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sábado, 29 de abril de 2017

O povo de Rio Grande e cidades vizinhas lotou a praça para ouvir Lula e Dilma




Um dia após a greve geral desta sexta-feira contra a reforma da Previdência e trabalhista, que contou com a adesão de mais de 35 milhões de trabalhadores e foi destaque na imprensa internacional, uma multidão voltou às ruas na tarde de hoje (29). Desta vez, a população de Rio Grande e municípios vizinhos lotou a praça em frente à prefeitura para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato em defesa da indústria naval brasileira, da Petrobras, do pré-sal e da democracia.Continue lendo

sexta-feira, 28 de abril de 2017

#GreveGeralBrasil: Dilma: Greve geral mostra que povo brasileiro é valente e capaz de resistir a mais um golpe


Dilma durante campanha eleitoral

A presidente Dilma Rousseff comentou sobre a greve geral convocada no país para esta sexta-feira (28), contra as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer. "#GreveGeralNoBrasil mostra que o povo brasileiro é valente e é capaz de resistir a mais um golpe. #BrasilEmGreve", escreveu no Twitter.

Categorias do país inteiro aderiram à paralisação. Em diversas cidades, o transporte público não funcionou e escolas -- públicas e privadas -- e agências bancárias ficaram fechadas.

"A mobilização em defesa de direitos trabalhistas e previdenciários une os trabalhadores e mostra a força da sua resistência. #BrasilEmGreve", disse Dilma
                             Franciscanos nas ruas de São Paulo em apoio à greve geral.
E a CNBB diz: "É inaceitável que decisões sejam aprovadas no Congresso sem amplo diálogo com a sociedade"

Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio



O empresário Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jato documentos para corroborar suas declarações ao Ministério Público Federal. Um deles é o registro da portaria do condomínio onde mora, em São Paulo, que aponta o número da placa do carro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a entrada do veículo em 26 de maio de 2014, às 20h50. As informações são do Estado de S. Paulo.

O empreiteiro tenta confirmar um jantar, naquela data, no qual teria acertado com o tucano ‘pagamentos mensais para o PSDB’. Segundo Marcelo Odebrecht, o encontro ocorreu ‘antes da campanha presidencial de Aécio Neves de 2014 se tornar oficial’.
 
“Pelo que me recordo foi no montante de R$ 500 mil, para bancar os gastos pré-campanha, sendo que coube a Benedicto Junior acertar os detalhes como estes pagamentos se dariam. Posteriormente, doamos de forma oficial para Aécio, por conta de sua campanha a presidente de 2014, aproximadamente R$ 5 milhões”, informou o executivo no anexo de sua delação premiada.

“Eu acertei com ele um valor de gastos pré-campanha, entendeu? Depois, a gente tentou recuperar como foi operacionalizado, mas nem eu nem Júnior (Benedicto), a gente se lembra. Aparentemente, pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2. Mas foram para gastos pré-campanha, e a gente bancou assim durante 10 meses valores que eu…, mas foi algo entre… Mas aí é que está o detalhe, eu me lembrava que eram R$ 500 mil por mês por 10 meses e aí a gente só conseguiu achar… não consegue. Eram valores relevantes pré-campanha para 2014 e que foram operacionalizados ou pagos ao PSDB, antes da abertura do comitê dele, ou por caixa 2”, relatou.

“Esse foi o valor que eu acertei com o Aécio, era um momento que não tinha aberto o comitê e o PSDB precisava disso para gastos pré-campanha, questão de pesquisa essas coisas todas. Depois a gente fez uma doação oficial a Aécio, num montante mais ou menos equivalente ao montante para Dilma (Rousseff), que era mais ou menos 5 milhões. Deve ter feito também alguma contribuição que eu não me lembro mais, por volta de 2, 3 milhões no Comitê do PSDB para ele. Do ponto de vista oficial, a gente equilibrou o valor de Aécio com o valor de Dilma.”

#GreveGeralnoBrasil: Mídia internacional repercute greve geral contra reformas do Temer



Enquanto aqui no Brasil a imprensa esconde o tamanho da greve geral, (ontem o Jornal Nacional não citou nada sobre hoje) fazendo de conta que nada está acontecendo, ou insinuando que a greve é petista, jornais do mundo inteiro dão destaque á greve e mostram que não é como os jornais do Brasil dizem.Nesta sexta-feira (28) a mídia internacional destacou a greve geral no Brasil contra as reformas do Temer.

The New York Times publicou uma longa matéria sobre as manifestações desta sexta-feira, sob o título "Brasil se mobiliza contra austeridade". O renomado jornal norte-americano salienta que as greves que ocorrem em todo o país, em protesto contra as medidas de austeridade do presidente Michel Temer. Times diz que atos paralisaram o transporte público em várias cidades importantes de toda essa nação de tamanho continente, enquanto fábricas, empresas e escolas fecharam.

O jornal alemão Deutsche Welle diz em sua manchete que "Brasileiros se mobilizam pela democracia" e lembra que a última greve geral no Brasil ocorreu em 1996, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Deutsche Welle conta que os sindicatos brasileiros convocaram a primeira greve nacional em 21 anos, contra as reformas trabalhistas e de aposentadoria, sugeridas pelo governo conservador do presidente Michel Temer.

