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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Costa cita reunião em hotel no RJ para acertar propina de R$ 10 mi para PSDB



Para a imprensa, funciona assim: Se o político do PSDB estiver envolvido com corrupção for pego nas operações, Lava Jato, mensalão tucano, Suiçalão do HSBC ou Zellotes, o nome só é vazado caso o corrupto esteja morto e muito bem  enterrado. O ex-presidente do PSDB, o pernambucano Sérgio Guerra também  se beneficiou  da propina paga pela Queiroz Galvão. O tucano recebeu, de acordo com Youssef, parte dos R$ 10 milhões destinados para impedir a realização da CPI da Petrobras. No entanto, a imprensa só vazou o nome do tucano depois  que ele morreu

Foi assim também  que imprensa, MP e PF agiram  quando encontraram as digitais de Eduardo Campos nos cofres  da Refinaria Abreu e Lima

 Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina por meio de contrato com a Conest. Formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, o consórcio era responsável pela execução de obras da Refinaria de Abreu e Lima. Ainda de acordo com Youssef, a propina destinada a Eduardo Campos ocorreu para o governo de Pernambuco não criar dificuldades nas obras.

Porém...o nome de Eduardo Campos só veio a tona depois que ele morreu . Nem mesmo quiseram saber de onde veio o dinheiro que Campos  comprou o avião...

Agora, de novo, timidamente, aparece uma notinha no jornal Estadão, tratando da propina do PSDB. Amanhã, tudo será esquecido. Afinal, quem tem coragem de mexer com a turma do Aécio? Se fosse  políticos do PT já estavam confirmando a acusação. Nem teria investigação. Como não tem

Em depoimento nesta terça-feira, 28, na Justiça Federal em Curitiba, base das investigações da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) o procurou para tratar de propina envolvendo os rumos de uma CPI que investigava a estatal petrolífera. Primeiro delator do esquema de corrupção desbaratado pela Lava Jato, Costa disse que R$ 10 milhões foram repassados ao então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra - morto em março de 2014.

"Fui procurado, não me recordo exatamente se foi em 2009 ou 2010, pelo senador Sérgio Guerra, no Rio de Janeiro, junto com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE)", relatou Paulo Roberto Costa na audiência em que depôs simultaneamente em cinco ações penais da Lava Jato, todas relativas ao cartel das empreiteiras que teriam assumido o controle de contratos bilionários da estatal.

"O Eduardo da Fonte me ligou, disse que queria ter uma conversa comigo e marcou uma reunião em uma dos hotéis lá da Barra da Tijuca. Para surpresa minha, eu nunca tinha tido relacionamento nenhum com o Sérgio Guerra, o senador estava lá", disse Costa.

"Isso resultou, se não me engano, em duas ou três reuniões. O pleito do senador era que se repassasse para ele um valor de R$ 10 milhões para que não ocorresse ou não progredisse ou não tivesse consequências uma CPI da Petrobras neste período." A empreiteira Queiroz Galvão teria ficado responsável pelo repasse.

"Depois da terceira reunião, eu fiz um contato com a Queiroz Galvão, e a Queiroz Galvão honrou esse compromisso e foi pago. Não sei qual porcentual que foi para Sérgio Guerra, se teve porcentual para Eduardo da Fonte. Mas foi pago R$ 10 milhões para o senador nesse período", afirmou o delator.

Na semana passada, o delator foi condenado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro oriundos de desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), no município de Ipojuca, Pernambuco - emblemático empreendimento da estatal petrolífera alvo da Operação Lava Jato.

1 Comentários:

José Carlos Damaceno disse...

Será que desta vez vai ser investigado ou vai ficar igual ao helicopitero de 450 kg de cocaina que ninguem fala mais nada e o aeroporto de claudio que está esquecido tambem

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