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sexta-feira, 10 de novembro de 2006

PFL e PSDB brigam por Bolsa-Família


O programa Bolsa Família, carro-chefe da política social do governo Lula que estendeu o benefício a 11 milhões de famílias, provocou o primeiro desentendimento entre pefelistas e tucanos no Senado,tão acostumado a classificar o beneficio de "Esmola para pobre". Ontem, o líder da bancada do PFL, José Agripino (RN), defendeu a aprovação de projeto de autoria do senador Efraim de Moraes (PFL-PB) que cria o décimo-terceiro benefício no programa social, concedido às vésperas do Natal, mas o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto, discorda da proposta e avalia que é uma maneira equivocada de fazer oposição.

O governo não apóia a iniciativa, mas foi obrigado a fazer um acordo com os pefelistas para colocá-la em votação. Graças a esse acordo, o Senado aprovou duas medidas provisórias, uma que prorroga para 2008 o prazo para que os trabalhadores rurais requeiram aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, mediante comprovação de atividade rural, e outra, a MP 313/06, que abre crédito extraordinário no valor de R$ 10 milhões para o Ministério da Integração Nacional, destinados a auxiliar as vítimas da estiagem da Região Sul.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), entretanto, garante que os governistas não aprovarão o décimo-terceiro benefício do Bolsa Família, porque o gasto não foi previsto no Orçamento e foge à natureza do programa. Para os governistas, os líderes do PFL estão fazendo demagogia com a proposta. “Nós vamos votar contra, o projeto não tem cabimento”, garante Jucá.

Despesas

Agripino defende a proposta com o argumento de que o projeto do senador Efraim de Moraes já estava tramitando e acarretaria um aumento de apenas 8% na despesas”, justifica. Segundo ele, “é uma questão de justiça garantir a essas famílias incluidas no programa um Natal igual ao dos demais cidadãos brasileiros”.

Arthur Virgílio nega um racha no bloco de oposição, mas se mantém contra a aprovação do projeto e pretende discutir o assunto na bancada tucana na próxima semana. “Tenho sérias dúvidas sobre esse posicionamento, creio que precisamos definir melhor como atuar na oposição”. Para resumir tudo. A oposição não está pensando nas pessoas de baixa renda que recebem o Bolsa-Família. Estão pensando sim, neles, e na quantidade de votos que vão receber em época de eleição, ao lembrar o eleitor que foi dele a idéia do décimo-terceiro benefício no programa social.

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