terça-feira, 20 de março de 2007
Poderoso grupo de mídia"quer a investigação" da CPI do apagão e tem pronta uma teoria"conspiratória"
E a CPI dos pedágios?
Enquanto isso nós, pobres mortais, somos obrigados a pagar reajustes de preços públicos acima da inflação. Por que não se faz uma CPI para investigar esses contratos? E o preço dos pedágios superfaturados? Está mais barato viajar de avião do que pagar os pedágios do governador de São Paulo ,José Serra. Onde está a dignidade, brasileiros? E depois de tudo isso. O PSDB barrou a votação das leis de endurecimento contra os bandidos, porque quer a aprovaçãode da CPI do apagão aéreo. Será que a maioria da população do Brasil tem dinheiro para andar de avião por aí?.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Reajuste por merecimento
Pelo novo sistema, cuja base legal está sendo finalizada para envio à Assembléia Legislativa, será possível que os professores de uma escola com bom desempenho ganhem um reajuste variável maior do que o recebido pelos professores de uma escola que tenha ido mal, e que os policiais de uma delegacia com performance melhor ganhem mais do que os colegas que não tenha ido tão bem. No ano seguinte, se a performance cair, a remuneração também cai.
Tática ineficaz
A oposição ao governo Lula está fazendo a tática ineficaz e infeliz ao adotar a tática de obstrução total ao funcionamento da Câmara dos Deputados, por causa da não-instalação da CPI do Apagão Aéreo, assunto que deixa os governistas assombrados. A oposição quer defender a minoria deles no Congresso,dizem querere fiscalizar o governo quando na verdade quer holofotes para 2008, onde muitos já dizem querer ocupar cargos de prefeito em suas cidades. A tática é burra porque leva para o colo da oposição o desgaste da paralisação do Congresso, com parlamentares ganhando sem trabalhar, e da não-aprovação de projetos e leis importantes para a maioria da sociedade, que muitas vezes nem interessam ao governo. Foi o que aconteceu na semana passada, quando o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), inverteu a pauta e retirou da ordem do dia os projetos de interesse imediato do governo, ao colocar em votação leis que beneficiavam a sociedade, como o substitutivo da deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao Projeto de Lei 4125/04, da CPI da Exploração Sexual, aprovado por 291 votos a um. Na maioria das comissões, muitos projetos da própria oposição deixaram de ser examinados.
Na verdade, a instalação da CPI do Apagão Aéreo não depende mais da obstrução. A medida inédita adotada pela Mesa da Câmara agora é um assunto a ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de pedido de liminar impetrado pela própria oposição. Portanto, se agora cabe ao STF decidir sobre a instalação, a obstrução indiscriminada dos trabalhos na Câmara perdeu o sentido original. O argumento simplório de que cabe ao governo colocar sua bancada em plenário para votar, nesse caso, chega a ser ingênuo.
Pior mesmo
Uma coisa é fazer oposição ao governo Lula, outra é apostar no “quanto pior, melhor” e prejudicar o país. É mais inteligente fazer uma oposição criativa, com caráter propositivo, que obrigue o governo a negociar com os seus adversários e a fazer concessões políticas, como por exemplo na votação dos projetos do Programa de Aceleração da Economia (PAC) que dizem respeito aos interesses de estados e municípios e da sociedade civil. Mesmo na guerra, acordos entre inimigos acabam sendo inevitáveis. Na democracia, é normal a negociação entre governo e oposição para a aprovação de leis. Quando isso não é possível, a decisão é no voto. A obstrução sempre foi um meio de forçar a negociação, não um fim em si.
Eu tô rindo a toa
Bom dia PT de Lavras. Obrigada pelo carinho, um beijo para todos
Bom dia PT de Brasilia. Iran e Tadeu...Uhhhh! tô feliz...Obrigada..beijos!
Bom dia PT de Piracicaba...Beijos para você Edson e Marcelo...
