A conta de transações correntes do país registrou um recorde histórico em 2005. O saldo ficou positivo em US$ 14,199 bilhões, o melhor desde o início da série do Banco Central, em 1947. Em 2004, o superávit dessa conta foi de US$ 11,738 bilhões. Foi o terceiro ano seguido em que o Brasil ficou com saldo positivo nessa conta.
A conta corrente é importante porque reflete as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda.
O resultado das contas externas tem sido destacado por membros do governo Lula como uma das principais conquistas da política econômica.
Em 2002, o Brasil viveu uma crise de confiança externa durante o processo eleitoral. Para Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, hoje o cenário é outro, já que os indicadores de sustentabilidade das contas externas são muito melhores.
O superávit também recorde da balança comercial no ano passado, de US$ 44,757 bilhões, foi o item que mais colaborou para o saldo das transações correntes. Já a conta de serviços e renda teve um saldo negativo de US$ 34,115 bilhões e as despesas unilaterais, um superávit de US$ 3,558 bilhões.
Para você entender melhor....
A dívida pública é resultado da soma da dívida interna com a dívida externa. E o cálculo para se saber se ela está aumentando ou diminuindo é a chamada dívida líquida do setor público como proporção do PIB ou relação dívida/PIB.
Em 1994, a relação dívida/PIB foi de 30%. Em 2002 já estava em 57,5%. Já em 2005 ela fechou em 51,6%.
Logo, a relação dívida/PIB caiu, no governo Lula, de 57,5% para 51,6%.
Além disso, no governo Lula a dívida externa diminuiu de US$ 210 bilhões para US$ 165 bilhões.
Já no governo FHC ela aumentou de US$ 150 bilhões para US$ 210 bilhões.





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