Os primeiros movimentos do governador Alckimin para a montagem de suas propostas eleitorais são auspiciosos, para a direita entreguista.
Há indicativos de que o economista Luis Carlos Mendonça de Barros, de triste memória, será um dos mentores do programa econômico dos tucanos.
Da mesma linhagem de Pedro Malan, Mendonça de Barros foi um dos protagonistas do escândalo da privatização das teles. Sob sua batuta pode-se esperar no programa de governo a proposta de uma maior aproximação com os Estados Unidos, trocando o Mercosul pela adesão à Alça, e a concretização de acordos bilaterais com os norte-americanos, para satisfação de George Bush.
Também na pauta, entre outros pontos, a busca por concretizar um ideário mais duro do neoliberalismo, como aumentar a Desvinculação de Receitas da União – dos atuais 20% para 30% - o que permitirá retirar recursos de áreas como saúde e educação, que têm um patamar mínimo fixado pela Constituição de 1988. Sem esquecer ainda a retomada da política de privatização, tendo como alvos principais a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
No mais, Alckimin, que pertence a Opus Dei, organização conservadora da Igreja Católica, já declarou sua simpatia pela TFP – Tradição, Família e Propriedade -, movimento de raízes também religiosas e de extrema-direita, fundado por Plínio Corrêa de Oliveira, que apoiou e ajudou a desencadear o golpe militar de 1964.
Anauê!
Jens





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