Pages

sábado, 24 de março de 2007

'Os números importam. O resto é fofoca'

O Jornal O Estado, inconformado com a novametodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir o Produto Interno Bruto (PIB) procurou o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, e fez a seguinte pergunta: “ O senhor não estranha que os PIBs da era FHC tenham sido revisados, em sua maioria, para baixo e os de Lula, para cima?”.

A jornalista, aguardava a resposta, certa que o do tucano, iria detonar o governo Lula. Teve que esconder o sorriso amarelo diante da resposta do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, que respondeu: “É um aprimoramento da medida do PIB”, o fato de as revisões terem mostrado um crescimento maior no primeiro mandato de Lula e menor nos anos FHC “é bobagem”. “O mais importante é olhar os números, a economia. O resto deixo para fofoca de políticos.” Disse mais ainda,para desespero da jornalista do Estadão ; “O IBGE é um instituto sério que, com pouco dinheiro, faz um trabalho correto. A mudança mostra uma cara da economia brasileira melhor do que a anterior. As alterações foram técnicas e discutidas com economistas de mercado” . vimos que o PIB é maior do que antes, o que trouxe repercussões imediatas. As condições de solvência do País melhoraram muito. O mercado até já reagiu a isso. O risco Brasil caiu bastante. Estamos nos aproximando rapidamente do México e nos afastando da Turquia, o que é correto. Isso não é fofoca .... Estou há 40 anos no mercado e é a primeira vez que vejo título em real pagando juro de 9,83% ao ano. Finalmente, chegamos ao juro de um dígito, o que deve ser comemorado.Agora também temos uma estrutura a termo das taxas de juros. A queda da relação dívida/PIB faz com que o superávit primário possa ser menor, de 2% a 2,5% do PIB, o que também é muito positivo.Concluiu Luiz Carlos Mendonça.

Sonho da casa própria

O número de brasileiros que realizou o sonho da casa própria no começo de 2007 já é 53% maior do que no primeiro bimestre de 2006. Juros baixos, crédito simplificado e mais garantias para quem empresta o dinheiro estão aquecendo o mercado imobiliário. Com mais garantia, aumentou o interesse dos bancos pelo negócio. Em 2006 quase 114 mil imóveis foram financiados com recursos da caderneta de poupança, 86% a mais do que em 2005. Só nos dois primeiros meses de 2007, o crescimento já é de 53%.

“A expectativa é que em 2007 a gente recordes sobre número de unidades financiadas e valores de financiamento superiores aos dos últimos 20 anos”, diz Décio Tenerello, presidente da Associação de Crédito. Segundo os empresários do setor, a melhora da economia do país também ajudou. “Tanto a redução da taxa de juros quando o aumento da massa salarial facilitou o enquadramento de um número maior de pessoas dentro das exigências que os bancos tinham para fazer financiamentos imobiliários”, completa Tenerello.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Vereador é preso por seqüestro relâmpago em MG

O vereador Laércio Assing (PFL), em Paraopeba, na região central de Minas, é suspeito de participar do seqüestro relâmpago e roubo a um empresário e está preso há cerca de duas semanas na Penitenciária de Viçosa.

Conforme informações da Polícia Civil de Viçosa, o vereador participava de um evento de motocross no município, em dezembro do ano passado, e teria sido o mandante do seqüestro da vítima e roubo de uma moto Honda CRF-250.

Na época, Assing era presidente da Câmara Municipal de Minas Gerais. As investigações começaram no ano passado e o vereador foi preso após a Justiça expedir um mandado.

Jornalista assumirá novo ministério, que deverá criar TV do Executivo


O jornalista Franklin Martins foi convidado pelo Presidente Lula e aceitou o convite para assumir o novo Ministério da Comunicação Social, que será responsável pela divulgação do governo. A conversa entre os dois foi na noite de ontem, no Palácio do Planalto, e a sua posse deverá ocorrer até quarta-feira.

