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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tucana diz que Serra escolheu “ficha suja” para vice

Ex-colega de Índio da Costa (DEM-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a vereadora do PSDB Andrea Gouvêa Vieira recebeu com indignação a notícia de que o deputado federal será o vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial. Para Andrea, a campanha tucana escolheu um “ficha suja”para o posto.

Em seu segundo mandato no legislativo carioca, Andrea foi relatora da CPI na Câmara que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001 a 2006).

No relatório, Andrea vê indícios de formação de quartel e pede a quebra de sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual.

- O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa.

É justamente o projeto Ficha Limpa uma das principais bandeiras políticas de Indio, que foi um dos relatores do projeto na Câmara dos Deputados.A vereadora do Rio, porém, também critica a postura pessoal de Indio da Costa, que, na opinião dela, é “arrogante e prepotente”.

É uma pessoa que é arrogante, prepotente, que aqui no mundo político do Rio de Janeiro não é popular, um nome que poucos sabem quem é e tem dificuldade de transitar.

Andrea disse que até tentou, mas não teve tempo de avisar a cúpula tucana sobre o que pensa de Índio e credita a indicação do deputado como um “golpe de mestre” do presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que neste ano deve tentar a reeleição. Segundo a vereadora, Indio poderia atrapalhá-lo ao dividir os votos para deputados do DEM no Estado.

- Não consigo ver como ele agrega. Até poderia dizer que, nesses circunstâncias, é um nome que não cheira, nem fede. Para mim fede. Ele não é um nome sem rejeição, ele tem rejeição..Aqui no R7

No Globo, tucana continua acertando Indio: licitação foi uma "ação entre amigos"

A senhora poderia resumir a conclusão da CPI da Merenda?

Houve um direcionamento claro. Na licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, a cidade foi dividida em nove áreas (2005). Ganhava cada área aquele que oferecesse mais desconto nos 49 produtos básicos. A Comercial Milano ficou com quase tudo. Acertou todas as suas apostas. Como ela poderia saber que descontos os outros concorrentes ofereceram?

A CPI desconfiou de algum tipo de informação privilegiada?

ANDREA: A empresa sabia até as áreas onde ninguém apresentou propostas. Isso só foi possível porque ela teve acesso prévio às ofertas dos concorrentes.

Existiu envolvimento de Indio da Costa, então secretário municipal de Administração?

ANDREA: Foi uma ação entre amigos.

Como vereadora, como a senhora avalia a gestão de Indio da Costa na secretaria?

ANDREA: Quando ele foi secretário de Administração, não havia pregão presencial e muito menos o eletrônico. Só depois da CPI, passaram a tomar esse cuidado.

E agora, irá apoiá-lo?

ANDREA: Se eu já tinha dificuldade com a candidatura do Cesar Maia, a situação agora ficou esdrúxula. Como o ex-prefeito é candidato ao Senado, não preciso pedir voto ou mesmo votar nele. Mas com o Indio como vice de Serra, é diferente. Não dá para separar o voto. Prefiro, então, pedir licença e viajar.

A indicação de Indio para vice foi uma surpresa entre os aliados do Rio?

ANDREA: O problema é o Serra não consultar. Márcio Fortes e Luiz Paulo Correa da Rocha estão pasmos. Foi um golpe de mestre do Rodrigo Maia. Como ele concorrerá a deputado disputando mais ou menos o mesmo voto do Indio, conseguiu tirá-lo do seu caminho ao empurrá-lo para Serra, que cedeu por estar exausto.

Serra escolheu mal?

ANDREA: Péssimo. A gente desconfia de quem põe uma faixa e sai por ai dizendo que é ficha limpa. Já pensou se, depois de eleito, o Serra sofre algum problema e o Índio vira presidente?

Fritura de Álvaro Dias abre caminho para vitória de Dilma no Paraná

O gesto desastrado de José Serra (PSDB/SP) de escolher Álvaro Dias (PSDB/PR) para vice e depois descartá-lo, pode provocar no eleitor paranaense o mesmo efeito que a fritura de Aécio Neves, feita por Serra, dentro do PSDB, provocou nos eleitores mineiros: a rejeição à Serra, e a "cristianização" pelos políticos demo-tucanos mineiros.

José Serra, deixou um rastro de frustração nos eleitores paranaenses que votaram em Alvaro Dias, e acreditaram que seria ele o vice.

Para os políticos demo-tucanos paranaenses, Serra ficou como aquele general que abandonou o campo de batalha política local, deixando uma derrota, e retirou as tropas de apoio, deslocando-as para o Rio de Janeiro.

O preço político deverá ser a "cristianização" (abandono) de Serra por muitos candidatos a deputados demo-tucanos paranaenses. Muitos devem pregar o voto "Dilricha", assim como os demo-tucanos mineiros pregam o voto "Dilmasia".

O quadro eleitoral paranaense, que estava empatado, tende a favorecer a vitória de Osmar Dias para governador. Terá a chapa muito mais forte para o senado, com Gleisi Hoffmann, do PT, e Roberto Requião, do PMDB. Ficará com os votos dos pedetistas, petistas, peemedebistas, e de uma boa parte dos eleitores do irmão tucano. O próprio Alvaro Dias tornou-se adversário político de Beto Richa dentro do PSDB, perdeu o controle do partido, e a tendência passa a ser preferir a vitória do irmão.

O candidato demo-tucano Beto Richa (PSDB/PR), que esperava contar com Osmar Dias para o Senado, foi obrigado a improvisar e escalar o "banco de reserva" para a chapa ao senado, com Gustavo Fruet (PSDB) saindo candidatos. É tucano e não agrega votos novos, nem retira votos de adversários.

Além da tendência de Osmar Dias vencer, não será surpresa se Dilma ultrapassar Serra no Paraná, nas pesquisas dos próximos meses, assim como ultrapassou em Minas Gerais, depois que Serra "tratorou" Aécio.

Para Jefferson, vice liga o nome de Serra ao Mensalão do DEM

Com aliado igual a Roberto Jefferson (PTB/RJ), ninguém precisa de inimigos.

Após a escolha do vice de Serra, o deputado Índio da Costa (DEMos/RJ, ex-genro de Salvatore Cacciola), Roberto Jefferson afirmou que a presença de um "demo" na chapa liga o nome de Serra às lembranças do eleitor sobre o Mensalão do DEM, de José Roberto Arruda:

"O DEM foi inoportuno na pressão que fez sobre Serra. Eles usaram Serra como escudo para lavar a honra. Ao invés de carregarem sua própria cruz, a colocaram nas costas de Serra... O PTB não vai criar embaraço... Somos solução, não problema. O DEM é que é problema. E muito." (Do UltimoSegundo)

Fantástico perde audiência para Domingo Espetacular

O #diaSemGlobo (Dia sem Globo) está funcionando e indo além dos jogos da Copa da Mundo.

O programa Domingo Espetacular, da TV Record, já ameaça o Fantástico, da Globo.

No último domingo, registrou média de 17 pontos, contra 23 do programa global.

Foi a menor diferença de audiência entre os dois programas.

Deputados do DEMos baiano abandonam campanha de Serra

A indicação do deputado federal Indio da Costa (DEMos-RJ, ex-genro de Cacciola), para a vice de José Serra, não pacificou os deputados estaduais do DEMos baiano.

Não farão campanha para Serra. O motivo é regional: a recusa do PSDB local em se coligar com os demos nas chapas proporcionais.

"Com esta postura, o PSDB baiano mostra que não enxerga além de um palmo. Meu candidato de coração é o Serra, mas não farei campanha para ele", disse o deputado estadual Carlos Gaban (DEMos) nesta quarta-feira (30).

Ele disse que ainda esperava que as questões se revertessem durante a convenção nacional do DEMos: "Tive informação nesta tarde de que a situação da Bahia também estava sendo tratada", informou o democrata, que é seguido também pelos outros 11 parlamentares do DEM na Assembleia Legislativa.

Os tucanos na Bahia alegam que sairão sozinhos pois não teriam como competir eleitoralmente com os nomes do Democratas, que possuem maior peso junto aos eleitores. (Do Portal Terra)

A ficha "suja" do vice de Serra, segundo a vereadora do PSDB/RJ

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Se o fato de ter sido genro de Salvatore Cacciola trata-se de uma relação familiar, há algo pior na vida pública do Deputado Indio da Costa (DEMos/RJ), vice na chapa de José Serra (PSDB/SP).

E quem "sujou" a ficha do vice na chapa de José Serra (PSDB/SP), foi ninguém menos de uma das maiores tucana do Rio de Janeiro.

Trata-se da vereadora carioca Andrea Gouvêa Vieira (PSDB/RJ), relatora da CPI Municipal da Merenda Escolar.

No relatório ela responsabilizou o então Secretário Municipal de Administração de Cesar Maia, Índio da Costa, pela licitação que trouxe prejuízo aos cofres públicos.

