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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

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As manchetes:

*Cientista político diz que pesquisa inviabiliza candidatura Serra
*PSDB pede auditoria na pesquisa que mostra vitória de Lula contra Serra
*PF já tem cópia com carimbos originais da lista de Furnas
*Diretor do Iuperj não descarta vitória de Lula no 1º turno
*Para Cesar Maia, pesquisa CNT/Sensus é forjada
*Eleição de líder reflete divisão no PSDB

As matérias :

Estado
14 de fevereiro de 2006 - 17:16

Cientista político diz que pesquisa inviabiliza candidatura Serra Fábio Wanderley Reis considera que a opção do partido por Serra ´seria temerária e não faria sentido´
Raquel Massote

A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida por mais um mandato presidencial, apontada pela pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, praticamente inviabiliza a candidatura do prefeito José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto. A avaliação foi feita pelo cientista político Fábio Wanderley Reis, que considera que a opção do partido por Serra "seria temerária e não faria sentido".

Ele acredita que, mesmo com um nível de rejeição alto de 35,8%, a reeleição do presidente não pode ser desconsiderada. "Acho que o Lula volta a ser um candidato muito forte, mas longe de ser um candidato imbatível porque tem uma taxa alta de rejeição. Mas de toda maneira é o candidato favorito". Do ponto de vista da disputa interna no PSDB, o resultado da pesquisa é uma ótima notícia para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, "pois desincentiva fortemente a candidatura Serra".
Para o cientista e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), se fosse escolhido para confrontar Lula na disputa, Serra ainda teria o ônus de deixar a prefeitura paulista, que ocupa há pouco tempo, além de ter assumido o compromisso de não abandonar o cargo. De qualquer forma o partido possui outro candidato com alguma viabilidade. Ele acredita, inclusive que os dados de pesquisa como esta poderão motivar o PSDB a definir rapidamente o nome que irá disputar a presidência. "A tendência é que eles (PSDB) se apressem, até porque, Lula está fazendo campanha sozinho", disse.
Fábio Wanderley comentou ainda as informações de que Serra teria delegado ao partido a definição sobre o seu destino pessoal e de que só aceitaria participar da disputa à Presidência, e renunciar à prefeitura de São Paulo, se esta fosse uma decisão dos tucanos. "Independentemente de onde venha a iniciativa, mesmo que haja um certo empenho do partido está longe de ser certo que seja do interesse dele a se lançar como candidato, se for tomado como base o resultado de uma pesquisa como essa", avaliou.
O cientista acredita ainda que a diferença entre Lula e o outro pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin (51,3% a 29,7% das intenções de voto), não significa que o governador não possa crescer nas pesquisas. "Eu acho que ele (Alckmin) tem razão quanto à idéia de que na dinâmica da campanha se tornar mais conhecido", disse.

PSDB pede auditoria na pesquisa que mostra vitória de Lula contra Serra
FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília
Diante da pesquisa que mostra uma vitória com folga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que pedirá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma auditoria no levantamento. Ele disse desconfiar que o governo possa ter operado para adulterar a pesquisa a favor de Lula. "Desse governo eu já vi Santo André [o assassinato do prefeito Celso Daniel], 'mensalão' e toda a sorte de barbaridades. Eu não duvido nada em se tratando deles", afirmou.Virgílio aponta supostas distorções nos dados divulgados nesta terça-feira, como a redução da vantagem de Lula para Serra quando a quantidade de candidatos listados é maior. Na opinião do tucano, há um "contra-senso": quando há menos candidatos, Serra tem mais votos; quando aumentam a quantidade, o tucano tem menos votos.O líder tucano reclama ainda da exclusão de uma pergunta da pesquisa sobre os reflexos da crise política na imagem do presidente Lula. No entanto, é prática corrente do Instituto Sensus trocar perguntas de um levantamento para outro.Virgílio nega que a declaração é um reclame da oposição diante da recuperação de Lula. Disse inclusive que o PSDB tem pesquisas que confirmam a recuperação do presidente, mas declarou não confiar no instituto Sensus. De acordo com ele, o PSDB não pediu auditoria anteriormente, quando Serra vencia Lula, porque não havia encontrado distorções na pesquisa.
PF já tem cópia com carimbos originais da lista de Furnas
A Polícia Federal obteve, no início desta semana, uma nova cópia da chamada "lista de Furnas" com autenticações originais que reforçam a tese de que a relação, que tem provocado a ira da oposição ao governo Lula, seja verdadeira. Fontes ligadas à apuração revelaram, nesta terça-feira, ter conseguido uma cópia da relação com selos originais do Cartório de Quarto Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Ex-diretor de Furnas vai depor protegido por habeas
Até então, a PF trabalhava sobre uma fotocópia do documento, que impedia uma análise aprofundada de seu conteúdo. A nova prova, que está anexada ao inquérito que apura irregularidades em Furnas, confirmaria que a cópia em poder da PF foi feita a partir de uma versão original.
O documento traz os nomes de 156 políticos da base aliada do então presidente Fernando Henrique Cardoso, principalmente do PSDB e PFL, que teriam se beneficiado de um suposto esquema de financiamento irregular de campanhas montado a partir de Furnas, em 2002. No documento, segundo essa mesma fonte, constam os selos holográficos e as assinaturas de servidores do cartório responsáveis por atribuir-lhe fidelidade.
Em depoimento à PF na semana passada, o tabelião Hamilton Barros e o escrivão Fábio Dello, funcionários do cartório do Rio, afirmaram ter dado o aval ao documento com base na apresentação do original. Eles alegaram aos policiais, conforme seus depoimentos, ter conhecimento suficiente para não serem induzidos ao erro.
Na mais recente versão da lista consta de forma mais legível a assinatura do ex-diretor de Furnas Dimas Fabiano Toledo, a quem a autoria do documento é atribuída. Em depoimento à PF na quinta-feira, no Rio, ele voltou a negar qualquer participação em sua elaboração e disse que a lista seria uma fraude. Toledo tem depoimento marcado na CPI dos Correios na quarta-feira.
Nesta tarde, Toledo obteve do Supremo Tribunal Federal uma liminar que lhe concede o direito de ficar calado caso entenda necessário. O fato novo em relação ao documento deverá provocar repercussões na reunião da CPI. Setores da oposição, representados principalmente pelo PSDB, têm acusado o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de transformar a PF em polícia política em função das investigações sobre a lista.
Com isso, os adversários do governo tentam se articular para conseguir aprovar um requerimento para a convocação de Bastos. A bancada governista, por outro lado, tenta evitar o comparecimento do ministro à comissão e exige a marcação do depoimento do lobista mineiro Nilton Monteiro, que teria revelado a existência da lista de Furnas.
A reunião administrativa da CPI que estava marcada para acontecer nesta manhã foi cancelada. Segundo a senadora Ideli Salvati (PT-SC), o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), alegou que a reunião seria desmarcada "para não acirrar ainda mais os ânimos" entre governistas e oposicionistas.
Reuters

