
Privatizações
Sobre a proposta de uma CPI para investigar a desestatização no governo tucano, FHC perguntou: "Privatizações, tema a que se volta toda hora, o que é que há com as privatizações?" (em seguida, afirmou que elas renderam US$ 78 bilhões ao Tesouro). O que é que há com as privatizações? CartaCapital >relembra alguns fatos. O governo do PSDB agiu diretamente para favorecer o Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas no leilão da Telebrás. A voracidade de DD gerou o maior imbróglio comercial do País, afastou investidores >estrangeiros do setor de telecomunicações e até hoje causa prejuízos ao patrimônio dos fundos de pensão. Infelizmente, para os que tentam reescrever a história, os grampos do BNDES não podem ser apagados dos >arquivos da imprensa e da Justiça. Qualquer um pode consultá-los e lá encontrar, por exemplo, um ilustrativo diálogo entre o então presidente do BNDES, André Lara Resende, e FHC. Preocupado com a formação dos consórcios, Lara Resende sugere ao presidente que faça pressão sobre as fundações. Diz o presidente do banco público: "A idéia é que podemos usá-lo para isso". FHC responde: "Não tenha dúvidas". O ex-presidente não estendeu os braços a >DD somente na época do leilão da Telebrás. Em 2002, durante um dos momentos mais críticos da relação do Opportunity com os fundos de pensão e alguns dos sócios estrangeiros, FHC recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto "na calada da noite", para usar uma expressão do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini. Poucas semanas depois, o governo fez uma dura intervenção nas fundações, o que deu fôlego ao orelhudo. A atuação do governo lembra o poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade. "Ricardo Sérgio, que controlava os fundos e se acertava com André Lara Resende, que tinha sido sócio de Pérsio Arida, que era sócio de Dantas. Arida, que vivia com Elena Landau, que formulou o programa de privatização e virou consultora do Opportunity. O Opportunity, que amealhou uma fortuna, contratou a Kroll, grampeou concorrentes e ameaça a República..."





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