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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um super, ultra, hiper, Ano Novo para vocês meus queridos leitores



Mais um ano se passa e juntos podemos comemorar a virada de mais um novo tempo, de encher nossos corações de esperanças, de dizer adeus ano velho, feliz Ano Novo. São nove anos juntos!

É muito bom ter alguém tão especial como vocês meus queridos leitores, alguém que posso contar sempre que preciso, que me dá carinho e atenção. Vocês são os máximos dos máximos

E mesmo com todos os obstáculos que a vida nos prepara, conseguimos superar as barreiras e passar para este outro ano que com certeza será melhor.

Desejo que esse ano seja um ano de realizações, que vocês consigam atingir todas as suas metas e que seja um ano de muita paz, saúde e alegria....Feliz 2015, para vocês e seus familiares!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Governo tucano de Minas dá calote em construtoras, que cobram a dívida


Após 12 anos à frente do governo de Minas Gerais, o PSDB e seus aliados entregarão o poder ao PT na quinta-feira (1º) com R$ 200 milhões em caixa, mas sofrendo cobrança pública pelos débitos que deixaram para trás.

O governo admite que recorreu a um artifício fiscal ao usar o superávit financeiro do exercício de 2013 para fechar as contas de 2014. E, mesmo assim, débitos ficarão pendentes, em valor total não informado.

Na semana de encerramento do atual governo, o Sicepot-MG (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado) publicou em jornais mineiros uma carta que enviou ao governador Alberto Pinto Coelho (PP), cobrando o pagamento de R$ 350 milhões por obras realizadas para o Estado.

Os empreiteiros dizem que obtiveram do governador a promessa de quitação do débito até 20 de dezembro. "Manifestamos nossa indignação com os acontecimentos que vem ocorrendo e pedimos a máxima urgência na quitação das dívidas, conforme prometido", encerra a carta, assinada pelo presidente do Sicepot-MG, Alberto Salum.

A Folha pediu esclarecimentos ao governo, que, em nota, informou que avisou o Sicepot que o pagamento aos seus associados depende da liberação de recursos de operação de crédito (R$ 1,3 bilhão) contratada junto ao Banco do Brasil.O governo alega que desde agosto o Estado está apto a receber o recurso.Na Folha

Vem pra posse, vem! :Posse de Dilma terá presença de pelo menos 70 autoridades estrangeiras


A posse da presidente Dilma  contará com a presença de pelo menos 44 altas autoridades estrangeiras no dia 1º de janeiro. Encabeça a lista, obtida pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; o vice-presidente da China, Li Yuan Chao; e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

A maioria dos convidados são da América do Sul. José Mujica, atual presidente do Uruguai, virá a Brasília acompanhado de seu sucessor, Tabaré Vázquez, eleito presidente na eleição de novembro. Confirmaram presença a presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o líder paraguaio Horácio Cartes e secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper. A Colômbia será representada pelo vice-presidente Angelino Garzón e a Argentina pelo vice-presidente Amado Boudou, já que a presidente Cristina Kirchner lesionou o tornozelo e está impedida de viajar.

Da Europa virão o vice-chefe de governo da Rússia, Alexander Torshin, o vice-primeiro ministro de Portugal, Paulo Portas, e o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven. Integra a lista dos convidados estrangeiros a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

Programação

O roteiro da cerimônia de posse prevê o início da solenidade às 14h40, com a chegada da presidente Dilma à Catedral Metropolitana de Brasília, de onde seguirá o restante do trajeto no Rolls Royce presidencial. Para as 15 horas está marcada a cerimônia de compromisso constitucional no Congresso Nacional e às 16h20 ela subirá a rampa do Palácio do Planalto. Dez minutos depois está previsto o pronunciamento ao público no Parlatório, em frente À Praça dos Três Poderes.

Pela programação do cerimonial, às 17 horas a presidente receberá os cumprimentos dos chefes e vice-chefes de Estado e de governo no salão leste do Palácio. Na sequência, às 17h30, fará a nomeação dos ministros no salão nobre e às 18h15 participará da fotografia oficial do novo governo no salão oeste. O último evento da posse será a recepção dos convidados no Palácio do Itamaraty, às 18h30.

Antes de assumir governo, Pimentel manda Spinelli fazer uma limpeza geral


O controlador-geral do município de São Paulo, Mário Vinícius Spinelli, aceitou o convite de Fernando Pimentel (PT) para assumir o mesmo cargo no governo de Minas Gerais.

Pimentel toma posse nesta quinta (1º), no lugar do grupo do tucano Aécio Neves, que comandou o Estado por 12 anos.

Spinelli deve repetir em Minas o trabalho que fez em SP. No começo da gestão de Haddad, ele cruzou informações sobre o patrimônio de funcionários públicos. Acabou desmantelando uma máfia suspeita de desviar R$ 500 milhões, que atuou na gestão anterior, de Gilberto Kassab.

Agora, Spinelli analisará também dados de gestões anteriores em Minas Gerais, como as dos tucanos Antonio Anastasia e Aécio Neves.

Pimentel confirmou ainda o nome de duas mulheres no primeiro escalão de seu governo: Macaé Evaristo será a secretária de Educação e Sinara Meirelles assumirá a presidência da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas). Macaé, que é negra e tem um currículo respeitado, foi titular da pasta de Educação quando Pimentel era prefeito de Belo Horizonte.

O secretário estadual de Saúde será Fausto Pereira dos Santos. Deficiente físico e ex-presidente da ANS, ele hoje é secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. - Da Coluna da Monica Bergamo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Jornal britânico Financial Times, afirma: corrupção no Brasil não exclui PSDB


Trem de CPTM: "a suposta manipulação das propostas para construção de linhas do Metrô de São Paulo e da CPTM são um embaraço para o PSDB", diz o texto

O problema da corrupção não pode ser atribuído apenas ao Partido dos Trabalhadores e parece ser um desafio brasileiro. Essa é a conclusão de uma reportagem do jornal britânico Financial Times publicada na edição impressa desta segunda-feira. Ao citar o escândalo de corrupção para a compra de trens que envolveria os governo do PSDB do Estado de São Paulo, a publicação diz que o principal partido de oposição do governo federal, o PSDB, também está "na berlinda".

O FT cita que o noticiário internacional relacionado ao Brasil tem dedicado espaço ampliado ao suposto esquema de corrupção que envolve a estatal Petrobras e atinge os partidos da base governista em Brasília. "Mas, ainda que receba menos atenção, outro escândalo de longa data envolvendo o sistema ferroviário suburbano do PSDB de  São Paulo também está chegando a um ponto crítico", diz o jornal.

A reportagem diz que a polícia já indiciou 33 pessoas e congelou mais de R$ 600 milhões em ativos de várias empresas do setor ferroviário - entre elas a alemã Siemens e a francesa Alstom - que têm negócios com o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O quadro, diz o FT, "constrange o PSDB, que governa o Estado de São Paulo há 20 anos".

Uma das principais lideranças tucanas, o paulista José Aníbal, poderia ter ligação com o esquema, diz a reportagem que cita o processo que está na Justiça.

"A suposta manipulação das propostas para construção de linhas do Metrô de São Paulo e da CPTM são um embaraço para o PSDB, cujo candidato, Aécio Neves, esteve perto de vencer as eleições contra Dilma Rousseff em outubro", diz o FT. "O escândalo ferroviário de São Paulo, que poderia se estender por 15 anos de governos do PSDB entre 1998 e 2013, mostra que a corrupção nos contratos públicos é um problema brasileiro, e não um desafio de apenas de um único partido".

domingo, 28 de dezembro de 2014

Dinheiro do cofre público de Minas foi parar nas rádios e jornal de Aécio e família


Ao apagar das luzes dos 12 anos de governo do PSDB à frente do Estado de Minas Gerais, dados dos gastos com publicidade nas empresas de comunicações do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e família vêm a público. Entre 2003 e 2014, foi repassado um total R$ 1,2 milhão a três rádios e um jornal ligados à família de Aécio Neves (PSDB-MG)

A  Rede Globo  faturou  R$ 290 milhões dos cofres mineiro. Entre os jornais, foram gastos... Continue lendo aqui

#SomosTodosDilma! Vem pra posse, vem!


Somos Brasil, somos Dilma e somos PT.

