiu o suficiente.
Metrô do México não aparece no escândalo da Alstom, e tem rede bem maior
A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o metrô de São Paulo, na década de 70, mas hoje com uma extensão de linhas bem superior.
Os especialistas tucanos, como sempre, colocam a culpa no governo federal. Porém é o BNDES federal quem financia boa parte do Metrô paulistano.
Os tucanos fariam melhor se devolvessem aos cofres públicos, para ampliar o metrô, as propinas recebidas em contas na Suíça, segundo consta nos autos dos processos do escândalo da ALSTOM.
Será que essa classe média quer o PSDB?: Minha Casa, Minha Vida contempla até cobertura dúplex
De olho na nova classe média, principal responsável por impulsionar a atual demanda por imóveis residenciais no país, construtoras estão agregando diferenciais antes inexistentes nos empreendimentos populares.Alguns "luxos" antes encontrados apenas em condomínios voltados para as classes A e B começam a fazer parte dos projetos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.
De piscina, campo de futebol e quadras esportivas, nos projetos mais simples, até salas para "garage band", "home cinema" e academia, naqueles mais sofisticados.A cereja do bolo, porém, é o apartamento dúplex, que já ganha espaço nos empreendimentos populares.
"É um público que também está mais exigente, quer qualidade de vida e viver com segurança", afirmou Rodrigo Saccarelli, diretor da Vitta Residencial.Em Ribeirão Preto (313 km de SP), a incorporadora de Saccarelli lançou em março seu primeiro projeto com coberturas enquadrado no Minha Casa, Minha Vida . Os 36 dúplex, de 91 m2 cada um, foram vendidos por R$ 125 mil em 45 dias.
O professor de educação física José Roberto Facchini, 32, foi um dos compradores. "Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, o imóvel às vezes é muito pequeno. A cobertura tem um espaço bem melhor", disse.Com renda mensal de R$ 2.000, ele conseguiu entrar no programa federal de habitação e ser beneficiado por juros mais baixos.
Quando não são as coberturas, os opcionais estão presentes nos projetos voltados para a classe média. A construtora MRV disse que tem procurado incrementar seus projetos com espaços diferenciados, segundo a região.Em áreas de clima quente, como regiões litorâneas e no Nordeste, as piscinas viraram acessórios obrigatórios.Já em São Paulo e Belo Horizonte, projetos contam com salas de música, academia e espaço gourmet.
"As pessoas querem evitar o deslocamento dentro dos centros de maior trânsito", disse a gestora de projetos da MRV, Juliana Furiati Lopes Siqueira, sobre as "exigências" da classe média.
Casados há dois anos, Miriam Silva Gonçalves, 24, e Eliezer Gonçalves, 27, estavam na piscina do condomínio Regalle, da MRV, em Ribeirão, na terça passada.Eles trocaram o aluguel pelo apartamento próprio em janeiro. Na compra, foram beneficiados pelo programa de habitação federal -subsídio de R$ 17 mil- e disseram que a existência dos espaços de lazer pesou na escolha.
A MRV fechou 2010 com 277 canteiros de obras em 90 cidades do país. No primeiro trimestre de 2011, 85% das vendas foram elegíveis ao Minha Casa, Minha Vida.
TETO
Um facilitador para que projetos mais sofisticados pudessem ser incluídos no programa de habitação popular foi a elevação do teto de enquadramento, ocorrida em fevereiro deste ano.
O teto para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil.Em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, o valor passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Nos municípios que têm entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, foi de R$ 100 mil a R$ 130 mil.Já naqueles com entre 50 mil e 250 mil moradores, foi de R$ 80 mil para R$ 100 mil.Na Folha
Na fila, PPS aguarda a vez para ser "extirpado da política"
Apesar de estar passando por um processo de depuração em seus diretórios regionais com número elevado de expulsões, o PPS não admite perder políticos com mandato para o PSD. Três deputados federais do partido compareceram ao ato de formalização da legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Brasília, na semana passada.
A direção nacional do PPS já protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questionando dispositivo que flexibiliza a fidelidade partidária para políticos que participem da fundação de nova legenda. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), avisa agora que vai requerer o mandato de qualquer parlamentar que tente migrar para o PSD, mesmo antes do STF se manifestar.
"Se entrar algum pedido de desfiliação do partido antes do julgamento da nossa ação no STF, vamos entrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) requerendo os mandatos", afirmou Roberto Freire.
Ainda de acordo com o presidente do PPS, o flerte de alguns de seus deputados com o PSD não interrompeu o processo de depuração interna do partido. Semana passada, foi a vez do diretório regional do Mato Grosso do Sul expulsar 22 filiados - entre vereadores e um prefeito.
Punição
Processos disciplinares para expulsão de filiados considerados infiéis estão ocorrendo em São Paulo, Minas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul. Os dirigentes do PPS nesses estados explicaram que estão seguindo determinação da direção nacional. Em princípio, as punições se limitam aos que não colaboraram com candidatos partido nas últimas eleições.
Em São Paulo, mais de 60 diretórios municipais foram dissolvidos desde outubro. Pernambuco já expulsou 12 filiados nos últimos três meses, mas esse número pode passar de 40 - segundo o presidente do diretório regional e ex-deputado federal Raul Jungmann. No início do mês, foi a vez do diretório regional no Paraná anunciar a expulsão de 37 filiados ? sendo dois prefeitos, quatro vices e 31 vereadores.
"Não aceitamos traidores. Judas é que vá para outro lugar. A gente não vai ficar contemporizando. O movimento aqui é de manter as diretrizes da fidelidade partidária", disse Jungmann. Entre os que já foram expulsos, há um prefeito e nove vereadores. "Temos mais 35 processos na Comissão de Ética. Desses, pelo menos 30 deverão ser expulsos na nossa próxima reunião".
