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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

#FelizSemGlobo Internautas fazem boicote à TV Globo

Nas redes sociais a hashtag #FelizSemGlobo está bombando nesta segunda-feira (29).

A ideia é boicotar a emissora, para mais gente se conscientizar do óbvio: todo brasileiro fica mais feliz só de livrar da cara do Bonner, do Waack e o resto.

A TV Globo é depressiva, mala-sem-alça, desestimuladora, brochante, espanta consumidor, assusta investidor, faz mal à prosperidade dos brasileiros, faz mal às pequenas empresas, ao emprego, é contra mais direitos para o povo, defende arrocho salarial e nas aposentadorias, defende a exploração dos mais pobres e da classe média para os ricos ficarem mais ricos.

O #FelizSemGlobo é também uma reação à tentativa de censurar, via intimidação, os blogs que publicaram a notícia sobre a mansão em Paraty que a TV Globo não noticia.

A gente vai continuar falando da mansão sim, até a Polícia Federal fazer uma operação na mansão para descobrir quem são os "misteriosos" donos.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Seletivismo de J.Barbosa levou Cunha ao poder. Da Lava Jato gera entrega do pré-sal.




Na Itália, a operação Mãos Limpas levou ao poder Berlusconi.

No Brasil, o seletivismo de Joaquim Barbosa no "mensalão" levou Eduardo Cunha (PDMD-RJ) à presidência da Câmara.

Nesse ritmo de seletivismo judiciário na Lava Jato, a entrega do pré-sal a estrangeiros fará o "petrolão" parecer "petrolinho" diante do "petrolation" transnacional que já está dando sinais de vida. Leia tudo aqui,

Lula contra-ataca: tem um MP fazendo jogo da Globo, que não noticia mansão em Paraty.


O presidente Lula fez um discurso histórico durante a festa em comemoração aos 36 anos do PT.

Em trechos mais contundentes Lula contra atacou falando sobre a perseguição que sofre:

"Nós brigamos na Constituinte para ter um Ministério Público forte e independente e tem um Ministério Público fazendo jogo da Veja e do Globo".

Falou também do absurdo de abrirem inquérito depois de já ter provado, inclusive com toda a documentação, sobre o apartamento no Guarujá que ele quis comprar mas desistiu e não comprou. E disse que como Deus é grande, atiraram no Guarujá e acertaram em Paraty, na mansão que a TV Globo não noticia.

Lula reforçou que, se preciso for para não haver retrocesso nas conquistas populares, será candidato à Presidência da República em 2018.

Resumo do discurso:

“O PT são milhões de brasileiros.

Vasco é o meu time no Rio e eu continuo vascaíno. O Vasco não está bem mas eu continuo vascaíno. Foi o primeiro time brasileiro a ter negro.

Há uma fragilidade de lideranças no mundo inteiro.

Tem crise desde 2007 e não se resolveu depois de aplicarem 32 trilhões de dólares. Porque querem resolver primeiro o problema do mercado e depois o do povo. Se a economia não vai bem a coisa não vai bem. E a culpa não é do nosso governo, mas de uma conjuntura mundial.

Se quiser resolver a crise tem que olhar para o pobre outra vez: pobre não é problema, mas solução !

Se tivessem financiado novas tecnologias, máquinas modernas,  Alemanha vendia maquina à Africa, os Estados Unidos vendiam tecnologia para a Africa e América Latina e a crise não existiria. Se acovardaram, reduziram consumo, o empréstimo e a economia se atrofiou. A dívida bruta americana em 2007 era de 64% do PIB, e agora chegou a 114% do PIB.

Dilma sozinha não vai resolver esse problema. Esse governo é nosso! E nós temos responsabilidade de ajudar, discutir, de compartilhar e encontrar saídas. O militante do PT não pode virar as costas e dizer: o problema não é meu. O problema é nosso! Meu, seu e da Dilma !

Dilma tem que ter certeza de que, por mais que tenha discordância, o lado dela é esse ! Ela precisa de nós para enfrentar os ataques que sofre do Congresso.

O país tem um potencial extraordinário: é possível resolver os problemas desse país! Não podemos ter medo nem dúvida. Vamos assumir a responsabilidade, como assumimos, em 2004, 2007, 2012.

Temos mercado interno! Vamos divergir o que tiver que divergir, falar o que tem que falar! Partido não tem que concordar com tudo o que o governo quer e o governo não tem concordar com tudo o que partido quer.

Mas estamos juntos. É como um casal. Você pode brigar com a tua mulher mas ela é tua mulher. Vai ter que dormir junto.

Dilma, eu estou na frente de milhares e milhares de homens e mulheres que são soldados. Guerreiros e guerreiras para defender o seu mandato até as ultimas consequências.

Não tem partido de oposição. Tem um partido chamado Globo, um chamado Veja, outro chamado outros jornais. Essa é a oposição.

É bom eles saberem: se eles quiserem voltar ao Poder vão ter que aprender a ser democratas, disputar eleição e respeitar o resultado. Sacanagem não aceitamos. Golpe não vamos aceitar !

Afiem as suas garras e vamos disputar democraticamente em 2018. Debater projeto.

Qual o projeto que interessa a esse país ? Qual o projeto que colocou mais pobre na universidade e comida na mesa do brasileiro, que mais investiu em educação e fez 40 milhões de pessoas ascenderem na escala social e levou energia elétrica a milhões e milhões de brasileiros ?

Gente do céu. Se durante 500 anos não souberam cuidar desse povo e nos em doze anos ensinamos que é possível tratar esse povo com dignidade.

Uma menina negra da periferia chegar à universidade e ser doutora. E o moleque da periferia não ser trombadinha mas ser doutor!

Eles passaram quatrocentos anos para fazer a primeira universidade. Em doze anos colocamos mais jovens na universidade que eles colocaram em cem anos.

Eles não precisavam porque faziam pós-graduação na Sorbonne, em Harvard e não sei mais aonde. Eles não sabiam que pobre também é inteligente. Ou eles acham que a gente nasceu para ser pedreiro ?

Acabou! Foi o PT que mudou isso. Quando eu cheguei lá não era um presidente, era um trabalhador que sabia o que era o chão da fabrica, o que era a fome !

O Rio só não é mais bonito que Garanhuns. Eu ando de saco cheio com o comportamento de nosso inimigos na imprensa. Nós brigamos na Constituinte para ter um Ministério Público forte e independente e tem um Ministério Público fazendo jogo da Veja e do Globo.

Não merecem o cargo de quem está no cargo para fazer Justiça. Prometi a mim mesmo não tocar nesse assunto. Sou acusado de ter um apartamento. Um triplex Minha Casa Minha Vida. 200 metros quadrados. Quero ver como é que vai ficar essa história.

Digo que não é meu, a empresa diz que não é meu, mas um cidadão que obedece à Globo … e a Rede Globo diz que o triplex é meu.

Quero saber quem é que vai me dar esse maldito apartamento. Como Deus escreve certo por linhas tortas, inventaram uma offshore no Panamá – offshore, não sei o que é isso, deve ser coisa para enganar pobre. Disseram que a empresa veio do Panamá para ser dona do meu apartamento e é dona do triplex da Globo em Paraty é dona do helicóptero (da Globo).

E a Globo notificou os blogueiros pra tirar o nome da Globo. Então vamos notificar a Globo para tirar o nome do PT como ela usa todo dia.

Todo mundo aqui conhece o Jacó Bittar, meu companheiro de 40 anos, fundador do PT, da CUT e prefeito de Campinas. O Jacó Bittar inventou de comprar uma chácara para eu usar quando deixasse a Presidência. A chácara não é minha. Ela foi comprada com cheque administrativo. O Jacó deu ao filho Fernando. Eles dizem que a chácara é minha.

Quando acabar esse processo, vão ter que me dar um apartamento e uma chácara. Todo santo dia, levantam dúvidas e mais dúvidas. O PT não nasceu pra ficar calado !

Se um companheiro do PT cometeu erro, vai pagar pelo erro. Mas não podemos culpar milhões de jovens que ascenderam na politica por causa do PT.

Já fui prestar vários depoimentos. A partir de segunda-feira vão quebrar meus sigilos fiscal, telefônico, tudo, meu da Marisa, da minha netinha e até da minha mãe. Esse é o preço?