 "Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", são alguns dos termos que constarão no discurso de posse da presidente reeleita Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro, de acordo com o cronograma do evento de posse divulgado neste domingo pelo PT. Hoje (28), o cerimonial da Presidência realizou um ensaio geral do evento.De acordo com a agência de notícias do partido, Dilma deixará o Palácio do Planalto, em carro aberto, às 14h30, e seguirá para o Congresso Nacional onde será recebida pelos presidentes do Senado e da Câmara, para o início da cerimônia de Compromisso Constitucional.

Ao deixar o Congresso, por volta das 16h, Dilma se dirigirá à Praça dos Três Poderes e, ao lado dos comandos militares, ouvirá o Hino Nacional. Ao final, a presidente será homenageada com uma salva de 21 tiros.
O pronunciamento de Dilma está programado para às 16h30. Depois, a presidenta receberá os cumprimentos dos chefes de Estado e de governadores presentes e dará posse aos ministros. Após essa etapa da cerimônia, Dilma participará de um jantar no Itamaraty.

Desde o início do mês, o PT está mobilizando  eleitores nas redes sociais por meio de uma "convocação" de apoio à posse da presidente. O partido criou  o site "Posse da Dilma", onde internautas podem deixar recados e manifestar seu apoio à presidente reeleita. Nas redes sociais, foram criadas hashtags para o evento como: #possedaDilma #eunaPosse. O partido está chamando o evento do dia 1º de janeiro de Marcha da Esperança.

Durante café da manhã com jornalistas, no último dia 18, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, confirmou que o PT está convocando movimentos sindicais e sociais do Brasil inteiro para que organizem caravanas e estejam presentes em Brasília na posse. "O importante é que a posse mostre que ela (Dilma) tem legitimidade e apoio popular e, com isso, desencorajar eventuais aventureiros que queiram trabalhar a ideia de deslegitimar o governo dela", avisou Carvalho. Segundo ele, a cerimônia de posse terá caráter "marcadamente político, no sentido de uma disputa, de uma festa, de uma celebração de uma vitória", disse, na ocasião.

Shows

Além das formalidades previstas, o evento da posse terá, na parte da manhã, um palco montado para shows musicais com atrações como a banda de percussão Maria Vai Casoutras, o rapper brasiliense Gog e a cantora Alcione. A cantora Ellen Oléria fará o encerramento das apresentações às 18h30.

Tanto na Praça dos Três Poderes quanto próximo ao Congresso Nacional haverá telões onde será transmitido ao vivo todo o circuito cumprido pela presidente. Durante o tempo em que Dilma estiver no Palácio do Planalto recebendo os cumprimentos e empossando ministros, do lado de fora haverá apresentações culturais para o público.

Cerimonial do Planalto faz hoje ensaio da posse de Dilma


 Enquanto Dilma descansa na Base Naval de Aratu, na Bahia, o cerimonial do Palácio do Planalto faz os ajustes finais da cerimônia de posse, marcada para o dia 1º. Hoje, será feito um ensaio para simular o trajeto da presidente e conferir os procedimentos de segurança do evento.

No roteiro, Dilma deve chegar à catedral às 14h40 e fazer um desfile no Rolls-Royce até o Congresso, para a cerimônia de compromisso institucional. De lá, segue para o Palácio do Planalto, faz pronunciamento no parlatório às 16h30 e recebe cumprimentos de chefes de Estado.

No Planalto, a proximidade da posse já pode ser vista. Mil cadeiras foram levadas ao salão nobre e outras mil para o andar térreo para acomodar o público. No salão leste, poltronas foram colocadas para as autoridades. Confirmaram presença o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, e os presidentes José Mujica (Uruguai), Michelle Bachelet (Chile) e Nicolás Maduro (Venezuela). A incógnita é o clima de Brasília, já que fortes chuvas têm atingido a cidade. Por ora, a previsão é de tempo seco.

Provas contra Luciano Mota (PSDB) foram recolhidas na operação Operação Gafanhotos da PF



O prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB), de 32 anos, que era visto desfilando na cidade ao volante de uma Ferrari avaliada em R$ 1,5 milhão ou usando ternos de até R$ 4,5 mil, está sendo apontado agora pela Polícia Federal como suspeito de chefiar um esquema que pode ter desviado até R$ 30 milhões por mês de recursos públicos — um terço da receita mensal do município, estimada em R$ 90 milhões. Provas contra o prefeito foram recolhidas ontem durante um operação da PF para cumprir 11 mandados de busca e apreensão, sete deles no gabinete de Luciano e em secretarias de Itaguaí.
Policiais chegam à prefeitura de Itaguaí durante a Operação Gafanhotos -
 Três investigados prestaram esclarecimentos à PF. Uma funcionária da prefeitura, cujo nome não foi revelado, e os secretários Amaro Gagliarda (de Assuntos Extraordinários) e Ricardo Soares (de Turismo). Os dois últimos acabaram indiciados por desvio de verba pública, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e formação de quadrilha. Outros dois acusados, Luciano Mota e o secretário de Transportes, Alex Lucena, não foram encontrados. Contra os cinco havia mandados de condução coercitiva (que permite à polícia obrigar um suspeito a depor), emitidos pela Justiça Federal.

Todos soltos: Após quase dez anos, ninguém foi julgado por mensalão tucano.



Em junho de 2015 completam-se dez anos da descoberta do mensalão do PSDB. Enquanto o julgamento do mensalão do PT já foi concluído, o do PSDB de Minas se arrasta.

Somente neste ano o processo do então governador Eduardo Azeredo (PSDB), que desde março de 2014 está pronto para ir a julgamento, deverá ser analisado pela primeira instância da Justiça mineira. A data não foi marcada ainda.

Azeredo renunciou ao mandato de deputado federal e perdeu o foro privilegiado. O STF (Supremo Tribunal Federal), então, encaminhou o processo para a primeira instância.

Apesar de a renúncia ter ocorrido em março, somente no dia 4 de dezembro a ação penal chegou à 9ª Vara Criminal, em BH, onde já tramita outro processo, esse com oito réus.

Essa outra ação tinha dez réus, mas a morosidade da Justiça permitiu que o crime prescrevesse para dois deles, que completaram 70 anos. Os favorecidos foram o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e o tesoureiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão.

Esse processo ainda se arrasta, e nenhum réu foi nem sequer ouvido. A última audiência do ano não aconteceu porque os advogados dos réus não foram notificados do depoimento com a última testemunha de defesa, justamente do réu José Afonso Bicalho. A audiência foi remarcada para 21 de janeiro.

Há ainda um terceiro processo, que envolve o ex-senador Clésio Andrade (PMDB). Ele também renunciou ao mandato, o que levou o processo para a primeira instância.

Janio de Freitas: Como um paredão.Dilma priorizou a montagem de uma estrutura política forte



Dilma Rousseff priorizou a montagem de uma estrutura política forte, capaz de se impor
 Nem há no Brasil grandes figuras para compor um ministério de notáveis, nem seria preciso dar encerramento melancólico a um mandato difícil, com o anúncio de uma nova composição ministerial recebida por crítica ou por indiferença. Há uma explicação para isso, que muitos podem considerar suficiente para justificar a cara do novo mandato. Mas não é.

Em vez de escolhas que fizessem esquecer a média lastimável do ministério no primeiro mandato, Dilma Rousseff deu prioridade à montagem de uma estrutura política forte, capaz de se impor em duas frentes. Uma, a do Congresso, que lhe deu quatro anos de problemas ininterruptos e custo político muito alto para cada solução. Outra, a que começa a combinar a hostilidade dos meios de comunicação, também constante e indiscriminada no primeiro mandato, e o despertar feroz da oposição. Este, ainda a se confirmar, porque dá trabalho.

O futuro ministério tem tropas mais firmes no Congresso, atendendo a quase tudo o que ali pesa, e nos Estados mais representativos na opinião pública. Mas a prioridade ao político tem outra face: é sugestiva de que Dilma não pensa no segundo mandato como uma administração de passadas largas e inovadoras, com realizações e ampliações que, por si mesmas, dariam ao governo sustentação para atravessar os quatro anos e chegar sem medo a 2018. O que se insinua é mesmo a concepção do botafoguense Joaquim Levy: investimentos e transformações sociais rebaixados para a segundona.

