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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Debate da Globo foi manipulado: Doria ganhou 76% a mais de tempo do que Haddad.

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Debates eleitorais devem dar tempo igual para todos os candidatos, certo?

Não foi assim no debate da TV Globo entre os candidatos a prefeito de São Paulo.

Dória (PSDB) teve 9 minutos a mais do que os 11 minutos que Haddad teve. O que dá 76% de tempo a mais para o tucano.

Marta e Russomanno também tiveram 57% de tempo a mais do que Haddad (6 minutos a mais cada).

Mesmo Major Olímpio e Erundina tiveram 19% de tempo a mais do que Haddad (pouco mais de 2 minutos a mais cada).

Haddad foi o mais prejudicado, e Dória o mais beneficiado.

Isso mede o desespero dos adversários de Haddad e da TV "platinada".

O truque foi permitir em dois blocos que quem pergunta pudesse escolher um candidato para responder duas vezes. Resultado: no 2o. bloco, ninguém perguntou para Haddad, enquanto Dória e Marta responderam duas vezes.

No 4o. bloco, Haddad só falou na hora de perguntar, mas ninguém perguntou para ele enquanto dois candidatos perguntaram para Dória.

A Globo diz que “as regras do debate são discutidas e acordadas com todos os candidatos previamente”.

A assessoria de Haddad pode ter bobeado e não ter percebido. Mas parece que Doria e Marta - justamente os dois candidatos mais simpáticos à ideologia dos donos da emissora - souberam muito bem como manipular as regras a seu favor.

E depois a Globo reclama quando Jandira chama a emissora de golpista.


Medo dos adversários no debate mostra que Haddad estará no segundo turno.

O debate na TV Globo entre os candidatos a prefeito de São Paulo mostrou uma inusitada dobradinha Dória (PSDB) e Marta (PMDB).

O tucano e a traíra do PMDB do Temer ficaram levantando a bola um para o outro e evitaram escolher Haddad para perguntar.

Russomanno também evitou escolher Haddad.

Todos os três preferiam até escolher o Major Olímpio para perguntar do que Haddad.

O primeiro motivo é que Haddad cresce nas pesquisas quando fala, e todos os trackings dos partidos apontam ele como favorito a alcançar o segundo lugar e ir ao segundo turno. Então os adversários não queriam dar voz à ele no debate.

O segundo motivo é que todos os candidatos acabam falando que vão fazer na prefeitura o que Haddad já fez ou está fazendo. Então acabam elogiando a gestão dele sem querer para não desagradar o eleitor. E se é para continuar a fazer o que Haddad faz, para que o eleitor vai trocar?

Além disso Haddad mostrou-se excelente debatedor. Russomanno que acabou sendo escolhido por Haddad em algumas perguntas não conseguiu encaixar uma crítica. Haddad aproveitou para mostrar o que está sendo feito em seu governo e ainda mostrou o quanto Russomanno está desinformado. Ganhou todas.

Dória e Marta também evitaram Erundina (Psol). Mas nas horas dela escolher a quem perguntar teve oportunidade de escolher os dois. E como sempre desmascarou ambos. Disse que Dória é político sim, só que é o tipo de político lobista a serviço do poder econômico, lembrando que até o movimento "Cansei" foi político. Desmascarou também Marta ao obrigá-la a reconhecer que faz parte da base de apoio das medidas impopulares e entreguista de Temer.

Resultado do debate: vitória de Haddad e Erundina. Como Haddad é o único entre os dois com chances muito boas de ir ao segundo turno, está na hora do eleitor de Erundina pensar se não é melhor votar em Haddad para evitar o risco do retrocesso de serem governados por um Russomanno ou Dória.

Não há nenhum demérito para Erundina, se o eleitor dela votar em Haddad como voto útil, continuando votando nos vereadores do Psol. Ela continua essencial na Câmara dos Deputados para resistir ao golpe de Temer nos direitos do povo. E Haddad é essencial na prefeitura para São Paulo não perder o rumo de uma das gestões mais inovadoras e inclusivas que existem.

Freixo nocauteia Pedro Paulo no debate na Globo.



Em geral debates são decisivos para eleição quando um candidato comete um erro muito grande. Foi o que aconteceu com o golpista Pedro Paulo (PMDB), o grande derrotado no debate na TV Globo.

Como se não bastasse ter apanhado feio em todos enfrentamentos que travou, como se não bastasse ter se saído mal em todas as respostas, foi à nocaute em um embate com Marcelo Freixo (PSol).

Freixo desafiou Pedro Paulo a "ter coragem de o escolher para ser perguntado". Pedro Paulo aceitou o desafio, mas caiu na besteira de falar de corda na sua casa de enforcado.

Acusou um ex-assessor de Freixo de ter batido na esposa… logo o assunto mais indigesto para o peemedebista que coleciona 3 boletins de ocorrência de agressões à mulher.

Colocou a bola na marca do pênalti para Freixo chutar.

A resposta de Freixo foi fatal: “No mesmo dia em que tive conhecimento que tinha alguém que agrediu a mulher, eu exonerei. Ao contrário do Eduardo Paes, que pegou alguém que bateu em mulher e transformou em candidato a prefeito. Essa é a diferença entre a gente".

Jandira nocauteia Globo no debate da Globo.

No debate na TV Globo entre candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, Jandira Feghali (PCdoB) já abriu dizendo:
"Boa noite, nós estamos aqui na TV Globo e eu não poderia deixar de registrar que essa emissora apoiou o golpe contra a democracia e contra uma mulher eleita.
Esse golpe interrompeu o mandato de uma mulher eleita, que melhorou a vida de todos os vocês e investiu muito nesta cidade".
A Globo sentiu a pancada e se auto-concedeu um ridículo "direito de resposta". O jornalista que apresentou o debate lei nervosa:
"A TV Globo não é obrigada a realizar debate. Se a emissora faz isso é exatamente por apreço à democracia, inclusive se expondo a ter críticas aqui ao vivo, dos candidatos que estão aqui e concordaram em vir participar desse debate. Então, de qualquer maneira quero lembrar também que não é a TV Globo que está sendo avaliada aqui, são os candidatos".
Foi ridícula a resposta porque:

1) Tentou desqualificar com arrogância o direito à liberdade de expressão de uma candidata. Os debatedores (pelo menos os sérios) não são apresentadores do Jornal Nacional que devem obedecer ordens da casa. Isso contradiz o dito "apreço à democracia" da emissora.

2) A resposta foi prepotente ao dizer que "a TV Globo que está sendo avaliada aqui, são os candidatos", como se a Globo estivesse acima do bem e do mal, a ponto de achar que não pode receber um crítica sequer. E é uma crítica que está nas redes e nas ruas em todas as manifestações de rua "Fora Temer" e contra o golpe. Então está sendo avaliada constantemente, sim. Uma resposta mais serena da emissora seria até melhor assimilada pelo telespectador.

3) Mostrou prepotência ao dizer que "não é obrigada a realizar debate". Ok, a lei não obriga, mas a Globo também não faz nenhum favor a ninguém ao transmitir. Além de ser concessionária com obrigação de prestar um serviço público em troca dos lucros que tem na exploração, o último debate antes da eleição é o que desperta maior interesse e dá maior audiência. Se a Globo não quiser transmitir, ótimo. Já vai tarde. Outros canais transmitirão.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

'El País': Fascismo bate à porta do Brasil



Artigo do jornalista Luiz Ruffato publicado nesta quinta-feira (29) pelo El País afirma que Temer caminha para um estado de fascismo enquanto presidente. Instaurado através de um processo de impeachment duvidoso, o governo do presidente Michel Temer caminha para seu segundo mês com baixíssima popularidade e anúncios de medidas bastante controversas, muitas delas cortando direitos adquiridos durante os governos petistas.

Em seu texto para El País Ruffato diz que se compreendermos o fascismo como o culto a um Estado autoritário, que prega a eliminação a qualquer custo dos adversários e ignora os direitos individuais, então, o Brasil vive um preocupante flerte com essa perigosa forma de governar. Os Três Poderes vêm dando mostras suficientes de rompimento com as regras básicas da democracia e, pouco a pouco, vai se instaurando um clima de violência política que nos empurra para um impasse somente visto nesse país quando estivemos sob o regime de exceção das ditaduras civis e militares.

O jornalista descreve o impeachment de Dilma Rousseff como uma a conspiração para afastar a presidenta do poder, insuflada pelo vice-presidente Michel Temer, executada pelo Congresso Nacional e avalizada pelo Judiciário, colocou em xeque os pressupostos da nossa jovem e frágil democracia, cassando, por puro revanchismo, os votos de 54 milhões de brasileiros.

