Pages

domingo, 26 de março de 2006

Pobres, negros e índios: go home


Graças do PSDB e ao PFL, os negros, os índios e os estudantes egressos de escolas públicas estão mais distantes da universidade.

Deu na Carta Capital: "Na terça-feira, dia 21, a Câmara dos Deputados provou requerimento, de autoria dos deputados Alberto Goldman e Rodrigo Maia, contra o acordo de lideranças que determinava a aprovação em regime de urgência do projeto de lei das cotas. Segundo a proposta do governo, 50% das vagas em instituições federais de ensino superior serão reservadas para estudantes oriundos de escolas públicas, com a garantia da inclusão de negros e índios em percentuais mínimos correspondentes à participação desses grupos na população de cada região.

Com a aprovação do recurso do PSDB e do PFL, a matéria entrará na fila de espera da pauta da Câmara num momento em que o acirramento das disputas políticas tende a reduzir a simpatia de muitos parlamentares em relação a propostas apresentadas ou apoiadas pelo governo. Movimentos sociais buscam, junto ao Ministério da Educação, alternativas para a adoção das cotas. Segundo Sérgio José Custódio, coordenador do Movimento dos Sem-Universidade (MSU), o MEC poderia convidar as instituições de ensino superior federais a aderir espontaneamente aos termos do acordo urdido em fevereiro entre movimentos sociais, governo e reitores. O acordo prevê a implantação progressiva da reserva de vagas mediante o repasse de recursos adicionais para assistência aos estudantes.

Uma reforma democrática e republicana da educação brasileira, se não implica necessariamente a adoção integral do atual projeto das cotas, exige ações vigorosas e abrangentes que se traduzam numa repartição mais justa do elitizado bolo das melhores oportunidades educacionais. E, hoje, o principal caminho nessa direção que se oferece ao País é a aprovação da proposta em tramitação na Câmara. Cabe à opinião pública, aos movimentos sociais, ao governo e aos parlamentares não permitir que essa preciosa oportunidade seja desperdiçada."

Jens

0 Comentários:

Postar um comentário


Meus queridos e minhas queridas leitoras

Não publicamos comentários anônimos

Obrigada pela colaboração