Pages

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Dilma marcou golaço com o programa de proteção ao emprego.


Centrais sindicais e entidades empresariais veem como positiva a medida provisória anunciada nesta terça-feira (7) pelo governo, que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) para evitar demissões de trabalhadores por empresas em dificuldades financeiras temporárias.

Vem de encontro a uma reivindicação que era defendida por alguns sindicatos.

A proposta permite, em vez de demitir nos momentos de crise, a redução da jornada de trabalho e do salário em até 30%, com uma complementação de 50% da perda salarial pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), limitada a R$ 900,84.

A adesão das empresas ao programa precisa ser aprovada por acordo coletivo com os trabalhadores.

A medida é inteligente porque não retira direitos, protege os empregos e até contribui para o ajuste fiscal, pois reduz despesas com seguro desemprego e mantem a arrecadação para a previdência e outros fundos.

Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, a medida é positiva para esse momento, quando “muitas empresas estão anunciando cortes” no setor industrial, entre 20% e 30%. “Temos um instrumento que dá prazo de um ano para vencer o período de crise, preservando os direitos dos trabalhadores. Se as previsões estiverem corretas [de um ano para o fim da crise], é o que precisamos para passar por esse período”, disse Nobre.


O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, disse que a medida ameniza os efeitos da crise e valoriza a negociação coletiva, fortalecendo o diálogo entre trabalhadores e empresários. “Fortalece a visão coletiva. Isso, comparado ao instrumento que já existe [lay-off], é melhor, porque não utiliza o seguro-desemprego e, ao mesmo tempo, faz com que o governo participe da compensação”, disse.

O diretor executivo de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Hiroyuki Sato, também elogiou: “Existe uma margem muito pequena para as empresas poderem reduzir o custo de mão de obra, e isso acaba gerando demissões. E é muito ruim para a classe trabalhadora e para as próprias empresas, que perdem a mão de obra já treinada. Em época de crise não se pode dispor dessa mão de obra, porque quando há a reativação, a empresa já perdeu a competitividade”, disse o diretor da Abimaq, explicando que, nos últimos 12 meses, o setor perdeu 23 mil trabalhadores.

Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o PPE avança ao oferecer um mecanismo adicional de preservação do emprego. “Ele permitirá maior estabilidade ao funcionário e uma adequada previsibilidade ao empregador. É um verdadeiro seguro-emprego e um avanço social que nos equipara aos sistemas adotados em mercados maduros e desenvolvidos”, disse, em nota, o presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Junior.

Para conhecer mais as regras do programa: http://www.slideshare.net/BlogDoPlanalto/ppe-final

3 Comentários:

maria beleza isabel ramos de souza disse...

o salario minimo ja nao da para quase nada e quem tem que pagar aluguel , àgua ,luz ìptu o valor para se manter esta pessimo

maria beleza isabel ramos de souza disse...

o salario minimo nao da para quase nada agente tem que sofrer bastante pois o salario minimo ja è minimo isto nao è poblema para que recebe salaria alto mas para quem nao tem moradia propia tem contas de luz e àgua para pagar e tambem o ìptu o aumento de tarifas de passagem como o assalariado vai viver e que recebe menos do que o minimo e quem è aposentado se o aluguel aumenta e contas tambem os valores dos produtos o salario que ja è minimo vai arcar com os gastos de todo mundo

maria beleza isabel ramos de souza disse...

por que nao criam um portal para sugestoes para opinioes de mudanças pois agente prescisa disso

Postar um comentário


Meus queridos e minhas queridas leitoras

Não publicamos comentários anônimos

Obrigada pela colaboração