O texto a seguir não é nosso, é da vereadora, e ainda está disponível em sua página na Internet (imagem da tela acima), até o momento em que escrevemos esta nota:

Relatório da CPI da Merenda conclui que licitação prejudicou os cofres públicos

O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.

Na primeira parte do relatório, a CPI concluiu que o então Secretário de Administração, Índio da Costa, deveria ter cancelado a licitação porque as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a vender para as escolas dos bairros, descentralizando o fornecimento, e pelo melhor preço. Ao contrário, a licitação acabou por provocar a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.

Como evidência incontestável do prejuízo aos cofres públicos, o relatório revelou que o pregão presencial adotado depois da instalação da CPI pelo sucessor do Secretário Índio, um ano depois, possibilitou uma economia de cerca de R$ 11 milhões na compra da mesma merenda escolar.

Durante o processo licitatório, segundo o relatório da CPI, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção o fato de a empresa Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.

Uma das empresas eliminadas - a única que conseguiu na Justiça liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços - mostrou, quase um ano depois, quando a Justiça obrigou a abertura do envelope, que se não tivesse sido desabilitada, teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município.

A Prefeitura não conseguiu demonstrar, de forma objetiva, como a empresa Milano conseguiu um resultado tão favorável. A única explicação dada pelo então Secretário de Administração, Índio da Costa, e pelos diretores da Milano, de que o acerto se deu em virtude do estudo das concorrências anteriores, levou a CPI a duas conclusões:

1- Se era possível antecipar resultados, houve falha nas regras do edital.

2- Se a Administração municipal aceitou pagar, pelo mesmo produto, preços significativamente diferenciados, sem que houvesse uma explicação objetiva para esse fato - custo de logística, por exemplo - não cumpriu um dos preceitos da licitação que é comprar pelo menor preço.

As duas conclusões deveriam ter levado a Secretaria de Administração a, obrigatoriamente, cancelar a licitação.

Na segunda parte do relatório apresentado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira, a CPI concluiu que houve omissão, negligência e despreparo na fiscalização do contrato assinado com a empresa Milano, que reiteradamente entregou, durante todo o ano, carne bovina e frango fora das condições exigidas, trazendo complicações ao funcionamento já precário de muitas escolas, dificultando o preparo das refeições, e, em muitas ocasiões reduzindo a quantidade de alimento, principalmente carne e frango, no prato das crianças.

Depoimentos de merendeiras e o relatório das visitas às escolas feito pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), enviado à CPI, comprovaram a omissão da Secretaria de Educação que, apesar da continuada e permanente reclamação das escolas, não se posicionou de forma adequada para exigir o cumprimento do contrato.

Ao contrário, disse a CPI, o total de multas, de R$ 8.330,28, ao longo do ano, num contrato de R$ 75 milhões, claramente induziu a empresa Milano a insistir na entrega do alimento fora dos padrões contratuais, diante de tão pequena penalização.

Documento em poder da CPI revelou que auditoria da Controladoria Geral do Município responsabilizou a Secretaria de Educação pela fragilidade no acompanhamento da execução do contrato, vindo ao encontro das conclusões da CPI.

O documento propôs as devidas ações para responsabilização civil e criminal dos infratores, em especial dos dois secretários - de Administração e de Educação, principais responsáveis, no mínimo, pela relapsia no trato da coisa e do dinheiro públicos. O primeiro, Índio da Costa, ao homologar uma licitação cujo resultado era evidentemente contrário ao interesse da administração; e a segunda, Sonia Mograbi, ao negligenciar por completo a fiscalização da execução do contrato. “Em ambos os casos, é de ser aferida tanto a responsabilidade pessoal dos secretários quanto a dos agentes a eles subordinados, quer na condução da licitação, que levou à elaboração do contrato, no caso da SMA, quer na fiscalização e acompanhamento da sua execução, no caso da SME”.

Além do Ministério Público Estadual, a CPI encaminhou o relatório ao Ministério Público Federal, uma vez que parte dos recursos da merenda escolar são repasses de verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Também foram encaminhadas cópias do relatório à Delegacia de Polícia Fazendária, ao Tribunal de Contas do Município e à Prefeitura do Rio.


http://www.andreagouveavieira.com.br/main.php?andreagouveavieira=news.detail&news_idpk=361

Vice de Serra começa mal: diz para a Folha que apenas "namorou" filha de Cacciola... mas revista Vejinha mostrou que viveram casados

O deputado Indio da Costa (DEMos/RJ), escolhido para vice de Serra, está preocupado em esconder o ex-banqueiro Salvatore Cacciola de sua vida. Diz que é divorciado.

Perguntado pela Folha de São Paulo, começou mal, afirmando que apenas namorou a filha de Cacciola por um ano. Mas o arquivo da revista Veja Rio desmente essa versão, mostrando uma reportagem da época em que era vereador, onde mostra que eles viviam como casal, e estavam até mudando para outro apartamento, com direito à foto.

Cacciola, sogro do vice de Serra, ocupa prisão VIP em Bangu 8

Publicado em 03/08/2008 | AGÊNCIA ESTADO

RIO DE JANEIRO - A movimentação começa cedo. Antes das 9 horas, o desfile de mulheres de sapatos de salto alto toma conta da entrada do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Toyotas, Mitsubishis, Hondas, Citroëns e até um carro oficial da Assembléia Legislativa do Rio, todos com vidros escuros, trazem as visitantes, carregadas de sacolas e bolsas térmicas com comida.

"É um pessoal muito educado", comentava, na sexta-feira, o cabo Faria, após checar a identificação de Rafaella Cacciola, filha do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

O frenesi em frente ao complexo aumentou nas duas últimas semanas, principalmente às segundas e sextas, dias de visita em Bangu 8, como é mais conhecida a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, uma das 23 do complexo de segurança máxima. Ela virou a prisão mais VIP do Rio.

O título se justifica pela lista de presos célebres. Além de Cacciola, estão lá o médico Joaquim Ribeiro Filho, acusado de manipular a fila da espera por transplante de fígado; o deputado estadual Natalino Guimarães (ex-DEMos) e seu irmão, o vereador Jerominho; o ex-chefe da Polícia Civil Ricardo Hallack e o inspetor da Polícia Civil Odnei Fernando da Silva (acusado de comandar a milícia que torturou jornalistas de O Dia), entre outros. "Só tem sangue bom no 8", brinca um agente penitenciário que dá plantão no Presídio Moniz Sodré, no mesmo complexo.

Mas tanta gente influente junta dá trabalho. Um policial que prefere não ser identificado define o clima lá dentro. "Está um inferno. Milionário, policial civil, deputado, miliciano e bicheiro juntos é demais para os agentes penitenciários darem conta. É muita gente pra colocar banca."

A pressão parece ser intensa. O subsecretário adjunto de Tratamento Penitenciário, major Márcio da Silva Rosa, admite que o trabalho aumentou. "É mais fácil administrar Bangu 1 (onde estão os chefões do tráfico de drogas) do que o Bangu 8. O poder deles é maior. As tentativas de interferência atrapalham." Tentar não significa conseguir. "Estão todos submetidos às regras do presídio, inclusive o senhor Cacciola", afirma o major.

Vejinha Rio mostrou a mudança do casal

A revista Veja Rio, em 2001, publicou uma matéria sobre o vice de José Serra, Deputado Indio da Costa, e sua esposa, quando ele ainda era vereador.


Corrupção dos demos Kassab e Índio da Costa na merenda escolar

Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa atuou como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006.

Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda.

A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso dno Rio de Janeiro.

É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.

Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação, e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.

A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.

Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:

O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes.

As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.

Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema.

A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa "executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (...), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações".

Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.(Arquivo do blog de 2009)

O vice de José Serra é genro do ex banqueiro Cacciola, que está na cadeia

Deputado do DEM, Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa é casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola atualmente cumprindo pena na cadeia do Rio de Janeiro

Entenda o caso do banco Marka e de Salvatore Cacciola

Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado  no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB)--que acabou ocorrendo--, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou um prejuízo bilionário aos cofres públicos.

Dois meses depois, cinco testemunhas vazaram o caso alegando que Cacciola comprava informações privilegiadas do próprio BC. Sem explicações, Lopes pediu demissão em fevereiro.

A chefe interina do Departamento de Fiscalização do BC era Tereza Grossi, que mediou as negociações e pediu à Bolsa de Mercadorias & Futuros uma carta para justificar o socorro. O caso foi alvo de uma CPI, que concluiu que houve prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.

A CPI acusou a alta cúpula do Banco Central de tráfico de influência, gestão temerária e vários outros crimes. Durante depoimento na comissão, Lopes se recusou a assinar termo de compromisso de falar só a verdade e recebeu ordem de prisão.

Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello --revogada em seguida. Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana.

No livro "Eu, Alberto Cacciola, Confesso: o Escândalo do Banco Marka" (Record, 2001), o ex-banqueiro declarou ter ido, com passaporte brasileiro, do Brasil ao Paraguai de carro, pego um avião para a Argentina e, de lá, para a Itália.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.