AS VITORIOSAS

Quando se escreva sobre o que foi o primeiro mandato de Dilma, as mulheres que o integraram merecem um realce especial. Em comparação com o mais numeroso e prestigiado grupo dos homens, o das ministras é que foi exemplar no cumprimento dos objetivos, na sobriedade imposta às suas áreas e na discreta conduta pessoal. Mesmo Marta Suplicy, que de início confundiu Ministério da Cultura e Ministério da Costura, e logo imaginou desfiles em Paris, só voltou a ser Marta Suplicy já perto de sua antecipada saída do quadro.

As mulheres que continuem no ministério já justificaram sua presença. A novata Kátia Abreu vai se expor a uma comparação, para frente e para trás, de alto risco.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Movimentos sociais começam articular a criação de 'frente de esquerda'



Cerca de 40 líderes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos como PT, PSOL, PC do B e PSTU começaram a articular a criação de uma frente nacional de esquerda e já preparam uma série de atos e manifestações para 2015. O objetivo dessa mobilização é enfrentar na rua o golpismo representado,  por grupos da extrema direita  que pedem o impeachment de Dilma.

A primeira reunião do grupo ocorreu na semana passada, em um salão no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Participaram lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Via Campesina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Consulta Popular, Intersindical e Conlutas, além de representantes dos quatro partidos e integrantes de pastorais sociais católicas.

A iniciativa partiu de Guilherme Boulos, do MTST

Participantes da reunião disseram que, a frente popular de esquerda (ainda sem nome definido) vai agir em duas linhas. A primeira é atuar como contraponto ao avanço da direita nas ruas e no Congresso. Após os protestos contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff, esses grupos também preparam maior articulação.

A segunda é buscar espaço dentro do governo Dilma para projetos que estejam em sintonia com a agenda da esquerda, como reforma agrária e regulação da mídia. "Vamos fazer a disputa dentro do governo", disse Raimundo Bonfim, da CMP. Os movimentos que participaram da reunião preparam um cronograma de manifestações que começa com atos pela convocação de uma constituinte exclusiva para a reforma política na posse de Dilma, no dia 1.º.

Em 1º de fevereiro, quando tem início a nova legislatura, um ato no Congresso vai pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro. "Em torno destas atividades deve se buscar uma unidade. O primeiro semestre deve ser de muita instabilidade política", disse o deputado Renato Simões (PT-SP). Segundo ele, outra missão da frente de esquerda será enfrentar na rua o "golpismo" representado,  por grupos que pedem o impeachment de Dilma.

Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que também participou da reunião, os grupos e partidos sem ligação com o governo vão cobrar apuração e punição dos desvios, mas sem estímulo à venda do patrimônio estatal. "Não vamos permitir que os escândalos sejam usados para privatizar a Petrobras."

Escolha dos novos ministros pela presidenta Dilma é uma tentativa de conquistar aliados no Congresso



A escolha dos 13 novos ministros pela presidenta Dilma Rousseff é uma tentativa de conquistar aliados no Congresso Nacional e garantir a governabilidade no segundo mandato

A escolha dos 13 novos ministros pela presidenta Dilma Rousseff é uma tentativa de conquistar aliados no Congresso Nacional e garantir a governabilidade no segundo mandato. Os nomes, anunciados na última terça-feira (23), atendem partidos da coligação que reelegeu a presidenta e não deveriam ser surpresa para eleitores à esquerda, avaliam cientistas políticos ouvidos pela Agência Brasil.

A preocupação com a composição do próximo Congresso Nacional foi um dos principais elementos para escolha dos novos ministros, segundo o cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Apesar do PT e do PMDB terem as maiores bancadas, também cresceram partidos como o PSD, de Gilberto Kassab, escolhido para o Ministério das Cidades, e o PRB, de George Hilton, contemplado com a pasta do Esporte.

De acordo com a análise de Ismael, desde as primeiras nomeações, a presidenta tem buscado dialogar com vários setores da sociedade. Segundo ele, isso ficou claro com as indicações de Joaquim Levy para a Fazenda, de Armando Monteiro para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Nelson Barbosa para o Planejamento. "Foi uma tentativa de atender o mercado financeiro, sinalizando mudanças na politica econômica. Com os 13 ministros, a preocupação foi na mesma linha, contemplando a base aliada, sobretudo o PMDB, que ficou com seis pastas”, analisou.

Para João Feres Júnior, professor de pós-graduação do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), é natural que políticos sejam escolhidos para altos cargos no governo. Segundo ele, esta é uma forma de tentar diálogo mais próximo com representantes eleitos para o Congresso e garantir que as propostas do Planalto sejam aprovadas pelo Legislativo.

“O presidente da República tem uma autonomia limitada. Várias das politicas públicas do Executivo têm de ser aprovadas na forma de lei. Para uma lei ser aprovada, precisa passar pelo Parlamento. Então, a presidenta tem de ter aliados lá”, comentou João Feres. Segundo o cientista político, a Presidência da República apresenta mais projetos de lei que deputados e senadores, mas precisa tratar com eles.

“No sistema presidencialista, o conteúdo do governo tem de ser negociado constantemente com o Legislativo. A presidenta não escolhe notáveis em cada área e os coloca nos ministérios. O gabinete ministerial reflete o acordo com a base parlamentar, uma articulação com a maioria do Parlamento”, acrescentou . “Política é uma arte complicada. É correr no fio da navalha”, ressaltou.

Embora muitos nomes não agradem eleitores mais à esquerda do PT, Luciana Veiga, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná, lembrou que Dilma venceu representando uma coligação da qual ficaria dependente. “Não podemos pensar em desvirtuamento do voto. Pressupõe-se que os eleitores sabiam que era uma coligação sustentada pelos votos do Parlamento, que, na Câmara, ficaram divididos entre PT e PMDB”, acentuou.

Luciana acredita que, com cenário econômico mais apertado, sob influência das investigações da Operação Lava Jato, o segundo mandato será de negociação constante entre as forças que elegeram a presidenta. “Há os eleitores de esquerda que, na reta final, viabilizaram a eleição. Mas eles não são maioria entre os eleitores de Dilma. Pensando fria e estrategicamente em termos eleitorais, são eles os últimos a deixarem de votar no PT em uma eventual disputa contra o PSDB.”

A professora da UFPR acrescentou que a escolha por políticos foi pensada para garantir a governabilidade, diante das incertezas econômicas e do cenário político. “Vão os anéis, mas ficam os dedos. Tem de negociar. Se ela fizer birra agora, cai na armadilha de negociar votação por votação. Sabemos como isso fica caro”, disse, referindo-se, por exemplo, ao trâmite tumultuado do decreto criando a Política Nacional de Participação Social (PNPS).

A análise de João é semelhante. Ele sugere que os setores descontentes com as indicações devem cobrar a presidenta por terem sido decisivos na reta final da campanha. “Os movimentos sociais têm de cobrar a dívida, enquanto o papel da presidente é governar”, justificou.Agência Brasil

Imprensa descobre que Venina não é santa e que fez parte da corrupção


Petrobrás: ex-gerente fez parte de conselho da refinaria de Abreu e Lima, investigada na Lava Jato

A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca  foi uma das três integrantes do Conselho de Administração da companhia criada em março de 2008 para administrar a bilionária obra da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo central da Operação Lava Jato, que desmantelou o maior esquema de corrupção e propina na estatal.

Entre 7 de março de 2008 e 21 de junho de 2009, Venina foi um dos três membros do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima S.A. Em reuniões na sede da Petrobras, no Rio, estiveram presentes nas deliberações das 19 atas do conselho o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, que era o presidente, e os membros Venina e José Carlos Cosenza (atual diretor de Abastecimento).

O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em 70 atas - de um total de 123 - do conselho da época em que era presidido por Costa, entre março de 2008 e janeiro de 2012.

Durante o período em que Venina integrou o conselho, a subsidiária da estatal assumiu os contratos bilionários da obra que eram responsabilidade da Petrobras, abriu concorrências com convite para empresas do cartel alvo da Lava Jato, assumiu o contrato que previa pagamento de R$ 4,2 milhões a Companhia Pernambucana de Saneamento de Pernambuco (Compesa) para serviços de realocação de adutoras de água.

