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quinta-feira, 8 de junho de 2006

Vandalismo e oportunismo


Os atos cometidos pelo Movimento pela Libertação dos Sem Terra merecem o repúdio e a condenação de toda a sociedade. O que ocorreu no Congresso Nacional na terça-feira não foi uma manifestação política, foi uma ação vandalismo. E como tal merece ser tratada, com a punição rigorosa dos responsáveis pela Justiça.

Igualmente merece repúdio e condenação da sociedade a postura oportunista da oposição, que pretende debitar os deploráveis acontecimentos na conta do governo do presidente Lula. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, o asqueroso que diz apreciar "carne nova", mais uma vez deu mostras do ponto a que pode chegar um homem inescrupuloso e com a mente enferma, sugerindo que o presidente Lula teria pessoalmente estimulado a depredação das dependências do Congresso. Mas não foi apenas ele que deu demonstração de ter um caráter deformado. A senadora e candidata do Psol, Heloisa Helena, e o candidato tucano-pefelê, Geraldo Alckmin, entre outros, também deram vazão à veia oportunista para faturar eleitoralmente com o episódio. Particularmente, o ex-governador de São Paulo revelou-se um cretino fundamental. Quando da rebelião do PCC, ele escondeu-se da mídia para não assumir a parte considerável que lhe cabia sobre aqueles fatos. Agora, foi lépido para a frente das câmaras e microfones para atribuir uma culpa inexistente ao Presidente da República e, quem sabe, assim conquistar alguns pontinhos das pesquisas eleitorais. Mesquinhez, covardia e mau-caratismo – é desse material que é feito o homem que quer governar o Brasil.

O presidente Lula e o PT repudiaram de forma veemente as ações violentas e tresloucadas do MLST. Não poderia ser de outra forma. Por mais dura que esteja a vida desses trabalhadores, por mais empecilhos que existam para que conquistem suas justas reivindicações, não será através de atos como esses que vão atingir seus objetivos. Ao contrário, além da desaprovação de toda a sociedade, atitudes dessa natureza favorecem unicamente à direita, sempre à espreita, como uma ave de rapina sanguinolenta, de oportunidades para usurpar o poder do presidente Lula. Se sob o atual governo a luta pela posse da terra não se resolve com a celeridade desejada, sob um governo de direita ela não sairá do lugar. Esse não é um caminho para cavaleiro descuidados

Jens

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