Dirceu faz festança em Pinheiros
o casal fez, no Carnaval, à Patagônia argentina
Feliz ao lado da namorada nova, Evanise Santos, e ainda curtindo uma viagem recente à Patagônia, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu vai comemorar hoje, em grande estilo, os seus 61 anos. Ele fará à noite uma “festona”, conforme o e-mail que recebi, no Bar Avenida, em Pinheiros, Zona Sul de São Paulo. A lista de Dirceu relaciona 1.000 convidados. Mas chegaram a ser impressos um total de três mil convites. O bar, no entanto, tem capacidade para apenas 500 ou 600 pessoas, alerta Telmo Carvalho, um dos sócios e amigo do ex-ministro desde os tempos de movimento estudantil. A festa terá bolo e show do grupo da casa, o Koisa Nossa, especialista em ritmos dançantes. O cardápio será o normal do bar e cada convidado pagará o que consumir.São esperados amigos de Dirceu como o escritor Fernando Morais, o cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, a dramaturga Consuelo de Castro e os atores Antonio Grassi e Celso Frateschi (ex e atual presidente da Funarte, respectivamente), além de todo o primeiro escalão do PT: Ricardo Berzoini, Tarso Genro, José Genoino e Márcio Thomaz Bastos, entre outros. Só jornalistas foram convidados 90.
O ex-secretário de imprensa de Lula Ricardo Kotscho faz aniversário no mesmo dia (a data exata foi 16, na sexta-feira) e deve comemorar ao lado do ex-ministro. “Só o Lula não vem porque com o esquema de segurança que ele necessita acaba com qualquer festa”, brinca um assessor do ex-ministro. Todo ano Dirceu faz uma grande comemoração de aniversário. No ano passado, ele reuniu os amigos na choperia Estância, no Itaim, bairro nobre de São Paulo. Uma das mais concorridas foi a sua festa de 50 anos, no mesmo Bar Avenida. Além da comemoração de hoje, amigos de Dirceu tentam organizar outra comemoração em Brasília, no Bar Feitiço Mineiro.
domingo, 18 de março de 2007
Catorze anos depois, o caçador de marajás diz: “Impeachment foi uma grande farsa”
Vítima do confisco quer que Collor devolva dinheiro às contas bancárias dele e da família para depois pedir desculpa pelo que fez. Maioria dos senadores ungiu CollorO senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), ex-presidente cassado, (Leia mais) discursou na tribuna do Senado pela primeira vez. Durante seu pronunciamento, narrou os acontecimentos que precederam ao impeachment. Chorou, agradeceu ao povo de Alagoas. Demonstrou estar mais humilde, e se considerando um senador igual a todos. Mas, contrariamente ao anunciado há aproximadamente dois meses, nada bombástico. Leia mais na Folha On Line. Em uma recaída, no início do seu discurso, comparou-se a Dom Pedro I, Dom Pedro II, além dos presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros e João Goulart. Impeachment foi farsa e arbítrio, para Collor. Leia aqui no Globo On Line. Collor citou apenas a revista Veja.

Com esforço hercúleo tenta até hoje se separar dos vínculos com Paulo Cesar Faria. O que na prática se sabe é que os laços eram íntimos e suspeitos, no mínimo. Collor não conseguiu emocionar foram as vítimas do plano econômico que levou seu nome. O que difere o governo Collor dos outros subseqëntes é que a relação inóspita com o Congresso provocou a insustentabilidade política de Collor. Ou seja, não utilizou qualquer tipo de "mensalão". Leia aqui na matéria do Estado On Line como repercutiu o discurso "collorido" para aqueles que tiveram surrupiadas as economias no confisco financeiro, esse sim arbitrário, ocorrido no ínicio do governo Collor. Há quem acredite que Collor ainda será candidato à presidência em 2010 ou 2014.
O poderoso chefão
Ele teria se uniu ao genro, Marcus Vinícius, ao ex-diretor dos Correios, Antônio Osório, seu ex-assessor Fernando Godoy e ao ex-chefe de compras da estatal Maurício Marinho para desviar os recursos ao PTB. Sexta-feira , a advogada de Jefferson esteve na sede da PF em busca de detalhes da investigação. Adquiriu cópia do inquérito e confirmou a presença de seu cliente no depoimento, que está previsto para a tarde de terça-feira. Apesar da garantia da advogada do petebista, a PF trabalha com a possibilidade de Jefferson não comparecer. Por outro lado, Roberto Jefferson diz que vai comparecer sim, segundo o ex-deputado, ainda tem muita coisa para contar.
