Pages

Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de março de 2010

Presidente Lula amplia limite de empréstimos para Serra construir, trecho do Rodoanel e veículo leve sobre trilhos

O governo Lula autoriza hoje, três dias antes da renúncia do governador José Serra (PSDB), a ampliação da capacidade de endividamento do Estado de São Paulo em R$ 3,3 bilhões. Com a medida, o limite de empréstimos para o governo Serra salta de R$ 11,6 bilhões para R$ 14,9 bilhões.

Os empréstimos serão destinados à construção do trecho Norte do Rodoanel e à construção de um veículo leve sobre trilhos que irá até o estádio do Morumbi. As cifras poderão ser apresentadas na prestação de contas que Serra fará amanhã, em sua despedida, no Palácio dos Bandeirantes.

Serra - que investirá no perfil de empreendedor ao longo da campanha, adotando um lema na linha "saber fazer" - poderá incluir a reserva de recursos para o trecho norte como uma de suas obras.

Para o discurso, Serra pediu um balanço das ações de cada secretaria. Ao longo da campanha, apostará no perfil de político que busca soluções para garantir desenvolvimento.Mas, sem citar dinheiro federal nas obras

PT do Maranhão contraria Lula e não apoia Roseana

O PT no Maranhão contrariou a orientação nacional e a do Presidente Lula e não vai apoiar a governadora Roseana Sarney (PMDB) na disputa pela reeleição. Por apenas dois votos de diferença (87 a 85), os petistas decidiram apoiar o candidato do PC do B, deputado Flávio Dino, ao governo do Estado. Com isso, Roseana perderá o palanque exclusivo de Lula, considerado o principal puxador de votos no País, e deixará de ganhar cerca de 7 minutos de propaganda eleitoral na TV.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, esteve em São Luís para deixar claro a preferência da cúpula a favor de Roseana . O PT teria o cargo de vice na chapa. Com esse desfecho, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terá dois palanques no Maranhão.

Dino e seus aliados consideraram o resultado como se fosse a vitória de um primeiro turno eleitoral. "Não há mais espaço para uma hegemonia absoluta do grupo Sarney", afirmou o deputado. Já o grupo da governadora avaliou que terá metade do PT em sua campanha.

Roseana divulgou uma nota na qual ressaltou a aliança com Lula. "Gostaria de ter a participação do PT em coligação conosco e com os demais partidos da base aliada. Essa aliança traria benefícios para a candidatura Dilma", diz a nota.

PAC 2


No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), para uma plateia de empresários, governadores e prefeitos, que lotou o centro de convenções Brasil 21, o Presidente Lula defendeu a continuidade das ações do atual governo, porque "os pobres deste país precisam que seja feito mais e a economia precisa que isso aconteça". O lançamento de ontem, que prevê investimentos de R$ 958,9 bilhões para o período 2011-2014 e outros R$ 631,6 bilhões para o período pós-2014, ele poderá se alterado por governadores e prefeitos.

Lula lembrou uma ameaça feita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que disse que o PSDB acabará com o PAC caso José Serra seja eleito: "Quem entrar aqui na Presidência não vai poder simplesmente pegar e dizer: 'eu não vou fazer isso aqui, vou rasgar e vou fazer outra coisa', porque terá os governadores eleitos e os prefeitos eleitos no pé, para que ele cumpra o compromisso do Estado brasileiro com a redenção definitiva deste país."

Lula agradeceu o empenho da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, candidata à sucessão presidencial, e de sua equipe, na elaboração do PAC 2. "Sem eles, seria quase impossível lançarmos esse plano hoje". O presidente brincou com o antigo apelido dado por ele próprio a Dilma de mãe do PAC: "Certamente, eu não posso ficar chamando você de mãe eterna do PAC 2, porque daqui a pouco surge outra mãe aí, adotiva. E também não vou chamá-la de avó do PAC, porque isso não ajuda."

 Lula disse que o novo PAC é uma "prateleira de projetos" para que os governadores e prefeitos possam escolher as obras que desejam para suas cidades. "Para que quem vier a governar este país, em qualquer momento, não pegue o país como vocês pegaram as prefeituras, como vocês pegaram os governos dos estados e como nós pegamos aqui, em que você não tinha projeto. Tudo, você tinha que começar praticamente do zero", criticou.

Para Lula, o país vive agora um outro momento. "O que nós estamos querendo é dar fôlego para que este país possa pensar o futuro, em que um presidente da República venha a fazer um discurso e ele não tenha que ficar falando mal de quem saiu, e que ele tenha que apresentar propostas à frente, propostas para os nossos netos, para os nossos filhos".

O Presidente ainda provocou governadores de oposição, como José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), que não foram à solenidade. "Certamente, alguns companheiros governadores de outros partidos não vieram. E, se não vieram, não foi por oposição. É porque estão preocupados em gastar o dinheiro do PAC 1, que eles já receberam neste mandato".

Dilma abriu o seu discurso com uma fala perfeita para a propaganda eleitoral gratuita: desde o lançamento da primeira edição do PAC, duplicaram os investimentos públicos em relação ao PIB; os empregos na construção de rodovias aumentaram 76%, em saneamento 64% e na construção civil 31%. "Com o lançamento da segunda etapa do PAC, o governo firma o compromisso de colocar o investimento na ordem do dia. O Brasil cresceu com o PAC e vai, espero eu, continuar crescendo muito mais com o PAC 2", disse ela.