Não precisou "extirpar o DEM da política"
Quando o Presidente Lula em um comício na cidade de Joinville devolveu á Jorge Bornhausen a famosa frase sobre o PT, “vamos acabar com essa raça”, com o “ vamos extirpar o DEM da política”, não imaginava que os próprios políticos demos extirpariam o partido.
Na notinha da Renata Lo Prete, nota-se que a raça dos demosestá acabando;Raimundo Colombo deve anunciar nesta semana que vai mesmo para o PSD. Junto com o governador catarinense irão Paulo Bornhausen, dez deputados, vários prefeitos e vereadores. Jorge Bornhausen deve ficar sem partido.
Diante da incompatibilidade entre os Bornhausen e o PT, em torno do qual o PSD vai orbitar, um aliado da família faz uma distinção entre Lula e Dilma Rousseff, com quem daria para "conviver".
Já foram
Debandada
5 vices
governadores do DEM, entre eles o de São Paulo, Guilherme Afif, anunciaram que vão se filiar ao PSD. O governador do Amazonas, Omar Aziz, do PMN, também já confirmou que vai acompanhar o prefeito paulista, Gilberto Kassab, na nova legenda
Temos que governar para a classe média, diz vice
Os empresários são a mola motriz do país". Com essa frase o vice-presidente da República, Michel Temer, iniciou sua fala no 10º Fórum Empresarial de Comandatuba, na Bahia, ontem, em evento que reúne os maiores empresários do país, além de governadores, ministros do governo, senadores e deputados. Temer, no entanto, logo saltou para o compromisso social - digamos, a mola motriz do governo da presidente Dilma Rousseff - e tratou de apresentar a "nova classe média" como foco do viés sócio-econômico do Planalto. Não só isso. Lembrou que a meta é tirar mais gente das classes C e D, porque no Brasil, segundo o vice, "51% da população brasileira já estão na classe média".
- Trinta milhões saíram das classes C e D e foram para a classe média, e é interessante como esse debate veio à luz, porque há uma nova classe média no país - disse o vice. - Esses que ascenderam se tornam mais reivindicantes, querem mais espaço. (A presidente) Dilma disse: "Vamos continuar a erradicar a miséria no país". Para o vice, na função de ajudar a cumprir a meta supracitada, o primeiro lance "é pegar essa gente toda e colocar na classe média". - Existe uma nova classe média, 30 milhões são classe média, temos que governar para eles.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Jeitinho
Um estrategista do PT afirma que a tentativa de transformar Dilma em um "anti-Lula", elogiando a presidente e contrapondo seu governo ao do antecessor, facilitará a vida do partido. "Em São Paulo, a gente coloca o Lula no caminhão na periferia. Vem de Guaianases, Itaquera, Jardim Ângela. Chegando perto do centro da cidade, ele desce do caminhão e a Dilma sobe para falar para a classe média do Tatuapé, dos Jardins, de Higienópolis." Da coluna da Mônica Bergamo
PT supera PSDB em briga pela nova classe média
O PT largou na frente do PSDB na disputa pelos votos da chamada nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos.Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores deste segmento social, também conhecido como classe C, são os que mais dizem preferir o PT entre todos os partidos políticos.
O PSDB tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários.A nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas, que se revezam no poder desde 1995.
Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos.Proporcionalmente, os eleitores que formam a base da classe C são os que mais dizem preferir o PT.
A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).
GRATIDÃO
Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a "gratidão" de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula."São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT."
Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).
Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).
Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).
O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E.Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.
Em artigo recente, o ex-presidente FHC disse que o PSDB "falará sozinho" se tentar disputar o "povão" com o PT e deve se concentrar na nova classe média."É um desafio grande", diz Paulino. "O PSDB terá que encontrar um discurso para esses eleitores, que querem garantias de que continuarão a melhorar de vida."
Pouco mais da maioria dos entrevistados (54%) diz não preferir nenhuma legenda. Estes eleitores tendem a escolher os candidatos sem considerar seus partidos.O PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda. No total, registra 26% de preferência, contra 6% do PMDB (sem candidato à Presidência desde 1994) e 5% do PSDB.
No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, isso daria mais vagas a petistas.Na Folha para assinantes...Para os leitores que enviaram emails pedindo a publicação
Dono do jato "AeroAécio" foi aparelhado na presidência de estatal do governo de Minas
Depois que repararam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anda em carro Land Rover da frota de carros de luxo de sua rádio, caiu na boca do povo que ele voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões.
A assessoria de imprensa do senador tucano explicou que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes, padrasto de Aécio por cerca de 25 anos e falecido há 2. E que a aeronave é utilizada eventualmente, sem custos, por familiares.
O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda.
Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.
Até aí é esquisito, mas ainda é problema particular.
A coisa complica quando o então governador Aécio nomeou um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).
Para piorar, a CODEMIG atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho foi empresário de mineração: diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e diretor-presidente da Companhia Mineradora de Minas Gerais.
Tem muita coisa errada por aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa côrte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado.
A assessoria de imprensa do senador tucano explicou que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes, padrasto de Aécio por cerca de 25 anos e falecido há 2. E que a aeronave é utilizada eventualmente, sem custos, por familiares.
O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda.
Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.
Até aí é esquisito, mas ainda é problema particular.
A coisa complica quando o então governador Aécio nomeou um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).
Para piorar, a CODEMIG atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho foi empresário de mineração: diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e diretor-presidente da Companhia Mineradora de Minas Gerais.
Tem muita coisa errada por aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa côrte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado.
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