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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lula apresenta a 'presidenta' Dilma para os metalúrgicos do ABC paulista


Numa assembleia especial que reuniu cerca de 10 mil trabalhadores na porta da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o Presidente Lula  "apresentou" no início da manhã desta segunda-feira, 23, a ex-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff como candidata do PT e dele a presidente. Lula chamou Dilma de "presidenta" e disse que, embora as pesquisas sejam favoráveis, não dá para ganhar a eleição apenas com elas. "Quanto mais as pesquisas ficam favoráveis, mais a gente tem de assumir responsabilidade", disse ele, às 6 horas.

Acompanhado dos candidatos a governador de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e a senador Marta Suplicy (PT-SP), Lula destacou a importância de trazer a candidata do PT a presidente para a porta de uma fábrica, onde a história política dele começou. "Era importante Dilma pegar energia aqui, na porta de uma fábrica, onde tudo começou." Além de Mercadante e Marta, estavam o deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), coordenadores da campanha da candidata do PT, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e antigos colegas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Depois do breve comício, o presidente desceu do caminhão de som, acompanhado de Dilma e dos candidatos do PT a governador e a senador por São Paulo, para cumprimentar os operários na entrada da unidade. "Não é sempre que um trabalhador pode pegar na mão de uma mulher presidente da República", justificou. Durante o discurso, o presidente lembrou dos tempos de sindicato e dos principais companheiros que acompanharam a trajetória dele. "Aqui, passamos um pouco de tudo", disse a Dilma. Lula propôs-se ainda a panfletar diante da fábrica. "Como vou perder o emprego em 1º de janeiro, nada como aprender a entregar panfleto outra vez", brincou.

A última vez que Lula  visitou a empresa foi em 2006, nos 50 anos da fábrica, menos de um mês após a reeleição ao cargo.Desde a sexta-feira, esse é o terceiro evento na Grande São Paulo. O maior colégio eleitoral do País é administrado há 16 anos pelo PSDB e um dos poucos Estados em que o candidato a presidente José Serra (PSDB) está à frente da candidata petista nos levantamentos de intenção de voto. "Se Deus está conosco, quem está contra a gente?", perguntou Lula.

Em visita em junho à fábrica da Volkswagen, também em São Bernardo do Campo, o presidente havia informado que voltaria ao ABC durante a campanha. Na época, Lula disse aos funcionários da montadora que não estranhassem caso ele subisse em palanques às 6 horas.

Lula panfletando

"Olha, foi armada uma estrutura de comício, mas a ideia era mais simples, era apertar a mão de cada um na chegada.. "Vocês se organizem e depois vamos descer", ordenou o presidente.

"Prometo não falar de futebol!", disse Lula, visivelmente feliz com a vitória corintiana no clássico deste domingo frente ao São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. "Como eu vou perder o emprego no dia 1º de janeiro, tenho que praticar e nada como voltar a entregar panfleto outra vez", brincou logo depois.

Inicia-se uma sequência de discursos rápidos. Mercadante, Dilma e Lula. A candidata promete "seguir o caminho" do líder. Olhares silenciosos dos trabalhadores. Por duas vezes, um grito: "Quebra tudo, Dilma!".

Na multidão, o Presidente identifica o sindicalista Zé do Mato, amigo dos tempos das greves no ABC, que "começou a trabalhar na Mercedes antes de ter Mercedes no Brasil". "Tá vendo aquele companheiro careca?", perguntou à ex-ministra. "De vez em quando, ele queria me mandar uma galinha de angola, que nem podia andar de tanta fome!".

Inquieto para descer ao chão, Lula encurta a fala. "Tenho a convicção de que se Deus está conosco, quem está contra nós?".

 Os operários formam uma fila, com o cartão de ponto entre os dedos.

"Dá um panfleto só, presidente!", clama um fotógrafo.

"Vou dar um panfleto", aceita Lula.

Ele pega adesivos da campanha de Dilma e começa a colar nas camisas dos operários. Dilma, reage acom sorrisos. A primeira-dama Marisa Letícia, se diverte com o assédio.  Na confluência de abraços, Lula e Dilma são conduzidos para um café da manhã com patrões e empregados.Com agências de notícias

Oposição corre risco de ser alijada do centro e ficar encurralada na direita

O futuro da oposição está próximo de uma tragédia com o avanço da candidatura de Dilma Rousseff (PT) a presidente. Também contribui para esse cenário o apetite de Lula por aumentar a bancada governista no Senado e reconquistar eleitores perdidos em São Paulo.

O PSDB e o Democratas, principais partidos anti-PT, correm o risco de serem alijados do centro e ficarem encurralados apenas no canto direito do espectro político.

Basta somar a chance de Dilma vencer no primeiro turno com as disputas estaduais para enxergar um desfecho plúmbeo a tucanos e democratas em 3 de outubro.