O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois entraram com recurso e respondem o processo em liberdade.

Também foram condenados na mesma sentença outros dirigentes do BC: Cláudio Mauch, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antonio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos). alvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi protagonista de um dos maiores escândalos do país. O caso atingiu diretamente o então presidente do BC (Banco Central), Francisco Lopes.

Em janeiro de 1999, o BC elevou o teto da cotação do dólar de R$ 1,22 a R$ 1,32. Essa era a saída para evitar estragos piores à economia brasileira, fragilizada pela crise financeira da Rússia, que se espalhou pelo mundo a partir do final de 1998.

Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC.

Genro de Cacciola escolhido para vice de Serra


Se confirmar o que diz a jornalista Adriana Vasconcelos (do jornal O Globo), o Deputado Federal Indio da Costa (DEMos/RJ) foi escolhido para vice de José Serra (PSDB/SP).

Trata-se do genro do ex-banqueiro Salvatore Cacciola (foto), atualmente cumprindo pena de prisão.

Imperialismo "ecológico": fazendas lá, florestas aqui

Sob o autoexplicativo título Farms Here, Forests There (Fazendas Aqui, Florestas Lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio, estudo patrocinado pela National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento).

O Deputado Aldo Rebelo disseca o relatório, e mostra a estratégia imperialista estadunidense e européia.

A produção de alimentos tem mais valor econômico do que a preservação de florestas. Daí há a doutrina do comércio de créditos de carbonos, para eliminar a agricultura competitiva de países tropicais: fazendas nos países ricos, e florestas nos países pobres.

Aos países pobres oferecem apenas subsídios (ou compra de créditos de carbono) para preservar florestas, em valor muito menor do que os subsídios agrícolas nos países ricos, freando o desenvolvimento agrícola nos países pobres que ameace a produção dos ricos e a hegemonia do controle da indústria alimentícia. O artigo completo pode ser lido aqui.

Apoio do PSC a Dilma tira quase 1 minuto de Serra na TV e transfere para Dilma

O PSC compôs a base governista do presidente Lula. Em maio, seus líderes fecharam um pré-acordo para apoiar Serra. Agora votaram atrás, e fecharam o apoio à Dilma.

A decisão retira cerca de 50 segundo do programa de Serra na TV e passa para Dilma. Para a candidata do presidente Lula não faz muita diferença, pois ela já tem o maior horário devido aos apoios da maiores siglas como PMDB e PT, junto a partidos que tem bancadas expressivas como PR, PSB, PDT, PCdoB, etc (O tempo na TV é proporcial ao tamanho das bancadas na Câmara, na eleição anterior). Já para Serra faz muita diferença. Ele já está com o horário minguado, porque só tem o apoio de seu próprio partido e mais o DEMos, o PPS e o PTB.

Roriz continua garantindo palanque de Serra no DF

O apoio a chapa presidencial não muda o quadro de apoios regionais. Joaquim Roriz, do PSC, continua no palanque de Serra, pois é adversário ferrenho da candidatura petista de Agnelo Queiroz no Distrito Federal.

Globo se recusa a "largar o osso" do monopólio no Futebol - #diaSemGlobo

A TV Globo e o Clube dos 13 (associação de cartolas de times de futebol que fazem contratos de transmissão dos jogos pela TV) recusaram acordo amigável com a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, para encerrar processo contra a emissora, por monopólio nas transmissões de futebol.

O acordo sugeriu:

- a extinção da cláusula de preferência para a Globo nos contratos com o Clube dos 13 (abusiva e contra a livre concorrência).

- dividir o Brasileirão em dois pacotes, um para a Globo e outro que seria negociado com outras emissoras. Essa opção daria diversidade, permitindo que outras emissoras transmitissem outros jogos, que a Globo não transmite, por ser no mesmo horário, ou porque não se interessa em transmitir.

O processo se arrasta desde 1997 no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a emissora. Na falta de acordo, haverá o julgamento final da ação, que deve ser desfavorável à Globo.

Enquanto isso, quem quiser se ver livre do monopólio da Globo, pode começar aderindo ao #diaSemGlobo (Dia sem Globo).

Informe Zé Pedágio: à meia-noite tem novo aumento nas rodovias paulistas

Quando o sino bater a 12ª badalada à meia-noite, na virada de quarta para quinta-feira, o que já tinha tarifas abusivas, vai ficar mais caro.

Os 227 pontos de cobrança de pedágios nas rodovias estaduais paulistas sofrerão novo aumento de preços.

Rodovias com contratos de concessão antigos, o reajuste aplicado será de 4,18%, baseado no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

As rodovias com contratos assinados no governo de José Serra (PSDB/SP) entre 2008 e 2009, como o Rodoanel Mário Covas e o corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto, terão reajuste mais salgado, de 5,22%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com o reajuste, ir da capital paulista a Santos, cidade litorânea a 80 quilômetros de São Paulo, vai custar R$ 18,50 (ida e volta), o pedágio mais caro do estado.

Viajar de carro de Presidente Prudente a São Paulo vai passar de R$ 125,80, ida e volta, para R$ 131,30 e o motorista vai encontrar 24 pedágios ao longo do caminho.

Uma viagem de São Paulo a Bauru, ida e volta, vai passar de R$ 87 para R$ 90,50. O motorista encontra 16 pedágios. De Piracicaba a São Paulo, a viagem de 158 quilômetros ficará em R$ 36,60. (Com informações da Rede Brasil Atual).

José Serra pede proibição de música do Ultraje a Rigor por causa da frase "mulher pra presidente"

Representantes do PSDB nacional entraram semana passada junto ao TSE com um pedido de proibição da música "Eu gosto de mulher", da banda paulistana Ultraje a Rigor, durante o período de campanha eleitoral. A música, que fez sucesso  e foi gravada  no  final dos anos 80, faz em determinado momento a seguinte citação: "Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente".Para Sérgio Guerra, a medida é preventiva, ou seja, estão entrando no TSE agora, para evitar que Dilma use a música durante a eleição

O partido acredita que a música caracteriza propaganda para a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, principal concorrente do partido tucano, e deve ser proibida de tocar nas rádios  e TVs brasileiras durante o período de eleição. "É um absurdo, temos que ficar de olho neste tipo de propaganda discreta" - disse Sérgio Guerra, presidente do PSDB - "é preciso ter atenção, pois detalhes como este ficam na mente do eleitor e influenciam no momento do voto", completou em tom repreendedor.

Caso não consiga censurar a reprodução da música nas rádios, o PSDB do José Serra  pretende sugerir a substituição da frase por outra que não faça apologia a candidata - que dispute as eleições deste ano.

O PT se manifestou dizendo que não tem nenhuma ligação com a banda. Em nota à imprensa, o partido diz se tratar "de uma feliz coincidência".

Veja abaixo a letra da música que causou polêmica e ira dos tucanos:


Eu Gosto De Mulher

Vou te contar o que me faz andar

Se não é por mulher não saio nem do lugar

Eu já não tento nem disfarçar

Que tudo que eu me meto é só pra impressionar

Mulher de corpo inteiro

Não fosse por mulher eu nem era roqueiro

Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente

Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente (trecho questionado)

Mulher de qualquer jeito

[...]

Mulher faz bem pra vista

Tanto faz se ela é machista ou se é feminista

Cê pode achar que é um pouco de exagero

Mas eu sei lá, nem quero saber,

eu gosto de mulher, eu gosto de mulher

eu gosto de mulher

Ooo ooo ooo oo

Eu gosto é de mulher!

Ooo ooo ooo oo

Convenção do DEMos às moscas

A convenção nacional do DEMos, marcada originalmente para as 9 horas da manhã e depois antecipada para as 8, não tem hora para começar. Pode ir até à meia-noite (prazo limite pela lei), e pode delegar à executiva nacional a escolha do vice.

Os principais líderes do partido, embarcaram para São Paulo e passaram a madrugada negociando a escolha do vice de Serra.

O auditório do Hotel Gran Bittar, em Brasília, local da convenção ficou às moscas. No cenário, sequer tem painéis e faixas com a foto de José Serra – um sinal claro de que a ameaça da cúpula de desfazer a aliança com os tucanos foi levada a sério.

No final desta manhã, com duas horas de atraso, a convenção foi aberta e interrompida, apenas para remarcar o início para a tarde.

A situação mostra o quanto está desastrado o jeito demo-tucano de fazer campanha. Uma candidatura pretensamente vitoriosa, deveria fazer da convenção uma festa e um fato político marcante, positivamente, e não uma crise. (com informações do portal R7).

Lula recebe hoje o presidente sírio

O Presidente Lula recebe hoje o líder sírio, Bashar Assad, com quem abordará, entre outros assuntos, o conflito no Oriente Médio, no qual o Brasil tenta exercer um ativo papel de mediador. Na segunda-feira, Assad encontrou-se com o presidente cubano, Raúl Castro, para reforçar os laços políticos e de cooperação entre os dois países. Em Caracas, Assad assinou acordos comerciais com o presidente Hugo Chávez. Em seu giro pela região, o presidente sírio ainda deve visitar a Argentina.

