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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Novos documentos do MP da Suíça recomenda propineiro e fala em 'amigos políticos' no governo do PSDB


Novos documentos enviados pela Procuradoria da Suíça ao Brasil há 20 dias reforçam, segundo investigadores do caso Alstom, suspeitas de corrupção e pagamento de propina em contratos da multinacional francesa no setor de transportes públicos em São Paulo. Em e-mail de 18 de novembro de 2004, o então presidente da Alstom no Brasil, engenheiro José Luiz Alquéres, "recomenda enfaticamente"a diretores da empresa que utilizem os serviços do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado pelo Ministério Público como lobista e pagador de propinas a servidores de estatais do setor metroferroviário do governo paulista, entre 1998 e 2003.

Alquéres, que não está mais no comando da Alstom, destaca o "bom relacionamento" com governantes paulistas do PSDB. Teixeira, segundo as investigações em curso, era o elo da multinacional com estatais do setor de transporte público de massa.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Com propineiro, Alstom atingiu 100% da meta de negócios com o PSDB paulista



 A Alstom conseguiu tudo o que queria com o governo de São Paulo. Os quatro negócios citados em e-mail pelo ex-presidente da empresa José Luiz Alquéres como estratégicos foram fechados com o Metrô e a CPTM.

Em dois desses contratos houve conluio entre as empresas, segundo acusação da Siemens feita ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do governo federal que cuida da defesa da concorrência.

O objetivo de Alquéres era faturar 250 milhões de euros (R$ 900 milhões na época e R$ 750 milhões hoje) com os projetos. O valor foi ultrapassado. Os quatro negócios renderam cerca de R$ 1,5 bilhão, em valores atualizados.

O e-mail de Alquéres, de 18 de novembro de 2004, citava uma situação negativa para a divisão de transporte da Alstom --a empresa só conseguira atingir 11% das metas em oito meses. Para mudar esse cenário, ele recomendava a contratação do lobista Arthur Teixeira e a atuação de Paulo Borges, então diretor de transportes da Alstom.

Teixeira é apontado por autoridades da Suíça como intermediário no pagamento de propinas para funcionários públicos do governo do Estado nas gestões de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na delação da Siemens, a empresa dele é citada como peça-chave para eliminar entraves ao cartel.

Borges é acusado pela Siemens de ter participado das reuniões do cartel em que se decidia a divisão de mercado.

O ex-presidente da Alstom diz que não sugeriu o uso de meios ilícitos para obter os contratos (leia texto ao lado).

Os negócios mirados pela Alstom eram a reforma e fornecimento de trens novos para a CPTM e a venda de trens e de sistema de sinalização para a linha 2 do Metrô.

DIVISÃO DE NEGÓCIOS

A acusação da Siemens mostra que dois métodos foram usados pela Alstom, em cartel com outras empresas, para obter os contratos com o governo: a divisão prévia de lotes e a combinação de que as derrotadas seriam subcontratadas pelas vencedoras.

Na reforma de trens da CPTM, projeto chamado de Boa Viagem, os lotes foram divididos e a Alstom ficou com quatro deles.

E-mails reunidos pela Siemens indicam que as empresas tiveram acesso ao plano da CPTM antes que ele tivesse se tornado público.

Marcos Missawa, executivo da Siemens, contou o seguinte em e-mail de 24 de novembro de 2004: "A CPTM tem por objetivo principal dar o pacote completo para quatro grandes fornecedores (Alstom, Siemens, Bombardier e TTrans)".

No caso da sinalização da linha 2 do Metrô, o acerto do cartel, segundo a Siemens, foi de que seriam formados dois consórcios para a licitação, mas um deles apresentaria uma proposta com valor superfaturado e perderia a concorrência, mas seus integrantes seriam subcontratados.

Nos negócios de compra de trens, CPTM e Metrô reutilizaram contratos que haviam sido assinados há dez e 15 anos, respectivamente. O Tribunal de Contas considerou irregular a compra da CPTM e apontou que a empresa deveria ter feito nova licitação.  As informações são da Folha de São Paulo.... Como diria Stanley... Contra o PT, escreve em letras garrafais, formação de quadrilha e delação premiada; contra tucanos  é "cartel" e "acordo de leniência". Tucano não rouba: comete deslize...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Promotores da Suíça pediram buscas na residência de Zaniboni, mas foram ignorados



O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), está em todos os jornais dessa quinta feira (17), afirmando que  determinou uma auditoria em contratos assinados pelo Metrô e pela CPTM com a empresa do ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni, que  recebeu propinas da empresa Alstom na Suíça, de 2008 a agosto deste ano, quando foram divulgadas as notícias de propinas em licitações de trens no Estado de São Paulo entre 1998 e 2008.

Você acredita na conversa fiada do governador tucano? . Por que o governador Alckmin, que está no governo de São Paulo há vinte anos, só agora vai investigar?.Os fatos que mostram a conivência dos que ocuparam a função de governador de São Paulo a partir de 1998, com a formação de carteis e o recebimento de propina pelo PSDB são inquestionáveis e foram denunciados por organismos legais e respeitáveis como o MP da Suíça, os jornais,  Wall Street Journal e Der Spiegel.

sábado, 13 de dezembro de 2014

20 anos de roubalheira:Propinas do Metrô do PSDB de São Paulo passavam por contas no Uruguai.


Os investigadores terão acesso a duas contas em Montevidéu, pelas quais passavam os pagamentos

Ao aprofundar a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo, os promotores e os procuradores envolvidos nas investigações descobriram que as movimentações financeiras do esquema percorreram o mundo. Foram detectadas transações suspeitas em seis países, além do Brasil. Por meio delas, circulou o dinheiro de multinacionais e de lobistas, destinado a pagar propina a agentes públicos de estatais paulistas. Mediante suborno, empresas – como a francesa Alstom ou a alemã Siemens – obtiveram contratos superfaturados em 30% para fornecer trens e equipamentos ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Um prejuízo estimado em R$ 834 milhões aos cofres públicos. Na trilha desse dinheiro, a investigação chegará, em breve, a um novo e decisivo destino: o Uruguai.

Em janeiro, uma força-tarefa desembarcará em Montevidéu. Os integrantes do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal terão acesso a uma leva de documentos por meio da cooperação com as autoridades locais. Entre eles, estão movimentações bancárias no país. Duas delas são consideradas chave para elucidar uma incógnita das investigações: se há corruptores, quem são os corrompidos? É o que devem responder os extratos das contas usadas pelo lobista Arthur Teixeira e seus representantes no Uruguai, Nicolas Juan Alonso e Roberto Diego Licio. Segundo informações preliminares, nelas ingressou dinheiro das multinacionais, e delas saiu pagamento de propina.

