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terça-feira, 15 de julho de 2008

A Justiça é cega, mas lê em Braile!.





Parte da Justiça fecha os olhos para os verdadeiros ladrões dos cofres públicos, do povo brasileiro, dos mais humildes, mas para isso usa o "tato", tem os dedos bastante delicados para identificar notas de R$ 100,00

O pronuciamento destemperado do Presidente do STF, mostra que as ações da PF começam a preocupar várias autoridades, não pelos excessos, mas pela abrangência de suas investigações e de suas prisões, que aliás, o Poder Judiciário insiste neste academicismo terceiro mundista em defender os interesses daqueles que assaltam os bens públicos e teêm na justiça um porto seguro para a impunidade. A POLÍCIA FEDERAL é um dos poucos órgãos que defendem os interesses da nação, dos cidadãos, dos homens e mulheres de bem, sempre alicerçados na legalidade e no respeito às Instituições .Ataques como esse não podem intimidar a PF, é o que desejamos, nós simples Cidadãos Brasileiros.

Eles gastam, nós pagamos

Enquanto os admiradores de Daniel Dantas, como por exemplo Heráclito Fortes , se revezavam na tribuna, todos coléricos em mostrar que algemas não combinam com punhos de renda, os integrantes da mesa do Senado articulavam nas sombras outro caso de polícia: a partida de mais um trem da alegria. O comboio vai transportar para a boa vida nos gabinetes 97 "assessores técnicos" contratados sem concurso. Cada passageiro vai embolsar R$ 9,97 mil por mês.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, depois de jurar se opôs ao desperdício, transferiu a decisão para o plenário. Que vai aprová-la, claro. Os brasileiros são muito distraídos. Os senadores são muito ágeis.

"A justiça não é cega para todos"

A prisão de Daniel Dantas faz lembrar a saudosa escritora e jornalista italiana Camilla Cederna. Nos anos 70, quando a Máfia já contava com um banqueiro, Michele Sindona, uma viagem de trabalho à siciliana Palermo induziu Cederna a dolorosas preocupações.

Pelas paredes da cidade, ela notou a repetição de uma intimidatória frase mafiosa, escrita em carvão: “Chi ha soldi e amicizie va in culo alla Giustizia” (quem tem dinheiro e amizades, pode mandar tomar (etc.) a Justiça).

Numa das interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal e referente à Operação Satiagraha, soube-se que o empresário Daniel Dantas temia as decisões dos juízes de primeiro grau. Mas, com relação aos tribunais superiores, incluído o Supremo Tribunal Federal (STF), ele acreditava no seu poder de influência.


No Brasil o que vale é o verbo "ter", TER dinheiro, TER amigo influente, TER bons advogados, Ter quem comprar...Gilmar Mendes sabe disso.


Para alegrar sua terça-feira, vamos rir um pouco...

Ontem no jornal nacional, Gilmar Mendes negou a existência de privilégios nos tribunais superiores,também contestou que o Supremo dê tratamento privilegiado aos ricos e sapecou ao vivo e a cores: “Muitas vezes, o Tribunal tem recebido hábeas corpus até em papel de pão.

Só para lembrar Gilmar Mendes: Judiciário e os chinelos do lavrador

"Um simples par de chinelos de dedo, costumeiramente usados por tantos brasileiros, abriu uma ampla polêmica no Judiciário do município de Cascavel (PR), situado a 500 quilômetros de Curitiba. No dia 13, o juiz da Terceira Vara do Trabalho, Bento Luiz de Azambuja Moreira, cancelou uma audiência de instauração de dissídio apenas por ter constatado que as sandálias de dedo vestiam os pés de uma das partes, o trabalhador rural Joanir Ferreira. O calçado, segundo argumento relatado pelo próprio juiz no termo de audiência, é incompatível com a dignidade do Poder Judiciário". (O Estado de S.Paulo, 23/6/2007) Ou aqui

E a imprensa vendida...

Ou muitíssimo me engano, ou nenhum jornal fez qualquer coisa com a informação que se lê no 10º parágrafo da matéria "Dantas falou com Braz sobre a investigação", de Juliano Basile, no Valor Econômico

A informação tem nada a ver nem com Dantas, nem com Braz - e sim com o mais importante político brasileiro citado nos trechos já vazados do relatório da Operação Satiagraha. Seguinte:

"Ao falar de Naji Nahas, a Polícia Federal mostra-se impressionada com a habilidade do investidor no mercado financeiro. As gravações entre Nahas e doleiros revelariam, segundo a PF, que o investidor teria importantes informações privilegiadas. Em 5 de novembro de 2007, Nahas fala com um doleiro que a Cesp seria privatizada e monta operação para ganhar R$ 80 milhões, segundo a PF. O investidor diz na gravação que a privatização fora informada a ele pelo próprio "Serra" (governador de São Paulo, José Serra)."

Por escassa que seja a credibilidade do especulador - ele diz ter sabido com antecedência da decisão do Fed, o banco central americano, de aumentar os juros - o mínimo a esperar dos jornais de hoje seria um comentário de Serra a respeito (ou o seu eventual silêncio, se essa fosse a sua reação, caso procurado).

O que não pode é esse silêncio da mídia.

Veneno

Tem deputado morrendo de medo do recesso na semana que vem. Sabe como é: com a falta de assuntos diários, os jornalistas ficarão livres para investigar as ligações perigosas dos executivos do Banco Opportunity. E, depois que sai na imprensa, até explicar que é inocente, a imagem ilibada foi para o brejo.

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