TSE controla uso de imagem de Lula na eleição

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (29) limitar o uso da imagem e de declarações do Presidente Lula e de presidenciáveis na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A regra vale, por exemplo, para impedir o uso de vídeos de Lula como militante do PT em campanhas regionais em que o partido do presidente estiver coligado com outras legendas que também tem candidatos ao Palácio do Planalto, como no caso do PSDB e do PV.

A proibição também abarca situações em que um candidato a governador ou senador gostaria de utilizar a imagem de um presidenciável ou do próprio Lula mesmo tendo sua campanha coligada com uma agremiação considerada adversária em nível federal.

Se analisasse um caso concreto, o TSE barraria, por exemplo, o uso de imagem de Serra na campanha do candidato do PSB ao governo da Paraíba, Ricardo Coutinho. Em nível estadual, PSB e PSDB formam uma aliança, mas os pessebistas estão alinhados com a petista Dilma Rousseff em nível federal.

Em Minas Gerais também poderia haver riscos caso uma propaganda eleitoral pregasse o chamado "Dilmasia". Isso porque a campanha à reeleição de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo local não poderia utilizar imagens de Dilma ou Lula na publicidade a ser exibida no rádio ou na televisão.

José Serra desiste do vice Alvaro Dias

Em reunião na casa do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), os tucanos resolveram desistir de colocar o senador tucano Alvaro Dias (PR) como vice do candidato do PSDB à presidência, José Serra. Na madrugada desta quarta-feira, tucanos e democratas foram avisados por telefone pelo senador Osmar Dias (PDT) de que ele concorreria ao governo do Paraná, o que, segundo uma liderança peessedebista, inviabilizou a defesa do nome de Alvaro para ocupar o posto.

O presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foram de Brasília a São Paulo para definir com Serra quem será o vice. A solução deve ser apresentada até esta quarta (30), data da convenção do Democratas, que deve ser estendida até que encontrem uma solução consensual entre os aliados.

O DEM voltou a defender o nome da ex-vice-governadora do Pará Valéria Pires para ocupar o posto. Entre os tucanos, fala-se novamente na senadora Marisa Serrano e no deputado Gustavo Fruet.

Com Alvaro Dias como vice, o PSDB alcançaria seu objetivo de formar uma chapa puro-sangue. Enquanto o PSDB se reunia na casa de Guerra, líderes do DEM se reuniam na casa do senador Heráclito Fortes. Segundo tucanos, a tendência do DEM era de aceitar o nome de Alvaro Dias. No entanto, desistiram após a ligação de Osmar, explicando que o presidente de sua sigla e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o convenceu a disputar o palácio paranaense.

Mais cedo, Maia já adiantara que "fatos novos podem colaborar com uma solução", em referência à candidatura de Osmar. Os próprios tucanos afirmam ser insustentável defender o nome de Alvaro, tendo em vista que o seu irmão não cumpriu com o acordo. O PSDB propôs a vice para Alvaro com o objetivo de atrair seu irmão para a vaga de senador na chapa de seu candidato ao governo do Paraná, o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa.

Após reunião da cúpula do DEM na casa do senador Heráclito Fortes, o presidente da sigla disse: "Queremos mostrar aos nossos aliados que foi cometido um erro e que esse erro precisa ser resolvido para que o partido entre com força total na campanha. Um partido que tem 56 deputados, 14 senadores e 4 candidatos ao governo com muitas chances de vitória precisa estar motivado".

Os partidos passaram dois dias consecutivos fazendo longas reuniões, que contaram inclusive com a presença de Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os partidos retomaram o diálogo e, segundo o senador Agripino Maia, voltaram à estaca zero.

A crise entre DEM e PSDB foi desencadeada pelo anúncio de que Alvaro Dias era o nome indicado pela cúpula tucana para ser vice de Serra. O DEM se sentia no direito de ficar com a vaga e não gostou de ter recebido a notícia pelo Twitter de Roberto Jefferson, presidente do PTB, que, na última sexta-feira (25), fez uma série de ofensas ao ex-PFL na sua página do microblog, depois de iniciada a reação dos democratas.

Os demos podem tudo

Aproveitando enquanto o povão está de olho nos jogos da copa, o prefeito Geilberto Kassab com sua bancada na Câmara Municipal de São Paulo, conseguiram aprovar nesta terça-feira, 29, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo, com 45 votos a favor e nenhum contra. O projeto, de autoria do líder de governo, vereador José Police Neto (PSDB).

A imprensa fez silêncio para o imposto progressivo do Kassab, mas bateu na ex prefeita Luiza Erundina. Quando a a então Prefeita Luíza Erundina,tentou implantar o IPTU progressivo, ainda que suave, na capital paulista, sofreu uma violenta campanha contrária de toda a imprensa burguesa paulistana, o jornal "O Estado de São Paulo" à frente e a Folha de São Paulo, que não pagavam e passariam a pagar,atacaram Erundina e incentivaram a campanha "Votou na Erundina, tomou no IPTU".

Na época a  ex-prefeita Luiza Erundina dizia; “É uma medida de justiça fiscal, de justiça tributária”, afirma. Deputada federal reeleita por São Paulo pelo PSB, Erundina afirma que “quem tem mais deve pagar mais. Quem tem menos deve pagar menos, e quem tem quase nada ou pouco não deve pagar. É uma forma de distribuição de renda”.

TSE decide que blog de apoio a Dilma é livre expressão do pensamento

Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pedia a retirada do ar do "Blog da Dilma".

Ao proferir seu voto, o ministro Henrique Neves, relator do processo, concluiu que não pode ser atendido o pedido do MPE, pois suspender todo o conteúdo implicaria em determinar a retirada não só daquelas informações que, eventualmente, infrijam a legislação, mas também todas as demais que constituem meras opiniões e estão abarcadas pela garantia da livre expressão do pensamento.

Liberdade de expressão na internet

Para o ministro, "Manifestações de apoio, ainda que expressas, ou revelações de desejo pessoal que determinado candidato seja eleito, bem como críticas ácidas que não transbordem para a ofensa pessoal, quando emandadas de pessoas naturais que debatem política na Internet, não devem ser consideradas como propaganda eleitoral", finalizou o ministro ao ressaltar ainda que a suspensão de conteudos na internet "deve atingir apenas e tão somente o quanto tido como irregular, resguardando-se o máximo possivel do pensamento livremente expressado".

Por fim, o ministro Henrique Neves disse que a criminalização do debate político deve ser evitada. Para o relator, uma pessoa que não seja candidata ou que não haja a mando de um, somente pratica propaganda irregular quando esta se configura de forma abusiva, clara e evidente.

Esperamos que a decisão seja a mesma para "Os amigos do presidente Lula".

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ascensão de Dilma atrai artistas e intelectuais

O bom momento eleitoral da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff - que na pesquisa CNI/Ibope, divulgada na semana passada, tinha cinco pontos porcentuais acima do principal adversário, José Serra (PSDB) - tem atraído para o entorno da petista uma legião de curiosos fora da arena política.

Na última semana, Dilma Rousseff reservou tempo na agenda para encontros com intelectuais, artistas, representantes da elite paulistana e socialites. Na noite de segunda-feira, 28, após gravar o programa Roda Viva, da TV Cultura, Dilma Rousseff seguiu para Higienópolis, área nobre de São Paulo, acompanhada do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Conduzida pelo ministro, Dilma  participou de jantar no apartamento do coreógrafo Ivaldo Bertazzo. No evento, inicialmente preparado para aproximadamente 30 pessoas, cerca de 60 artistas queriam ouvir os planos de Dilma para a cultura.

“A imprensa cria uma imagem muito dura da Dilma, e as pessoas têm uma curiosidade muito grande para conhecê-la e conhecer suas propostas para a cultura”, afirmou o ministro ao Estado.

Juca Ferreira disse ter ficado impressionado com o alto nível de conhecimento da petista sobre ópera, que passou boa parte da noite conversando com o maestro John Neschling.

Segundo relatos dos presentes, Dilma permaneceu no local por cerca de três horas. Num contato afável com artistas, músicos e cantores, demonstrou que tinha interesse em estender o jantar até a madrugada, mas foi alertada por assessores sobre o horário do voo, que poderia perder.

Dilma Rousseff fez uma rápida apresentação sobre sua visão da cultura e depois respondeu a perguntas específicas dos artistas. Segundo a ex-ministra, o Brasil teve uma situação econômica confortável e estável e tem condições de investir mais no binômio educação e cultura.

Na sua exposição, elogiou também a política cultural do governo Lula iniciada sob o comando do ex-ministro Gilberto Gil e continuada por Ferreira. Admitiu que é preciso aperfeiçoar aspectos da Lei Rouanet, defendeu a liberdade de expressão e enfatizou que o Estado precisa ter um papel de estimulador de projetos culturais.

