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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Complica a situação de Aécio com aeroporto. Batalhão de advogados são contratados. Globo abafa.


Além dos advogados que já o atendem, Aécio Neves contratou também mais dois que foram ex-ministros do STF, para reforçar sua defesa em possíveis processos civis e criminais, pela construção e uso do aeroporto de Cláudio (MG).

O advogado Ayres Britto e Carlos Velloso foram contatados para emitir parecer sobre a legalidade da desapropriação da terra do tio, e só. Mesmo assim, ambos fizeram ressalvas. Veloso estava em Portugal e ressalvou que "enviava uma breve opinião legal" sobre o caso, dizendo uma coisa genérica, praticamente descrevendo como é a lei, e dizendo que se a desapropriação foi feita de acordo com a lei, então a construção do aeroporto não haveria ilegalidade quanto a esta questão, sem entrar em outros questionamentos. Britto foi na mesma linha, citando a cronologia dos documento de desapropriação e licitação para construção.

A coisa está tão feia que Aécio convocou entrevista coletiva, mas se recusou a responder perguntas, se limitando a ler um texto preparado com o aval de seus advogados e marqueteiros. Nem isso o Jornal Nacional da TV Globo levou ao ar, numa clara manobra de blindar o tucano no noticiário. O telejornal nem tocou no assunto do dia a dia dos candidatos para não expor Aécio, apostando no esquecimento do eleitor.

Uma pergunta muito simples Aécio se recusou a responder: Usou ou não o aeroporto? A reportagem do jornal Folha de São Paulo apurou com testemunho de parentes de Aécio em Cláudio que ele usou sim, e várias vezes. Isso pode complicar bastante a situação jurídica do tucano. Por isso é compreensível que ele não responda aos repórteres e só fale em juízo para evitar se incriminar, mas não pega bem para sua imagem perante os eleitores.



Pelas declarações do senador tucano, a estratégia de defesa é focar só na questão burocrática da legalidade da desapropriação do terreno do tio, sem entrar em outros detalhes.

Porém a linha de investigação do Ministério Público vai bem além disso. Começa em avaliar se a decisão de investir um valor tão alto do dinheiro público em uma localidade sem movimento aéreo que justifique atendeu ao interesse privado em vez de atender ao interesse público, principalmente porque há um aeroporto regional ao lado na cidade de Divinópolis, que atende perfeitamente a cidade de Cláudio.

Outra questão a ser investigada é se a escolha da terra do tio era a mais adequada. O laudo ambiental da obra, mostra que a pista cascalhada antiga não foi aproveitada, havendo aterros para nivelar a inclinação do terreno, mudança do traçado, em área de plantação de cana e de vegetação, sendo totalmente reconstruída. Diz que há uma linha de distribuição de eletricidade em um extremo do terreno. No outro extremo fica a curva da rodovia, o que coloca em dúvida se a localização foi tecnicamente a mais acertada para desapropriar. Qualquer outro terreno de cultivo ou de pasto meio plano e livre por ali serviria, principalmente mais distante da linha de transmissão e da curva da rodovia.

Ainda há o preço da obra. Aeroportos mais amplos e mais complexos ficaram com o custo muito mais baixo. Houve ou não superfaturamento? E além disso, a empreiteira que construiu o aeroporto foi doadora da campanha dos tucanos.

Outro mistério é apurar porque está pronto há quase quatro anos sem regularizar junto ao Comando da Aeronáutica e a ANAC. Sem isso o aeroporto não pode ser aberto ao público para uso. Se o aeroporto fosse necessário para atender a cidade, haveria interesse em abrir logo. É mais indício de que a construção pode ter sido mais para atender o interesse privado do senador.

É preciso apurar também porque deixar a posse de um bem público nas mãos privadas de seus parentes, detentores das chaves, como apurou o jornal.

Também há a necessidade de apurar o uso do aeroporto sem licença para pouso, como se fosse uma propriedade particular para uso exclusivo do senador e de sua família.

4 Comentários:

Galvão disse...

É preciso apurar também: 1º) Quem está pagando a manutenção do aeroporto. 2º) Avaliação do valor comercial da área desapropriada. O impasse na justiça pode ser uma maneira de impedir a legalização do aeroporto.

Marcos F.L. disse...

Quero ver o que o gordo safado faustão tem a dizer sobre um aeroporto construido com dinheiro público em terreno privado.

Missionária e Escritora Ester Neves disse...

Não vão conseguir tapar o sol com a peneira.

Guilherme Rech Bessi disse...

Esse crápula ainda dizia que a população precisava de hospitais padrão Fifa, não de estádios. E agora, o que ele dirá?!

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