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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Globo 'mensaleira' embolsou R$ 2,7 milhões da agência de Marcos Valério, só na Câmara

Quem 'pariu' o termo "mensalão", agora aguente.

A TV Globo e seus parceiros do PIG passaram 7 anos acusando falsamente o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de ter desviado dinheiro público para o "mensalão" no contrato de publicidade da Câmara dos Deputados com a agência SMPB de Marcos Valério.

Agora ficou provado nos autos do processo que a maior parte do dinheiro desse tal "mensalão" nesse contrato foi embolsado pela TV Globo e seus parceiros do PIG, a título de veiculação de propaganda na execução do contrato.

Eis os principais "mensaleiros" da imprensa televisa , e os valores embolsados:

TV Globo: R$ 2,7 milhões
SBT: R$ 708 mil
TV Record: R$ 418 mil

Eis os principais "mensaleiros" da imprensa escrita:

Grupo Abril (dono da revista Veja): R$ 326 mil
Grupo Estado: R$ 247 mil
Grupo Folha: R$ 247 mil
Fundação Vitor Civita (do Grupo Abril): mais R$ 66 mil.

Eis a relação completa de pagamentos, por data, aos "mensaleiros" Globo, Veja, Folha, Estadão, etc:


Continua em mais 3 folhas abaixo ...




8 Comentários:

Milto Fronza disse...

É por isso que a Globo tem certeza que houve lavagem de dinheiro. Foram eles mesmos que lavaram. Ou alguém lembra de alguma super produção que justifique os valores percebidos?

Milto Fronza disse...

É por isso que a Globo tem certeza que houve lavagem de dinheiro. Foram eles mesmos que lavaram. Ou alguém lembra de alguma super produção que justifique os valores percebidos?

Anônimo disse...

Por favor, vocês poderiam explicar melhor porque e para que estes orgãos do PIG receberam este dinheiro. O que eles fizeram? Onde eles entravam? É bom explicar para que eu e muitos possamos melhor explicar aos outros. É preciso que esta informação seja bem explicada pois estamos lidando contra um inimigo terrível alimentado com dinheiro público e com a conivência, medo e covardia do nosso governo que não faz uma ley de medios. Leonardo

Anônimo disse...

Olha os mensaleiros ai gente....

nilo walter disse...


Finalmente o motivo central do ALDO, como sua primeira medida, ter acabado com esses (10) dez milhôes em propaganda, aliás criado na gestão Aécio Neves .Demorou mas surgiu .

Francisco Marcos disse...

Por essa eu não esperava
A perna curta da mentira
Deixar o PIG na mira
Era o que mais se sonhava
E eu tambem desejava
Ver o PIG apodrecer
A mentira aparecer
Na origem do dinheiro
E todo mundo saber
Que o PIG é mensaleiro

josé lopes disse...

Quem embolsou este aqui? Um pequeno trecho da sustentação da defesa de Marcos Valério informa que não foi só a sua agência que recebeu verbas de publicidade. Vejamos: ---" Registre-se que a DNA Propaganda Ltda. não foi a única agência de publicidade que prestou serviços para o Fundo de Incentivo VISANET e recebeu antecipações para as ações de incentivo da mesma forma. A agência de publicidade LOWE LINTAS recebeu antecipações segundo o mesmo procedimento: R$13.650.000,00; R$15.500.000,00 e R$1.879.800,00 (fls. 5230v. – vol. 25). Registre-se mais que este procedimento foi adotado, também, nos anos de 2001 e 2002, antes do Governo LULA." Digo eu, ou seja, foram segundo a defesa de Marcos Valério a quantia total de: 31.0298.000,00 (Trinta e um milhões duzentos e noventa e oito mil reais). Isto no governo FHC. Para onde foi este dinheiro? Digo eu: Para os cofres da TV Globo, Jornal O Globo, Globosat, Revista Veja , Folha de São Paulo, O Estadão, TV, Bandeirantes , emissoras de rádio, SBT e para os cofres do PSDB. Levando-se em conta que o precursor do suposto "mensalão" foi o governo tucano com o senador Eduardo Azeredo...Falar mais o que?

Frederico Drummond disse...

O voto do ministro Tofolli foi fundado em um relatório minucioso da PF. O mesmo parecer de que o contrato da Câmara com a SPB&M foi legal e executado corretamente é a declaração do TCU. O ministro Barbosa já tentou desqualificar manifestações do TCU. Em certo momento do seu voto, Fux chegou a observar que os relatórios do relator e do revisor estavam bem fundamentados, podendo-se acompanhar qualquer um deles sem risco de estar cometendo-se alguma impropriedade. Os dois reltórios são antagônicos no caso João Cunha. Então o réu passa a ser julgado ao sabor das inclinações subjetivas dos juizes? De duas uma: ou o STF desqualfica de vez provas constantes no processo (justificando porque) ou as considera e julga no seus termos. Caso contrário entramos no reino da arbitrariedade e de um tipo particular de despotismo ("eu sou a lei").

Em tempo: Barbosa diz que o contrato da Câmara não foi executado porque as veiculações que lá constam (no relatório do TCU) foram de alçada da setor de comunicação da própria Câmara. O que ele quiz dizer com isto?:
a) que o setor de comunicação da Câmara contratou as veiculações e pagou-as com alguma rubrica específica do orçamento? Se assim foi devem exisitir notas fiscais, cheques nominais, recibos vinculando estes serviços à Câmara. E neste caso a SBP&M usou esta documentação em sua prestação de contas?
Se assim foi existe um monte de crimes ai. Todavia não foi isto que a Procuradoria Geral denunciou.

b) Outra hipótese é que o setor de comunicação da câmara veiculou as peças publicitárias e o pagamento foi feito pela SPB&M. Pode existir ai uma irregularidade, mas não peculato ou lavagem de dinheiro. Afinal o pagamento destinou-se a quem prestou o serviço. Não ficou na posse da SBP&M. De qulquer forma isto não está descrito nos autos. E neste caso sim, a SBP&M poderia ser multada por não ter executado parte do contrato, que é exatamente o de criação e produção (ainda que terceirizado) publicitária. Isto não configuraria um crime do presidente da Câmara, mas sim da agência de publicidade. Esta questão não está clara no processo.

c) A última hipótese - não é uma hipótese é uma inquietação. Como os juizes estão deliberando com um um nível tão alto de contradições? Eu gostaria sinceramente de me librar do sentimento de prática de despotismo no STF.
Insisto em lembrar: sobre a questão em pauta, relator e revisor tem manifestações antagônicas. Divergências é até compreensivel, mas antagonismo chega a ser casuismo.

Frederico Drummond - professor de filosofia, ética e lógica.

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