Estamos passando por uma série de ataques que podem ser considerados terroristas, principalmente na cidade de São Paulo. São ataques que fazem com que as pessoas sintam medo, insegurança, talvez desespero, e nesse contexto a primeira reação a se ter é tentar responder à pergunta: “A culpa é de quem?”. Levados pelo padrão que a violência gera, a resposta mais comum seria: “A culpa é do governo!”. Esta resposta não está correta, pois, por parte do governo, não faltou investimento na segurança. Em quatro anos o gasto com violência subiu quase o dobro, e isso equivale ao patrimônio líquido de todos os bancos do país, cinco vezes o Orçamento do Ministério da Educação e 46 vezes o que os brasileiros gastam com livros. Não é somente culpa do governo, porém de todo brasileiro; é fruto da enorme desigualdade social, do desprezo pelos outros. Um jovem abandonado nas ruas tem duas chances: a primeira e mais incomum é ser adotado por alguém que o eduque como honesto cidadão, e a segunda é ser adotado pelo crime. Como várias histórias nos ensinam, o excluído se volta contra quem o excluiu. Estes jovens que são adotados pela criminalidade, geralmente se voltam contra quem os excluiu, ou seja, a sociedade. A partir disso, poderia ser repensado pelo governo a área de investimento de dinheiro porque investi-lo somente na segurança não e a solução; tem que ser investido em educação, projetos de inclusão social, entidades, que dessa forma auxiliem a juventude. Portanto, a culpa não é somente do governo, mas de cada cidadão que não cumpre sua responsabilidade na sociedadeHelena





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