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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Imprensa sem vazador




O Presidente Lula ontem em Nova York que vazar informação sigilosa à imprensa é "roubo" e, portanto, uma atitude que deve ser punida criminalmente. Lula disse que, é preciso "responsabilidade" para que se possa "conviver" com a liberdade de imprensa. "A liberdade de imprensa pressupõe aumentar a responsabilidade de todos para podermos conviver com ela. A liberdade de imprensa não pode pressupor que alguém possa roubar informações, que essas informações sejam divulgadas e que a pessoa que as tenha roubado fique impune, porque senão você terá dois tipos de cidadãos no Brasil: você terá um que estará subordinado à Constituição e à legislação, e você terá um que pode tudo. Então, é apenas ter cuidado", disse o presidente, afirmando que sua posição não é "contra-senso".

A afirmação foi dada em resposta a um jornalista que perguntou se a defesa da liberdade de imprensa feita por Lula na segunda-feira não contrariava o projeto de lei enviado dias antes ao Congresso que propõe criminalizar vazamento de informação sigilosa a órgãos de comunicação.

Na prática, a lei oferece brecha também para punição a veículos que divulguem escutas telefônicas ilegais ou legais sob segredo de Justiça. Ao receber um prêmio da agência de notícias IPS (Inter Press Service), o Presidente havia falado sobre a mídia livre diversas vezes. Disse também, que críticas negativas podem não ter efeito, já que "o povo", consegue perceber a verdade "nos olhos de quem fala na TV", "na voz de quem ouve no rádio", "nas palavras que lê nos jornais".

"Quando defendo a liberdade de imprensa, é porque eu digo todo santo dia: só sou o que sou porque no Brasil há liberdade de imprensa, mesmo quando falavam mal de mim. Não quero liberdade para falarem bem, quero liberdade para dizer a verdade. Quando as pessoas não disserem a verdade, o povo fará o seu julgamento", disse.

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