A companhia de água é uma estatal do governo de Pernambuco, que tinha como governador o candidato à Presidência do PSB Eduardo Campos, morto em acidente de avião em agosto. Segundo Costa apontou em sua delação, Campos foi um dos beneficiários das propinas pagas do esquema que cobrava de 1% a 3% nos contratos da Petrobrás.

Iniciada em 2008, quando Costa assumiu a presidência do conselho, a obra da Refinaria Abreu e Lima tinha custo inicial estimado em R$ 2 bilhões; hoje, já consumiu mais de R$ 20 bilhões, sem ter sido concluída.

O Tribunal de Contas da União contabilizou superfaturamento em duas frentes de apuração: obras de terraplanagem (R$ 70 milhões) e cláusulas contratuais de reajuste (R$ 367 milhões). As informações são do jornal O Estado de São Paulo

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Escolha de ministros foi um agradecimento que a presidenta Dilma fez ao Norte e ao Nordeste


Ministérios: uma homenagem de Dilma Rousseff ao Norte e ao Nordeste

Com as exceções dos ministros da cota pessoal da presidenta da República - que são os de confiança absoluta e de maior responsabilidade, na política econômica -, e o respeito à manutenção da área do Judiciário, a escolha dos outros ministros foi um agradecimento claro que a presidenta Dilma Rousseff fez ao Norte e ao Nordeste do Brasil, verdadeiros alicerces de sua reeleição.

O mais forte dos candidatos do PT - Ricardo Berzoini - deverá ir para a área mais politizada do momento, que é a de Comunicação. Ele será o responsável pela condução da regulação da imprensa. É o verdadeiro porta-voz do PT e dos partidos que querem democratizar o espaço publicitário e das comunicações.Os 22 próximos ministros a serem indicados, com pouca representatividade nacional, serão compensações.

Houve decepção por parte daqueles que acreditavam que, por razões de despesas públicas, haveria um corte dos ministérios, que chegam a 39 ao todo. do JB

Veja os ministros anunciados até o momento:

Agricultura: Kátia Abreu (PMDB-TO)

Aviação Civil: Eliseu Padilha (PMDB-RS)

Cidades: Gilberto Kassab (PSD-SP)

Ciência e Tecnologia: Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

Controladoria Geral da União (CGU): Valdir Simão (sem partido)

Defesa: Jaques Wagner (PT-BA)

Educação: Cid Gomes (PROS-CE)

Esportes: George Hilton (PRB-MG)

Igualdade Racial: Nilma Lino Gomes (sem partido)

Minas e Energia: Eduardo Braga (PMDB-AM)

Pesca: Helder Barbalho (PMDB-PA)

Portos: Edinho Araújo (PMDB-SP)

Turismo: Vinicius Lages (PMDB-AL)

Fazenda: Joaquim Levy

Desenvolvimento e Indústria: Armando Monteiro

Planejamento: Nelson Barbosa

Banco Central: Alexandre Tombini

Ellen Gracie em comitê


A Petrobras aprovou a criação de um comitê especial de interlocução entre a estatal e os escritórios de advocacia contratados para conduzir as investigações internas de irregularidades na petroleira. O membro brasileiro do colegiado, que terá linha direta com o Conselho de Administração da empresa, será a tucana Ellen Gracie, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O integrante estrangeiro anunciado foi Andreas Pohlmann, que atuou na Siemens de 2007 a 2010. Há ainda um diretor de Governança, Risco e Conformidade que ainda não foi nomeado.

Em comunicado, a petroleira informou que cabe ao comitê aprovar o plano de investigação, receber e analisar os dados encaminhados pelos escritórios, assegurar que a investigação mantenha a independência, implementar recomendações feitas pelos advogados contratados e elaborar relatório final com as conclusões do trabalho. O colegiado também fará recomendações em relação às políticas internas da estatal e procedimentos relativos à investigação.

Para agilizar os trabalhos, o comitê iniciará as atividades com a atuação dos dois membros independentes. "O diretor de Governança, Risco e Conformidade passará a integrar o grupo tão logo seja nomeado", comunicou a empresa.

"Vasta experiência"

Na mesma nota, a Petrobras ressaltou a competência e a seriedade da ministra aposentada do STF. "É reconhecida dentro e fora do Brasil por ser grande jurista com vasta experiência na análise de questões jurídicas complexas", ressaltou a estatal. Andreas Pohlmann é formado em direito pela Universidade Goethe, em Frankfurt, e tem doutorado pela Universidade Tubingen, também na Alemanha.

Investigação descobre que Venina deixou rombo de R$ 25 milhões em contrato na Petrobras



A comissão interna da Petrobras, formada para apurar irregularidades nas obras da refinaria Abreu e Lima, considerou a ex-gerente executiva Venina Velosa da Fonseca uma das responsáveis pela perda de R$25 milhões na assinatura de um contrato. A informação faz parte do relatório final da comissão, que aponta também outras falhas na contratação de empresas.

A investigação interna da Petrobras durou seis meses. O jornal O Estado de São Paulo teve acesso ao relatório final da comissão. Os auditores encontraram as chamadas não conformidades em 10 dos 23 contratos analisados. Somadas, essas irregularidades representam um acréscimo de gastos de R$ 4 bilhões.

Os contratos analisados representam 90% do valor já gasto na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O relatório responsabiliza 11 pessoas por problemas em licitações e contratações de empresas. Entre elas, a ex-gerente executiva da área de Abastecimento, Venina Velosa da Fonseca, que diz ter alertado a presidente da Petrobras, Graça Foster, sobre irregularidades na companhia.
Segundo o relatório, Venina foi responsável por falhas em quatro processos. Um deles é a contratação da Alusa Engenharia para construção da Casa de Força da Refinaria por R$ 966 milhões, em 2008. A empresa é investigada na Operação Laja Jato. O valor, de acordo com a sindicância, era 272% acima do orçado.

O relatório reproduz um email de Venina a dois gerentes. Na mensagem, ela afirma ter percebido números que não tinham sido citados.  Pede que da próxima vez as informações sejam incluídas no documento que vai para a diretoria executiva. Venina diz ainda que está preocupada porque os desvios são grandes. E avisa que vai levar o assunto para uma reunião com o Barusco.
Pedro Barusco, na época, era gerente de engenharia da Petrobras, e também é investigado na Operação Lava Jato.

A comissão afirma que a Alusa ofereceu um desconto de R$ 34 milhões no contrato, mas a Petrobrás só se beneficiou de R$9 milhões. Deixaram de considerar R$ 25 milhões em descontos.
Outra irregularidade ocorreu, de acordo com o relatório, quando Venina e outros seis funcionários deixaram de convocar novas empresas em novos processos de licitação.  Incluir novas empresas é uma exigência da lei.

A quarta falha foi a falta de parecer jurídico em quatro licitações. Para comissão, Venina e Pedro Barusco não observaram essa obrigação.

Venina Velosa não quis gravar entrevista. Por telefone, ela e o advogado Ubiratan Matos disseram que a ex-gerente nunca assinou aditivos ou contratos e que não tinha competência para isso.
Em relação a Alusa Engenharia, o advogado Ubiratan Matos disse que a diretoria de serviços era responsável pelas contratações e modificações. Sobre a falta de parecer jurídico em licitações, a defesa afirma que ela pediu acompanhamento jurídico, mas que a área de serviços foi contra.
Venina disse ainda que a Petrobras vem tentando desviar o foco do que realmente ocorre. E que o mais importante é saber se os dirigentes da empresa tomaram as providências necessárias para evitar irregularidades.

O relatório da comissão interna da Petrobras foi encaminhado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal do Paraná, onde estão concentradas as investigações sobre desvios na companhia.
Venina Velosa da Fonseca entrou na Justiça do Rio com uma ação contra a Petrobras por assédio moral. Ela pede também a incorporação no salário de comissões que vinha recebendo há mais de dez anos. A advogada do ex-gerente de engenharia, Pedro Barusco, citado no relatório da comissão interna, disse que não vai comentar o documento.