Dilma  destacou ainda a importância da preservação de patrimônios culturais e escutou reclamações diversas sobre as dificuldades de conseguir patrocínios de empresas privadas para projetos sociais.

Num evento que contou também com a presença de estilistas e especialistas em moda, entre eles Gloria Kalil, Dilma defendeu que o setor precisa ser entendido como um segmento importante da economia, sobretudo por refletir a cultura de um povo.

“A ministra demonstrou um alto nível de conhecimento sobre a política cultural. Está afinada e acompanha bem as ações do ministério”, opinou Juca Ferreira. O ministro disse que há forte demanda no setor para uma agenda reservada com Dilma e sugeriu que o comando político da campanha pense em organizar eventos mais amplos com segmentos de artistas.

Entre os presentes, estavam os músicos Chico César e Seu Jorge, o escritor e roteirista Paulo Lins, atores e promotores culturais. “Acho que a educação e a cultura têm laços estreitos e essa deve ser uma preocupação primordial de qualquer governo. O PT tem uma relação muito boa com a educação e isso me pega pelo pé. Gostei da questão que a Dilma colocou”, afirmou Paulo Lins, escritor do livro Cidade de Deus. “Sou forte candidato a apoiar o presidente Lula mais uma vez”, disse Lins, que em seguida, declarou o voto a Dilma. “Vou votar na Dilma, sim. Decidi abrir meu voto.”

Segundo dirigentes do PT, Dilma irá participar de evento organizado pela viúva de Roberto Marinho, Lili Marinho, sexta-feira, 2, no Rio de Janeiro. A candidata deverá ser acompanhada pelo ex-ministro Antônio Palocci. Na semana passada, Dilma aceitou convite de Geyze Diniz, mulher do empresário do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, para participar de uma reunião com socialites paulistas.Agência Estado

Osmar Dias confirma candidatura ao governo do Paraná pelo PDT, apoiando Dilma

O senador Osmar Dias (PDT/PR) reuniu-se com o ministro do trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, na noite desta terça-feira, e bateu o martelo. Será candidato a governador da frente de partidos PDT-PMDB-PT em apoio a Dilma Rousseff.

Lupi já informou a pedetistas, como o deputado Brizola Neto (PDT/RJ), e avisou que a decisão independe do destino do irmão Alvaro Dias (PSDB/PR). Porém já se sabe que o veto a Alvaro pelo DEMos nacional foi mantido, e que José Serra (PSDB/SP) já o fritou, hoje, em entrevista. Na prática Alvaro Dias não é mais candidato à vice de Serra.

Com a manutenção da candidatura de Osmar Dias ao governo do Paraná, apoiando Dilma, as chances de Alvaro emplacar como vice de Serra são praticamente nulas.

O anúncio oficial à imprensa, pelo PDT, deverá ser amanhã pela manhã.

Desse episódio, José Serra (PSDB/SP) conseguiu um novo recorde em matéria de trapalhadas políticas no Brasil: desagradar e desunir todo mundo. Fritou o DEMos primeiro, depois voltou atrás e fritou Alvaro Dias.

O tamanho do erro da Folha pode ser um prejuízo de pelo menos US$ 5 milhões

Quando a gente alerta sobre a má qualidade do jornalismo da Folha de São Paulo, da publicação de fichas falsas, matérias deturpadas, ditabrandas, muitas pessoas da elite demo-tucana acham que é coisa de "lulistas".

Pois hoje a Folha cometeu um erro contra um dos maiores grupos empresariais do país: o Pão de Açúcar, dono da rede de supermercados com a marca Extra.

Para valorizar a marca, o grupo se tornou um dos patrocinadores oficiais da CBF. Na época falou-se em cifras da ordem de US$ 5 milhões pelo contrato. Obviamente o auge da divulgação da marca é agora na Copa do mundo.

Hoje, a Folha publicou o anúncio errado da marca, como se o Brasil tivesse perdido na Copa (veja a nota abaixo), que levou a toda estratégia de marketing do Extra por água abaixo. Agora vai dar trabalho consertar a lambança.

A agência responsável pela campanha publicitária do Extra deve ter preparado dois anúncios. Um para a vitória, e outro para o caso de derrota, se o pior acontecesse. A Folha publicou a errada, a da derrota, no dia que o Brasil ganhou.

Agências de publicidade cuidam da imagem das empresas, e até é natural que façam um plano B para se tudo der errado, numa campanha tão grande, com custos tão elevados. Mas é coisa para ficar guardada a sete chaves, e nem tocar no assunto fora da equipe de profissionais envolvidos.

Fica muito mal perante uma torcida apaixonada por futebol como a brasileira, só de ficar sabendo que este anúncio alternativo existia pronto para ser usado. Em termos de imagem institucional, se não consertarem muito bem a lambança, pode ter provocado mais estragos do que se não patrocinado nada.

Depois de "fritar" o DEMos, Serra "frita" Alvaro Dias

José Serra (PSDB/SP) "desconvocou" Alvaro Dias (PSDB/PR) para vice, na tarde de hoje:

"Tem muitos (nomes), está mais difícil do que convocação da Seleção. Mas estou convencido de que vai ter uma boa solução, como sempre estive", disse Serra durante entrevista à Miriam Leitão, para a Globonews.

Questionado se a indicação do senador poderia significar o comprometimento da vitória nas eleições, como declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), Serra desconversou:

“Não ouvi a declaração, que me parece não estar bem clara. Às vezes, você faz um encaminhamento e, na prática, é outro resultado. Houve algum problema de desinformação, de aceleração das coisas, mas isso é normal na política... A ideia é agregar votos e a sugestão feita é uma que agregaria votos.”

Diante da insistência da jornalista em saber sobre a definição de um nome, Serra dissimulou:

“Estamos conversando e não estou levando isso (a escolha do vice) diretamente. Não estou junto das pessoas agora e nem tenho informações mais recentes”.

Na reunião do DEMos com os tucanos, também na tarde desta terça-feira, até o senador José Agripino Maia (DEMos/RN), que vinha adotando o tom mais moderado entre os DEMos, saiu desenganando a candidatura de Alvaro Dias:

– É preciso zerar o jogo. Recomeçar as conversas como se nada houvesse sido decidido ou discutido antes. (Do R7 e UltimoSegundo)

Mercadante lança livro com prefácio do Presidente Lula


O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato ao governo de São Paulo, lançou seu livro "Brasil: a Construção Retomada", nesta noite, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na capital paulista.

Quem escreveu o prefácio do livro foi o presidente Lula, que compareceu ao lançamento, muito aplaudido e por um coro de "Olê Olê Olê Olá, Lula", e gritos de "Agora é Dilma". Além dos autógrafos do autor, Lula também foi solicitado a autograr algumas dezenas livros.

O livro traz um balanço dos oito anos do Governo Lula, é um documento completo das propostas políticas colocadas em prática nesses dois mandatos presidenciais. Capítulo a capítulo, registra medidas que permitiram ao país nos últimos oito anos aumentar a renda média do cidadão brasileiro, conciliar crescimento econômico com maior justiça social e tornar-se nação respeitada internacionalmente. Sem se restringir à economia, Mercadante avalia também os desafios e progressos nacionais nas áreas social, política, ambiental, energética, da defesa, das relações exteriores e do marco regulatório do pré-sal, entre outros.

PSC nacional abandona Serra e apoia Dilma

O PSC nacional abandonará a candidatura de José Serra (PSDB), que está derretendo, e apoiará Dilma Rousseff (PT). O anúncio da decisão é esperado para hoje à noite ou amanhã de manhã.

As tratativas já passaram por Michel Temer (PMDB/SP), pelo ministro Alexandre Padilha (PT), deputado Candido Vaccarezza (PT/SP), e o vice-presidente do PSC, Pastor Everaldo, que ainda mantem suspense: “hoje e amanhã são dias de diálogo. Não está nada definido, mas estamos revendo o apoio”.

A desculpa para virar de lado, é o desprezo pelos tucanos pela indicação do nome do senador Mão Santa (PSC/PI) para ser vice na chapa de Serra. “... fomos ignorados. O PSDB escolheu o vice sem consultar ninguém. Ficamos chateados e na contramão ...”, declarou.

Porém o movimento se deu com as pesquisas mostrando Dilma Rousseff na frente.

A coluna de Berenice Seara, no jornal Extra, informa que, no Rio de Janeiro, o PSC já negociou com o PMDB a vaga de segundo suplente do candidato a senador Jorge Picciani (PMDB/RJ) - que será preenchida pelo Pastor Everaldo, pai do deputado federal Filipe Pereira (PSC/RJ). O primeiro suplente é Carlos Correia, secretário-executivo do PDT no estado. A confirmar.

