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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Escândalo PSDB/Alstom;Apuração sobre Alstom não acaba neste ano



As investigações sobre a multinacional francesa Alstom na Suíça ainda levarão alguns meses para ser concluídas, afirmou ontem o Ministério Público daquele país. A empresa é suspeita de ter pago milhões em propinas a funcionários públicos na Ásia e na América do Sul para vencer licitações públicas em países estrangeiros, inclusive no Brasil.

"Posso garantir que as investigações não terminarão neste ano. Ainda há muito o que fazer", afirmou à Folha a porta-voz do Ministério Público suíço Jeannette Balmer, desmentindo informações da imprensa européia de que elas estariam perto do fim. Novos depoimentos deverão ocorrer em breve e a investigação ainda prosseguirá por pelo menos mais alguns meses, disse a porta-voz, ressaltando que tanto os procuradores da França como os do Brasil ajudam a esclarecer o caso. Funcionários da empresa que já foram interrogados voltarão a ser intimados, disse ela.

O Ministério Público de São Paulo investiga os contratos da multinacional francesa Alstom com o governo paulista. A suspeita é que tenha havido pagamento de propina para obter vantagens em contratos com o metrô nos anos 90.

No mês passado, operação policial na Suíça resultou na prisão de ex-executivo da Alstom e na apreensão de grande quantidade de documentos em vários escritórios da empresa no país. O executivo, identificado pela imprensa francesa como Bruno Kaelin, teria coordenado o pagamento das propinas no Brasil e na Venezuela. As suspeitas contra ele são de gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro. O Ministério Público suíço queixou-se de que a Alstom lacrou muitos dos documentos apreendidos, o que tem atrasado a investigação.

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