Para os responsáveis pela investigação, Teixeira ocupa papel de destaque na engrenagem financeira. Ele é considerado o pivô das fraudes nas estatais metroferroviárias de São Paulo. Ao lado de Sergio Teixeira – morto em 2011 –, ele  controlava duas empresas de “consultoria” no Brasil e três offshores sediadas no Uruguai: Leraway, Gantown e GHT. Todas registradas no mesmo endereço: um escritório de contabilidade em Montevidéu, conhecido por abrir e gerenciar firmas de fachada. As offshores simulavam serviços de consultoria para multinacionais interessadas em contratos com as estatais paulistas, entre 1998 e 2008, durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Pelos contratos, companhias como Siemens e Alstom aceitavam pagar percentuais em futuros contratos e aditivos obtidos do Metrô paulista e da CPTM.  Os recursos recebidos pelas offshores no Uruguai remuneraram serviços variados prestados por Teixeira. Ele comandava reuniões com executivos do cartel para repartir os projetos das estatais. Definia também, nos encontros, os valores das propostas superfaturadas a apresentar nas licitações. Para garantir que os acordos saíssem do papel, repassava parte dos valores recebidos como propina a agentes públicos.

As conexões de Teixeira emergiram com o acordo de leniência da Siemens, em junho de 2013. Em troca de redução de sanções para a empresa e seus executivos, a Siemens confessou a participação no cartel, que reunia 12 empresas. Desde então, o ex-diretor da área de transportes da Siemens Everton Rheinheimer passou a narrar os bastidores do esquema. Contou aos promotores que Teixeira se apresentava como “indicação do cliente (CPTM) para organizar o mercado”. “Arthur Teixeira dizia que os contatos com o cliente se davam na pessoa de Zaniboni e Lavorente”, afirmou. João Roberto Zaniboni foi diretor da CPTM entre 1999 e 2003. José Luiz Lavorente faz parte da direção da CPTM desde 1999. Ambos estão numa lista de 33 indiciados pela Polícia Federal no último dia 1o, em que aparecem também Teixeira e o atual presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Os documentos uruguaios esclarecerão uma incógnita da investigação: quem foram os corrompidos?
As movimentações de Teixeira também são seguidas de perto na Europa. Numa reunião com procuradores suíços em Berna, no começo do mês, uma delegação brasileira recebeu informações sobre cerca de dez novas contas dele até então desconhecidas. A partir de março, os investigadores brasileiros e suíços compartilharão ações contra os envolvidos nas fraudes do Metrô. A ideia é que eles respondam pelos delitos nas esferas civis e criminais tanto no Brasil como na Suíça. A comitiva brasileira ficou surpresa com a desenvoltura com que Teixeira agia e com as somas que ele movimentou em bancos suíços. Lá, ele responde a uma ação por lavagem de dinheiro.

Entre as evidências do processo, está um depósito feito em 27 de abril de 2000. Da conta 524374 Rockhouse, no banco Credit Suisse, em Genebra, Teixeira transferiu US$ 103.500 para uma conta denominada Milmar. O beneficiário era Zaniboni, o ex-diretor da CPTM. Ele disse ter recebido por consultorias. Não é o que pensam as autoridades suíças. Elas informaram a existência de indícios de que outras contas de agentes públicos paulistas também foram abastecidas por Teixeira. Em depoimento aos promotores, Teixeira negou ser lobista, disse ter prestado serviços de consultoria às empresas do cartel, refutou ser dono das offshores  e seu envolvimento com irregularidades.

Ao mesmo tempo, os promotores tentam recuperar o dinheiro desviado. Estima-se que o Metrô de São Paulo e a CPTM tenham sido lesados em R$ 834 milhões. Numa ação na Justiça movida no último dia 4, promotores pedem que dez empresas do cartel sejam condenadas a devolver R$ 418 milhões ao Estado de São Paulo. A ação só leva em conta os contratos firmados entre 2001 e 2003 para a manutenção de trens da CPTM e pede a dissolução das empresas envolvidas no cartel. A Alstom afirma que não “comentará investigações em andamento e reitera que está colaborando com as autoridades competentes”. A Siemens diz que foram as suas denúncias que “deram origem às atuais investigações” e que “sempre desejou e apoiou o total esclarecimento desse episódio”. Da Revista Época

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Propinão PSDB: Ex- diretor da CPTM assinou contrato com empresa de outro ex-diretor da CPTM


 Investigado por evasão de divisas, lavagem de dinheiro, manutenção de depósitos não declarados no exterior e improbidade administrativa, o ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) João Roberto Zaniboni assinou contratos de prestação de serviço com a própria CPTM até julho, por meio da empresa Focco Tecnologia e Engenharia — o último foi assinado no dia 11 daquele mês — poucos dias antes de a denúncia de cartel no metrô paulista, denunciada pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), tornar-se pública. Zaniboni deixou a diretoria da CPTM em 2003.

A Focco pertence a outro ex-diretor da CPTM, Ademir Venâncio de Araújo, do setor de engenharia e obras. Foi criada em 2002 por Araújo, três meses após sua saída da CPTM, com o nome de AMA. Engenharia e Consultoria. Zaniboni entrou na sociedade em 2008 e nela permaneceu até agosto deste ano, um mês após o escândalo do cartel. A Focco é suspeita de ser usada para repassar dinheiro a políticos e funcionários públicos. Em 2011, a empresa abriu uma filial em Guanambi, na Bahia.

A Justiça Federal bloqueou R$ 2,095 milhões da Focco e recursos das contas pessoais de seus dois sócios — R$ 4,915 milhões de Zaniboni e uma de suas filhas, e R$ 1,047 milhão de Araújo. Os dois assinaram juntos os contratos da Linha 5 do metrô de São Paulo, que liga Capão Redondo ao Largo 13 de Maio, ao lado do então presidente da CPTM Olivier Hossepian Salles de Lima, que também teve R$ 27,2 mil bloqueados.

Os três são investigados por conduta ilícita na licitação também pela Corregedoria do governo.  Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a Focco recebeu R$ 2,095 milhões da francesa Alstom, entre 2004 e 2006, e  136,8 mil da Tejofran, duas empresas do consórcio Sistrem, vencedor da licitação da Linha 5.

O valor do contrato, atualizado pelo IGP-DI, chega a R$ 1,593 bilhão. No total, foram 11 aditivos entre 2001 e 2004, elevando o prazo de entrega do serviço dos 24 meses previstos inicialmente para 56 meses, mais que o dobro do previsto.  O contrato é considerado um dos principais documentos da existência do cartel porque uma das empresas que inicialmente participaram da concorrência, a Mitsui (filial  brasileira e matriz), foi subcontratada  para prestar o serviço.

