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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Petrobras aprova aumento do combustível a qualquer momento, inclusive diariamente



Área técnica terá delegação para realizar ajustes a qualquer momento, inclusive diariamente

A Diretoria Executiva da Petrobras aprovou, quinta-feira (29/6), a revisão da política de preços de diesel e gasolina comercializados em suas refinarias, visando aumentar a frequência de ajustes nos preços, que passará a vigorar no dia 3 de julho.  A partir desta data, a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (-7% a +7%), respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP.  

A avaliação feita pelo GEMP, composto pelo Presidente da Petrobras, Diretor Executivo de Refino e Gás Natural e Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores, é de que os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados, recomendando uma maior frequência nos ajustes.Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

Procuradores da Lava Jato ameaçam abandonar cargos caso Raquel Dodge assuma chefia do MPF



Procuradores responsáveis pela Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República estão ameaçando deixar seus cargos caso a subprocuradora Raquel Dodge seja confirmada no Senado como nova chefe do Ministério Público Federal. De acordo com a revista Época, os investigadores não querem trabalhar com Dodge.

De acordo com a revista, os investigadores desconfiam da indicação dela, que seria uma tentativa do Michel Temer e do ministro Gilmar mendes de silenciar a Lava Jato de dentro pra fora.

Alguns dos procuradores já trabalharam com a subprocuradora e não teriam gostado do estilo centralizador dela, na visão deles. Eles também afirmaram não enxergar na procuradora a capacidade de comprar as brigas que o atual procurador-geral, Rodrigo Janot, comprou ao longo da operação.

Muitos procuradores já teriam avisado Janot informalmente que pretendem sair logo. Ele tenta, agora, debelar essas deserções. O argumento de Janot é de que os investigadores estariam caindo na armadilha de Temer, que estaria tentando rachar a Lava Jato.

No argumento de Janot, caso os procuradores saiam da investigação, eles poupariam Dogde do desgaste político de ter de afastá-los. Esse afastamento transcorreria lentamente, por meio de uma fritura. Mas ninguém duvida de que ocorreria. “Ninguém terá condições de trabalho com a Raquel”, diz um deles.

Outra consequência do abandono dos investigadores seria também o abandono de investigações sigilosas em andamento e a perda da memória dos casos já em estágio avançado.Segundo a revista, Janot deve ter dificuldades de manter alguns dos procuradores. Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

Ministro Marco Aurélio Mello derruba afastamento de Aécio Neves



Marco Aurélio Mello decidiu nesta sexta-feira (30) não acatar o novo pedido de prisão de Aécio Neves, feito pela PGR, e ainda restabelecer o mandato dele de senador. Com isto, Aécio, que enfrenta cinco inquéritos no Supremo, pode retomar as atividades no Legislativo.

O ministro do Supremo também derrubou outras restrições que tinham sido aplicadas, como a proibição de falar com outros investigados junto com ele, como a irmã Andrea Neves, e também de deixar o país.

Só não valeu e nem vale para a presidenta Dilma

Ao negar o pedido de prisão, Marco Aurélio afirmou que o voto do eleitor deve ser respeitado.

"A liminar de afastamento é, de regra, incabível, sobretudo se considerado o fato de o desempenho parlamentar estar vinculado a mandato que se exaure no tempo", escreveu o magistrado.

"Em síntese, o afastamento do exercício do mandato implica esvaziamento irreparável e irreversível da representação democrática conferida pelo voto popular."

Na decisão, Marco Aurélio afirma que a carreira política de Aécio Neves é "elogiável" e que o tucano é pai de família.

Essas condições, segundo o ministro, foram levadas em conta na decisão de revogar as medidas impostas a Aécio.

A PGR ainda pode recorrer, a fim de levar a decisão de Marco Aurélio a um colegiado (plenário ou turma) do STF.

"Críticas à atuação do Ministro da Justiça [feitas por Aécio em conversas citadas pela PGR] são normais, esperadas e, até mesmo, decorrentes do exercício legítimo da função do Legislativo, não revelando perigo concreto de influência nas atividades do Presidente da República ou de embaralhamento de investigações em curso", escreveu Marco Aurélio.

O ministro da Corte também considerou o afastamento de Aécio do mandato um risco à harmonia entre Legislativo e Judiciário, e entendeu que caberia ao Senado afastar Aécio, destacando a existência de um processo na Casa para cassar o mandato do tucano.

Aécio Neves havia sido afastado em maio, por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, após a deflagração da Operação Patmos, fase da Lava Jato baseada nas delações da JBS.

O afastamento foi um pedido da PGR, que apontou a possibilidade de Aécio Neves usar seu poder para atrapalhar as investigações. Fachin entendeu que a Constituição impedia a prisão do parlamentar e decidiu pelo afastamento.

O caso de Aécio, contudo, ficou com o ministro Marco Aurélio depois que Fachin fatiou as investigações da delação da JBS. A defesa  tinha entrada com recurso pelo retorno do parlamentar às atividades.

Presidência do PSDB

O senador tucano também estaria interessado em permanecer na presidência do PSDB por mais dois meses. De acordo com a Veja, ele teria pedido um prazo até setembro para oficializar a saída do comando. Tasso Jereissati, mandatário interino da legenda, teria aceitado esperar para assumir a cadeira definitivamente. Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

Doria aplicou R$ 5 milhões em empresa que será privatizada



A Prefeitura de São Paulo, em decreto publicado nesta quarta-feira (28), ele remanejou R$ 5 milhões para a São Paulo Turismo (antigo Anhembi), mesmo com o projeto de privatização da empresa já em andamento.

João Doria já havia aplicado verba na São Paulo Turismo em maio, com R$ 2,7 milhões, e em abril, com outros R$ 4,9 milhões. As informações são da Radar da Veja.

A Secretaria de Fazenda alegou à publicação que o crédito suplementar foi necessário para garantir que a empresa "continue a executar suas atividades e honrando seus compromissos com a sociedade, seus funcionários e credores", e que, mesmo com medidas de austeridade que teriam sido tomadas, ainda não foi possível equilibrar as finanças dela. Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ninguém se cerca de Geddeis, Moreiras & cia. se não por afinidade



A crise enlouqueceu mais um pouco. Com propensão a escapar de mais controles espontâneos e automáticos, sem que se anteveja quais seriam no estoque denominado Constituição.

Entre Michel Temer e Rodrigo Janot reduziu-se a reserva de respeito forçado no convívio dos Poderes. Certo é que, com avanço ou com recuo da crise, nenhuma das saídas imagináveis é sequer razoável. Já é muito grande a corrosão geral, e tão maior será quanto mais a crise perdure. No conjunto de incógnitas, a especulação mais interessante: o atual desalento da sociedade com o seu país será sempre desalento ou levará a um desabafo daqueles?

