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segunda-feira, 9 de abril de 2007

TJ manda instalar CPI da Nossa Caixa

Devo agradecer o nosso amigo leitor Stanley, sempre muito atento, nos conta as novas da Web. A boa de hoje do Stanley é que; Pela primeira vez desde 1995, quando o PSDB assumiu o governo de São Paulo, os tucanos podem enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Neste 12 anos, a maioria governista conseguiu engavetar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo 70 pedidos de CPI. O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu mandado de segurança à oposição para instalar uma CPI para investigar o uso político das verbas de publicidade da Nossa Caixa durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (2001-2006). A CPI foi pedida em abril do ano passado. O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Vaz de Lima (PSDB), confirmou por meio de sua assessoria ter recebido a notificação do TJ e vai esperar a publicação do acórdão para tomar as providências. O acórdão deve ser publicado nesta semana. É bom lembrar que o Roger Ferreira, aquele que pagava deputados, jornais e revista que apoiavam Alckmin com o dinheiro da Nossa Caixa, foi contratado por José Serra ontem...

Caixa venderá casas para famílias de baixa renda



A Caixa Econômica Federal deve assinar mais um acordo para a construção de imóveis destinados a famílias de baixa renda (que ganham até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 1,9 mil) em todo País. De acordo com o jornal Diário de S.Paulo, o banco não anunciou com que construtora será fechada a parceria, mas adiantou que serão ofertadas mais de seis mil unidades.

Há duas semanas, a Caixa firmou parceria com a Fit Residencial, empresa da Gafisa para a baixa renda, para construir e financiar imóveis. A parceria conta com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Estamos negociando dois desses convênios. Um já está prestes a sair, será nos próximos dias. Os convênios são nacionais e a execução nos Estados vai depender de cada projeto", disse o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda.

Pelo acordo anterior com a Gafisa, os imóveis custarão entre R$ 55 mil e R$ 130 mil. Todos serão financiados pelo banco de acordo com as condições de cada linha de crédito. Na opção Carta de Crédito FGTS, por exemplo, a taxa de juros é de 6% ao ano e o financiamento pode ser de até 100% do valor do bem, com prazo máximo de 240 meses

Dia do macho

O vereador Carlos Apolinário (PDT) está eufórico com a publicação no Diário Oficial o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual .Autor do projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Hétero em São Paulo, o vereador líder do PDT na Câmara Carlos Apolinário deu entrevista sobre o tema à revista "G Magazine aqui", voltada ao público gay.Gilberto Kassab, terá de decidir se aprova ou não uma lei do Dia do Orgulho macho. Apolinário, evangélico que condena a forma “espalhafatosa” e festiva dos gays de SP, a terra da maior parada do gênero do mundo. O texto do projeto diz claramente que a intenção é preservar os bons costumes paulistanos. "Não é crime ser gay, mas sou contra os excessos (...). Veja na Parada: aquele gay que vai lá normal, de bermuda e camiseta, não tem problema", declarou o vereador.E você amigo leitor dos amigos do Presidente, vão a passeata do macho?

Economista americano otimista com o Brasil

"Estou otimista com o Brasil. E, se olhar o mapa, estar otimista com o Brasil leva a estar otimista com toda a América Latina. Eu não perco sono com a América Latina. Está em paz, não dividida pelo terrorismo, é democrática e tem dado passos largos em desenvolvimento humano". Do economista JEFFREY SACHS, sábado no "Financial Times", dizendo que "a América Latina está indo bem melhor do que em geral se pensa".

Lula anuncia que Brasil poderá exportar navios



O Presidente Lula, em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", defendeu a indústria naval do País e afirmou que o Brasil pode passar de importador a exportador de navios. "Eu acredito que o Brasil pode produzir não apenas os navios que nós precisamos e as plataformas que nós precisamos, mas o Brasil pode ser exportador de navios produzidos dentro do Brasil e de plataformas produzidas dentro do Brasil."

Ele salientou que não tem nada contra outros países, "mas é bem melhor investir o dinheiro dentro do Brasil, gerar empregos". Ele lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê a construção de 42 navios. "Estamos começando com 19, já assinamos um contrato de 10 no Porto de Suape, em Pernambuco, e nesta próxima quarta-feira irei ao Rio de Janeiro assinar contrato para mais nove navios."

