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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Imprensa britânica destaca grau de risco do Brasil


"Foi no mínimo estranho ver de um lado o rei Carl XVI Gustaf, monarca da Suécia, de óculos, e de outro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o barbudo populista que governa o Brasil desde 2003, dentro de um ônibus no centro de Estocolmo no final do ano passado. Por que esses dois homens estavam ali? Uma frota de ônibus na capital sueca foi adaptada para usar o etanol, o biocombustível que rapidamente se torna um dos mais importantes produtos de exportação do Brasil, e o mais recente capítulo na notável história de ‘maioridade’ econômica do País."

Esta é a abertura de artigo assinado pelo jornalista Stephen Foley, do britânico The Independent , que em sua edição afirmou em ampla reportagem que a economia brasileira vive "tempos de Carnaval" após o anúncio da agência de risco Standard & Poor´´´s.

Segundo Foley, o mercado acionário brasileiro, já aquecido pelo boom nos preços das commodities do País e de outras exportações, disparou para um nível recorde na semana passada com a notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s declarou ser o País "recomendável para investimento".

"Especificamente, esse é um selo de aprovação para a dívida do governo brasileiro, mas é também o fim da longa e árdua jornada de trabalho na qual o País se empenhou para sair da crise financeira, da hiperinflação e da esclerose democrática", reconhece Foley.

Na análise de Foley, o País pode finalmente estar perto de cumprir sua promessa de potência econômica. "O Brasil é uma história de sucesso e os investidores estrangeiros acreditam no Brasil", disse Rafael Amiel, analista do instituto de pesquisa Global Insight. "Há estabilidade econômica, estabilidade de preço, as finanças públicas têm mostrado grande melhora e a economia cresce a ritmo bem mais rápido do que antes", disse Amiel.

Foley escreve que o crescimento explosivo da produção de etanol do Brasil é típico de um país rico em recursos naturais e cujo setor agrícola é considerado como um dos mais eficientes no mundo em desenvolvimento. O Brasil é o maior produtor do mundo de açúcar e café, cujas cotações têm subido nas bolsas globais. É também o maior produtor do mundo de minério de ferro, avidamente consumido pela China e por outros países em desenvolvimento. E então há o petróleo. Duas enormes descobertas na costa atlântica do Brasil têm o potencial de elevar o País para o grupo dos 10 principais produtores do mundo nos próximos dez anos. Embora leve tempo e dinheiro para desenvolver os campos em alto-mar, a Petrobras já completou uma série de promissores testes de perfuração. As reservas dos campos Tupi e Carioca têm sido aclamadas como as maiores descobertas de óleo dos últimos 30 anos.

Avanços macroecômicos

A "The Economist" também destacou, na edição de sexta-feira, os feitos alcançados pela economia brasileira. Além de afirmar que a conquista do grau de investimento reflete o progresso macroeconômico alcançado pelo País, a publicação inglesa ressalta que a nova classificação concedida pela Standard & Poor’s é um voto de confiança ao Brasil, depois de anos de desconfiança em relação à situação econômica do País. Para a The Economist, a política do presidente é aplaudida.

Eu sonho, um dia ver a imprensa do meu país, publicar essas notícias, que são manchetes de capas dos maiores jornais da imprensa internacional

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