O contrato  prevê importação de peças e componentes e transfere para a CPTM  toda a cobrança de impostos, taxas,  tributos e obrigações das contratadas e “subcontratadas” dentro e fora  do país, além das despesas com desembaraço aduaneiro. Os preços de  equipamentos e serviços são reajustados  anualmente. Por várias vezes  foi modificada a quantidade de  material necessária para o serviço.

Além do real, o contrato teve partes  firmadas em euro e iene.  Para as autoridades, há indícios  fortes de que os três funcionários da  CPTM receberam vantagens indevidas  do consórcio Sistrem e “seriam  intermediários no pagamento  de propinas’ Um dos executivos da  Siemens, que assinou acordo de leniência com  o Cade, disse que o fornecimento dos carros do metrô, nesse contrato, foi mais alto porque foi “organizado num consórcio político".

As empresas do Consórcio Sistrem, segundo depoimentos, comprometeram-se a pagar 9%  de propina. O pagamento era feito para consultorias montadas no exterior e repassadas a consultorias no Brasil. Zaniboni recebeu dinheiro numa conta na Suíça, a Milmar, enquanto esteve na CPTM (1999 a 2003). A Gantown mantinha contrato com a Alstom e a Leraway com a Siemens.

As duas seriam usadas para repassar dinheiro de propina, sem prestação de serviços. E-mails copiados para a cúpula da Alstom confirmariam a ação de Teixeira no lobby. Zaniboni teria transferido imóveis para suas filhas. Em nome de uma delas, Milenã Zaniboni, foi feito aporte único de R$ 1,936 milhão numa previdência privada.As informações estão no jornal O Globo

sábado, 9 de novembro de 2013

Propinão tucano da Alstom chegavam a 9% do valor total dos contratos



Empresas envolvidas no cartel denunciado pela Siemens pagavam propinas entre 8,5% e 9% do valor dos contratos firmados com o governo paulista.

Apenas o ex-diretor de Operações da CPTM João Roberto Zaniboni, que exerceu o cargo entre abril de 1999 e maio de 2003 e teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal, assinou pela empresa 17 contratos com companhias investigadas por participação no cartel.

Em valores atualizados, esses contratos somam R$ 2,4 bilhões, o que pode significar um prejuízo aos cofres públicos de até R$ 192 milhões.

O pagamento de propina é investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público estadual. Ex-funcionário da Fepasa, Zaniboni já havia trabalhado na CPTM por um ano e foi levado para a Diretoria de Operações em 1999 pelo então presidente da empresa, Oliver Hossepian Salles de Lima.

Segundo investigação da PF e do MPF, chefe e subordinado eram sócios na empresa de consultoria Getran e receberam dinheiro de empresas participantes do cartel por serviços prestados durante o período em que exerciam seus cargos na estatal. Zaniboni e Hossepian tiveram, somados, R$ 32 bilhões bloqueados pela Justiça Federal anteontem.

As investigações da PF, do MPF e do MP mostram como funcionava o esquema.

Os valores eram superfaturados em até 9% para pagar as propinas.

O valor era repassado como pagamento por serviços prestados por consultorias internacionais, que, por sua vez, repassavam os valores a consultorias locais.

Essas consultorias locais seriam intermediárias na distribuição de propinas, de acordo com investigação da PF apresentada à Justiça Federal.

A consultoria Procint, que pertence a Arthur Gomes Teixeira, apontado pela PF como lobista da empresa Alstom, recebeu dinheiro de oito empresas que aparecem na denúncia de formação de cartel que a Siemens apresentou ao Cade.

Alstom, Siemens, Bombardier, CAF, Tejofran, TTrans, Iesa e MGE Equipamentos e Serviços Ferroviários pagaram R$ 15 milhões à Procint. Essas empresas atuaram juntas no consórcio Sistrem, cujo contrato teve valores fechados em reais, euro e iene. Convertidos a valores atuais, o negócio movimentou R$ 1,313 bilhão. A propina paga pelo consórcio Sistrem é considerada a mais relevante nas investigações.

A Procint, por sua vez, repassou valores para a Getran. Outra empresa de Arthur Gomes Teixeira, a Constech Assessoria e Engenharia em Transporte recebeu R$ 5,619 milhões do consórcio e também repassou valores à Getran.

Zaniboni é investigado também em três inquéritos civis por improbidade administrativa, em curso no Ministério Público estadual, por aditamentos feitos durante sua gestão que elevaram os valores de contratos assinados em 1998 para reformas de trens das séries 1700, 4400 e 5000. Os negócios envolvem R$ 141 milhões. Para se ter uma ideia, apenas um dos contratos da série 1700 teve sete aditamentos.

Segundo uma fonte que participa das investigações, as empresas de Arthur Gomes Teixeira ficavam com um percentual entre 1% e 1,5% do valor da propina, que corresponde ao superfaturamento.

O restante era repassado aos agentes públicos.

Um dos investigados, que colabora nas investigações e estava na linha de frente das licitações, disse que sua empresa participou do consórcio Sistrem.

Para isso, firmou contrato de consultoria internacional com quatro empresas - Procint, Constech, Lerawy e Gantown.

Do total que cada companhia receberia do governo paulista, 9% deveriam ser pagos a elas, que repassariam os valores a funcionários públicos. A informação foi confirmada por um funcionário de uma segunda empresa e por um assessor da presidência da CPTM.

Hossepian foi secretário adjunto da Secretaria de Transportes Metropolitanos entre abril de 1992 e abril de 1993 e presidente da CPTM por duas vezes: de 1992 a 1994 e de 1998 a 2002. Zaniboni foi diretor de Operações e Manutenção da CPTM entre abril de 1999 e maio de 2003.

O advogado de Zaniboni, Luiz Ferreira Pacheco, afirmou que seu cliente vai provar na Justiça que a empresa de consultoria foi aberta apenas depois de sua passagem pela CPTM, e que os pagamentos recebidos da Procint e da Constech foram por prestação de serviços também posterior. Afirmou ainda que os aditamentos de contrato investigados pelo Ministério Público Federal foram absolutamente necessários à conclusão dos serviços contratados e embasados pelas áreas técnicas.

