Na semana em que o Banco Central brasileiro mais uma vez foi criticado por indústria, comércio e sindicatos por resistir a baixar a taxa básica de juros no País, um estudo mostra que a alegada preocupação da instituição com a alta dos preços ajudou o Brasil a reduzir o número de pobres. Um relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) afirma que por ter sido um dos países da região com menor inflação a partir de 2007, o Brasil conseguiu manter o ritmo de redução de pobres e indigentes.
De acordo com estimativas da Cepal, que ainda não possui os dados fechados sobre o ano de 2008, o Brasil deu continuidade aos resultados verificados entre 2006 e 2007, quando a pobreza caiu 3 pontos percentuais no País. Contudo, em toda América Latina e Caribe, cerca de 4 milhões de pessoas não conseguiram deixar o estado de pobreza em 2008 devido à alta inflação dos alimentos.
Carlos Mussi, economista do escritório do Cepal em Brasília, explica que o indicador de pobreza utilizado pelo órgão se refere à capacidade de compra das pessoas comparada a uma cesta mínima de calorias. Segundo ele, quando o preço da cesta sobe isso faz com que as pessoas comprem menos bens de subsistência, o que pode levar indivíduos com menor poder aquisitivo à classificação de pobreza ou pobreza extrema.
Mussi aponta que a consistência da política implementada pelo Banco Central brasileiro ajudou a dar estabilidade à formação dos preços na economia do País.
Para o professor de Finanças da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas, Fábio Gallo Garcia, o Banco Central agiu certo em 2008 no combate à alta dos preços. "Em março, quando ele podia ser mais ousado, o BC mostrou pulso na condução na economia e realmente ajudou nisso que a Cepal aponta agora", afirma.
Segundo o economista e professor da Faculdades Integradas Rio Branco, Douglas Renato Pinheiro, apesar de a taxa de juros alta inibir crescimento, o BC cumpriu seu papel em 2008.
"Uma taxa de juros muito alta, como a nossa, inibe investimentos. Então é necessária uma redução da taxa de juros. A economia cresceria muito mais. Agora, ele (o BC) tem uma meta de inflação. A meta do BC não é crescimento, é inflação. Ele está cumprindo a meta. Ele está fazendo o seu papel", explica.
Nesta semana, o Banco Central brasileiro mateve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o que faz do País o campeão em termos de taxa real (juros descontada a inflação).
Bons resultados
Além da atuação do BC para segurar a inflação, o crescimento da economia e da renda da população também contribuiu para a redução do número de pobres. A cotação do dólar no Brasil, que se manteve em ritmo de queda até julho, também amenizou a alta dos preços.
"Uma expansão do ciclo econômico ajuda a aumentar os ganhos (da população). Os indicadores do terceiro trimestre (crescimento de 6,8% do Produto Interno Bruto) demonstram isso (o bom resultado de 2008), diz Mussi, da Cepal.Fonte: Redação Terra
De acordo com estimativas da Cepal, que ainda não possui os dados fechados sobre o ano de 2008, o Brasil deu continuidade aos resultados verificados entre 2006 e 2007, quando a pobreza caiu 3 pontos percentuais no País. Contudo, em toda América Latina e Caribe, cerca de 4 milhões de pessoas não conseguiram deixar o estado de pobreza em 2008 devido à alta inflação dos alimentos.
Carlos Mussi, economista do escritório do Cepal em Brasília, explica que o indicador de pobreza utilizado pelo órgão se refere à capacidade de compra das pessoas comparada a uma cesta mínima de calorias. Segundo ele, quando o preço da cesta sobe isso faz com que as pessoas comprem menos bens de subsistência, o que pode levar indivíduos com menor poder aquisitivo à classificação de pobreza ou pobreza extrema.
Mussi aponta que a consistência da política implementada pelo Banco Central brasileiro ajudou a dar estabilidade à formação dos preços na economia do País.
Para o professor de Finanças da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas, Fábio Gallo Garcia, o Banco Central agiu certo em 2008 no combate à alta dos preços. "Em março, quando ele podia ser mais ousado, o BC mostrou pulso na condução na economia e realmente ajudou nisso que a Cepal aponta agora", afirma.
Segundo o economista e professor da Faculdades Integradas Rio Branco, Douglas Renato Pinheiro, apesar de a taxa de juros alta inibir crescimento, o BC cumpriu seu papel em 2008.
"Uma taxa de juros muito alta, como a nossa, inibe investimentos. Então é necessária uma redução da taxa de juros. A economia cresceria muito mais. Agora, ele (o BC) tem uma meta de inflação. A meta do BC não é crescimento, é inflação. Ele está cumprindo a meta. Ele está fazendo o seu papel", explica.
Nesta semana, o Banco Central brasileiro mateve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o que faz do País o campeão em termos de taxa real (juros descontada a inflação).
Bons resultados
Além da atuação do BC para segurar a inflação, o crescimento da economia e da renda da população também contribuiu para a redução do número de pobres. A cotação do dólar no Brasil, que se manteve em ritmo de queda até julho, também amenizou a alta dos preços.
"Uma expansão do ciclo econômico ajuda a aumentar os ganhos (da população). Os indicadores do terceiro trimestre (crescimento de 6,8% do Produto Interno Bruto) demonstram isso (o bom resultado de 2008), diz Mussi, da Cepal.Fonte: Redação Terra
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