Álvaro Dias pressiona Serra .Virou palhaçada

Ainda sob a pressão do DEM, que ameaça deixar a aliança caso não indique o vice, a cúpula da campanha de José Serra (PSDB) agora está sendo pressionada pelo próprio indicado ao posto, senador Álvaro Dias (PSDB), que, em entrevista ao JT, deu um ultimato para que sua candidatura seja homologada. “Se eventualmente no dia 30 a minha candidatura não for homologada, ele (o irmão, Osmar Dias, do PDT) será candidato ao governo do Paraná”, disse, referindo-se ao pedetista, que, se candidato, dará palanque a Dilma Rousseff (PT) no Estado. Abatido, Osmar Dias quer antecipar para hoje a decisão. “Tem que haver (uma solução hoje). Tem que decidir porque não se aguento mais. Eu, principalmente, estou desgastado demais com esse troço”.

Osmar Dias, que prefere ser candidato ao governo paranaense, diz ter se sentido encurralado com a indicação do irmão, com quem tem um pacto, de não disputarem eleições um contra o outro. “Eu já vinha como candidato a governador, estava com a aliança pronta, para anunciar, quando surgiu isso. Eu não tinha conseguido uma aliança, de repente ela apareceu na segunda-feira em Brasília, na terça e quarta nós fechamos, na quinta veio a notícia e aí embaralhou tudo”, afirmou para o Jornal da Tarde.

ACM Júnior desiste do Senado e deixa DEM e Serra em dificuldade na BA

O senador Antônio Carlos Júnior (DEM-BA) anunciou nesta terça-feira (29) que não mais disputará a reeleição ao Senado, contrariando a vontade das principais lideranças de Democratas e PSDB baianos.

A confirmação do nome de ACM Júnior era motivo de pressões inclusive de Serra, que desejava mais um nome de peso para alavancar sua candidatura no estado.

Na carta em que anuncia a desistência, o senador Antônio Carlos Júnior diz que nunca foi sua intenção construir carreira na política. "Cumprirei com as minhas responsabilidades no Senado, até fevereiro do ano que vem, com a certeza de estar exercendo com lealdade e respeito o mandato que o povo baiano concedeu ao Senador ACM", escreveu o senador democrata.

Primeiro-ministro italiano defende que Lula dispute mandato em 2014

Diante de uma plateia de empresários brasileiros e italianos em São Paulo, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, defendeu que o Presidente Lula dispute um novo mandato em 2014. As declarações foram dadas nesta terça-feira (29) ao lado de Lula, no encerramento do Seminário Brasil-Itália Novas Parcerias Estratégicas, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"O Presidente Lula tem 62 anos. Lula vai descansar quatro anos, obrigatoriamente. Terá 66 anos, vai poder trabalhar por mais oito anos para o bem do Brasil e chegar na idade de 74 anos jovem e cheio de energia como eu. Porque eu tenho 74 e estou bem, Não acham?"

O italiano também elogiou o alto índice de popularidade de Lula, afirmando que é o "mais alto índice de uma democracia em todo o mundo." Berlusconi pediu aplausos para o Presidentepor sua popularidade, afirmando que gostaria de alcançar  Lula nesse quesito.

Lula diz que será cabo eleitoral de Dilma em 2014

O Presidente Lula disse que será cabo eleitoral da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), mais uma vez, em 2014.

"Um político mau caráter prefere que sua oposição ganhe para ele poder voltar em 4 anos. Eu estou elegendo uma pessoa que eu considero que eu tenho de melhor, mais competente, mais preparada, mais ousada e que portanto, se eleita, ela tem o direito de fazer um belíssimo governo e poderá pleitear o segundo mandato como prevê a Constituição brasileira. Me contentarei em ser cabo eleitoral pela segunda vez", disse o Presidente

Vox Populi: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)


A candidata  Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi. Em terceiro lugar, a candidata do PV, Marina Silva, tem 8%. O levantamento foi divulgado na noite desta terça-feira (29) pelo Jornal da Band .

Segundo o levantamento, os votos brancos e nulos somam 5%. Enquanto 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Encomendada pela Rede Bandeirantes de Televisão, a pesquisa entrevistou 3.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 24 e 26 de junho e foi registrada sob o número 16944/2010. A margem de erro é de 1,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistador não apresenta opções com nomes de candidatos para o entrevistado, Dilma tem 26% e Serra, 20%.

Em simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, Dilma aparece com 44% e Serra com 40%.

Na última pesquisa Vox Populi, divulgada dia 15 de maio, Dilma tinha 38% das intenções de voto, contra 35% de Serra. A margem de erro era de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pela 1ª vez, Dilma passa a frente de Serra em pesquisa Vox Populi. A última sondagem do instituto (feita de 8 a 13.mai.2010) indicou empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% (podendo variar de 34,8% a 39,2%, por conta da margem de erro). O tucano teve 34% (variando de 31,8% a 36,2%).

A pesquisa foi feita de 24 a 26 de junho 2010 com 3.000 eleitores. Seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

Na pesquisa divulgada em maio pelo instituto, Dilma estava na frente com 38% das intenções, enquanto Serra tinha 35%.

FHC é convocado para resolver o vice de Serra

Não riam, porque não é piada. Em meio à crise deflagrada pela escolha do vice de José Serra (PSDB/SP), os demo-tucanos recorreram à FHC para tentar juntar os cacos do quebra-pau.

FHC recebeu em seu apartamento, pela manhã, Sergio Guerra (PSDB/PE), e de tarde, os dois chegaram ao Hotel Emiliano, nos Jardins, da capital paulista, para uma reunião com os dirigentes do DEMos.

Só falta o ex-presidente ser ungido à condição de vice de Serra, para "unificar" a oposição.

Como sempre...Folha erra e tira Brasil da Copa do Mundo

A seleção brasileira segue firme na Copa do Mundo. Mas para o supermercado Extra, o time brasileiro “sai do Mundial”, segundo anúncio publicado no jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (29).

A peça publicitária sugere que o time de Dunga teria sido eliminado. O grupo Pão de Açúcar, dono do Extra, diz que o erro foi do jornal.O Brasil eliminou o Chile ao vencer por 3 a 0 a partida disputada nesta segunda-feira (28).

O Pão de Açúcar informou  ao site R7 que enviou ao jornal duas opções de anúncios, uma para o caso de vitória do Brasil contra o Chile e outra para eliminação do time brasileiro.A peça publicitária diz “A ‘I qembu Le sizwe’ sai do Mundial. Não do coração da gente”, em letras grandes. No texto menor, explica:

- Na África, no idioma Zulu, ‘I qembu Le sizwe’ é SELEÇÃO. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014.Em nota, o grupo Pão de Açúcar esclareceu que hoje deveria ter entrado o anúncio da vitória, mas, por “erro humano”, saiu impresso o da derrota do Brasil.

- O Extra lamenta o erro ocorrido hoje na veiculação do anúncio no jornal Folha de S.Paulo. A Folha errou na seleção do material para publicação e irá se retratar publicamente com a correção do material visto que, como patrocinador da seleção, a rede Extra tem sido uma entusiasta do time brasileiro.De acordo com o Pão de Açúcar, o erro foi de inteira responsabilidade da Folha de S. Paulo. De acordo com a assessoria da rede de varejo, o jornal reconheceu o erro e informou que se retratará publicamente.”

Em outra página do mesmo caderno especial, a Folha anuncia, hoje, a transmissão de um jogo do dia anterior. A peça da rádio Transamérica, publicada no jornal, ironiza o Chile: “para quem tem a Cordilheira dos Andes como vista, voltar para a casa não é tão ruim”, sugerindo a eliminação da seleção

Mais erro

Alvaro Dias queimou-se com os demos quando declarou: “DEM é um partido mensaleiro”

E as penas continuam voando, no quebra-pau demo-tucano ...

No domingo pela manhã, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ligou para o presidente do DEMos, deputado Rodrigo Maia (RJ). Foi para dizer que não tinha dito que o “DEM é um partido mensaleiro”, como publicado no sábado. “Eu não falei”, disse Álvaro.

A resposta de Rodrigo: “Álvaro, eu não conheço você. Agora, meu assessor, que trabalha há muitos anos comigo, já tinha me contado que ouviu você fazer aquela afirmação numa roda de jornalistas no Senado. E, Álvaro, prefiro acreditar no meu assessor do que em você”.


É o que conta a coluna de Ilimar Franco. Isso explica mais ainda a resistência dos DEMos. Rodrigo Maia (DEMos/RJ) considera inegociável outro nome para vice, e diz falar por 70% do DEMos.

Até mesmo o pragmático Jorge Bornhausen (DEMos/SC), na reunião de ontem à noite que varou a madrugada, alertou Serra para o risco de derrota na convenção do DEMos. Participantes da reunião vazaram que Bornhausen fez as mais contundentes críticas à indicação de um vice tucano.

Fogo-amigo: DEMos sugerem Pimenta da Veiga como alternativa

Sabendo que Serra não aceita o nome de Pimenta da Veiga (PSDB/MG), a quem responsabiliza, em parte, pela derrota em Minas na eleição de 2002, além da ligação com Marcos Valério no mensalão tucano de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), uma ala moderada do DEMos ofereceram a alternativa de apoiar o nome de Pimenta.