O jornal alemão Deutsche Welle, com a manchete “Brasil envolvido em uma greve de alcance nacional”, também apontou o envolvimento do governo brasileiro em escândalos de corrupção. “Quase um terço de seu gabinete e aliados no Congresso estão sob investigação por um grande escândalo que revelou níveis absurdos de corrupção no governo.

O diário argentino Clarín alerta para a paralisação como sendo uma das piores sexta-feiras para se movimentar no Brasil, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. O noticiário afirma que as reformas trabalhista e da Previdência são o principal motivo dos atos. O texto descreve os últimos acontecimentos em torno dos escândalos de corrupção envolvendo políticos e as empresas Petrobras e Odebrecht.

O espanhol El País fala em seu título que "Uma greve geral desafia as reformas do governo brasileiro" e analisa que o governo brasileiro está apostando seu futuro nos próximos dias. O vespertino ressalta que os sindicatos decidiram desafiar as reformas de Temer na rua.









O árabe Al-Jazeera apontou que a greve contra as medidas do presidente Temer foram em âmbito nacional, ressaltando a posição dos sindicatos de que a greve foi um sucesso. E apontou também a adesão de milhões de trabalhadores de setores chave, como operários dos ramos automobilísticos, do petróleo, professores, carteiros e bancários.


O site da BBC Brasil, diz que  a 1ª greve geral do país, há 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias
Em junho de 1917, décadas antes da consolidação das leis trabalhistas no Brasil, cerca de 400 operários - em sua maioria mulheres - da fábrica têxtil Cotonifício Crespi na Mooca, em São Paulo, paralisaram suas atividades.

Eles pediam, entre outras coisas, aumento de salários e redução das jornadas de trabalho, que até então não eram garantidos por lei. Em algumas semanas, a greve se espalharia por diversos setores da economia, por todo o Estado de São Paulo e, em seguida, para o Rio de Janeiro e Porto Alegre. Era a primeira "greve geral" no país.

IBOPE: Potencial de voto em Lula aumenta; rejeição a tucanos também



O IBOPE Inteligência perguntou aos brasileiros o potencial de voto e a rejeição dos possíveis pré-candidatos à presidência da República nas eleições de 2018. Dentre os nomes pesquisados, o ex-presidente é o que possui o maior potencial de votos.

Lula tem, hoje, um potencial de voto de 47% dos eleitores brasileiros: 30% dizem que votariam com certeza - o maior dentre todos os nomes pesquisados - e 17% declaram que poderiam votar nele para presidente em 2018.
Clique na imagem

Na sequência, aparecem Marina Silva com 33% (9% com certeza votariam e 24% poderiam votar).

José Serra com 25% (7%  com certeza votariam  e 18% poderiam votar)

Geraldo Alckmin com 22% (7% com certeza votariam  e  15% poderiam votar)

Aécio Neves também com 22% (6%  com certeza votariam e 16% poderiam votar)

 Joaquim Barbosa com 24% (12% com certeza votariam  e 12% poderiam votar)

 Ciro Gomes com 18% (5% com certeza votariam e 13% poderiam votar)

Bolsonaro com 17% (8% com certeza votariam e 9% poderiam votar) 

 João Doria com 16% (6%  com certeza votariam  e 10% poderiam votar). 

Já no outro lado, o da rejeição, três nomes do PSDB aparecem à frente do ex-presidente.

 Aécio Neves é, dentre os nomes testados, o que tem a maior rejeição dos entrevistados: 62% não votariam nele de jeito nenhum para presidente da República em 2018.

 O segundo mais rejeitado é José Serra, com 58%, seguido de Geraldo Alckmin (54%)

 Lula (51%), Marina (50%), Ciro Gomes (49%), Bolsonaro (42%), João Doria (36%) e Joaquim Barbosa (32%).

Em relação a abril do ano passado, quando essa pergunta também foi feita aos brasileiros, a rejeição ao ex-presidente diminuiu 14 pontos percentuais (de 65% para 51%), sendo a única que recuou no período. A rejeição aos demais nomes subiu. 

A rejeição de Aécio aumenta 9 pontos; a de Bolsonaro, oito; a de Marina, quatro. A rejeição de Serra, Ciro Gomes e a de Alckmin oscila 1 ponto para cima. Joaquim Barbosa e João Doria são testados pela primeira vez na pesquisa.

Sobre a pesquisa
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 143 municípios, entre os dias 7 e 11 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nem a ditadura militar proibia eventos do 1º de maio: Doria avisa CUT que não permitirá 1º de Maio na avenida Paulista



Segundo coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, o prefeito João Doria teria vetado que a CUT realizasse o ato de 1º de maio, dia de luta do trabalhador, na Avenida Paulista, no centro da capital paulista.

De acordo com o artigo, a prefeitura manteria um acordo com o Ministério Público e, nesse sentido, só permitiria três eventos na via: a Parada Gay, o Réveillon e a corrida de São Silvestre.