Se depender do Congresso, a segunda hipótese tem maior chance. A Câmara que abriu a corrida para o impeachment de uma presidente, por truque contábil de que nem era a autora, é a mesma com óbvia disposição de negar licença para o impeachment de um presidente assoberbado por denúncias. Desde corrupção, dificuldade de construir uma defesa sem contradições e inverdades, e ainda pelos 76% que desejam vê-lo rampa do Planalto abaixo.

As defesas apresentadas por Temer, aliás, têm um componente mais dramático do que policial ou judicial. Janot e seus procuradores estão convencidos de que os R$ 500 mil na mala passada por Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures eram, na verdade, destinados a Michel Temer. Nas suas três defesas públicas, Temer não fez alusão à mala e à prisão do seu representante autorizado junto a Joesley e aos interesses do grupo JBS/J&F (lamento a frustração, mas nada a ver com o J e F aqui no velho batente). Na argumentação, porém, esteve implícita a negação de envolvimento com a mala e seu conteúdo. Logo, Temer joga o amigo "de total confiança" no papel de único achacador, recebedor e dono dos R$ 500 mil. E nem adianta que Loures o desminta, se for o caso, por falta de prova. Está nas mãos de Temer, que não as estenderá, e de Joesley, que joga com interesses.

Por falar em defesas de Temer, há ainda uma contradição suicida na mais recente e já tão esmiuçada. A inexistência de adulteração e, portanto, a validade da sua gravação com Joesley Batista é afirmada pela perícia da Polícia Federal. Temer a considera "prova inválida e ilícita", pelas falhas de som em segundos e frações de segundo. Na ocasião, também disse: "na pesquisa feita seriamente pela Polícia Federal, pelo seu Instituto Nacional de Criminalística" (...). A competência técnica da PF e do INC não merece dúvida, se não há influência política externa ou interna. Reconhecido por Temer que a PF e o INC trabalharam "seriamente", está desmentido seu argumento de invalidade da perícia oficial como prova em fins judiciais.

Que fins serão esses e os demais, estão acima de fantasias primárias de renúncia de Temer "para bem do Brasil", "por patriotismo". Não há lideranças políticas, nem pensadores em condições de influência, para evitar que a crise siga com geração própria. E com a colaboração desesperada e mercantil de Michel Temer. Mas sem justificar surpresas.

Era fácil saber logo de quem se tratava: ninguém se cerca de Geddeis, Moreiras & cia. se não for por afinidade, se não tiver o mesmo propósito pelos mesmos meios. Apesar disso, Michel Temer foi e continua apoiado não só no Congresso, mas também, e talvez com mais força, no empresariado graúdo. Nas vestais do PSDB gananciosas da sucessão presidencial ou pendurados nos ministérios. Nos que empurraram o país para o buraco, pela ninharia de uma contabilidade inútil, e hoje calam sua responsabilidade, felizes no elitismo e trêmulos de medo da polícia e da Justiça.Por Janio de Freitas Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

Estudo do Senado diz que Reforma da Previdência vai prejudicar mais pobres, mulheres e negros



Proposta de Emenda à Constituição 287, que trata do tema, ainda está em análise na Câmara dos Deputados e deve ser apreciada pelos senadores no segundo semestre deste ano

Consultores legislativos do Senado consideram que alguns aspectos da reforma previdenciária defendida pelo governo terão impacto negativo no País, sobretudo na vida dos trabalhadores em situação precarizada, que possuem menor nível de escolaridade e de menores rendimentos, mulheres e negros. A Proposta de Emenda à Constituição 287, que trata do tema, ainda está em análise na Câmara dos Deputados e deve ser apreciada pelos senadores no segundo semestre deste ano.

Responsáveis pelo boletim "(Des)proteção social: impactos da reforma da Previdência no contexto urbano", os consultores Joana Mostafa e Mário Theodoro avaliam que, levando em conta a rotatividade média e o tempo médio de desemprego no Brasil, a exigência de pelo menos 40 anos de contribuição significa 53 anos de vida laboral ativa, enquanto o mínimo de 25 anos de contribuição equivalem a 33 anos de vida laboral ativa. "São números que denotam a perversidade e a falta de perspectiva social da PEC 287", concluem.

Os consultores destacam como principais alvos de crítica ao texto o fim da modalidade de aposentadoria por tempo de contribuição (ATC) para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a ampliação de 15 para 25 anos do tempo mínimo de contribuição para o acesso ao benefício da aposentadoria. "Ambas as propostas terão impacto deletério para o regime público de previdência social brasileiro, sua sustentabilidade, a inclusão e a garantia de benefícios pelos trabalhadores brasileiros", dizem no estudo.

Para os consultores, a mudança do tempo mínimo de contribuição para acesso à aposentadoria pode desorganizar o sistema público, dificultando o acesso de trabalhadores em situação precarizada e facilitando o cumprimento do período mínimo para aqueles que possuem condições mais estruturadas.

Já a ampliação da carência de 15 para 25 anos para acesso à aposentadoria no âmbito do RGPS urbano, segundo os pesquisadores, pode gerar "altos patamares de exclusão previdenciária", principalmente entre mulheres, negros e trabalhadores menos escolarizados e de menores rendimentos.

"Estimamos com base nas concessões de 2014 que 40,6% de todos os contribuintes urbanos não conseguirão ter acesso à aposentadoria se a carência for elevada para 25 anos. Ademais, essa exclusão será maior entre as mulheres do que entre os homens, de 56% e 27%, respectivamente - o que resultaria numa intensa masculinização da previdência social", diz outro trecho do estudo.

De acordo com os consultores, a proposta quer "colapsar" dois "Brasis" em um só. De um lado, dizem, há um Brasil com empregos mais estáveis, salários maiores e trabalhadores mais escolarizados, formados principalmente por homens, empregados via CLT, que se aposentam pela modalidade de tempo de contribuição aos 55 anos de idade, tendo acumulado 33 anos de contribuição, em média.

O "outro Brasil", que seria mais prejudicado, é composto por trabalhadores que têm trajetórias entrecortadas por períodos extensos de desemprego, marcadas pela informalidade e por longas jornadas de trabalho não remunerado, que se referem a cuidados e afazeres domésticos. Nesse Brasil, os trabalhadores são, em maioria, mulheres, têm menor remuneração, são menos escolarizados e têm acesso à aposentadoria por idade aos 64 anos, tendo acumulado apenas 19 anos de contribuição, em média. Aqui no Estadão que publicou a matéria tem uma simulação, a calculadora da providencia  Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

A fortuna de Aécio



O senador Aécio Neves não pode reclamar da sorte. Em março, ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Sua irmã foi presa por negociar a entrega do dinheiro. Seu primo foi preso por receber o pagamento. Ele continuou solto, graças à imunidade parlamentar.

Em 2014, o tucano prometeu combater a corrupção e recebeu 51 milhões de votos para presidente. Depois da divulgação dos áudios, ele pareceu condenado à morte política. Faltaria cumprir o rito fúnebre, com a perda do mandato e da liberdade.

