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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Jamil Murad (PCdoB-SP), da CPI , disse que “existem sinais de que os oposicionistas desejam terminar as investigações para sepultar a 'bomba".

O deputado Jamil Murad (PCdoB-SP), membro da CPI dos Correios, disse que o assunto não foi discutido na reunião administrativa da CPI nesta quinta-feira (2), mas que o clima estava carregado e “existem sinais de que os oposicionistas desejam terminar as investigações para sepultar a 'bomba' contra eles”.

Para Jamil, nos últimos dois meses vieram à tona várias denúncias do uso de caixa dois do PSDB e o comprometimento do PFL. “Caiu a máscara daqueles que queiram se colocar como defensores da ética, moral e bons costumes”, diz o parlamentar comunista, acrescentando que “a luta deles não é pela ética, é só para voltar ao poder e esses acontecimentos demostram que a presença deles no poder vai piorar a situação no país”.

O parlamentar lembrou que as investigações da CPI dos Correios registram que o “valerioduto” começou no governo Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-presidente do PSDB. Mas apesar das evidências, ele não foi convocado para depor na CPI e nem citado no relatório, reclamou. Jamil Murad destaca o fato de, ao mesmo tempo, o relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), anunciar que fará menção ao presidente Lula por crime de presunção.


Jamil insiste ainda na questão do banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, “comprometido com todo tipo de crime e homem de confiança do PSDB e PFL, que se esconde atrás de uma liminar, para evitar as investigações que esclareceriam crimes contra patrimônio nacional”.
Tom Cruz

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