Esta decisão de Doria é mais um ataque do tucano aos trabalhadores e à suas mobilizações. O prefeito que, demagogicamente, se autodenomina “trabalhador”, se mantém na linha de frente contra os trabalhadores, desta vez proibindo sua mobilização, ação digna da ditadura militar.

A CUT afirma que já realizou o 1º de maio duas vezes na Avenida Paulista e que o playboy tucano ignora que aos domingos a via é fechada para eventos de lazer. O 1º de maio deste ano deve ser o terceiro ato de 1º de maio realizado pela CUT na Paulista. Os trabalhadores devem responder à ação ditatorial de Doria com uma grande mobilização, que virá fortalecida da greve geral. O 1º de maio é o dia internacional dos trabalhadores e é um dia em que os trabalhadores respondem a suas próprias organizações e não aos patrões. É preciso ocupar a Avenida Paulista contra Doria e os golpistas.

Querer salário e aposentadoria é ser “petista”?



A direita está “denunciando” a greve geral de sexta-feira (28) como um ato petista. De fato, o ataque contra o PT era o tempo todo para atacar os trabalhadores, em primeiro lugar. A “denúncia” da direita, nesse sentido, faz sentido.

Atacam o PT para roubar sua aposentadoria, seu salário, seu futuro e sua dignidade. Isso é o golpe, conforme foi avisado antes, durante e depois do golpe. Por isso a luta contra o golpe é denunciada como “petismo” pela direita.

O golpe era contra você, o antipetismo era uma manobra contra você. Querer se aposentar, querer não ganhar um salário de fome, querer ter direitos trabalhistas etc. é ser “petista”. É isso que “petista” significa para a direita, o que os direitistas procuram dissimular com a campanha “contra a corrupção”.

O truque da direita vendepátria é justamente tentar intimidar as pessoas por causa da campanha “contra a corrupção” que envolve o PT. O papel de quem vive de salário diante dessa tentativa é ignorar os coxinhas que estão esperneando em defesa dos patrões e sair às ruas em defesa dos próprios direitos na sexta-feira.

Vai ter luta por direitos trabalhistas sim! Vai ter luta para poder se aposentar em vida sim! Se isso é ser “petista”, então sejamos todos “petistas”. As acusações lançadas por coxinhas são acusações de quem defende as reformas e tem dificuldade pra fazer isso abertamente, caso do MBL, que teve dirigentes treinados em ONGs imperialistas norte-americanas despejados em cima do Brasil como mísseis Tomahawk. Por Willian Dune

E vejam  um trecho que escreveu Fernando Rodrigues da Folha;Uol: Se engana quem pensa que a greve do dia 28 é coisa de petista

Um engodo com ranço ideológico -- achar que a greve é do PT--. Gente da elite, empresários, integrantes do governo Temer, jornalistas, em síntese errará redondamente quem enxergar na paralisação geral desta 6ª feira um movimento da esquerda, do PT ou de sindicalistas viúvos dos governos Lula e Dilma. Sim, estes estarão na linha de frente, e seus principais animadores estão assentados nos partidos de esquerda, nos sindicatos associados à esquerda, nos militantes das centrais sindicais e nos inimigos em geral do presidente Michel Temer.Mas a multiplicidade de categorias previstas, a escala nacional prometida e o alcance de repercussão da greve de 24 horas desabonam avaliações mais restritivas.

O mal-estar é mais generalizado que preferências partidárias. São bancários, ferroviários, metroviários. Professores da rede pública, professores da rede privada. Motoristas, cobradores e fiscais de transporte público, profissionais de saúde. Metalúrgicos, petroleiros. Provavelmente aeronautas. Muitas dessas categorias cadastram-se na pasta da classe média. Quando somadas, torna-se impossível creditar a um partido A ou B. Se considerado o impacto sobre a população que a paralisação, mesmo por 24 horas, de serviços como transporte, saúde e educação causam, ou a chancela (e estímulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o ambiente negativo para o governo Temer tende a se tornar muito mais amplo do que entre os pregadores da tese do golpe de 2016.

As 8 centrais sindicais que conduzem a mobilização representam cerca de 10 milhões de trabalhadores. Pode-se torcer o nariz para elas, pode-se questionar a legitimidade de suas preferências, mas é o jogo jogado: são 10 milhões de trabalhadores representados e, conforme as regras existentes, a maioria dos sindicatos optou pela adesão. Essa gente toda não vai para as ruas protestar, e a dimensão dos prognósticos pode não se confirmar. Mas o tema e a mobilização já, por si, ajudaram a difundir o mal-estar com as reformas. E em quase todos os cantos do país.


Delação da OAS tinha sido anulada por “perigo de inocência de Lula”



Tudo leva a crer que o mais recente episódio da chamada Operação Lava Jato tenha sido roteirizado para ser mais um ponto alto no drama ambientado em Curitiba. Uma tentativa de reviver os altos índices de audiência que alcançava há não muito tempo. O depoimento do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro até foi adiantado pela imprensa como ocorre com capítulos das novelas televisivas.

