
Grupos de choque ligados aos governadores que se opõem a Morales tomaram os aeroportos das cidades amazônicas de Riberalta e Guayaramerín, a cerca de mil quilômetros de La Paz, impedindo o reabastecimento do helicóptero que Morales usava para voltar a La Paz, segundo as fontes.
O presidente boliviano, que viajava à região, vizinha ao Brasil, para assinar um contrato de estudo de um grande projeto hidrelétrico, teve que ir por terra até a cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, onde entrou em um avião militar boliviano quase à meia-noite.
A prefeitura de Guajará-Mirim confirmou o vôo. A cidade fronteiriça, a 347 km de Porto Velho, tem um aeroporto com destacamento da Aeronáutica, pista asfaltada, mas sem torre de controle de vôo.
"Foi a melhor solução ir por terra até Guajará-Mirim, porque ali havia um aeroporto que dava todas as seguranças técnicas", disse o ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Carlos Villegas, que acompanhava Morales.
Os ativistas da região boliviana chegaram inclusive a apedrejar o helicóptero presidencial, mas Morales não estava a bordo no momento, segundo Villegas.
Os grupos opositores já impediram Morales de chegar a outras três cidades. Para viajar pela Bolívia, o presidente usa tanto pequenos aviões militares quanto helicópteros concedidos por Hugo Chávez, presidente da Venezuela.
0 Comentários:
Postar um comentário
Meus queridos e minhas queridas leitoras
Não publicamos comentários anônimos
Obrigada pela colaboração