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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Desabrigados do Jardim Pantanal são despejados de ocupação na zona leste de SP

Cerca de 80 famílias do Jardim Pantanal foram despejadas de terreno na Vila Curuçá, zona leste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (21). As famílias decidiram ocupar o local em abril, depois de sucessivas enchentes no Jardim Pantanal desde dezembro.

"A maior parte das pessoas perdeu casa e móveis nas enchentes. Outra parte teve a casa demolida pela prefeitura para construção do Parque Várzeas do Tietê", descreve Zélia Andrade, uma das coordenadoras do movimento.

A reintegração de posse foi solicitada judicialmente por um dos donos do terreno e concedida por juiz da Vara Civel de São Miguel Paulista, informou André de Araújo, advogado dos moradores, em entrevista à Rede Brasil Atual.

No início da manhã, as famílias foram retiradas do local com apoio da Polícia Militar. "Tivemos 30 minutos para retirar nossos pertences e sair", explica Zélia. "Eram seis e meia, e mais de 40 crianças já não tinham para onde ir", condena.Leia a notícia completa aqui

Leia também:Desabrigados do Jardim Romano foram deixados ao relento por José Serra

2 Comentários:

alex disse...

OBAMA DISSE EM CARTA A LULA QUE ACORDO DO IRÃ CRIARIA CONFIANÇA

sexta-feira, 21 de maio - 15:49 BRT

Por Natuza Nery- Agência Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em uma carta ao seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva que o acerto de troca de combustível nuclear com o Irã criaria "confiança" no mundo, segundo trechos do documento obtidos pela Reuters nesta sexta-feira e enviado há 15 dias, antes do acordo de Teerã.

O Brasil, que mediou com a Turquia o acordo com o Irã, alega que a carta de Obama inspirou a maioria dos pontos da Declaração de Teerã, por meio da qual a "República Islâmica do Irã concorda em depositar 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido" na Turquia. Em troca, o país receberia 120 quilos de combustível para um reator de pesquisas médicas localizado na capital iraniana.

A Reuters teve acesso a trechos da correspondência--enviada a Lula há cerca de duas semanas--e comparou alguns de seus pontos com o acordo assinado na última segunda-feira.

Nela, Obama retoma os termos do acordo que o Grupo de Viena havia proposto no ano passado, cujos principais elementos constam no acerto entre Brasil, Turquia e Irã.

"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano" de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês), diz Obama, segundo trechos obtidos da carta.

Após o anúncio do acordo, no entanto, os Estados Unidos anunciaram que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia) concordaram com um esboço de resolução contendo novas sanções à República Islâmica.

"Nós observamos o Irã dar sinais de flexibilidade ao senhor e outros, mas, formalmente, reiterar uma posição inaceitável pelos canais oficiais da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)", acrescentou o presidente dos EUA.

"O Irã continua a rejeitar a proposta da AIEA e insiste em reter seu urânio de baixo enriquecimento em seu próprio território até a entrega do combustível nuclear", afirmou Obama na carta.

Segundo a Declaração de Teerã, "a República Islâmica do Irã expressa estar pronta a depositar seu LEU dentro de um mês".

Obama manifestava, ainda na carta, preocupação com a possibilidade de o Irã acumular, no prazo de um ano, estoque necessário para construir "duas ou três armas nucleares".

"Para iniciar um processo diplomático construtivo, o Irã precisa transmitir à AIEA um compromisso construtivo de engajamento, através dos canais oficiais, algo que não foi feito até o momento. No meio tempo, insistiremos na aprovação de sanções."

A Declaração de Teerã deixa claro, ainda, que o acordo para a "troca de combustível nuclear é um ponto de partida para o começo da cooperação e um passo positivo e construtivo entre as nações".

Após o anúncio do acordo mediado por Brasil e Turquia na segunda-feira, autoridades iranianas afirmaram que o país manterá suas atividades de enriquecimento de urânio, ao que Estados Unidos e outras potências ocidentais se opõem.

Segundo a Declaração de Teerã, O Irã se compromete a notificar à AIEA, por escrito, por meio dos canais oficiais, sua concordância com os termos do acordo em até sete dias a contar da data do documento. Esse prazo se expira na próxima segunda-feira.

fonte: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE64K0G220100521

V disse...

Jogar famílias às ruas, desabrigadas por governos eleitos democraticamente...

Em que século estamos mesmo?

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