O depoimento não correspondeu à expectativa que se pretendeu criar. Os elementos apresentados a título de prova foram tão ridículos que a própria imprensa corporativa praticamente os ignorou. No caso de uma novela poderia ser dito que faltou densidade dramática e verossimilhança.

Para um melhor entendimento do fiasco tem-se que voltar a 2016. Naquele ano, Léo Pinheiro fez acordo ou iniciara tratativas com o MPF para delatar o que sabia. No dia 22 de agosto daquele ano, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, anunciou que suspendera as tratativas para o acordo de delação com o ex-presidente da OAS. Janot alegou que o motivo para a suspensão era o vazamento da delação.

  A Folha de S. Paulo publicou um texto com este título: “Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula”. Faltaram acusações a Lula na primeira delação de Léo Pinheiro, essa é a verdade. Na recente delação, foram formuladas acusações dentro de um desajeitado depoimento sem convicção e incoerente acompanhado de provas hilárias. Só não vê quem não quer que estamos diante de uma “forçação de barra”.

A delação só vale se for para delatar Lula. Em várias outras ocasiões vimos o “time” da Lava Jato abertamente se esquivando de receber documentos ou ouvir depoimentos que comprometeriam pessoas que não estão no seu rol de inimigos. Outra analogia da Lava Jato pode ser feita com uma partida de futebol. Uma partida de futebol na qual o juiz não obedece as regras do jogo, sem nenhuma razão distribui cartões, expulsa jogadores do time que não é da sua simpatia e contra eles atiça o público. Este busca ganhar simpatia e reivindica a posição de atração principal do jogo.

Como um típico Juiz ladrão de jogo de futebol, a Lava Jato só permite que o jogo continue se não for gol do time adversário. Nesse caso, se algo inocentar Lula, o jogo, ou seja, o processo é interrompido.PCO

TSE reprova prestação de contas do PSDB, que terá de devolver R$ 3,9 milhões



Em um de seus últimos atos como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o jurista Henrique Neves decidiu reprovar a prestação de contas do PSDB referente ao ano de 2011. Neves determinou que o partido devolva R$ 3,9 milhões aos cofres públicos e destine R$ 2,1 milhões para incentivar a participação feminina na política. A sigla já entrou com recurso no TSE para rever a decisão.

Por determinação de Henrique Neves, o partido também deixará de receber R$ 6,6 milhões, referente a uma parcela mensal do Fundo Partidário. O mandato de Henrique Neves no TSE terminou no dia 16 de abril. Ele será substituído por Admar Gonzaga, que toma posse como ministro efetivo nesta quinta-feira, 27.

Entre as irregularidades encontradas na prestação de contas do PSDB estão despesas com passagens aéreas sem a comprovação da utilização dos bilhetes emitidos, despesas dos diretórios estaduais sem comprovação da prestação dos serviços e da vinculação com a atividade partidária, não apresentação de notas fiscais de hospedagem e pagamento de hospedagem sem a utilização da diária, e a falta de aplicação de recursos do Fundo Partidário na promoção da participação política das mulheres.

"As irregularidades apontadas são graves, porquanto revelam a má gestão de recursos do Fundo Partidário, bem como impedem o exercício pleno da atividade de fiscalização da Justiça Eleitoral nas contas partidárias, além do que constituem óbice à promoção da participação feminina na política", escreveu Henrique Neves em sua decisão, do dia 11 de abril.

"Não se trata de meras falhas formais, mas de vícios que comprometem a regularidade das contas do partido", concluiu Neves.

Na sessão plenária desta quinta-feira, os ministros do TSE aprovaram com ressalvas as contas do PSOL e do PSTU, também referentes a 2011.

Vamos dar o troco no dia 28!




No final da noite desta quarta-feira, 26, a Câmara dos Deputados aprovou, por 296 votos a 177, o projeto que representa o completo desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A pressa do governo em passar o projeto se deve ao temor da Greve Geral marcada para esta sexta-feira, 28, que vem ganhando proporções cada vez maiores.

O governo, através do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o “Botafogo” da lista da Odebrecht, fez votar o regime de urgência a fim de apressar a tramitação da reforma. Perdeu na primeira votação na semana passada, mas manobrou e pisou no próprio regimento da Casa, colocando novamente em votação no dia seguinte. Liberação de emendas a deputados, promessas de cargos e demais articulações espúrias, deram vitória ao governo.

Mais uma vez, porém, o governo não conseguiu aprovar a medida com a quantidade de votos necessários para a aprovação da PEC da reforma da Previdência (são necessários 308 votos). Seria uma mostra para os banqueiros de que o governo conta com uma base suficiente para impor a medida que retira a aposentadoria para grande parte dos trabalhadores brasileiros.

Entre as principais medidas está a jornada de trabalho de 12 horas, o contrato de trabalho intermitente (por horas), a redução da multa do FGTS, restrições a que o trabalhador ingresse com ação trabalhista na Justiça, e a permissão para que trabalhadoras grávidas atuem em locais insalubres. Um verdadeiro retrocesso a direitos históricos

Dia 28, o país vai parar!

Para se ter uma ideia o relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) é um empresário dono de terceirizada investigado por fraude contra seus funcionários.