Franklin Martins será encarregado de toda área de comunicação social do governo, dentro de um novo formato - que vai incluir a rede pública de televisão a ser criada pelo Executivo. Deverão ser incorporadas pela pasta a Secretaria de Imprensa do Planalto e a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), que cuida da publicidade oficial e hoje é subordinada à Secretaria-Geral da Presidência.

“Tive a conversa com o Presidente e aceitei o convite”, confirmou Martins . O jornalista foi diretor da Rede Globo e atualmente é comentarista político da TV Bandeirantes e do portal IG. Durante a ditadura militar, teve papel importante nos movimentos que combatiam o regime. Franklin Martins avaliou que o relacionamento com a imprensa, muito difícil nos primeiros anos do governo Lula, já evoluiu. “Melhorou muito, tanto da parte da imprensa, quanto do governo. E vai melhorar ainda mais, sendo feito cada vez de forma mais profissional”, afirmou.

Franklin Martins assumirá as funções hoje desempenhadas pelo porta-voz André Singer, que deixará o governo para retomar atividades jornalísticas e acadêmicas. Ele ocupará gabinete no segundo andar do Planalto.

Risco Brasil cai a 175 pontos

O risco Brasil atingiu ontem seu menor patamar, 175 pontos, com queda de 3,31% ante aos 181 pontos de quarta-feira, e 176 pontos de 22 de fevereiro. O EMBI+Brasil, calculado pelo JP Morgan Chase, é considerado o termômetro da confiança dos investidores na economia.


Vendas industriais aumentam 6%

A indústria brasileira começou o ano com o pé no acelerador. De acordo com dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as vendas do setor registraram em janeiro alta de 6%, na comparação com igual período do ano passado. Sobre dezembro, o incremento foi de 3%, já descontadas as influências sazonais. O “efeito carregamento”, obtido a partir da comparação entre o desempenho de janeiro e a taxa média de 2006, ficou em 3,7%. Em janeiro do ano passado, este indicador estava negativo.

Oposição não desiste

A oposição ainda não desistiu de fazer decolar a CPI do Apagão Aéreo. E as esperanças de integrantes do PPS, PSDB e PFL vão além da decisão do Supremo Tribunal Federal, prevista para a próxima semana. O “plano C” da oposição é tentar emplacar uma comissão parlamentar mista de inquérito, em parceria com os senadores. O requerimento, inclusive, está pronto. Se a estratégia falhar, a última esperança está no Senado, que abraçaria sozinho a bandeira para investigar.

Para não ver os próprios planos naufragarem, a oposição está em busca de apoio popular. Ontem, parlamentares do PSDB, PV, PPS e PSB foram ao aeroporto de Brasília recolher assinaturas de quem embarcava e desembarcava. Com o abaixo-assinado, dizem ter como provar que o povo também quer a CPI do Apagão Aéreo. “É uma forma de pressão democrática”, argumenta Raul Jungmann (PPS-PE).

Além de Jungmann, Luiza Erundina (PSB-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ), Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Otávio Leite (PSDB-RJ) participaram do ato e prometeram embarcar para seus respectivos estados e continuar aumentando a lista de apoiadores da CPI. A idéia é recolher assinaturas nos principais aeroportos do Brasil. Os integrantes da oposição dizem que não querem limitar as investigações aos atrasos rotineiros nos aeroportos. Querem abrir a caixa-preta da Infraero e prolongar no máximo a CPI.

R$ 16 mil para os deputados

Bastou o assunto aumento de salário ganhar as manchetes para os deputados sumirem do salão verde. Vários deles entraram correndo no plenário, marcaram a presença e voltaram para a chapelaria para seguir de carro até o gabinete no anexo. Assim, não precisariam passar pelas câmeras de TV prontas para colocar o rosto deles coladinho no aumento. Novato na Casa, quem terminou dando algumas explicações foi o deputado Sylvio Costa (PMN-PE).