Diretor do Iuperj não descarta vitória de Lula no 1º turno Marcus Figueiredo acha que a chave para esta questão está no PMDB
Gustavo Freire

Brasília - O diretor de pesquisas do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Marcus Figueiredo, disse à Agência Estado que não descarta a hipótese da eleição presidencial deste ano ser resolvida ainda no primeiro turno. "A chave para esta questão está no PMDB", disse Figueiredo ao comentar os resultados da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira.

Ele acredita que a probabilidade de definição das eleições ainda no primeiro turno aumentaria muito se o PMDB resolvesse apoiar a candidatura do presidente Lula e desistir da idéia de ter candidato próprio nas eleições de outubro. "Neste cenário, o eleitorado teria que se definir somente entre duas candidaturas fortes e a chance de termos a eleição definida no primeiro turno aumentaria", afirmou.

A grande incógnita dentro do PMDB, segundo Figueiredo, é o nome do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. "Não podemos esquecer que em 2002 o Garotinho só não foi para o segundo turno com o então candidato Lula por uma diferença de apenas quatro pontos porcentuais em relação ao candidato do PSDB, José Serra", disse. Ele disse que naquela época o ex-governador do Rio de Janeiro foi candidato pelo PSB, partido com pouca estrutura. "A estrutura do PMDB é muito maior e isto tende a torná-lo mais competitivo", disse.
Impacto do mínimo

O fato de Garotinho aparecer nas pesquisas com índices de intenção de voto variando entre 10% e 14% não seria motivo, na opinião do diretor de pesquisas do Iuperj, para descartá-lo como candidato competitivo. "Ainda temos muito tempo pela frente e o índice de indefinição do eleitorado ainda é elevado", comentou. Na pesquisa divulgada hoje, este índice de indefinição foi reduzido de 60,2% para 50,4% nas simulações de votos com respostas espontâneas.

No PSDB, o diretor de pesquisas do Iuperj afirmou que o nome do prefeito de São Paulo ainda é o mais forte dentro do partido. "Serra é o nome mais conhecido e as pesquisas têm apresentado muita volatilidade nos últimos meses", disse. O nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ainda não é muito conhecido nacionalmente. "O governador de São Paulo teria que construir uma campanha para tornar seu nome mais conhecido entre os eleitores", comentou. Em compensação, o desconhecimento de Alckmin o faz ter um índice de rejeição menor que o de Serra.

Os números da pesquisa CNT/Sensus, segundo Figueiredo, também mostraram uma forte desvinculação do nome do presidente Lula em relação ao PT. "Isto é bom para ele. O partido esteve envolvido em uma grave crise interna nos últimos meses em função das denúncias de corrupção", disse. Sobre a possibilidade de Lula ter atingido um teto na pesquisa da CNT/Sensus, o diretor de pesquisas do Iuperj afirmou que o nome de Lula ainda tem espaço para crescer em novas enquetes de opinião pública sobre as eleições de outubro. "A pesquisa de hoje ainda não pegou o impacto do aumento do salário mínimo e nem a melhora da economia dos últimos dias", comentou.