No caso do PSDB, o partido não está apenas prestes a perder nova chance de governar o Brasil, mas também de ficar sem dois dos mais emblemáticos Estados nos quais manda hoje: Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Se as pesquisas se confirmarem, o PSDB passará a ter como homem forte Geraldo Alckmin -favorito ao governo de São Paulo, mas rejeitado para ser presidente em 2006. Alckmin é hoje o representante principal das forças conservadoras no tucanato. É a direita da oposição.

Em Minas, mesmo se eleito, Aécio Neves vai virar um náufrago tucano no Senado se não conseguir eleger Antonio Anastasia ao governo.

No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius sobreviveu à possibilidade de impeachment em 2009, mas aparece num constrangedor terceiro lugar ao tentar a reeleição.

Já Serra, se perder, terá sua segunda derrota numa corrida presidencial. Às vezes em política um fracasso pode representar forças para o futuro, como no caso de Lula.

Mas, para Serra, há perspectiva do inverso: ele pode ter neste ano menos votos do que na sua primeira tentativa, quando perdeu para o PT no segundo turno em 2002.

O Democratas, principal aliado tucano, segue os mesmos passos. Hoje, seus trunfos são possíveis vitórias aos governos de Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Juntos, os dois Estados têm meros 5% do eleitorado nacional.

A sobrevivência da oposição num eventual governo Dilma dependerá de tucanos e de democratas terem capacidade para ampliar o público disposto a ouvi-los.

Com Alckmin, as chances podem ser razoáveis em São Paulo. Mas no restante do Brasil, PSDB e DEM terão de se reinventar. A percepção de que predomina um paulicentrismo conservador nas forças anti-PT só piora as coisas para quem deseja algum dia tirar os petistas do Planalto.Fernando Rodrigues - Folha

PIB do Brasil no 1º semestre tem maior alta em 15 anos

A economia nacional acumulou crescimento de 8,4% no primeiro semestre do ano, a maior taxa para o período desde 1995, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira. No entanto, a pesquisa já mostra uma desaceleração no segundo trimestre.

No primeiro trimestre houve avanço de 2,7% e entre abril e junho a alta foi de 0,6%, em relação aos três meses anteriores, com ajuste sazonal. Em junho, o Produto Interno Bruto (PIB) teria crescido 6,7% ante o mesmo mês de 2009, enquanto em maio o mesmo tipo de comparação atingia 8,1% e em abril 8,9%.

"O ritmo de 8,4% atingido pela economia brasileira durante o primeiro semestre dificilmente irá se repetir na segunda metade deste ano", afirmaram economistas da Serasa Experian em nota. A desaceleração ocorreria pela maior base de comparação no segundo semestre do ano passado, quando o País mostrava recuperação ante a crise global.

Além disso, a entidade destaca a ausência dos estímulos fiscais para aquisição de veículos e outros bens duráveis e as taxas de juros mais elevadas como motivos para a diminuição do ritmo de crescimento até o fim do ano.

Setores
De acordo com a entidade, o avanço no primeiro semestre só não foi maior por causa da alta de 37,7% nas exportações (que entram como fator negativo no cálculo do PIB). Já o consumo das famílias, que possui o maior peso, avançou 7,9%. Os investimentos (formação bruta de capital fixo) foram o destaque, com acréscimo de 26,7% frente ao mesmo período do ano passado.

O setor industrial apresentou expansão de 13,3% nos primeiros seis meses do ano. A agropecuária teve alta de 7,5% e o setor de serviços exibiu evolução mais modesta, de 5,5%. Terra

domingo, 22 de agosto de 2010

A politização didática na propaganda da Dilma



O programa de sábado na TV, de Dilma Rousseff (PT), foi mais do que uma produção bem cuidada, dessa vez imperou a racionalidade, a argumentação, a politização.

O programa se esmerou em mostrar com um didatismo simples e direto, para quê serve uma candidatura a presidente da República na vida das pessoas.

Mostrou a causa e efeito das políticas públicas feitas no governo Lula, para melhorar a vida dos brasileiros, e os compromissos da candidatura de Dilma para os próximos 4 anos.

O programa falou de economia, sem falar "economês".

Falou de como políticas governamentais podem gerar empregos, trabalho e renda. Foi quase uma aula de boa intervenção estatal na economia, através de um bom governo, contrapondo ao neoliberalismo, sem citar a palavra.

Falou de teorias administrativas, como espiral positiva, mostrando como distribuição de renda aquece o mercado interno, que provoca o crescimento econômico, que gera emprego e renda, que realimenta o mercado interno...

Mostrou o ciclo da economia, como um cidadão incluído socialmente ingressa na sociedade de consumo, como uma economia de subsistência vira pequeno produtor, que alimenta o consumo no pequeno comerciante, que aumenta as vendas do atacadista, que encomenda mais nas fábricas e que, tudo isso, gera mais empregos e renda, realimentando o consumo.

Mostrou como a integração de programas sociais funcionam de forma articulada e fazem parte de uma grande política macroeconômica de desenvolvimento econômico e humano.