Ruffato observa que a primeira atitude de Michel Temer, ao ser empossado foi iniciar o desmonte, uma a uma, das modestas, mas fundamentais conquistas obtidas sob os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O jornalista diz que “de forma prepotente, sem qualquer consulta à sociedade, em poucos meses Michel Temer já decretou mudanças radicais e polêmicas nos sistemas de saúde, de educação e de previdência, numa clara sinalização de que seu governo não tem e nem terá como marca o diálogo com os mais amplos setores, mas apenas atenderá aos interesses daqueles que contribuíram para concretizar o impeachment de Dilma Rousseff, que, não por coincidência, enfileiram-se entre os derrotados nas urnas em 2014. Para não ser contestado, Temer veste-se com o manto da legalidade proporcionada por um Judiciário mais comprometido com um discurso baseado na moral do que no direito.”

O jornalista fala que a perseguição seletiva patrocinada pelo Ministério Público Federal a membros do Governo petista tornou-se tão escancarada que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, chegou a anunciar previamente uma nova etapa da Operação Lava Jato, em uma evidente irregularidade, já que se trata de ações sigilosas, às quais ele somente poderia ter acesso após efetivadas. Todos os envolvidos em denúncias de corrupção devem ser processados, julgados e, se condenados, presos, mas obedecendo ao ordenamento jurídico, acrescenta Ruffato.

Ele conta que “o jovem procurador Deltan Dallagnol, um dos mais destacados membros da força-tarefa que vem conduzindo os processos da Operação Lava Jato, representa a outra corrente de mentalidade autoritária que vem corroendo as nossas débeis instituições. Dallagnol, que se diz 'seguidor de Jesus', é filiado à Igreja Batista do Bacacheri, uma denominação pentecostal. Pertence, portanto, à categoria dos fundamentalistas cristãos que, como todos os fundamentalistas, encarnam uma visão teológica e moralista da sociedade.”

Ruffato conclui que o que vem ocorrendo é uma confusão interessada entre esses dois conceitos — os evangélicos crescem e disseminam suas ideias no campo em que proliferam a miséria, a insegurança, a desesperança e a ignorância. Condenando a corrupção, combatem tudo aquilo que consideram corrupção, seja ela ética, seja ela moral. Ou seja, em sua fúria puritana, enxergam o Mal naqueles poucos avanços conseguidos na luta por uma sociedade mais justa, não só em termos econômicos e sociais, mas também em termos de igualdade de direitos. Mas os evangélicos sabem que apenas poderão impor sua mentalidade machista, homofóbica, classista e tacanha se alargarem seu espaço junto ao poder. E é aqui que os moralistas se aliam aos amorais: ambos desejam a mesma coisa e aceitam pagar o preço que for necessário.

Folha: Apesar da crise, Haddad aumenta investimentos e reduz dívida



O suposto dilema entre sanar as contas ou realizar investimentos não teve vez na cidade de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad. Ao contrário do que ocorreu em muitos Estados e municípios do país, a crise econômica profunda e seus efeitos sobre a arrecadação tributária não impediram que a prefeitura reduzisse sua dívida, pagasse precatórios, melhorasse o caixa e elevasse o total de investimentos na cidade nos últimos quatro anos. As contas municipais mostram uma rara combinação entre gestão eficiente e boa definição de prioridades.

A renegociação da dívida da cidade pela mudança no indexador utilizado –resultado de um movimento articulado por Haddad com o governo federal– ajudou a levar a dívida consolidada líquida do município de R$ 82,5 bilhões em 2012 para R$ 33,6 bilhões em 2016, aos preços atuais. Proporcionalmente à receita corrente líquida, a dívida passou de 197% para 76%.

No plano dos gastos públicos, a renegociação de contratos com fornecedores e a adoção mais ampla e transparente do pregão eletrônico nas licitações levaram a uma redução substancial no crescimento das despesas com terceiros. Esta rubrica, que crescia sempre acima dos 7% anuais em termos reais desde 2005 –chegando a crescer 14,2% em 2010 e 8,9% em 2012, por exemplo– cresceu apenas 3,7% em 2013 e 1,4% em 2014 e 2015.

Graças a melhoras como essa, a prefeitura conseguiu elevar seus investimentos em meio à maior crise econômica das últimas décadas. Em termos reais, o total de investimentos passou de R$ 16,7 bilhões entre 2009 e 2012 para R$ 17,49 bilhões entre 2013 e 2016, o maior aumento tendo se dado nas áreas de saúde, saneamento e transportes.

A gestão de Haddad também ensina aos governantes que crises não servem como pretexto para não se fazer planejamento de longo prazo. O Plano Diretor Estratégico (PDE) aprovado na Câmara Municipal planeja o desenvolvimento da cidade nos próximos 16 anos. O plano inclui, por exemplo, diversos incentivos para a instalação de empresas nos bairros periféricos de alta densidade populacional, com efeitos não apenas sobre a mobilidade urbana, mas também sobre os níveis de emprego e renda nas áreas de menor índice de desenvolvimento socioeconômico. Infelizmente, as lições da gestão de Haddad não parecem ter convencido os demais candidatos à Prefeitura de São Paulo.

"A gente quer baixar o ISS e estimular o empreendedorismo", afirmou Celso Russomanno para uma plateia de empresários do setor de shoppings no dia 14 de setembro.

O candidato também prometeu reduzir o IPTU, promovendo uma versão tupiniquim do "trickle down economics" de Ronald Reagan e Donald Trump. Somadas à queda de arrecadação pelos efeitos da própria crise econômica, as isenções fiscais anunciadas por Russomanno certamente colocariam em xeque os investimentos planejados no PDE e outros investimentos em áreas prioritárias.

João Dória, por sua vez, parece preferir os desinvestimentos. "A prefeitura vai vender tudo aquilo que não for essencial para a gestão pública e a assistência à população que mais precisa. Vamos começar vendendo o estádio do Pacaembu", afirmou o candidato em abril.

São Paulo pode estar condenada, como Sísifo na Antiguidade, a levar a pedra até o topo e eleger outro prefeito para derrubar a pedra. Por quanto tempo?  As informações estão na Folha

Golpista:Temer tem aprovação de apenas 12% dos paulistanos



O governo do presidente Michel Temer é considerado bom ou ótimo por apenas 12% dos paulistanos, segundo a quarta rodada da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Já a parcela que considera a gestão ruim ou péssima é mais de três vezes maior: 42%. Outros 31% a veem como regular.

A aprovação a Temer chega a ser mais baixa que a da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), candidato com a maior taxa de rejeição entre os concorrentes à Prefeitura de São Paulo. O governo Haddad é visto como bom ou ótimo por 18%, regular por 36% e ruim ou péssimo por 45%.

Desde a primeira rodada de pesquisas, feitas em agosto, a taxa de Temer praticamente não mudaram.

Alckmin é reprovado por 35% e aprovado por 21% dos paulistanos, revela Ibope

Os paulistanos também estão insatisfeitos com a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ela é considerada boa ou ótima por 21%, regular por 40% e ruim ou péssima por 35%.

A quarta rodada da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo foi realizada entre os dias 25 e 28 de setembro, com 1.204 entrevistas face a face em todas as regiões da cidade. A margem de erro é de três pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. Está registrada no TRE com o protocolo SP-03836/2016. Foi contratada por Globo Comunicação e Participações S/A O Estado de S.Paulo.

Segundo Eduardo Cunha, um vereador consegue até 20 mil votos para um deputado federal.

Insatisfeito com as maracutaias dos deputados em Brasília?

Ontem mesmo queriam fazer uma lei para perdoar crimes de quem mandou dinheiro roubado para a Suíça e outros paraísos fiscais.

Pois seu voto no domingo para vereador tem tudo a ver com a eleição dos deputados em Brasília.

Segundo a jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor, o especialista Eduardo Cunha disse que um bom vereador é capaz de conseguir até 20 mil votos para um deputado federal ao custo de R$ 60 mil.

Por isso deputados investem na eleição de vereadores e prefeitos, inclusive no financiamento da campanha, e dois anos depois os vereadores e prefeitos retribuem buscando votos para o deputado que os apoiaram.

Enquanto não houver uma reforma política profunda, está tudo junto e misturado nas eleições de vereadores e prefeitos com deputados federais, estaduais e senadores dois anos depois.

Na verdade as eleições municipais já estão nacionalizadas em grande parte, ainda que os políticos evitem falar nisso.

Voto de protesto contra tirarem nossos direitos

É raro algum cidadão que não esteja desiludido com a política. Principalmente nós que sofremos o golpe de rasgarem nosso voto de 2014. Mas se não fizermos do nosso voto no domingo um grito de protesto, estaremos autorizando a continuidade desse Congresso que está aí, do governo golpista, e do arrocho que eles querem impor nos trabalhadores, aposentados, estudantes e doentes do SUS.

Também não adianta votar nulo ou não votar, porque aí é que serão eleitos os piores candidatos, sem compromisso com lutas populares e com rabo preso com corruptos de Brasília.