O efeito dessa votação, porém, deve ser o inverso do que espera o governo. O clima de insatisfação que fervilha por baixo vai ficar ainda mais explosivo, aumentando a indignação dos trabalhadores e do povo às vésperas do dia de Greve Geral. Dia 28 vamos parar o país, barrar as reformas trabalhista e previdenciária

Veja como cada partido votou:
PosiçãoPartidoSimNãoVotantes
governoDEM29
29
governoPEN213
governoPHS246
governoPMDB52759
governoPP34943
governoPPS639
governoPR28735
governoPRB15419
governoPROS145
governoPSD29534
governoPRP1
1
governoPSB141630
governoPSC8210
governoPSDB43144
governoPSL112
governoPTB13417
governoPTdoB134
governoPTN7512
governoPV426
governoSD5813
independentePMB
11
oposiçãoPCdoB099
oposiçãoPDT11516
oposiçãoPSOL
66
oposiçãoPT
5656
oposiçãoRede
44


296177473

Greves, não importa a dimensão, justificam-se pelo simbolismo




"Governo Temer" é só uma expressão da preguiça mental aliada a defeitos muito piores. Trata-se, na verdade, da aberração Temer. Jamais –portanto nem na venenosa fase de Roberto Campos como ideólogo e artífice da ditadura– este país de desatinos viveu, em tão pouco tempo, um assalto tão violento e extenso a direitos de mais de quatro quintos da sua população e às potencialidades do próprio país.

Mesmo na Síria atual, nem toda em guerra, algumas coisas melhoram. Os países são composições tão complexas e contraditórias que, neles, nunca tudo segue na mesma direção. Foi o caso inegável da ditadura militar. É o caso deste transe que permite a Henrique Meirelles, Michel Temer e aos economistas do lucro fácil a comemoração, como no mês passado, de uns quantos números aparentemente consagratórios, mas já de volta à realidade torpe.

Nem poderia ser diferente. O que Meirelles tem a oferecer e a subserviência Temer subscreve, ambos a título de combate à crise, é um país manietado, com a vitalidade reprimida, aprisionado na desinteligência de um teto obrigatório de gastos que, no entanto, para baixo vai até à imoralidade de cortar gastos da educação e da saúde.

As greves e os demais protestos previstos para amanhã, não importa a dimensão alcançada, justificam-se já pelo valor simbólico: há quem se insurja, neste país de castas, contra a espoliação de pequenas e penosas conquistas que fará mais injusta e mais árdua a vida de milhões de famílias, crianças, mulheres, velhos, trabalhadores da pedra, da graxa, da carga, do lixo, do ferro –os que mantêm o Brasil de pé. E, com isso, à revelia permitem que as Bolsas, a corrupção e outras bandalheiras vicejem.

Reforma Trabalhista foi a que criou a CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, impondo ao patronato certo respeito ao trabalho e ao seu factor, até então apenas sucedâneos dos séculos escravocratas. O projeto de Temer, Meirelles e dos seus adquiridos na Câmara devasta 117 artigos da CLT. Devasta, pois, a CLT.

Com malandrices como, de uma parte, arruinar os sindicatos, tirando-lhes a verba de contribuição sindical (deveria acabar, mas por modo decente); de outra, estabelecer que as condições do trabalho serão acertadas entre esses sindicatos fragilizados, se ainda existentes, e o patronato. Por coerência dos autores, com esta aberração: se os "acordos" estiverem fora da lei lei, valem mais do que a lei.

Último ministro da Previdência na ditadura, Jarbas Passarinho declarou, em cadeia (quem dera) nacional, que a Previdência estava falida. Finda a ditadura, Waldir Pires assumiu a Previdência com uma equipe capaz e provou o contrário. Meirelles, dublê de ministro da Fazenda e da Previdência, o que erra na primeira não acerta na segunda. Aumentou o desemprego em 30%. Logo, reduziu a arrecadação previdenciária.

Só em março, a cada dia foram cerca de 3.000 demitidos a deixarem de contribuir. A correção Meirelles/Temer: cassar direitos de quem trabalha de fato, na fase da vida em que mais precisam deles. Com essa usurpação, diminuir o buraco que, em seguida, faz maior.

Mais direitos se vão e menos remuneração haverá por obra do desregramento aplicado à terceirização do trabalho. Se as empresas não ganhassem, em comparação a seu gasto com o empregado formal, não quereriam terceirizados.

Já se sabe, portanto, de quem a aberração Temer tira para dar a quem. É a lógica da aberração Temer: já que do povo não obtém popularidade, dele tomar o que possa.

Não só por ser uma eminência nacional, ou pelos motivos que o fazem sê-lo, Gilmar Mendes não seria esquecido aqui. Ainda mais em seguida à mais recente façanha de sua sábia independência como jurista e juiz: a concessão a Aécio Neves de só depor, no inquérito sobre improbidades em Furnas, depois de conhecer os demais depoimentos.