Eu pago! Mas eu duvido que tenha um mais honesto do que eu. É processo em que a Policia Federal e o Ministério… essas instituições não podem fazer como esse procurador que fala primeiro com a revista e a Globo e depois com o advogado. Pessoas para estarem presas tem que ser julgadas.

Não podemos criminalizar qualquer pessoa pela manchete da imprensa. Juízes têm medo de votar com medo da manchete do jornal. Me contaram que ouviram um ministro dizer: passou uma passeata na porta da minha casa e eu fiquei com medo.

Um ministro da Suprema Corte não pode agir com medo da opinião pública. Se quer disputar a opinião pública não pode ter emprego vitalício e ficar sob a pressão da imprensa. Dispute uma eleição e seja deputado.

Hoje, a Veja, a Época, o Globo e a Globo determinam: Jandira (Feghali), você é criminosa e aí eu vou procurar que crimes você cometeu. Eu tenho 70 anos de idade. Quando eu tive um câncer na garganta, muita gente disse: acabou: esse peão vai embora.

Quero dizer ao ministro da Suprema Corte, ao juiz mais simples, da televisão maior a menor: não vão me derrotar mentindo. Vão ter que me enfrentar na rua. Eles pensam que fazendo essa perseguição vão me tirar da luta.

O PT é um movimento que em doze anos fez o mundo admirar esse país extraordinário. Eles têm ódio. Já tiveram muito cientista politico, usineiro governando esse país e nenhum deles participou de uma reunião do G8 e participei de todas. O que eu tenho e que eles não tem é vergonha na cara e compromisso com o povo.

Quero lançar um desafio. Pensei em sair do Brasil e deixar a Dilma governar. Se for necessário, quero dizer alto e bom som: terei 72 anos com tesão de trinta para ser candidato a Presidente!

Nem a morte apaga a vida do homem de verdade. Se você tem uma causa, a causa fica pairando na cabeça de milhões de pessoas. Se ele fossem honestos eles faziam uma investigação na conta de outros partidos políticos para ver quem financia eles – e o PT.

Não vão nos destruir. Nós sairemos mais fortes dessa luta. Se eu cometer um erro não vai ser a Globo que vai anunciar a vocês: vou ser eu. Vocês sabem o que ele fazem contra a gente todo santo dia. A gente vai vencê-los com a nossa verdade.

Tem uma senhora aí na plateia que diz que ainda bem que a Globo está falando mal de mim. Porque no dia em que me elogiar, ela não acredita.
Vale pro PCdoB, pro PDT, pro PSB: temos que utilizar a tribuna da Câmara e do Senado. A gente tem imunidade, tem mandato.

Não podemos levar desaforo pra casa. Se falarem merda contra a gente vamos falar duas. Esse partido não tem medo de coxinha. Se tivesse, não comia tanto frango.

Lavei minha alma. Daqui pra frente, é pão, pão, queijo, queijo.

Lulinha não vai ser mais Lulinha paz e amor!”

Lula: “Se quiserem me derrotar, vão ter que me enfrentar na rua”

São Paulo, 28 de fevereiro de 2016

Em discurso histórico, ex-presidente se dirigiu aos ataques dirigidos a ele e a sua família

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve da festa de 36 anos do Partido dos Trabalhadores, no Rio de Janeiro, neste sábado (27). A festa contou com a apresentação de Diogo Nogueira e a bateria da Portela, além de homenagem especial ao ex-presidente, a quem foi dedicada a música “Ser Humano”, de Zeca Pagodinho.

O caminho e o desastre



O Brasil experimentou uma democracia frustradamente reformista, passou por golpe de estado, sofreu a tragédia da ditadura militar, voltou à democracia caótica, e chegou. Chegou outra vez aos primeiros anos da década de 1950. O golpismo, o "entreguismo" ameaçador e a "república do Galeão" foram os estigmas daqueles anos. O golpismo volta no estilo PSDB; acompanha-o o "entreguismo" apontado na retirada de pré-sal da Petrobras, aprovada pelo Senado; e a versão civil da "república do Galeão", sob o nome insignificante de Lava Jato, evidenciam juntos o estágio em que o Brasil de fato está.

Mas, se é desculpável a imodéstia de quem se aproximava da vida de adulto naquela década, o pequeno Brasil que não era então menos discriminatório e menos elitista, no entanto era mais inteligente, culto e criativo, menos incivilizado em suas cidades e muito, muito menos criminal.

O mundo se mediocriza, é verdade. A França o prova e simboliza. Mas o Brasil exagera, iludido por uns poucos e duvidosos avanços econômicos. Como a indústria automobilística, por exemplo, que sufocou os transportes públicos e deformou as cidades, dois efeitos antissociais no sentido menos classista da palavra. A degenerescência entra, porém, em fase nova. E acelerada.

São já os esteios do esboço de democracia a sofrerem investidas corrosivas. Ainda que sob outras formas, são prenúncios de repetição, se não contidos em tempo, dos desdobramentos lógicos que períodos como os anos 50 produzem, historicamente.

É melhor, e é urgente, que se comece a forçar o Congresso a ser menos infiel às suas finalidades institucionais e mais responsável com suas funções, seja em apoio ou oposição ao governo. Muitos poucos estão ali, em especial entre os deputados, para serem parlamentares. Dividem o seu tempo entre ser massa de manobra de interesses alheios e agir por interesses subalternos próprios. Uns e outros cada vez mais contrários à instituição e à democracia pretendida pela maioria do país.

A ministra Cármen Lúcia foi muito aplaudida pela invocação, em seu literário voto por liberdade biográfica, ao bordão "cala a boca já morreu". Ninguém observou que o complemento foi omitido: "quem manda aqui sou eu". O bordão é, na verdade, de extremo autoritarismo. Amputá-lo valeu como definição pessoal.

Mas não é o meio bordão, é o autêntico, realista, que os fatos já justificam: partes do Judiciário e do Ministério Público agem como se respondessem aos direitos civis (e por tabela a quem os defenda): cala a boca já morreu, quem manda aqui sou eu. E mandam mesmo, pela reiteração e pela indiferença, porque as instâncias com autoridade e meios de corrigir as deformações não o fazem, acomodadas no seu próprio poder ou intimidadas pela parcela da sociedade adepta do bordão. E os direitos e a Justiça se esvaem.

Crises políticas não se agravam sem imprensa. Crises econômicas expandem-se menos e menos depressa sem imprensa. Hoje em dia a imprensa brasileira pratica uma solidariedade de modos com as deformações no Congresso, no Ministério Público e no Judiciário. Assola-a nova onda de relaxamento dos princípios éticos, para não falar em qualidade jornalística. E cresce a cada dia uma grande dívida de autocrítica, para relembrar as responsabilidades dos jornalistas profissionais. Com medo da internet, a imprensa brasileira foge de si mesma.

O Brasil não é bem-vindo aos anos 1950.  - Artigo de Janio de Freitas

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O menino pobre de Heliópolis que voltou ao interior do Piauí como médico.


Luis Alberto nasceu em Teresina (PI) e foi para São Paulo morar com a mãe em Heliópolis, comunidade pobre. O menino pobre, com seu esforço e de D. Antônia, sua mãe, cresceu e conquistou um bolsa de estudos de medicina em Cuba. Voltou formado e veio trabalhar no seu estado natal no programa Mais Médicos.

O Dr. Luis atende a população rural de Cocal, a 300km de Teresina, e o povo adora ele pela dedicação e carinho com que trata os pacientes.

“Antes, o pessoal achava que médico era uma coisa do outro mundo, de tão difícil. Hoje, o médico é uma espécie de amigo, que conhece todo mundo pelo nome".

O vídeo dá um resumo, mas o texto da história inteira é imperdível aqui.

É por essas histórias e por esses programas que temos que ser teimosos em apoiar o governo Dilma, por mais que a política em Brasília esteja uma tranqueira, com a composição atual do Congresso. Dilma pode cometer erros, comunica mal até com seus aliados mais fiéis, as vezes ela tem que ceder anéis para não perder os dedos, mas ela trabalha e luta como poucos para os brasileiros mais pobres melhorarem de vida e para esta nação ser uma potência popular.

Olhem o lado que o povo está, Cid e Ciro Gomes, antes de falarem de Lula.