O voto de protesto é nos partidos que não apoiaram o golpe (e o impeachment foi apenas um meio para dar o golpe maior nos direitos e no bolso do povo). Assim só dá para votar no 13, 65 ou 50 (PT, PCdoB ou Psol). Votar diferente disso é pedir para perder direitos e conquistas.

Leia também:
A voz de um brasileiro com raiva desta política. Que tal tirar o sorriso da cara dos políticos nojentos?

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

João Dória Jr e o "bom gestor" mau.

"Bom gestor" para quem?
Assusta ver candidatos a prefeito, como o tucano João Agripino Dória Jr em São Paulo, dizendo ser "gestor" e não "político". Assusta porque essa mentira não existe em se tratando de cargos eleitos pelo voto popular, mas engana muita gente.

Prefeito "bom gestor" para quem? A resposta diz o tipo de político que ele é.

Na época da escravidão, um "bom gestor" era quem melhor explorava o trabalho escravo do ponto de vista dos senhores de engenho. Mas na opinião dos explorados na senzala era o contrário: além de ser mau gestor para eles, era um gestor mau.

Revolta de escravos contra os "bons gestores" de engenhos.
Entre eles ancestrais de João Dória Jr.
Detalhe: segundo a wikipédia, "João Agripino da Costa Doria Junior (nome completo do tucano). Descendente dos Costa Doria, uma família brasileira do período colonial, cujos membros foram senhores de engenhos (portanto escravocatas), militares e políticos".

Hoje, se um prefeito priorizar governar para os empresários da especulação imobiliária, eles irão considerá-lo bom gestor. Mas para o povo que sonha com a casa própria ele será um gestor mau.

Se o prefeito priorizar programas de moradias populares, os empresários da especulação imobiliária considerarão mau gestor, mas para o povão ele será um excelente gestor.

São justamente estas prioridades que definem o tipo de político que o gestor é.

Dória sem dúvida é o melhor gestor para milionários querem lucros acima da qualidade de vida na cidade. É "o melhor gestor" para empresários de ônibus, empreiteiros, banqueiros, donos de planos de saúde, das S/A da educação privada, dos especuladores imobiliários que querem construir prédios nos poucos parques de área verde que restam em São Paulo.

Mas para a classe média para baixo que quer uma cidade priorizando a boa qualidade de vida pra os cidadãos, o melhor gestor é Haddad, que se preocupa e faz a recuperação de espaços urbanos de convivência, cuida de áreas verdes, de humanizar o trânsito, do atendimento e expansão da rede de saúde pública, com a qualidade da educação.

Se o prefeito for um gestor muito bom para os donos de empresas de ônibus, ele será um gestor mau para quem anda de busão.

Se o prefeito sucatear a saúde e educação pública e incentivar só estes serviços privados, os empresários de planos de saúde e grandes empresários de escolas privadas, irão considerá-lo "bom gestor", mas para as famílias que não podem ou tem dificuldade para pagar, ele será um gestor mau.

Boa gestão é obrigação. É ferramenta de administração que o funcionalismo público dispõe qualquer que seja o prefeito. O futuro das cidades está nas escolhas de POLÍTICAS públicas a seguir ou não.

Em tempo: João Agripino Dória Jr., filho de deputado, de família oligarga política, foi nomeado presidente da Paulistur, estatal de turismo, aos 25 anos em 1983 quando os tucanos governaram a capital. Em 1986, aos 28 anos, foi nomeado presidente da Embratur, estatal federal de turismo, por José Sarney. Promove eventos bancados com recursos públicos. Recebe verbas do governo Alckmin para a revista "Caviar Style". Articulou o movimento político "Cansei" com empresários oposicionistas. É um pouco demais dizer que não é político.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Rumo ao segundo turno, Haddad dispara entre jovens e entre mais pobres.

Mapa das realizações de Haddad nas regiões de São Paulo.
Clique aqui para ver em detalhes.

Agora as pesquisas dizem: Haddad (PT) sobe. Marta (PMDB) e Russonanno (PRB) descem nas eleições para prefeito de São Paulo. Dória (PSDB) também subiu e lidera.

Nas pesquisas, agora Haddad está em empate técnico com Marta. Só que ele está subindo e ela está descendo.

O analista de pesquisa de Estadão, José Roberto Toledo, prevê que parte do eleitorado de Marta votará útil em Haddad, à medida em que ela não se mostra mais competitiva com Russomanno e Dória. O eleitor que não quer os dois no segundo turno, poderá votar em massa em Haddad.

Não acredito que estas pesquisas tenham valor científico para aferir a real intenção de voto do eleitor. No Datafolha, por exemplo, diz que 17% dos paulistanos avaliam Haddad como ótimo e bom, mas coloca ele com apenas 11% de intenção de votos. Tem alguma coisa errada aí.

Acho muito difícil Haddad ter menos do que uns 20% dos votos e, contra todas as pesquisas anteriores, acho que ele é um dos estará no segundo turno. Não é só torcida, é lógica.

O motivo é que Dória, Russomanno e Marta representam o mesmo campo conservador do eleitorado. Na reta de chegada, Dória está arrastando as fichas nesse campo tirando votos conservadores dos demais. Se nem Russomanno nem Marta conseguirem tirar votos dele serão carta fora do baralho.

Só Haddad e Erundina representam o eleitorado mais pobre e a classe média progressista. Esse voto estava meio cabisbaixo e perdido por aí, mas agora está convergindo para Haddad.

Não me surpreenderá se o eleitorado da periferia que hoje, dizem os institutos, declaram voto em Marta (muitos só agora estão descobrindo que ela virou candidata das elites e do Mr. Fora Temer) migrarem maciçamente para Haddad quando ele demonstra ser uma candidatura forte.

Mesmo sem acreditar muito nas pesquisas, vale registrar que o último Ibope diz ter captado que Haddad deu um salto de 6 pontos no eleitorado mais jovem enquanto Marta caiu 13 pontos. Haddad também subiu 6 pontos entre os mais pobres (com renda de até um salário mínimo). Esse movimento tende a seguir como uma onda até o dia da eleição.

Temer negocia Petrobras com a Shell



Michel Temer se reuniu, nesta terça-feira (27), com presidente da Shell, Ben Van Beurden.(imagem)
Em 15 de fevereiro desse ano, em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo,  a Shell dizia ter interesse no Pre-Sal
Agora, depois do presidente da Shell se reunir com Temer, em seguida, apareceu o presidente da Petrobras, Pedro Parente, defendendo o  fim da exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal 
 Depois,  Temer também se reuniu com Jacob Lew, secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
                                             E, eis que aparece Henrique Meireles com o FMI
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda do Governo Temer, recebeu representantes do FMI. Tudo no maior sigilo. Não há uma única informação sobre a pauta  dessas reuniões

Antes de anunciar, no palanque, a prisão de Palocci, ministro tucano esteve na sede da PF



O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reuniu-se com o superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Disney Rosseti, dois dias antes de ter dado a  declaração de que haveria uma nova fase da Operação Lava Jato nesta semana. "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", disse Moraes, em um evento do candidato a prefeito Duarte Nogueira (PSDB) em Ribeirão Preto, conforme revelou Agência Estado. No dia seguinte à declaração, o ex-ministro Antonio Palocci foi preso em decorrência justamente de mais uma fase da operação.


O encontro de Moraes com o superintendente da PF ocorreu na sede do Departamento de Polícia Federal da capital paulista e, conforme divulgado pela agenda oficial do ministro, durou uma hora. Rosseti foi nomeado no início do mês novo superintendente regional da PF em São Paulo. Após exercer a função de adido policial federal na Embaixada do Brasil em Roma, ele substituiu o delegado Roberto Troncon, agora adido em Londres.(Veja a imagem da agenda do ministro)

Rosseti exibe um currículo com passagens por setores estratégicos da PF. Antes da Itália, ele foi superintendente da PF em Brasília e diretor da Academia Nacional de Polícia, a famosa escola da PF.

Na segunda-feira, após a operação que prendeu Palocci, o presidente Michel Temer chamou o ministro para uma conversa no Palácio do Planalto para cobrar dele mais explicações. Moraes, porém, estava em São Paulo e os dois conversaram pelo telefone.

Temer teria aceitado as explicações de que se tratou de uma "infeliz coincidência". Há expectativa de que a reunião ocorra nesta terça, mas ainda não está confirmada. O ministro da Justiça, porém, participará da reunião e do jantar que o presidente vai oferecer a ministros e líderes da base à noite no Palácio da Alvorada.

No domingo, após o episódio, ambos já haviam conversado por telefone. Na ocasião, o ministro negou que tivesse antecipado a operação. Mas, na segunda, Temer assistiu ao vídeo com a declaração de Moraes e decidiu cobrar novas explicações.