Lula enfatizou que o aumento da frota vai tornar o Brasil um país competitivo na produção de navios de plataforma. "Se nós tivermos uma indústria naval forte, com uma Marinha mercante forte, com uma boa frota de navios, vamos poder viajar pelo mundo, vendendo produtos brasileiros e exportando produtos estrangeiros com navios brasileiros, com trabalhadores brasileiros, com a bandeira brasileira."

Generosidade com dias contados

Fatores como a ausência de idade mínima para a concessão de aposentadorias por tempo de contribuição, limites de idade para viúvas ou comprovação de dependência financeira para ter direito a pensões por morte fazem do sistema de Previdência Social do Brasil um dos mais “generosos” do mundo. É o que mostra estudo que compara as regras para aposentadorias e pensões em 20 países feito pelo economista Paulo Tafner, coordenador de Estudos de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

O trabalho será levado à terceira reunião do Fórum Nacional de Previdência Social amanhã, que terá como foco o panorama dos modelos previdenciários no mundo. A reunião também vai marcar a estréia do novo ministro da Previdência, Luiz Marinho, na condução do Fórum. Ele substituiu Nelson Machado e, durante sua posse, o Presidente Lula frisou que o novo ministro terá a missão de “salvar” a Previdência, mas sem impor perdas aos atuais trabalhadores.

O estudo pondera que a definição de “generoso” se coloca no contexto de que, num sistema de previdência, os benefícios não devem, em média, superar a renda das pessoas que ainda trabalham. “E se tomarmos a experiência internacional - muito mais antiga e consolidada do que a nossa - como referência, então certamente chegaremos à conclusão de que nosso sistema é por demais generoso”, comenta Tafner. A análise do economista se concentra nas aposentadorias e pensões que, no caso do Brasil, representaram 70% dos R$ 165 bilhões das despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado

Risco-Brasil atinge nova mínima recorde, a 154 pontos

O risco-Brasil, medido pelo banco JP Morgan, recuou 10 pontos nesta segunda-feira, atingindo nova mínima histórica, a 154 pontos-básicos. O risco dos países emergentes operava a 154 pontos-básicos acima dos Treasuries.

O indicador, considerado um dos termômetros da confiança dos investidores na economia do País, já havia registrado novo recorde de baixa na semana passada, atingindo 164 pontos no fechamento da última quinta-feira. Desde a segunda quinzena de março, o índice bate recordes de baixa.

Criado para orientar, o risco-país é vantajoso quando seu valor é reduzido, pois atrai investidores. Para realizar o cálculo, o JP Morgan considera indicadores econômicos e sociais dos países emergentes, como crescimento da economia.

Brasil é prioridade para BNP Paribas na América Latina

O francês BNP Paribas vê como positivas as perspectivas econômicas do Brasil, o que posiciona o país como prioridade na América Latina, disse o presidente mundial da instituição nesta segunda-feira. O banco pretende consolidar-se nas áreas em que já atua e desenvolver os segmentos de private banking e gestão de ativos no País, afirmou Michel Pébereau, presidente do Conselho de Administração do BNP, destacando que a expansão deve ocorrer dentro da estrutura já existente da instituição financeira. O BNP está presente no Brasil há cerca de sete anos e tem 1,5 mil funcionários.

Comentando as políticas econômicas brasileiras dos últimos anos, ele destacou que o interesse do banco no País é tão grande como em seus parceiros do chamado Bric - grupo de países que inclui ainda Índia, Rússia e China. "Achamos que o Brasil vai crescer mais nos próximos anos, se desenvolver mais e vamos acompanhar esse crescimento ou crescer até mais", disse ele em São Paulo.

