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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Haddad vai disputar 2º turno com o tucano Geraldo Alckmin, diz cientista político do Mackenzie


Pesquisa CNT/MDA em SP mostra que Haddad (PT), provável substituto de Lula em caso de impedimento judicial, deve disputar uma das vagas do 2º turno com candidato Geraldo Alckmin (PSDB). A avaliação é do cientista político e professor Roberto Gondo

A pesquisa CNT/MDA no Estado de São Paulo divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), escolhido como vice na chapa do de Lula e provável substituto dele em caso de impedimento judicial, deve disputar uma das vagas do segundo turno com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). A avaliação é do cientista político e professor do Mackenzie Roberto Gondo. Para ele, mesmo com o ataque de outros candidatos contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), é "muito provável" que o ex-capitão lidere a corrida no primeiro turno.

No cenário sem Lula, Haddad aparece com 8,3% das intenções de voto, empatado tecnicamente com a candidata da Rede, Marina Silva (8,4%), e o do PDT, Ciro Gomes (6,0%), considerando-se a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais. Também estão situação de empate técnico os dois primeiros colocados: Bolsonaro, com 18,9%, e Alckmin, com 15,0%.

"Haddad aparece, a meu ver, em um nível baixo na CNT/MDA, porque ainda não está tão explícito para o eleitor que ele poderá substituir Lula. Mas a tendência é que ele cresça com o apoio de Lula e toda a exposição em volta disso", afirmou Gondo.

Ao apostar nesta tendência de transferência de voto de Lula para Haddad, Gondo acredita que o ex-prefeito de São Paulo e o ex-governador do Estado vão disputar o segundo lugar.

"Não creio que, mesmo com todos os ataques que vai receber, Bolsonaro vai desidratar e o eleitor dele irá para o Alckmin. O eleitorado bolsonarista não vai ser afetado pelo bombardeio, a menos que ocorra uma crise na campanha. Acho que ele deve oscilar nacionalmente entre 17% e 22%, o que o colocará na liderança no primeiro turno", opinou. "Mas daí, no segundo, contra Alckmin ou Haddad, ele pode perder. É o típico caso de quem ganha no primeiro turno e perde no segundo."

Sobre Ciro, Marina e Alvaro Dias (Podemos), Gondo avalia que a aliança política em torno deles "é muito pequena", o que vai limitar o potencial de votos das candidaturas.

A pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), feita em parceria com o Instituto MDA, foi realizada entre 2 e 5 de agosto, período em 2.002 foram realizadas em 75 cidades do Estado de São Paulo.

O levantamento sobre intenções de voto para presidente da República, governador e senador em São Paulo está registrado no TSE sob o número SP-04729/2018 e tem nível de confiança de 95%.
Leia também:O modo como Marta Suplicy cavou o buraco em que se meteu lembra a derrocada de Fernando Gabeira, que fez carreira política no PV e no PT.

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