Para Cesar Maia, pesquisa CNT/Sensus é forjada
Adriana Chiarini

Rio de Janeiro - O prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato do PFL às eleições, Cesar Maia, divulgou uma nota extra de seu informativo diário mandado por e-mail Informação e Opinião (IOCM) dizendo que "auditar a pesquisa Sensus - que tem todo jeito de ser forjada - é urgente, para que se pare de manipular pesquisas com fins eleitorais". O prefeito apóia a candidatura do tucano José Serra, prefeito de São Paulo.
O texto diz que a pesquisa, que mostra Lula como o nome com mais intenções de voto nos dois turnos, "é completamente inconsistente". O texto comenta que pontos da pesquisa como o fato dos políticos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin aparecerem respectivamente com taxas de rejeição de 41,7% e 39,9%, bem maiores que as mostradas na pesquisa do Ibope. "Há cheiro de pesquisa forjada, de um apêndice do mensalão", diz o texto.
A edição da manhã do informativo, antes da divulgação detalhada da pesquisa CNT/Sensus, já tratava do assunto mas em termos bem mais comedidos. Segundo o boletim, de dezembro de um ano, a fevereiro do ano seguinte, as avaliações dos governos sempre melhoram. "Por que ? Porque é mês de Natal - e a mídia suaviza e tudo fica mais rosa, e se recebem presentes e afetos. O bolso melhora com o décimo terceiro. O réveillon produz magicamente uma sensação de começar de novo. Vem as férias de janeiro. Vem o carnaval".
O primeiro texto também afirma que "nenhum governo sobrevive a um escândalo substantivo e continuado. Depois do período de noticiário concentrado, a imprensa varia, e a avaliação do governo melhora. Mas na campanha volta tudo em cima - imagens & imagens".

Eleição de líder reflete divisão no PSDB
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CATIA SEABRA

da Folha de S.Paulo A disputa entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito José Serra pela preferência do PSDB para a candidatura à Presidência acabou contaminando o processo de eleição do novo líder do partido na Câmara.Pregando a renovação na bancada, defensores da candidatura de Alckmin à Presidência aderiram à campanha de João Almeida (BA) contra a de Jutahy Magalhães (BA), apontado como um dos principais articuladores de Serra. A eleição está programada para as 10h de amanhã.Como Jutahy foi líder por três anos --inclusive em 2003-- o argumento é o da necessidade de rodízio entre os deputados. Mas os aliados de Alckmin reconhecem que os laços com Serra pesam contra ele. "O fato de ele ser um coordenador de campanha de Serra não ajuda", disse Silvio Torres (SP), ex-presidente do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), subordinado ao governo estadual.Evocando a "democratização interna" e também simpática à candidatura de Alckmin, a deputada Yeda Crusius (RS) admite que a associação de Jutahy a Serra pesa. "E os líderes são importantes nas decisões partidárias."O comando do partido já manifesta preocupação de que o resultado da disputa seja debitado na conta de um dos postulantes à Presidência. Mas a queda-de-braço é tanta que o deputado Júlio Semeghini (SP) deverá antecipar o retorno de sua viagem em missão especial a Espanha para chegar a tempo da votação. Ele é um dos eleitores de Almeida.Além da promessa de alternância, João Almeida --que, antes de se lançar, esteve duas vezes com Alckmin e uma com Serra-- acena com juras de neutralidade. "Minha posição é de equilíbrio."Dizendo-se confiante na vitória, Jutahy disse que prefere esperar o resultado da votação para se manifestar. Em seu favor, Jutahy conta com a experiência acumulada nos anos de liderança e o conceito de bom articulador. Para a disputa, ele teria conquistado o apoio dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e de Minas, Aécio Neves, além do Maranhão e Tocantins. Mas ainda não foi formalizado. A bancada do Ceará, que se reunirá hoje, está dividida.Embora a bancada de Goiás só fosse definir seu voto num jantar ontem, Leonardo Vilela apontava para o favoritismo de Jutahy, que, segundo ele, seria menos temperamental que Almeida. Ontem, ele reproduzia uma preocupação do comando do partido: "Não é bom que a escolha do líder tenha conotação de vitória de um candidato em prejuízo do outro", disse.Mantido o placar de uma reunião preliminar no mês passado --quando foi derrotada a obrigatoriedade de alternância na liderança-- Jutahy teria hoje mais de 30 dos 55 eleitores da bancada. Ontem, segundo cálculos dos dois lados, os cabos eleitorais de Alckmin estariam com Almeida. Mas havia exceções. Em dúvida sobre a possibilidade de Serra se lançar, Custódio Mattos (MG) é eleitor de Jutahy. Apostando até nas chances de vitória de Serra no primeiro turno, Antônio Carlos Pannunzio (SP) justifica: "Jutahy é uma das nossas melhores cabeças. Mas voto com o sistema de alternância".

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