João Zaniboni é investigado em três inquéritos civis por improbidade administrativa, por aditamentos que elevaram os valores de contratos para reforma de trens...Esta no jornal tucano O Globo

sábado, 3 de agosto de 2013

Propinão tucano no metrô surrupiou R$ 1,9 bilhão dos cofres públicos


Deu no jornal Estadão que no escândalo do propinão tucano no metrô, o dinheiro surrupiado dos cofres públicos através do superfaturamento chegou a R$ 1,925 bilhão (em valores atualizados), somando os rombos em São Paulo (governos Alckmin e Serra) e no Distrito Federal (governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda).

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Propineiro tucano da CPTM usou doleiros de Maluf e do caso Banestado para mandar dinheiro para a Suíça


Promotores de Genebra citam casa de câmbio Lespan, do Uruguai, e doleiro brasileiro Marco Antonio Cursini no rastreamento do dinheiro de João Roberto Zaniboni

Ocaso Banestado para transferir pelo menos US$ 836 mil para a conta Milmar, de sua titularidade, no Credit Suísse, em Zurique.
engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações e manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em dois governos do PSDB (Mário Covas e Geraldo Alckmin), entre 1999 e 2003, usou a mesma logística e os mesmos agentes empregados pelo ex-prefeito Paulo Maluf (1993-1996) e por empresários e investidores do

Documentos enviados pelo Ofício Federal de Justiça da Suíça para o Brasil revelam passo a passo os caminhos do dinheiro de Zaniboni -o Ministério Público de São Paulo suspeita que o ex-diretor da CPTM recebeu propinas para favorecer a Alstom, multinacional francesa, em contratos de fornecimento e serviços de revisão geral de 129 vagões.

Dois nomes notoriamente conhecidos dos investigadores integram a estrutura da qual também se valeu Zaniboni: a casa de câmbio Lespan, sediada no Uruguai, e a Goldrat Corporation, controlada pelo famoso doleiro brasileiro Marco Antonio Cursini, garantiram as transferências dos recursos que abasteceram a Milmar.

A Lespan operava nos Estados Unidos para cambistas da América Latina, inclusive doleiros do Brasil. Ela desponta como personagem central em uma das mais importantes e decisivas investigações já realizadas contra Maluf, mantido preso na Polícia Federal, por 41 dias, em 2005.
Na época, uma força tarefa do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal descobriu, a partir de dados enviados pela promotoria de Manhattan, que a Lespan enviou US$ 11,3 milhões para a conta Chanani, do doleiro Birigui, em Nova York – o dinheiro, segundo os promotores, teve origem em desvios que Maluf teria realizado a dano do Tesouro paulista.

A Lespan também foi usada pelo doleiro Toninho da Barcelona para mandar valores para paraísos fiscais por meio das contas CC5, operações desmascaradas pela CPI do Banestado – caso de evasão de US$ 30 bilhões nos anos 90.

Relatório de investigação de polícia criminal da Suíça informa que “numerosos pagamentos” caíram na conta de Zaniboni “pela maioria em procedência da companhia Lespan AS, domiciliada em Montevidéu, no Uruguai”.

Marco Antonio Cursini, o doleiro, foi condenado em 2009 a uma pena de 3 anos e 3 meses de prisão por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação, no Caso Banestado.

Foi beneficiado com redução de pena em delação premiada. Ele revelou clientes e pagou indenização significativa, R$ 4 milhões ao todo, por imposição da Justiça Federal no Paraná e em São Paulo. Cursini também fez pacto de colaboração na Castelo de Areia, espetacular operação da Polícia Federal, deflagrada em 2009, que pegou executivos da empreiteira Camargo Correia em lavagem de dinheiro e remessas ilegais para fora do País. Por ordem do Superior Tribunal de Justiça, a investigação foi anulada.

João Roberto Zaniboni, o ex-diretor da CPTM, caiu na malha fina do Ministério Público da Confederação suíça (MPC) a partir da investigação criminal que tinha inicialmente como alvo os consultores brasileiros Arthur Gomez Teixeira e Sérgio Meira Teixeira, apontados como lobistas e elo da Alstom com dirigentes de estatais paulistas.

Os investigadores de Genebra identificaram a cadeia de transferências de capitais, a partir de depósitos nas contas Rockhouse e Sunrock, de Arthur e Sérgio Teixeira – alojadas no Credit Suísse -, abastecidas por operações de duas offshores, GTH Consulting AS e Gantown Consulting AS, por eles administradas.

A GTH e a Gantown, sediadas no Uruguai, aparecem como empresas que teriam prestado consultoria para a Alstom. A pesquisa revelou que parte do dinheiro migrou, depois, para a conta 180636, a Milmar – primeiras letras das duas filhas de Zaniboni.

Do saldo de US$ 836 mil, composto entre setembro de 1999 e dezembro de 2002 – período em que Zaniboni exercia o cargo diretivo na CPTM – a Milmar recebeu US$ 216, 87 mil pelas offshores dos Teixeira. Em 2 de maio de 2000, a Rockhouse transferiu R$ 103,5 mil para o ex-dirigente da CPTM; Em 27 de dezembro daquele mesmo ano, a Sunrock enviou US$ 113,3 mil para a Milmar.

Em um capítulo intitulado “antecedentes de fato”, o relatório dos promotores suíços assinala que os Teixeira foram enquadrados por lavagem de dinheiro. “Eles foram indiciados por lavagem de dinheiro agravado por corrupção de funcionários estrangeiros. Acusa-se as pessoas de terem assistido companhias da Alstom na obtenção de projetos de grande porte no Brasil, particularmente também no âmbito dos transportes, em qualidade de tais consultores, e ter transmitido no âmbito dessas atividades propinas por conta da Alstom.”

Os investigadores suíços apontam “numerosos outros pagamentos” para Zaniboni realizados pela offshore controlada por Cursini – a Goldrate Corporation, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, com uma conta no Deutsche Bank de Hamburgo.

A investigação mostra que em 23 de julho de 2007, o ex-diretor da CPTM esvaziou a Milmar e deslocou todos os ativos para a conta 6034632, no Safra National Bank em Nova York – a titular dessa conta é uma filha de Zaniboni.

A transferência foi promovida por Cursini, afirma a Suíça. Desta vez, o doleiro usou outra offshore, denominada Gelateria, que mantém conta no Bank Holmann AG, em Zurique.