Assim Gilmar Mendes inventou a maneira mais simples de impedir inquéritos: como os direitos de depoentes são iguais, se todos requererem o mesmo direito dado a Aécio, não poderá haver inquérito, por falta depoimento a ser ouvido. Os acusados da Lava Jato podem usar a invenção nos respectivos inquéritos.

Antes país dos desatinos, agora é o país das aberrações. Afinal, sob protestos, que têm à disposição um futuro convidativo. Artigo de Janio de Freitas

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aeroviários pedem ajuda ao MTST para fechar aeroportos de SP na sexta



O Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos pediu ajuda ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) para fechar os dois principais aeroportos do país, o Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, conhecido como aeroporto de Guarulhos, e o de Congonhas.

O protesto está marcado para a sexta, 28, dia escolhido por organizações sindicais para tentar promover uma greve geral no país.

Representantes da entidade se reuniram com o líder do MTST, Guilherme Boulos, nesta segunda (24). Ele concordou em engrossar o movimento dos trabalhadores do setor aéreo, que devem entrar em paralisação.

Caso a ação consiga paralisar os dois terminais, ela deve atingir aeroportos de todo o país, que têm centenas de voos destinados a Guarulhos e à capital paulista.

O aeroporto internacional tem em média mais de 700 pousos e decolagens por dia. Em Congonhas são cerca de 500 pousos e decolagens por dia.(Monica Bergamo)

                 TRT-MG adere a greve geral e não vai funcionar nesta sexta-feira
O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, em virtude da paralisação nacional prevista para esta sexta-feira (28), não funcionará no mesmo dia. A Portaria de suspensão foi assinada  quarta-feira (25) pelos desembargadores Júlio Bernardo do Carmo e Fernando Antônio Viégas Peixoto, respectivamente presidente e corregedor do Tribunal.

De acordo com a Portaria, o dia 28 de abril será considerado feriado e os prazos que venceriam na data ficam prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.

Igreja apoia greve geral e convoca fiéis contra reformas do Temer




Alguns quadros da Igreja Católica, como a Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), manifestaram apoio à greve geral no país planejada para sexta-feira (28), contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer.

A Diocese de Campos, por exemplo, divulgou posicionamento de apoio à greve, assinado pelo bisco diocesano Dom Roberto Francisco Ferreria Paz. "A Diocese de Campos (Rio de Janeiro) seguindo a caminhada da CNBB e junto a outras Igrejas Cristãs e Religiões, apoia paralisação geral do dia 24/04/17, em defesa dos direitos sociais e da Constituição", diz a nota.

O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, divulgou um vídeo nesta terça-feira, convocando a população ao protesto, para não perder direitos arduamente conquistados. “Queridos irmãos e irmãs, homens e mulheres de boa vontade, convoco a todos para que participem no dia 28 de abril, próxima sexta-feira, da grande manifestação contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social”, disse.

Bispos se reúnem em Aparecida (SP) a partir desta quarta-feira (26) para a Assembleia Geral da CNBB. Um parecer definitivo sobre as mudanças deve ser definido.

Igrejas Evangélicas assinaram um manifesto em que criticam as reformas e chamam a população para a greve geral. Um pronunciamento contra as reformas divulgado no final de março já havia sido assinado por 11 igrejas evangélicas, entre elas a Aliança Evangélica, a Igreja Metodista no Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Moro transfere audiência de Lula para o dia 10 de maio



O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta quarta-feira (26) adiar o depoimento do Presidente Lula, em um dos processos contra ele na Operação Lava Jato. A oitiva estava agendada para o dia 3 de maio, mas agora deve ser realizada no dia 10 de maio.

A decisão de Moro, publicada no sistema da Justiça na manhã, foi motivada por um pedido da Polícia Federal. Em ofício encaminhado ao magistrado, o delegado Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, pedia mais prazo para "realizar as tratativas com órgãos de segurança e de inteligência".

O juiz apontou a possibilidade de protestos e a necessidade das forças de seguranças se prepararem. “É possível que, na data do interrogatório, ocorram manifestações favoráveis ou contrárias ao acusado em questão, já que se trata de uma personalidade política, líder de partido e ex-Presidente da República. Manifestações são permitidas desde que pacíficas. Havendo, o que não se espera, violência, deve ser controlada e apuradas as responsabilidades, inclusive de eventuais incitadores”, disse Moro.

Gilmar Mendes contraria PF, atende pedido de Aécio e suspende interrogatório do tucano na Lava Jato


“PF não pode surpreender Aécio em depoimento, decide Supremo ”

Contrariando a recomendação da PF, o ministro do STF permitiu que Aécio tenha acesso ao depoimento de testemunhas antes de relatar a sua versão sobre um suposto esquema de corrupção em Furnas. O testemunho de Aécio também foi suspenso para que sua defesa possa se preparar com o novo material.  Em despacho, Gilmar  também proibiu a PF de ‘surpreender’

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu um depoimento que seria prestado pelo senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, para a Polícia Federal. A decisão do ministro foi assinada nesta terça-feira (25), atendendo a um pedido do próprio tucano, que só quer falar após ter acesso a depoimentos de outras testemunhas já ouvidas no caso.