Lula bem acompanhado, com o carinho do povo.
Deus nos livre de quem vai para o lado de lá, dos exploradores do povo, que querem cassar Lula. .
Fico decepcionado e triste quando vejo Cid Gomes (PDT-CE) fazer ataques demagogos e oportunistas ao presidente Lula, para ganhar holofotes no PIG, achando que ajuda seu irmão Ciro Gomes a ganhar em 2018. Aliás Ciro também andou falando besteiras parecidas recentemente.

Peça desculpas a Lula, Cid e Ciro, se quiserem que eu e milhões de brasileiros continuem respeitando vocês dois. Porque quem conheceu Lula como vocês conhecem, bater nele agora de forma suja e oportunista é coisa de traidores, covardes e de mau caráter. Até hoje penso que vocês não são isso, então não ajam como se fossem, porque senão vou achar que são isso mesmo.

Peça desculpas até porque nenhum de vocês dois são "virgens" em matéria de alianças políticas. Olhem no próprio espelho antes de falarem de Lula.

Ciro foi candidato a presidente em 2002 pelo PPS de Roberto Freire. Quem era o vice? Paulinho da Força. Quem apoiou Ciro? O PFL com Jorge Bornhausen, ACM, a família Sarney, etc., etc., etc. O PTB de Roberto Jefferson e de José Carlos Matinez, e muitos outros desta estirpe.

Se Ciro tivesse vencido, estes nomes aí e seus indicados seriam ministros, presidentes de estatais e dirigiriam os órgão públicos.

E o Congresso eleito em 2002 com que Lula teve de governar seria o mesmo se Ciro vencesse. E teria que fazer uma coalizão do mesmo jeito para conseguir governar.

Cid também foi governador com apoio de vários partidos de direita e fisiológicos, e sabe muito bem as indicações que teve de aceitar e as nomeações que fez e não faria se não fosse a necessidade de costurar apoio na Assembléia Legislativa.

Seja Ciro candidato ou não, eu tenho a honestidade de dizer: não acho que nem Cid, nem Ciro foram "coniventes com roubalheira", apesar de que não sei se combateram a corrupção no Ceará tanto quanto Lula e Dilma combateram no governo federal ao fortalecer as instituições de controle, infelizmente hoje politizadas por forças conservadoras. Espero que os dois Gomes tenham a mesma honestidade de dizer a mesma coisa de Lula.

Ciro tem todo o direito de ser candidato em 2018 pelo PDT , mas não tem o direito de querer ser oportunista atacando Lula pelo que ele nunca fez. Inclusive Ciro participou do governo Lula como ministro.

Ciro e Cid, não sejam burros de tomar o lado da casa grande na guerra política travada no Brasil, no momento em que o povo quer mais direitos, mais estado de bem estar social, melhor distribuição de renda, mais poder de participação popular. O povo quer o governo que Lula fez, de novo, com novas conquistas populares.

Não caiam na besteira do discurso falso-moralista da elite udenista porque, por mais que a Globo tente engambelar, o povo vê essa lorota como briga da casa grande para ver que coronel vai ficar com o chicote que bate no lombo do povo.

O povo não quer saber de quem da casa grande vai explorá-lo. Quer saber quem do lado de cá vai fazer o governo do povo que Lula fez.

E não sejam burros de acreditar em pesquisas tão longe da eleição. Nem a Globo acredita, senão não continuava batendo em Lula.

Peçam desculpas. Retratem-se enquanto é tempo. Não virem outra decepção como Marta Suplicy.

Pronto, falei! Agora, por favor, venham (ou voltem) para o lado certo da força, dos movimentos sociais, das lutas populares transformadoras que o Brasil precisa.

Gleisi explica: Dilma não trai. Fez sacrifício e reduziu danos. A luta pelo pré-sal continua.

A Serra, o que é de Serra.
Aos senadores que vestiram a camisa da Chevron, da Shell, Total, 
que respondam ao povo porque foram entreguistas.

Dilma foi e é contra o PLS131 de José Serra, o amigo da Chevron. 
Defendeu manter a lei o quanto pôde.
Mas Renan Calheiros (PMDB-AL) foi irredutível no apoio ao projeto, fazendo apenas algumas concessões. Governos de coalizão exigem sacrifícios pontuais para preservar interesses nacionais maiores.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) é quem melhor explicou, e com honestidade, o que se passou ontem na votação do projeto de José Serra (PSDB-SP), o amigo da Chevron.

Reproduzo do facebook da senadora (ela votou a favor da Petrobras):

Vivemos momentos difíceis

A votação de ontem no Senado foi, pra mim, o símbolo mais forte da luta política que estamos enfrentando no país hoje. Uma luta que disputa a concepção de Estado que queremos. Foi realmente duro receber no final do processo de votação uma proposta do governo para flexibilizar a participação da Petrobras na exploração do pré-sal, maior reserva de petróleo do mundo recentemente descoberta. Difícil também votar contra o governo, contra o meu governo, nosso governo.

Desde que se iniciou a discussão sobre as mudanças de regras no pré-sal temos nos articulado e resistido. Nem o governo nem a presidenta Dilma orientaram a bancada a ter outra posição. Entendemos, também, desde o início, que o governo não iria se envolver diretamente na disputa (sua posição sempre foi clara a respeito do pré-sal), dado que parte expressiva de sua base, e particularmente o presidente do Senado, senador Renan Calheiros, grande apoiador do governo, tinha interesse na matéria. Um governo de coalizão cobra seu preço.

Essa não era uma disputa entre governo e oposição, mas uma disputa sobre a estratégia que um país, detentor de um grande tesouro, tem de adotar para utilizá-lo. Fizemos as primeiras resistências e conseguimos a vitória de segurar o projeto no ano passado.

Ontem tínhamos a sensação de disputa apertada, até em razão da votação do dia anterior, do requerimento de retirada de urgência do projeto, que perdemos por apenas dois votos. Diante disso, avaliamos que poderíamos ganhar a votação. Fomos à luta. Isso com certeza também teve impacto no PSDB e setores do PMDB que antes avaliavam que ganhariam a votação independente de posicionamento do governo.

O Senador Renan Calheiros estava pessoalmente empenhado em aprovar a matéria. Desceu ao plenário para conversar com os colegas. Respeito o senador Renan, que tem sido um presidente do Congresso equilibrado e é, sem dúvidas, um grande apoiador e articulador da governabilidade da presidenta Dilma.

Por convicção, ou por ter de cumprir um acordo com a oposição, Renan, temendo perder a votação, cobrou de Dilma um posicionamento mais firme em relação ao tema. Saiu dai o substitutivo que foi aprovado. Sem ele, acredito que ganharíamos a votação.

Não temos de criticar Dilma, apontar o dedo, chamá-la de traidora. Não, não é. É presidenta num contexto político duro, de disputa intensa, frágil politicamente, que governa com uma composição de forças políticas que tem grandes contradições entre si. Nosso papel é disputar as posições do governo e dentro do governo, que também é nosso, ajudando-o a progredir.

Se posicionar contra o governo é tudo o que a direita quer. Vamos defender nosso governo, vamos defender Dilma! E vamos continuar disputando e cobrando o compromisso com o nosso projeto. Essa luta não está perdida, ainda tem a votação na câmara e temos condições de nos organizarmos e nos mobilizarmos. A votação de ontem não teve folga expressiva, mostrando o quanto essa matéria mexe com o país e seus dirigentes. Cabe a nós mantermos a disputa sobre o que acreditamos, sobre os rumos do governo.

Uma das principais qualidades do lutador é resistir aos golpes, continuando na luta!

O Pré-sal é nosso!

Listão da bancada pró-Chevron no Senado. #PreSalEdoBrasil


 Senado aprova projeto que entrega pré-sal a estrangeiros

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao PLS 131/2015, que revoga a participação obrigatória da Petrobras no modelo partilha de produção de petróleo, em voga na exploração da camada pré-sal. Originalmente de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), ele tramitava em regime de urgência. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Pela lei atual, aprovada em 2010, a Petrobras deve atuar como operadora única dos campos do pré-sal com uma participação de pelo menos 30%. Além de ser a empresa responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção. O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados.



(Leia também "Qual seria o preço de um voto no Senado para doar o pré-sal a estrangeiros?")