Defesa. O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende João Roberto Zaniboni, disse que o ex-diretor da CPTM “usou doleiros (para transferir os valores para a Suíça) dos quais não lembra o nome”. Segundo o advogado, Zaniboni “não chegou nem a ter contato direto com eles (doleiros) e desconhece o nome de suas contas”. As informações são do jornal O Estado de SP


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Todos os homens do propinoduto tucano


Quem são e como operam as autoridades ligadas aos tucanos investigadas pela participação no esquema que trafegou por governos do PSDB em São Paulo


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Na última semana, as investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público mostraram a abrangência nacional do cartel na área de transporte sobre trilhos. A tramoia, concluíram as apurações, reproduziu em diversas regiões do País a sistemática observada em São Paulo, de conluio nas licitações, combinação de preços superfaturados e subcontratação de empresas derrotadas. As fraudes que atravessaram incólumes 20 anos de governos do PSDB em São Paulo carregam, no entanto, peculiaridades que as diferem substancialmente das demais que estão sendo investigadas pelas autoridades. O esquema paulista distingue-se pelo pioneirismo (começou a funcionar em 1998, em meio ao governo do tucano Mário Covas), duração, tamanho e valores envolvidos – quase meio bilhão de reais drenados durante as administrações tucanas. Porém, ainda mais importante, o escândalo do Metrô em São Paulo já tem identificada a participação de agentes públicos ligados ao partido instalado no poder. Em troca do aval para deixar as falcatruas correrem soltas e multiplicarem os lucros do cartel, quadros importantes do PSDB levaram propina e azeitaram um propinoduto que desviou recursos públicos para alimentar campanhas eleitorais.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Empresa de delator da Lava Jato foi subcontratada em esquema do propinão tucano dos trens



Nas investigações da da Lava Jato o executivo que admitiu ter participado do esquema de cartelização nas licitações da Petrobras Augusto Ribeiro Mendonça foram subcontratadas no esquema que, segundo o Ministério Público de São Paulo, permitiu a cartelização de licitações do Metrô e da CPTM, mergulhada em escandalo de corrupção mas encoberto pela imprensa por se tratar do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A prática teria beneficiado a T'Trans, empresa que está na mira do Ministério Público paulista e do Cade por ter participado do cartel no setor metroferroviário paulista.

A própria T'Trans surgiu de uma sociedade entre Massimo Giavina-Bianchi e a empresa PEM Engenharia, de Augusto Ribeiro Mendonça, em 1997. A sociedade durou até 2006 e atualmente os ex-sócios respondem cada um a ações penais na Justiça por envolvimento em diferentes escândalos que envolvem cartelização de empresas.

Enquanto Augusto Mendonça é réu em duas ações penais na Justiça Federal no Paraná acusado de ter atuado em um cartel no setor petrolífero, pago propinas a funcionários da Petrobras e para o PT, Massimo Bianchi responde a três ações penais na Justiça de São Paulo por ter supostamente atuado em um cartel e cometido crimes financeiros em licitações do Metrô e da CPTM durante os governos do PSDB em São Paulo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A herança maldita das propinas da Alstom aos tucanos


Por volta das 7h desta quinta, um defeito no sistema de alimentação elétrica dos trens metropolitanos na região da Estação Luz paralisou esse transporte na Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa do governo paulista.

Alguns passageiros desceram da composição e seguiram a pé pelos trilhos. Segundo a CPTM, a energia teve que ser interrompida como medida de segurança.

Revoltados com a pane, usuários protestaram, atacando instalações das estações Francisco Morato e Caieiras, na Grande São Paulo. 

A Polícia Militar jogou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os passageiros, para conter a revolta.

Como se diz no ditado popular "depois da porta arrombada, o governador Alckmin anunciou que providenciará a fechadura", pois após deixar passageiros sem transporte para ir ao trabalho e ainda sob bombas de gás lacrimogêneo, o governador anunciou verbas para instalar subestações de energias.

A raiz do problema tem nome e endereço: desde 2008, Alckmin e Serra abafam CPI sobre propinas da Alstom

Se o dinheiro da propina paga aos tucanos por multinacionais como Alstom e Siemens, por contratos superfaturados com a CPTM (ver vídeo abaixo), tivesse sido aplicado em obras e equipamentos, sem desvios para contas na Suiça, a situação não chegaria a esse ponto.



Reportagem de fevereiro de 2011, onde já aparece testemunha do esquema de corrupção. Governador Alckmin e o ex-governador José Serra abafaram denúncias e usaram o rolo compressor na Assembléia Legislativa para impedir CPI das propinas da Alstom e Siemens a tucanos, que vieram ao conhecimento público desde 2008 em reportagem do Wall Street Journal.


Leia também (inclusive o repórter Eduardo Faustini do "Fantástico"... que tal ele se infiltrar no Metrô paulista e na CPTM para apurar propinas em licitações combinadas?):

- Contrato da Siemens com CTPM tinha 30% a mais, em propinas para tucanos paulistas, diz testemunha

- Justiça pede sequestro de dinheiro de propina bloqueado na Suíça

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Procurador tucano que engavetou inquerito envolvendo a Alstom e PSDB está de volta


O mensalão tucano, está quase caducando nas gavetas do STF. Pelo visto, o propinião tucano também vai ter o mesmo destino em São Paulo. O amigo dos tucanos, fiel escudeiro da corrupção e propina, voltou!.Para seis suspeitos, crime prescreve em abril de 2014

 Mesmo investigado por duas corregedorias por ter engavetado um pedido de cooperação da Justiça suíça no caso Alstom, o procurador da República Rodrigo de Grandis reassumiu o inquérito.

Ele está sob investigação das corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de controle externo sobre os atos de promotores e procuradores.

 No fim de outubro, a Folha revelou que o Ministério Público da Suíça cansou de esperar por quase três anos pela ajuda de Grandis e arquivou investigações sobre suspeitos de intermediar o pagamento de propinas da Alstom para políticos do PSDB e servidores do Metrô e da CPTM.

À época, Grandis estava de licença para conclusão de mestrado e a investigação havia sido transferida para outro procurador. A licença acabou e Grandis reassumiu o inquérito, em um momento em que há risco de prescrições no caso.

Em outubro, o procurador disse que a demora em atender ao pedido suíço ocorreu porque o requerimento havia sido arquivado incorretamente em uma pasta, e por isso ficou sem qualquer andamento por dois anos e oito meses.

No começo de novembro, a Folha também informou que o Ministério da Justiça, cobrou Grandis oficialmente várias vezes a respeito. Ele também foi alertado verbalmente e via e-mail por colegas que sabiam do requerimento suíço.

Após as reportagens, o Ministério Público Federal procurou as autoridades suíças e o pedido de cooperação internacional foi renovado.

O requerimento original enviado à Procuradoria em 2011 solicitava interrogatórios de quatro suspeitos e a realização de buscas na casa de um deles, o ex-diretor da estatal CPTM João Roberto Zaniboni, acusado de receber propina da Alstom entre 1999 e 2002, durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Grandis também deixou de cumprir um outro pedido da Suíça de 2010, que solicitava o interrogatório de quatro executivos que haviam ocupado a diretoria da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), segundo a revista "IstoÉ".