Venina gerou prejuízo de R$ 25 mi a Petrobras


Petrobrás associa divulgação de e-mails de Venina a Graça Foster a responsabilização por gasto excessivo em obras de Abreu e Lima

Relatório da comissão interna nomeada pela Petrobrás para investigar irregularidades na construção da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, acusa a ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás Venina Velosa da Fonseca de ser uma das responsáveis por falhas que elevaram o valor das obras em R$ 3,9 bilhões. Para a estatal, isso "possivelmente" teria motivado a divulgação das mensagens enviadas a integrantes do atual comando da petroleira, que alegou ter apurado todas as denúncias.

A ex-gerente executiva da área de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, que surgiu recentemente na mídia com denúncias de que teria alertado a estatal sobre irregularidades, teria causado um prejuízo de R$ 25 milhões à Petrobras enquanto estava na estatal, informa o Estado de S. Paulo. Relatório final de sindicância responsabiliza a ex-gerente por quatro das nove irregularidades classificadas como “não conformidades”, constatadas nas obras da Refinaria Abreu e Lima, que elevaram gastos e indicam existência de cartel.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A imprensa partidária e o vale-tudo para atingir integrantes do PT



De tempos em tempos, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) volta a ocupar páginas de jornais, geralmente quando se pretende lançar holofotes para atingir o PT e alguns de seus integrantes. A mais recente onda de espetáculo foi apresentada pelo jornal das Organizações Globo, tendo como personagens apartamentos legalmente adquiridos por lideranças como o tesoureiro do partido, João Vaccari, e o ex-presidente Lula... Continue lendo aqui

Veja como como Aécio se enriquecia com a Arco Íris e silenciava a imprensa mineira



A oito dias de o grupo do senador Aécio Neves (PSDB) deixar o comando de Minas Gerais, o governo estadual divulgou nesta terça-feira, 23, os dados relacionados aos gastos com publicidade feitos pela administração desde 2003. Os dados mostram que, entre 2003 e 2011, o Estado repassou mais de R$ 1,1 milhão às três emissoras de rádio e ao jornal da família do tucano.

A iniciativa teve como objetivo desmontar acusações do PT e investigações em curso do Ministério Público. A partir de janeiro, o petista Fernando Pimentel assume o Estado no lugar de Alberto Pinto Coelho (PP), ex-vice-governador de Antonio Anastasia (PSDB), futuro colega de Aécio no Senado.

De 2003 a 2011, a Rádio Arco Íris, que detém uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte, teria recebido R$ 1,06 milhão. A Rádio São João del Rei S/A e Vertentes FM, ambas em João del Rei, receberam juntas R$ 51, 8 mil. E o jornal Gazeta de São João del Rei, R$ 45,5 mil entre 2003 e 2011.

O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) em 2011, após Aécio ter sido parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Ele dirigia um veículo registrado em nome da Arco Íris.

Aécio Neves governador  beneficiou os negócios da família do tucano.

Por nota, o diretório mineiro do PT destacou a iniciativa do governo mineiro em favor de mais transparência na gestão dos recursos públicos. O partido, no entanto, não deixou de provocar os tucanos.

“Mais uma vez, o PSDB despreza a inteligência dos mineiros e das mineiras. Somente agora, no apagar das luzes de um governo que esteve à frente do Executivo estadual durante doze anos, a Subsecretaria de Comunicação de MG disponibiliza os gastos com publicidade no Estado”, diz a nota do PT.

Os mineiros pagaram a conta da propaganda de Aécio

Nos 12 anos em que foi comandado pelos tucanos, o Estado gastou mais de R$ 547 milhões com publicidade, em valores corrigidos pela inflação

 As empresas de comunicação controladas pela família de Aécio que veicularam publicidade oficial durante seu governo receberam menos do que seus concorrentes.

Aécio e sua família controlam a rádio Arco Íris, retransmissora da Jovem Pan em Belo Horizonte, e as rádios São João e Colonial, de São João del Rei, além do semanário "Gazeta de São João del Rei".

Da posse de Aécio, em 2003, até este mês, quando termina o governo tucano em Minas, os gastos do Estado com publicidade oficial aumentaram mais de 900%, já descontada a inflação do período.

Emissoras de TV ficaram com a maior fatia (R$ 290 milhões), com a Rede Globo em primeiro lugar. Entre os jornais (R$ 138 milhões), o maior beneficiado foi o "Estado de Minas", que apoiou editorialmente o governo de Aécio e sua candidatura presidencial.

O jornal é o maior do Estado e teve um aumento expressivo (1.428%) no valor recebido nos últimos 12 anos. Para o governo, no entanto, houve acréscimo na publicidade para "todos os veículos".

Só foram divulgados gastos efetuados pela administração direta, sem incluir despesas feitas por empresas estatais.

Em outubro, durante a campanha eleitoral, reportagem da Folha mostrou que o governo de Minas se recusava a divulgar informações sobre despesas que realizou para veicular publicidade em três rádios e um jornal controlados pela família de Aécio, que governou o Estado de 2003 a 2010 e disputou a eleição presidencial deste ano.

Na época, a Folha não conseguiu obter essas informações. O jornal apresentou requerimentos baseados na Lei de Acesso à Informação. O governo alegava que o levantamento concluído agora estava incompleto.

Os gastos foram divulgados em documentos no formato PDF, que podem dificultar sua análise. Os valores nas tabelas só podem ser processados após a conversão dos documentos em planilhas de cálculo, com o uso de ferramentas especiais. Na Folha


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A imprensa partidária, a Bancoop e o jogo dos 593 erros para atingir o PT


No vale-tudo para atingir integrantes do PT, mídia usa até falha de procurador que transforma pagamento regular de R$ 38 mil em 'desvio de R$ 38 milhões'
 De tempos em tempos, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) volta a ocupar páginas de jornais, geralmente quando se pretende lançar holofotes para atingir o PT e alguns de seus integrantes. A mais recente onda de espetáculo foi apresentada pelo jornal das Organizações Globo, tendo como personagens apartamentos legalmente adquiridos por lideranças como o tesoureiro do partido, João Vaccari, e o ex-presidente Lula. Leia mais aqui

A campanha sórdida contra Graça Foster e contra o Brasil


Transparente, competente, com 34 anos de Petrobras, com talvez o menor patrimônio entre funcionários de seu nível, e certamente com um patrimônio infinitamente inferior ao de qualquer executivo que tem ou teve cargo de presidente ou diretor da estatal.

O Jornal do Brasil não tem a menor dúvida da transparência e da dignidade de Graça Foster. E o JB também sempre defendeu as empresas brasileiras - mesmo padecendo da tal mídia técnica -, pois sabe que as defende pelo interesse nacional.Qualquer reflexão de cidadãos brasileiros, puros ou não, faz com que se perceba que a campanha que se faz contra Graça Foster é sórdida, não por razões ideológicas ou políticas. Sórdida porque representa uma campanha contra o braço do desenvolvimento brasileiro.

O interesse pela destruição da Petrobras se relaciona com o interesse pela destruição de um país, que cresce pelo povo mais sofrido. Chega a ser revoltante essa campanha, que não é de hoje. Os mesmos, com os mesmos DNAs, trabalharam contra a Petrobras desde a sua fundação. É notória a resistência enfrentada naquela época contra o monopólio da estatal na exploração do petróleo. Foi preciso uma forte mobilização nacional, com a campanha "O petróleo é nosso", para que o projeto fosse adiante.

Uma senhora, muito menor em tudo que Graça Foster, fez um chamamento público. Esta senhora, tendo sido sempre inferior em cargos e remuneração, deve ter em compensação um patrimônio muito maior que o de Graça Foster, por entender de economia.

A mesma mídia que lhe dá espaço hoje teria lhe dado no momento em que supostamente tomou conhecimento de irregularidades. Houve retardo de lucidez, ou ela duvida da mídia?

Não se conhece caso de pessoa que se diz patriota, mas que permanece pertencendo a um grupo de supostos ladrões. Para os verdadeiramente patriotas, a rejeição à convivência promíscua com este tipo de comportamento é absoluta. Se não for, perde-se o direito de querer ser honesta. Editorial do Jornal do Brasil

A dignidade de Graça Foster e a reação do mercado

A presidente da Petrobras, Graça Foster, talvez uma das mais dignas e honestas mulheres em cargos de importância no serviço público, deve ter certeza que não há no Brasil qualquer pessoa que suspeite dela, quer por razões de dissidia, omissão ou negligência.