Mostrou a dimensão e importância do PAC na infra-estrutura nacional e urbana, na moradia, na urbanização de favelas.

Mostrou números sem ficar maçante, porque ficou diluído no vídeo em meio a depoimentos e arte com computação gráfica.

Mas a propaganda conseguiu o milagre de encaixar todos esses números, sem ficar chato:

- 31 milhões de brasileiros subindo para a classe média
- 24 milhões saíram da linha da pobreza
- 14 milhões conquistaram emprego
- 12,5 milhões de famílias beneficiadas com o Bolsa-família
- 12 milhões de brasileiros beneficiados com o Luz para todos
- 704 mil bolsas universitárias no ProUni
- 214 novas escolas técnicas até o fim do ano

Mostrou que o PAC 2, já planejado para 2011 em diante, fortalece a infra-estrutura social na moradia, saúde, educação, segurança, como um programa de governo:

- construção de 6.000 creches e pré-escolas;
- 500 UPA's (ambulatórios de saúde 24 horas);
- levar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) para comunidades de todo o Brasil;
- ampliar o controle das fronteiras;
- criar escolas técnicas em cidades com mais de 50 mil habitantes;
- construir mais 2 milhões de moradias populares;

Tudo entrecortado com depoimentos de populares, com a própria Dilma e com o presidente Lula falando diretamente ao eleitor, apostando na politização do povo para cuidar da nossa nação, como um projeto nacional que é de todos nós.

Ainda conseguiu encaixar a valorização do papel da mulher, mostrando os altos cargos ocupados por Dilma, a maioria deles como pioneira, abrindo portas para engrandecer o papel da mulher na sociedade.

Fechou com chave de ouro, ao colocar as pessoas como centro das atenções do governo, acima dos números.

Estes programas de TV da Dilma não estão sendo programas eleitorais. São programas verdadeiramente políticos, com "P" maiúsculo.

Com 13 anos de atraso, humoristas protestam contra entulho autoritário criado por FHC para se reeleger


Corria o ano de 1997, FHC era presidente, surfando no populismo dos déficits fiscais e cambiais do plano real, que quebrou o Brasil no ano seguinte.

Com apoio da Globo, Veja, Estadão e Folha, planejou meticulosamente sua própria reeleição.

A emenda da reeleição foi a maior batalha e o maior escândalo, mas não foi a única para reeleger o demo-tucano.

Era preciso encurtar a campanha eleitoral na TV, para reduzir o período de exposição a críticas da oposição. Era preciso aplicar uma mordaça aos poucos dissidentes da imprensa que ousassem satirizar a imagem do "príncipe dos sociólogos". Era preciso "melar" os debates na TV.

Para isso foi criada, sob medida para reeleger FHC, a Lei 9504, de 30 de setembro de 1997, um ano antes das eleições.

Durante estes 13 anos, a lei nunca incomodou os donos de jornais e TVs e seus humoristas demo-tucanos. Eles se encarregavam de não fazer charges, nem humorismo forte contra FHC, a ponto de prejudicar sua reeleição, nem de serem multados pelo TSE.

Nas eleições de 2002 e 2006, o TSE era extremamente liberal, e os donos da imprensa puderam fazer o quiseram com a imagem de Lula, sem que o TSE e o MPE os incomodasse.

Agora a própria oposição judicializou a política. Acreditando que Serra realmente manteria a dianteira na frente das pesquisas, interessava interditar o debate político no judiciário, para fazer uma campanha silenciosa, travada.

A própria oposição submeteu o TSE aos rigores da lei 9504, processando por propaganda subliminar até a sombra do presidente Lula.

Até blogueiros, como nós, viramos alvo de perseguição, como se blogs fossem mero espaço para anunciantes.

O TSE passou a seguir a Lei 9504 com um rigor excessivo, e nela existe o artigo 45:

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
...
II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;
...
V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;


Após 13 anos da lei em vigor, só quando Dilma ultrapassou Serra, e passou a ser a candidata alvo para ser depreciada pelas charges, novelas e programas humorísticos, na forma de propaganda subliminar negativa, "descobriram" que a lei criada para reeleger FHC "censura o humor" e "é inconstitucional".

É bom que o Congresso mude a lei eleitoral, após as eleições, para acabar com excessos e regulamentar o que se entende exatamente por "propaganda subliminar", mas é bom também que se dê nome aos bois de quem criou esse entulho autoritário, que tudo multa, e que quis exercer "controle sobre a imprensa" e sobre o humor, para sua própria reeleição: foi FHC e sua turma, incluindo José Serra, Alckmin, Jereissati, Agripino, Arthur Vigilio, Cesar Maia, e toda essa turma demo-tucana.

Humoristas famosos da Rede Globo e outros canais, só agora que Serra está atrás nas pesquisas, fizeram um protesto em frente ao Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, contra a lei.