Os senadores pró-Chevron votaram "SIM", os senadores a favor da Petrobras votaram "NÃO":



Obs: Humberto Costa (PT-PE) foi e é contra o projeto. Teve que se abster pela sua condição de novo líder do governo no Senado. Coube a ele exigir mudança no texto para garantir pelo menos a preferência à Petrobras. Como negociador que conseguiu a mudança não poderia votar contra. Além disso, já era sabido que seu voto não mudaria o placar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Qual seria o preço de um voto no Senado para doar o pré-sal a estrangeiros? #PreSalEdoBrasil


É só um exercício de hipótese. Vamos supor que não fosse crime um senador vender seu voto, e ele pudesse comercializar à vontade com empresas interessadas.

Qual seria o preço que uma petroleira estrangeira (ou um pool delas) pagaria pelo voto de um senador para ele transferir 30% do pré-sal da Petrobras para elas?

É só curiosidade, eu não estou insinuando nada.

Projeto entreguista foi aprovado com redução de danos.

Até o meio da tarde de quarta-feira, o governo Dilma articulou para derrubar no voto a PEC 131 de José Serra (PSDB-SP), o amigo da Chevron. A derrota do governo era certa, com o PMDB de Renan Calheiros (AL) fechado com o PSDB (Renan chegou a fechar as galerias para não permitir que o povo que foi protestar contra o projeto se manifestasse contra).

No meio da tarde, segundo o noticiário, diante da derrota certa o governo aceitou um acordo proposto pelo PMDB para fazer um substitutivo que garantisse pelo menos a preferência da Petrobras, apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). O PT e o PCdoB votaram contra, já sabendo que iriam perder. O substitutivo venceu com os votos dos partidos conservadores da base governista unidos à oposição.

Assim a Petrobras não é mais obrigada a ter participação de no mínimo 30% em todos os consórcios na área do pré-sal, mas essa participação só será oferecida à outras empresas se a Petrobras desistir de participar.

Significa que enquanto o governo for nacionalista, na prática não muda nada, pois não vai leiloar áreas do pré-sal que não estejam de acordo com o cronograma de investimentos da Petrobras e com o interesse nacional. Mas se o governo cair nas mãos de um tucano vendilhão da Pátria de novo, o prejuízo do povo brasileiro vai ser grande, para estrangeiras como a Chevron, "amiga" do Serra, lucrar mais.

Além disso, o precedente é mal sinal, pois lobistas e operadores de petroleiras estrangeiras vão continuar sua ofensiva nos gabinetes tucanos, do DEM, do PMDB e outros para mudar regras de partilha e de conteúdo nacional.

Por isso é importante forte mobilização popular para que esse projeto não seja aprovado na Câmara dos Deputados, restituindo por lei o papel da Petrobras como operadora única no pré-sal.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

TCU confirma Mirian Dutra: BNDES favoreceu Globo no governo FHC


Mirian Dutra diz que Globo foi beneficiada com dinheiro do BNDES ao 'exilá-la'

Relatório mostra que grupo Globo recebeu 2,5 vezes mais recursos públicos do que todas as demais empresas concorrentes em um mesmo período, o que coincide com a reeleição e o segundo mandato de FHC

..o TCU abriu processo de tomada de contas para investigar favorecimento à Net Serviços (operadora de TV a cabo criada pelo Grupo Globo e vendida depois para o grupo mexicano de Carlos Slim). O relatório TC 005.877/2002-9 analisou o período de 1997 até o início de 2002 e concluiu que o BNDES repassou 2,5 vezes mais dinheiro para o Grupo Globo do que o repassado para outras empresas do mesmo ramo que pleitearam empréstimos junto ao banco público.

Ou seja, a cada R$ 3,50 liberados pelo BNDES, R$ 2,50 foram para a Globo, restando portanto apenas R$ 1 para todas as concorrentes do mesmo ramo.

Então decidiu comprar um apartamento em Barcelona e ir para lá, como contratada da Globo. A empresa topou mas, mesmo pagando a ela um salário de 4 mil euros (cerca de R$ 18 mil), jamais a acionou, nem aprovou ou exibiu qualquer pauta sua em muitos anos...Continue lendo aqui

JN foi "ouvir" Lula e escutou resposta sobre mansão em Paraty que TV Globo não noticia.

Na segunda-feira (23), o Jornal Nacional da TV Globo teve overdose de Lava Jato. Uma matéria de 9 minutos sobre o pedido de prisão ao publicitário João Santana. Achou muito? Pois teve outra matéria de 3m33s sobre... João Santana. Outra de 2m44s sobre um engenheiro ligado a um estaleiro que também foi preso.

E mais outra de 2m45s, dizendo que o relatório da PF cita Lula. Isso porque encontraram anotação de 2013 no telefone de Marcelo Odebrecht onde está escrito: prédio IL R$ 12,4 milhões. O policial que fez o relatório deduziu que IL poderia ser Instituto Lula e poderia haver "crime". Se a PF tivesse mais cuidado, em vez de fazer especulações, conferiria (até no Google) que a sede do Instituto Lula é uma casa, boa mas sem luxo, no mesmo lugar que já funcionou o Instituto da Cidadania há anos e pelo aspecto que ainda tem hoje (lembram-se da bomba que explodiu na garagem?) é praticamente impossível que custasse sequer uma fração disso se tivessem derrubado a casa inteira e construído de novo. O Instituto emitiu nota a respeito, reproduzida no final.

Mas ainda não acabou. Teve outra matéria de 2m47s sobre a "repercussão em Brasília", dando palanque para Aécio Neves pregar o golpe paraguaio.

Se você já está dizendo "Ufa!" (eu não assisti nenhuma destas matérias, apenas vi a duração dos vídeos na internet), ainda tem mais uma. Essa foi "só" de 1m07s com William Bonner lendo que a polícia federal abriu inquérito para investigar obras "no sítio frequentado por Lula" (depois da mansão em Paraty, o JN já não fala que o sítio é de Lula, e sim frequentado).

Ao "ouvir o outro lado", veja como Bonner noticiou a resposta do Instituto Lula:

"O instituto afirma ainda que o ex-presidente Lula não oculta patrimônio, paga impostos e não registra propriedade pessoal em nome de empresas de fachada com endereço em paraísos fiscais".

Lula claramente falou da mansão em Paraty - que a TV Globo não noticia - em nome da Agropecuária Veine constituída através de offshore's em Las Vegas e no Panamá, no esquema Mossack Fonseca.

Nota do Instituto Lula: Esclarecimentos sobre a sede

Desde que foi criado, em 2011, o Instituto Lula funciona em um sobrado adquirido em 1991 pelo antigo Instituto de Pesquisas do Trabalhador. No mesmo endereço funcionou, por mais de 15 anos, o Instituto Cidadania. Originalmente, era uma imóvel residencial, semelhante a tantos outros no bairro Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Portanto, não há sentido em fazer ilações sobre velho imóvel.

Ao longo desses 20 anos, o endereço e o compromisso do Instituto Lula com a democracia e a inclusão social permanecem os mesmos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois de exercer a presidência da República.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

#ChifreGate : O que interessa é o chifre colocado pela Globo e por FHC no povo brasileiro.


No escândalo #ChifreGate os chifres de FHC, envolvendo sua esposa D. Ruth e a relação extra-conjugal com a jornalista Mirian Dutra, apesar da fofoca que rende na era das celebridades, é o que menos interessa.

O chifre que interessa é o que FHC, Globo, empresas e órgão públicos da gestão tucana colocaram no povo brasileiro, como bem explica a charge acima.

FHC dispensa comentários sobre o número de traições impostas ao povo brasileiro. O que aparece agora no #ChifreGate é só a ponta de um enorme chifre muito maior que ficou engavetado até hoje.

A Globo, como empresa jornalística, colocou um enorme chifre durante anos nos telespectadores e leitores brasileiros ao esconder a notícia. A própria Globo eliminou o caráter de assunto da vida privada, a partir do momento em que manteve Mirian Dutra na folha de pagamento escondida em Barcelona, fora do ar, e com contrato que a proibia de aparecer e dar entrevistas. Ou seja, a silenciava. Como agravante, agora aparecem relatos de pressões políticas do governo tucano para mantê-la longe do Brasil e dos holofotes.

