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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gilmar Mendes continua enquadrado

Muitos tem tripudiado uma vitória de Gilmar Mendes sobre o governo Lula, com o episódio do afastamento temporário de Paulo Lacerda na ABIN, a começar pelo "Estadão" (replicada pelo G1 das organizações Globo).

Acho que é preciso não querer enxergar para pelo menos metade dos fatos, ao aceitar esta versão desta maneira sem olhar o todo.

Vamos aos fatos que estão sendo ignorados:

- Gilmar Mendes parou de dar declarações, ou seja, parou de fazer política, por enquanto.

- E parou de falar pelo STF.

- Ontem, antes da decisão de afastar a direção da ABIN, os ministros do STF emitiram nota oficial conjunta aguardando decisão do governo, e nenhum deles fez declarações à imprensa.

- Mendes foi procurado pela imprensa após o afastamento, mas evitou comentar.

- No próprio texto do Diário Oficial o governo deixa claro que a decisão é preventiva e trata as acusações sobre a ABIN apenas como uma POSSIBILIDADE.

- Diferente da última audiência, em julho, com Gilmar Mendes, quando houve entrevista coletiva amigável junto com Tarso Genro, desta vez ninguém deu declarações, a não ser por notas oficiais, o que significa que a conversa não foi lá muito boa e não houve propriamente uma conciliação. Houve providências de acordo com a conjuntura.

O afastamento de Paulo Lacerda, pode ser interpretado como uma vitória de Mendes por um lado (lembrando que o fato de ser temporário relativiza a decisão do governo), mas, por outro lado, a investigação do grampo pela Polícia Federal é uma vitória do governo, e do próprio Paulo Lacerda, que pediu a investigação no sábado passado.

Em tempo: O Jornal Estadão sob domínio dos tucanos "Mendonça Barros" é o mesmo que já quis recontar no último fim de semana a história do Brasil recente com a piada de que FHC seria o "salvador da pátria" e do mandato do presidente Lula contra o impeachment. Coisa que nosso amigo ONI demostra ser falsa com maestria.

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