A intenção de Temer é fazer uma reunião "de alinhamento" com os demais ministros, a fim de amenizar as seguidas crises causadas por declarações "desnecessárias" e consideradas prejudiciais ao governo. "Falou besteira, no lugar errado e na hora errada", afirmou uma fonte do governo.

A avaliação é que o adiamento da conversa com Moraes teria inclusive beneficiado o governo, já que o noticiário ficaria focado na prisão do ex-ministro do PT e não na "crise" causada pelas declarações do titular da Justiça. Segundo fontes do Planalto, o desgaste em torno de Moraes não o coloca na berlinda e uma demissão do ministro não está sendo cogitada por Temer. O presidente quer, sim, "enquadrá-lo" para tentar evitar o prolongamento da crise, mas a intenção é "colocar água na fervura" e diminuir a temperatura da crise.

 Agenda

Conforme a agenda do ministro, divulgada nesta terça-feira, ele retorna a Brasília após passar a segunda-feira em São Paulo. Moraes tem um almoço com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho. Às 14 horas, tem audiência com o presidente da Abert, Paulo Camargo.

Na sequência, o ministro recebe o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio e, às 16 horas, tem encontro com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

Teori Zavascki manda Rodrigo Maia enviar dados de parlamentares à Polícia Federal


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, mandou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviar à Polícia Federal dados sobre parlamentares, assessores e funcionários da Casa.

A PF investiga se o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), foi contratado pela empreiteira UTC Engenharia ‘para passar informações privilegiadas oriundas da Corte de contas e da Comissão de Obras Irregulares (COI) da Câmara dos Deputados’.

Segundo documento anexado aos autos da Lava Jato no Supremo, a Polícia Federal relatou ‘dificuldades em receber informações por parte da Câmara dos Deputados, consistente no envio do nome dos parlamentares, assessores, além dos funcionários que integram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) entre os anos de 2011 a 2015, bem como os dados funcionais de todos, incluindo CPF, ramais e telefones celulares funcionais (com período de utilização)’.

Na avaliação da Procuradoria-Geral da República, ‘a diligência pretendida pela Polícia Federal é pertinente e relevante para a investigação’.

A Procuradoria destaca que o delator Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, declarou que Cedraz foi contratado pela empreiteira ‘para passar informações privilegiadas oriundas do Tribunal de Contas da União e da Comissão de Obras Irregulares (COI) da Câmara dos Deputados, razão por que é importante saber quem integrava tal comissão, no período de 2011 a 2015’.

Segundo o Ministério Público Federal, os dados são necessários ‘a fim de verificar, numa segunda camada investigativa, eventuais vínculos de parlamentares e servidores com os investigados’.

A Procuradoria requereu a juntada dos documentos em anexo no inquérito, ‘bem como que seja oficiada a presidência da Câmara dos Deputados para que envie o nome dos parlamentares, assessores, além dos funcionários que integram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) entre os anos de 2011 a 2015’.

Os investigadores querem, ainda, ‘os dados funcionais de todos, incluindo CPF, ramais e telefones celulares funcionais (com período de utilização)’.

Ao acolher o pedido da Procuradoria, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, determinou que ‘seja enviada a documentação solicitada pela autoridade policial na referida petição’.

“Nos termos da decisão anexa por cópia, requisito-lhe que encaminhe à autoridade policial a documentação descrita na Petição/STF nº 40760/2016, cuja reprodução acompanha este expediente”, ordenou o ministro do STF.

“Diante da dificuldade encontrada pela autoridade policial em obter os dados sobre os parlamentares, assessores e funcionários que integraram o Comitê de Avaliação das Informações Sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) diretamente da Câmara dos Deputados, requisite-se, com cópia desta decisão e da petição 40.760/2016, que seja enviada a documentação solicitada pela autoridade policial na referida petição”, decidiu o ministro.

sábado, 24 de setembro de 2016

Temer tira dinheiro do SUS e de escolas para dar a mansões de milionários



Na calada da noite, sem nenhum debate público, em 10 de junho, o ainda interino Michel Temer assinou e enviou ao Congresso a medida provisória 732/2016, que reduz a 10,54% o teto de reajuste das taxas cobradas de quem ocupa terrenos da União.

O Plenário do Senado aprovou a MP 732 na terça-feira (20). O relator foi o senador tucano Ricardo Ferraço (ES) que explicou as vantagens para seu pai, deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM-ES), que ocupa cinco terrenos da União: “(...) ainda que a planta de valores genéricos elaborada pelos municípios e pelo Distrito Federal ou a Planilha Referencial de Preços de Terras elaborada pelo Incra autorizem um reajuste mais elevado, a atualização do valor do domínio pleno do terreno de propriedade da União está limitado a 10,54% sobre o valor do trecho correspondente para o exercício de 2015”.
 Outro que se deu bem ao votar a MP foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele é um feliz ocupante de um terreno da União na valorizadíssima Praia da Ferradura, em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. O cadastro na União está em nome de... Continue lendo aqui

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mais de dois anos após queda de viaduto em BH, denunciados são julgados



Mais de dois anos após a queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, em Belo Horizonte, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais fez a primeira audiência de instrução para julgar os denunciados. Foram ouvidas nesta sexta (23) 21 vítimas da tragédia. Uma nova audiência foi marcada para o dia 7 de outubro, quando 34 testemunhas de acusação devem depor. Mais 77 testemunhas indicadas pela defesa também serão ouvidas em data a ser agendada.

Localizado na Avenida Pedro I, na região da Pampulha, o Viaduto Batalha dos Guararapes caiu no dia 3 de julho de 2014 quando ainda estava em obras. A estrutura despencou e atingiu um micro-ônibus, um carro e dois caminhões. Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. A Avenida Pedro I é uma das vias de acesso ao Aeroporto Internacional de Confins e ao Estádio Mineirão que, na época do episódio, recebia partidas da Copa do Mundo.

Em denúncia oferecida em julho do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou 11 pessoas como responsáveis pelo acidente. Entre eles, está o ex-secretário de Obras e Infraestrutura da Prefeitura de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira Terror. Também são réus no processo profissionais que trabalhavam para a Consol, empresa de engenharia responsável pelo projeto do viaduto; a Cowan, construtora que fazia a obra; e a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), que firmou os contratos e fiscalizou a estrutura. Se condenados, as penas podem chegar a 12 anos de prisão.

Segundo inquérito da Polícia Civil, concluído em maio do ano passado, a tragédia foi consequência de desrespeito às normas mínimas de segurança e de omissão. Além de erro no projeto estrutural elaborado pela Consol, profissionais da Cowan e da Sudecap não teriam tomado providências para saná-lo ou mesmo para interromper a obra.

Lava Jato: STF autoriza investigação preliminar sobre citação a Temer



O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, determinou nesta sexta-feira (23) abertura de uma petição com trechos de depoimentos e gravações nas quais o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado cita o presidente Michel Temer em supostas tentativas de alguns parlamentares para interromper as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

As novas frentes da primeira fase da investigação, se solicitadas por Janot e autorizadas pelo ministro, deverão tratar sobre o suposto "acordão" para barrar as investigações da Lava Jato, uma doação de R$ 40 milhões do Grupo JBS para o PMDB, um suposto repasse ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) de recursos para viabilizar a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados em 1998 e o suposto pedido do presidente Michel Temer de ajuda de recursos para a campanha do ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

A partir da decisão de Zavascki, o procurador-geral também deverá avaliar como será apresentada ao Supremo a investigação contra mais 20 políticos citados pelo ex-diretor acusados de receber propina.

Na mesma decisão, o ministro decidiu que somente citados que tem foro privilegiado, como os deputados e senadores, vão responder às acusações na Corte. Os demais serão enviados para julgamento pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba.

Em junho, o ex-presidente da Transpetro disse, em delação premiada, que Temer pediu recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita (PDT), em 2012. Em resposta, Temer, até então presidente interino, classificou de “manifestação irresponsável”, “leviana”, “criminosa” e “mentirosa” a declaração de Machado. Em nota, Machado reiterou o pedido feito por Temer e disse que, como presidente da Transpetro, encaminhou a solicitação de doação oficial à construtora Queiroz Galvão, que era fornecedora da Transpetro.

“Em setembro 2012, fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras”, diz a nota. “Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada; Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita”, continuou Machado, na nota.

Ele também disse que o então “vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da Transpetro, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora”. Sérgio Machado diz que “é fato” que nunca esteve com Gabriel Chalita.

'Financial Times': Brasil clama por novas eleições



Matéria publicada nesta sexta-feira (23) pelo jornal britânico Financial Times conta que após três décadas que o Brasil saiu de uma ditadura militar e na sequência de dois impeachments de presidentes, o país se encontra profundamente dividido, pessimista e sem fé na própria democracia.