Procurado, Grandis não quis se pronunciar.

O subprocurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho, corregedor do Ministério Público Federal, disse que a volta de Grandis à condução do inquérito "é um problema administrativo, não da corregedoria".

O afastamento só ocorre quando a permanência no cargo pode prejudicar a apuração de eventual infração.

O corregedor diz ter nomeado uma comissão com três procuradores para apurar as razões do atraso no cumprimento do pedido por causa da complexidade do caso. A comissão tem 60 dias para concluir a apuração.

O inquérito da Alstom começou em 2008 para apurar suspeita de suborno a políticos do PSDB e servidores paulistas ligados ao setor de energia. Entre os indiciados pela PF estão o vereador e ex-secretário estadual de Energia Andrea Matarazzo (PSDB), entre outros. Eles nega qualquer participação nos crimes.

Na apuração surgiram indícios de pagamento de propina também em contratos do Metrô e da CPTM; a PF decidiu desmembrar os casos.

No novo inquérito, sobre trens, foram encontrados indícios de pagamento de propina a secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e descobertas evidências de conluio entre as empresas. Essa é a investigação remetida ao Supremo nesta semana por causa de políticos com foro privilegiado.Na Folha

 Para seis suspeitos, crime prescreve em abril de 2014
   
 No inquérito da Alstom há risco de prescrição do principal crime investigado, o de corrupção.

Segundo autoridades e advogados que atuaram na investigação, a prescrição para seis suspeitos ocorrerá em abril de 2014 caso o Ministério Público não ofereça denúncia à Justiça.

Poderão ficar livres de ação criminal o vereador e ex-secretário estadual de Energia Andrea Matarazzo (PSDB) e o ex-presidente da estatal paulista EPTE Eduardo José Bernini.

Em relação a outros sete investigados, o delito de corrupção já prescreveu. Entre os que já podem pedir à Justiça o reconhecimento da prescrição estão o ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni e os consultores Arthur Teixeira e Jorge Fagali Neto.

Como eles já têm mais de 70 anos de idade, o prazo prescricional é contado pela metade, segundo a lei.

O marco inicial da prescrição é 14 de abril de 1998, data do contrato de venda de equipamentos do grupo francês para estatal paulista EPTE, no valor de R$ 214 milhões, em valores atualizados. Segundo a PF, a Alstom pagou propina para obter esse contrato.

Alguns suspeitos também poderão ser denunciados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Para definir a prescrição desses crimes, é preciso indicar quando o dinheiro ilícito deixou de circular, e isso ainda não está definido na investigação.
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PF e MP chegam ao topo da quadrilha tucana



Investigações chegam ao topo do esquema e mostram que líderes tucanos operaram junto com executivos franceses para montar o propinoduto do PSDB paulista. Os acordos começaram na área de energia e se reproduziram no setor de transporte trilhos em SP

As investigações sobre o escândalo do Metrô em São Paulo entraram num momento crucial. Seguindo o rastro do dinheiro, a Polícia Federal e procuradores envolvidos na apuração do caso concluíram que o esquema do propinoduto tucano começou a ser montado na área de energia, ainda no governo de Mário Covas (1995-2001), se reproduziu no transporte público – trens e metrô – durante as gestões também de Geraldo Alckmin (2001-2006) e de José Serra (2007-2010) e drenou ao menos R$ 425 milhões dos cofres públicos.

 Para as autoridades, os dois escândalos estão interligados. Há semelhanças principalmente no modo de operação do pagamento de propina por executivos da multinacional francesa Alstom a políticos e pessoas com trânsito no tucanato para obtenção de contratos vantajosos com estatais paulistas. Nos dois casos, os recursos circulavam por meio de uma sofisticada engenharia financeira promovida pelos mesmos lobistas, que usavam offshores, contas bancárias em paraísos fiscais, consultorias de fachadas e fundações para não deixar rastros. A partir dessas constatações, a PF e o MP conseguiram chegar ao topo do esquema. Ou seja, em nomes da alta cúpula do PSDB paulista que podem ter tido voz ativa e poder de decisão no escândalo que foi o embrião da máfia dos transportes sobre trilhos.

 São eles os tucanos Andrea Matarazzo, ministro do governo FHC e secretário estadual nas gestões Serra e Covas, Henrique Fingermann e Eduardo José Bernini, ex-dirigentes da Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE). Serrista de primeira hora, Matarazzo é acusado de corrupção por ter se beneficiado de “vantagens oferecidas pela Alstom”. De acordo com relatório do MP, as operações aconteciam por meio dos executivos Pierre Chazot e Philippe Jaffré, representantes da Alstom no esquema que teria distribuído mais de US$ 20 milhões em suborno no País. É a chamada conexão franco-tucana.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Lobista tucano investigado pela PF recebia dados privilegiados do Metrô e da CPTM


Um lobista investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de ter intermediado o pagamento de propina da Alstom para políticos  do PSDB tinha um parceiro na cúpula da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo paulista, que lhe fornecia dados internos do Metrô e da CPTM. O acesso privilegiado do consultor José Fagali Neto foi revelado por sua ex-secretaria Edna Flores, em depoimento aos Ministérios Públicos federal e estadual.

 Ela entregou e-mails que comprovam a relação. As mensagens também mostram a proximidade de Fagali Neto com consultores e empresas investigados pela PF e o Ministério Público pela propina no sistema de trens do Estado entre 1998 e 2008, segundo a delação feita pela Siemens em maio deste ano.

 A ex-secretária disse à Folha que o engenheiro Pedro Benvenuto, atual secretário-executivo do conselho gestor de Parcerias Público-Privadas da Secretaria do Planejamento do governo Alckmin (PSDB), frequentava o escritório de Fagali Neto em 2006 e 2007. Na época, Benvenuto era coordenador de gestão e planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

 Metrô e CPTM são empresas ligadas à pasta. Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) era o governador; o também tucano José Serra assumiu em 2007. "Ele às vezes usava o meu computador para alterar dados de planilhas de assuntos que ele tinha com o Fagali", diz Edna. Segundo ela, Fagali mandava-a para o shopping quando executivos da Bombadier iam ao escritório. 

sábado, 27 de julho de 2013

Corrupção tucana no Metrô e trens de SP desviou pelo menos R$ 425 milhões. Propinas de 7,5%.