Relator do inquérito no STF, Gilmar Mendes também aceitou o pedido de acesso do senador aos depoimentos. Ele refutou argumento da PF de que o depoimento de Aécio Neves faria parte de uma única diligência policial ainda não concluída.

Aécio é investigado por  esquema de corrupção em Furnas. O doleiro Alberto Yousseff afirmou em delação premiada ter ouvido falar que o tucano recebia valores mensais, por meio da irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas. O ex-senador Delcídio do Amaral também afirmou em delação que Aécio tinha ascensão sobre diretoria em Furnas. o senador nega as acusações.

Desde a abertura do inquérito, em maio de 2016, a Procuradoria Geral da República (PGR), que conduz as investigações, pede o depoimento de Aécio, que nunca ocorreu. No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou o pedido.

Na época da abertura do inquérito, em maio de 2016, o relator, Gilmar Mendes, chegou a suspender a coleta de provas no caso, pedindo mais justificativas da PGR para sua continuidade. Depois, a pedido de Janot, o ministro autorizou o prosseguimento da investigação.
O tucano usou como argumento a Súmula Vinculante 14, da Corte, que garante a todos os investigados acesso amplo aos autos das investigações. Mas atenção queridos leitores; Essa lei só vale para os tucanos. Dilma, Lula e políticos do PT já entraram com recursos solicitado acessos, e foi negado

terça-feira, 25 de abril de 2017

Para defender Lula, deputados batem boca no plenário da Câmara


 Deputados da oposição saíram em defesa do Lula nesta terça-feira, 25, no plenário da Câmara. As manifestações terminaram em discussão entre parlamentares contra e a favor de Lula

Os discursos pró-Lula tiveram início com o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), que criticou matérias publicadas pela imprensa em que o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, diz que foi orientado pelo ex-presidente a destruir provas de pagamentos de caixa dois ao PT. Pinheiro também afirmou que o tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, pertencia realmente a Lula.

Costa afirmou que tinha coragem de subir à tribuna para defender o petista porque tinha certeza que ele era inocente. Em uma crítica ao PSDB, ele afirmou que queria ver os tucanos defenderam os integrantes do partido que estão sendo investigados após as delações da Odebrecht, como os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

"Vossas excelências estão caladinhos! Defendam quem quiserem, eu estou aqui defendendo o Lula! Venham e defendam! Sabe por que vocês não vão defender ninguém? Porque lá, sim, todos são culpados", disse.

Após o discurso, diversos petistas se revezaram na tribuna para defender Lula, entre eles o líder da bancada, Carlos Zarattini (SP), e o deputado Henrique Fontana (RS).

Deputados da base, porém, fizeram críticas ao ex-presidente. O bate-boca mais acalorado foi protagonizado pelos deputados João Rodrigues (PSD-SC) e Jorge Solla (PT-BA). Após o catarinense falar mal do petista, Solla afirmou que não iria dar crédito a um deputado que já foi pego vendo vídeos pornográficos no plenário. "Você não tem ética nem moral para falar mal do presidente Lula", disse o petista.

Ele também afirmou que os partidos da base tinham "medo" de que Lula seja eleito em 2018. "Vocês vão tomar mais uma surra nas urnas. A população brasileira vai bater com tudo em vocês e eleger o Lula", disse.

Metroviários, bancários, metalúrgicos e petroleiros aderem à greve de sexta



 A greve geral organizada por centrais sindicais para esta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas pode atingir o transporte público, bancos e fábricas de São Paulo.

Paralisações também estão previstas no Rio de Janeiro, na Bahia e em Minas Gerais, entre outros Estados.

Professores da rede estadual, municipal e da rede privada também paralisarão suas atividades na sexta. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social também aderiu ao movimento.

Professores de mais de 20 colégios particulares de São Paulo aderiram à greve geral na sexta (28), contra as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo Temer.

Não terão aula colégios como o Santa Cruz, o São Luís, o Stance Dual, o Vera Cruz e o Rainha da Paz. Também declararam greve os professores do Oswald de Andrade, do Palmares, do Equipe, do Notre Dame, do Anglo Vestibulares e da Escola da Vila, entre outros.

Funcionários dos Correios, entrarão em greve. Nesse caso, porém, a paralisação vai além da manifestação de sexta –a proposta é uma greve geral dos trabalhadores da empresa contra fechamento de agências e da suspensão das férias, entre outros pontos.

Outras categorias que devem paralisar na sexta em São Paulo são bancários, metalúrgicos (que devem parar também na região do ABC) e trabalhadores da limpeza urbana.

Na Baixada Santista, estão previstas paralisações de portuários e rodoviários, o que deve afetar as atividades do Porto de Santos.

Os sindicatos dos petroleiros de Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pernambuco/Paraíba, Bahia, Duque de Caxias (RJ) e Ceará/Piauí também declararam adesão à greve.

Na capital paulista, já declararam paralisação os sindicatos dos metroviários, dos motoristas de ônibus, dos motoboys e dos trabalhadores da limpeza urbana. Os ferroviários devem decidir nesta terça (25) se aderem ao movimento.