Segundo a reportagem apenas 32 por cento dos brasileiros acreditam que a democracia é sempre o melhor sistema de governo, enquanto no ano passado eram 54 por cento.

Isto é preocupante, mas compreensível, observa o Financial Times, se referindo a amarga luta pelo poder que está paralisando Brasília desde a re-eleição de Dilma Rousseff como presidente em 2014. Embora a crise política tenha atingido seu clímax no final do mês passado, quando senadores votaram pela remoção de Dilma, a disputa parece estar longe do fim.

O jornal britânico afirma que tecnicamente Dilma foi cassado por violar as leis orçamentais. Mas poucos cidadãos compreendem as acusações, creditando sua expulsão á crise economia e ao maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Estas questões levantam dúvidas sobre a legitimidade do processo. Joaquim Barbosa, ex-ministro do STJ do Brasil chamou a remoção de Dilma Rousseff de "espetáculo patético".

Financial Times destaca que Michel Temer,  pertence ao PMDB, que se aliou a antiga oposição a Dilma. Para reduzir um déficit ele propôs o aumento da idade de aposentadoria para limitar os gastos com saúde e educação. A maioria dos analistas concorda que o Brasil deve começar a controlar suas finanças para que a economia volte a crescer novamente, mas estas medidas são mais drásticas do que qualquer proposta que sua oponente Dilma tenha realizado, e exigem pouco sacrifício dos mais brasileiros mais ricos.

Tudo isto significa que, com o impeachment de Dilma,  uma solução para esta desconexão pode ser encontrada entre os milhares que tomaram as ruas para protestar contra o governo Temer, carregando cartazes pedindo "Diretas Já". O jornal britânico lembra que se Temer renunciar até o final do ano, seriam realizadas novas eleições automaticamente.

Financial Times conclui que novas eleições  poderia servir para satisfazer a questão sobre a legitimidade de um governo pós-Dilma e deixa-lo confortável para instituir reformas necessárias para o país se recuperar da crise econômica.

MPF pede cancelamento das concessões de rádio e TV ligadas a políticos do Pará e Amapá



O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e Amapá. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para explorar serviços de radiodifusão. As emissoras que podem ter a concessão cancelada são a Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, a Rede Brasil Amazônia de Televisão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM, a Belém Radiodifusão e a Rádio Clube do Pará – PRC-5, todas de propriedade de Elcione Barbalho e Jader Barbalho. Todas funcionam no território paraense. A rádio de Cabuçu Borges transmite na região sudeste do Pará.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados do país. Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Segundo o artigo 54, inciso I, a, da Constituição Federal, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV. Já o inciso II, a, do mesmo artigo veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. Tal regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

A situação revela ainda um claro conflito de interesses, uma vez que cabe ao Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação das licenças de emissoras de rádio e TV, além de fiscalizar o serviço. Dessa forma, parlamentares inclusive já participaram de votações para a aprovação de outorgas e renovações de suas próprias empresas. Assim, para o MPF, o cancelamento das concessões visa a evitar o tráfico de influência e proteger os meios de comunicação da ingerência do poder político.

Temer: Petrobras vende por US$ 5,2 bi para Brookfield 90% de seu gasoduto



O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, em reunião realizada nesta quinta-feira (22), a venda de 90% das ações da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para a Brookfield Infrastructure Partners (BIP) e suas afiliadas, através de um Fundo de Investimento em Participações (FIP), cujos demais cotistas são British Columbia Investment Management Corporation (BCIMC), CIC Capital Corporation (subsidiária integral da China Investment Corporation - CIC) e GIC Private Limited (GIC).

O valor total da venda é de US$ 5,19 bilhões. A primeira parcela, correspondente a 84% do valor total (US$ 4,34 bilhões), será paga no fechamento da operação e o restante (US$ 850 milhões), em cinco anos.

A venda da NTS foi conduzida através de processo competitivo e o preço da transação foi avaliado por quatro instituições financeiras, através de três opiniões de valor justo (fairness opinion) e um relatório de avaliação (valuation report). Esta operação tem grande relevância para o Plano de Desinvestimentos da Petrobras, correspondendo a cerca de 35% da meta de US$15,1 bilhões para o período 2015-2016.

A NTS foi criada a partir de um Termo de Compromisso assinado com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no qual a Petrobras se comprometeu a reestruturar a Transportadora Associada de Gás (TAG) e suas subsidiárias integrais, de forma a criar uma carregadora de gás natural no sudeste do Brasil (NTS) e outra no Norte-Nordeste (TAG).

A Brookfield é uma das maiores gestoras de ativos do mundo, com mais de US$ 200 bilhões sob administração e vasta experiência em ativos de infraestrutura e energia, cujo portfolio inclui empresas com mais de 14 mil km de gasodutos nos EUA, Canadá e Austrália.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

"Fiquem tranquilos, a história vai julgar cada um de nós", diz Lula no Ceará



Lula esteve hoje no Ceará e  falou sobre as acusações feitas contra ele pela força-tarefa da Lava Jato, durante ato de campanha de Fernando Santana (PT) à prefeitura de Barbalha, no Ceará. "Cada eleição é hora de inventar uma história. Eles agora querem acabar com o PT. Eles precisam destruir o PT", disse Lula aos milhares de presentes no ato.
 "E eu olho na cara de cara um e digo: se acharem um real na minha vida, que não for meu, eu não serei mais nada nessa vida", afirmou o ex-presidente.
 Lula também falou sobre o  tratamento que alguns integrantes da força-tarefa da Lava Jato dispensam a ele. "Eu tô ofendido e magoado. Ofendido porque eu nunca imaginei que aos 71 anos de idade estaria tendo a vida futucada por uns meninos do MPF."
Lula disse, é é,  perseguição de parte da imprensa e das autoridades é fruto de um temor de que ele se candidate nas próximas eleições presidenciais. "Além de afastar Dilma, eles sabiam que tinham que 'cuidar' do Lula."

Lula segue em viagem pelo Nordeste até o dia 23, e tem visita agendada ao Rio Grande do Norte e Pernambuco.


'Le Monde': Juiz enfrenta controvérsia e frágil acusação contra Lula

 O jornal francês Le Monde publicou nesta quarta-feira (21) uma matéria sobre a decisão do juiz Sérgio Moro de processar o ex-presidente Lula 

A  reportagem conta que Lula se tornou réu  e  afirma que o juiz Sérgio Moro está disposto a enfrentar a controvérsia de uma acusação baseada em frágeis indícios, já tendo demonstrado capacidade de gerenciar a emoção de milhares de brasileiros que consideram o ex-presidente um ídolo.

O diário francês destaca que até mesmo jornalistas conservadores, como Reinaldo Azevedo, da revista Veja, e um colunista da Folha de S.Paulo consideraram as acusações do procurador Deltan Dallagnol inconsistentes.

Le Monde relata que na avaliação de pessoas próximas do ex-presidente, esse novo capítulo judiciário confirma que o líder mais carismático da esquerda brasileira é vítima de perseguição.

O noticiário francês acrescenta que qualquer que seja o veredito, a imagem de Lula e a de todos os grandes partidos políticos no Brasil já está seriamente abalada.

Por corrupção, ex de Jucá é condenada a perda do mandato e fica inelegível por seis anos



Maria Teresa Jucá,  ou, agora,   Teresa Surita (PMDB),  a  irmã do apresentador Emílio Surita (Pânico – Rádio Jovem Pan e TV Bandeirantes) e ex-esposa do Senador por Roraima Romero Jucá. Prefeita atual de Boa Vista – tentando seu 5º mandato – começou sua carreira política como primeira-dama do então Governador do Estado e Coordenadora de Ação Social do Governo do Estado de Roraima (1989-1990), foi condenada à perda do mandato em processo por improbidade administrativa

.A decisão da juíza Luzia Farias da Silva de Mendonça, da 4ª Vara da Justiça Federal em Roraima, foi proferida na semana passada (15) e também condena a gestora à suspensão dos direitos políticos por seis anos. Teresa é candidata à reeleição. Ao entrar com a ação na Justiça, o MPF alegou que das quatro plataformas previstas no projeto inicial da obra, apenas duas foram efetivamente construídas. No mesmo projeto inicial, segundo o MPF, o valor total da obra de 13.050m² era de R$ 4.335.798,83. No entanto, apenas 7.215m² foram construídos totalizando um gasto de R$ 3.959.355,38.

 De acordo com o MPF, as alterações no tamanho da obra e no gasto não tiveram anuência dos órgãos competentes, que deveriam ter autorizado a mudança na execução e no dinheiro aplicado na construção. Na decisão, a juíza considera que tanto a prefeita quando o ex-secretário de obras "demonstraram desleixo e inabilidade para o exercício de atividades que envolvam o interesse da coletividade".Conforme a sentença, Teresa e Nélio Borges também são condenados a pagar R$ 800 mil em multa em conjunto com a empresa Sergen, ficando proibidos de contratar com o poder público. Eles deverão ressarcir o erário em R$ 853 mil. A empresa responsável pela obra recebe as mesmas condenações e também é obrigada a pagar R$ 853 mil ao erário.