Trens e Metrô superfaturados em 30%

Ao analisar documentos da Siemens, empresa integrante do cartel que drenou recursos do Metrô e trens de São Paulo, o Cade e o MP concluíram que os cofres paulistas foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões
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PROPINODUTO 
Segundo integrantes do MP e do Cade, seis projetos de
trem e metrô investigados apresentaram sobrepreço de 30%
Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.
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Ao se aprofundarem, nos últimos dias, na análise da papelada e depoimentos colhidos até agora, integrantes do Cade e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos firmados entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção de linhas do Metrô e de trens. Uma das autoridades envolvidas na investigação chegou a se referir ao esquema como uma fabulosa história de achaque aos cofres públicos, num enredo formado por pessoas-chaves da administração – entre eles diretores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) –, com participação especial de políticos do PSDB, os principais beneficiários da tramoia. Durante a apuração, ficou evidente que o desenlace dessa trama é amargo para os contribuintes paulistas. A investigação revela que o cartel superfaturou cada obra em 30%. É o mesmo que dizer que os governantes tucanos jogaram nos trilhos R$ 3 de cada R$ 10 desembolsado com o dinheiro arrecadado dos impostos. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. De acordo com o MP e o Cade, os prejuízos aos cofres públicos somente nesses negócios chegaram a RS 425,1 milhões. Os valores, dizem fontes ligadas à investigação ouvidas por ISTOÉ, ainda devem se ampliar com o detalhamento de outros certames vencidos em São Paulo pelas empresas integrantes do cartel nesses e em outros projetos.
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Entre os contratos em que o Cade detectou flagrante sobrepreço está o de fornecimento e instalação de sistemas para transporte sobre trilhos da fase 1 da Linha 5 Lilás do metrô paulista. A licitação foi vencida pelo consórcio Sistrem, formado pela empresa francesa Alstom, pela alemã Siemens juntamente com a ADtranz (da canadense Bombardier) e a espanhola CAF. Os serviços foram orçados em R$ 615 milhões. De acordo com testemunhos oferecidos ao Cade e ao Ministério Público, esse contrato rendeu uma comissão de 7,5% a políticos do PSDB e dirigentes da estatal. Isso significa algo em torno de R$ 46 milhões só em propina. “A Alstom coordenou um grande acordo entre várias empresas, possibilitando dessa forma um superfaturamento do projeto”, revelou um funcionário da Siemens ao MP. Antes da licitação, a Alstom, a ADtranz, a CAF, a Siemens, a TTrans e a Mitsui definiram a estratégia para obter o maior lucro possível. As companhias que se associaram para a prática criminosa são as principais detentoras da tecnologia dos serviços contratados.
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sábado, 26 de outubro de 2013

Geraldo Alckmin e promotores não ajudam, e MP da Suíça arquiva investigações do caso Alstom



Cansados de esperar pela cooperação de seus colegas brasileiros, procuradores da Suíça que investigam negócios feitos pela multinacional francesa Alstom com o governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin PSDB arquivaram as investigações sobre três acusados de distribuir propina a funcionários públicos e políticos do PSDB.

Em fevereiro de 2011, a Suíça pediu que o Ministério Público Federal brasileiro interrogasse quatro suspeitos do caso, analisasse sua movimentação financeira no país e fizesse buscas na casa de João Roberto Zaniboni, que foi diretor da estatal CPTM entre 1999 e 2003, nos governos dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin.

Como nenhum pedido foi atendido, nesta semana autoridades brasileiras foram informadas de que o Ministério Público da Suíça desistiu de contar com a colaboração do Brasil e decidiu arquivar parte das suas investigações.

Segundo a Procuradoria da República em São Paulo, o gabinete do procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, cometeu uma "falha administrativa": o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto anteontem.

O Ministério Público da Suíça havia pedido que Grandis fizesse buscas na casa de Zaniboni porque ele é acusado de receber US$ 836 mil (equivalentes a R$ 1,84 milhão) da Alstom na Suíça para assinar contratos do Estado que beneficiaram a multinacional francesa.

A procuradoria suíça também pediu que fossem interrogados os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, suspeitos de atuar como intermediários de pagamento de propina pela Alstom.

Segundo os procuradores da Suíça, Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira foram os responsáveis pelos repasses ao ex-diretor da CPTM.

O Ministério Público estadual paulista, que também investiga negócios da Alstom, soube do pedido da Suíça e pediu cópias da documentação ao órgão federal responsável pela cooperação com autoridades estrangeiras, o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

Indagado sobre a situação, o gabinete de Grandis afirmou só ter encontrado o pedido suíço anteontem.

A Procuradoria informou que o gabinete falhou ao deixar de anexar a solicitação a outro pedido de cooperação da Suíça, e o documento acabou indo para uma pasta de arquivo. O pedido ficou sem qualquer providência por dois anos e oito meses.

A Procuradoria disse que já avisou o DRCI sobre o problema e que as autoridades suíças serão indagadas se ainda querem adotar medidas quanto aos suspeitos.

Porém, nesta semana autoridades brasileiras receberam a informação de que os suíços cansaram de esperar e arquivaram as investigações sobre Zaniboni, Ramos e Sérgio Teixeira, morto em 2011.

Eles haviam sido indiciados pelas autoridades suíças por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

O único que continua sendo investigado é Arthur Teixeira, controlador da empresa Gantown, sediada no Uruguai, que teria feito repasses da Alstom para Zaniboni entre 1999 e 2002.Da Folha

Não  é dessa vez que um tucano vai para cadeia

O  governador  tucano Geraldo Alckmin, é uma cascateiro. Sempre que  acontece cassos de corrupção  em seu governo, e vem acontecendo constantemente,  ele aparece com aquelas entrevistas na mídia amiga, dizendo que "vai apurar com rigor...", que "vai investigar...", que "vai cortar ...que "vai..."que "vai...". Está sendo assim também no escândalo de corrupção no metrô e na CPTM envolvendo seu governo... Está provado que Alckmin, não vai fazer nada, além de esperar o tempo passar...E tentar se reeleger...
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E eles ainda dizem que não sabiam de nada


Documentos do tribunal de contas e do ministro público revelam que há cinco anos os tucanos paulistas foram alertados sobre as irregularidades no metrô e trens de São Paulo


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E AGORA?
Alckmin (à esq.) e Serra foram avisados sobre o propinoduto
Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram. 

Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

PF também vai investigar ex-diretor propineiro da CPTM



Pensava-se que eram "somente" US$ 6,8 mi os valores das propinas pagas pela Alstom aos governantes do PSDB. De acordo com a justiça Suíça, estes valores  ja estão em  US$ 836 mil, ou, R$ 1,2 bilhão 

Com a no caso, sendo aberta uma verdadeira "caixa de Pandora", com a vinda à tona desse escândalo. Trata-se  de uma verdadeira formação de quadrilha e pagamento de propina em licitações para a compra de equipamentos, a construção e a manutenção de linhas de trem e metrô em São Paulo. O negócio é bilionário. Os cabeças da trama já começam a aparecer. E não são peixes pequenos, não. A coisa toda chega até  a todos os governadores do PSDB. É um salve-se quem puder. Mas, os meus queridos leitores perguntam: Algum tucano vai parar na cadeia?