Aécio sumiu do Senado, mas continuou a se mexer nos bastidores. Mesmo afastado do comando do PSDB, ele ajudou a articular a permanência do partido na base do governo Temer. Aos poucos, sua fidelidade começa a ser recompensada.

Na semana passada, o tucano colheu três boas notícias. O Supremo Tribunal Federal tirou sua irmã da cadeia. O ministro Gilmar Mendes foi sorteado para relatar um de seus inquéritos por suspeita de corrupção. Para fechar o pacote, o Conselho de Ética arquivou a representação que pedia a cassação de seu mandato.

"Indeferi por falta de provas", declarou o presidente do conselho, João Alberto Souza. O peemedebista é conhecido por ajudar colegas em apuros e já salvou figuras como Jader Barbalho e Renan Calheiros.

Nesta semana, Aécio voltou a ganhar motivos para sorrir. Na terça, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar outro inquérito sobre ele. No caso, o tucano é suspeito de receber propina na construção da sede do governo de Minas, que custou mais de R$ 2 bilhões.

Até o início do ano, Moraes era filiado ao PSDB e recebia ordens do senador. Apesar disso, ministro não deu nenhum sinal de que vá se declarar suspeito para julgá-lo.

O dicionário "Houaiss" registra dois significados para o verbete "fortuna": "boa sorte, felicidade, ventura" e "soma vultosa de dinheiro". Como se vê, Aécio pode se considerar duplamente afortunado.Por Bernardo Mello -

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Delação que envolve arrecadador de campanha de tucanos enfrenta resistência do MPF



Doleiro e empresário afirmou que mostraria provas de um repasse de R$ 100 milhões em propina a Paulo Vieira, o Paulo Preto, durante a gestão de José Serra como governador de São Paulo.Nas primeiras tratativas para fechar delação premiada, Assad delatou Paulo Vieira Souza que, além de ex-diretor da Dersa, é sabidamente ligado a políticos do PSDB. O doleiro afirma ter provas de propinas em obras tocadas há anos pelos sucessivos governadores tucanos de São Paulo. Todas já foram denunciadas pelo Ministério Público Paulista, mas o caso não andou.Apesar disso, o depoimento do doleiro para o Ministério Público Federal de Curitiba foi avaliado como "frágil, mesmo sendo Assad considerado o operador central de desvios de recursos dessas obras....Continue lendo aqui

Tucano Alexandre de Moraes é novo relator de inquérito de Aécio Neves



O ministro do STF Alexandre de Moraes, que estava filiado ao PSDB até ser indicado à Corte pelo presidente Michel Temer, foi sorteado o novo relator do inquérito 4392, contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Este foi um dos cinco inquéritos abertos a partir dos acordos de colaboração premiada de executivos da Odebrecht, que foram redistribuídos nesta terça-feira (27).

Até agora, outros sete inquéritos surgidos a partir da delação da Odebrecht já foram redistribuídos. Na semana passada, uma das cinco investigações contra Aécio foi sorteada para o ministro Gilmar Mendes.

Alexandre de Moraes também ficou com inquérito 4429, contra os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM).

Já o inquérito 4428, contra o senador licenciado e ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o senador José Serra (PSDB-SP), foi distribuído para o ministro Gilmar Mendes.

O ministro Luis Roberto Barroso será o relator de dois inquéritos, um contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP) e outro contra o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

Gilmar Mendes diz que não se sente “nada impedido” em relatar inquérito contra o amigo  Aécio
 Escolhido relator de um dos inquéritos da Lava Jato que apura denúncias de ex-executivos da Odebrecht contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sinalizou nesta segunda-feira (26) que não se sente “nada impedido”, não vendo “nenhum impedimento” em relatar o caso na corte superior.  Leia também: Por que o MPF de Curitiba não quer o depoimento que envolve  Paulo Preto, que arrecadava dinheiro para os tucanos?

Temer abandonou qualquer compromisso com os fatos



Michel Temer recorreu a um truque antigo para reagir à denúncia por suposta prática de corrupção. Em vez de se defender, o presidente atacou o acusador. Ele subiu o tom contra o procurador-geral da República e classificou a peça entregue ao Supremo como "uma ficção".

A denúncia tem fragilidades, mas é Temer quem parece ter abandonado qualquer compromisso com os fatos. Nesta terça, ele começou o discurso agradecendo o "apoio extremamente espontâneo" dos parlamentares que estavam no Planalto. A tropa havia sido convocada minutos antes, em mensagens disparadas por celular.

O presidente apresentou duas versões distintas para a encrenca em que se meteu. Primeiro insinuou, sem apresentar provas, que o procurador Rodrigo Janot teria recebido propina para denunciá-lo. Depois disse que o dono da JBS o acusou no "desespero de se safar da cadeia".

Temer cometeu erros surpreendentes para quem se gaba de conhecer as leis. Chamou o áudio de Joesley Batista de "prova ilícita", apesar de o STF já ter autorizado o uso de conversas gravadas por um dos participantes. E acusou um ex-assessor de Janot de violar a quarentena, regra que inexiste para procuradores.

O presidente pareceu indeciso sobre o que pensa do empresário que o acusou. Ao justificar o encontro noturno no Jaburu, exaltou Joesley como o "maior produtor de proteína animal do país". Ao rebater a delação, voltou a chamá-lo de "bandido".

Numa tentativa de demonstrar que terá apoio para barrar a denúncia na Câmara, o presidente se cercou de deputados ao discursar. Pode ter sido uma ideia razoável, mas ele cochilou na seleção do elenco.

Do seu lado direito estava André Moura, réu em três ações penais e investigado por suspeita de homicídio. Do esquerdo, Raquel Muniz, mulher de um ex-prefeito preso sob acusação de corrupção. Logo atrás dela despontava Júlio Lopes, delatado na Lava Jato e citado nas investigações do esquema de Sérgio Cabral. Por Bernardo Mello

terça-feira, 27 de junho de 2017

Sem dinheiro, PF suspende emissão de passaporte às vésperas das férias escolares


A Polícia Federal informou nesta terça-feira que suspendeu a confecção de novas cadernetas de passaportes solicitadas a partir de hoje, 27/06, às 22 horas.

 Conforme a PF, “a medida decorre da insuficiência do orçamento destinado às atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem.” Chegou-se ao teto orçamentário para esse rubrica.
A instituição informa que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da PF continuarão funcionando normalmente. No entanto, não há previsão para entrega do passaporte solicitado, enquanto não for normalizada a situação orçamentária.Os usuários atendidos nos postos de emissão até o dia 27/06 receberão seus passaportes normalmente.

Janot pede para suspender lei da terceirização



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei da terceirização. Em mais uma ação que contraria o governo Michel Temer, o procurador argumenta que há inconstitucionalidade na recente mudança de regras do mercado de trabalho e pede a suspensão das novas regras. A documentação foi recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Gilmar Mendes será o relator do caso.