Entre as atividades nas quais pretende se destacar no Brasil, Pébereau citou primeiramente o segmento voltado para o comércio exterior. "Já somos líderes nesse setor e pretendemos continuar crescendo. Também pretendemos continuar fortemente nas áreas de crédito ao consumidor e de seguros". "Pretendemos desenvolver no Brasil a partir de agora os segmentos de private banking e de gestão de ativos", "Prevemos um desaquecimento (dos EUA) neste ano, mas nada que cause um impacto maior para os outros (países). Se houver uma desaceleração global por conta disso, não há razão para inquietude nos emergentes."acrescentou.

domingo, 8 de abril de 2007

Cleptomania para rico. Ladrão para pobre

Brasileiro não desiste nunca. E também não perdoa. Nem bem assentou a poeira em cima do episódio da prisão do rabino Henry Sobel, acusado de furtar quatro gravatas em Palm Beach, nos EUA, e já circulavam as primeiras piadas e comunidades fazendo piadas e ironias sobre o caso. Além de comentários irônicos em blogs, que não perderam tempo o principal foco de piadistas foi, como de costume, o site de relacionamentos Orkut. Lá, uma das comunidades com maior fluxo de membros é a Free Henry Sobel (liberte Henry Sobel), cujo mote é ´Ele é o nosso Winono Ryder!´ , mencionando episódio em que a atriz Winona Ryder foi flagrada roubando roupas em uma loja, também nos Estados Unidos. O site ainda traz uma enquete com imagens de gravatas e que convida os membros a votarem em qual é a mais bonita.

Em outra comunidade, na Henry Sobel Nunca me Enganou (159 membros), a enquete é outra, perguntando "por que o Henry Sobel roubou as gravatas?" Entre as alternativas, respostas como: "ele esqueceu a carteira em casa e ia pagar depois"; "porque ele achou que as gravatas eram de graça"; "por causa da paz entre os povos"; "foi tudo uma armação da Palestina"; "porque ele é judeu"; "um cristão que colocou as gravatas no bolso dele" e "porque as gravatas eram lindas demais". Mas mesmo em meio às piadas, o Orkut também teve espaço para manifestações de solidariedade, em comunidades de desagravo ao rabino e também na comunidade O sotaque do Henry Sobel, que, em sua descrição, esclarece que "existe para fins humorísiticos e pacíficos, portanto qualquer tópico com discussões racistas, anti-semitas e derivados serão execrados" e que tem como base o sotaque característico que o rabino mantém apesar de estar há tanto tempo no Brasil. Ou como a comunidade afirma, "O importantchi eh ter paz!!". Ao ser preso por afanar gravatas, Henry Sobel não contou ser rabino, nem que tomava remédios, revela o capitão Elmer Gudger, da polícia da Flórida.

Pena de que?

“Enquanto não diminuirmos as desigualdades, não há Código Penal que dê jeito na violência urbana!”

Bandido bom é bandido...

Em 22 de novembro de 2003 o rabino Henry Sobel disse ao Estadão que a situação assustadora do País o levava a defender a pena de morte, mesmo "decepcionando meus amigos e companheiros dos direitos humanos"...Claro que o rabino não é mais exemplo de moralidade, mas talvez para dar corda ao rabino a Folha de S.Paulo deste domingo foi ver o que os Brasileiros pensam sobre o assunto... Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que aumentou o número de pessoas que apóiam a pena de morte no Brasil. O levantamento, realizado nos dias 19 e 20 de março, revela ainda que a maioria da população é contra mudanças na legislação sobre o aborto, que permite a interrupção da gravidez apenas em casos de estupro e risco de morte da mãe ou do bebê. Segundo os dados divulgados pelo jornal, 55% das 5.700 pessoas ouvidas em 25 estados disseram ser favoráveis à pena de morte e 40% contra. Na pesquisa anterior, realizada em agosto de 2006, 51% eram favoráveis à pena de morte e 42% contrários.

Segundo o jornal, desde 91, quando o Datafolha iniciou a pesquisa sobre a opinião dos brasileiros sobre a pena de morte, o índice favorável à punição nunca foi inferior a 48%. No entanto, para Viviane de Oliveira Cubas, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo, que foi entrevistada pelo jornal, a atenção dada pela mídia ao tema violência e sensação de insegurança vivida pelas pessoas refletiu na pesquisa. "Normalmente quando você faz pesquisas em um momento de crise, os resultados despontam", teria dito a pesquisadora.