sábado, 17 de março de 2007
Demagogia e blá, blá,blá
Maioridade penal
Alguns parlamentares ou estão completamente por fora ou querem apenas os holofotes que o tema maioridade penal pode render. Acho um disparate o que estão fazendo sobre uma questão pontual. Na Constituição Federal a questão da maioridade penal é regida por cláusula pétrea, ou seja, é intocável. Mesmo com o maior dos estardalhaços, de nada adianta querer tocar em algo intocável. O que está se propondo é uma usurpação da comoção nacional que poderá durar vários anos. O Supremo Tribunal Federal (STF) é o guardião da Constituição Federal, mas só age se for provocado. Portanto, mesmo se inconstitucionalmente houver qualquer mudança, basta um único questionamento ao STF para que tudo volta à estaca zero. Por definição, o Direito Penal tem que se pautar por um compromisso ético e moral entre Estado e cidadão, não podendo se pontuar por simbolismo e caráter promocional; do contrário, imagina o carnaval que seria a todo instante membro do Legislativo fazendo campanha com temas similares. Reduzir a maioridade penal não vai impedir que os crimes aconteçam. Ninguém se interessa pela causa social que gera a violência.
PFL muda novamente e passa a se chamar Democratas
A frase que foi dita...
Ai..veio o @lh@nelesBrasil, editor do Blog Front, comentando a mudança de nome do PFL para DEM : A sigla será DEM?. Tá faltando um "O" no final.
sexta-feira, 16 de março de 2007
Caça aos tucanos
O nosso amigo, leitor do blog, Stanley Burburinho, nos contou a novidade do final de semana. A Revista Carta Capital vai falar da Lista de Furnas, amplamente divulgado por este blog no ano de 2006.Que bom que a lista do tucanoduto não caiu no esquecimento. Tá lá no site do Paulo Henrique Amorim . E para quem quer ver quais os tucanos que receberam do caixa dois de Furnas o link está na coluna do blog e aqui para facilitarLegislando em causa própria
A alta da verba de gabinete seria apenas o primeiro passo para o real objetivo dos deputados: o aumento dos próprios salários dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16,4 mil mensais. “Na reunião da mesa na quarta-feira, o Ciro (Nogueira) só propôs o aumento da verba de gabinete. Acho que foi o próprio (Arlindo) Chinaglia que argumentou que nós devíamos fazer a discussão toda de uma vez”, contou ontem o terceiro-secretário da Câmara, Waldemir Moka (PMDB-MS).
O que ele chama de “discussão toda de uma vez” é o aumento tanto na verba de gabinete quanto nos subsídios parlamentares na mesma levada. Seria uma forma de pagar à vista a conta junto à opinião pública. Para não correr risco de fazê-lo a prestações, provavelmente na terça-feira da semana que vem. “Se nós vamos decidir alguma coisa, eu não sei. Mas que o assunto vai ser discutido, isso vai”, confirmou o sul-mato-grossense Waldemir Moka .
Se levar a cabo os planos, a Mesa Diretora aumentará o gasto de cada deputado com salários dos respectivos gabinetes em R$ 14,5 mil mensais. Como se tratam de 513 parlamentares que pagam 13 salários por ano aos assessores, o custo se multiplica para R$ 96,7 milhões anuais.
Em relação aos próprios subsídios, ocorre algo parecido. O acréscimo nas despesas é de R$ 3,6 mil por deputado. Como cada um deles recebe no mínimo 14 vezes por ano, a conta sobe para R$ 25,8 milhões. Somadas as duas rubricas, o gasto adicional chega a exatos R$ 122.555.700,00. Isso sem contar as horas-extras pagas aos servidores, concursados ou não, toda vez que a sessão termina depois das 19h.