 Contra a prefeita Teresa Jucá consta a condenação diante do processo nº 2005.42.00.002589-5  e nº 2589-34.2005.4.01.4200, trata-se de uma AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, que iniciou em 2005, na 1ª VARA FEDERAL, com o Juiz Federal Helder Girão Barreto e esta há mais de dois anos parado em grau de recurso no TCUA Tomada de Contas Especial investigou a Transferência de Recursos da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) para a Prefeitura de Boa Vista (PMBV). A investigação do Ministério Público provou que houve corrupção, desvio de dinheiro publico e  movimentação de recursos com documentação Falsa e Desvio de Finalidade. 

Teresa Jucá não conseguiu explicar como gastou CR$ 7.425.000,00 (sete milhões, quatrocentos e vinte e cinco mil cruzeiros reais), que deveriam ter sido usados para reaparelhar o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse convênio foi assinado em 1994. Esse processo, além de ter gerado a condenação no TCU, também foi julgado no Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região. Teresa Jucá recebeu uma segunda condenação, mas o processo esta há dois anos parado com o relator, em grau de recurso. Além dos processos que geraram condenação, Teresa Jucá responde a outros nove processos, dos quais dois foram arquivados. Na medida em que o poder de seu ex-marido crescia em Brasília, diminuía o ritmo da análise dos processos nos diversos órgãos . Veja o processo aqui no site do TCU

Teresa passou pelo Partido Democrático Social (PDS, 1990-1993) – antigo Aliança Renovadora Nacional (ARENA), da situação, na Ditadura, e atual Partido Progressista (PP) -, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, 1993-2003), Partido Popular Socialista (PPS, 2003-2006) e Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB, desde 2006).

 Foi eleita deputada federal por Roraima em 1990 (PDS, 1991-1992) e 2010 (PMDB, 2011-2012). Teresa conseguiu ser eleita prefeita da cidade por quatro vezes: 1993-1996, 2001-2004, 2005-2006 (se licenciou do cargo para tentar uma vaga no Senado, mas foi derrotada por Mozarildo Cavalcanti) e 2013-2016. Está na disputa pela sua segunda reeleição (5ª no geral) Teresa foi condenada em primeira instância por desvios de recursos públicos de obras de asfaltamento de ruas da cidade.

 Os irmãos Nei Afonso Borges (sócio da NAB Engenharia Ltda) e Nélio Afonso Borges (secretário de obras) também sofreram a condenação. Segundo o Ministério Público Federal, no convênio entre o Ministério das Cidades (onde a prefeita já trabalhou) e a prefeitura, teria havido favorecimento e superfaturamento de preços.Jucá também está encrencadoRomeiro Juca é alvo de quatro investigações. No Inquérito 3989, da Lava Jato, Jucá responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. Também é investigado nos inquéritos 3297, 2116, 2963 por crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica.

Um dos inqueritos diz respeito à origem e ao destino de R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado pela polícia. O ato ocorreu durante a campanha eleitoral de 2010. O assessor disse que o dinheiro seria usado na campanha de Jucá.

Campanha mundial contra perseguição à Lula.



O presidente Lula participou nesta terça-feira (20), através de teleconferência, do lançamento da campanha "Stand With Lula" organizada pela Confederação Sindical Internacional (UTC/CSI) em Nova York.

A entidade representa 180 milhões de trabalhadores sindicalizados de 162 países.

A secretária-geral da ITUC/CSI, Sharan Burrow, declarou ao ex-presidente que “190 milhões de trabalhadores estão com Lula”. A sindicalista informou que naquele momento a hashtag “Stand with Lula” estava nos trnding topics do twitter como um dos assuntos mais comentados da internet.

Sharan convidou todos os trabalhadores filiados a UTC/CSI no mundo a compartilharem a hashtag “Stand wuth Lula” (Estamos com Lula). “Precisamos agir se o governo brasileiro não reconhecer essa campanha. Precisamos restabelecer o estado de direito no Brasil”, defendeu.

A campanha foi divulgada em Nova Iorque durante a abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (20). Do lançamento participaram dirigentes sindicais dos Estados Unidos, além de advogados, juristas e defensores dos direitos humanos com atuação internacional.

Com conhecimento de que o Juiz Sérgio Moro acolheu a denúncia contra ele, Lula afirmou no evento que acredita na justiça mesmo a denúncia sendo uma farsa.

Comento:

Confiança na justiça do Brasil tá difícil de ter. A gente só vê parcialidade, perseguição contra um lado e nada fazem do outro. Incriminam Lula, mesmo depois que uma devassa prova que sua inocência justamente por não encontrarem nada. Não fazem nada parecido com nenhum tucano ou governista do Temer.


E acho que não é só a pessoa do Lula que eles querem condenar, apesar de nem disfarçarem um certo ódio. Querem aniquilar o lulismo, retroceder nas conquistas populares, e condenar qualquer um que incomode e contrarie a Corporacracia (poder econômico) que mexe as cordinhas das marionetes do golpe. Mas tenho esperança no povo se organizar para se fazer ouvir, inclusive internacionalmente, impedindo retrocessos e injustiça.

Hoje (21) no Rio de Janeiro tem Jandira e Dilma na Cinelândia a partir das 17hs. Vai ser "Fora Temer" e "Estamos com Lula":



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"Fora Temer" nas ruas, no show de encerramento das Paralimpíadas e em Nova York

Não foi só nas ruas do Brasil que teve manifestações "Fora Temer".

A banda Nação Zumbi mandou um "Fora Temer" no show de encerramento das Paralimpíadas



No sábado (17), no Rio de Janeiro, no palco do Boulevard Olímpico na Praça Mauá, a banda Tono cantou "Fora Temer":

domingo, 18 de setembro de 2016

Lula virou a maior ameaça à Corporocracia mundial. Por isso é alvo de "assassinos econômicos".



Tentando entender com mais profundidade tanto o golpe como o insano processo de assassinato de reputação do presidente Lula me lembrei e revisitei o livro autobiográfico "Confissões de Um Assassino Econômico" de John Perkins, de 2004.

Perkins trabalhava como consultor a serviço de grandes empresas dos EUA com a função de lesar países ao redor do mundo em golpes de trilhões de dólares. Oficialmente era consultor da empresa Chas. T. Main, mas disse ter sido recrutado por um membro da Agência de Segurança Nacional estadunidense, NSA. Isso bem antes de Edward Snowden denunciar a espionagem ilegal, inclusive sobre a Petrobras.

Denúncia contra Lula usou delação rejeitada de Pinheiro




Em delação anulada pela PGR, empreiteiro Léo Pinheiro diz que empreiteira descontava os repasses que fez para o tríplex do Guarujá de uma conta que o grupo mantinha para pagar propina para o PT, mostra o jornal. Informação aparece sete vezes em denúncia

Uma informação que só aparece na delação premiada do empresário Léo Pinheiro, recusada pela Procuradoria-Geral da República, foi utilizada na denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula. A informação é da Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem, foi o ex-presidente da OAS quem disse que a empreiteira descontava os repasses que fez para o tríplex do Guarujá, cuja propriedade é atribuída a Lula, de uma espécie de conta-corrente que o grupo mantinha para pagar propina de obras da Petrobras para o PT.

“Ficou acertado com [João] Vaccari [ex-tesoureiro do PT] que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, diz Léo Pinheiro em um esboço do documento divulgado pela revista Veja em agosto.

Embora não se refira à tentativa de delação de Pinheiro, a denúncia menciona a informação que ele deu a procuradores em pelo menos sete trechos para sustentar a acusação contra Lula, sem que a fonte seja indicada. “A OAS possuía um caixa geral de propinas com o Partido dos Trabalhadores, [...] [que] visava quitar os gastos de campanha dos integrantes do partido e também viabilizar o enriquecimento ilícito de membros da agremiação, dentre os quais Lula”, diz um dos trechos.

Segundo a reportagem de Mário Cesar Carvalho, os milhares de mensagens de celular e documentos apreendidos com Pinheiro não trazem informações sobre esse sistema de desconto da suposta propina para Lula do caixa que a OAS usava para pagar suborno ao PT. Dizem apenas que a OAS criou dois centros de custo para tratar da reforma do tríplex e do sítio em Atibaia (SP), batizados de “Zeca Pagodinho (sítio)” e “Zeca Pagodinho (praia)”.