No pedido, Janot argumenta que houve descumprimento de um pedido do Executivo de retirada da pauta do projeto de lei que serviu de base para a lei da terceirização. O procurador-geral avalia ainda que a terceirização da atividade fim e a ampliação dos contratos temporários violam o regime constitucional de "emprego socialmente protegido" e outros itens da Constituição.

"É formalmente inconstitucional a Lei 13.429, de 31 de março de 2017, por vício na tramitação do projeto de lei 4.302/1998, que lhe deu origem. Não houve deliberação, pela Câmara dos Deputados, de requerimento de retirada da proposição legislativa, formulado por seu autor, o Presidente da República, antes da votação conclusiva", cita a documentação entregue ao Supremo.

Sem que a Câmara avaliasse o pedido do Palácio do Planalto de retirada do projeto da pauta, Janot argumenta que houve "usurpação de prerrogativa, em afronta à divisão funcional do poder". A situação, diz o PGR, "colide com a Constituição".

Mérito. Além de questionar a tramitação, o procurador-geral questiona o mérito do projeto. Ao Supremo, Janot argumenta que é inconstitucional a interpretação que autoriza a terceirização de atividade fim em empresas privadas e de órgãos da administração pública.

"Tal interpretação viola o regime constitucional de emprego socialmente protegido", cita a documentação. Também é mencionada violação à função social constitucional da empresa, ao princípio isonômico nas relações de trabalho e também à regra constitucional de concurso público nas empresas estatais.

"A lei impugnada configura legislação socialmente opressiva e desproporcional, que incorre em desvio de finalidade, porquanto subverte os fins que regem o desempenho da função estatal, em violação do interesse público", cita o documento assinado por Janot eletronicamente às 18h36 de segunda-feira, 26.

Outro item analisado por Janot é a ampliação do período máximo dos contratos temporários de trabalho - que passaram de três meses para até nove meses. Para o procurador, a nova regra "rompe com o caráter excepcional do regime de intermediação de mão de obra, adotado pela norma revogada, viola o regime constitucional de emprego socialmente protegido e esvazia a eficácia dos direitos fundamentais sociais dos trabalhadores". Além disso, o documento menciona há descumprimento da Declaração de Filadélfia e de convenções da Organização Internacional do Trabalho.No Estadão

Presidente da OAB cobra de Dallagnol nomes que o contrataram para palestras



O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, cobrou que o procurador Deltan Dallagnol apresente os nomes dos que o contrataram para palestras. "A sociedade tem o direito de saber quem são e quanto ele recebe por elas. O princípio da transparência vale para todos os servidores públicos", disse Lamachia, de acordo com informações do Painel.

A Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou na quarta-feira (23) procedimento para investigar a venda de palestras pelo procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR).

A polêmica começou após a Folha de S.Paulo mostrar que uma empresa estava oferecendo palestras do procurador por R$ 40 mil em seu website. A página foi retirada do ar, em seguida, e substituída por uma mensagem afirmando que a oferta não havia sido autorizada pelo palestrante. A empresa informou ainda que se retratava "por qualquer tipo de prejuízo e/ou situação que tenha vindo a causar ao Sr. Deltan Dallagnol". 

Corregedoria do MP investiga venda de palestras de Dallagnol

A Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou nesta quarta-feira (23) procedimento para investigar a venda de palestras pelo procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR).

A polêmica começou após o jornal Folha de S.Paulo mostrar que uma empresa estava oferecendo palestras do procurador por R$ 40 mil em seu site. A página foi retirada do ar, em seguida, e substituída por uma mensagem afirmando que a oferta não havia sido autorizada pelo palestrante.

A empresa informou ainda que se retrata "por qualquer tipo de prejuízo e/ou situação que tenha vindo a causar ao Sr. Deltan Dallagnol".

A representação foi feita pelos deputados federais do PT Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) no começo desta semana e, de acordo com a Folha, será analisada pelo corregedor nacional Cláudio Henrique Portela do Rego sem prazo estabelecido. Segundo o CNMP, Portela participa de diligências no Estado de Goiás e só deve retornar a Brasília na próxima semana.

O corregedor tem três alternativas: arquivar o caso, abrir uma sindicância, ou abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Se o PAD for aberto, uma comissão será montada dentro de um prazo para investigar, ouvir Dallagnol e preparar um relatório. Finalizado esse processo, o assunto entra na pauta de julgamento do plenário.

Os deputados responsáveis pela representação pediram que o procurador apresente a lista dos clientes que contrataram suas palestras desde 2014, os valores de cada palestra e a declaração dos clientes à Receita Federal.

Defesa

Em nota à Folha, a assessoria do Ministério Público Federal do Paraná afirmou que "é claramente descabido a reclamação dos deputados". E informou que resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do CNMP reconhecem que integrantes podem realizar atividade docente gratuita ou remunerada.

A Procuradoria ainda disse ao jornal que a maioria das palestras prestadas para grandes públicos pelo procurador é gratuita e que em 2016 os valores foram destinados a entidade filantrópica - que não foi nomeada -, no total de R$ 219 mil.

#Vergonha... Jornais do mundo inteiro repercutem denúncias de corrupção contra Michel Temer



A notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o presidente da República por corrupção e formação de quadrilha repercute na imprensa internacional. Leia como alguns dos mais importantes jornais do mundo estão noticiando essa nova fase da maior crise política já enfrentada por Michel Temer:

O francês Le Monde, o presidente entrou para a história do Brasil como o primeiro chefe de Estado denunciada em exercício por um crime comum. Uma vergonha que poderia causar sua demissão, menos de um ano depois da saída de sua antecessora, a ex-presidente Dilma Rousseff.

O diário acrescenta que poucas horas antes do procurador emitir o pedido de acusação pelo crime de "corrupção passiva", Michel Temer foi tribunal, e com tom arrogante falou: "Nada vai nos destruir. "

O britânico The Guardian diz em sua manchete que "O presidente do Brasil, Michel Temer, foi acusado de corrupção". O noticiário aponta que Rodrigo Janot submeteu a acusação à Suprema Corte, dizendo que Temer "enganou os cidadãos brasileiros" e deve milhões à nação por aceitar subornos. para finalizar, Guardian avalia que este é mais um forte golpe para o líder impopular e a estabilidade política no maior país da América Latina.

O renomado jornal norte-americano The New York Times afirma o presidente do Brasil foi formalmente acusado pela justiça por corrupção passiva, levantando um fardo crítico para o líder profundamente impopular, que resiste às chamadas para se demitir após um escândalo de propinas. Alguns membros da coalizão de Temer, incluindo legisladores do Partido da Democracia Social Brasileira, sinalizaram que estão se preparando para romper com o líder. Times lembra que o chefe de Estado também enfrenta outras acusações, incluindo reivindicações de  que ele negociou um suborno de US $ 40 milhões em 2010 para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Ele nega as acusações, e a lei brasileira protege os presidentes que estão no cargo para que não sejam investigados por atos cometidos fora de seus mandatos.

