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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Não vai ter golpe: Sem medo da tática do "choque e pavor" do PIG.

Não caia na conversa do PIG (Partido da Imprensa Golpista) de que o golpe "já ganhou", porque isso é blefe e faz parte da tática dos golpistas.

O objetivo deles é nos causar desânimo para nos desmobilizarmos. É técnica de "choque e pavor", ou seja concentrar fogo cerrado para o adversário achar que não resiste e se render.

Estamos de saco cheio desse golpismo vagabundo e corrupto, mas justamente por issso não vamos nos render jamais. Não vai ter golpe e vai ter luta. Muita luta.

O jogo está sendo jogado e não tem nada definido na Câmara dos deputados. O golpe precisa de 342 votos, o que não é fácil, dado o racha na maioria dos partidos. Para salvar a democracia só precisa de 172 votos, o que é bem mais fácil de alcançar.

Não confie em placares do PIG, projeções, porque são blefe. Os partidos estão divididos. Tem gente conversando com os dois lados para se posicionar. É difícil fazer projeção até a última hora, mas o golpe não passa, pelos motivos abaixo.

O PIG só noticia as dificuldades do governo. Mas e as dificuldades dos golpistas?

São até maiores do que as do governo.

Tente pensar como se fosse você um deputado destes que não tem fidelidade partidária, mas que não é corrupto profisssional e que almeja ter um futuro político promissor, ocupar cargos importantes na administração federal, vir a ser prefeito, alguns almejam até ser governadores ou senadores, ou mesmo ganhar maior projeção nacional na Câmara.

Se você vota contra o golpe, não mancha sua biografia. Pelo menos você tem o argumento de que está votando contra Eduardo Cunha, a eminência parda de Temer. Tem o argumento de que não é golpista, está votando pela democracia, pelo respeito ao resultado das urnas, e não há nada que deponha contra a honestidade pessoal da presidenta para justificar um golpe, e pedalada é desculpa para dar golpe. Encerra o assunto no domingo, ganha projeção nacional se destacando como quem está votando contra Cunha, e ainda pode compor com o governo renovado para participar da administração federal e alavancar a carreira política.

Se você vota a favor do golpe, ficará marcado para o resto da vida como golpista, como quem levou Eduardo Cunha e Temer ao poder em um golpe paraguaio, sem voto popular. Ficará com o ônus de apoiar um Temer com rejeição imediata maior do que da Dilma, e só tem a oferecer ao povo sacrifícios, amarrado que os golpistas estão aos compromissos com o mercado e com os financiadores do golpe, da Fiesp. Ficará estigmatizado como "da bancada do Cunha", se misturando a quem tem rabo preso com ele. Só tem a perder. Nem cargos no governo ilegítimo resolve. Pode até piorar a imagem, como quem deu o golpe em troca de cargo.

Um governo de Temer, tendo Eduardo Cunha como o cérebro e o braço do poder, indicando diretores da Petrobrás, ministros, etc. não tem chance de dar certo. Deputado que ainda tem uma imagem a zelar e tem o que perder, se aderir a esse golpe estará suicidando politicamente.

Além disso, sem Dilma como para-raio da impopularidade, a ira do povo se voltará não só para Temer e Cunha, mas também contra toda classe política que colocou eles lá. Será difícil político ligado à Cunha e Temer ter contato com a população sem ser hostilizado.

Tenho certeza de que existem pelo menos 172 deputados federais que não são corruptos, não são golpistas, não são burros, e seguem esse raciocínio acima.

Mas lembrem-se que eles também precisam de nossa pressão das ruas e é cada um de nós indo às manifestações nas ruas e também nas redes que vamos dar essa sustentação contra o golpe.

Por isso essa história do PIG de que o golpe do Cunha vai ser dado não passa de blefe e de pressão psicológica para nos desanimar, nos desmobilizar, para não irmos mais às ruas e abandonarmos as redes. Se enganam. Nunca jogamos a toalha e nem tem motivo. Nenhum de nós vai arredar o pé da luta.

3 Comentários:

Bel disse...

Cunha diz que chamará um a um os deputados para votar, começando pelas ¨excelências do¨ Sul, depois Sudeste, querendo assim direcionar a vontade e os pensamentos dos deputados do Nordeste e de outras regiões. Esse Cunha acha que o Brasil não mudou que os sulistas podem influenciar os nordestinos só pelos azuis e cabelos loiros. Os deputados do Nordeste não devem cair nessa manobra. Hoje Norte e Nordeste são muito mais fortes do que antes de Lula e Dilma. Se Dilma cair, essas regiões ficarão a mercê de mandatários da estirpe de Eduardo Cunha. Alguém deve alertar os deputados das regiões Norte e Nordeste da manobra de Cunha. Não caiam nessa. Deem o troco ao vivo e a cores. Corrijam o erro de ter eleito Eduardo Cunha para presidência da República. Votem contra o ¨impitim¨ e digam a Cunha que ele deveria estar na cadeia.

Gildario Jacob disse...

Com certeza, o povão vai às ruas

Antonio disse...

Deputados nunca estiveram tão expostos a opinião pública como agora, e so depende de cada um, individualmente, a decidir que rumo tomar. Mas uma coisa e certa, se votar a favor do impedimento de Dilma, estará se posicionando antes de qualquer coisa a favor do homem mais sujo do brasil, e depois do resultado, não terá mais volta, a camara dos deputados inteira vai esta manchada aos olhos do povo, toda a camara e que vai ser estigmatizada pela grande massa do povo. Uma coisa e certa, nenhum deputado que vai votar esta certo da aprovação do seu eleitor, pois já se vai dois anos da sua aprovação, e de la pra cá muita coisa mudou, a vontade do eleitor tambem mudou, a realidade e uma só, essa votação de domingo não e do povo, e exclusivamente dos deputados, seja qual for a decisão e responsabilidade e tambem exclusivamente dos deputados, ela e muito maior que uma eleição geral com a participação do povo, pois ali vai esta sendo desmanchado, mudado, invalidado, uma votação que o povo ja fez, e esta sendo coordenado por Eduardo Cunha, neste caso não há nem que se falar em construção e nem em Temer, pois ninguem vai focar num personagem que a pouco tempo estava do outo lado, o foco e o CUNHA, e este, tem desaprovação total do povo, portanto esta na mão de cada deputado o desmanche da eleição de 2014.

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