Além de haver o claro conflito de interesses - por ser concessionária de radiofusão regulada pelo governo federal - no período FHC a Globo conseguiu empréstimos no mínimo questionáveis do BNDES que, estes sim, precisam ser investigados.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Irmã de ex-amante de FHC é funcionária fantasma de Serra



A irmã da jornalista Mirian Dutra Schmidt, Margrit Dutra Schmidt, trabalha de forma irregular no gabinete do senador José Serra (PSDB-SP). Pelas regras do Senado, ela teria de cumprir o horário de nove horas diárias na Casa.

Contudo, o próprio gabinete do tucano confirmou que ela não registrava presença no local. "Ela trabalha para o senador como consultora. Ele solicita trabalhos e ela produz", disse o chefe de gabinete de Serra, Marcos Köhler.

Mirian, que foi amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos anos 1980 e 1990, virou notícia esta semana após dizer, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", que recebia dinheiro do tucano no exterior por meio de um contrato fictício.

Sua irmã Margrit ocupa o cargo em comissão de assistente parlamentar júnior, com remuneração básica de R$ 9.456,13 e salário líquido de R$ 7.353,14 em dezembro de 2015, segundo consta no portal de transparência do Senado.

Köhler, porém, não explicou por que não foi formalizada a dispensa de ponto de Margrit, procedimento estabelecido no Senado em 2009. Serra não se manifestou até a conclusão desta edição. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

FANTASMAGÓRICOS

Indagado para o blog de Lauro Jardim sobre uma funcionária fantasma do seu gabinete, Margrit Dutra Schmidt, "num primeiro momento" José Serra "afirmou não saber ao certo" se a sua fantasma "trabalha ou não em casa". Informado de que ninguém no seu gabinete sequer a conhece, disse "imaginar" que ela trabalhe em casa. Mas ninguém no gabinete soube, jamais, de algum trabalho dela. Então Serra decidiu que "ela trabalha" em casa.

O trabalho de funcionário do Senado "em casa" é ilegal. A cessão para tal, por parte do senador, também é.

Serra é um dos mais ferrenhos cobradores de "ajuste fiscal", ou seja, do corte de gastos públicos. Desde, percebe-se, que não atinjam os seus gastos de dinheiro público, mesmo para fantasmas que, aliás, com o Congresso funcionando, estão na República Dominicana. Talvez Serra tenha casa por lá.
Margrit Dutra Schmidt era casada com um dos mais antigos e vorazes lobistas de Brasília, Fernando Lemos. Parente próximo de Roberto Campos, inteligente e engraçado, já era lobista de Mario Andreazza, entre outros, nos tempos de Figueiredo, abastecendo muitos jornalistas em aparente segredo ou às claras mesmo. Aparente porque segredos, em tal fornecimento, não eram do seu agrado.

A funcionária fantasma, "lotada" em sucessivos gabinetes do PSDB, foi acolhida por José Serra porque o senador Álvaro Dias demitiu-a, quando assumiu a liderança e identificou-a. Álvaro Dias deixou há pouco o PSDB.

Supremo arquiva investigação contra Aécio e manda soltar Delcídio



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um procedimento criminal, dentro da Operação Lava Jato, que apurava pagamento de propina  de 300 mil reais  pela UTC ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão do ministro acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo arquivamento. A decisão é do dia 10 deste mês e foi publicada somente nesta semana.

O procedimento criminal foi aberto com base no depoimento de Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, que mencionou a propina feito  pela UTC, ao senador Aécio Neves por parte de  Ceará que  era o encarregado de transportar dinheiro enviado pelo doleiro Alberto Youssef - também colaborador nas investigações - a políticos e funcionários públicos que recebiam propina.

Segundo a decisão de Zavascki, a PGR alegou que, com base em outros depoimentos de colaboradores, os elementos não foram confirmados. "Como se vê, os elementos indicativos iniciais não se confirmaram com a oitiva especialmente do colaborador Ricardo Ribeiro Pessoa, na medida em que ele foi peremptório que não entregou valores espúrios, direta ou indiretamente, para o senador Aécio Neves."

A PGR completa: "esta circunstância impõe que se arquive o presente expediente, diante da não confirmação de dados mínimos que autorizem o prosseguimento da apuração em sede própria de inquérito."

Na decisão, Zavascki diz que o autor da ação, a Procuradoria-Geral da República, opinou pelo arquivamento "na consideração de inexistência de justa causa para a ação penal por quanto os elementos indiciários colhidos até o momento não são suficientes para indicar de modo concreto e objetivo a materialidade e a autoria delitivas". A decisão extingue o sigilo assegurado à ação.
Teori Zavascki também determinou a soltura do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso em novembro do ano passado. O parlamentar está custodiado no Quartel do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal.

Não há detalhes sobre a decisão, que está em segredo de Justiça. Além de Delcídio, seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, também foi solto.

A prisão do senador foi embasada em uma gravação apresentada à Procuradoria-Geral da República por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Segundo a Procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para Cerveró e sua família, além de um plano de fuga.

Segundo os procuradores, o objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada. Os fatos ocorreram em uma reunião da qual participaram Bernardo Cerveró, o ex-advogado de Cerveró Edson Ribeiro e o senador Delcídio.

De acordo com a decisão, Delcídio deverá cumprir prisão domiciliar no período noturno e nos dias de folga. Ele poderá voltar às atividades no Senado. Como medidas cautelares, o ministro determinou que o parlamentar compareça aos atos processuais e entregue o passaporte em 48 horas.

Zavascki entendeu que a prisão poder ser substituída por medidas cautelares. "É inquestionável que o quadro factível é bem distinto do que ensejou a decretação da prisão cautelar: os atos de investigação em relação aos quais o senador poderia interferir, especialmente a delação premida de Cerveró, já foram efetivados, e o Ministério Público já ofereceu denúncia contra os agravantes", decidiu o ministro.

PF pode investigar operação de FHC com Miriam Dutra



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse  que todos os aspectos que possam envolver uma situação de "eventual ocorrência de delito" no envio de dinheiro ao exterior, por parte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, passarão por "estudo técnico e jurídico". E acrescentou que a Polícia Federal fará investigação caso sejam observados delitos puníveis.

"Isto não vale apenas para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas para todos os brasileiros e brasileiras. Aquilo que for de competência da PF e tiver indícios de pratica criminosa, dentro de situações que são puníveis, tudo será absolutamente investigado. Então essa não é uma situação diferenciada, atípica, daquelas que ocorrem", disse Cardoso, durante vistoria à operação de segurança do Mundial de Saltos Ornamentais, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, um evento-teste para os Jogos Rio 2016.

Cardozo lembrou que costuma ser acusado de controlar e instrumentalizar a PF, mas declarou que os procedimentos para abertura de investigações é o mesmo. "Não importa para mim se são pessoas aliadas à base governista, de partidos que mantém boa relação com o governo, ou se são oposicionistas. Nós fazemos os mesmos procedimentos, sem a busca de factoides, sem a busca de exposição de imagem", disse.

Na chegada ao evento, no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, o ministro passou pela revista feita por agentes da Força Nacional de Segurança, com detectores de metal. Em seguida, Cardozo visitou o Centro Integrado de Comando e Controle Setorial, coordenado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE) - em parceria com outros órgãos federais, estaduais e municipais - instalado a 100 metros do local, no edifício HSBC - Arena. Estadão

Mansão que a TV Globo não noticia, e que está na Lava jato, chega ao plenário da Câmara.


O cartel da mídia oligárquica continua censurando totalmente notícias sobre a mansão tríplex em Paraty - que a TV não noticia - adquirida no esquema Mossack Fonseca investigado na Lava Jato. Isso, mesmo sabendo que os blogs "mataram a cobra e mostraram a cobra morta", com provas documentais, testemunhos, visitas ao local, fotos, vídeos irrefutáveis.

Só no blogs há material mais do que suficiente para sustentar uma denúncia pelo Ministério Público.

Agora o assunto chegou no plenário da Câmara dos deputados.

O deputado Zé Geraldo (PT-PA) discursou no plenário da Câmara, ao vivo na TV Câmara e desafiou os órgãos do judiciário, inclusive a Polícia Federal e o Ministério da Justiça a terem coragem de investigar o caso. Não abrir um inquérito vira até prevaricação.

O pacto de silêncio do cartel da mídia corporativa lembra as práticas da máfia e revela o quanto o cartel está corrompido.