Numa articulação discreta, mas combinada com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou por unanimidade, na manhã de ontem, projetos de decreto legislativo reajustando em 68,5% o salários dos deputados. Com o reajuste, que ainda precisa ser aprovado no plenário das duas Casas Legislativas, os vencimentos dos deputados, hoje em R$ 12.847,20, passam para R$ 21,650,00. É que além de aumentar os salários para R$ 16.250,42, a Comissão permitiu que R$ 5,4 mil, o equivalente a um terço de um dos subsídios dos parlamentares, a chamada verba indenizatória, possa ser utilizado sem a necessidade de apresentação de notas fiscais. Ou seja, na prática, o deputado incorpora a sua renda mensal mais esse valor.

Na mesma sessão, a Comissão de Finanças aprovou ainda um reajuste 26,49% no salário dos senadores, do Presidente da República, do vice-presidente e ministros. Se aprovada nos plenários da Câmara e Senado, a remuneração do presidente da República salta de R$ 8.885,48 para R$ 11.239,24,( E esse merece porque trabalha) e a do vice-presidente e dos ministros, atualmente em R$ 8.362,80, chega a R$ 10.578,11. Autor dos projetos, o presidente da Comissão, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), disse que o objetivo era corrigir os salários com base no IPCA acumulado entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2007. Embora o deputado tenha assegurado que se tratou de uma "decisão pessoal", a iniciativa de colocar os projetos em votação foi combinada com o Arlindo. Segundo um integrante da Mesa da Casa, "Chinaglia não quis assumir o desgaste da medida", embora a cúpula da Câmara já discutisse o assunto há mais de duas semanas. De acordo com a fonte, o petista só não teve responsabilidade pelo projeto que permite que um terço da verba indenizatória possa ser embolsada sem comprovação. Daí a sua irritação, ontem, ao ser questionado sobre o assunto. "Esse negócio de não apresentar nota fiscal (sobre R$ 5,4 mil) sou contra", disse.Indagado se tinha conhecimento da votação dos projetos na Comissão de Finanças, Chinaglia foi contraditório. Primeiro disse ter sido "surpreendido". Em seguida, admitiu que foi informado por Virgílio, na noite de quarta-feira. "Fui informado mas não sabia do inteiro teor dos projetos, nem quando eles seriam votados", garantiu.

Miguel Jorge no ministério

Miguel Jorge é o novo ministro do Desenvolvimento. Experiência como jornalista, dirigindo a redação de O Estado de S.Paulo, marcou o crescimento na projeção nacional. Exerceu atividades econômicas em grandes empresas e é vice-presidente para assuntos corporativos do Banco Santander. O trabalho é reconhecido pelas atividades produtivas na divulgação entusiasta do progresso do Brasil no campo industrial. Leva para o governo invejável cabedal de conhecimentos da economia brasileira. Era o que Lula pretendia. Um nome de peso e com trânsito nas classes produtoras. Lula é grato ao ministro Furlan pelo esforço exercido quando ocupava a pasta. Percorreu países, criou vitrines para os nossos produtos e os projetou em grande estilo. Miguel Jorge tem bagagem cultural e se destaca como observador da economia mundial. A cota do ministério não pertence a partidos políticos. Lula procurou quem o acompanhasse no trabalho de fazer o mundo conhecer melhor o Brasil. Miguel Jorge tem competência e raciocínio político para mostrar o comércio, a indústria e a agricultura dentro e fora dos limites geográficos. Ascende a um posto merecido, por conhecer o país e suas possibilidades no campo produtivo mundial.

quinta-feira, 22 de março de 2007

A pegadinha que deu certo: ONG sociedade amigos de plutão - Veja a verdade!

Gente! essa é demais. É para o leitor rir mesmo. Recebi de um leitor, que diz ter feito a tal pegadinha com o senador, e olha só no que deu:

O Senado criou quinta-feira passada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar atividades de organizações não governamentais (ONGs). O requerimento havia sido apresentado pelo piauiense Heráclito Fortes (PFL), aquele que obra o milagre de falar com um ovo na boca. Resta agora às lideranças partidárias indicar os componentes da CPI.