O espanhol El País começa seu texto lembrando que Temer é o primeiro presidente "da história do Brasil a ser denunciado formalmente" por crimes de corrupção. O periódico fala que a Polícia Federal diz que Temer tentou obstruir a Justiça ao incentivar propina a Cunha e acrescenta que a perícia oficial constatou que diálogo entre o presidente e Joesley, da JBS, não foi adulterado.

O britânico Financial Times noticiou os acontecimentos políticos no Brasil com uma chamada na página principal.

O vespertino Le Figaro fala que este novo episódio pode significar o fim do mandato do presidente Michel Temer, já abalado por uma série de escândalos de corrupção. O Procurador-Geral do Brasil apresentou nesta segunda-feira um pedido formal de denúncia contra o chefe de Estado por aceitar subornos. Poucas horas antes de se tornar o primeiro presidente do Brasil a ser acusado ele anunciou que seu governo era indestrutível. "Nada vai nos destruir, nem eu nem meus ministros", disse ele durante um discurso no Palácio do Planalto.

O texto lembra que há duas semanas, ele escapou por pouco da justiça eleitoral, em caso de financiamento ilegal de campanha que poderia ter lhe custado seu mandato. 

The Washington Post ressalta a crise política e econômica que o país atravessa e o fato de ser primeira vez que um presidente brasileiro enfrenta acusações criminais enquanto exerce o cargo.

O site da BBC internacional noticiou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou na noite desta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o presidente Michel Temer seja processado por corrupção passiva, juntamente com o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A publicação ressalta que ainda que tenha sido apresentado ao STF, o pedido precisa ser primeiro avaliado pela Câmara dos Deputados. Só se o pedido for aprovado pela Câmara e, posteriormente, pelo STF, Temer se tornará réu e será afastado do cargo.

O alemão Deutsche Welle anuncia que o Procurador-geral da República enviou denúncia ao STF e pede que presidente Michel Temer seja condenado a pagar R$ 10 milhões por receber vantagem indevida da JBS. 

Para o argentino La Nacion, o presidente Michel Temer corre grande risco de ser destituído após a acusação desta noite de segunda-feira (26).

O italiano La Repubblica destacou em sua capa que o peemedebista foi "formalmente acusado de corrupção". "Absolvido há apenas duas semanas da acusação de ter recebido contribuições ilegais durante a campanha eleitoral de 2014, quando se candidatou com Rousseff para guiar o país, ele foi formalmente acusado de corrupção passiva, com o agravante de suas funções de 'presidente da República'".

A rede ABC News destacou que a crise do Brasil se aprofunda com o presidente acusado de corrupção e apontou que Temer é o primeiro presidente brasileiro a enfrentar acusações criminais durante o mandato. “A decisão de Janot de apresentar apenas a denúncia de corrupção pode ser uma estratégia para forçar a Câmara dos Deputados a primeiro lidar com isso antes de considerar as outras alegações”, apontou o veículo.










Delatado, desmentido, denunciado



Delatado, desmentido, denunciado. Michel Temer levou 40 dias para completar a cadeia dos três Ds. O ciclo se fechou nesta segunda com um fato histórico. Ele se tornou o primeiro presidente brasileiro a ser formalmente acusado de corrupção durante o exercício do cargo.

A delação de Joesley Batista veio à tona em 17 de maio. Além de acusar Temer de pedir propina, o empresário entregou uma fita em que os dois tratavam de assuntos espúrios no porão da residência oficial. Pouco depois da conversa, a polícia flagrou um assessor do presidente recebendo R$ 500 mil em espécie. Ele devolveu o dinheiro e foi preso.

Num país mais sério, o chefe do governo não teria se mantido mais um dia no cargo. Como estamos no Brasil, Temer bateu pé e já resistiu outros 39. Ele chamou o patrocinador que frequentava sua casa de "bandido notório", desafiou o procurador-geral da República e disse ter sido vítima de uma "armação".

Ao se agarrar à cadeira, o presidente passou ao segundo D. Passou a sofrer desmentidos em série, a cada nota oficial atropelada pelos fatos. Num dos episódios, Temer negou ter viajado com a família no jatinho de Joesley. A Aeronáutica se recusou a endossar a falsa versão, e ele foi forçado a admitir a carona.

Na sexta, foi a Polícia Federal quem desmontou o discurso do presidente. Ele repetia que a gravação da JBS era "fraudulenta", e a perícia atestou que o áudio não foi editado.

Com a denúncia da Procuradoria, Temer avança outra casa e passa à fase da guerra total pelo mandato. Agora ele fará de tudo para tentar escapar do quarto D, de derrubado.

Depois de confundir reais com cruzeiros, Temer chamou empresários russos de "soviéticos". A URSS acabou em 1991, e o presidente do Brasil lembra cada vez mais a personagem do filme "Adeus, Lenin!" que despertou de um coma sem saber que a Guerra Fria tinha terminado. Por Bernardo Mello

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A evidência de que a Justiça protege os ricos:Lava Jato estuda como preservar bancos após delação de Palocci




Lava Jato estuda como preservar bancos do impacto da delação de Palocci
Monica Bergamo

Tem mais:

O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado, nesta segunda-feira (26), a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro.

Em sua sentença, o juiz Sérgio Moro afirmou que as declarações de Palocci de que "teria muito a contribuir com a Operação Lava Jato" soaram mais como "ameaça".

"Agregue-se ainda que o condenado é um homem poderoso e com conexões com pessoas igualmente poderosas e pode influir, solto, indevidamente contra o regular termo da ação penal e a sua devida responsabilização. Aliás, suas declarações em audiência, de que seria inocente, mas que teria muito a contribuir com a Operação Lavajato (item 609), só não o fazendo no momento pela "sensibilidade da informação", soaram mais como uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da preventiva, do  que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça." 

Ou seja. Por ai começa a proteção aos ricos, os banqueiros e mercado financeiro.


Se for verdade que a força-tarefa da Operação Lava Jato esteja estudando uma forma de preservar o mercado financeiro numa eventual delação do ex-ministro Antonio Palocci - como afirma a jornalista Monica Bergamo nesta segunda-feira (26) -, está evidenciado que a Justiça está mais preocupada em proteger os ricos.

De acordo com Bergamo, a ideia seria separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes. Estaria circulando já uma complexa negociação com os bancos antes ainda da divulgação completa dos termos da delação de Palocci. "Quando eles viessem a público, as instituições financeiras já teriam feito acordos de leniência com o Banco Central, pagando as multas e liquidando o assunto. Isso em tese evitaria turbulências de proporções ainda maiores do que as inevitáveis", diz a nota da jornalista.

O que causa estranheza é que, na hora de apresentar as delações que atingiram em cheio o cenário político, nas suas mais altas cúpulas, não houve qualquer preocupação com as consequências para as instituições do país. Parece, se esta informação for verdadeira, que é mais importante para a Justiça proteger o mercado financeiro e os ricos do que o país e o processo político nacional.