Só erraram de endereço. Deveriam tê-lo feito em frente às sedes do PSDB, do DEMos, em frente ao apartamento de César Maia (DEMos), do vice do ex-Gabeira, da mansão de José Serra (PSDB/SP) em Pinheiros, do apartamento de FHC em Higienópolis.

De volta ao passado. Lula vai panfletear nas portas de fabricas em São Paulo

O Presidente Lula se reunirá nesta segunda-feira com a Dilma Rousseff e o candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante,para fazer panfletagem, a partir das 5h30, na porta da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), cidade onde Lula construiu sua vida sindical.

Também estarão presentes o vice de Mercadante, Coca Ferraz (PDT), e os dois nomes da coligação União Para Mudar que tentam vaga no Senado, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).

Serra quer o monopólio do "lulo-petismo", proibindo aliados de Lula de usarem a imagem do presidente

A escalada de vexames e picaretagem de José Serra (PSDB/SP) nessa campanha não tem limites. Chega a ser cômico.

Depois do vexame de apresentar-se como "lulo-petista", pirateando a imagem do presidente Lula em seu horário eleitoral na TV, o demo-tucano quer proibir os verdadeiros aliados e coligados de usarem a imagem e depoimentos de Lula.

Os advogados da coligação de Serra já entraram com dez ações para impedir que Lula apareça na propaganda dos candidatos a governador, senador e deputado federal (segundo Lauro Jardim, da revista porta-voz dos demo-tucanos, a Veja).

É ou não é surreal, o oposicionista Serra usar a imagem de Lula, e querer proibir candidatos da situação de usá-la?

Quer o "monopólio" de ser o único "lulo-petista" na propaganda fictícia. Haja cara-de-pau e picaretagem.

STJ julga, na terça, se família Marinho perde a posse da TV Globo de SP

A terça–feira da semana que vem, dia 24, será decisiva para os rumos da Rede Globo. Nesse dia será julgada pelo Superior Tribunal de Justiça se a compra da emissora, em novembro de 1964, por Roberto Marinho, não tem valor por, supostamente, ter sido feita por meios fraudulentos.

A ação foi proposta pelos antigos herdeiros dos acionistas da empresa que hoje atende por Rede Globo, a Rádio Televisão Paulista S/A, que eram controladores de 52% do capital social inicial da empresa (espólios dos já falecidos Manoel Vicente da Costa, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, Oswaldo J. O. Monteiro, Manoel Bento da Costa e outros).

No processo, os advogados de Roberto Marinho alegaram que ele comprou, em novembro de 1964, ações que pertenciam a Victor Costa Junior, sendo que este jamais fora acionista da emissora, mas sim herdeiro do então diretor-presidente, Victor Costa.

Os herdeiros de Roberto Marinho alegam terem perdido as procurações originais e os recibos da compra.

Analisados pelo Instituto Del Picchia de Documentoscopia, os documentos apresentados pelos herdeiros de Roberto Marinho foram apontados como provas “anacrônicas, falsificadas, montadas”. (Do Portal R7)

Reveja a reportagem completa aqui.

Dilma tem o maior potencial entre quem não viu propaganda..


A parcela da população que ainda não assistiu aos programas eleitorais na TV representa 66% do eleitorado e é formada sobretudo pelos menos escolarizados e pelos mais pobres, segmentos em que a candidata Dilma Rousseff (PT) se sai melhor.

Segundo pesquisa Datafolha realizada na sexta, Dilma tem vantagem ainda maior, de 24 pontos, sobre José Serra (PSDB) entre os 34% dos eleitores que viram a propaganda eleitoral gratuita.

Essa diferença mostra a consolidação do potencial de transferência de Lula para sua candidata, com a associação direta entre os dois feita pela propaganda eleitoral.

"Considerando o efeito dos primeiros dias de campanha na TV entre os eleitores que viram os programas, é razoável supor que Dilma tem potencial de crescimento entre os que ainda não viram", afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

PROPAGANDA NA TV

No cenário global, Dilma tem 47% das intenções de voto, contra 30% de Serra e 9% de Marina Silva (PV), resultado que daria à Dilma  vitória no primeiro turno se as eleições fossem hoje (a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos).

Entre os que declararam ter visto ao menos uma vez a propaganda na TV, Dilma sobe para 53%, enquanto Serra tem 29% e Marina Silva, 11%.

Entre os 66% que não viram os programas na TV, a diferença entre Dilma e Serra é de 13 pontos: 44% a 31%, respectivamente.

A menor audiência da propaganda eleitoral na televisão se deu entre os que têm apenas ensino fundamental. Nesse grupo, 28% viram os programas, contra 37% dos que têm ensino médio e 45% dos mais escolarizados.

Os menos escolarizados são metade dos eleitores que não assistiram à propaganda. Nesse segmento a petista teve seu melhor desempenho, aumentando uma diferença de 5 pontos na pesquisa anterior para 19 agora.

No corte por renda, o cenário também é favorável a Dilma. Os mais pobres são 51% dos eleitores que ainda não viram os programas eleitorais na TV. Nessa fatia do eleitorado, a petista tem 20 pontos de vantagem.