Tem uma coisa curiosa: a CPI começou a ser gestada numa fraude que o próprio Heráclito engoliu, voluntariamente ou não, inventada por um jornalista de maus bofes, Carlos Chagas. Uma pegadinha fuleira. Veja no vídeo abaixo a palhaçada protagonizada pelo senador piauiense, mas ancorada em péssimas intenções que vocês sabem quem. Na época, ano passado, os opositores de Lula puseram trecho do pronunciamento de Heráclito Fortes no Youtube e espalharam e-mails falando da “ONG”. Tudo mentira. Ainda assim, passou.





Vocês perceberam a gozação que foi feita com o nobre senador? O Presidente Lula deu 7 milhões para uma ONG na LUA!!! Há Há Há!!!..Os Amigos de Plutão!. Só o senador acreditou no e-mail e na brincadeira que fizeram com ele. Tai o motivo da CPI das ONGs.....Agora, lembre que CPIs custam dinheiro ao contribuinte. O seu, o meu, o nosso suado dinheirinho

Contra ataque

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI), estava feliz da vida, por ter conseguido assinaturas para a CPI da ONGs. Mudou de humor rápidinho ao saber que a bancada governista, conseguiu recuar o período das investigações da CPI que agora vai apurar repasses a organizações não-governamentais (ONGs) aos quatro últimos anos da gestão Fernando Henrique. A CPI foi criada semana passada com apoio de 74 senadores. Além da alteração do período de investigação, que será de 1999 a 2006, também foi ampliado o prazo dos trabalhos para 120 dias e não mais os 60 dias previstos no requerimento do senador Heráclito Fortes (PFL-PI).

Outro motivo de tristeza para a Heráclito Fortes, foi a notícia que,a oposição vai ser minoria na CPI das ONGs, com 4 dos 11 assentos. A base aliada poderá utilizar a maioria para evitar a quebra de sigilos bancários e a convocação de pessoas para depoimentos.Tudo para que os espetáculosos da oposição não use a CPI como palaque eleitoral, visando as próximas eleições. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) já preparou estratégia a CPI das ONGs, vai pedir a convocação do ex-governador Geraldo Alckmin para falar sobre denúncias nos convênios de ONGs que cuidavam de presídios em SP. Já na câmara a ordem é contra-atacar com uma CPI do Metrô.

Lula quer mudanças

O chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, disse ontem que o Presidente Lula determinou que se aguarde a conclusão das investigações das denúncias contra a Infraero antes de se tomar qualquer providência. “O Presidente é muito cauteloso em qualquer tipo de acusação que se faça. Ele quer esperar que as apurações se dêem adequadamente para, depois, tomar uma atitude”, informou Gilberto de Carvalho.

Para ele, a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre supostas irregularidades em obras de ampliação dos aeroportos ainda não são conclusivas e que por isso é preciso aguardar o desfecho. “Um relatório não é um parecer final, não é um julgamento”, afirmou Gil de Carvalho. Segundo Gil de Carvalho, Lula “jamais vai fazer um pré-julgamento nem se basear no parecer de um órgão, mesmo com todo o respeito que se deve ao TCU.”

quarta-feira, 21 de março de 2007

Novo PIB" mostra Brasil crescendo mais com Lula que nos tempos de FHC

Lembra do debate da campanha presidencial sobre quem fez o Brasil crescer mais, Lula ou Fernando Henrique Cardoso? Prepare-se: ele vai voltar, e com toda força. Os novos números do PIB, recalculados pelo IBGE, mostram Lula em vantagem ..Leia mais aqui

Para líder tucano, Arthur Virgilio, novo PIB teve cálculo sério..

Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) a nova metodologia de cálculo do PIB é "questionável, mas séria". Para o líder oposicionista, o recálculo não pode ser considerado um "estratagema" para aumentar os níveis de crescimento do país durante o governo do Presidente Lula: Leia mais aqui

Brasil passou a ser a 10ª maior economia do mundo após revisão do PIB

A economia brasileira cresceu acima do que se pensava entre 2002 e 2005, e passou a ser a 10ª maior do mundo, segundo a nova fórmula para calcular o Produto Interno Bruto (PIB) divulgada hoje (21), economistas consideraram como mais adequada à realidade. Com a modificação do sistema de cálculo, o crescimento da economia do país, que em 2005 foi de 2,9% e não de 2,3% como tinha sido divulgado inicialmente. O crescimento econômico do Brasil em 2004 foi de 5,7% (contra 4,9% calculado inicialmente), o de 2003 1,1% (contra 0,5% divulgado) e o de 2002 2,7% (acima de 1,9% previsto). O PIB brasileiro de 2005 em valores foi de R$ 2,148 trilhões (cerca de US$ 882,130 bilhões ao câmbio da época), com o que o país subiu do 11º ao 10º lugar na classificação das maiores economias do mundo, segundo os cálculos divulgados hoje pela empresa de consultoria Austin Rating.

"A boa notícia é que o PIB estava crescendo acima do que vinha sendo registrado e agora temos um cálculo mais preciso", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comemorar a mudança metodológica adotado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ministro considera que, com os novos critérios, o crescimento da economia em 2006 pode ficar entre 3,3% e 3,6%, muito acima dos 2,9% divulgados no mês passado com base nos antigos critérios. Mantega também disse que, com a nova metodologia, o Governo poderá cumprir com mais facilidade a meta imposta de promover um crescimento econômico de até 4,5% este ano ou inclusive elevar essa meta. Em diversas ocasiões o Presidente Lula tinha manifestado seu interesse em promover um maior crescimento que o registrado pelos indicadores oficiais.Segundo o Governo, o novo sistema de cálculo do PIB leva em conta 56 atividades econômicas e 110 produtos, enquanto que o anterior trazia dados de 43 atividades e 80 produtos. A nova fórmula, além disso, reduziu o peso da indústria e das atividades públicas no PIB, e aumentou de 56,3% para 66,7% a carga do setor de serviços no índice.

Fonte: Agência EFE

Investimento direto cresce no Brasil e vai a US$ 33,4 bi

O fluxo de investimentos estrangeiros diretos para o Brasil voltou a se destacar nos últimos meses. O ingresso bruto - o líquido exclui as repatriações de capital feitas pelas empresas multinacionais - atingiu US$ 33,4 bilhões nos 12 meses terminados em janeiro. Esse valor é muito próximo da média de US$ 34,6 bilhões registrada entre 1998 e 2001, quando a privatização dos setores de telefonia e energia e de alguns bancos estaduais provocou uma entrada recorde de recursos externos.

Em 2006, os segmentos que registraram maior ingresso de investimentos estrangeiros para participação no capital (que não incluem empréstimos intercompanhias) foram os de intermediação financeira (onde estão os bancos), com US$ 2,9 bilhões, o de eletricidade, gás e água quente, com US$ 2,3 bilhões, o de metalurgia básica (que inclui siderurgia), com US$ 1,7 bilhão, e o de celulose e papel, com US$ 1,6 bilhão.

Outro número interessante: do total de investimentos em participação no capital, o volume para a industria cresceu de 30,2% em 2005 para 38,5% em 2006. O setor industrial ganhou espaço do de serviços, em que houve queda de 59,7% para 54,5%, e do de agricultura, pecuária e extrativa mineral, com recuo de 10,1% para 7%.

O setor de metalurgia básica abocanhou, em 2006, 7,7% dos investimentos em participação no capital, bem mais que o 1,4% do ano anterior. Entre os serviços, o setor de eletricidade - importante no segmento de infra-estrutura - viu sua participação no bolo saltar de 7,3% para 10,5%.