Aliás a TV Brasil, que é pública, não pode ter rabo preso com ninguém, e só tem de ter compromisso com o público telespectador, também está devendo uma reportagem, já que o assunto tem inegável interesse público: completo desrespeito à leis ambientais, ameaças a funcionários que cumprem seu dever de fiscalizar as irregularidades, abusos de poder econômico, uso de empresas de fachada, origem do dinheiro suspeita em paraísos fiscais, etc, etc.

Em 2004, após Globo baixar salário de Míriam Dutra, Noblat publicou artigo dela nada sutil.

#ChifreGate de FHC #OperaçãoTriploChifre


Segundo nota emitida da TV Globo e lida no Jornal Nacional (*), Míriam Dutra teve salário reduzido em junho de 2004 e não em dezembro de 2002, data do contrato das Ilhas Cayman.

Três meses depois, em setembro de 2004, o Blog do Noblat ainda não era contratado da Globo (nem do Estadão), e anunciou duas novas colaboradoras: Atenéia Feijó e Miriam Dutra.

A ex-namorada de FHC inaugurou e encerrou sua participação no blog com um único artigo. Tinha um título nada sutil, de causar calafrios a quem queria esconder a relação que ela teve com FHC: "Até onde vai a privacidade?"

Falava sobre a Espanha, mas particularmente três parágrafos eram de causar mais calafrios ainda em FHC e nos seus "cães de guarda" da mídia, interessados em guardar segredo (grifos meus):
"(...) O debate pegou fogo desde que morreu há um mês Carmen Ordoñez, uma socialite (...) O mais interessante, contudo, era que ela já não tinha mais dinheiro para sustentar seus prazeres e caprichos. Vivia de vender entrevistas exclusivas sobre sua vida. Por aqui, nenhuma entrevista de celebridade é concedida de graça. Todas são pagas e muito bem pagas.
(...)
O fato é que os excessos da imprensa em toda parte incomodam cada vez mais a políticos, atores, atrizes, famosos em geral e aspirantes à fama. Ocorre-me, porém, uma pergunta: quando você decide sua vida já não sabe o que enfrentará? (...) Mas creio que cada um sabe ou deve saber até onde quer ir. Quem se entrega à mídia se arrisca a ser destruído.(...)
Ah, sim, tem mais um fato que não posso deixar de contar. Os ‘famosos’ daqui quando não têm dinheiro ou bastante dinheiro ‘criam uma situação’. Um casamento, por exemplo, um divórcio, uma briga e até uma falsa gravidez. Só para ganhar algum em troca de uma entrevista exclusiva..É assim que muita gente vive ou tenta viver bem na Espanha ! Olé !!"
O "olé!" foi como uma toureira dando a espetada fatal no touro, pois ali ela encerrou sua participação relâmpago no blog do Noblat e não precisou dar entrevistas exclusivas bem pagas na Espanha para sobreviver.

Noblat poderia explicar melhor como ela desapareceu de seu blog sem deixar explicações. Mas hoje ele está na Globo, caso raro de empresa supostamente jornalística que paga jornalista durante anos para não falar o que sabe de interesse público.

(*) Em tempo: Com o nome da TV Globo no olho do furacão e toda a imprensa falando do assunto, o Jornal Nacional dedicou mais de seis minutos ao "ChifreGate", mostrando trechos da entrevista na "Folha". Mas empurrou a encrenca que interessa (ou pelo menos deveria interessar) ao Ministério Público para o lado da Brasif. Omitiu quase todos os trechos em que Miriam Dutra fala da Globo. Também omitiu a offshore em Cayman usada para fazer o contrato.

A íntegra do artigo de Miriam Dutra está aqui.

Salário de R$ 10 mil para funcionária "fantasma" no gabinete de José Serra (PSDB).

#ChifreGate de FHC em Cayman chega ao Serra.

Margrit Dutra Schmidt, irmã da ex-amante de FHC, é funcionária fantasma no gabinete do senador tucano José Serra (PSDB-MG).

Ganha R$ 10.381,19 por mês. São R$ 9.456,13 de salário mais R$ 835,06 de auxílios.

Serra alega que ela presta consultoria em casa, mas o Senado proíbe este tipo de relação.

Durante o governo de FHC, em 1995, Margrit foi nomeada pelo tucano para um cargo comissionado no Ministério da Justiça.

Leia também: "O real dossiê Cayman de FHC: US$ 100 mil no exterior, offshore e contrato de fachada".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

#ChifreGate em Cayman: FHC cai em contradição e omite conta no Chemical Bank.

O ex-presidente FHC emitiu nota em resposta ao escândalo "ChifreGate" (ou "CornoGate" se preferirem), dizendo que só tinha três contas bancárias no exterior.

Porém o tucano nada disse sobre a conta que ele tinha no Chemical Bank... Leia mais aqui.

O real dossiê Cayman de FHC: US$ 100 mil no exterior, offshore e contrato de fachada.


Em dezembro de 2002, FHC era presidente, ainda não dava palestras. Se tinha pelo menos US$ 100 mil no exterior, qual a origem do dinheiro? Foi declarado à Receita e ao BC? Por que nunca se investigou? Leia mais aqui.

TJ manda aceitar denúncia da propina para o PSDB



O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o juiz da primeira instância Rodolfo Pelizzari, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, aceite a denúncia contra o ex-executivo da Siemens Marco Missawa, réu em um dos processos que apuram a existência de propina para a aquisição de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nos governos do PSDB.

O juiz havia recusado a denúncia contra Missawa, o que, segundo o tribunal, foi uma “antecipação indevida da análise do mérito”. O executivo é acusado pelo Ministério Público de fraude em leilões e formação de cartel nas licitações da CPTM entre os anos de 2007 e 2008, durante o governo do tucano José Serra, que envolveram a compra de novos trens para a companhia.

“Com efeito, a rejeição da denúncia não foi acertada”, disse o desembargador Cardoso Perpétuo, relator do processo. Segundo ele, o juiz deveria ter recebido a denúncia feita pelo Ministério Público porque “há claros e irrefutáveis indícios de sua materialidade e autoria”. O acórdão foi assinado em setembro do ano passado, mas só foi divulgado nesta terça-feira.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Miriam Dutra "delata": Globo proporcionou vantagens para FHC.


A ex-namorada de FHC, Miriam Dutra, saiu da TV Globo após 35 anos de contrato e agora concedeu entrevista. Deixo de lado as questões pessoais e separei os trechos em que relata a relação profissional com a Globo.

Ela revela que em 92, 93 e parece que em parte de 94 trabalhou de fato como jornalista em Portugal, fazendo reportagens.

A partir de 94, ano em que FHC despontou como candidato favorito e apoiado pela Globo, ela foi retirada do ar e colocada na geladeira. Disse que ficou 10 anos em Barcelona contratada pela Globo sem fazer nada (entendi que foi por volta de 1995/1996 até 2005/2006). Depois passou por Londres e Madri, onde também pouco a deixaram trabalhar.

Disse que o contrato, alegando direito de imagem, a proibia de dar entrevistas ou aparecer em outras mídias. E disse que era do interesse de FHC mantê-la longe dos holofotes e do Brasil, porque ele temia atrapalhá-lo nas eleições presidenciais que disputou.

Desse conjunto de fatos descritos, dá para deduzir que a Globo proporcionou vantagens para FHC, pagando uma funcionária para não fazer nada e ficar em silêncio. E ao ficar com medo da revelação do segredo, FHC ficou na situação de comer na mão da Globo.

Lembremos que FHC sempre atendeu com digamos, generosidade, os interesses das Organizações Globo em seu governo.

Nestes tempos de inquisição, fosse FHC petista e fosse a TV Globo outra empresa, seria grande a chance de dez anos de salários para não trabalhar ser tratado como pagamento de vantagem, ou seja, propina.

A entrevista inteira está publicada no Conversa Afiada.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Agropecuária dona da mansão, que a TV Globo não noticia, deve Imposto de Renda há 5 anos.


Documentos mostram que a empresa Agropecuária Veine, oficialmente dona da mansão que a TV Globo não noticia, não pagou Imposto de Renda cobrado desde 2011 (há outras cobranças em 2014).

Empresas lícitas em atividade costumam regularizar ou contestar esse tipo de débito.