Entre os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 30% viram a propaganda, percentual que sobe entre os que ganham mais de dois a cinco mínimos (35%), mais de cinco a dez (46%) e mais de dez (45%).Folha no desespero

Tucanos procuram factóides para não fechar caixão do Serra

A disparada de Dilma abalou aliados e dirigentes da campanha de José Serra (PSDB). O clima de desânimo marcou as reações dos tucanos, que agora dizem esperar um "fato novo" para levar a eleição ao segundo turno.

"Isso impacta a gente. Não é fácil, mas só podemos desistir no último minuto", disse a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). "É ruim esperar o imponderável, mas precisamos lutar até o fim".

O resultado ampliou a pressão por mudanças na propaganda eleitoral de Serra, que tem tentado colar sua imagem à de Lula. "A estratégia do bom-mocismo está errada", disse o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que defende a linha mais agressiva. "Oposição só substitui quem está no poder quando é crítica", concluiu.

Tchau Serra: A inflação controlada anima os consumidores

A queda da inflação é o fator que mais contribuiu para o nível recorde alcançado pelo Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio). Outros bons motivos para essa confiança - o aumento da massa salarial e da oferta de emprego - não teriam sido suficientes para o resultado de 162,3 pontos registrado em agosto, ou 4,6% mais do que em julho. Iniciado em 1994, o índice varia entre 0,0 e 200,0 pontos. Acima de 100 pontos é a faixa do otimismo.

Em janeiro a inflação oficial, medida pelo IPCA, foi de 0,75% e em fevereiro, de 0,78%, corroendo o poder de compra dos salários. Mas o IPCA despencou para a casa de 0,5%, em março e abril; caiu a 0,43%, em maio; chegou a zero, em junho; e ficou em 0,01%, em julho. E no período ainda houve reajuste do salário mínimo e das aposentadorias.

Mais do que reclamar dos juros altos, como se faz habitualmente o comércio deveria agradecer ao Banco Central pela sintonia fina da política monetária, que retomou, em abril, a alta do juro básico. Nada pior do que um recrudescimento de preços para abalar a confiança e a intenção de consumir.

Outros indicadores registraram um aumento do endividamento das pessoas físicas, o que poderia desestimular as vendas a varejo nos próximos meses. Mas o assessor econômico da Fecomércio, Thiago Freitas, acredita que "o atual nível de confiança demonstra que os consumidores estão mais dispostos a comprometer uma parcela mais significativa de sua renda, principalmente com a aquisição de bens de alto valor unitário". Na prática, esse grau de otimismo é confirmado pelos dados favoráveis do setor de veículos, inclusive depois do corte de incentivos tributários.

Um dos componentes do ICC, o Índice das Condições Econômicas Atuais (CEA), mostrou que o grau de satisfação dos paulistas aumentou 7,2% entre julho e agosto, com destaque para as mulheres e as famílias com renda inferior a dez salários mínimos. Já o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) indicou mais confiança, sobretudo daqueles que percebem mais de dez mínimos. Estes talvez acreditem, como o governo, que não há mais crise no horizonte brasileiro, ao contrário dos países desenvolvidos, onde o consumo cedeu lugar à poupança, por precaução.Com informações da Agência Estado

Lula chamando os pedágios de Serra e Alckmin de roubo

No comício em Osasco, na sexta-feira, o presidente Lula chamou os pedágios de José Serra (PSDB) e Alckmin (PSDB) pelo que são: um roubo! Confira o vídeo:



O duro é que o Zé Pedágio e o Alckmin não tem como contestar números. Além do "roubo", o motorista tem que parar em 11 praças de pedágios na ida (420Km), e 11 na volta.

Serra em parafuso

Podemos dizer, sem medo de errar. "Nunca antes na história desse país",.... o jornal Folha de São Paulo,o qual presta assessoria para o PSDB, detonou, humilhou e abandonou seu candidato, de maneira tão trágica como está fazendo agora com o Serra.

Leiam aqui o editorial da Folha e a seguir o artigo escrito por Marcelo Coelho, e notem, a Folha jogou a toalha

Em matéria de campanha eleitoral, minha curiosidade agora se resume ao seguinte: quem é, como surgiu, quando foi inventado e por que foi escolhido o marqueteiro de José Serra.

A iniciativa de colocar Serra na garupa de Lula valeria o prêmio de maior desastre em marketing eleitoral dos últimos 20 anos. Aliás, talvez valesse puxar pela memória e fazer uma lista.

Claro que não é esse erro que fez Dilma subir. Ela subiria de qualquer modo, por representar a continuidade de um governo com índices imensos de popularidade.

Mais uma vez, recomendo a esse respeito “A Cabeça do Eleitor”, livro do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que demonstra em grande número de casos e exemplos a probabilidade quase certa de continuísmo nas eleições quando a popularidade de um governante é alta.