De acordo com advogados ouvidos pela Folha, a acusação de que Lula recebia suborno de uma conta que tinha ligações com contratos da Petrobras é essencial para caracterizar corrupção. A falta desse elemento, segundo eles, abre caminho para a defesa contestar a acusação. O ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na denúncia apresentada na última semana pelo Ministério Público Federal. As vantagens indevidas atribuídas a Lula e sua esposa, Marisa Letícia, somam R$ 3,7 milhões no caso do tríplex do Guarujá. Conforme a denúncia, os recursos eram pagamento de propina por contratos na Petrobras.

O acordo de delação de Léo Pinheiro foi rompido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com a alegação de que houve quebra de confidencialidade. Isso ocorreu no final de agosto, após Veja apontar que o empresário havia citado o ministro do Supremo Dias Toffoli num caso em que não havia caracterização de crime. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), também são citados pelo empreiteiro como beneficiários de recursos enviados ilegalmente pela OAS.
Apesar de não se referir à tentativa de delação de Pinheiro, a denúncia menciona a informação que ele deu a procuradores em pelo menos sete trechos para sustentar a acusação contra Lula, sem que a fonte seja indicada.

sábado, 17 de setembro de 2016

STF proibiu defesa do PT usar powerpoint no mensalão. Por que MPF usou há 2 semanas das eleições?




Na véspera do julgamento do "mensalão", o STF proibiu advogados de defesa de usarem Powerpoint (programa de apresentação de imagens).

Por que o Ministério Público ficou liberado para fazer o road show da denúncia contra Lula, inclusive alocando um auditório de um hotel?

Dois pesos e duas medidas: quando foi para exercer direito de defesa não pode usar nem DURANTE o julgamento. Agora que é para a acusação propagandear FORA do julgamento, usou-se de forma espalhafatosa.

Assim não dá para convencer ninguém de o órgão está apartidário.

Inclusive, não custa lembrar que a pirotecnia no powerpoint ocorreu há 2 semanas das eleições municipais, tendo potencial para influir no resultado das urnas. E para usar um termo do powerpoint dos procuradores, o maior beneficiário é o PSDB, o DEM, o PMDB e outros partidos que concorrem com candidatos do PT. Continue lendo aqui

Código Penal, Art. 362: Se disser que Lula é culpado, reduz 99% da pena. Não precisa provar.

O código penal tem 361 artigos.

Agora leio que o ex-deputado malufista Pedro Correa e o ex-senador Delcídio do Amaral disserem em depoimento (para diminuir suas penas) que "Lula é o culpado por eles terem recebido propinas". Tudo só no gogó, claro que sem nenhuma prova. E alguns diálogos que diz ter travado ou tido conhecimento são até impossíveis de acreditar neles (*).

Assim é melhor criar o artigo 362 do Código Penal com um texto assim: "Qualquer cidadão que tiver cometido qualquer crime nos 361 artigos acima, terão redução da pena de até 99% se em seu depoimento disserem que Lula é o culpado. Basta dizer, não precisa provar."

(*) Alguém acredita que, em plena campanha de 2006, depois do Roberto Jefferson deflagar o escândalo do mensalão, um presidente da República, qualquer que fosse, falasse sobre propina a um deputado que nem tinha intimidade nem confiança, que foram opositores até 2002, e que estava investigado no próprio mensalão? Ah... o "delator" ainda disse que a conversa foi testemunhada... por um morto: José Janene. O truque mais velho do mundo que qualquer advogado conhece.

Os advogados de Lula emitiram a nota:

Declarações de Pedro Corrêa não têm valor probatório

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A voz de um brasileiro com raiva desta política. Que tal tirar o sorriso da cara dos políticos nojentos?


O amigo leitor Antonio Luiz fez o comentário mais importante que vi ultimamente. Não porque os outros sejam piores, mas porque ele fala com a profundeza do sentimento de um brasileiro do povo, que não é político, e que está com muita raiva, mas ainda está assistindo o que passa perplexo, meio sem saber o que fazer.

É a voz da maioria silenciosa, e precisa da reflexão de todos.

Primeiro segue o comentário que fala o que eu sinto também. Aplaudi de pé. Só vou dar meu palpite no fim sobre o que fazer com a nossa raiva?

Eis o que diz Antônio Luiz:
"Eu fui humilhado como eleitor. Os canalhas senadores e deputados de uma figa disseram que os nossos votos era lixo, era de pobre e que o voto da elite é que tem valor.
.
Eles jogaram toda a desgraça em cima do povo dizendo que estava fazendo isso para ACABAR COM O PT, nos desrespeitaram, nos humilharam, nos desqualificaram, e eu e minha família não somos políticos, votamos no PT mas não somos da politica, não ganhamos nada da politica, mas somos cidadãos independentes, vivemos com o pudor e o suor do nosso rosto, comemos do nosso trabalho e a política do nosso país nos riscou fora.
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Então estamos mais do que de fora, a política aqui é nojenta, ditadora, corrupta, coisa imprestável que uma pessoa do bem não deve se misturar.
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Dilma era uma mulher íntegra e eles tiraram ela. nos tiraram. nós não voltaremos mais, nós não votaremos até que seja consertado esse pisoteio e esfacelamento que fizeram com o povo, estamos num país assassino da democracia, um pais do golpe, do roubo, do saque.
.
Brasília virou uma grande quadrilha de ladrões e não mais nos representa, temos nojo dos políticos daqui. Está decidido: politica brasileira é lixo. É lixo e coisa imprestável. Somos autênticos cidadãos e não misturamos com essa classe suja. Só não estamos acima das leis, mas até elas estão esfarrapadas pelo desrespeito dos estúpidos políticos".
Comento:

Antes de mais nada, Clap! Clap! Clap! Obrigado, Luiz Antônio. Eu não conseguiria escrever tão bem, com tanto sentimento e com tanta clareza o que estamos sentindo.

Mas tem uma coisa. O que fazer?

O Luiz Antônio disse: "A política aqui é nojenta, ditadora, corrupta, coisa imprestável que uma pessoa do bem não deve se misturar". Concordo que misturar jamais, mas muito menos podemos nos render sem resistir. Até porque o golpe é no povo e vem coisa muito pior por aí, com empobrecimento, perda de direitos e roubo das riquezas nacionais se não resistirmos.

Então que tal começar a dar o troco nos políticos nojentos, ditadores e corruptos agora e já? Que tal tirar o sorriso da cara deles?

A primeira oportunidade está bem na nossa frente. É daqui a 16 dias, nas eleições municipais. Vamos fazer no dia 2 de outubro a maior manifestação contra o golpe no silêncio das urnas.

Até 2014 meu voto era na esperança de um Brasil melhor, mais justo, mais limpo. Esse voto não vale mais nada. Então meu voto agora é de protesto, de raiva, de resistência e contra injustiças. O único voto que faz sentido é o voto contra os políticos nojentos e corruptos que deram o golpe.

Vamos mostrar que somos mais teimosos do que eles e votar de novo em massa em 2016 repetindo o voto de 2014, 2010, 2006 e 2002, mesmo que as eleições sejam municipais. Não é mais o voto em pessoas, é o voto nas mesmas causas que davam esperança de um Brasil melhor. Vamos mostrar de que lado estamos e vamos mostrar que não adianta derrubar, difamar, prender e arrebentar nossos líderes populares, que votaremos nas ideias e nas nossas causas que eles representam em 2016, 2018 e sempre.

Não interessa que a eleição seja para prefeito ou vereador. Eu e minha família inteira vamos votar no 13 (PT) ou no 65 (PCdoB) seja quem for o candidato. Voto até na legenda para vereador, não importa quem seja. Respeito muito quem vota no 50 do PSOL e posso votar também no segundo turno. Porque o PSOL não foi golpista e também defende os trabalhadores, aposentados, estudantes, crianças mais pobres e a soberania nacional. Outros partidos, apesar de ter pessoas que são exceções decentes e que foram contra o golpe, embarcaram no golpe, por isso não dá para votar neles, senão é voto para fortalecer no poder corruptos, nojentos, e vendilhões da Pátria.

Votar desse jeito é o único voto que tira o sorriso da cara dos políticos nojentos e corruptos e que fortalece o povo. É a melhor chance que temos agora de enfraquecer o golpe dos corruptos e nojentos.

Não pensem que não passou pela minha cabeça a vontade de votar nulo, já que a democracia não vale mais nada no Brasil e nenhum partido é composto só de anjos. Só que voto nulo só tem simbolismo, que não fede nem cheira, ou melhor, faz o jogo dos corruptos e dos bilionários contra o povo.

Os políticos nojentos e corruptos que sabem que não votamos neles, querem que a gente vote nulo, para só eles se elegerem, enquanto os representantes que defendem o povo ficam sem votos. A Globo faz propaganda antipolítica desde 2004 para a gente perder esperança de mudar o Brasil através do voto. Porque é na descrença no voto que se elege qualquer um, se elegem os filhos e netos dos coronéis políticos que roubam há 500 anos, se elegem os Eduardos Cunhas com campanhas caríssimas, máquinas partidárias e marketing sem assumir nem ter qualquer compromisso com o povo.