Investimentos sem fim

A safra de investimentos empresariais no Brasil toma nos novos tempos um vulto extraordinário.

Para ficar no exemplo das duas maiores companhias brasileiras, Petrobras e Vale do Rio Doce, o volume de recursos injetados em ampliação de escala não tem paralelo. A Petrobras fala em mais de US$ 224 bilhões nos próximos quatro anos. São quase três PIBs da Bolívia (de US$ 19 bilhões) por ano em uma única empresa.

Praticamente a totalidade dessa dinheirama (95%) será lançada em projetos desenvolvidos dentro do País – em especial no pré-sal. A Petrobras, todos sabem, já alçou o status de quarta maior petrolífera do mundo e caminha rapidamente para liderar um setor dominado por portentos americanos, britânicos e árabes. Será um feito gigantesco – que já tem data para acontecer–, empurrando um país que almeja a condição de potência.

Em seu rastro, a Petrobras trará centenas de outros grupos nacionais. Com uma infindável gama de setores orbitando em torno do negócio do petróleo – de fabricantes de plásticos a montadoras de automóveis –, é de esperar um ciclo de desenvolvimento da economia interna ainda mais promissor.

No papel de locomotiva de um trem com muitos vagões, a Petrobras também está abrindo importantes espaços no campo da inovação tecnológica, da formação de mão de obra e da exportação de know how, que ampliam os dividendos para o mercado interno. Da mesma maneira, a Vale do Rio Doce comunicou na semana passada um plano de investimentos assombroso. Da ordem de US$ 90 bilhões, no período.

Assim, em 2014 – quando o Brasil sediará a próxima edição da Copa do Mundo – a liquidez de capital produtivo, que cresce em cascata com esses dois movimentos, experimentará certamente o seu auge. O objetivo da Vale engloba siderurgia, mineração – já é a maior mineradora de ferro do mundo –, construção de ferrovias e geração de fertilizantes.

Dá para imaginar o potencial de capacidade instalada que o parque industrial brasileiro passará a ter. Somados à ofensiva da Petrobras e da Vale do Rio Doce, os investimentos estrangeiros – de US$ 40 bilhões anuais, em média – formam o tripé que dão calço a essa nova fase de desenvolvimento nacional.Isto é Dinheiro

Estadão e Folha viajam na maionese


Estadão e Folha desinformaram seus leitores nas edições desta terça-feira (29/06) ao dizer que o presidente admite ou gostaria de ocupar posto no exterior.

A chamada na primeira página do Estadão destaca: “Lula admite interesse em assumir posto no exterior”. O título no alto da página 8 conclui: “Após sair, Lula mira posto no exterior”. Tudo com base nos seguintes trechos de artigo do presidente Lula publicado na edição de hoje do Financial Times (divulgado ontem pelo site do jornal):
Após deixar a Presidência, quero continuar contribuindo para a melhoria da qualidade da vida da população. Ao nível internacional pretendo concentrar minha atenção em iniciativas que beneficiem países da América Latina e do Caribe e o continente africano.
(…) Quero levar adiante os esforços feitos pelo meu governo no sentido de criar um mundo multilateral e multipolar, livre da fome e da pobreza. Um mundo no qual a paz não seja uma utopia distante, mas uma possibilidade concreta.
Com base neste segundo trecho, o experiente repórter Roldão Arruda considera que o presidente “deixou seu projeto ainda mais explícito”. No entanto, não há nenhuma relação entre ter interesse e empenho por uma causa internacional e o desejo de ocupar um posto ou cargo no exterior.

A Folha, que foi mais comedida no título (“Lula planeja manter papel internacional após governo”), também embarcou nessa canoa furada ao mencionar no texto sobre o mesmo assunto que “o presidente gostaria de virar secretário-geral de uma renovada Organização das Nações Unidas ou de presidir o Banco Mundial” (página 8-A da edição de hoje).
 
A imaginação do Estadão e da Folha é livre. Mas, em favor do bom jornalismo, os dois jornais poderiam, no mínimo, ter informado aos seus leitores que nos últimos três meses o presidente refutou categoricamente essa especulação em pelo menos cinco entrevistas, das quais destacamos os seguintes trechos:..Continue lendo aqui no Blog do Planalto

Hoje tem pesquisa Vox Populi na Band

O telejornalismo da TV Bandeirantes confirmou que divulgará hoje pesquisa Vox Populi sobre a corrida presidencial. Nos meios políticos e jornalísticos o resultado esperado é a confirmação do quadro mostrado na última pesquisa CNI/Ibope, com Dilma na frente de Serra.

Na última pesquisa do instituto, em maio, Dilma já apareceu na frente, com 38% das intenções de voto, contra 35% de Serra.

Viúva de Roberto Marinho organiza almoço para Dilma

Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da TV Globo, está organizando almoço em torno de Dilma Rousseff (PT). Os convidados vão se reunir na célebre casa do Cosme Velho, no Rio, onde Marinho recebeu praticamente todos os governantes brasileiros.

E a grande preocupação de empresárias e socialites que se reuniram na sexta com Dilma na casa de Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, era saber como ela, se eleita presidente, lidará com "os radicais do PT". "Lula conseguiu segurá-los. E ela? É nosso medo", diz uma das convidadas. Dilma disse que o PT é seu "menor problema", pois "amadureceu" no poder. Quem não se adaptou deixou o partido

Dilma contradisse o adversário, José Serra (PSDB), que afirma que a Bolívia exporta "90%" da cocaína consumida no Brasil. No ranking dela, o primeiro "exportador" é a Colômbia, seguida de Peru e então Bolívia. Em relação às diferenças entre os países da América Latina, "ela deu uma brincada e falou rindo: "Temos que aceitar que os mais parecidos conosco são os argentinos mesmo'", relata uma das presentes.

E a ex-ministra fez uma revelação às convidadas: o BNDES financiará estádios de no máximo 40 mil lugares para a Copa de 2014, para que depois não virem elefantes brancos. A CBF de Ricardo Teixeira pressiona o Estado de São Paulo a construir arena de 60 mil lugares.Notas da coluna de Mônica Bergamo

Quando tudo dá errado


“A novela do PSDB sobre o vice de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis que não se consegue entender como avança, nem como cada desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de Dilma Rousseff não param de dar risada”

É impressionante como tudo parece dar errado numa campanha quando seu candidato começa a perder terreno para o adversário. É como se algum fenômeno começasse a embotar a inteligência das pessoas fazendo com que os estrategistas cometam erros inacreditáveis. Nas eleições passadas, houve a armadilha do PT em cima de Geraldo Alckmin sobre a privatização das estatais. Alckmin engoliu a isca e reagiu vestindo aquele inesquecível macacão amarelo cheio de adesivos de Petrobras, Banco do Brasil, etc. Parecia o Rubinho Pé de Chinelo do Casseta & Planeta. O eleitor não perdoou: Alckmin cometeu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que tivera no primeiro.Leia a matéria completa aqui

Em artigo para o "FT", Presidente afirma que quer levar adiante esforços de seu governo para criar um mundo "livre da fome e da pobreza"

Em artigo divulgado hoje pelo site do jornal britânico Financial Times, o mais prestigioso do mundo na área econômica, o Presidente Lula escreveu um artigo que entre outras coisas diz: "Após deixar a Presidência, quero continuar contribuindo para a melhoria da qualidade da vida da população. A nível internacional pretendo concentrar minha atenção em iniciativas que beneficiem países da América Latina e do Caribe e o continente africano."

"Quero levar adiante os esforços feitos pelo meu governo no sentido de criar um mundo multilateral e multipolar, livre da fome e da pobreza. Um mundo no qual a paz não seja uma utopia distante, mas uma possibilidade concreta."

O artigo assinado pelo Presidente Lula faz parte de um caderno especial sobre o Brasil, que circula hoje com a edição impressa do jornal. Sob o título O Novo Brasil, o caderno destaca a estabilidade e o recente crescimento da economia brasileira, comparando o País a um adolescente que cresceu rapidamente, parece confiante e ansioso para deixar suas marcas no cenário internacional, mas ainda enfrenta problemas, como se não estivesse acostumado com a sua própria estatura.

O Financial Times, diz que "Lula levou seu partido a adotar medidas cujos resultados são agora celebrados ao redor do mundo, com boa razão", diz o texto de apresentação do caderno. "Cerca de 10 milhões de brasileiros, de um total de 192 milhões, passaram para o nível da classe média entre 2004 e 2008, e desde 1990 os níveis de pobreza caíram pela metade."

No artigo, Lula, disse que tem muito orgulho das conquistas de seu governo, que retirou o País da situação de estagnação econômica em que se encontrava. A questão internacional foi enfatizada por ele em mais de um momento. Afirmou, por exemplo, que se sente particularmente satisfeito com a posição que o Brasil começou a ocupar no cenário mundial, procurando agir ao lado de outros países emergentes.