Propostas
R$ 65,1 mil
mensais é o valor para o qual pode ir a verba de gabinete
R$ 16,4 mil
mensais é o valor para o qual pode ir o salário dos deputados
R$ 122,5 milhões
será o gasto extra com as duas medidas, caso sejam efetivadas, numa hipótese conservadora
Semana sem votação
Automaticamente, essas MPs têm prioridade na apreciação. Mas é certo que PFL, PSDB e PPS manterão a estratégia, de impedir as votações para pressionar pela instalação da CPI. Durante toda esta semana, a Casa votou apenas o texto básico de um projeto de lei, sem, no entanto, concluir a votação da proposta, que trata do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Senhores deputados mais respeito por este povo
Para votar um aumento de 92% em seus salários, basta a votação na mesa e no máximo das lideranças partidárias.Para acabar com seus 14º e 15º salários, é preciso votação em plenário, certamente secreta e infrutífera. Esses deputados legislam em causa própria, usurpam o erário público e jogam a votação que recebem dos eleitores na lata do lixo. E muitos ainda continuam votando nessa gentalha, que, está apenas interessada em enriquecer ilicitamente e acaba passando o exemplo distorcido e imoral para os políticos mais novos que, perdem totalmente a noção inicial de idealismo porque, percebem a facilidade para também se manter neste esquema abusivo e o que acontece é que não existe uma renovação decente no quadro de políticos eleitos.
Excelentíssimos senhores Deputados e Senadores, se disser que fiquei surpresa estarei mentindo. Não esperava algo diferente de Vossas Excelências que há anos não fazem outra coisa que não trabalhar arduamente em prol dos vossos interesses, em detrimento da nação brasileira. Por outro lado, causou-me espécie não o ato, que como já mencionado, é típico de Vossas Excelências, acostumados que estão a olhar com tanto afinco apenas para os vossos umbigos, mas a desfaçatez, a total desconsideração, a verdadeira escarrada na face do eleitor/contribuinte proporcionada pelos nobres parlamentares .
Talvez Vossas Excelências tenham tomado tal providência acreditando, diante dos resultados do último pleito, de que o povo brasileiro estão ao seu lado, que pode ser conduzido mansamente para qualquer lado sem de nada reclamar. Se é este o parecer de Vossas Excelências, sugiro que ocupem o tempo ocioso de um dos dois períodos de férias de que gozam durante o ano para se dedicarem um pouquinho ao estudo da história de nosso país, a fim de que possam concluir como estão enganados. vote os projetos que estão na câmara, faça algo util para o povo. Tomem vergonha na cara. A resposta da Nação aos seus atos está a cada dia mais próxima, eis que o povo não aguenta mais tanto desprezo aos seus anseios. Peço licença, para finalizar a mensagem, tendo em vista que - diferentemente de Vossas Excelências - tenho que voltar ao trabalho para garantir que eu tenha recursos financeiros para declarar meu imposto de renda e pagar os seus salários.
quinta-feira, 15 de março de 2007
E...vai começar a palhaçada
Enquanto isso em São Paulo, Serra garante maioria na Assembléia.
O homem vai nadar na dinheirama do cofre público. Etâ vida mais ou menos sôh!. Além do PSDB e o aliado PFL, governador deve ganhar o apoio de PDT, PPS, PTB e PP. A bancada governista na Assembléia Legislativa paulista começa à todo vapor. Pragmático, o governador José Serra (PSDB) tratou de garantir uma maioria confortável no legislativo paulista destacando o deputado Vaz de Lima (PSDB), que será eleito hoje presidente da Casa, para negociar os cargos da mesa diretora, inclusive com o PT. Tomaram posse hoje os 94 deputados eleitos em outubro, entre eles 49 reeleitos. Dos 45 novos deputados, 11 são do PSDB e oito do PFL. "O rolo compressor do governo Serra será muito maior do que foi com o Alckmin (Geraldo), ele tem uma margem muito maior para que nunca seja instalada nenhuma CPI. E mole ou quer mais?
Oposição se mobiliza contra veto à emenda 3
Partidos de oposição no Congresso reagiram ontem à possibilidade de o Presidente Lula vetar a chamada "Emenda 3" do projeto que cria a Super-Receita. Pela regra aprovada por parlamentares da oposição, os auditores do Fisco não têm poder para desconstituir contratos de prestação de serviço firmados por pessoas jurídicas quando entenderem que os documentos visam a encobrir uma relação trabalhista.Segundo a emenda, só a Justiça do Trabalho tem tal competência.