Mas se uma candidatura oposicionista estava praticamente condenada, desde o início, a perder esta eleição, isso não é desculpa para a malandragem tentada no horário político de Serra.

Dizer que a Dilma está tirando os méritos de Lula, está se apropriando da obra que Lula fez, como diz o jingle serrista, só não é totalmente malandragem porque é uma imensa burrice também.

Quem queria votar em Serra porque ele é oposição a Lula se sente traído. E quem é a favor de Lula percebe na hora que Serra está mentindo ao atrelar-se ao sucesso governista.

A estratégia é desonesta com quem é da situação e com quem é da oposição.

No fundo, o erro político de Serra vem de muito antes.

Fez a campanha situacionista na sucessão de Fernando Henrique. Apoiou publicamente um governo de cuja política econômica, no íntimo, ele discordava.

Ficou como candidato de oposição ao governo Lula, discordando mais do conservadorismo de seus aliados do que das linhas distributivistas e desenvolvimentistas de Dilma e Mantega.

Nos dois casos, preferiu criticar os aliados, nos bastidores, a dizer o que de fato pensa, em público.

O Ibope é o ópio dos políticos. Quando estava com índices altos de popularidade, Serra não se expunha; fez o mesmo que todos os outros, aliás. Quando começou a cair, não tinha nenhum discurso em que se segurar, e acaba caindo dos dois lados ao mesmo tempo. Cai porque é oposição, cai porque tenta fingir que não é oposição, cai porque gostaria de não ser oposição, cai porque gostaria de ser mais oposição mas acha que com isso cairia mais ainda.

A moral da história não depende, entretanto, das atitudes pessoais de Serra. É que, contra uma candidatura de centro-esquerda, chame-se varguista, populista, corrupta ou o que quer que seja, o lugar da oposição teria de ser ocupado por uma candidatura de direita, chame-se liberal, lacerdista, udenista ou o que quer que seja.

Esta iria provavelmente perder; mas o fato é que Serra não se encaixa nesse papel. Um candidato, mesmo derrotado, que seguisse o figurino de Lacerda poderia marcar posição e crescer daqui a quatro ou oito anos. Por estranho que pareça, a propaganda com Serra e Lula lado a lado expressa uma identificação real. Para falar romanticamente, a vida os separou... E

Enquanto isso, Tiririca apóia Mercadante, Serra tem de vice o Índio da Costa, a “social-democracia brasileira” obedece aos ruralistas e quem já foi leninista ou trotskista anda de braços dados com a bancada evangélica e a família Sarney.

sábado, 21 de agosto de 2010

Cenas que você nunca vai ver acontecer com o Serra

Menina chora ao conhecer o Presidente Lula em comício pró-Dilma, na cidade de Mauá

Dilma acena para a multidão  durante o evento de campanha  hoje em Mauá

Serra erra até em propaganda sobre o crack

Serra repetiu sua propaganda picareta na TV, hoje à tarde, pirateando a imagem de Lula e aderindo ao "lulo-petismo". Mas, deixando a ironia e a picaretagem de lado, percebe-se que a propaganda de Serra está com dificuldades de encontrar um discurso minimamente consistente até em assuntos unânimes. Está improvisando, e mal. Errou até na abordagem sobre o crack.

É louvável a preocupação, e Dilma também já abordou o tema, mas a forma de Serra apresentar o assunto não agrada nem quem lida com o problema.

A droga não é um problema a ser resolvido por um cavaleiro solitário, o super-Serra, como ele se mostrou na propaganda.

A maioria dos pais e mães, mesmo convivendo diariamente com seus filhos, só ficam sabendo de envolvimento deles com drogas depois que acontece. Como o super-Serra, isolado em Brasília, será onipresente na vida de todos?

Combater o crack precisa do envolvimento de todos que se consiga mobilizar, e não do isolamento de Serra, dizendo: "deixa comigo".

Precisa da família, da escola, da rede de saúde, das igrejas e missionários, das pastorais da sobriedade, dos centros terapêuticos, dos grupos Narcóticos Anônimos, dos movimentos sociais, da polícia, das guardas municipais, da política, dos governos federal, estadual e municipal.

Um candidato a presidente que criminaliza movimentos sociais, que não dialoga com a sociedade, que é contra conferências nacionais, que pouco fala até com seus correligionários, é a pessoa menos indicada para liderar qualquer campanha contra o crack.

O marqueteiro de Serra começou até bem ao pegar o gancho do programa da AIDS para estabelecer um paralelo com o crack (pecou por mentir, ao dizer que a autoria é de Serra, porque quem fez o programa foi Lair Guerra e Adib Jatene. Serra o encontrou pronto). A idéia é válida e o governo Lula já faz isso com o Programa Nacional de Combate ao Crack.

Mas vindo de Serra, por que ele não gastou o dinheiro dos anúncios da Sabesp e do Rodoanel em campanha contra o crack?

Por que em vez de colocar polícia para bater em professores, não a colocou para vigiar escolas, dissuadindo o tráfico?