sábado, 7 de abril de 2007

Serra conta os podres de Alckmin de olho em 2010

A reportagem da Folha de S.Paulo, junto com José Serra está servindo para destruir de vez uma falsa imagem criada sobre Geraldo Alckmin, de olho na presidência em 2010. Durante muito tempo, além de blindar a figura insossa do ex-governador, a mídia hegemônica difundiu a o mito de que ele seria um exemplo de "administrador competente" e de "gerente eficiente". Tamanha mistificação enganou alguns inocentes e desinformados. Mas os fatos negam esta pretensa qualidade.A mentira ficou mais visível na delicada e explosiva área da segurança pública.A folha teve que recuar e contar aos seus leitores a verdade escondida. Na reportagem de ontem a folha diz que a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo admitiu ontem que o número de assaltos a banco pode ser muito maior que o informado pela própria pasta nos últimos anos. As estatísticas oficiais do governo paulista registraram menos da metade dos casos apontados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O crime de roubo a banco registra uma tendência de crescimento, governo paulista manipulava os números para baixar as estatísticas.Pela contabilidade da secretaria, foram 67 roubos a banco na capital paulista em 2005 e 122 em 2006. Os números da Febraban são bem maiores: 193 ocorrências na cidade de São Paulo em 2005 e 274 casos no ano passado. Nessa comparação, 278 roubos a banco ficaram de fora das estatísticas do Geraldo Alckmin.

As maiores diferenças foram registradas no primeiro e no terceiro trimestres de 2006. Entre janeiro e março do ano passado, ocorreram 77 roubos, segundo a Febraban, mas a secretaria só computou 29.Entre junho e setembro, foram 81 ocorrências apontadas pela federação, enquanto o governo só divulgou a existência de 47 episódios.Mas a diferença entre os números oficiais e os dados do setor bancário pode ser ainda maior. Segundo a assessoria de imprensa da Febraban, as instituições bancárias não são obrigadas a fazer o registro do roubo na federação e casos podem ter ficado de fora.A Febraban salientou também que as instituições bancárias fazem o registro de todos os casos na polícia e não soube informar o motivo da diferença dos números. E as três recentes ondas de violência no Estado, que causaram a morte de quase 200 pessoas e a destruição de inúmeros bens públicos e privados, que confirmaram a total incompetência dos tucanos e a sua insensibilidade social,? Estão certos esses dados? Certo mesmo é que a folha já começou a campanha de José Serra para a presidência!

Bandalheira geral!

Um ano depois de deixar o Palácio dos Bandeirantes sob a acusação de direcionamento político de verbas publicitárias do Banco Nossa Caixa, o jornalista Roger Ferreira está de volta ao governo de São Paulo.Assessor especial da gestão Geraldo Alckmin (2003-2006) até 27 de março do ano passado, quando, sob pressão, pediu exoneração, Ferreira, por meio de sua empresa, é hoje responsável pela comunicação da pasta da Educação.No final da gestão Alckmin, ele comandou a pasta da Comunicação e foi considerado uma peça estratégica na engenharia política que levou o tucano a ser indicado candidato do PSDB a presidente.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Pequeno Príncipe

Do blog do colega Xico Sá: Viram o que aconteceu com o filho bastardo de FHC em Barcelona? Sem dizer que é filho do ex-presidente –eis um tabu que a grande imprensa arrasta desde a eleição do tucano- a colunista Mônica Bergamo, da Folha, em mais um dos seus tantos furos semanais, conta que Tomás foi esfaqueado por duas meninas de 15 anos e um garoto de 17. Sim, na decente e civilizadíssima cidade das ramblas, bem longe das balas perdidas desta Ponte Aérea.

Registrado apenas com os sobrenomes da mãe, Tomás Dutra Schmidt , nascido em 1991, em Brasília, filho da jornalista Miriam Dutra (correspondente da Globo), passa bem, gracias, e os agressores, menores, já foram soltos.

Somente a revista “Caros Amigos” já publicou extensa reportagem sobre o FHCezinho no Brasil, sob a alegação de que era notícia relevante sim, uma vez que a dita grande imprensa escancarava, sem menor escrúpulo, os bastardos de Collor, Maluf, Lula, Pelé, Romário, Edmundo e outros tantos políticos e celebridades. O que vocês acham? A imprensa deve publicar esse tipo de caso durante uma campanha eleitoral, por exemplo?

