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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mesalão do DEM: o jeito demo-tucano de lotear cargos

Entre os documento apreendidos pela Polícia Federal na Operação caixa de pandorra, está uma ata de reunião mostrando como José Roberto Arruda (DEMos/DF) loteava o governo entre amigos e aliados políticos, num empreguismo explícito.

Ao assumir o governo, em 2007, Arruda e seu grupo, redigiu até uma ata de reunião, com uma tabela para lotear 4.463 cargos de confiança.

De acordo com a tabela

- os secretários de estado tinham direito a indicar 20 cargos cada, num total de 320 nomeações (o que é um estranho choque de gestão, pois cada secretário deve indicar seus assessores em sua secretária, e cada uma tem tamanho e estrutura diferente);

- os 21 presidentes de empresas ligadas ao GDF ficariam com dez cargos cada, num total de 210 (também é outro estranho choque de gestão, ignorando as característica de cada estatal);

- outros 690 cargos ficariam para o que o texto chama de "23 amigos do grupo JRA" (sigla de José Roberto Arruda). Entre eles estão o próprio Domingos Lamoglia, Omézio Pontes, assessor de imprensa, e o deputado Alberto Fraga (DEM), hoje secretário de Transportes. Cada um teria direito a 30 cargos;

- Para os 14 coordenadores da campanha de Arruda em 2006, foram reservados 140 cargos;

- os nove presidentes de partidos que apoiaram a eleição também poderiam indicar 90 pessoas. Estão na lista DEM, PSL, PMN, PTN, Prona, PPS, PSC, PP e PL;

- haveria ainda cargos para apadrinhamento da bancada federal do DF;

- Para os 19 deputados distritais seriam destinados 1.520 cargos (80 para cada);

O documento ressalva que, dos 4.463 ocupantes de cargos, 987 poderiam ser mantidos, restando para escolha dos amigos e aliados 3.476 postos.

O falso discurso dos DEMos

O DEMos passou os últimos anos acusando o governo federal de nomear gente. Não há nada de errado um ministério ou secretaria contratar alguns membros de confiança PARA TRABALHAR.

O que é absurdo são estes critérios dos DEMos acima: é mero cabide de emprego, com "cotas" para cabos eleitorais, deputados e outros, sem nenhum compromisso com um plano de trabalho na administração pública voltado a prestar serviços à população.

13 Comentários:

V - Patrulha da lama disse...

Só imagino a cena. ÚNICO governador do DEM, uma carrada de incompetentes demotucanos pelo Brasil, que ficaram desempregados... só com ata mesmo para atender tantos pedidos.

Jamil disse...

De roupa, Serra entra no mar e volta ao carro encharcado

REJANE LIMA - Agencia Estado

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PRAIA GRANDE - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), entrou hoje no mar com tênis, calça jeans e camiseta tipo polo na Praia da Guilhermina, na Praia Grande, durante o lançamento do projeto Praia Acessível - que vai oferecer cadeiras de rodas adaptadas para que deficientes físicos possam tomar banho de mar. Serra evitou falar de política, mas, no melhor estilo pré-eleitoral, aproveitou a praia lotada em pleno feriado de carnaval para acompanhar os cerca de 20 deficientes que estrearam as cadeiras. Empurrou uma delas, entrou no mar até que o nível da água atingisse a altura da cintura e brincou de jogar água no grupo durante cerca de cinco minutos.



Serra decidiu empurrar uma das cadeiras assim que ouviu a sugestão um popular e, ao que tudo indica, também resolveu entrar no mar com roupa e tudo em cima da hora: não havia qualquer assessor com uma toalha e o governador retornou ao carro oficial encharcado.



O governador aparentava cansaço depois das viagens recentes ao Nordeste nos últimos dias. O lançamento do projeto Praia Acessível ocorreu em uma tenda montada na Praia de Guilhermina. A ideia é distribuir cerca de cem cadeiras, na primeira fase, entre diversas praias do litoral (as primeiras serão Guilhermina; Perequê, em Ilhabela; e Boqueirão, em Santos). Compareceram ao evento os prefeitos de Peruíbe, Mongaguá, Guarujá e Bertioga e os vice-prefeitos de Praia Grande, São Vicente e Itanhaém.

