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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Emprego industrial tem maior alta em 3 anos


O nível de emprego na indústria brasileira subiu pelo quarto mês consecutivo em outubro e apurou a maior alta desde dezembro de 2004 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. Em relação a setembro, o emprego na indústria registrou elevação de 1%, na na série livre das influências sazonais. Já na comparação com igual mês do ano anterior, a expansão foi de 3,4%.

No ano, o nível de emprego atinge alta de 2%, acima dos 1,8% verificados de janeiro a outubro de 2006. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 1,8%. Segundo o IBGE, a quarta alta consecutiva confirma o momento positivo do emprego ao longo de 2007. Na avaliação do órgão, isso é reflexo do momento favorável da economia, que vem impulsionando a atividade industrial.

O resultado acumulado no ano é o melhor de toda a série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário na indústria, iniciada em 2002, segundo o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE. O economista atribui os dados positivos ao aquecimento do mercado interno. "Os resultados positivos observados no mercado de trabalho da indústria respondem basicamente ao bom momento vivido pelo setor, que não só em outubro, mas ao longo de todo o ano, vem mostrando ganhos importantes nos diversos tipos de comparações", afirmou Macedo.

O número de pessoas ocupadas aumentou em 12 dos 18 segmentos pesquisados. Os principais impactos no resultado global vieram de alimentos e bebidas (4,1%), meios de transporte (11,2%), máquinas e equipamentos (10,9%) e produtos de metal (9,2%). Esse desempenho é atribuído às vendas externas, principalmente de commodities alimentares (açúcar, grãos e carnes congeladas), à indústria automobilística e à produção de bens de capital. Por outro lado, a principal contribuição negativa ainda é de calçados e artigos de couro (-9,3%), setor que representa em torno de 6% dos trabalhadores na indústria.

A pesquisa indica que o houve expansão em 11 das 14 áreas pesquisadas, na comparação com outubro de 2006. O maior crescimento foi em São Paulo, com variação de 5,4%.

O valor real da folha de pagamento da indústria nacional aumentou 2% na passagem de setembro para outubro, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com outubro de 2006, o aumento apurado foi de 6,1%. No acumulado do ano, houve elevação de 5,2%. Em 12 meses, a alta foi de 4,4%.


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