Porque não tratou a contento a crocolândia de São Paulo, que tinha nome e endereço conhecido durante anos, no centro de São Paulo, em vez de deixá-la espalhar por toda a cidade, por todo o estado e por todo o Brasil?

Serra, quando pôde resolver o problema da cracolândia, não fez. Agora é tarde para ficar prometendo fazer, em Brasília, o que não fez quando estava bem ali do lado em São Paulo, como prefeito e governador.

Rendição de Serra ao "lulo-petismo" abaterá candidaturas de Alckmin, Richa, Rosalba, Perillo

José Serra (PSDB/SP), mandou às favas os escrúpulos quando viu que iria perder, e desonrou seu partido, seus correligionários e seus eleitores fiéis, ao se render ao "lulo-petismo" e tentar usar de forma pirata, desonrosa e humilhante a imagem do presidente Lula em seu programa de TV.

Independente da falta de honra e de ética, a decisão tem lógica no cálculo político dos inescrupulosos. Segue a lógica do "perdido por 100, perdido por 1.000".

Os demo-tucanos estariam apoiando em peso a tática imoral de Serra se a eleição fosse só presidencial, se não fosse casada com a eleição de governadores, senadores e deputados.

Não haveria mais nada a perder mesmo, então, para quem não tem escrúpulos, antes perder por 1.000 tentando um estelionato eleitoral, do que perder por 100 bovinamente.

O problema é que, se Serra não tem nada a perder, há candidatos a governadores e senadores demo-tucanos ainda bem colocados nas pesquisas, que tem muito a perder.

Eles não estão na situação de Serra, não estão "perdidos por 100", mas a estratégia de Serra de rendição ao "lulo-petismo", coloca as candidaturas de Alckmin, Richa, Rosalba, Perillo, Agripino, Cesar Maia, no rumo do "perdidos por 1.000".

Abriu-se uma guerra interna irreparável entre a campanha presidencial demo-tucana e as campanhas estudais. Roberto Jefferson (PTB/SP) detona Serra em público, e está vocalizando o que Alckmin e os outros gostariam de estar dizendo.

Serra só pensa em salvar a própria pele. Se lixa para seu partido e seus correligionários. Para Serra, perdido por 100, perdido por 1.000, e nestes 1.000 perdidos inclui Alckmin, Aécio, Perillo, Richa, Rosalba e quantos governos estaduais e cadeiras no senado e na câmara tiver que se danar.

Os demo-tucanos estaduais pensam diferente, é óbvio. Se esta é a eleição derradeira de Serra, não é de muitos outros políticos, que tem muito o que perder nos próximos anos. Para eles, Serra virou a carga a ser jogada fora do avião, para tentar evitar a queda.

Quem conhece Serra, sabe que ele não é de aceitar ser jogado fora como contrapeso. Deverá elevar o tom da campanha com mais baixarias, jogos sujos, com contradições, com mais rendição ao "lulo-petismo", a cada vez que ele achar que é a última bala na agulha que dispõe.

Lula e Dilma já são um grande trunfo para Mercadante (PT/SP), Osmar Dias (PDT/PR), Iberê Fereira (PSB/RN) e outros aliados de Lula e Dilma, que ainda estão atrás nas pesquisas, para virar o jogo. Outro trunfo inesperado, que caiu do céu para estes candidatos nos estados, é a campanha tresloucada de Serra.

Polícia Federal estoura bunker suspeito de compra de votos para Serra em Porto Alegre

O Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Polícia Federal realizou ontem uma operação de busca e apreensão em um escritório no Centro de Porto Alegre, onde supostamente estaria ocorrendo crime eleitoral e compra de votos.

O esquema assediava eleitores, abordados na rua e convidados a subir até o 6º andar de um prédio na Andradas, para assistir vídeos negativos sobre Dilma Rousseff (PT).

Na saída eram induzidos a "refletirem" sobre os vídeos e a votar no candidato José Serra (PSDB).

Após responder a um questionário, os eleitores recebiam como "mimo" uma caixa de bombons.

As equipes que atuam no escritório onde estaria ocorrendo o crime eleitoral não permaneceram todos os dias no mesmo local. Na Rua dos Andradas, eles ficaram apenas na segunda e quarta-feira. Há suspeitas que estariam atuando em outras regiões da Capital.

A investigação do MPE começou no início desta semana, após denúncia feita pela funcionária pública, Bruna Quadros.

Ela relatou ter sido abordada por uma jovem com uma prancheta informando que se tratava de uma pesquisa de intenção de voto.

"Respondi rapidamente algumas questões, nome, idade, escolaridade e uma estimulada sobre os candidatos à Presidência. Ao responder Dilma, ouvi o lamento da entrevistadora: 'Não quer trocar pro Serra, não?', perguntou."

Em seguida, a entrevistadora perguntou se ela queria um brinde (coisa proibida pela legislação eleitoral).