O fluxo líquido de investimentos estrangeiros diretos (que desconta a saída) também mostra recuperação, batendo em US$ 19,7 bilhões nos 12 meses até janeiro. Nos 12 meses até janeiro, elas atingem US$ 13,7 bilhões. Em 2000, quando houve o fluxo líquido recorde de US$ 32,8 bilhões, as repatriações foram bem menores: US$ 7,5 bilhões. Os setores com as maiores repatriações foram os de eletricidade (US$ 1,6 bilhão) e o de intermediação financeira (US$ 1,1 bilhão) - os mesmos que tiveram os maiores ingressos. Se há quem esteja disposto a repatriar parte do investimento nesses segmentos, há também quem esteja interessado em aumentar a presença no país.

O recorde de ingresso bruto de investimentos diretos em 12 meses ocorreu em julho de 1999, atingindo US$ 40,6 bilhões, bastante influenciado pelas privatizações. Entre 1998 e 2001, no auge da venda de estatais, a média do fluxo em 12 meses foi de US$ 34,6 bilhões, próximo do atual volume. "Se levarmos em conta que não há empresas sendo privatizadas neste momento, o ingresso bruto de investimentos pode ser considerado muito favorável"

"É como se o apetite estrangeiro por ingressar em negócios no lado real da economia não tivesse se alterado em relação ao momento de pico destes investimentos. O mundo empresarial entende que qualquer empresa grande não pode estar fora do Brasil neste momento, a despeito dos desafios que o país tem que superar", diz o professor Fernando Ribeiro, da PUC-São Paulo e do Mackenzie

O professor Fernando Ribeiro, , diz ainda que é uma questão estratégica para as multinacionais manterem presença no Brasil dado o tamanho da economia. O fato de o país ter vantagens comparativas em áreas como a produção de commodities também atrai capital, diz ele. Por fim, há alguns setores manufatureiros em que o Brasil conta com mão-de-obra razoavelmente especializada, o que também interessa ao investidor estrangeiro. Ele acredita que o segmento de etanol também poderá receber fluxos significativos, devido à febre dos biocombustíveis. Barros também é otimista quanto às perspectivas para a infra-estrutura. O segmento é uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deverá ser um dos destaques nos próximos anos.

Ele cita ainda setores vão se beneficiar da recuperação da demanda interna, como o comércio, que recebeu US$ 1,485 bilhão de investimentos diretos em 2006. Por fim, o boom imobiliário deve continuar a atrair a atenção do estrangeiro. No ano passado, o ingresso de recursos para participação em capital em atividades imobiliárias ficou em US$ 1,404 bilhão.

Ribeiro diz que o Brasil tem atrativos para o capital estrangeiro, mas lembra um outro fator que também explica o recente aumento dos investimentos diretos: o crescimento global desses fluxos, como mostram os números da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês). Em 2006, o volume de investimentos diretos no mundo cresceu 34,3% em relação ao ano anterior, para US$ 1,23 trilhão. Foi o terceiro ano de alta, empurrado pelo crescimento da economia global e dos lucros das empresas.

Baixaria na câmara

“Leviano? Você me respeite. Golpista! Vou lhe mostrar quem é leviano”
Julio Redecker (PSDB-RS), dirigindo-se para agredir o colega Leonardo Picciani, que o acusou de leviandade por atacar a condução dos trabalhos da CCJ

“Isto é golpe, golpista, golpista, golpista!”
Deputado ACM Neto (PFL-BA), sobre o fato de Leonardo Picciani ter colocado um requerimento do correligionário Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no primeiro lugar da pauta de votações

“Respeite a comissão. Aqui não é lugar de histeria, nem de histérico”
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), presidente da CCJ, respondendo a ACM Neto

Em seguida, o ex-presidente da CCJ e deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) pediu a palavra. O baiano ironizou Picciani por sua idade (27 anos). Pediu para ele olhar a parede onde estão as fotos dos ex-presidentes da comissão. "Faça como esses grandes homens, não se apequene.


Depois da briga...