Ontem, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que a bancada não votará projetos enquanto o Presidente Lula não decidir se sanciona ou veta a regra, o que tem de ser feito até amanhã. Oras, mas a corja oposicionista já não estão votando mais nada enquanto não sair a CPI eleitoreira deles (PSDB,PFL e PPS).... Já o líder do PFL na Casa, José Agripino Maia (RN), declarou que mobilizará os parlamentares para derrubarem eventual veto de Lula. O pefelista lembrou que a emenda foi proposta e aprovada por deputados e senadores. A soberania do Congresso, acrescentou, tem de ser respeitada. No início da semana, um grupo de 20 entidades (entre elas a Associação Comercial de São Paulo e do Rio e a Confederação Nacional de Serviços) assinaram manifesto contra o possível veto.
Este é o Brasil dos tucanos, pefelentos e ppsistas. Fizeram uma lei para burlar a lei e agora pedem ao governo que não vete a burla que aprovaram, obrigando, com base na lei, que os fiscais façam vistas grossas às irregularidades. É típico: as leis vão se sobrepondo em camadas, mas permanecem valendo, a ponto de ninguém ter certeza de como interpretá-las. Perfeito para jeitinhos e jeitões, acertinhos e acertões. Na volta do parafuso, é tal a confusão que nada funciona de acordo com as regras definidas.
Configura a relação de emprego a existência de subordinação e assiduidade no trabalho. É o que ocorre com a maioria dos PJs, que são prestadores de serviço de fato e empregados de direito – direito a que podem recorrer sempre que estiverem dispostos a enfrentar a burocracia e a morosidade da Justiça. E que formam um contingente que cresce por conta dos custos de contratação, em geral abocanhados pelo governo, para empregados e empregadores.
A “solução” dos parlamentares chama a atenção: impedir a fiscalização e deixar apenas para a Justiça o cumprimento da lei. Mas há uma lógica nessa aparente loucura. Em lugar de botar ordem na casa, simplificando e eliminando normas contraditórias, eles jogaram a toalha e se contentam agora em driblar uma legislação difícil de reformar, com o modesto objetivo de tentar impedir que a corrupção se generalize ainda mais.
Lula tem até sexta-feira para confirmar o drible na lei ou derrubá-lo em nome dos bons costumes.
O retorno do mensalão ?

O episódio vem chamando a atenção pela forma. Assessores de deputados circulando com altas somas de dinheiro vivo em tudo lembram o escândalo do mensalão, entre 2005 e 2006. Naquele caso, a investigação correu na Polícia Federal e no Congresso. Uma das peças-chave da trama era o presidente nacional do PL, deputado Valdemar da Costa Neto (SP). “Boy”, como é apelidado, renunciou ao mandato antes da abertura de processo disciplinar na Câmara e conseguiu se reeleger em outubro passado.
Novo mensalão?
No Congresso, a prisão de Emílio de Paula Castilho vem sendo tratada como o indício mais consistente do que seria uma nova versão do mensalão. Até então, havia um rumor a respeito, disseminado a partir do crescimento da bancada do Partido da República (PR), que vem a ser justamente o sucessor do antigo PL. A sigla elegeu 25 deputados em outubro passado. Desde então, ganhou 14 adeptos, a maioria oriunda do PFL, e formou uma bancada respeitável de 39 integrantes. A meta, segundo os líderes, é chegar aos 50 deputados dentro de dois meses.
Sobre o crescimento vertiginoso do PR, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), presidente nacional do PTB, fez uma aparição relâmpago ontem na Câmara e acusou diretamente o partido de patrocinar uma nova versão do mensalão. “Tá todo mundo na picada do mensalão. O Marcos Valério eu não sei, mas o Boy é o mesmo”, divertia-se, enquanto caminhava na entrada do plenário anteontem. O Boy a que se referia é Valdemar da Costa Neto, que, embora não presida o partido, ainda dá as cartas dentro dele.
Emílio de Paula Castilho deveria ter se apresentado na Polícia Civil na última terça-feira, mas não apareceu. O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), vem repetindo que o crescimento de sua bancada é movido ao fato de tratar-se de um partido novo, com cargos a serem distribuídos em sua estrutura pelos estados.




