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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Aécio bloqueia verbas de emergência para calamidade pública


Cidades de Minas castigadas pelas chuvas e por Aécio Neves:



O governador Aécio Neves (PSDB/MG) faz seu "choque de gestão" e quem é castigado é a população dos municípios mineiros que sofrem calamidades com as chuvas.

Minas é o estado que tem mais municípios no Brasil, são 853.

Aécio assinou decreto que bloqueia repasse de verbas para calamidades públicas de mais de 700 prefeituras (80% do total de municípios do estado).

Municípios que convivem com chuvas e enchentes no verão terão que reconstruir prédios, estradas e pontes sem ajuda do Governo Aécio Neves.

A desculpa é de "gestão": prefeituras que não possuem Coordenadoria Municipal de Defesa Civil não recebem a verba. Seria uma austeridade louvável, caso não houvessem municípios pequenos e pobres que não comportam estruturas burocráticas grandes.

O motivo real é que governo demo-tucano mineiro pressiona todos os órgãos públicos cotar seus orçamentos onde pode e onde não pode, porque Minas foi o estado que teve a maior queda de arrecadação com a crise internacional.

De acordo com o gerente de comunicação da Defesa Civil Estadual, major Edylam Arruda, “o objetivo do governo é punir as prefeituras que não realizam trabalho de prevenção nos meses que antecedem o período das chuvas”.

Em Oratórios, município com 5.000 habitantes e um dos 22 que decretaram situação de emergência nos últimos dias, o secretário de Administração, Geovane da Silva Domingos, discorda da posição adotada pelo Governo Aécio.

“Nossa população vai ser prejudicada duas vezes: uma pela chuva de granizo e pelo vento, que destelhou 80% das casas, e outra porque não teremos o apoio do governo estadual na reconstrução”, lamenta.

“Será que uma coordenação de Defesa Civil no município iria evitar esse desastre?”, questiona o secretário.

Geovane lembra que, no ano passado, uma forte chuva também danificou diversas casas e, mesmo sem a existência do decreto, o governo não enviou “nenhuma telha” para ajudar o município.

Indignado, ele afirma que o Corpo de Bombeiros mais próximo fica a 100 quilômetros de distância.

“E ainda querem exigir que o município cumpra metas de segurança!”, reclama.

MAIS MORTE E DANOS

Entre o fim de 2008 e o início deste ano, 44 pessoas morreram e 487 ficaram feridas em conseqüência de desastres provocados pela chuva. No mesmo período, quase 125.000 pessoas tiveram que deixar suas casas em 274 municípios – 113.373 foram acolhidas em moradias de parentes ou amigos e 11.540 foram protegidas em abrigos públicos.

O mais recente boletim da Defesa Civil de Minas, divulgado ontem, informa que o número de pessoas afetadas pelas chuvas aumentou em 5.000 nos últimos três dias. Agora são 73.940 pessoas. No mesmo período o número de mortos aumentou de sete para nove. Os danos materiais também aumentaram. O número de pontes destruídas no estado, por exemplo, dobrou – de 16 para 33 – entre segunda-feira e ontem.


Gasto com PROPAGANDA muito acima do orçamento anual, enquanto servidores e projetos sociais sofrem arrocho



Enquanto isso, um setor não só é poupado de cortes, como também gasta muito acima do orçamento anual aprovado pela Assembleia Legislativa: a publicidade.

Em 2008 o governo demo-tucano de Aécio gastou 182% acima do orçamento aprovado, e este ano, mesmo com a queda de arrecadação, caminha para exceder em 74%.



Em 2004, o estouro dos gastos em propaganda foram exorbitantes 598% (gastou quase 7 vezes mais o orçamento aprovado pela Assembléia).

E o que teve de tão especial em 2004? A alardeada campanha déficit zero coincidentemente conduzida pela agência SMP&B de Marcos Valério.

Neste mesmo ano a DNA Propaganda, também de Marcos Valério detinha outra conta de propaganda do governo de Aécio.

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