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, ontem, parecer que determina o engavetamento do pedido de CPI do Apagão Aéreo. A decisão, tomada depois de nove horas de debates, brigas, insultos e ofensas, em uma das reuniões mais tumultuadas da CCJ nos últimos anos, terá que ser votada em plenário, o que deve ocorrer ainda hoje. Por 39 votos a 20,foi aprovado o relatório do deputado Colbert Martins (PMDB-BA) sobre requerimento do PT.

Bom dia!

Bom dia leitores assíduo do blog...Bom dia á todos vocês, novos aos leitores que blog conquistou nos últimos dias... Sejam muito bem-vindos

Bom dia Iza do PT de Lavras...Bom dia PT de Lavras, estou muito feliz com o carinho que fui recebida...Obrigada!

Bom dia Belle do PT de Goiânia...Que dia feliz hein Belle...O Presidente Lula em visita a Goiás em Inhumas inaugurando as obras do prédio do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet), em Inhumas.E nós lá!.Ehhhh! só da nós nas conversas do dia de hoje! Beijos Belle!

Lula em Goiás

1ª visita: Lula em Mineiros Goias.Solenidade de inauguração de um complexo agroindustrial da Perdigão.O discurso foi de improviso, outro clássico do chefe do Poder Executivo nacional.Em um dia de muito calor, e destaque para a capacidade de crescimento do País, do Centro-Oeste, do Estado e de Mineiros. Lula usava, de três em três minutos, uma pequena toalha branca para enxugar o rosto.O tempo em que falou foi suficiente para o Presidente contar quatro piadas, entre elas a já clássica metáfora futebolística.

O evento foi descontraído. Era fácil ver o presidente sorrindo, durante os discursos. A fala da prefeita da cidade, Neiba Barcelos (PSDB), foi um show à parte. A lista de pedidos inclui uma espécie de complexo hospitalar, revitalização de rodovias federais, tudo para ajudar no progresso da cidade, que ela apregoava por meio de outdoor que terminara de ser instalado, na porta da Perdigão, uma hora antes da chegada de Lula.

O Presidente, logo no início do discurso, disse que, se tivesse juízo, não falaria depois da prefeita, devido a extensa pauta de reivindicações. Já no fim da fala, Lula dirigiu a palavra a ela e disse que ela cobrou, mas não entregou por escrito o que queria. Neiba levantou-se e pediu que o cerimonial trouxesse a lista. Politicamente, teve muita conversa de pé de ouvido. Lula cochichou duas vezes com o senador Marconi Perillo (PSDB). Entre os dois estava o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Do outro lado, à esquerda do Presidente, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o o senador Marconi Perillo (PSDB). Somaram-se ao grupo o os deputados federais aliados a Lula, Rubens Otoni e Pedro Wilson, do PT, Sandro Mabel (PR) e Leonardo Vilela (PSDB) também foi, mas é oposição.

Segunda Visita. Lula em Inhumas - Goias- Seis horas depois de inaugurar a fábrica da Perdigão em Mineiros (430 quilômetros de Goiânia), o Presidente Lula estava, em Inhumas (35 quilômetros da Capital de Goiania), Lula encerrou o programa de visita a Goiás na cidade, onde visitou as obras de finalização da Unidade de Ensino Descentralizada de Inhumas do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Goiás. Os helicópteros da Força Aérea Brasileira pousaram no pátio do Cefet às 16h40 de ontem, 40 minutos após o previsto para a chegada à cidade, e trouxeram consigo, além do Presidente Lula, o governador Alcides Rodriques e o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Discurso de estudante emociona Lula

Antes da chegada dos helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB), que trariam o Presidente Lula, o ministro Fernando Haddad e o governador Alcides Rodrigues, um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área do Vale das Goiabeiras, bairro onde fica a unidade do Cefet-GO em Inhumas, e arrancou palmas.

As mais de cinco mil pessoas que aguardavam o Presidente Lula estavam tão ansiosas que não contiveram o alvoroço, até que alguns perceberam que não se tratava de uma aeronave oficial. Um engano. Mas em questão de minutos os dois helicópteros da FAB apontaram no céu.