A presidente deve saber que o mercado financeiro não aceita suspeitas, uma vez que a Petrobras é cotada nas bolsas mundiais. Mesmo quando essa suspeita claramente é feita por raiva, sentimentos ideológicos, divergências políticas, e nunca pela incerteza ou dúvida sobre o envolvimento dela. Este certamente não é o caso. Mas o mercado não aceita suspeitas, quaisquer que sejam os motivos.

E o simples anúncio de ter colocado o cargo à disposição da presidenta Dilma Rousseff fez com que o mercado bursátil reagisse, e as ações da Petrobras subiram quase 4%.

O patriotismo de Graça Foster e a certeza da capacidade de gestão na condução do país por parte da presidente Dilma Rousseff só preocupam os especuladores, não os brasileiros que acreditam na lisura e nos propósitos dessas duas mulheres.

PF pede quebra do sigilo bancário do prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB)


Aguardado desde a última quinta-feira para prestar depoimento à Polícia Federal por  comandar um esquema que desviava até R$ 30 milhões por mês dos cofres de Itaguaí, o prefeito Luciano Mota (PSDB)

A Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB), acusado de desviar entre R$ 30 milhões mensalmente do orçamento da cidade. As verbas seriam provenientes do Sistema Único de Saúde e dos royalties do petróleo. Itaguaí é uma cidade de 117 mil habitantes, na região metropolitana do Rio de Janeiro, com orçamento mensal de R$ 55 milhões.

Agentes da PF apreenderam na quinta-feira (18) uma Ferrari amarela, modelo 458, avaliada em R$ 1,2 milhão, uma caminhonete Range Rover, de R$ 600 mil, usadas pelo prefeito em seus deslocamentos, segundo as investigações, além de 10 ternos Hugo Boss, comprados por R$ 45 mil, e uma tevê de 85 polegadas, de R$ 99 mil. Também foram apreendidos computadores e documentos. O delegado da PF, Hylton Coelho, que está à frente das investigações, pediu reforço de técnicos da Corregedoria Geral da União e do Ministério da Saúde para analisar as informações.

"Há várias frentes de sangria. Itaguaí tem um orçamento mensal de R$ 90 milhões e a quadrilha desviava cerca de 20% desse total. Entre os documentos que encontramos estão 13 pastas com planilhas de pagamento de funcionários fantasmas. São assessores contratados por vereadores por salários de até R$ 7 mil, mas que recebiam uma pequena parcela. Só aí, o desvio era de R$ 30 milhões mensal", afirmou Coelho.

De acordo com as investigações, o primeiro contrato suspeito foi firmado logo nos primeiros dias do governo de Mota, com uma empresa de limpeza urbana. A prefeitura paga R$ 2,7 milhões pela coleta seletiva, mas esse serviço não é realizado na cidade. Coelho também investiga o pagamento de R$ 7 milhões ao ano pelo aluguel de 187 carros modelo Jeta, mas apenas 12 veículos eram usados. Também há denúncias de desvio em obras e reformas de postos de saúde.

Dois secretários (Amaro Gagliarda, de Assuntos Extraordinários, e Ricardo Soares, de Turismo) prestaram depoimento e foram indiciados pelos crimes de desvio de dinheiro público, fraude em licitação, formação de quadrilha e crime ambiental. O prefeito Luciano Mota, de 32 anos, não foi encontrado. "Expedimos mandado de condução coercitiva, mas ele não foi localizado, nem mandou advogado à delegacia. E desde quinta-feira, não foi mais visto na cidade", afirmou o delegado.

De acordo com o delegado, o prefeito não tem nenhum bem em seu nome. Coelho pretende pedir ainda a apreensão de um helicóptero usado por Mota em seus deslocamentos.

 O delegado Hylton Coelho, chefe da delegacia de corporação em Nova Iguaçu e um dos responsáveis pelas investigação,informou que um grupo formado por50 pessoas, entre servidores e empresários, forjava contratos de prestação de serviços à prefeitura usando firmas de fachada ou dirigidas por ""laranjas"" . Segundo o policial, a quadrilha desviava dinheiro que era repassado à prefeitura pelo governo federal: seriam recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e royalties do petróleo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Aécio e o retrovisor



Ex-presidenciável segue à risca conselho de FHC, para quem será candidato a presidente pelo PSDB o tucano que conseguir um discurso mais amplo e falar nacionalmente

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) partiu para o terceiro turno: embora seu objetivo seja a eleição de 2018, ele ainda faz reverberar o pleito de 2014. 

Diferentemente dos ex-candidatos a presidente do PSDB, José Serra e Geraldo Alckmin, que quando derrotados sumiram do mapa por alguns meses, Aécio não foi fazer curso em universidade americana nem se poupou dos holofotes da imprensa por algum tempo.

 Ao contrário. Com um bom palanque no Senado, já começou a se posicionar como o principal líder da oposição para garantir seu espaço na próxima eleição.

Em entrevista à Folha hoje, o senador e presidente do PSDB chamou de “pacote de maldades” do governo federal as medidas que a nova equipe econômica prepara para ajustar as contas do governo. Disse ainda que será contra novos impostos e questiona de onde virão os R$ 100 bilhões necessários para o ajuste de 2015.

 Apontou as contradições entre o discurso de Dilma pré-eleição e o pós-eleição. Mas cai ele mesmo em contradição ao ser contra as medidas amargas que defendia durante a campanha – aliás, como ele mesmo destaca, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é da sua turma. Seria mais coerente agora apoiar as medidas, mostrando toda a falácia eleitoral da presidente durante a campanha – e não cometer o mesmo equívoco e se equiparar à estratégia adversária.

 Aécio defendeu também na entrevista as medidas jurídicas tomadas pelo PSDB, sob a sua orientação – entre elas o pedido de auditoria no sistema eleitoral, considerado um tiro no pé pelos seus próprios pares, e a investigação na campanha de Dilma.

O senador diz que o recurso à Justiça pedindo as investigações está de acordo com as regras da democracia. É verdade. Mas é inegável que ele dá elementos para aqueles que pregam ações antidemocráticas, além de ter como maior efeito colateral corroer a legitimidade do discurso oposicionista que Aécio tanto tenta fortalecer. O senador se esforça para, publicamente, descontaminar suas críticas de qualquer projeto pessoal, mas parece não perceber que, ao insistir em 2014, antecipa de maneira equivocada 2018.

Com as críticas ao que antes defendia e as ações na Justiça mirando 2014, Aécio traça um caminho tortuoso para chegar a 2018. Deveria focar sua estratégia eleitoral nas viagens que diz que fará pelo País e na montagem de um ministério paralelo para acompanhar as ações do governo Dilma. Seria mais eficiente que olhar pelo retrovisor.  De Julia Dualibi - no Estadão


A Justiça malufou


Exemplos recentes dão motivos para reforçar o descrédito dos brasileiros no Judiciário
 A lista de políticos divulgada como sendo produto da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa carece de grandes novidades. De uma forma ou de outra, a maioria dos nomes já havia sido liberada em ritmo variável, de acordo com o calendário eleitoral.

O comitê tucano instalado na Polícia Federal imprimiu ritmo acelerado até o fechamento das urnas, na tentativa vã de emplacar o candidato da oposição. O esforço culminou com aquela capa de uma revista que entrou para a história como uma das maiores vergonhas da imprensa nacional.

Ainda assim a lista de Costa tem seus atrativos. Apesar de ter dito publicamente no Congresso que a bandalheira na Petrobras vem de longe, o ex-diretor acusou sobretudo gente que pertence à base do atual governo. Houve duas exceções: Eduardo Campos (PSB) e Sérgio Guerra (PSDB), unidos por uma circunstância trágica, a morte, normalmente nestas horas sinônimo de anistia ampla e preventiva.

Chama a atenção também que a operação Vaza Jato, paralela à investigação oficial, esteja sendo tão parcimoniosa quanto às supostas delações da outra testemunha-chave, o doleiro Alberto Youssef.

Ele pareceu útil para construir aquela capa já referida, desmoralizada no mesmo dia por seu próprio advogado. Fala-se que ele tem sua própria lista de políticos, mas estranhamente os nomes não pingam com tanta sofreguidão quanto os apontados por Costa.