(...) a falta de registros de movimentação dos processos que indique regularização ou contestação dos débitos reforça os indícios da empresa servir de fachada para outros fins diferentes dos oficialmente declarados. Leia tudo e veja os documentos aqui.

Tucano que meteu a mão na grana da merenda escolar em SP virou alvo da Gaviões em estádio



No último domingo, durante clássico diante do São Paulo, a torcida organizada corintiana Gaviões da Fiel protestou com faixas na arena do alvinegro. Três alvos eram diretos e expressos: Confederação Brasileira de Futebol, Federação Paulista e Rede Globo. A terceira faixa fazia referência a um antigo adversário: o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Fernando Capez, do PSDB.

Capez é inimigo declarado das torcidas organizadas desde o início da década de 1990, quando era Promotor de Justiça em SP e chegou a conseguir a extinção das torcidas Independente e Mancha Verde, de São Paulo e Palmeiras, respectivamente.
 As torcidas chegaram a ter patrimônio confiscado, sedes fechadas e atividades interrompidas. Passaram a ter seus sócios cadastrados e fiscalizados pelo Ministério Público e Polícia Federal.

Em 2007, Capez foi eleito deputado estadual pelo PSDB – em 2015, chegou à presidência da Assembleia Legislativa. Na sua atuação como parlamentar surgiram denúncias que, anos depois dos embates da década de 90, recolocaram o deputado estadual na mira das organizadas – desta vez, da Gaviões.
Capez foi citado em um depoimento pelo lobista Marcelo Júlio como um dos beneficiários de um esquema de extorsão por superfaturamento e propinas  de merendas na rede pública de ensino. Capez  foi alvo da faixa que perguntava "quem irá punir o ladrão de merendas?", levada pela Gaviões à Arena Corinthians. Veja imagem acima

Não sobrou pedra sobre pedra de uma mansão ilegal. Não era dos donos da TV Globo.


Em 2010, uma mansão em Parati (RJ) construída ilegalmente em área de proteção ambiental foi implodida por ordem judicial. O dono não era sócio nem herdeiro da TV Globo, e nem promovia prêmios "faz a diferença".

O dono era o industrial coreano Kyong Gon Kim. Além de ter a mansão implodida, como não estava em nome de "laranjas", Kim foi multado e indiciado por crime ambiental.



Veja no vídeo-reportagem da TV Brasil da época, acima. Note que a mansão de Kim era bem mais mixuruca (e até usou materiais mais integrados à natureza) do que a mansão triplex em Paraty que a TV Globo não noticia. A mansão do coreano nem tinha heliponto, como tem a mansão que a TV Globo não noticia.

Nas mesmas praias de Parati, mesmo após ordem judicial para demolir pelo menos as partes comprovadamente irregulares, continua de pé a mansão que a TV Globo não noticia. Desafiadora, repleta de irregularidades e ilegalidades em praticamente todos os órgãos de controle. Não só continua de pé, como em uso, guardada por vigilantes armados, em vez de estar interditada.

Não bastassem supostos crimes ambientais, ainda tem a investigação sobre a Mossack Fonseca na Lava Jato, na Operação Ararath da Polícia Federal e nos Estados Unidos. A Mossack Fonseca é tratada pelos investigadores da Lava Jato como "fábrica" de empresas de fachada para lavar dinheiro. A mansão em Paraty - que a TV Globo não noticia - foi adquirida por empresas criadas dentro do mesmo esquema Mossack Fonseca, como provam os documentos publicados na Rede Brasil Atual.

Bilionários com poder de mídia no Brasil sempre conseguiram impunidade junto a setores dos poderes legislativo, judiciário e executivo que nem industriais coreanos, nem os maiores empreiteiros (exceto os estrangeiros) conseguem.

A cada dia que a mansão continua de pé intocável e com seguranças armados intimidando até funcionários públicos que se aproximam para cumprir seus deveres de fiscalizar, a cada dia em que a Polícia Federal não realiza uma operação com equipes da COT (Comando de Operações Táticas) descendo de helicóptero no heliponto da Praia Santa Rita e de barco pela praia, o povo brasileiro se revolta com a sensação de que bilionários com poder de mídia, tem também poder de fato para "dar carteirada" nos três poderes constituídos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mansão triplex que a TV Globo não noticia: Aparece outra offshore "Moussack Fonseca" no endereço.

Leia também "Mansão que Globo não noticia é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca" para compreender melhor esta nota.


No dia 29 de janeiro o Jornal Nacional fez matéria de 4 minutos e meio, sobre Eliana Pinheiro de Freitas, que consta como procuradora da empresa offshore Murray Holdings, sediada em Las Vegas sob controle panamenho, que comprou um apartamento no Guarujá investigado na operação Triplo-X, dentro da Lava Jato.

Pois Lúcia Cortes Rosemburgue (ou Lúcia Cortes Pinto *) faz o mesmo papel de Eliana na empresa offshore Veincre LLC, dona da Agropecuária Veine no Brasil, que é dona da mansão em Paraty que a TV Globo não noticia. Ou seja, é procuradora da offshore.



Segundo os documentos, Lúcia Cortes mora na Rua Grajaú, no Rio de Janeiro. O endereço está em documentos e é um edifício de classe média, em bairro de classe média no Rio de Janeiro, compatível com o perfil de uma funcionária pública com nível superior aposentada como servidora do INSS. Mas causa estranheza ser quem responde pela empresa offshore em Las Vegas, controlada no Panamá, que é oficialmente dona de uma mansão para bilionários.

Na reportagem, o JN chamou o esquema da Moussack Fonseca de fábrica de lavanderias de dinheiro e chamou Eliana de "laranja". Pois a offshore Veincre LLC em Las Vegas, administrada pela outra offshore panamenha Camille Services S.A., usada para adquirir a mansão em Paraty foi criada no mesmo esquema Moussack Fonseca.

A mesma Lúcia Cortes, do mesmo CPF e mesmo endereço no bairro carioca do Grajaú, aparece como sócia de 10% da empresa BARRACUDA PATRIMONIAL E INVESTIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA, tendo como administrador o mesmo Jorge Luiz Lamenza, representando a acionista majoritária que é a empresa offshore panamenha "A PLUS HOLDINGS INC", também criada no esquema Mossack Fonseca investigado na Lava Jato.

A offshore panamenha "A PLUS HOLDINGS INC" aparece como sócia em outra empresa, a CENTRAL DE CAMPOS PARTICIPAÇÕES LTDA., localizada no mesmo apartamento residencial em Copacabana onde é a sede de Agropecuária Veine: Rua Bulhões de Carvalho, 296, apartamento 601.



A CENTRAL DE CAMPOS PARTICIPAÇÕES LTDA. está ligada ao até recentemente genro de um dos três magnatas do ramo TV mais ricos do Brasil. E está ligada à uma concessão de valiosíssimo espaço público sem licitação no Rio de Janeiro cedido pelo então prefeito César Maia (DEM-RJ). A falta de licitação foi alvo de ação civil pelo Ministério Público Estadual do RJ. Mas vamos deixar isso para outra nota.


(*) Nota explicativa: 
Antes de mais nada, peço cuidado para não sair atirando pedras nas pessoas, muito menos nos "bagrinhos" intermediários. Não somos como o PIG para linchar pessoas, nem para assassinar reputação de ninguém. Os nomes citados referem-se a fatos objetivos que estão nos documentos, sem julgar as pessoas. Algumas podem até ter sido apenas usadas, ou se deixado usar sem medir consequências. Há indícios fortes de ilícitos na mansão que precisam ser investigados a fundo, mas sem linchamentos do tempo da inquisição tão moda atualmente.

Em 2004, Lucia Cortes usou o sobrenome Pinto em documentos da Junta Comercial de São Paulo, onde foi criada a Agropecuária Veine e a empresa Barracuda. Porém o mesmo CPF ***.***.377-** dela registrado na Junta, está associado à Lucia Cortes Rosemburque (com a letra "q") em um acórdão do TCU de 2012 sobre aposentadoria de servidores do INSS, mostrando tratar-se da mesma pessoa.

Lembremos que é normal mulheres escolherem mudar o sobrenome quando se casam ou quando se divorciam. Não sei se é o caso.