Rodrigo Janot dá pista de que acusará Temer por corrupção



O procurador-geral ressalta que o encontro no Jaburu foi agendado por Loures e que o fato ser no fim da noite era para "não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados"

De acordo com a PGR, no documento enviado ao Supremo, a atuação conjunta de Temer e Loures é cristalina e os fatos e provas apontam para o "desdobramento criminoso que se iniciou no encontro entre Temer e Joesley Batista no Palácio Jaburu no dia 7 de março de 2017 e culminou com a entrega de R$ 500 mil efetuada por Ricardo Saud a Rodrigo Loures em 28 de abril de 2017", escreveu Janot, acrescentando que "as circunstâncias deste encontro entre Temer e Joesley, em horário noturno e sem qualquer registro na agenda oficial do Presidente da República, revelam o propósito de não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados".

Se o procurador-geral da República decidir oferecer denúncia ao STF, é a Câmara dos Deputados que terá a palavra final antes do plenário do Supremo apreciar o caso. No caso da denúncia ser aberta, ela é encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e depois segue para plenário. Lá, 2/3 dos deputados precisam aprovar o pedido, ou seja, 342 dos 513 deputados.

Caso seja aprovada, ela vai para o plenário do STF. Se os magistrados aceitarem o pedido, o mandatário será obrigado a se afastar por 180 dias do cargo.

Temer sempre negou as acusações, mas Janot deve informar que há provas suficientes de que o mandatário cometeu corrupção passiva e obstrução de Justiça. O caso surgiu após um acordo de delação premiada com um dos donos da JBS, Joesley Batista, que se reuniu com Temer em Brasília com escutas autoridades pela Justiça. Na última sexta-feira (23), uma perícia mostrou que não houve nenhuma manipulação no áudio gravado pelo empresário.

No entanto, além dessa primeira denúncia, Temer pode sofrer novos inquéritos já que a investigação da Polícia Federal ainda não foi finalizada.

- Base aliada: Se há pouco mais de um ano, quando assumiu o posto, Temer tinha uma ampla base - estimada em 400 deputados -, a situação agora é diferente. Não está certo que o presidente consiga rejeitar o pedido com folga porque tudo dependerá do impacto da investigação.

Partidos que formam a atual base aliada, que inclui PSDB e DEM, dizem que não tem voto fechado sobre o caso e que cada parlamentar deve votar de acordo com sua consciência. Até mesmo dentro do PMDB não há um consenso amplo a favor de Temer.

Neste domingo, Temer convocou uma reunião no Palácio da Alvorada, que contou com mais ministros do que líderes do Congresso. Oficialmente, o governo informou que a pauta do encontro foram as reformas que estão tramitando no Congresso, mas o advogado do mandatário, Gustavo Guedes, estava no local.

De acordo com a relação oficial, estavam na reunião o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, da Justiça, Torquato Jardim, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria do Governo, Antonio Imbassahy, da Secretária-Geral da Presidência, Moreira Franco e do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen.

Estavam na Alvorada também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os congressistas André Moura e Aguinaldo Ribeiro.

Um outro ponto que Janot sustenta é que não faz sentido a alegação de que as menções a Michel Temer nas conversas entre Joesley e Loures eram "venda de fumaça", que é quando alguém propagandeia influência inexistente em relação a agente público.


PF afirma que Temer estimulou "pagamentos ilegítimos" para Cunha

No relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda-feira (26), a Polícia Federal afirma que o presidente Michel Temer atuou para atrapalhar as investigações da Lava Jato e ainda foi omisso ao deixar de comunicar às autoridades responsáveis a suposta corrupção de membros do Judiciário e do Ministério Público, narrado pelo empresário Joesley Batista na conversa gravada com o peemedebista.

Ainda segundo o documento entregue ao Supremo, Temer cometeu "infração penal praticada por organização criminosa" ao estimular "pagamentos ilícitos" ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba pela Lava Jato, para que o ex-presidente da Câmara não negociasse delação premiada com o Ministério Público Federal. A conclusão da PF faz referência à frase de Temer - "tem que manter isso aí" - dita a Joesley quando o empresário relatou, segundo a Procuradoria-Geral da República, o pagamento de mesadas a Cunha.

Quem também aparece no relatório da Polícia Federal é o ex-ministro Geddel Vieira Lima, como autor de crimes como obstrução de justiça, pela suposta manifestação de interesse de que a JBS mantivesse propina para o doleiro Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha, também para evitar que ele fizesse delação e atingisse a cúpula do PMDB. A PF informou que Geddel ficava "monitorando" o "ânimo de Funaro para tal iniciativa de fazer delação junto aos familiares do doleiro.

Advogado do PSDB cai na malha fina por pagamento de meio milhão da Gol



Um pagamento de R$ 500 mil da Gol Linhas Aéreas ao coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), no início de 2015, levou a Receita Federal a colocar o escritório do advogado na malha fina. Flávio Henrique Costa Pereira diz ter sido contratado para apresentar relatório sobre normas em tramitação no Congresso relativas à área de aviação civil. No entanto, serviço semelhante é estimado entre R$ 5 mil e R$ 120 mil, segundo levantamento do GLOBO junto a empresas de consultoria legislativa.

Em dezembro, a Gol celebrou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) por meio do qual se comprometeu a pagar multa de R$ 12 milhões. A empresa é investigada por pagamentos feitos a Eduardo Cunha. Pelo acordo, se compromete a “cooperar plena e permanentemente com as autoridades”, inclusive apresentando esclarecimentos sempre que houver indícios de irregularidades envolvendo suas atividades.

Pereira apresentou versões divergentes para o motivo da ação da Receita. Primeiro, disse que o problema decorria do fato de a Gol ter declarado R$ 250 mil pelo serviço, apesar de ter pagado R$ 500 mil.

— Houve uma incompatibilidade. O valor que a Gol informou é um, o que eu informei é outro — disse, na última quarta-feira.

No dia seguinte, o advogado mudou a versão e disse que a Receita não teria identificado a “retenção de imposto de renda na fonte”, apesar de, segundo ele, a despesa ter sido paga. A Gol não quis se manifestar sobre os problemas detectados pela Receita em relação ao pagamento.

Além de atuar na campanha de Aécio em 2014, Flávio Pereira é um dos signatários, ao lado de Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reali Jr. do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, em agosto de 2015. O contrato com a Gol que o levou à malha fina foi assinado em fevereiro do mesmo ano. Em 2014, a campanha de Aécio declarou ter pagado oficialmente R$ 273,6 mil pelos serviços prestados pelo advogado.

Perguntado por diversas vezes desde a última quarta-feira sobre quem indicou o serviço, o advogado disse não se lembrar:

— Eu peguei o serviço, mas agora não lembro mesmo quem foi.

A Gol também não quis informar quem foi responsável por indicar a contratação. Em nota, a empresa disse apenas tê-lo contratado em fevereiro de 2015 para “prestação de serviços de consultoria jurídica”, serviço que teria sido concluído “em junho do mesmo ano”.

