Completamente equivocada e sem nexo a posição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contrária à execução do projeto de integração do rio São Francisco, alegando que seus canais cortariam terras indígenas. Nenhum dos canais do projeto atravessa terras indígenas. É fácil conferir. Outro equívoco: não é o Comitê da Bacia do São Francisco que aprova projetos hídricos, mas a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, que por larga maioria de votos aprovou o projeto que prevê a integração da bacia do rio São Francisco às bacias dos rios intermitentes do Nordeste Setentrional, com objetivo de oferecer segurança hídrica às populações das pequenas, médias e grandes cidades daquela região, que, em 2025, serão 12 milhões de habitantes. O projeto é financeiramente viável, socialmente justo e ambientalmente sustentável, tendo ainda o mérito de levar água a quem tem sede, como estabelece a Constituição Federal. A posição da OAB foi condenada pelo jornal Hoje em Dia (MG), que em editorial (07/02/06)) diz: “A OAB parece que quer extrapolar suas funções dentro da República. Em vez de ser representante de uma categoria profissional, como a dos engenheiros, a dos arquitetos ou a dos médicos, age, agora, como um partido político. E dos poderosos, que tomam decisões pelo Judiciário, pelo Executivo e pelo Legislativo”.
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