"Com eles nós estamos criando a base de uma nova economia internacional e geografia política", escreveu. "Com eles temos procurado construir um mundo mais justo em termos sociais e econômicos livre da fome e da miséria, com respeito aos direitos humanos e com capacidade para enfrentar a ameaça do aquecimento global."

O Brasil tem muita experiência para dividir, especialmente com os vizinhos da América Latina, cuja economia,, não vai tão bem quanto a brasileira. "Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiças sociais."

Financial Times diz ainda que, se alguma pessoa personifica hoje a nova situação do Brasil, assumindo um novo papel na cena internacional, com estabilidade política e crescimento econômico, é o seu Presidente. O jornal mais uma vez relembra a trajetória de Lula, de menino pobre e condenado à miséria a primeiro mandatário do País uma história que ele mesmo não se cansa de contar e que encanta os estrangeiros, especialmente europeus. No artigo divulgado Lula voltou a dizer que é o primeiro Presidente brasileiro sem nenhum título universitário e, ao mesmo tempo, o que mais construiu universidades.

Álvaro Dias, vice de Serra tem motorista fantasma, pago com dinheiro público

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), convidado para ser o vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial, abriga em seu escritório de apoio no Paraná funcionário fantasma no gabinete, mas que dá expediente no Partido da República (PR) do estado. A exemplo do que acontece no gabinete do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que mantém em seu escritório de apoio funcionários fantasmas, o servidor Adilson Bernert não trabalha as 40 horas semanais determinadas pela diretoria-geral do Senado.

Lotado como motorista, o assessor de Álvaro Dias foi encontrado pelo Correio na sede do PR, no estado. No escritório de apoio, a atendente informa que Bernert não é motorista, mas um “assessor normal” e que vai “às vezes” ao local e poderia ser localizado pelo celular.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Senado, os comissionados têm que cumprir “oito horas de trabalho e qualquer funcionário que esteja trabalhando em outra função nesse horário em tese está cometendo ilícito”. As atividades paralelas só seriam permitidas “à noite, se a jornada não coincidisse” com o trabalho.

A movimentada rotina de contador do assessor de Dias supera o trabalho no gabinete. O suposto motorista do tucano foi tesoureiro da campanha de Álvaro Dias na disputa pelo governo do Paraná em 2002, trabalhou para o tucano em 2006 e agora cuida das finanças do PR no estado. Só em 2006, seus trabalhos de contabilidade renderam mais de R$ 75 mil apenas para sete clientes, entre eles o senador, que pagou R$ 31 mil pelos serviços. Apesar do volume de trabalho, Bernert afirma que é contador autônomo e que acumula as funções de motorista e responsável pela contabilidade do PR, sem prejuízo de nenhuma das funções. “Sou motorista dele (Álvaro Dias) e contador autônomo. Trabalho para o senador Álvaro Dias. O profissional não pode se ater a vínculos partidários. Sou motorista mesmo e contador. Hoje em dia a gente tem que ser polivalente”.

Consulta
De acordo com norma interna que rege a contratação de funcionários, os gabinetes só podem nomear como motorista um funcionário, com salário de aproximadamente R$ 3 mil. Para manter o motorista que o serve em Brasília, o gabinete tem que usar o recurso de contratar um terceirizado com a verba de gabinete. Dias afirmou que fez consulta à direção do Senado para saber se há algo irregular na contratação do suposto motorista.

Inquérito contra Efraim no STF
O presidente do inquérito da Polícia Legislativa do Senado que investiga a contratação de funcionários fantasmas no gabinete de Efraim Morais (DEM-PB), Everaldo Bosco, entregou no início da tarde de ontem no Supremo Tribunal Federal o resultado das investigações contra o parlamentar. O número do inquérito envolvendo Efraim é o 2.987. Nas 740 páginas reunidas em quatro volumes, as autoridades policiais do Senado apresentaram relatos de servidores e documentos que mostram indícios que podem responsabilizar Efraim pelo esquema de funcionários fantasmas.Do Correio

Brasil dá exemplo na infraestrutura;Seis empreendimentos aparecem na lista dos melhores projetos em andamento no mundo

O Brasil aparece na lista dos 100 melhores empreendimentos sendo tocados ou prontos para saírem do papel mundo afora. Segundo ranking elaborado pela consultoria

KPMG, seis projetos brasileiros são apontados como exemplares: o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), o Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga (PE), a Cidade Administrativa do estado de Minas Gerais, o Rodoanel Oeste de São Paulo(bancado com dinheiro do PAC), o Trem de Alta Velocidade, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, e os navios da Petrobras que transportam e convertem gás natural

O estudo levou em consideração aspectos como o potencial de escala, a complexidade deexecução, a inovação empregada nas obras e o impacto sobre a sociedade. De acordo com a KPMG, o levantamento Infrastructure 100 tem a intenção de divulgar as boas ideias que estão sendo postas em prática em diferentes países para impulsionar o crescimento econômico e beneficiar as populações locais.

Desafios
“O desenvolvimento da infraestrutura é um dos grandes desafios globais atualmente. As obras listadas pelo estudo são ambiciosas, mas essenciais. Os projetos selecionados apresentam benefícios reais para a sociedade”, afirmou o sócio de Project Finance e PPP da KPMG no Brasil, Maurício Endo.

Para ele, apesar dos vários empreendimentos em andamento no Brasil hoje, o país não pode se descuidar da infraestrutura. Isso, segundo ele, vale, sobretudo, para o próximo governo. “A realização da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016) demandará uma série de projetos que dizem respeito à mobilidade, como aeroportos, metrô e trem. O Brasil tem um deficit muito grande no transporte de massa e as cidades-sedes desses eventos — todas com mais de 2 milhões de habitantes — terão de lidar com isso”, disse.

Na avaliação de Ricardo De Vecchi, diretor do Banobras, o banco estatal de desenvolvimento do México, os desafios não se
restringem ao Brasil. Estão presentes em toda a América Latina, que enfrenta questões estruturais para dar continuidade a seu crescimento.

“A América Latina verá nos próximos anos investimentos
cada vez maiores dos setores público e privado em infraestrutura, com uma sinergia que transformará a sociedade. No entanto, é importante discutir o papel do setor privado, uma vez que o aumento dos investimentos pode não ser muito bem recebido por alguns setores da sociedade, que ainda têm uma certa reticência à influencia privada em projetos de infraestrutura”, analisou.
O Brasil está tentando correr contra o atraso por meio do Programa de Aceleração do Crescimento. Dos R$ 39,4 bilhões investidos pelo governo federal no ano passado, R$ 21,24 bilhões foram destinados às obras do PAC.

Destaques

Os projetos brasileiros escolhidos

Presídio do estado de Pernambuco
O Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga é uma unidade prisional que difere dos demais presídios por se assemelhar a uma escola, modelo adotado nos Estados Unidos e na Europa. O centro, construído numa área de 98 hectares e com investimentos de R$ 287 milhões, faz parte de uma Parceria Público-Privada (PPP) e terá capacidade para receber 3.126 detentos. A previsão de inauguração é no fim de 2012.

Cidade Administrativa do estado de Minas Gerais
Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a cidade administrativa, inaugurada no início do ano, abriga a sede do governo de Belo Horizonte, assim como outros órgãos do estado e ocupa uma área de 804 mil metros. A intenção é economizar até R$ 85 milhões por ano em gastos com aluguéis, água, luz e telefone. A obra, que teve investimentos de R$ 900 milhões, deve receber 20 mil funcionários até o fim de 2010.

Golar/Petrobras
As duas primeiras embarcações do mundo capazes de converter e regaseificar GNL a bordo, além de armazenar o produto, fez com que a Petrobras e a empresa norueguesa Golar LNG aparecessem no ranking da KPMG. Com capacidade para regaseificar até 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia, os dois flutuantes são citados pela consultoria por sua capacidade de replicação em outras regiões do mundo e decretar o fim da dependência dos gasodutos.

Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira
As usinas de Jirau e Santo Antônio aumentarão em 6.450 megawatts (cerca de meia Itaipu) a oferta nacional de energia elétrica. Com investimento aproximado de R$ 20 bilhões, o complexo está previsto para funcionar, com todas as unidade geradoras, a partir de 2016.

Rodoanel Oeste de São Paulo
O trecho Oeste, de 32km de extensão, tem o objetivo de evitar que veículos pesados que transportam cargas para o porto de Santos e do Rio de Janeiro passem por importantes rodovias de São Paulo, reduzindo o trânsito caótico da capital paulista. Depois de ser completamente inaugurado, todo o complexo terá 174km.

Trem de Alta Velocidade
O projeto que interliga as duas principais metrópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, prevê 518km de extensão e a construção de 100km de túneis e outros 100km de trilhos elevados. O custo previsto pelo governo federal para a conclusão de todo projeto é da ordem de R$ 35 bilhões, dos quais R$ 20,8 bilhões serão financiados pelo BNDES. Correio