Anônimo disse...

Pelo visto este ex-governado do DEM, Arruda não sabe o que é concurso público, acha que é só indicar e pagar salários altos para os afilhados dos amigos do GDF.
Esté é o choque de "jestão" dos demo-tucanos e criticam o governo LULA por gerar empegos com concurso no serviço público.
Se continuar assim a cada dia descobrindo alguma coisa do DEM o partido acaba antes da eleição de 2010, porque depois da eleição não existirá mais este partido eu acredito.

Vera disse...

Esse energúmeno não tem projeto pra nada. Então, fica dando esmola, pra tentar ludibriar os incautos.

Anônimo disse...

Deve vir muita coisa por ai, é só uma questão de tempo.
ai que medo. te cuida Agripino.

elcardozo disse...

Opaa
Alguma noticia do secretário CASSIO TANIGUCHI?
Enquanto esteve por Curitiba , conseguiu abafar tôdas as denuncias, como conseguiu, até agora seu sucessor.

Vera Pereira disse...

O twitter pifou é?

Anônimo disse...

Em BH tem um riacho chamado arruda, é poluído, o esgoto da cidade. Um jornal de lá saiu um dia desses com a manchete: Nosso Arruda é mais limpo que o deles.
Soraya

Anônimo disse...

Original e simpática a atitude do Serra. E aproveitou para espantar o calor.

Dener Azevedo disse...

"Não há nada de errado um ministério ou secretaria contratar alguns membros de confiança PARA TRABALHAR."
É errado sim. cargo de confiança é ministro, secretario e mais meia dúzia.
Essas indicações são POLITICAS SIM, praticado na maior cara de pau POR TODOS. É igual caixa dois de campanha, uma praga que atinge todos os partidos e tem que ser ELIMINADO.

Anônimo disse...

Os DEMos nunca respeitaram nosso presidente,não reconece nada de bom que o Lula fez e esta fazendo,agora, ja que estão com o rabo preso entre as pernas querem ir ao presidente pedir apoio contra a intervenção no DF,é tipico dos filhotes da ditadura,espero que o Lula mantenha distancias dos capetas demôniacos.

Anônimo disse...

Cúpula do DEM teme que Arruda abra a boca e o baú

A informação de que o STJ estava prestes a decretar a prisão de José Roberto Arruda chegou à cúpula do DEM na véspera, com antecedência de quase 24 horas.

Alertados, integrantes da Executiva do partido analisaram em segredo os efeitos do terremoto brasiliense sobre a sigla.

No centro da encrenca estava Paulo Octávio, um filiado que o DEM evitara lançar ao mar em dezembro do ano passado, quando o panetonegate explodira.

A iminência da prisão de Arruda reacendeu uma divisão que eletrifica os subterrâneos do DEM. A tribo ‘demo’ está cindida em dois grupos.

De um lado, a turma do “mata-e-esfola”. Do outro, a ala do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica”.

Foram à mesa algumas propostas. Entre elas a dissolução do diretório do DEM-DF e o desembarque coletivo dos filiados da legenda dos quadros do GDF.

Um dos participantes das conversas contou ao repórter uma passagem emblemática.

A certa altura, um dirigente do DEM disse que, antes de tomar qualquer providência, conviria ouvir o vice-governador Paulo Octávio, mandachuva da legenda no DF.

Abespinhado, um senador interveio: “Você não está entendendo. O Paulo Octávio tem que ser expulso do partido”.

Lero vai, lero vem o DEM optou por administrar a crise a golpes de barriga. No dia seguinte, quinta-feira (11) da semana passada, sobreveio a prisão de Arruda.

E o vice Paulo Octávio foi à cadeira de governador. Reacendeu-se o incêndio que o DEM imaginara ter apagado em dezembro, no alvorecer do escândalo.

O DEM tenta apregoar a lorota de que lida com o seu mensalão com um rigor que o PT não foi capaz de imprimir ao mensalão dele. Porém…

Porém, a firmeza do DEM tem a consistência de um pote de gelatina. Mesmo a exclusão de Arruda foi às manchetes com a forma de uma pseudoexpulsão.