Agora, sim, era o Presidente Lula. As máquinas se aproximaram e formaram um nuvem de poeira avermelhada, que engasgou o povo, mas não o suficiente para fazer com que parassem de gritar..Lulaaaa, Lulaaa, Ole, ole, ole olaaaa, Lulaaaaa, Lulaaaa. Eram populares, militantes do PT e estudantes de todas as unidades do Cefet de Goiás (Goiânia, Jataí e Inhumas).

Emoção – O presidente Lula ficou emocionado com o discurso do estudante Glicério Tomé Rosa, que compôs a equipe de autoridades no palanque do Presidente. Ele tem mais de 40 anos, ficou 34 sem estudar e agora foi aprovado para o curso Técnico em Alimentos na Unidade Descentralizada do Cefet-GO em Inhumas. Era o representante dos estudantes da unidade e acabou roubando as atenções.

“Sou homem da roça e durante muitos anos vi apenas o esqueleto deste Cefet, e sei que quem paralisou as obras foi um homem com diploma e tudo (se refere a FHC). E agora vejo um operário como eu terminar o sonho da cidade. Obrigado por ser o primero presidente a pisar em solo inhumense. Graças ao senhor, este pai de família volta a sonhar com o futuro”, disse. As palmas eclodiram e Lula se levantou para aplicar o abraço mais sincero durante as duras horas em que esteve em Inhumas.


Flashes da visita do Presidente Lula

Pouco antes,da chegada de Lula o deputado Sandro Mabel passou diante dos jornalistas e deu um tchauzinho. “Traz umas rosquinhas, deputado”, pediu um jornalista. Sandro se aproximou e ofereceu apenas o “rostinho” para fotografias

O repórter André Moreno teve um dia especial. Portador de deficiência física e dependente de uma cadeira de rodas, o profissional da Rádio Educativa FM, de Inhumas, teve ajuda de belas almas para acessar o palco onde ficaram os jornalistas. Depois, contou com ajuda da equipe de apoio da Presidência da República para subir a rampa que dava acesso à sacada de onde os jornalistas puderam assistir à partida do helicóptero da FAB. A bordo, Lula, Alcides e o ministro Fernando Haddad

O delegado Luziano de Carvalho estava atento ao discurso de Lula. Ao lado dele, o deputado estadual Humberto Aidar (PT), além de vereadoes de Inhumas. Leandro Senna (PPS), ex-deputado, também esteve presente

Neiba Barcelos, prefeita (PSDB) de Mineiros, afirmou em seu discurso que Lula foi o primeiro Presidente da República a visitar a cidade

No palanque junto com Lula, além de Alcides e do ministro Fernando Haddad, estavam o prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz, o vice Davi Izaias, deputados petistas Pedro Wilson e Rubens Otoni, além de Roberto Balestra (PP)

O presidente Regional do PMDB, Maguito Vilela, chegou ao evento às 10h28. Ficou embaixo, entre os convidados que não detêm mandato. Mas foi citado nos discursos de Alcides Rodrigues e Lula

Ao final do discurso do Presidente, um estudante do Cefet jogou a camiseta do Centro para Lula, que fez esforço para pegar. E pegou.

Um militar da Aeronáutica ficou encoberto pela nuvem de poeira que se formou assim que o helicóptero da FAB levantou vôo. Manteve a posição de sentido

O calor de 40 graus cozinhou os jornalistas no palco montado para a imprensa...


Antes da solenidade, Lula e comitiva foram conhecer a linha de produção da Perdigão. Lula brincou, durante discurso, que quer ver a Sadia crescer para incentivar mais o crescimento da Perdigão. As empresas são concorrentes

Meus queridos leitores, a matéria é longa, eu sei, mas se eu não contar os detalhes da visita do Presidente Lula em Goiânia, não será a grande imprensa que vai fazer...Não é verdade?