No CNPJ da Agropecuária Veine, consta como procuradora da offshore Veincre LLC Lucia Cortes Rosemburgue (com a letra "g"). Os dados abertos do CNPJ não exibem o CPF dela. Pode ser outra pessoa, nada é impossível. Mas o Diário Oficial da União registra em 2008 a aposentaria da servidora do INSS Lucia Cortes Rosemburgue (com "g") e outra edição de 1997 também, por isso, ao que tudo indica trata-se da mesma pessoa e houve erro de grafia em algum lugar. Ou no processo do TCU ou no Diário Oficial.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Envolve PSDB: Denúncia do MPF sobre Lista de Furnas volta à fase de inquérito



Passados dez anos do surgimento das primeiras informações sobre um esquema de corrupção  montado na companhia estatal Furnas Centrais Elétricas em benefício de políticos e partidos - da oposição, sendo maioria do PSDB--, a ação judicial ainda está longe de apontar culpados. Responsável há quase quatro anos pelas investigações, a Polícia Civil do Rio ainda não apresentou conclusões ao Ministério Público do Estado.
Inicialmente atribuição da Justiça Federal, a ação passou para a Justiça do Estado do Rio após a apresentação pelo Ministério Público Federal de denúncia contra 11 acusados, entre empresários, lobistas, dirigentes e funcionários da estatal vinculada ao sistema Eletrobrás. A remessa do processo ao Judiciário fluminense ocorreu em 26 de março de 2012, por determinação do juízo federal.

O caso ficou conhecido como "lista de Furnas" e envolvia políticos supostamente beneficiados com dinheiro desviado da estatal com sede no Rio. A corrupção em Furnas foi citada nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Moura, na Operação Lava Jato. Ambos apontam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como beneficiário de desvios. Ele nega.

Os documentos do MPF foram enviados à Justiça Estadual e ao Ministério Público Estadual dois meses após a procuradora da República Andréa Bayão ter denunciado 11 pessoas à 2ª Vara Federal Criminal do Rio, em 25 de janeiro de 2012, entre elas o ex-diretor Dimas Toledo, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e o lobista Nilton Monteiro. O juiz Roberto Dantes de Paula, da Justiça Federal no Rio, entendeu que a análise da denúncia competia à Justiça estadual, pelo fato de Furnas ser uma empresa de capital misto. Daí a transferência para a Justiça local.

Desde então, a apuração se arrasta.

O caso está na Delegacia Fazendária do Rio desde 4 de outubro de 2012, mas o inquérito - com 26 caixas de documentos - ainda não foi remetido ao MPE. A delegada Renata Araújo disse que aguarda um depoimento, provavelmente em março, para finalizar a investigação. O procurador-geral de Justiça no Estado, Marfan Martins Vieira, não respondeu ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a demora na conclusão do caso.

O desvio de recursos públicos, conforme o MPF, ocorreu na contratação de empresas para realizar obras nas Usinas Termoelétricas de São Gonçalo e de Campos (RJ) e para prestar serviço de assessoria técnica à Furnas. Os valores desviados - R$ 54,9 milhões, segundo o MPF - seriam usados para abastecer campanhas eleitorais -- da Oposição Veja aqui

Pressão

Para a Procuradoria, os desvios eram comandados por Dimas Toledo, então diretor de Planejamento de Engenharia e Construção de Furnas. Em 2003, sob risco de perder o cargo, ele teria elaborado uma relação com nomes de políticos - todos de oposição -  beneficiados pelos desvios, como forma de pressionar o governo a mantê-lo no cargo.

Constam na lista os nomes de 1.556 políticos que fizeram campanha eleitoral em 2002. A autenticidade, contudo, sempre foi contestada pelos citados. O documento veio a público por Nilton Monteiro

A lista de Furnas voltou a ser mencionada em delações da Lava Jato. Youssef e Moura afirmaram que Aécio teria recebido propina proveniente da estatal. Youssef disse ter ouvido do ex-deputado José Janene (PP), morto em 2010, que parte dos recursos desviados de Furnas seria dividida com o senador.Moura afirmou à Justiça que Aécio receberia um terço da propina de Furnas.

A Procuradoria-Geral da República, responsável pela denúncia de políticos com foro, não informou se a apuração iniciada pelo MPF no Rio teve continuidade. O Supremo Tribunal Federal não confirmou se há processo em tramitação neste caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Presidente argentino desmarca reunião com Aécio e outros senadores tucanos



O presidente da Argentina, Mauricio Macri, desmarcou a audiência que teria com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no começo deste mês. No momento em que ainda estreita relações com a presidente Dilma Rousseff, ele preferiu não receber a principal liderança oposicionista brasileira na Casa Rosada, no país vizinho.

Além de Aécio, estiveram de viagem marcada para Buenos Aires os senadores Ricardo Ferraço (ES) e Aloysio Nunes (SP). Os dois são do PSDB e fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Ferraço comandou a comissão até março de 2015 e Aloysio é seu sucessor desde então.

A audiência foi solicitada por Ferraço após a vitória de Macri nas eleições presidenciais argentinas encerradas em novembro passado. A data do encontro estava marcada para 2 de fevereiro. Os senadores chegaram a acertar detalhes da viagem, como passagens e hospedagens.

No dia previsto, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), telefonou para Ferraço pensando que o senador já estivesse em Buenos Aires. O parlamentar negou qualquer mal-entendido. "Não chegou a ficar confirmado. Nós tínhamos um apontamento, uma perspectiva de que seria dia 2", argumentou Ferraço.

O senador do Espírito Santo disse ainda que a reunião com Macri "irá acontecer a qualquer momento". "Está no nosso radar", completou. Ferraço declarou que a agenda do encontro abordaria "uma pauta que nos últimos anos não foi considerada pelo governo do PT e tampouco por seus aliados da América do Sul".

"A vitória do Macri é um fato novo em torno de um vento bolivariano em toda a América do Sul, presente no Bolívia, na Venezuela e na Argentina. A casa começou a cair pela Argentina", declarou. "Queremos discutir todas as questões relacionadas a política regional, direitos humanos, liberdade de expressão", acrescentou.

Março
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Aécio Neves - que é também presidente nacional do PSDB - informou que o encontro com Macri deve acontecer no próximo mês. Como Ferraço, ele negou que a audiência com Macri estivesse marcada. Aloysio Nunes afirmou que "houve um problema de agenda" e que o encontro ocorrerá em outra data.

No Palácio do Planalto, assessores da presidente Dilma Rousseff interpretaram como favorável ao governo a decisão de Macri. "Não seria o fim do mundo (a audiência com os tucanos). Mas, de qualquer forma, é um gesto em favor do governo brasileiro", disse um auxiliar direto da presidente.

Dilma e Macri já se encontraram reservadamente duas vezes. Antes mesmo de tomar posse, o argentino fez questão de viajar a Brasília. Ao deslocar-se para o aeroporto, foi levado pessoalmente pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Venezuela
Em junho do ano passado, os senadores mineiro e capixaba integraram uma comitiva de parlamentares brasileiros a Caracas para pressionar o então presidente Nicolás Maduro a libertar presos políticos.

O grupo não conseguiu, no entanto, cumprir a agenda de visita a Leopoldo López, preso por atuar como líder oposicionista. O veículo que os conduzia até o presídio ficou parado em um engarrafamento.

O ônibus com parlamentares brasileiros foi alvo ainda de manifestantes, que aproveitaram o congestionamento para protestar contra a vinda dos brasileiros com gritos como "(Hugo, ex-presidente) Chávez não morreu se multiplicou" e " Fora, fora". As hostilidades começaram logo depois de os senadores deixarem a base aérea venezuelana. Eles alegaram ser alvo de uma "armação", segundo Ferraço.

A visita ao país vizinho tinha o propósito de reforçar o discurso de Aécio, candidato derrotado nas eleições de 2014, de que, a despeito da influência geopolítica do Brasil na América Latina, o governo Dilma estaria sendo "omisso" em relação ao que os tucanos classificam como "escalada autoritária" na região.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Bomba: Mansão que Globo não noticia é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca.

Atiraram em Lula e acertaram em cheio na mansão em Paraty que a TV Globo não noticia.
Documentos mostram que mansão ilegal de praia - que a TV Globo não noticia - foi adquirida no mesmo esquema Mossack Fonseca, usando paraísos fiscais, descobertos nas operação Triplo-X e Ararath da Polícia Federal. Leia tudo e veja os documentos oficiais aqui.