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Denise Abreu fez parte da primeira diretoria da agência e esteve sob suspeita, por representantes do setor, de fazer lobby a favor da TAM, especialmente durante a crise da Varig.
As filiais suíças foram abertas em junho deste ano, período em que Denise Abreu reapareceu nos jornais com acusações de interferência do governo na Anac durante o caso Varig, especialmente contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Na época, Abreu acusou Dilma de ter pressionado a agência para acelerar a aprovação da transferência acionária da VarigLog para a Volo do Brasil, empresa que tinha como acionistas três empresários brasileiros -Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo- e o fundo americano Matlin Patterson.
A VarigLog foi a empresa que comprou a Varig em leilão em 2006, o que evitou a decretação de falência da companhia aérea, e depois a vendeu em 2007 à Gol. De acordo com as denúncias, o governo agiu de modo a evitar a falência da companhia, o que poderia causar desgaste político.
A nomeação de Olten Abreu só foi publicada em setembro. Denise Abreu afirmou que não sabia que o irmão havia sido nomeado para o cargo de representante legal da TAM na Suíça e que muito menos sabia que seu irmão trabalhava para a TAM.
"Não converso com meu irmão sobre a sua carteira de clientes. É uma questão do padrão de conduta ética do advogado. Além disso, cada um tem sua própria vida profissional. Ele mora na Suíça e eu no Brasil, não conversamos sobre isso", disse. Segundo a ex-diretora, mesmo quando assumiu o cargo na agência em 2006, ela não sabia que o irmão prestava serviços para a TAM. "Fiquei sabendo pela imprensa", disse.
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