É minha opinião e não sou dono da verdade. Quem discorda, dê também sua opinião nos comentários.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Barbeiragem do MPF contra Lula parece até coisa de Maquiavel tucano para blindá-los na Lava Jato.

Atualizado em 16/09/2016 as 13hs (*).

O PT já foi "sangrado", Dilma já foi derrubada, Lula já teve a vida devassada, difamada, mas não encontraram nenhuma prova de verdade contra ele. Só falta aniquilarem Lula.

Agora a fila teria que andar. Fatos novos na operação Lava Jato (alguns nada novos, apenas não andaram)  jogam holofotes nas cúpulas do PMDB e PSDB, os dois partidos que dividem hoje o poder político de fato no Brasil, representando o poder econômico, inclusive estrangeiro.

O que faria um Maquiavel tucano ou peemedebista?

Desejaria que alguém da Lava jato fizesse uma armação tão escancarada contra Lula, que matasse dois coelhos com uma cajadada só. Além de enxovalhar sua imagem para queimá-lo como líder popular, causasse indignação até internacional para a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal ter justificativa para acabar com os holofotes e vazamentos na Lava Jato. Talvez até tomar o controle da operação esvaziando Curitiba. Seja jogando os processos contra tucanos e peemedebistas que vem por aí para segredo de justiça, seja levando processos para tribunais superiores, seja pelo menos dando jeito da tramitação ser discreta (como ocorreu e ainda ocorre com o mensalão tucano até hoje).

Os sonhos do Maquiavel tucano se realizaram na apresentação pelo MPF da denúncia de ontem contra Lula com direito a powerpoint, que geraram piadas na internet.

Até o fanático antilulista Reinaldo Azevedo, da Veja, está exultante nas criticas contra o procurador que a revista antes retratava como herói: Diz que “Constrange os meios jurídicos (...) Até Moro achou um “desastre” o “stand up” de Dallagnol (...) o clima no staff de Janot era de desalento. A avaliação quase unânime é que Dallagnol se perdeu, (...) o MPF terá de se dedicar ao esforço defensivo de demonstrar que nada tem contra Lula" (ou seja, o MPF terá de provar quer não persegue Lula politicamente).

O jornal "Folha de São Paulo" diz em editorial publicado nesta quinta-feira que "Ao menos por ora, fica a impressão de que, sem conseguir apresentar evidências mais robustas contra Lula, o Ministério Público Federal tenta suprir a lacuna com retórica (...) Causa estranheza que, num esquema descrito com tantas hipérboles, a parte do "comandante máximo" se resuma a valores inferiores aos obtidos por figuras sem expressão política".

Na imprensa internacional, no Chicago Tribune e na BBC diz: 'Fosso' entre acusação e prova põe em xeque futuro da Lava Jato.

Até colunista de "O Globo" escreveu "Os procuradores, com o exagero de ontem, conseguiram colocar em risco toda a credibilidade a importante operação Lava jato".

Tenho a convicção, para usar o termo da moda, de que o interesse nessa narrativa para varrer a Lava jato tucana e peemedebista para baixo do tapete se sobrepôs até ao de tripudiar sobre Lula, mesmo entre anti-lulistas.

Quem foi inocente útil e usado nesta história já deve estar se arrependendo.

(*) O título estava dizendo que seria para enterrar a Lava Jato. Mas ficou incompleto. Enterrar só parte da Lava Jato: aquela que atinge tucanos e peemedebistas.

Vídeo da coletiva de Lula na TVT

O vale tudo contra Lula: na falta de provas, dá-lhe powerpoint.

“Não temos provas, mas convicção”, disse um procurador ao apresentar espalhafatosamente denúncia contra o presidente Lula, pelo tal apartamento que nunca foi dele. Isso depois de toda a devassa feita na vida de Lula e de seus familiares, inclusive com telefones grampeados, sem achar nada de fato.

Convicção sem provas? Tem gente que tem convicção de foi abduzida por um disco voador, viu ET em Varginha, viu Saci-pererê, Curupira, o Chupa-cabra. Mas quando procuram provas e não acham, cientistas tem a convicção de que seja imaginação da pessoa.

Operadores da Justiça com "J" maiúsculo, inclusive procuradores, deveriam pensar e agir como os cientistas e não como os imaginadores. Afinal cidadãos comuns, se fizerem acusações de crimes contra uma pessoa por "convicção", sem provas, responde por calúnia.

Na falta de provas, o MPF recorreu ao powerpoint (programa de computador para fazer apresentação de gráficos e diagramas), parecendo aquelas propagandas eleitorais na TV onde um candidato só ataca o outro por qualquer coisa que tenha acontecido durante o governo do adversário. Muita retórica, adjetivos, frases de efeito e pouco conteúdo.

O diagrama no powerpoint rendeu até muitas piadas na internet e muitas críticas, pois os procuradores chegam ao ponto de usar coisas como "reações de Lula", "expressividade", "vértice comum" como motivos para denúncia.

Lula dará entrevista coletiva, inclusive à imprensa internacional, hoje (15/09/2016) a partir das 13 horas, no Novotel Jaraguá, em São Paulo, transmitida pela internet. No twitter, a Central Única dos Trabalhadores convocou militantes a receber Lula no hotel.

Através de seus advogados, emitiram a nota abaixo:

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Salvador da Pátria? Eu? Sim. Eu, você, nós nas ruas.

Cada um na foto é um Salvador da Pátria que o Brasil precisa.
Nunca pensei que um dia eu pudesse ser "Salvador da Pátria". Pois no Brasil de hoje descobri que sou. Não "o" salvador da Pátria, mas apenas mais um entre milhões de nós que vamos às ruas defender a soberania nacional do entreguismo do governo Temer e defender os direitos até mais elementares ameaçados, como de não virar escravo no trabalho.

Não adianta esperar nada de bom vindo dos atuais poderes de cima, de Brasília. Nem dos poderes políticos dominados pelo que há de pior. Nem do judiciário que sequer defendeu a legitimidade do meu e do seu voto de cidadão. Nem do "combate à corrupção" mais preocupado com pedalinhos no Jornal Nacional do que com a rapinagem de bilhões do pré-sal sendo tirados do patrimônio do povo a preço de banana (e até inexplicavelmente dado de graça com a emenda José Serra).

Se ficar esperando só o que vão fazer em Brasília, os partidos que defendem os trabalhadores só continuarão sofrendo derrotas, e suas lideranças serão perseguidas como já estão sendo, e massacradas.

Quem pode salvar a Pátria de perder a soberania, e do povo ser roubado, depauperado e submetido à escravidão "moderna" agora é cada um de nós sendo mais um a ir em manifestações que proteste contra tudo isso que estão fazendo.

Protestar adianta. Graças a protestos populares nas redes o governo golpista jogou para depois das eleições a jornada de 12hs por dia sem hora extra.

Graças aos protestos o Congresso não quer detonar aposentadorias antes das eleições.

Graças aos protestos populares os deputados querem tirar o pré-sal da Petrobras só depois das eleições (no Senado já votaram, falta na Câmara).

Por isso só os milhões de "salvadores da Pátria" nas ruas e nas redes podem salvar o Brasil. Vá. Seja mais um. Proteste. Exija. Porque os políticos acabam obedecendo o povo, mesmo contra a vontade deles, quando somos muitos.

Peraí! E que história é essa de tirar os direitos só depois das eleições? Pois é. Depois ainda falam que eleição municipal não tem a ver com temas nacionais. Nesses tempos de resistência tem tudo a ver.

Quem votar em vereador e prefeito de partido golpista, estará fortalecendo e dando aval ao Congresso para ferrar o povo. Estará pedindo para ter salário e aposentadoria arrochada, ser escravo no trabalho e miserável na velhice (se não morrer antes). Estará pedindo para crianças ficarem sem futuro, sem aprender na escola ou até sem escola, para voltar a passar fome. Estará pedindo para morrer à toa por falta de médico, e para as famílias desempregadas não terem um teto para morar.

Se o povo, além de manifestar, votar em massa contra golpistas, os políticos do Congresso sentem o furacão das urnas varrendo eles e recuam para salvarem suas próprias peles.

O pior candidato do nosso lado ainda é melhor do qualquer um do lado dos golpistas, simplesmente porque o deles fortalece o golpe contra o povo nas futuras votações no Congresso. Não adianta um prefeito bom tapador de buracos na rua, se sua eleição significar desemprego, arrochos nos salários e aposentadorias, aumento da pobreza, cortes na educação e saúde em nível federal. Tudo afeta a vida de todos nos municípios muito mais do que qualquer prefeito possa fazer.

Como eu moro no Rio, tô indo na manifestação daqui a pouco, sem falta.