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segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Chocalhos e venenos


Povo não conta nessa história. É mero ingrediente e é por aí que tucanos devem ser entendidos. Não têm respeito por nada e milhões de eleitores são apenas objetos a serem direcionados pela suprema sabedoria de bandidos como FHC e sua turma.

FHC é o canalha que Nelson Rodrigues retratava em suas crônicas, em muitas de suas peças teatrais. O sujeito sem escrúpulos, sem respeito por nada que não seu umbigo, seus próprios interesses.. É a droga que compõe a personalidade perversa, pérfida e, sobretudo covarde.

Impressionam as cascavéis tucanas. O chocalho de FHC já não chacoalha tanto e o veneno destilado já não paralisa e nem mata as pessoas. Paralisou e quase matou um País como o Brasil. Mas ainda é letal. E costuma trazer conseqüências a médio e longo prazos.

O ex-presidente, produto de ardis e artimanhas em cima de um tresloucado da política, outro ex-presidente, Itamar Franco, quer apenas picar seus desafetos e se mostrar vivo. Está morto e teima em não se deixar enterrar.

O ninho tucano é isso. Um monte de cascavéis, umas ainda chacoalhando, enroladas em si em picando a si próprias.

O veneno de uma anula o de outra em boa parte dos casos, mas não de todos.

O governador de Minas Aécio Neves já deu o seu recado. É candidato a presidente em 2010 e se preciso sai do partido. O ex-governador Newton Cardoso, candidato ao Senado em Minas,, atento a isso, mandou um recado a Aécio. É que o atual governador tem se empenhado na campanha do caquético Eliseu Resende, adversário de Newton.

"O senhor é candidato a presidente em 2010. As eleições de 2006 já estão definidas. O senhor vai precisar do PMDB. O PMDB em Minas sou eu".

Serra, praticamente eleito governador de São Paulo (um país de elites tucanas que fala uma língua semelhante ao português), não abre mão de vir a ser o "comandante". Quer Aécio como vice e acena, como fez Alckmin agora, com o fim da reeleição. Aécio adiaria por cinco anos seus propósitos e seria o presidente em 2015.

Povo não conta nessa história. É mero ingrediente e é por aí que tucanos devem ser entendidos. Não têm respeito por nada e milhões de eleitores são apenas objetos a serem direcionados pela suprema sabedoria de bandidos como FHC e sua turma.

Alckmin foi picado antes da campanha começar. Quando Serra percebeu que corria riscos reais numa eventual disputa com Lula e acabou aceitando vir a ser candidato ao governo paulista para preservar-se.

A lista de Furnas, o mensalão dos tucanos é real. É autêntica. Esses bandidos todos, a começar de FHC, pegaram grana para suas campanhas eleitorais. Compraram deputados para aprovar matérias nas quais tinham interesse e nem VEJA e nem FOLHA DE SÃO PAULO falam nada além de cantinhos de páginas.

Antônio Carlos Magalhães que não é bobo, cascavel do PFL, sentiu o drama e tirou o pé do acelerador. Além do ódio embutido e despejado sempre que pode contra FHC (a quem atribui sua renúncia na Legislatura passada), avisou a Geraldo o mentiroso, bobo também, que seus companheiros estavam empurrando-o para um precipício.

Como Geraldo, além de mentiroso, é bobo, achou que dava para reverter. Está mais ou menos como Ricardo: "meu reino por um cavalo". A lei da utilidade marginal. Como não dá para atravessar o deserto tomando champanhe e vestindo roupas da DASLU, vai voltar para Pindamonhangaba e dedicar-se a medicina.

A inconseqüência tucana pode ser vista na posição de políticos sem nenhum caráter como Roberto Freire, ou trêfegos e ridículos exemplos de suposta moralidade, Jéferson Peres. Satélites em torno da hipocrisia udenista. FHC clamou por Lacerda.

O que vem por aí depois das eleições é uma tentativa de golpe.

A questão não é Lula e nem deixa de ser Lula.

O "ser ou não ser" não passa por eleições e nem pelo arremedo de democracia que temos. A luta é de resistência e passa pelas ruas. Do contrário esses caras vão inocular veneno no processo de luta popular.

Sobre Cristóvam nem precisa falar. O cara é o oportunista mais sem vergonha da política brasileira.

É efeito do veneno tucano. Ele instila o ódio e cega as pessoas. Paralisa.

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