Um código não escrito parece nortear a atuação na grande imprensa em relação ao governo federal. Segundo esta regra, todos os denunciantes e delatores merecem crédito irrestrito, desde suas revelações sejam prejudiciais ao governo. Este foi o caso, para citar apenas dois exemplos, do doleiro "Toninho da Barcelona" e do juiz Rocha Mattos, ambos cumprindo pena na prisão, que ganharam manchetes de jornais e capas de revistas.
Já quando as denúncias envolvem a oposição, a mídia reage num outro diapasão. Foram relegadas ao ocaso, por exemplo, o lobista Nilton Monteiro, que afirma possuir documentos que atestam a veracidade da Lista de Furnas e também o juiz federal do Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, que investiga a participação de políticos ligados à oposição com o Comendador João Arcanjo, outro criminoso que está atrás das grandes. Entre estes, aliás, está o ilibado (hummmm...) senador tucano Antero Paes de Barros, por coincidência o mesmo que "descobriu" o caseiro Francenildo para o mundo.
Muito seletiva a nossa brava grande imprensa: só veste a capa de paladino da moralidade quando lhe convém.
Não é de admirar que a venda de jornais e revistas esteja em queda
Jens





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