Collor propõe parlamentarismo

O ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) deve apresentar na semana que vem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que sugere a implementação do regime parlamentarista no País. O senador diz que no sistema presidencialista, o presidente tem um acúmulo de funções, "o de chefe de governo e de Estado, o que dificulta investigações". Ainda na opinião de Collor, a mudança tem de fazer parte de todo um conjunto de projetos da reforma política. "O presidencialismo é uma carroça no sistema político brasileiro", resume o senador.

Comprovado caixa 2 de Azeredo. E agora?

No ano de 2004 e 2005 o ex-deputado Roberto Jefferson denunciou que o esquema do “valerioduto” iniciara-se na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998.Naquele período, Azeredo tinha assumido a presidência do PSDB nacional e seus companheiros de partido desqualificaram as denúncias, tendo em vista a inexistência de provas naquela ocasião. O Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF) deram início às investigações e coletas de prova.A documentação que comprova as práticas ilícitas na campanha de Azeredo são tremendamente robustas e indiscutíveis e você poderá ver toda a documentação clicando no link abaixo:.

Movimentação financeira da campanha de Azeredo apresentada por seu coordenador Cláudio Mourão, Auto de Apreensão desta documentação pela Polícia Federal em 24 de novembro de 2005

Comprovantes de depósitos feitos por Azeredo para os candidatos através da SMP&B

Relatório encaminhado pela Cemig ao deputado Rogério Correia informando sobre os pagamentos efetuados à SMP&B em 1998 e 1999

Pensando bem, qual a diferença entre Fernandinho Beira-Mar e Azeredo?

A única diferença clara é que o traficante montou uma quadrilha para traficar e o senador montou uma quadrilha para assaltar o cofre público mineiro. Enfim, ele faz tudo igual à Beira-Mar ou a qualquer delinqüente. A única diferença é que para Azeredo “deu tudo certo”. Ele conseguiu eleger-se senador e no atual manual político “vale tudo, só não vale perder a eleição” e Beira-Mar não consegue eleger-se a nada....Leia mais

Vergonha, senhores

Na quarta-feira da semana passada, a Miss Paraná teve a bolsa furtada quando visitava o Senado Federal. “Fiquei meio chateada, mas a gente tem que seguir em frente”, disse Jéssica Pereira, ainda entre incrédula e decepcionada. Se acompanhasse com freqüência o noticiário sobre o Congresso Nacional, talvez não ficasse assim tão surpresa. Afinal, o desconforto dela é o mesmo que costuma assaltar, cada vez com mais freqüência, milhões de cidadãos país afora. A maioria, mesmo sem nunca ter vindo a Brasília, cansou-se de ver parlamentares meterem a mão a torto e a direito no dinheiro que todos pagamos de impostos.

De forma geral, os políticos brasileiros nunca estiveram com a credibilidade tão em baixa. Deveriam, portanto, ter mais escrúpulos na hora de legislar em causa própria. Mas não é o que se vê nos dias atuais. Muito pelo contrário. A sensação passada para a sociedade é a de que deputados não vêem a hora de aproveitar qualquer descuido de jornalistas para aprovar novos aumentos de salários e das mil e uma verbas das quais usufruem, à custa da falência da educação, da saúde, da segurança, das estradas... Enfim, do bom senso que deveria nortear todas as ações dos homens públicos.

O mal-estar cresce quando se constata que o descaramento é quase generalizado. Principalmente quando se percebe que charlatães com suposto discurso são os mais alvoroçados em transformar o Congresso num balcão de negócio e em levar vantagem em tudo. Não, não se trata de apologia ao fechamento do Congresso Nacional. Mas sim de um grito de alerta. O brasileiro merece representantes mais dignos. Gente com vergonha na cara. Que pense mais no desenvolvimento do país, e menos no próprio umbigo. Ou melhor, no próprio bolso.

Chega dessa rapinagem vergonhosa. Dessa eterna desconfiança de que nenhum governante faz obra nenhuma sem levar algum dinheiro por baixo dos panos. Dessa desconfortável sensação de que a corrupção se tornou endêmica no país, com políticos sem ética de um lado, e empresários sem escrúpulos na outra ponta, juntos sangrando os cofres públicos. Está na hora de acabar com as licitações viciadas, de parar de roubar o dinheiro que poderia ajudar o país a dar um salto no crescimento e a reduzir a gritante desigualdade social que nos condena ao atraso perpétuo. Será que é demais pedir pelo menos um pouco de vergonha?