Por que será? Um palpite: o doleiro atua com o ilícito faz muito tempo. Foi personagem destacado na finada CPI do Banestado, criada para investigar esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teve seu auge entre 1996 e 2002. Youssef estreou ali no papel de delator premiado. Jurou se afastar do crime, mas a carne é fraca. A CPI acabou em pizza, como de costume.

Salvos casos isolados --entre eles o de doleiros como Youssef--, nenhum dos políticos e milionários citados na época conheceu o xadrez. Presume-se, no entanto, que a agenda de Youssef seja bem mais ecumênica e explosiva que a do ex-diretor da estatal.

Presume-se, repita-se, uma vez que a Lava Jato tem sido marcada por procedimentos nada ortodoxos. Todos têm o direito de desconfiar quando o suposto fato de se apontar um retrato na parede já vira indício de incriminação de um ex-presidente! A espetacularização e o viés partidário, infelizmente, conspiram contra a reputação de um trabalho investigativo que poderia, e ainda pode, espera-se, contribuir para a depuração do habitat político e empresarial brasileiro.

Motivos para descrença na imparcialidade judicial, aliás, só têm crescido nos últimos tempos. Nem se fale dos momentos vexatórios oferecidos por magistrados que desrespeitam normas em blitz e aeroportos e ainda contam com a retaguarda de seus pares. O buraco está acima. Um dos exemplos mais frescos envolve o deputado Paulo Maluf, de currículo sobejamente conhecido.

O parlamentar é perseguido no mundo inteiro, menos no país onde cometeu crimes. Pode viajar ao exterior apenas na imaginação, lendo as placas das ruas do bairro chique onde mora em São Paulo. Pois bem, aqui no Brasil Maluf recuperou o status de ficha-limpa. Para isso, o Tribunal Superior Eleitoral, à sua moda, mandou os escrúpulos às favas. Manobrou, aguardou a viagem de um dos ministros a favor da condenação do deputado para refazer a votação original e inverter o placar. Chocante. Assim é duro achar saída neste beco. - Artigo de Ricardo Melo, colunista da Folha

domingo, 21 de dezembro de 2014

Policia Federal encontra planilha na Queiroz Galvão com "provisões" ao PSDB


Polícia fecha o cerco ao ninho tucano, mas imprensa finge que não vê
  valor aparece na planilha como sendo de "117.500", possivelmente R$ 117,5 milhões, sobre o qual incidia o cálculo: 1,5% vezes 66% (percentual já recebido pela obra), resultando numa doação de R$ 1,16 milhão. Esse valor constituía uma "ProfPart" (sigla usada na planilha), que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma "Provisão Financeira para o PSDB.. Continue lendo aqui

Venina precisa explicar contratação, sem licitação, da empresa do marido


Venina Velosa contratou sem licitação a empresa do ex-marido custando milhões de reais para a Petrobras
Venina tem muita coisa nebulosa também a esclarecer, como a contratação, sem licitação, da empresa Salvaterra, do hoje ex-marido, Maurício Luz, em 2004 (R$ 2,4 milhões) e 2006 (R$ 5,4 milhões), para serviços de consultoria; e também a de Nílvia Vogel como funcionária local, mas custeando sua mudança, quando exercia a representação em Cingapura.Há outros processos contra ela na empresa.
Da Coluna do Moreno, no Globo

Jorge Bastos Moreno:

Venina contratou em Cingapura, como funcionária local, uma brasileira. Mas exigiu que a Petrobras custeasse as despesas da moça.

Venina subscreveu TODOS os aditivos de Barusco na Abreu e Lima, fez contratos milionários sem licitação. Deve responder por isso

Venina terá de ser investigada pelos seus atos na Petrobras.Venina está longe de ser heroína

E com  o marido ganhando dinheiro... Documentos mostram que Venina assinou pedido para antecipar Abreu e Lima

Documentos confidenciais da Petrobras mostram que o pedido para antecipar as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi assinada por Venina Velosa da Fonseca. Para inaugurar a fábrica ainda em 2010 a então gerente assinou dezenas de aditivos milionários.

O Jornal das Dez teve acesso ao plano confidencial da Petrobras para antecipar a conclusão da refinaria do Nordeste, mais conhecida como Abreu e Lima, em Pernambuco .

O documento interno da estatal, elaborado pela então gerente-executiva de Abastecimento, Venina Velosa da Fonseca, foi recebido pelo então diretor da área, Paulo Roberto Costa, em março de 2007. A proposta era antecipar a conclusão das obras para que a refinaria fosse inaugurada em 2010, durante o período eleitoral.

Para acelerar a construção, o projeto previa custos extras de US$ 328 milhões com equipamentos; US$ 182 milhões com serviços de engenharia; e US$ 375 milhões com sistemas de segurança.

Venina Velosa foi gerente-executiva de abastecimento entre 2005 e outubro de 2009 e integrou o Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima ao lado de Paulo Roberto Costa e José Carlos Cosenza, atual diretor da área.

O Jornal das Dez também teve acesso a dezenas de aditivos assinados pelos três até meados de 2009, quando Venina deixou o conselho. Em apenas um aditivo, o custo para a Petrobras foi superior a R$ 900 milhões.

Em 2005, a Refinaria de Abreu e Lima foi orçada em US$ 2,3 bilhões. No fim de 2006, já na fase de elaboração do projeto, o valor subiu para US$ 4 bilhões. Com as inúmeras mudanças e aditivos ao projeto, em 2009 o orçamento da obra pulou para mais de US$ 13 bilhões. Atualmente, o custo é de US$ 20,1 bilhões.

A comissão interna de apuração da Petrobras que investigou irregularidades nas obras da refinaria confirma que Venina assinou em 2007, atendendo a pedido de Costa, o documento de antecipação de obras da refinaria, que teria causado problemas e a necessidade de vários aditivos contratuais com as fornecedoras, a maioria aumentando preços.

O relator da comissão foi Gerson Luiz Gonçalves, chefe da auditoria interna da estatal e gerente-executivo mais antigo na empresa. Depois de finalizado o relatório, Venina foi demitida. Gonçalves também foi chamado a depor, como testemunha de acusação, pelo Ministério Público Federal. Aqui no blog do Gerson Camarotti no O Globo, tem um vídeo com os documentos

O que os jornais não contam...


Por mim, quando leio um título negativo como "Sete milhões passam fome no país", prefiro saber que, por baixo dele, diz-se que em dez anos caiu de 6,9% para 3,2% o número de famílias com "insegurança alimentar grave". Ou seja, as moradias onde possa haver fome são, hoje, menos da metade do que eram em 2003. Posta a redução em números humanos: de 15,5 milhões de pessoas para 7,2 milhões. Ou 8,3 milhões de crianças, adultos e velhos resgatados da fome ou do risco de sofrê-la.

RICA PROMESSA
 Se respeitadas as proporções, "a maior corrupção da história" nem acabou de ser apurada na Lava Jato, mas seu título já passou da gigante Petrobras para o minúsculo município fluminense de Itaguaí. Seu prefeito de apenas 32 anos, Luciano Mota (PSDB), montou um bando que desviou POR MÊS, pelo apurado até agora, entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões da prefeitura, cuja arrecadação mensal média é de R$ 90 milhões. Os desvios incidiram sobretudo nos repasses do governo federal, por participação no pré-sal e para o SUS.

Vou falar baixinho, para o senador Aécio Neves não ouvir: Luciano Mota foi até agora um dos jovens políticos promissores, com outros integrantes da quadrilha, do PSDB. - Duas notinhas do excelente Janio de Freitas na Folha

Choro de perdedor Aécio Neves

Tentar impedir a posse de Dilma (PT) no tapetão parece apenas choro de perdedor

 O PSDB pediu à Justiça Eleitoral que anule os votos de Dilma Rousseff e entregue a faixa de presidente ao candidato derrotado Aécio Neves. A ação tem 54 páginas e um início espantoso. Afirma que a petista teve uma "pífia vitória nas urnas" e que sua legitimidade é "extremamente tênue", apesar da vantagem de 3,4 milhões de votos. Por dever de ofício, continuei a leitura.