Pilotos de avião e comissários de bordo confirmam, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Veja as principais mudanças propostas pelo projeto de reforma que tramita no Congresso:

Com 27 votos favoráveis, Comissão aprova jornada de trabalho de 12 horas


Comissão aprova relatório sobre reforma trabalhista. Plenário vota texto final nesta quarta, 26
Foi aprovado hoje, 25/04, com 27 votos favoráveis e 10 contrários, o texto principal da reforma trabalhista. O texto votado mantém as principais medidas dos golpistas como o trabalho intermitente, modalidade que permite que o trabalhador seja remunerado apenas pelas horas trabalhadas, o que extingue o salário mínimo, e foi aprovada por uma comissão especial da reforma trabalhista.

Além do trabalho intermitente, o projeto permite que a negociação entre empresas e trabalhadores prevaleça sobre a lei em pontos como parcelamento das férias em até três vezes, jornada de trabalho de até 12 horas diárias, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho em casa.

Também retira a exigência de os sindicatos homologarem a rescisão contratual no caso de demissão e torna a contribuição sindical optativa. .

A comissão especial da Câmara criada para debater as modificações na legislação trabalhista previstas no Projeto de Lei 6787/2016 aprovou, nesta terça-feira (25), o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). A matéria  é polêmica e, durante o debate promovido nesta tarde, dividiu opiniões entre os membros do colegiado. O texto foi enviado ao Congresso pelo Executivo e já provoca danos ao governo Michel Temer, como a debandada do PSB, um dos partidos da base aliada, e a greve geral anunciada contra as reformas patrocinadas pelo governo, como a da Previdência (abaixo, veja como cada deputado votou). Com o resultado de hoje (terça, 25), a previsão é que o texto seja apreciado pelo plenário da Câmara amanhã (quarta, 26).

Que o brasileiro, na hora de votar, lembre dos partidos que disseram SIM para a destruição dos direitos de quem trabalha. Anote os nomes em um caderninho, ou em uma pasta do seu computador e guarde para  dar uma olhada no dia da eleição.

Veja como cada deputado votou:
Celso Maldaner (PMDB-SC)Sim
Daniel Vilela (PMDB-GO)Sim
Mauro Pereira (PMDB-RS)Sim
Jerônimo Goergen (PP-RS)Sim
Lázaro Botelho (PP-TO)Sim
Ronaldo Carletto (PP-BA)Sim
Carlos Melles (DEM-MG)Sim
Eli Corrêa Filho (DEM-SP)Sim
Walney Rocha (PEN-RJ)Não
Givaldo Carimbão (PHS-AL)Não
Silas Câmara (PRB-AM)Sim
Arolde de Oliveira (PSC-RJ)Sim
N. Marquezelli (PTB-SP)Sim
Renata Abreu (PTN-SP)Sim
Laercio Oliveira (SD-SE)Sim
Benedita da Silva (PT-RJ)Não
Helder Salomão (PT-ES)Não
Patrus Ananias (PT-MG)Não
Wadih Damous (PT-RJ)Não
Luiz Nishimori (PR-PR)Sim
Magda Mofatto (PR-GO)Sim
Goulart (PSD-SP)Sim
ToninhoWandscheer (PROS-PR)Sim
Rogério Marinho (PSDB-RN)Sim
Fabio Garcia (PSB-MT)Sim
Arnaldo Jordy (PPS-PA)Sim
Evandro Gussi (PV-SP)Sim
Sergio Vidigal (PDT-ES)Não
Alfredo Kaefer (PSL-RS)Sim
Chico Alencar (PSOL-RJ)Não
Valdir Colatto (PMDB-SC)Sim
Bilac Pinto (PR-MG)Sim
Herculano Passos (PSD-SP)Sim
Assis Melo (PCdoB-RS)Não
Elizeu Dionizio (PSDB-MS)Sim
Vitor Lippi (PSDB-SP)Sim
Danilo Cabral (PSB-PE)Não

 Principais modificações na legislação trabalhista previstas no relatório de Rogério Marinho:

1 - Redução do salário para quem exerce as mesmas funções na mesma empresa com a demissão coletiva e a recontratação via terceirização

2- Prevalência do acordo coletivo ou individual sobre a legislação trabalhista. Isto possibilita que a empresa contrate o empregado com menos direitos do que prevê a convenção coletiva da categoria ou da lei.

3- Terceirização até das atividades fim de qualquer setor

4- Parcelamento das férias em até três períodos à escolha da empresa

5- Fim do conceito de grupo econômico que isenta a holding de responsabilidade pelas ilegalidades de uma das suas associadas

6- Regulamenta o teletrabalho por tarefa e não por jornada

7- Deixa de contabilizar como hora trabalhada o período de deslocamento dos trabalhadores para as empresas, mesmo que o local do trabalho não seja atendido por transporte público e fique a cargo da empresa

8 - Afasta da Justiça do trabalho a atribuição de anular acordos coletivos e até individuais de trabalho

9 – Permite jornada de trabalho de até 12 horas seguidas, por 36 de descanso, para várias categorias hoje regidas por outras normas

10 – Acaba com o princípio de equiparação salarial para as mesmas funções na mesma empresa
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