Quatro empresas especializadas em consultoria legislativa de Brasília ouvidas pelo Globo apresentaram estimativas de orçamento para serviço semelhante ao citado pelo advogado. Os valores citados variaram de R$ 5 mil a R$ 18 mil para um serviço mais simples, e de R$ 50 mil a R$ 120 mil para escopo mais detalhado, a depender da complexidade do trabalho.

Os orçamentos foram apresentados pela Queiroz Assessoria, Dominium, Macropolítica e uma quarta assessoria, que pediu para não ser identificada. O advogado disse não poder informar com precisão o número de páginas do serviço prestado à Gol, por razões de sigilo contratual.

Além de atuar na coordenação jurídica da campanha presidencial de 2014, Pereira atuou como assessor do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) por mais de uma década. Coordenou a ouvidoria parlamentar da Câmara de Deputados, entre 2007 e 2009, e foi secretário de gestão e controle da prefeitura de Campinas (SP), na gestão de Jonas Donizette (PSB). O Globo



Avião com 500kg de cocaína saiu de fazenda de grupo da família do ministro Blairo Maggi




                             Bimotor foi interceptado ontem pela Força Aérea Brasileira em Goiás

Um avião bimotor, interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo com 500kg de cocaína, saiu de uma fazenda que pertence ao grupo da família do Ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Segundo a Aeronáutica, o avião decolou da Fazenda Itamarati Norte em Campo Novo do Parecis. A propriedade pertence ao grupo Amaggi, da família do ministro Blairo Maggi.

Em nota, a empresa confirmou que a fazenda é arrendada pela Amaggi, negou qualquer ligação com a aeronave e afirmou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade do bimotor e as circunstâncias exatas em que ela, de acordo com a FAB, teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado de uma de suas pistas.

A interceptação fez parte da Operação Ostium, na qual a FAB, a Polícia Federal e outros órgãos de segurança atuaram em conjunto. Um aeronave de defesa área A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira foi feita na tarde de domingo. Inicialmente, o piloto foi comandado a mudar de rota e pouso obrigatório no aeródromo de Aragarças, em Goiás.

Inicialmente, segunda a FAB, a aeronave obedeceu às ordens mas não posou no aeródromo e arremetou. Após nova solicitação do piloto da FAB, não houve resposta. O A-29 executou um tiro de aviso e voltou a comandar o pouso. O avião inteceptado desobedeceu a ordem e pousou na zona rural do município de Jussara.

A Polícia Militar foi acionada e fez buscas no local. O piloto fugiu após o pouso.

Segundo a Amaggi, a fazenda tem 11 pistas autorizadas para pouso localizadas em 54,3 mil hectares e, como servem de operações para aviões agrícolas, não demandam vigilãncia permanente.Segundo reportagem da revista Globo Rural, a fazenda Itamarati Norte foi adquirida em junho de 2010 pelo grupo Amaggi. A propriedade foi arrendada por oito anos do empresário Olacyr de Moraes, conhecido como "Rei da Soja".

Consulta pela matrícula do bimotor no sistema do Registro Aéreo Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que a aeronave pertence a Jeison Moreira Souza.

"A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia, "al vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região", afirmou o comunicado da empresa, que lembrou que a Amaggi prestou apoio a uma operação da PF em abril que interceptou uma aeronave com 400kg de entorpecentes em uma das pistas auxiliares da fazenda.

Um helicóptero da Polícia Militar de Goiás foi acionado e faz buscas no local. O avião será removido para o quartel da Polícia Militar de Goiás em Jussara. A droga apreendida será encaminhada para a Polícia Federal em Goiânia.


Datafolha: 83% consideram comprovado envolvimento de Temer em escândalo de corrupção


A participação do presidente Michel Temer nos escândalos de corrupção revelados na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista foi considerada comprovada para 83% dos brasileiros, de acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (25).

Para apenas 6% dos entrevistados, Temer não teve participação direta. 11% não souberam responder.

Temer deve ser denunciado nesta semana sob acusação de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

Joesley gravou uma conversa entre ele e o presidente tarde da noite em março, no Palácio do Jaburu, em encontro fora da agenda oficial. O áudio foi entregue como prova da delação, e é uma das bases do pedido de inquérito sobre o presidente que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal.

O trecho mais grave da conversa se refere ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Janot afirma que, durante o encontro com Joesley, Temer deu aval para a compra do silêncio do ex-congressista. Temer nega.

A pesquisa Datafolha foi realizada de 21 a 23 de junho, com 2.771 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Aprovação de Michel Temer é a menor para presidente em 28 anos: 7%

Uma outra pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (24) apontou que apenas 7% dos entrevistados consideram o governo Temer ótimo ou bom. Esta é a menor marca registrada pelo Datafolha em 28 anos. Antes disso, apenas José Sarney (PMDB) teve percentual mais baixo: 5% em setembro de 1989, em meio à crise da hiperinflação. Às vésperas do impeachment, Dilma Rousseff tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação.

O governo Temer é considerado ruim ou péssimo por 69% do eleitorado; e regular por 23%. A pesquisa foi feita entre quarta (21) e sexta-feira (23), com 2.771 entrevistados.

Há dois meses, a taxa de ruim e péssimo estava em 61% e a de ótimo ou bom, em 9%. Já 28% achavam o governo regular. A nota do presidente caiu de 3 para 2,7.

Apesar do bombardeio da imprensa, da perseguição, pesquisa mostra:Lula vence todos os opositores



O ex presidente Lula é o preferido em intenções de voto em todos as simulações de primeiro e segundo  turno em que participa para a Presidência da República nas Eleições 2018, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (26).Lula tem entre 29% e 30% da preferência conforme os candidatos que enfrentaria. 

Na primeira simulação, Lula (PT) aparece com 30%, contra 16% do candidato de ultradireita Jair Bolsonaro (PSC) e 15% de Marina Silva (Rede). Geraldo Alckmin (PSDB) é o quarto colocado, com 8%, e Ciro Gomes (PDT) é o quinto, com 5%. Luciana Genro (PSOL) teve 2% de intenções de voto, assim como Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM). Os indecisos são 2%, enquanto os que disseram que votariam branco ou nulo somam 18%.

Na segunda hipótese, Lula teria 30% dos votos se as eleições presidenciais fossem hoje, contra 15% de Marina, 15% de Bolsonaro e 10% do prefeito de São Paulo, João Doria. Ciro Gomes (PDT) aparece na quinta colocação, com 6% da preferência. Luciana Genro, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado teriam 2% das intenções de voto cada um. Brancos e nulos totalizaram 16%, enquanto os indecisos são 2%.

Na terceira situação, com a presença do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, Lula tem 30% da preferência, seguido por Marina e Bolsonaro, com 15% das intenções de voto cada um. Joaquim Barbosa (sem partido) tem 11% da preferência e Geraldo Alckmin (PSDB) soma 8%. Luciana Genro, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado também somam 2% da preferência cada um nesta simulação. Brancos e nulos são 14%, e os indecisos, 2%.