O primeiro argumento tucano é que Dilma abusou do poder político ao convocar cadeias de rádio e TV para se promover. É verdade, mas ela já foi condenada e multada por isso.Os exemplos citados são de março, no Dia da Mulher, e maio, no Dia do Trabalho. A campanha só começou em julho, e depois Marina Silva e o próprio Aécio chegaram a ultrapassar a petista nas pesquisas. Atribuir sua reeleição a dois pronunciamentos no primeiro semestre é uma ofensa ao eleitor, que já foi punido com a overdose de exposição dos três candidatos na propaganda obrigatória.

Algumas páginas adiante, o PSDB afirma que sindicatos apoiaram a candidata do PT. É uma acusação tão ociosa quanto dizer que bancos cerraram fileiras com o tucano.

Como provas, o texto enumera outdoors espalhados por professores mineiros em endereços como a rua 33, em Ituiutaba, e a avenida Pau Furado, em Uberlândia. Se Aécio pensa ter encontrado aí a razão do fracasso em seu próprio Estado, o PT já pode gelar o champanhe para 2018.

A ação ainda enfileira irrelevâncias como a publicação de notícias simpáticas à presidente em um site oficial e o transporte gratuito de eleitores para um comício em Petrolina.

Por fim, o PSDB cita Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, para sustentar que Dilma foi bancada por empreiteiras corruptas. Muitas também financiaram Aécio, mas isso é o de menos. Se as denúncias forem confirmadas ao fim do processo, a oposição poderá até defender o impeachment da presidente. Tentar impedir sua posse agora, no tapetão, parece apenas choro de perdedor. - De Bernardo Melo Franco - Colunista da Folha

sábado, 20 de dezembro de 2014

Prefeito do PSDB:De falido a uma vida de luxo a bordo de Ferrari e helicópteros... Veja vídeo


Tudo pago com dinheiro público...do SUS e Royalties do Petróleo...Dinheiro que o governo Federal enviava para  melhorar a vida dos cidadãos de Itaguaí. A Operação Gafanhoto da Policia Federal  tenta prender tucano...que sumiu da cidade

Desde que foi eleito prefeito em 2012, aos 30 anos, um feito para quem não tinha currículo político (nem na família), Luciano Mota (PSDB) passou a chamar atenção por seu estilo de vida em Itaguaí município de 117 mil habitantes e uma arrecadação anual de R$ 1 bilhão.

 Solteiro, ele era visto cercado por mulheres, em noitadas intermináveis em boates. Nos deslocamentos, usava uma Ferrari amarela, quando não um helicóptero. Nunca poupou dinheiro. Seu lema sempre foi esbanjar. Evangélico, costumava atribuir sua ascensão, no último ano, à fé.
 Mota nasceu em Volta Redonda e, aos 14 anos, foi morar em Itaguaí com a família. O pai, então um mecânico especializado em motores pesados da CSN, virou empresário e dono de um areal na cidade. Como prefeito, Mota recebe cerca de R$ 25 mil mensais. Pouco para quem pagou à vista R$ 99 mil por uma TV e comprou dez ternos por R$ 4,5 mil, cada. Recentemente, segundo a PF, teria adquirido uma casa em um condomínio de luxo no litoral de Mangaratiba.

Em 2013, Luciano deu um testemunho na Igreja Universal, à qual doou R$ 126 mil. Nele, o pastor perguntou se o tucano  Mota atribuía sua eleição à “Fogueira santa", ritual de doações da igreja. À época, apenas um ano antes de o atual escândalo estourar, ele dizia estar sem dinheiro. “Quando cheguei à igreja, cheguei manifestado de demônio devendo R$ 800", contou no vídeo que foi parar no YouTube. Do Extra

Veja o vídeo

MPE pede cassação do governador do Pará Simão Jatene (PSDB)


Na eleição desse ano, Marina Silva apoiou e pediu votos para o tucano Simão Jatene
Procuradores do Ministério Público Eleitoral (MPE) do Pará pediram ontem ao Tribunal Regional Eleitoral a cassação de 48 candidatos, que disputaram as últimas eleições. Foram, no total, 17 ações por prática de ilegalidades durante as eleições deste ano. Entre elas estão 15 candidatos, incluindo o candidato reeleito ao governo do Estado, Simão Jatene (PSDB), contra quem há três pedidos de cassação de mandato: irregularidades no Cheque Moradia, um programa social do governo, gastos excessivos com a Secretaria de Comunicação do governo estadual, e demissões no hospital Ophir Loyola dentro do período vedado por lei.

O candidato que rivalizou com Jatene na eleição, Helder Barbalho (PMDB), também teve pedida a sua inelegibilidade por oito anos. A acusação contra Helder, filho do senador Jader Barbalho é a de utilização indevida de veículos e meios de comunicação social. As empresas das quais o candidato é sócio teriam sido utilizadas para enaltecer a sua candidatura e atacar seus adversários políticos.

No caso de Jatene, o vice dele, Zequinha Marinho e de outros agentes públicos, a acusação é de abuso de poder político. Segundo o MPE, o abuso ocorreu por meio do uso do programa Cheque Moradia, com a finalidade de obter votos para a candidatura à reeleição, prejudicando a normalidade das eleições. A ação da Procuradoria Regional Eleitoral denuncia que os candidatos eleitos se utilizaram do cargo público eletivo já ocupado e exerceram influência nas eleições por meio do programa.

Até o período da campanha eleitoral, o mês com maior investimento do Cheque Moradia havia sido janeiro, com um gasto total de R$ 9,2 milhões. Em agosto, esse gasto foi de R$ 15,1 milhões e, em setembro, pulou para R$ 31 milhões. Além disso, a ação judicial aponta que durante a campanha aumentou o número de eventos promovidos e o número de processos abertos pelo programa, além da entrega de cheque moradia a eleitores que prometeram voto nos candidatos Simão Jatene e Zequinha Marinho.

Na maioria das ações foi pedida a cassação do registro ou diploma dos candidatos e a declaração de inelegibilidade por oito anos de todos os acusados. Também foram apontados nas ações como responsáveis por ilegalidades os prefeitos de Barcarena, Benevides, Capitão Poço, Marabá, Mocajuba e Parauapebas, a Secretária de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças e o Secretário de Estado de Comunicação.

Segundo as ações, assinadas pelo Procurador Regional Eleitoral Alan Rogério Mansur Silva, e pelos procuradores eleitorais auxiliares Bruno Araújo Soares Valente, Maria Clara Barros Noleto e Nayana Fadul da Silva, as ilegalidades mais recorrentes foram o abuso de poder político e econômico, a compra de votos e a prática de condutas proibidas a agentes públicos durante o período eleitoral.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), órgão do Ministério Público Federal que atua nas questões eleitorais, apontou que programas de governo, como o Cheque Moradia, do governo estadual, e o Minha Casa Minha Vida, do governo federal, foram utilizados para obtenção de votos nas campanhas. Também houve utilização indevida de meios de comunicação.

Além das irregularidades denunciadas à Justiça Eleitoral, a Procuradoria encaminhou duas ações em que aponta a ocorrência de inelegibilidade de dois candidatos provocada por desaprovações de contas pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Tribunal de Contas da União anunciadas após o registro das candidaturas. Agência Estado


Lula é aclamado por integrantes do MTST em entrega de apartamentos


O ex-presidente Lula foi aclamado por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) neste sábado (20).

Lula participou da entrega de chaves de 192 apartamentos construídos numa parceria com o movimento, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, em Taboão da Serra (SP).

Lula exaltou a importância da população se organizar em movimentos sociais para conquistar seus direitos e exortou as famílias a cuidarem dos apartamentos que acabaram de receber

O ex-presidente Lula, participou na manhã deste sábado, 20, da entrega de 192 unidades habitacionais construídas no Jardim Salete, em Taboão da Serra, Grande São Paulo, com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Federal

Lula exaltou a importância da população se organizar em movimentos sociais para conquistar seus direitos e exortou as famílias a cuidarem dos apartamentos que acabaram de receber. "Precisamos mostrar para essa gente que o pobre sabe cuidar do seu próprio nariz", disse Lula.

Lula chegou ao condomínio João Cândido, acompanhado de  Alexandre Padilha (PT). O condomínio leva o nome do marujo negro que em 1910 liderou a Revolta da Chibata, em protesto contra a Marinha do Brasil, que à época castigava seus marujos com chibatadas.

Lula destacou a qualidade dos apartamentos que, com 63 metros quadrados são os maiores já construídos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. De acordo com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, cada unidade custou R$ 96 mil.