Bruna perguntou qual o instituto que estava realizando a pesquisa. A resposta foi que era uma equipe de São Paulo, sem identificar a empresa.

Depois, Bruna foi convidada a subir ao 6 andar do prédio e assiste a alguns vídeos. Na hora de receber o "brinde", a entrevistadora confidenciou que muita gente "entra lá disposta a votar na Dilma e sai pensando que o Serra é um herói".

Na quinta-feira, o MPE designou um funcionário para ir ao prédio e verificar o que estava ocorrendo. Ele constatou que as pessoas são realmente abordadas na rua e posteriormente encaminhadas a uma sala onde assistem vídeos dos candidatos a presidente, "com clara indução da manifestação do eleitor", segundo o mandato de busca e apreensão. "Essa é uma questão que se comprovado o ato de induzir o voto, caracteriza crime eleitoral", afirma o promotor.

Na operação realizada pelo MPE e Polícia Federal, foram apreendidos dois computadores onde estavam gravados os vídeos, e-mails, formulários utilizados para efetuar a pesquisa, notas fiscais e caixas de bombons. (Do Correio do Povo)

Leitora indignada denuncia manipulação da Globo favorecendo José Serra

Coincidência Demas!!Propaganda de Serra e o Globo  foca no combate ao crack


Já não é a primeira página de O Globo em que inserem, dentro do quadro Eleições 2010, uma matéria que fala mal de algum aspecto do Brasil. Já mandei uma outra página para eles advertindo-os de que essas matérias tem editoria própria e nada tem a ver com as eleições, a não ser , é claro, pelo fato de tentarem instilar o leitor a avaliar negativamente o governo Lula. Nunca me responderam, é óbvio. Dessa vez é uma notícia sobre dependentes de crack! O que isso tem a ver com eleições?? Nenhum candidato é citado na matéria, logo não há porque colocar essa chamada no quadro sobre eleições. E olha que eles tem um Estatuto das Eleições!! (Email  e imagem da leitora Sonia). Clique na imagem para ler

Os meus queridos leitores sabem dizer quem é o candidato que está prometendo criar milhões de clinicas para dependentes de crack?

Propaganda de Serra usa imagem de Lula e foca no combate ao crack

Na propaganda eleitoral levada ao ar na noite desta quinta-feira (19) pelo candidato da oposição o tucano José Serra,o programa mais uma vez lembrou algumas das ações de Serra quando foi ministro da Saúde, e a o combate ao consumo de de crack. O tema foi descrito como “um novo desafio” a ser enfrentado pelo país e pelo José Serra

A campanha tucana gravou depoimentos de especialistas e usuários, que fizeram relatos sobre sua situação de dependência. O locutor afirmou que hoje, no Brasil, 600 mil pessoas usam crack. Serra fez imagens na frente de uma clínica de atendimento a dependentes e disse que o se eleito, assumirá como prioridade políticas de atendimento aos dependentes químicos..

Eis que, coincidentemente, hoje a matéria de capa do jornal O Globo, nada mais é que o... Crack!!

Senador tucano muda o nome, descola de Serra e se diz independente


Na estreia de sua propaganda eleitoral na TV, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) se declarou "independente", tirou o "H" do nome e pediu votos à reeleição, seja o eleitor "vermelho ou azul".Ou seja, pediu votos para os petistas

Um dos maiores críticos do governo Lula durante oito anos de mandato no Senado, Virgílio já havia desvinculado sua campanha da candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência e até ameaçou de surrar o Presidente Lula em praça pública.

Sem palanque na disputa ao governo, o Amazonas (1,5% do eleitorado brasileiro) é um dos Estados onde Serra tem mais dificuldades. São dois milhões de votos."Nossa campanha é a campanha de um senador independente, que só obedece ao povo do Amazonas", diz o tucano na fala de encerramento do programa.

Segundo a última pesquisa do Ibope no Estado -27 a 29 de julho-, Virgílio tem 43% das intenções de voto. O ex-governador Eduardo Braga (PMDB) lidera com 86%, e Vanessa Grazziotin (PC do B) marca 33%. Tanto Braga quanto Grazziotin defendem a candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto.

Na corrida ao governo, Virgílio apoia Alfredo Nascimento (PR), que marca 37% no Ibope, contra Omar Aziz (PMN), líder com 49% das intenções de voto."Você pode até ser do contrário, mas a gente tem algo em comum. Não importa se eu sou vermelho, não importa se eu sou azul, o melhor senador do Amazonas todos sabem que é o Artur", diz o jingle.

Virgílio usou seus dois minutos e 50 segundos na tela para dizer que "apoia o certo e critica o errado". Na coletânea de imagens, aparece ao lado do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e de Sabrina Sato, do programa Pânico."Na hora de aprovar os bons projetos para melhorar a nação, tá lá o Artur com dignidade cumprindo a sua missão", frisa o jingle eleitoral.A bandeira da campanha é a defesa da Zona Franca de Manaus. A coligação inclui, além do PSDB, o PPS e o PV.