Jornal O Estado de São Paulo dessa sexta feira (18): Polícia Federal recebe papéis da Suíça que mostram depósitos de US$ 836 mil na conta de João Zaniboni, que atuou na estatal nos governos Covas e Alckmin

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Propineiro tucano, turbinou contratos de trens nos governos do PSDB.


Chefe de setor de manutenção da CPTM assinou aditamentos durante governos tucanos com empresas acusadas de propina.

O ministério Público Estadual (promotores escolhidos por  governos do PSDB), já tinha dezenas de inquéritos sobre  o  escândalo tucano, (Alstom/ Siemens),mas estavam "sentados em cima". Foi preciso a Siemens tornar público toda a ladroagem  para  que os  Procuradores  abrirem os processos? A quem interessava a manutenção de todo esse escândalo escondidinho,  como acontece  ALESP, onde nenhuma CPI foi aberta nesses últimos longos 20 anos para apurar as falcatruas tucanas?.  Como diria José Simão, tucanaram a corrupção. Corrupção do PSDB virou "caso Siemens" e propina virou "comissão para servidores"

Suspeito de receber propina em contas da Suíça, o ex-dire­tor de operações e manuten­ção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos João Ro­berto Zaniboni assinou cinco contratos de aditamentos com as multinacionais acusadas de integrar o cartel de trens. Os acordos foram fechados pelo engenheiro entre outubro de 2000 e dezembro de 2002, nos governos tucanos de Mário Co­vas e Geraldo Alckmin.

Os aditamentos elevaram gas­tos da estatal em R$ 11,6 milhões, em valores da época, Na mesma ocasião, segundo o Ministério Público da Suíça, Zaniboni rece­beu "numerosos pagamentos" que somaram US$ 836 mil na conta Milmar, de sua titularida­de, no Credit Suísse, em Zurique.

Promotores e procuradores que rastreiam contratos de esta­tais paulistas avaliam que os ex­tratos bancários indicam o pri­meiro caso concreto de corrup­ção na grande investigação so­bre o alcance dos casos Alstom e Siemens - multinacionais sob investigação por formação de cartéis para obter a supremacia de licitações da CPTM e no Me­trô, no período de 1998 a 2008.

Um dos aditamentos que Za­niboni subscreveu, em 20 de de­zembro de 2002, fez subir em R$ 4,13 milhões contrato com a Alstom para prestação de servi­ços de revisão geral com forneci­mento de materiais de 29 trens.

O valor original do contrato, que fora fechado em 21 de agos­to de 1998, saltou de R$ 19,49 milhões para R$ 23,62 milhões, No mesmo dia em que aditou o contrato da Alstom, Zaniboni fez outros dois acordos, um com a Inepar e o outro com a Bombardier - o primeiro representou acréscimo de R$ 3,08 milhões, o segundo de R$ 3,13 milhões.

A investigação mostra o cami­nho da propina até a conta de Zaniboni. A Alstom fez depósi­tos na França em favor de duas offshores sediadas no Uruguai, controladas pelos irmãos Arthur Teixeira Gomes e Sérgio Meira Teixeira - suspeitos de te­rem agido como lobistas e con­sultores da multinacional.

Os aportes foram realizados entre 22 de setembro de 1999 e 20 de dezembro de 2002. Os ati­vos de Zaniboni têm origem em propinas que teriam sido pagas ao engenheiro antes dos adita­mentos, diz o Ministério Públi­co. "Foi possível comprovar no período entre maio de 2000 e dezembro de 2000 paeamentos isolados dos indiciados Go­mes Teixeira e Meira Teixeira a tal João Roberto Zaniboni que foi, entre 1999 e 2003 diretor da CPTM, uma companhia esta­dual de São Paulo", diz relató­rio dos investigadores suíços.

Na semana passada, diante da força tarefa de promotores e procuradores, Zaniboni disse que o dinheiro em sua conta na Suíça tem origem em consulto­ria que alega ter prestado para os irmãos Teixeira. Ele não deta­lhou exatamente os serviços e afirmou que não possui cópias dos contratos de consultoria.

R$ 11,6 milhões  em consultorias.

Defesa. O advogado Luiz Fer­nando Pacheco, que defende o ex-diretor da CPTM, rechaçou a suspeita de propina e alega que Zaniboni não tem có­pia dos acordos de consultoria, "Não teve contrato", para provar que recebeu R$ 11,6 milhões  em consultorias.  Siga nosso blog no Facebook

sábado, 17 de agosto de 2013

Ministério Público e PF encontram indícios de dinheiro de propina na FHC em 1998



Ministério Público e PF fazem rastreamento e encontram indícios de que parte do dinheiro desviado no escândalo do metrô pode ter alimentado campanhas do PSDB, inclusive a de FHC em 1998. Nessa minha matéria aqui para a Rede Brasil Atual, do dia 8 de agosto, eu  antecipei  a reportagem escrita  somente nesse sábado (17) pelo IstoÉ

O Ministério Público Federal e a PF começaram na última semana uma sigilosa investigação que, entre os procuradores, vem sendo chamada de “siga o dinheiro”. Trata-se de um nome que traduz literalmente o objetivo da missão, que consiste em fazer um minucioso cruzamento de dados já coletados em investigações feitas nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, seja pela PF, pelo Ministério Público Federal e pelo MP de São Paulo, envolvendo os contratos feitos pelas empresas Alstom e Siemens com o governo de São Paulo. “Temos fortes indícios de que parte do superfaturamento de muitos contratos serviu para abastecer campanhas do PSDB desde 1998, especialmente as de Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas”, disse à ISTOÉ, na manhã da quinta-feira 15, um dos procuradores que acompanham o caso. “Mas acreditamos que com os novos dados que receberemos da Suíça e da Alemanha chegaremos também às campanhas mais recentes.” Sobre a campanha de 1998, os procuradores asseguram já ter identificado cerca de R$ 4,1 milhões que teriam saído de contas mantidas em paraísos fiscais por laranjas e consultores contratados pela Alstom para trafegar o superfaturamento de obras do Metrô, da CPTM e da Eletropaulo. “Agora que sabemos os nomes de algumas dessas empresas de fachada será possível fazer o rastreamento e chegarmos aos nomes de quem participou das operações”, diz o procurador.