No quarto cenário, o ex-presidente soma 29% da preferência, contra 15% de Marina Silva e 13% de Bolsonaro. Joaquim Barbosa tem 10%, seguido por João Doria, com 9%. Luciana Genro e Eduardo Jorge totalizam 2% cada, e Ronaldo Caiado conquistou 1% da preferência. Brancos e nulos são 15%, e os indecisos somam 2% do total.

No quinto cenário com Lula e o juiz federal Sérgio Moro (sem partido), o ex-presidente tem 29% da preferência, seguido de perto pelo próprio Moro e Marina Silva, com 14% do total cada um, e Jair Bolsonaro, que tem 13% nesta simulação. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 6%. Empatados com 2% cada, aparecem Luciana Genro e Eduardo Jorge. Ronaldo Caiado soma 1%. Brancos e nulos totalizam 15%, enquanto os indecisos são 2%.

O Datafolha ouviu 2.771 pessoas em 194 cidades do País entre os dias 21 e 23 de junho de 2017. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

domingo, 25 de junho de 2017

Datafolha: PT é o partido favorito de 18% da população. Em segundo lugar, com 5%, PSDB e o PMDB.



PT atinge maior popularidade desde a segunda posse de Dilma Rousseff

Segundo pesquisa do Datafolha o partido é favorito de 18% da população; crescimento acontece ao mesmo tempo em que Temer chega à menor aprovação de um presidente em 28 anos

O PT atingiu a sua maior popularidade desde a segunda posse da presidente Dilma Rousseff. Segundo pesquisa Datafolha, é o partido favorito de 18% da população.

A legenda era a líder isolada em popularidade de 2000 até junho de 2015, quando empatou tecnicamente com o PSDB.

À época, os simpatizantes dos petistas eram 11% e do tucanos, 9%. Em dezembro do mesmo ano, o PT continuava a pontuar 11% e o PSDB chegava a 8%.

 Em dezembro do ano passado, o PT tinha 9%. Voltou a crescer em maio deste ano, quando alcançou 15%.

O ápice de popularidade do PT foi no próprio governo Dilma, em março de 2013, pouco antes das manifestações de junho. A sigla havia chegado a 29% de preferência popular.

No levantamento feito entre quarta-feira (21) e sexta (23) com 2.771 entrevistados, o Datafolha aponta em segundo lugar,  com 5%, estão PSDB e PMDB. Já PSOL, PV e PDT têm 1% cada. . A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Além de PT, PSDB e PMDB, apenas outras três legendas chegam a pontuar na pesquisa. PSOL, PV e PDT alcançaram 1% cada. Leia também: Impunidade e lentidão da justiça marcam 12 anos do 'mensalão tucano'

Proposta de Jucá de criar fundo eleitoral com dinheiro público dará 60% para base aliada do Temer



 A proposta apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de criar um fundo eleitoral com dinheiro público para financiar as campanhas de 2018 vai reservar mais de 60% da verba para os partidos que atualmente integram a base aliada do presidente Michel Temer.

Dos R$ 3,5 bilhões previstos para custear candidaturas, R$ 2,15 bilhões ficariam com as nove legendas que hoje têm assento na Esplanada dos Ministérios. O dinheiro viria de recurso previsto no Orçamento, 10% de emendas parlamentares em ano eleitoral e da redução de gastos com programas partidários, que seriam suspensos no primeiro semestre do ano da disputa.

Com o valor seria possível, por exemplo, construir quase 12 quilômetros de linhas de metrô, 17,5 mil casas populares ou pagar um mês e meio do Bolsa Família. Segundo Jucá, o montante ainda poderá ser corrigido a cada eleição com base na inflação.

A criação de um fundo eleitoral abastecido com dinheiro público está sendo articulada por dirigentes partidários como alternativa à proibição do financiamento empresarial das campanhas. Pelas regras atuais, apenas pessoas físicas podem doar a candidatos e partidos. A ideia é que a proposta de Jucá seja incorporada na proposta de emenda à Constituição do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que trata da reforma política. O texto, já aprovado no Senado, está em discussão na Câmara.

De acordo com a fórmula apresentada para dividir os R$ 3,5 bilhões do novo fundo, 70% seriam partilhados de acordo com a bancada de cada partido na Câmara, 25% considerando as bancadas no Senado e 5% igualmente entre todos os partidos, que hoje são 35. Diferentemente da divisão do Fundo Partidário, a regra considera a bancada no fim do ano anterior ao pleito e, para 2018, a bancada na data da promulgação de lei.

O acordo por um novo fundo ganhou fôlego após reunião na quinta-feira entre Jucá e presidentes de outros partidos, entre eles o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, e José Agripino Maia (RN), presidente do DEM.Leia também: Impunidade e lentidão da justiça marcam 12 anos do 'mensalão tucano'

sábado, 24 de junho de 2017

Aprovação Temer continua descendo ladeira abaixo, aponta Datafolha



Uma pesquisa do Datafolha  divulgada hoje mostrou que a aprovação do governo de Michel Temer continua em queda. Apenas 7% dos brasileiros consideram o governo como ótimo ou bom.

A impopularidade do peemedebista aumentou mais após a divulgação da delação da JBS, que caiu como uma bomba sobre o Palácio do Planalto já que o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, gravou uma conversa com o presidente em março relatando crimes. O encontro aconteceu depois das dez horas da noite, fora da agenda do presidente na residência oficial.

Atualmente, a gestão Temer é considerada ruim ou péssima por 69% do eleitorado e regular por 23%. Dois meses atrás, a sua taxa de ruim e péssimo estava em 61% e a de ótimo ou bom, em 9%. Aqueles que o consideraram regular somavam 28% no final de abril.

Não souberam responder como avaliam o governo 2% dos entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. A nota do presidente caiu de 3 para 2,7.Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o cenário fica mais desfavorável para o presidente Temer entre as mulheres, os jovens e os mais pobres, em comparação com a média da população.

Sua taxa de ruim e péssimo chega a 73% entre o eleitorado feminino, a 74% entre os eleitores de 25 a 34 anos e a 71% para aqueles cuja renda familiar mensal é de até dois salários mínimos.No Nordeste, a reprovação a Temer fica acima da média, 77%, e no Sul, abaixo: 61%

Entre os entrevistados com ensino fundamental completo, a reprovação de Temer fica em 64% e sobe para 71% entre aqueles que concluíram o ensino médio e 70% entre os com superior completo.O cenário só muda com o eleitorado de renda média familiar superior a dez salários mínimos, onde seu governo é considerado bom ou ótimo por 15%, regular por 30% e ruim ou péssimo por 55%.

A maioria da população, 76%, é a favor da renúncia de Temer, enquanto 20% são contra sua saída da Presidência. Caso não haja renúncia, 81% dos entrevistados são a favor da abertura de um processo de impeachment e apenas 15% rejeitam essa possibilidade.