A Executiva do partido deu tempo a Arruda para recorrer ao Judiciário. Malogrado o recurso, o DEM deu prazo ao governador para se desfiliar, antecipando-se ao vexame da expulsão.

De resto, a cúpula do DEM decidiu fingir que Paulo Octávio estava limpo. Uma ilusão que se desfaz nos desvãos do inquérito do panetonegate.

Para complicar, em pleno recesso do Congresso, o diretório brasiliense do DEM, comandado por Paulo Octávio, saiu-se com uma nota de apoio ao pseudoexpulso Arruda.

Liderada por Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, a turma do “mata-e-esfola” voltou à carga.

Acenou-se com a hipótese de dissolução do diretório de Brasília e abertura de processo contra Paulo Octávio. Sob o barulho, vicejou, de novo, a inação.

Como explicar? Simples: o pedaço do DEM adepto à tese do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica” lida com a crise movida pelo medo.

Medo de que Arruda, agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú que armazena os segredos financeiros do DEM.

Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM.

No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país.

Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo.

A direção do partido alega que todo dinheiro vindo de empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo.

A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa. As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas.

Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro.

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

Anônimo disse...

Cúpula do DEM teme que Arruda abra a boca e o baú

A informação de que o STJ estava prestes a decretar a prisão de José Roberto Arruda chegou à cúpula do DEM na véspera, com antecedência de quase 24 horas.

Alertados, integrantes da Executiva do partido analisaram em segredo os efeitos do terremoto brasiliense sobre a sigla.

No centro da encrenca estava Paulo Octávio, um filiado que o DEM evitara lançar ao mar em dezembro do ano passado, quando o panetonegate explodira.

A iminência da prisão de Arruda reacendeu uma divisão que eletrifica os subterrâneos do DEM. A tribo ‘demo’ está cindida em dois grupos.

De um lado, a turma do “mata-e-esfola”. Do outro, a ala do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica”.

Foram à mesa algumas propostas. Entre elas a dissolução do diretório do DEM-DF e o desembarque coletivo dos filiados da legenda dos quadros do GDF.

Um dos participantes das conversas contou ao repórter uma passagem emblemática.

A certa altura, um dirigente do DEM disse que, antes de tomar qualquer providência, conviria ouvir o vice-governador Paulo Octávio, mandachuva da legenda no DF.

Abespinhado, um senador interveio: “Você não está entendendo. O Paulo Octávio tem que ser expulso do partido”.

Lero vai, lero vem o DEM optou por administrar a crise a golpes de barriga. No dia seguinte, quinta-feira (11) da semana passada, sobreveio a prisão de Arruda.

E o vice Paulo Octávio foi à cadeira de governador. Reacendeu-se o incêndio que o DEM imaginara ter apagado em dezembro, no alvorecer do escândalo.

O DEM tenta apregoar a lorota de que lida com o seu mensalão com um rigor que o PT não foi capaz de imprimir ao mensalão dele. Porém…

Porém, a firmeza do DEM tem a consistência de um pote de gelatina. Mesmo a exclusão de Arruda foi às manchetes com a forma de uma pseudoexpulsão.

A Executiva do partido deu tempo a Arruda para recorrer ao Judiciário. Malogrado o recurso, o DEM deu prazo ao governador para se desfiliar, antecipando-se ao vexame da expulsão.

De resto, a cúpula do DEM decidiu fingir que Paulo Octávio estava limpo. Uma ilusão que se desfaz nos desvãos do inquérito do panetonegate.

Para complicar, em pleno recesso do Congresso, o diretório brasiliense do DEM, comandado por Paulo Octávio, saiu-se com uma nota de apoio ao pseudoexpulso Arruda.

Liderada por Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, a turma do “mata-e-esfola” voltou à carga.

Acenou-se com a hipótese de dissolução do diretório de Brasília e abertura de processo contra Paulo Octávio. Sob o barulho, vicejou, de novo, a inação.

Como explicar? Simples: o pedaço do DEM adepto à tese do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica” lida com a crise movida pelo medo.

Medo de que Arruda, agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú que armazena os segredos financeiros do DEM.

Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM.

No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país.

Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo.

A direção do partido alega que todo dinheiro vindo de empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo.

A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa. As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas.

Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro.

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

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